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Datafolha: 76% dizem que ministros do STF têm poder demais
Política

Datafolha: 76% dizem que ministros do STF têm poder demais

📅 12/09/2026, 19:53

André Mendonça e Alexandre de Moraes em sessão do Supremo em 2 de setembro de 2026 Antonio Augusto/STF Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (12) mostra que 76% dos entrevistados consideram que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm poder demais. Outros 18% discordam dessa afirmação, 3% não concordam nem discordam e 4% não souberam responder. A pesquisa mediu também o impacto da crise que afeta o STF sobre a reputação do tribunal: 77% dizem concordar com a afirmação de que "as pessoas acreditam menos no STF agora do que no passado". Outros 16% discordam dessa afirmação; 3% não concordam nem discordam e 4% não sabem ou não responderam. Em outra questão abordada pelo Datafolha, 71% afirmam concordar que o STF é essencial para proteger a democracia no Brasil. Outros 21% discordam e 3% não concordam nem discordam. Por fim, 5% não souberam responder. Agora no g1 A pesquisa foi encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela Globo. O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-01833/2026. Crise no STF se intensificou nas últimas semanas A crise no Supremo Tribunal Federal se intensificou após a divulgação de um relatório da Polícia Federal (PF) produzido no âmbito do caso do banco Master. Tornado público em 1º de setembro por decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no STF, o documento reúne mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro a um contato atribuído pelos investigadores ao ministro Alexandre de Moraes, além de referências a encontros e pedidos de orientação e proteção diante do avanço das investigações. Os ministros Edson Fachin, André Mendonça, Flávio Dino e Alexandre de Moraes Alejandro Zambrana/STF, Antonio Augusto/STF e Gustavo Moreno/STF Parte das mensagens foi trocada nos dias anteriores à primeira prisão de Vorcaro, em novembro de 2025. Como o material foi extraído do celular do ex-banqueiro, o relatório não contém eventuais respostas de Moraes. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a nulidade do documento, e o plenário do Supremo deverá decidir sobre os próximos passos. O conflito ganhou nova dimensão em 3 de setembro. Com base em relatórios internos de inteligência da PF, Moraes sustentou haver indícios de irregularidades na atuação de Mendonça, citando, em tese, improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e possível favorecimento político na condução de apurações relacionadas aos casos Master e INSS. Os documentos, porém, continham ressalvas de que não havia valor probatório nas informações. Com base nesses elementos, Moraes pediu que Mendonça fosse investigado no inquérito das fake news, do qual era relator. Mendonça, por sua vez, afirmou ter sido alvo de monitoramento pela PF e apontou possíveis irregularidades na elaboração dos documentos usados contra ele. Depois, Fachin retirou esse pedido do inquérito das fake news e tirou de Moraes a relatoria. Afastamento e reintegração de diretores da PF A disputa também alcançou o comando da Polícia Federal. No dia 8, Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. O ministro disse que a PF o submeteu a monitoramento ilegal. No dia seguinte, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração de Rodrigues e Almada, em uma nova decisão, paralela à de Mendonça. Em seguida, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu as duas medidas conflitantes — a de afastamento e a de reintegração —, o que manteve Andrei no cargo, e pediu explicações ao diretor-geral da PF. Em manifestação enviada a Fachin nesta sexta-feira (11), Andrei Rodrigues negou que a PF tenha monitorado Mendonça e afirmou que os relatórios foram produzidos de forma regular pela área de inteligência da corporação e encaminhados a Moraes em cumprimento de ordem judicial. Fachin convocou para terça-feira (15) uma sessão extraordinária do plenário para discutir o relatório da PF sobre as mensagens de Vorcaro a Moraes e o encaminhamento do caso. Além disso, determinou a abertura integral dos documentos vinculados ao Master sob a relatoria de Mendonça. O objetivo é assegurar que os ministros tenham acesso ao acervo antes da sessão.

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Ela postou, sem saber, sobre uma festa de Daniel Vorcaro no Madame Satã e sua vida sofreu um terremoto: 'Só agora entendi tudo'
Política

Ela postou, sem saber, sobre uma festa de Daniel Vorcaro no Madame Satã e sua vida sofreu um terremoto: 'Só agora entendi tudo'

📅 12/09/2026, 19:40

Influenciadora gravou vídeo em que conta história Reprodução Quando a conta @anatrackid desapareceu do Instagram, em 10 de novembro de 2023, a contadora Ana Raquel dos Santos Ribeiro havia acabado de transformar em profissão um projeto iniciado três anos antes. Como influenciadora e criadora de conteúdo sobre música eletrônica, ela reunia notícias, datas de eventos, escalações de DJs e venda de ingressos. O perfil já tinha cerca de 13 mil seguidores e alcançava mais de 425 mil contas. Em setembro daquele ano, antes da suspensão da conta, Ana havia deixado o emprego de contadora para se dedicar ao perfil. Sua renda vinha de comissões sobre a venda de ingressos, divulgação de festas e criação de conteúdo. A suspensão, portanto, não significava apenas perder fotografias e vídeos: significava ficar sem o principal canal de trabalho. No dia 1º de novembro de 2023, antes da suspensão, ela havia publicado um vídeo de uma festa na boate Madame Club, conhecida como Madame Satã em São Paulo. "Quando eu for rico, haverá sinais", dizia a legenda. Ana não fazia ideia de que a postagem irritaria um dos homens que se tornaria, anos depois, o pivô de um dos maiores escândalos financeiros e políticos da história recente do Brasil: o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Segundo reportagem da revista Piauí, a festa tinha sido articulada por Vorcaro e tinha restrição explícita para que ninguém levasse celulares. O objetivo era manter o evento longe dos holofotes — a festa contou, segundo a revista, com 20 homens e 120 mulheres. Ana não esteve na festa mostrada no vídeo. Ela disse à BBC News Brasil que apenas noticiou o ocorrido depois de acessar o material por meio de um técnico de som que teria trabalhado e publicado sobre o evento. "Na época ninguém entendia do que se tratava", afirmou. "Todas as páginas de música eletrônica postaram por conta da popularidade dos artistas contratados e por ser um evento privado." Com a suspensão do sigilo dos documentos das investigações sobre o Banco Master que tramitam no STF, Ana descobriu só agora o que pode ter sido o motivo da suspensão de seu perfil: um pedido do próprio Vorcaro. Publicação de Ana no Instagram irritou Daniel Vorcaro Reprodução 'Só consigo entender tudo agora' As informações sobre a suspensão da conta de Ana constam de uma ação judicial apresentada em 2023 contra Facebook Serviços Online do Brasil Ltda., empresa do grupo Meta que figurou como ré no processo. A BBC News Brasil teve acesso à íntegra dos autos. Depois que a conta caiu, o Instagram informou que ela deveria recorrer e provar que não era um robô. Ana cumpriu as etapas de verificação, mas recebeu a informação de que a conta estava suspensa definitivamente. A comunicação não apontava uma publicação específica nem explicava em detalhes qual regra havia sido desrespeitada. Ela então decidiu entrar na Justiça em 13 de novembro de 2023. A ação foi apresentada contra Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. A liminar para reativação imediata foi inicialmente negada. O juiz entendeu que era necessário ouvir a empresa e apurar o motivo do bloqueio. Em sua defesa, o Facebook Brasil afirmou que o perfil havia sido temporariamente indisponibilizado para a análise de uma possível violação às políticas do Instagram. Os autos resumem a justificativa como relacionada à "integridade e identidade autêntica". A empresa, porém, não indicou qual ação concreta de Ana teria violado as regras. A conta acabou restabelecida em 28 de novembro. O juiz Paulo Bernardi Baccarat considerou a explicação da empresa genérica. Na sentença, escreveu que a empresa se limitou a citar termos de uso e diretrizes e "deixou de apontar quais foram as violações específicas" no caso. A companhia foi condenada a manter a conta ativa e a pagar R$ 3 mil por danos morais, além das despesas do processo e dos honorários advocatícios. Instagram indicou que conta de Ana não seguia 'Diretrizes da Comunidade', mostra processo judicial Reprodução 'Derrubar esse' Daniel Vorcaro deu ordem para derrubar publicação de Ana no Instagram, mostra imagem em relatório da PF Reprodução A mensagem sobre a publicação de Ana foi encontrada durante uma investigação muito mais ampla sobre Daniel Vorcaro e o Banco Master. O celular do banqueiro foi apreendido pela Polícia Federal em novembro de 2025, durante a primeira fase da Operação Compliance Zero. A investigação apurava suspeitas de fraudes na venda de cerca de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito do Banco Master para o Banco de Brasília, o BRB. A análise do aparelho deu origem a um relatório de 126 páginas da Polícia Federal. O documento foi incorporado a uma petição, que tramita no Supremo Tribunal Federal, e se tornou público após o levantamento do sigilo das investigações relacionadas ao caso Master. O relatório não trata especificamente de Ana. Os investigadores analisavam conversas mantidas por Vorcaro com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, identificado no celular como "Felipe Mourão", também conhecido como Sicário. Segundo a Polícia Federal, Mourão atuava como executor de determinações de Vorcaro. O documento reúne indícios sobre acesso a informações sigilosas, intimidação de pessoas e tentativas de controlar conteúdos publicados na internet. Mourão morreu dois dias após a PF informar que ele tentou suicídio em suas instalações onde estava preso. A postagem de Ana aparece em uma seção intitulada "Monitoramento e manipulação de perfis em redes sociais". Nesse trecho, a PF apresenta diferentes situações em que Vorcaro pede a Mourão que acompanhe, retire ou tente derrubar conteúdos considerados inconvenientes. Em 3 de novembro de 2023, Vorcaro encaminhou a Mourão o link do vídeo publicado dois dias antes por Ana. "Derrubar esse", escreveu o banqueiro. Mourão respondeu "Bom dia" e "Sim". Vorcaro esclareceu que não queria a remoção de todo o perfil de Ana: "Só o post." Mourão afirmou que já havia feito um pedido relacionado ao Instagram, mas Vorcaro voltou a corrigi-lo: "Insta não. Só o post". Na continuação da conversa, os dois demonstraram dúvida sobre a necessidade de retirar a publicação. Vorcaro observou que o vídeo não dizia "nada demais" e que a tentativa de removê-lo poderia gerar mais repercussão. Também comentou que o perfil tinha poucos seguidores. Sete dias depois daquela conversa, a conta inteira de Ana foi suspensa pelo Instagram. O relatório afirma que, em outros episódios, o grupo ligado a Vorcaro teria recorrido indevidamente a canais destinados a pedidos de autoridades para tentar retirar perfis das redes sociais. Segundo a PF, documentos com aparência oficial teriam sido usados para induzir as plataformas a derrubar contas. O documento não demonstra que esse método tenha sido utilizado contra Ana. Também não comprova que Mourão tenha feito uma solicitação à Meta relacionada ao perfil dela ou que a suspensão tenha sido consequência do pedido de Vorcaro. "Nunca soube, e eles não conseguiram provar quais foram as diretrizes que eu havia infringido", disse Ana à BBC News Brasil. "Só consigo entender tudo agora, três anos depois." Procurada, a Meta, dona do Instagram e do Facebook, disse que não iria comentar a reportagem. Agora no g1

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PGR reforça pedido para que todos os ministros do STF tenham acesso integral aos dados extraídos do celular de Vorcaro
Política

PGR reforça pedido para que todos os ministros do STF tenham acesso integral aos dados extraídos do celular de Vorcaro

📅 12/09/2026, 18:45

A Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou neste sábado (12) nova manifestação ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, defendendo que todos os ministros da Corte tenham acesso integral dos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro antes do julgamento marcado para terça-feira (15). No documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, reitera posição apresentada na véspera e afirma considerar relevante que os integrantes do tribunal conheçam previamente "a integralidade dos dados necessários" para formar convicção sobre o caso. "Da mesma forma, parece-nos relevante, sobretudo e especialmente dadas as peculiaridades da causa, que todos ministros tenham conhecimento prévio da integralidade dos dados necessários para a formação de juízo sobre o tema posto em debate", escreveu Gonet. A manifestação também é assinada pelo subprocuradores-gerais da República Antônio Edílio Magalhães Teixeira e André de Carvalho Ramos, e pelo vice-procurador-Geral da República Hindemburgo Chateaubriand Filho, que fez o primeiro pedido de acesso total aos dados do Master. O pedido da PGR ocorre um dia depois de os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes se manifestarem pelo acesso integral dos dados extraídos do celular de Vorcaro. Mendonça diz que celular de Vorcaro está com a PF e que dados estão lacrados Eles defenderam que o conteúdo completo do aparelho seja compartilhado com todos os integrantes do STF antes da sessão que analisará relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas entre o ex-banqueiro e Moraes. Nesta sexta (11), Gilmar Mendes enviou ofício a Fachin sustentando que o acesso restrito ao material compromete a colegialidade do tribunal e pediu que, caso o ministro André Mendonça não disponibilize os arquivos, a Presidência do STF solicite diretamente à Polícia Federal o envio das cópias aos gabinetes dos ministros. Delegados da PF pedem que Paulo Gonet se declare impedido de atuar em apuração sobre mensagens de Daniel Vorcaro Jornal Nacional/ Reprodução A ofensiva de Gilmar Mendes se somou a movimentos feitos por Cristiano Zanin e por Alexandre de Moraes: Zanin acionou Fachin cobrando acesso à íntegra do espelhamento do telefone de Vorcaro, um iPhone 17 Pro apreendido pela PF, argumentando que o plenário precisa conhecer o contexto integral dos dados antes de julgar o caso. André Mendonça informou a Fachin que o aparelho físico original não está sob sua posse, mas sim guardado nos depósitos da própria PF para preservar a cadeia de custódia da prova. O relator declarou que possui apenas uma cópia de segurança em disco rígido criptografado, enviada pela PF em março de 2026, que permanece intacta e lacrada. Em novo ofício, Zanin contestou a justificativa de Mendonça, sustentando que o lacre de uma cópia de segurança não impede o compartilhamento com os demais julgadores, lembrando ainda que a própria defesa de Vorcaro já obteve acesso à integralidade do material. Moraes reforçou o pedido e afirmou que "não cabe ao relator escolher quais os documentos acessíveis ao colegiado". Com o novo documento enviado a Fachin, Gilmar Mendes consolidou a pressão sobre o relator para que o conteúdo seja destravado, seja por via do gabinete de Mendonça ou diretamente pela PF, antes da sessão de terça-feira. Em outro ofício, o próprio Moraes reforçou o pedido de Zanin. "Não cabe ao ministro relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento", declarou.

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PF encontrou lista intitulada 'Câmara', com 'nomes' de deputados e 'valores', na churrasqueira de Ciro Nogueira
Política

PF encontrou lista intitulada 'Câmara', com 'nomes' de deputados e 'valores', na churrasqueira de Ciro Nogueira

📅 12/09/2026, 16:47

Papel encontrado na churrasqueira de Ciro Nogueira contém 'nome' de deputados e números que, provavelmente, são 'valores', segundo a PF Reprodução A Polícia Federal encontrou uma lista com "nomes" de deputados e prováveis "valores" em um conjunto de documentos que estava na churrasqueira da casa do senador Ciro Nogueira (PP-PI) durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em maio deste ano, na 5ª fase da Operação Compliance Zero. Na casa, localizada no Lago Sul, um dos bairros mais caros da capital federal, uma funcionária do senador disse ter sido orientada por Ciro a queimar os documentos encontrados na churrasqueira por serem velhos, "o que não foi feito por ausência de tempo hábil por parte da funcionária doméstica". O relato da PF não tem informação sobre quando Ciro Nogueira teria instruído a funcionária a incinerar os papéis. "Na churrasqueira da residência, foram localizados documentos que, segundo a funcionária Débora, haviam sido entregues pelo investigado para serem queimados, sob a justificativa de serem 'antigos ou sem serventia'. Tais papéis seguirão para análise contextualizada pela equipe de investigação", escreveram os investigadores. Entre os documentos encontrados, está um papel que traz apenas primeiros nomes em uma lista intitulada como "Câmara", acompanhado de números que, segundo a PF, "provavelmente" são "valores" (veja na imagem acima). A lista contém os seguintes nomes e números: Arthur, 40; Hugo, 10; Elmar, 10; Luizinho, 10; Adolfo, 10; Isnaldo, 10; Diego, 5; Altineu, 5; Netinho, 5. "A equipe policial encontrou um rascunho em que consta o nome 'CAMARA', seguido por vários nomes, possivelmente de parlamentares, a exemplo de 'ARTHUR' (provavelmente Arthur Lira), 'HUGO' (provavelmente Hugo Motta), 'ELMAR' (provavelmente Elmar Nascimento), 'LUIZINHO' (provavelmente 'Doutor Luizinho'), 'ADOLFO' (provavelmente Adolfo Viana), 'ISNALDO (provavelmente Isnaldo Bulhões), dentre outros passíveis de identificação", escreveu a PF. "Ressalte-se que, ao lado de cada nome, há números e, em seguida, valores (provavelmente), o que carece de esclarecimento", continuou a equipe policial. Em nota, a assessoria do deputado Arthur Lira (PP-AL) afirmou que o ex-presidente da Câmara "desconhece as anotações mencionadas e não pode responder por esse registro" encontrado pela PF. A assessoria de Hugo Motta afirmou que o atual presidente da Câmara não vai se manifestar. Ao g1, o deputado Elmar Nascimento (União Brasil-BA) disse repudiar "completamente" qualquer menção ao nome dele, sobretudo em uma anotação que classificou como "apócrifa". Ele também ressaltou que não é do partido de Ciro Nogueira e nunca "fez política" com o senador do PP. "Estamos vivendo um momento policialesco, que está voltado à classe política. E que deveria estar voltado à conduta de maus policiais. Nunca tive qualquer relação que possa implicar que meu nome esteja em uma coisa dessas", declarou. O g1 também procurou as assessorias de Ciro Nogueira, Dr Luizinho e Isnaldo Bulhões. E tenta contato com as equipes dos demais citados. O espaço permanece aberto para a manifestação dos congressistas. 'Elevado padrão econômico' PF aponta que Ciro Nogueira e Jaques Wagner receberam propina milionária para favorecer Banco Master Em relatório feito por agentes da PF sobre o cumprimento do mandado de busca e apreensão na casa de Ciro Nogueira, os policiais afirmam que chamou atenção, durante as diligências, o "elevado padrão econômico" de Ciro Nogueira. Tal constatação dos investigadores ocorreu depois que foram encontrados vinhos e uísques de "alto valor" além de "diversas bolsas de grife internacional". "A diligência também evidenciou sinais de elevado padrão econômico, a exemplo de adega contendo vinhos e whiskies de alto valor e diversas bolsas de grife internacional. No closet, foram identificadas várias malas de viagem vazias com etiquetas em nome de terceiros, incluindo familiares do investigado, circunstância que levantou suspeitas quanto à possível utilização para transporte de valores", diz o relatório da PF. PF encontrou papéis em churrasqueira de Ciro Nogueira durante operação; funcionária disse ter recebido ordem de senador para 'queimar' Reprodução Brasília – DF- 29/04/2026 – Senador Ciro Nogueira durante sessão do Senado Federal Lula Marques/ Agência Brasil

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Augusto Cury diz que vai 'fazer de tudo' para que metade das vagas em ministérios sejam ocupadas por mulheres
Política

Augusto Cury diz que vai 'fazer de tudo' para que metade das vagas em ministérios sejam ocupadas por mulheres

📅 12/09/2026, 16:38

Augusto Cury, candidato à Presidência do Avante, em palestra em São Paulo Reprodução/TV Globo O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) participou de um evento voltado à classe médica e ministrou uma palestra de aproximadamente 45 minutos para um público de cerca de 300 pessoas na manhã deste sábado (12), em São Paulo. Após o encontro, ele disse esperar que o Supremo Tribunal Federal (STF) resolva em uma semana a crise interna e que o eleitor não deve votar em quem está na lista do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A chamada “Crise Master” no STF começou após a divulgação de relatórios da Polícia Federal que apontaram trocas de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de suspeitas envolvendo a atuação de Moraes e do ministro André Mendonça em investigações relacionadas ao caso. (veja mais abaixo) Durante a apresentação, Cury abordou temas relacionados à psiquiatria e à saúde mental. Entre os assuntos tratados estavam a violência contra a mulher, o aumento dos casos de feminicídio, além de questões relacionadas à autoestima e ao bem-estar emocional. Ao final da palestra, o candidato cumprimentou e abraçou os organizadores do evento. Ensino integral Após o evento, Cury também falou sobre propostas para a área da educação. Entre as ideias apresentadas está a defesa da ampliação da educação em tempo integral. Segundo Cury, a educação em tempo integral deve ser uma das prioridades, com a criação de condições para que os estudantes permaneçam mais tempo nas escolas. O candidato também afirmou que pretende aumentar a participação das mulheres no governo e propôs que metade dos ministérios seja ocupada por elas. "Um dos meus sonhos é fazer de tudo para que metade das vagas dos ministérios possam ser preenchidas pelas mulheres, talvez pela primeira vez. Vamos fazer de tudo", disse o candidato. Agenda no interior de SP Depois da atividade na Grande São Paulo, Augusto Cury seguiu para Porto Feliz, no interior do estado. Na cidade, ele participa de um encontro fechado com empresários. Na sequência, o candidato vai para o escritório de campanha para gravar conteúdos. 'Crise Master' no STF A crise começou no início de setembro, quando vieram à tona relatórios da Polícia Federal indicando trocas de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes sobre operações policiais, além de registros sobre a atuação do ministro na edição de um contrato de R$ 130 milhões entre o escritório de sua esposa e o ex-banqueiro. Paralelamente, relatórios de inteligência da PF passaram a apontar suspeitas de assimetria e direcionamento por parte do ministro André Mendonça na condução das operações "Sem Desconto" e "Compliance Zero". Diante da manutenção do segredo sobre os autos, a Procuradoria-Geral da República (PGR) acionou o presidente do STF, Edson Fachin, argumentando que a divulgação de apenas uma fração das peças poderia criar uma "ideia equivocada de transparência" e omitir o núcleo da investigação. Acolhendo o pedido da PGR, Fachin deu um prazo de 24 horas para que Mendonça derrubasse o sigilo das apurações do caso Master. Em cumprimento à determinação, Mendonça retirou o segredo de dezenas de procedimentos relacionados ao caso. O relator afirmou ter divulgado todos os processos principais disponíveis e argumentou que a manutenção do sigilo sobre trechos específicos foi uma medida "prudente e responsável" para proteger investigações em andamento e dados pessoais, bancários e fiscais de investigados. Antes da liberação dos novos documentos, o ministro Alexandre de Moraes encaminhou um ofício a Fachin acusando Mendonça de promover uma "escolha seletiva" na divulgação. Moraes apontou que o colega disponibilizou apenas 15 procedimentos de forma incompleta, omitindo 180 peças e arquivos do sistema do tribunal. Com isso, Moraes formalizou três pedidos à Presidência: a derrubada total e irrestrita do sigilo, a intimação de magistrados citados nos autos e o julgamento conjunto da petição sobre suas mensagens com o processo que avalia a conduta de Mendonça. Em despacho assinado neste sábado (12), o presidente Edson Fachin indeferiu o pedido de julgamento conjunto. O presidente do STF manteve a Sessão Plenária Extraordinária para analisar a petição de relatoria de Mendonça e agendou a apreciação da petição que reúne as informações sobre Moraes para o dia 23 de setembro, após a conclusão dos prazos de instrução.

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Lula diz que é preciso parar com 'babaquice de fazer superávit' para governo investir
Política

Lula diz que é preciso parar com 'babaquice de fazer superávit' para governo investir

📅 12/09/2026, 16:10

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (12) que a economia brasileira precisa crescer para gerar empregos no país. O petista acrescentou que, para isso, o governo precisa investir e parar com o que chamou de "babaquice de fazer superávit". As declarações foram dadas durante comício em Curitiba (PR). Lula concorre à reeleição para a Presidência da República no pleito de outubro. "Pra gerar emprego, a economia tem que crescer, e para economia crescer, o governo tem que investir. E para governo investir, é preciso parar com essa babaquice de fazer superávit, fazer superávit, de ter controle fiscal. Porque a grande dívida do Brasil é a taxa de juros que nós pagamos, R$ 1,3 trilhão. O restante é investimento", declarou o presidente. Lula diz que 'ninguém pode ser ministro da Suprema Corte para ficar rico' ▶️Analistas têm manifestado preocupação com a trajetória das contas públicas. Eles avaliam que os reiterados déficits fiscais dos últimos anos pressionam a taxa de juros e, consequentemente, o endividamento público. Para baixar o juro e conter a dívida, cobram um ajuste fiscal mais forte por parte do governo. ▶️Economistas observam que reduzir a taxa básica da economia, a Selic — atualmente em 14% ao ano — por decisão sem embasamento técnico não garante juros menores na economia. Isso porque o juro de longo prazo é definido pelo mercado e reflete expectativas sobre inflação, atividade econômica e gastos públicos. Se essas expectativas pioram, investidores passam a exigir taxas mais altas para financiar o governo, mantendo os juros elevados. ▶️Diante da disparada da dívida pública e do aumento da desconfiança sobre as contas do governo, os investidores passaram a exigir taxas de juros mais altas para financiar o governo. Isso eleva o custo da chamada rolagem da dívida pública, feita por meio da emissão de títulos pelo Tesouro Nacional, e também o endividamento brasileiro (em um "ciclo vicioso"). Lula em comício em Porto Alegre Bruno Todeschini/ Grupo RBS Lula vinha prometendo saldo positivo As declarações do presidente contradizem o plano de governo petista para o próximo mandato, protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que promete uma "política fiscal responsável" para impulsionar ainda mais os investimentos produtivos, o crescimento econômico de longo prazo a uma redução sustentada da taxa de juros. "O resultado fiscal virá, como fizemos até aqui, da retomada do crescimento econômico, do controle do aumento do gasto primário, investindo na melhoria da eficiência e da qualidade do gasto público, da promoção de justiça tributária e do combate aos privilégios e às distorções", diz o documento. Também contrariam suas próprias declarações em entrevista à TV Globo, no fim de agosto, quando o presidente garantiu que o país terá superávit e disse que pretende fazer uma “revolução tecnológica” no país em um eventual próximo mandato, com investimentos em inteligência artificial, minerais críticos, terras raras e defesa. “Eu quero voltar a fazer com que esse país dispute com o mundo rico. Esse país vai ter que ser dono dos minerais críticos, das terras raras. [...] É esse o futuro que eu quero para o país e é por isso que eu estou pleiteando o quarto mandato. Eu já acabei com a fome duas vezes. Quando eu voltei agora, esse país estava destruído. O déficit era 2,8%. O último foi 0,8% e, agora, vai ser positivo. Nós vamos fazer superávit", disse Lula, em agosto. Juros altos O ministro da Fazenda, Dario Durigan, que tem sido destacado para falar em nome da campanha de Lula, reiterou nas últimas semanas que o governo buscará retomar a trajetória de superávit nas contas do governo a partir de 2027, se reeleito. A proposta de orçamento enviada ao Congresso Nacional contempla uma projeção de saldo positivo de R$ 18,6 bilhões — após a previsão do atual mandato inteiro com as contas no vermelho. O objetivo da área econômica é possibilitar um corte da taxa de juros, atualmente em 14% ao ano. Em termos reais, está entre os maiores juros do mundo. As declarações do ministro da Fazenda e a proposta de orçamento abrangem um ajuste das contas do governo em dois pontos do PIB em um eventual novo mandato de Lula, mantendo um ritmo gradual de melhora das contas públicas. O objetivo seria justamente tentar conter o crescimento da dívida pública, que atingiu 82% em junho, o maior patamar desde a pandemia, com um forte crescimento de mais de 10 pontos na parcial da atual gestão de Lula, para baixar a taxa de juros da economia.

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Lula diz que é preciso parar com 'babaquice de fazer superávit' para governo investir
Economia

Lula diz que é preciso parar com 'babaquice de fazer superávit' para governo investir

📅 12/09/2026, 16:10

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (12) que a economia brasileira precisa crescer para gerar empregos no país. O petista acrescentou que, para isso, o governo precisa investir e parar com o que chamou de "babaquice de fazer superávit". As declarações foram dadas durante comício em Curitiba (PR). Lula concorre à reeleição para a Presidência da República no pleito de outubro. "Pra gerar emprego, a economia tem que crescer, e para economia crescer, o governo tem que investir. E para governo investir, é preciso parar com essa babaquice de fazer superávit, fazer superávit, de ter controle fiscal. Porque a grande dívida do Brasil é a taxa de juros que nós pagamos, R$ 1,3 trilhão. O restante é investimento", declarou o presidente. Lula diz que 'ninguém pode ser ministro da Suprema Corte para ficar rico' ▶️Analistas têm manifestado preocupação com a trajetória das contas públicas. Eles avaliam que os reiterados déficits fiscais dos últimos anos pressionam a taxa de juros e, consequentemente, o endividamento público. Para baixar o juro e conter a dívida, cobram um ajuste fiscal mais forte por parte do governo. ▶️Economistas observam que reduzir a taxa básica da economia, a Selic — atualmente em 14% ao ano — por decisão sem embasamento técnico não garante juros menores na economia. Isso porque o juro de longo prazo é definido pelo mercado e reflete expectativas sobre inflação, atividade econômica e gastos públicos. Se essas expectativas pioram, investidores passam a exigir taxas mais altas para financiar o governo, mantendo os juros elevados. ▶️Diante da disparada da dívida pública e do aumento da desconfiança sobre as contas do governo, os investidores passaram a exigir taxas de juros mais altas para financiar o governo. Isso eleva o custo da chamada rolagem da dívida pública, feita por meio da emissão de títulos pelo Tesouro Nacional, e também o endividamento brasileiro (em um "ciclo vicioso"). Lula em comício em Porto Alegre Bruno Todeschini/ Grupo RBS Lula vinha prometendo saldo positivo As declarações do presidente contradizem o plano de governo petista para o próximo mandato, protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que promete uma "política fiscal responsável" para impulsionar ainda mais os investimentos produtivos, o crescimento econômico de longo prazo a uma redução sustentada da taxa de juros. "O resultado fiscal virá, como fizemos até aqui, da retomada do crescimento econômico, do controle do aumento do gasto primário, investindo na melhoria da eficiência e da qualidade do gasto público, da promoção de justiça tributária e do combate aos privilégios e às distorções", diz o documento. Também contrariam suas próprias declarações em entrevista à TV Globo, no fim de agosto, quando o presidente garantiu que o país terá superávit e disse que pretende fazer uma “revolução tecnológica” no país em um eventual próximo mandato, com investimentos em inteligência artificial, minerais críticos, terras raras e defesa. “Eu quero voltar a fazer com que esse país dispute com o mundo rico. Esse país vai ter que ser dono dos minerais críticos, das terras raras. [...] É esse o futuro que eu quero para o país e é por isso que eu estou pleiteando o quarto mandato. Eu já acabei com a fome duas vezes. Quando eu voltei agora, esse país estava destruído. O déficit era 2,8%. O último foi 0,8% e, agora, vai ser positivo. Nós vamos fazer superávit", disse Lula, em agosto. Juros altos O ministro da Fazenda, Dario Durigan, que tem sido destacado para falar em nome da campanha de Lula, reiterou nas últimas semanas que o governo buscará retomar a trajetória de superávit nas contas do governo a partir de 2027, se reeleito. A proposta de orçamento enviada ao Congresso Nacional contempla uma projeção de saldo positivo de R$ 18,6 bilhões — após a previsão do atual mandato inteiro com as contas no vermelho. O objetivo da área econômica é possibilitar um corte da taxa de juros, atualmente em 14% ao ano. Em termos reais, está entre os maiores juros do mundo. As declarações do ministro da Fazenda e a proposta de orçamento abrangem um ajuste das contas do governo em dois pontos do PIB em um eventual novo mandato de Lula, mantendo um ritmo gradual de melhora das contas públicas. O objetivo seria justamente tentar conter o crescimento da dívida pública, que atingiu 82% em junho, o maior patamar desde a pandemia, com um forte crescimento de mais de 10 pontos na parcial da atual gestão de Lula, para baixar a taxa de juros da economia.

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'Crise Master' no STF: em Curitiba, Lula diz que 'ninguém pode ser ministro da Suprema Corte para ficar rico'
Política

'Crise Master' no STF: em Curitiba, Lula diz que 'ninguém pode ser ministro da Suprema Corte para ficar rico'

📅 12/09/2026, 14:55

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou neste sábado (12) que ninguém pode ser ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) para ficar rico. Segundo Lula, o cargo equivale a um "sacerdócio", ou seja, deve ser exercido com dignidade — comparado a ministros de um culto religioso. Durante campanha em Curitiba (PR), o Lula repetiu que seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, não será protegido. Lulinha é investigado em três inquéritos que tramitam no Supremo. Um deles, apura suspeitas de corrupção e tráfico de influência em uma tentativa de obter um contrato com o Ministério da Saúde para fornecer medicamentos à base de canabidiol ao SUS. "Ele [Lulinha] nasceu para fazer as coisas certas e eu acredito na inocência dele. Mas se ele cometeu um erro, ele terá de pagar pelo erro que cometeu", afirmou o presidente. Lula pede quebra total de sigilo em investigações do caso Master; Renata Lo Prete analisa "Isso vale pra mim, isso vale pro meu filho, isso vale para qualquer ministro da Suprema Corte. Ninguém pode ser ministro da suprema corte para ficar rico, aquilo é um sacerdócio. As pessoas têm que se dedicar. Porque é a Corte Suprema, quando ela toma uma decisão, ninguém pode mudar. As pessoas têm de ter um padrão de comportamento acima da média da sociedade", prosseguiu. 'Crise Master' no STF A crise começou no início de setembro, quando vieram à tona relatórios da Polícia Federal indicando trocas de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes sobre operações policiais, além de registros sobre a atuação do ministro na edição de um contrato de R$ 130 milhões entre o escritório de sua esposa e o ex-banqueiro. Paralelamente, relatórios de inteligência da PF passaram a apontar suspeitas de assimetria e direcionamento por parte do ministro André Mendonça na condução das operações "Sem Desconto" e "Compliance Zero". Diante da manutenção do segredo sobre os autos, a Procuradoria-Geral da República (PGR) acionou o presidente do STF, Edson Fachin, argumentando que a divulgação de apenas uma fração das peças poderia criar uma "ideia equivocada de transparência" e omitir o núcleo da investigação. Acolhendo o pedido da PGR, Fachin deu um prazo de 24 horas para que Mendonça derrubasse o sigilo das apurações do caso Master. Em cumprimento à determinação, Mendonça retirou o segredo de dezenas de procedimentos relacionados ao caso. O relator afirmou ter divulgado todos os processos principais disponíveis e argumentou que a manutenção do sigilo sobre trechos específicos foi uma medida "prudente e responsável" para proteger investigações em andamento e dados pessoais, bancários e fiscais de investigados. Antes da liberação dos novos documentos, o ministro Alexandre de Moraes encaminhou um ofício a Fachin acusando Mendonça de promover uma "escolha seletiva" na divulgação. Moraes apontou que o colega disponibilizou apenas 15 procedimentos de forma incompleta, omitindo 180 peças e arquivos do sistema do tribunal. Com isso, Moraes formalizou três pedidos à Presidência: a derrubada total e irrestrita do sigilo, a intimação de magistrados citados nos autos e o julgamento conjunto da petição sobre suas mensagens com o processo que avalia a conduta de Mendonça. Em despacho assinado neste sábado (12), o presidente Edson Fachin indeferiu o pedido de julgamento conjunto. O presidente do STF manteve a Sessão Plenária Extraordinária para analisar a petição de relatoria de Mendonça e agendou a apreciação da petição que reúne as informações sobre Moraes para o dia 23 de setembro, após a conclusão dos prazos de instrução. O presidente Lula durante cerimônia no Palácio do Planalto em 3 de setembro de 2026 Adriano Machado/Reuters Caso Master Durante comício em Cutitiba, o presidente Lula afirmou que a oposição transformou, em 2019, um agiota em banqueiro, em referência a Daniel Vorcaro — que está no epicentro de uma investigação que começou com fraude bilionária envolvendo o Banco Master e evoluiu para um escândalo com repercussões no sistema financeiro, na política e no Judiciário. "Eu estive com o Fachin [presidente do STF] e disse que não era possível um cidadão que é um juiz relator [André Mendonça] ficar soltando matéria pensada, somente sobre o que interessava a ele. Pedi para liberar todo processo. Para sabver quem é que está por trás disso. E vamos deixar às claras para ver de verdade quem é ladrão e corrupto nesse país. E a família Bolsonaro não escapa. Por isso, eu estou feliz que o povo brasileiro vai saber a verdade, quem fez o que nesse país", concluiu.

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Fachin nega julgar Moraes e Mendonça juntos e marca sessão do relator do Master para 23 de setembro
Política

Fachin nega julgar Moraes e Mendonça juntos e marca sessão do relator do Master para 23 de setembro

📅 12/09/2026, 14:15

Fachin rejeita julgar Mendonça junto com Moraes; sessões serão separadas O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou neste sábado (12) o pedido do ministro Alexandre de Moraes para que o plenário da Corte decidisse em conjunto se abrirá ou não investigações contra ele e o ministro André Mendonça. Com a decisão, Fachin manteve a realização da sessão plenária na próxima terça (15) dedicada exclusivamente sobre o relatório da Polícia Federal (PF) que apontou mais de 50 mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes. No mesmo despacho, o presidente do Supremo marcou para 23 de setembro uma sessão para analisar questionamentos sobre a condução de Mendonça nos casos Master e INSS — dados reunidos em um relatório de inteligência da Polícia Federal enviado ao Supremo a pedido de Moraes. Moraes havia apresentado o requerimento à Presidência alegando o "risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual" caso os processos fossem apreciados separadamente. Entenda o que é apurado em cada um dos casos: A apuração sobre as mensagens de Alexandre de Moraes: este processo analisa informações da Polícia Federal sobre contatos e mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes. É esse o caso mantido na pauta da sessão extraordinária do tribunal. A investigação sobre a conduta de André Mendonça: relatório de inteligência da Polícia Federal, sem valor probatório, foi enviado ao Supremo por ordem de Moraes no inquérito das fake news. Esse documento aponta falta de imparcialidade e a um suposto direcionamento seletivo das apurações contra alvos políticos — como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o próprio Moraes. Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Alejandro Zambrana/STF Por que os ministros entraram em impasse? Alexandre de Moraes criticou a separação das análises e acusou Mendonça de fazer uma "escolha seletiva" na divulgação dos documentos do caso. Segundo Moraes, Mendonça retirou o sigilo de apenas parte dos procedimentos, omitindo cerca de 180 peças e arquivos do sistema do tribunal. Para Moraes, julgar a sua situação isoladamente, sem apreciar ao mesmo tempo os relatórios sobre a conduta de Mendonça, traria o risco de decisões contraditórias e tumulto no processo. Ele cobrou a derrubada total do sigilo e a junção das duas pautas. Em resposta ao tribunal, o ministro André Mendonça negou ter atuado de forma seletiva e afirmou ter tornado públicos todos os procedimentos disponíveis. O relator explicou que atendeu ao prazo fixado pelo presidente do STF, Edson Fachin — que havia acolhido pedido da PGR para a queda do sigilo —, mas ressaltou que a manutenção do segredo sobre determinados trechos foi uma medida "prudente e responsável" para preservar investigações em andamento e proteger dados pessoais, bancários e fiscais dos envolvidos ➡️O presidente Edson Fachin explicou que os dois casos estão em fases diferentes. O processo sobre as mensagens relativas a Moraes já se encontrava pronto e liberado para julgamento pelos ministros. ➡️Já o processo sobre a conduta de Mendonça ainda possui prazos abertos para a colheita de informações e manifestações formais. Por isso, Fachin concluiu que levar o segundo processo ao Plenário antes do fim dos prazos inviabilizaria a análise, optando por marcá-lo para o fim de setembro. O pano de fundo: Banco Master e o filme 'Dark Horse' O embate no STF ocorre no contexto de investigações da Polícia Federal sobre fraudes financeiras no Banco Master e ramificações que envolvem figuras políticas. Uma das frentes apura o suposto direcionamento de emendas parlamentares repassadas a entidades culturais e produtoras para o financiamento do filme "Dark Horse", uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O tema motivou divergências internas sobre qual ministro deveria ser o relator responsável por centralizar todos os inquéritos ligados ao assunto.

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PF lista série de contatos e encontros entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro; veja cronologia
Política

PF lista série de contatos e encontros entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro; veja cronologia

📅 12/09/2026, 13:22

Flávio Bolsonaro era interlocutor direto de Vorcaro, diz Polícia Federal A Polícia Federal listou uma série de encontros presenciais, ligações e trocas de mensagens diretas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono Master. Os dados constam em relatório da PF elaborado a partir da extração do celular de Vorcaro e de relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O documento está entre os materiais de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) cujos sigilos foram retirados pelo ministro André Mendonça. Segundo os investigadores, os elementos indicam que Flávio não atuou apenas como terceiro citado em negociações, mas sim como um interlocutor direto de Vorcaro para viabilizar aportes financeiros para a produção da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, obra intitulada "Dark Horse". Sobre essa apuração, Flávio Bolsonaro, após ter negado que havia pedido recursos a Vorcaro para a produção do filme, confirmou que solicitou verbas ao ex-banqueiro. O candidato do PL à Presidência disse também que os contatos com Vorcaro fizeram parte de uma relação privada de captação de patrocínio. Ele negou ter recebido qualquer valor diretamente ou cometido irregularidades. A PF aponta que a atuação do senador abrangeu desde a cobrança por repasses atrasados até reuniões presenciais e o acompanhamento próximo do cronograma das gravações. A cronologia dos contatos, segundo a PF De acordo com a linha do tempo montada pela PF, a relação direta entre o senador e o banqueiro intensificou-se no segundo semestre de 2025 (veja aqui prints das conversas): 20 de agosto de 2025: primeiro registro direto de troca de mensagens entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro. O banqueiro combina um horário ("21 pode ser") e Flávio responde afirmativamente, informando às 21h47 que estava "a caminho", indicando um encontro presencial, segundo os investigadores. 8 de setembro de 2025: Flávio envia um áudio a Vorcaro cobrando os repasses em atraso para o filme. O senador expressa receio com a inadimplência e o risco de dar "calote" em figuras prestigiadas do cinema norte-americano, citando nominalmente o ator protagonista Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro, e o diretor Cyrus Nowrasteh. Vorcaro responde pedindo desculpas pela situação e promete resolver no dia seguinte. 15 de setembro de 2025: o empresário Thiago Miranda avisa a Vorcaro que Flávio queria encontrá-lo pessoalmente para mostrar o material gravado, propondo uma reunião na residência do banqueiro em Brasília. Vorcaro concorda. 16 de setembro de 2025: registro de ligação telefônica entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro. A data coincide exatamente com a última remessa financeira de US$ 1,66 milhão realizada pela Entre Investimentos para a Havengate Development Fund nos Estados Unidos, conforme apurado pelo Coaf. 17 de setembro de 2025: nova troca de mensagens entre o senador e o banqueiro sugere a realização de mais uma reunião presencial ("14:30?"). Tentativas adicionais de agendamento presencial ocorreram nos dias 23 e 24 do mesmo mês. 22 de outubro de 2025: Flávio alerta Vorcaro de que o projeto já se encontrava no terceiro dia de filmagens e que a produção estava "no limite" orçamentário. O parlamentar pede que, caso o aporte não fosse viabilizado, o banqueiro avisasse imediatamente para que ele pudesse encontrar "outro caminho com urgência". No mesmo dia, Vorcaro responde que iria ver o assunto e que havia liberado mais uma parcela. Em seguida, Flávio o convida para um jantar em São Paulo com Jim Caviezel e Cyrus Nowrasteh. Final de outubro e início de novembro de 2025: Thiago Miranda volta a interpelar o banqueiro, alertando que os pagamentos supostamente efetuados não haviam chegado aos destinatários no exterior. 7 de novembro de 2025: Flávio encaminha um vídeo da produção a Vorcaro com mensagem de agradecimento, dizendo que o filme só estaria sendo concretizado em virtude do apoio dele: "Tá perdendo, irmão! Tudo isso só está sendo possível por causa de vc!". 16 de novembro de 2025: às vésperas da ação policial, Flávio tenta ligação e encaminha mensagens a Vorcaro: "Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!". O banqueiro reage com imagem de visualização única e Flávio finaliza com "Amém". 17 de novembro de 2025: por volta das 22h, Daniel Vorcaro é preso pela PF ao tentar embarcar em jato particular com destino ao exterior. Na manhã seguinte, a PF deflagra a primeira fase da Operação Compliance Zero. Não está no relatório da PF, mas, em maio deste ano, veio à tona a informação de que Flávio Bolsonaro se encontrou com Vorcaro quando o ex-banqueiro estava preso em regime domiciliar, utilizando tornozeleira eletrônica no fim de 2025. Flávio Bolsonaro admitiu que se encontrou com o ex-dono do Master entre a primeira e a segunda prisões de Vorcaro. Segundo o senador do PL, a reunião serviu para para "botar ponto final na questão" do filme "Dark Horse". LEIA MAIS: Perucas, figurino, hospedagens: os gastos de 'Dark Horse' Produtora de filme pagou faturas de Frias Defesa de Flávio tentou transferir investigação a Mendonça Linhas de investigação Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro. Reprodução Nas investigações, os agentes federais destacam que a dinâmica apurada exige aprofundamento das apurações para esclarecer cinco pontos centrais. origem dos recursos: de onde partiram os valores para subsidiar o filme; empresas intermediárias: o motivo do uso da empresa Entre Investimentos e Participações, ligada ao empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, o "Mineiro", como ponte dos recursos; fundos nos EUA: qual a real função exercida pelo fundo Havengate Development Fund LP, registrado no Texas. beneficiários finais: quem de fato recebeu os valores remetidos ao exterior; divisão de papéis: a função concreta de Flávio Bolsonaro, de seu irmão o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), do deputado federal Mario Frias (PL-RJ), do empresário Thiago Miranda, de Fabiano Zettel (cunhado de Vorcaro), de Antônio Freixo e dos operadores do fundo norte-americano, Altieres Santana e Paulo Calixto, na captação, gestão e destino das quantias. O que diz Flávio Bolsonaro Flávio Bolsonaro tem declarado publicamente que o financiamento da produção se tratou de uma relação privada de captação de patrocínio, negando ter recebido qualquer valor diretamente ou cometido irregularidades. A defesa do senador vem defendendo a retirada integral do sigilo dos autos das investigações. Prints das mensagens O relatório da Polícia Federal reuniu uma série de prints de conversas de WhatsApp entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro, que são analisadas pelos investigadores. Trecho de conversa entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro Reprodução/PF Trecho de conversa entre Flávio e Vorcaro Reprodução/PF Trecho de conversa entre Vorcaro e Flávio Reprodução/PF Trecho de conversa, via WhatsApp, entre Flávio e Vorcaro Reprodução/PF Trechos de conversa entre Flávio e Vorcaro Reprodução/PF Trecho de conversas entre Flávio e Vorcaro Reprodução Trecho de conversa entre Flávio e Vorcaro encontrado pela PF no celular do ex-banqueiro Reprodução/PF

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Gilmar reforça pedido de acesso a conteúdo do celular de Vorcaro e solicita a Fachin que acione PF caso Mendonça não repasse
Política

Gilmar reforça pedido de acesso a conteúdo do celular de Vorcaro e solicita a Fachin que acione PF caso Mendonça não repasse

📅 12/09/2026, 10:24

Mendonça diz que celular de Vorcaro está com a PF e que dados estão lacrados O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou um ofício ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, reforçando o pedido para que todos os ministros tenham acesso integral à cópia dos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A manifestação desta sexta-feira (11) ocorre no âmbito de um tema pautado para discussão no plenário na próxima terça (15). A Corte deve analisar o relatório da Polícia Federal que identificou mensagens trocadas entre Vorcaro, ex-dono do Master, e o ministro Alexandre de Moraes. No documento a Fachin, Gilmar Mendes endossa os argumentos apresentados pelo ministro Cristiano Zanin e solicita que, caso o relator André Mendonça não disponibilize os dados, a presidência do STF requisite com urgência à Polícia Federal o envio das mídias diretamente aos gabinetes. No ofício a Fachin, Gilmar destacou que a disponibilização de cópia da mídia apenas ao gabinete de Mendonça, sem que o mesmo acesso fosse assegurado aos demais ministros, fere o equilíbrio interno da Corte. "Tal providência é necessária para que seja assegurado a todos os Ministros o conhecimento de todas as informações relevantes para o julgamento, já que a subsistência de acesso assimétrico ao acervo informativo compromete a paridade entre os integrantes da Corte e, em última análise, a própria colegialidade que deve presidir o julgamento", escreveu Gilmar. O ministro acrescentou que o compartilhamento irrestrito permitirá uma deliberação mais consistente, possibilitando que cada integrante forme sua convicção jurídica com base em todo o conjunto probatório, e não em trechos "sínteses parciais". Caso o gabinete do relator não forneça os arquivos, Gilmar solicitou a Fachin que faça uma requisição à Polícia Federal "De forma subsidiária, caso os dados não sejam fornecidos pelo gabinete do eminente ministro relator [Mendonça], reforço a solicitação apresentada por Zanin para que se requisite à Polícia Federal, com urgência, por intermédio da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores, o fornecimento das aludidas cópias", declarou. Entenda o impasse A ofensiva de Gilmar Mendes se soma aos movimentos feitos ao longo desta sexta-feira (11) por Cristiano Zanin e por Alexandre de Moraes: Zanin acionou Fachin cobrando acesso à íntegra do espelhamento do telefone de Vorcaro, um iPhone 17 Pro apreendido pela PF, argumentando que o plenário precisa conhecer o contexto integral dos dados antes de julgar o caso. André Mendonça informou a Fachin que o aparelho físico original não está sob sua posse, mas sim guardado nos depósitos da própria PF para preservar a cadeia de custódia da prova. O relator declarou que possui apenas uma cópia de segurança em disco rígido criptografado, enviada pela PF em março de 2026, que permanece intacta e lacrada. Em novo ofício, Zanin contestou a justificativa de Mendonça, sustentando que o lacre de uma cópia de segurança não impede o compartilhamento com os demais julgadores, lembrando ainda que a própria defesa de Vorcaro já obteve acesso à integralidade do material. Moraes reforçou o pedido e afirmou que "não cabe ao relator escolher quais os documentos acessíveis ao colegiado". Com o novo documento enviado a Fachin, Gilmar Mendes consolidou a pressão sobre o relator para que o conteúdo seja destravado, seja por via do gabinete de Mendonça ou diretamente pela PF, antes da sessão de terça-feira. Gilmar Mendes Antonio Augusto/STF

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Inflação cai, fábricas fecham: crise na indústria argentina elimina empregos e aumenta pressão sobre Milei
Economia

Inflação cai, fábricas fecham: crise na indústria argentina elimina empregos e aumenta pressão sobre Milei

📅 12/09/2026, 08:00

O presidente da Argentina, Javier Milei, cumprimenta a guarda presidencial montada durante a cerimônia de abertura da 138ª exposição anual da Sociedade Rural, em Buenos Aires. Mariana Nedelcu / Reuters O galpão está às escuras, as máquinas estão desligadas e caixas de mercadorias encalhadas se acumulam. A fábrica de sapatos Kioshi, que tinha 120 funcionários em 2023, conta hoje com apenas 14. O cenário virou símbolo da crise enfrentada por parte da indústria argentina e alimenta o debate sobre o modelo do presidente Javier Milei. Enquanto o governo do presidente ultraliberal destaca a queda da inflação e a desregulamentação da economia, empresários alertam para a perda de empregos, a concorrência desleal e a retração do consumo. "O mercado interno está morto, as pessoas não têm dinheiro para consumir, dificilmente vão comprar calçados", diz Emmanuel Fernández, diretor da Kioshi, localizada em Esteban Echeverría, nos arredores de Buenos Aires. A isto se soma uma "avalanche de importação", acrescenta. Agora no g1 Na semana passada, a União Industrial Argentina (UIA) pediu medidas diante da abertura econômica e da perda de aproximadamente 90 mil empregos na indústria desde agosto de 2023. Em junho, a indústria argentina operava com cerca de 40% de capacidade ociosa. A produção manufatureira caiu 5% entre junho e julho, o maior recuo em 16 meses, segundo dados oficiais divulgados na terça-feira (8). No mesmo dia em que o setor industrial apresentou a reivindicação, o presidente ultraliberal afirmou que sua política de austeridade e desregulamentação "não é negociável". Desde que Milei assumiu o cargo, em dezembro de 2023, cerca de 30 mil empresas fecharam as portas, segundo dados do setor. O presidente afirma que os empregos perdidos em um setor serão criados em outros, capazes de competir internacionalmente. Mas, para Emmanuel Fernández, o governo está "em uma bolha", pois "tudo o que se vê é que as pessoas que ficam sem emprego vão trabalhar nos aplicativos". Da fábrica à Uber Em Zárate, cidade industrial a 90 km de Buenos Aires, Miguel Márquez olha com tristeza para o portão da fábrica de produtos químicos Clariant, onde trabalhou por 20 anos, até o fechamento da unidade, em 2025. O capim cresce entre as placas de cimento do estacionamento vazio. Já não se ouve o barulho das máquinas, apenas o canto dos pássaros. Márquez conta que apenas dois dos 42 demitidos conseguiram um emprego formal. Os demais, como ele, hoje com 62 anos, sobrevivem de trabalhos informais, como dirigir para aplicativos. A Clariant fabricava insumos para a indústria petroleira durante o auge da jazida de Vaca Muerta, mas decidiu passar a importar os produtos de sua fábrica no Brasil e encerrar a operação na Argentina. "Como não têm nenhuma restrição, convém a eles trazer do Brasil", explicou Márquez. A economia argentina cresceu em 2025, impulsionada pelos hidrocarbonetos, pela mineração e pelo agronegócio. Mas a retração do comércio e da indústria afeta as grandes cidades, onde vive a maior parte da população. Desde 2023, a Argentina perdeu mais de 240 mil empregos formais no setor privado. Concorrência Após a reivindicação da UIA, o ministro da Economia, Luis Caputo, afirmou que seu papel é "defender os interesses de 48 milhões de argentinos, não de determinados empresários". "Me parece imoral e injusto que os argentinos tenham que pagar por bens de menor qualidades duas, quatro, dez vezes o seu valor", destacou, em defesa da abertura. Mas os empresários da indústria afirmam que o cenário é desfavorável. "Ninguém quer não competir, mas também você tem que ter condições para competir", disse à AFP Alejandro Mayer, vice-presidente da fábrica de circuitos Ernesto Mayer, na periferia norte de Buenos Aires, hoje com a metade de suas máquinas desligadas. Mayer destaca que há um "atraso cambiário" que encarece os produtos locais em dólares. A isso se somam juros elevados sobre o crédito e uma carga tributária que, segundo ele, impede a competição com produtos de países como a China, embora a eficiência seja semelhante. Milei reduziu a inflação, que estava em três dígitos quando assumiu a Presidência, para 33,8% na comparação interanual em julho, um dos principais resultados econômicos reivindicados por seu governo. Mas "a economia não pode ser medida apenas pela evolução da inflação, temos que olhar para a atividade", disse o presidente da UIA, Martín Rappallini. Além da concorrência dos produtos importados, os empresários da indústria apontam a fragilidade do consumo. A poucos quarteirões da Mayer, a fábrica de cordas para instrumentos Martin Blust, que emprega dez pessoas, fecha às sextas-feiras por falta de encomendas. "Não há inflação porque não há compras", afirma sua sócia, Gloria Aparicio. Segundo diversas pesquisas, emprego e salários superaram a inflação como principal preocupação dos argentinos, um sinal de alerta para Milei, que tentará a reeleição em 2027. Na Kioshi, Fernández testemunha essa angústia. Seus funcionários pedem antecipações salariais para conseguir pagar o transporte até a fábrica. Estão "frustrados e irritados", diz. E isso "se percebe na vontade e também se nota na rua".

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Omoda 5: como o SUV desconhecido virou o 3º híbrido mais vendido do Brasil; veja o teste
Economia

Omoda 5: como o SUV desconhecido virou o 3º híbrido mais vendido do Brasil; veja o teste

📅 12/09/2026, 07:00

Omoda 5: como o SUV desconhecido virou o 3º híbrido mais vendido do Brasil Para os mais desatentos, ele ainda pode causar algum estranhamento à primeira vista. Mas quem acompanha o trânsito das grandes cidades talvez já tenha percebido: o Omoda 5 está aparecendo cada vez mais nas ruas. Os números ajudam a explicar: o SUV híbrido ainda não completou um ano de mercado no Brasil — foi lançado em outubro de 2025 —, mas já ocupa o terceiro lugar no ranking dos híbridos zero km mais vendidos do país, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Na comparação com outro lançamento de preço semelhante, o Toyota Yaris Cross híbrido, o Omoda 5 registrou 57,26% mais emplacamentos no ano. Até o Toyota Corolla Cross, um SUV de categoria superior e que carrega o nome de um dos modelos mais conhecidos da marca japonesa, vendeu menos que o Omoda 5 no período. Veja o ranking dos híbridos mais vendidos entre janeiro e agosto de 2026: BYD Song: 45.096 emplacamentos; Haval H6: 32.248 emplacamentos; Omoda 5: 15.080 emplacamentos; Jaecoo 7: 11.772 emplacamentos; BYD King: 11.248 emplacamentos; Toyota Corolla Cross: 10.596 emplacamentos; Toyota Yaris Cross: 9.589 emplacamentos; Toyota Corolla: 9.156 emplacamentos; Leapmotor C10: 3.620 emplacamentos; GWM Tank 300: 3.471 emplacamentos. O g1 passou uma semana com o Omoda 5 para entender como um modelo de uma marca ainda recente no Brasil conseguiu superar carros de gigantes tradicionais em vendas. Porte maior e visual diferente Omoda 5 por fora Visualmente, o Omoda 5 é bem diferente do Yaris Cross híbrido, inclusive nas dimensões e no porte. As medidas são: Comprimento: 13,7 centímetros maior, com 4,44 metros; Largura: 5 centímetros maior, com 1,82 metro; Altura: 7 centímetros menor, com 1,58 metro. Outra pequena diferença está na altura em relação ao solo: são 14 centímetros no Omoda 5 e 18 centímetros no Yaris Cross híbrido. Em relação às dimensões do Corolla Cross híbrido, o Omoda é mais próximo e está na mesma categoria: Comprimento: 2 centímetros menor, com 4,44 metros; Largura: 0,1 centímetro menor, com 1,82 metro; Altura: 2 centímetros menor, com 1,58 metro. Aqui, o Omoda 5 também é mais baixo: são dois centímetros a menos de espaço, quando comparado com o Corolla Cross. A diferença parece pequena, mas, nas valetas encontradas durante o trajeto, os SUVs da Toyota passaram com mais conforto e sem raspar nos obstáculos mais profundos. Isso não chega a ser um problema para o Omoda 5, já que bastou chegar na valeta em diagonal para evitar que o carro raspasse. Ainda assim, com cinco adultos a bordo e o porta-malas carregado de bagagem pesada, a situação tende a ser menos favorável para o modelo chinês. Esteticamente, cada modelo tem seu apelo e deve agradar a públicos diferentes. O Omoda 5 traz linhas mais curvas e segue a proposta de visual mais "aerodinâmico" e moderno, comum aos carros chineses. Initial plugin text Já o Yaris Cross híbrido mantém um visual mais quadrado, perceptível tanto na dianteira, com linhas mais retas e a grade quase vertical, quanto na traseira, que tem vidro menos inclinado e teto que permanece reto por mais tempo. Outra diferença está na iluminação. Ela é eficiente nos dois modelos, mas, enquanto a Toyota concentra todos os elementos em um único conjunto, o Omoda 5 separa os faróis das luzes de rodagem diurna. Por dentro, o Yaris Cross é bem mais simples No Omoda 5, todas as áreas de contato para mãos e braços têm revestimento macio ao toque. Já o Yaris Cross ainda traz plástico rígido em alguns pontos, como no topo do console e em toda a área interna das portas traseiras. O console central do Omoda 5 é mais elevado e oferece mais espaço para guardar objetos, além de um apoio de braço consideravelmente maior. Ambos os carros contam com carregador de celular por indução. No Omoda 5, ele fica sob uma tampa, o que o deixa fora da vista de quem passa ao lado do veículo. Já no Yaris Cross, o carregador fica muito próximo do câmbio, e o espaço pode deixar celulares maiores mais apertados. Initial plugin text A central multimídia do Yaris Cross é visivelmente menor. Já o Omoda 5 usa um artifício para parecer ainda maior: a moldura se integra ao painel de instrumentos. A fabricante diz que esse conjunto forma um "painel digital flutuante de 24,6 polegadas". Táticas de marketing à parte, a central multimídia do Omoda 5 oferece mais configurações do veículo, exibe imagens das câmeras em 360 graus com mais resolução e roda o sistema operacional com mais facilidade, mas esconde os comandos do ar-condicionado. No Yaris Cross, os botões são físicos. Já o Omoda 5 tem comandos por voz para controlar o ar-condicionado, por exemplo. Fica a cargo do comprador escolher entre os botões ou os comandos de voz. Ainda assim, o Omoda 5 transmite uma sensação de modernidade, impulsionada pelo visual minimalista, sem botões e com duas telas integradas em um painel bastante largo. Em outras palavras: O Omoda 5 passa um ar mais moderno, enquanto o Yaris Cross tem visual mais antigo — o Corolla Cross ganha o mesmo comentário, vale dizer. Omoda 5 tem mais áreas com toque macio Rafael Peixoto/g1 No conforto para os ocupantes, há empate. Os dois carros oferecem espaço suficiente para acomodar adultos mais altos no banco traseiro. O assoalho não é muito elevado no centro da segunda fileira, que também conta com saídas de ar-condicionado e portas USB. Em viagens mais longas, porém, o Yaris Cross leva vantagem no porta-malas. São 391 litros, ante 372 litros do Omoda 5. A diferença não é tão grande, mas o SUV da Toyota vai levar mais sacolas de mercado. Omoda 5 dobra a potência sem gastar mais Ao volante, as diferenças são ainda mais evidentes. O destaque é o conjunto motriz: enquanto o Yaris Cross híbrido entrega 111 cv, o Omoda 5 chega a 224 cv, mais que o dobro. No Omoda 5, o torque combinado é de 30,1 kgfm, mas a Toyota não divulga esse dado para o Yaris Cross. A marca informa apenas os números separados dos motores a combustão e elétrico, ambos inferiores aos informados separadamente para o SUV chinês: Potência dos motores arte/g1 Na prática, essa sopa de números torna o Omoda 5 muito mais esperto em qualquer situação. As arrancadas são bem mais ágeis. Até na comparação da aceleração oficial, com dados divulgados pelas próprias marcas, o SUV da Toyota leva quase cinco segundos a mais para chegar aos 100 km/h. Em testes na estrada, as ultrapassagens foram feitas com muito mais segurança, com a sensação de que haveria tempo para voltar à faixa — quando a manobra é permitida em rodovias de mão dupla. Quando o teste foi feito com três adultos a bordo, essa diferença na força do motor ficou ainda mais evidente. E o ponto aqui não é esportividade, mas segurança. Outro ponto positivo do Omoda 5 está no consumo de combustível. Com mais que o dobro da potência, seria natural esperar um gasto consideravelmente maior, mas esse não foi o cenário encontrado. Em média, no mesmo circuito urbano de 30 km por dia, com bastante trânsito e semáforos, os dois carros registraram consumo entre 18 km/l e 20 km/l de gasolina. Dois fatores ajudam a explicar o consumo de combustível do Omoda 5: Ele tem motor 1.5 turbo, enquanto o Yaris Cross usa um 1.5 aspirado, que tende a gastar mais combustível em funcionamento; A bateria do Omoda 5 tem capacidade mais de duas vezes maior: são 1,83 kWh, ante 0,76 kWh no Corolla Cross. Com isso, ela pode contribuir muito mais para movimentar o veículo, ajudando a reduzir o consumo de combustível enquanto aumenta a potência do motor. Ao volante, o Omoda 5 tem um acelerador mais leve e que responde com mais precisão às mudanças de pressão. Já o câmbio CVT do Yaris Cross híbrido oferece mais conforto na condução - mas é muito barulhento, pela potência baixa do motor. Como não tem engrenagens para a troca de marchas, a potência cresce sem solavancos. No Omoda 5, eles são bem contidos e estão longe do que entregavam os câmbios automáticos mais antigos, mas existem. No Yaris Cross, não. Omoda 5 André Fogaça/g1 No acerto de suspensão, os dois carros vão bem. São macios para enfrentar os solavancos de buracos, valetas e lombadas, mas controlam bem os movimentos da cabine para evitar que ela balance além do necessário em acelerações e frenagens bruscas. A dupla conta com sistemas de auxílio à condução, incluindo eficientes pilotos automáticos adaptativos que centralizam o carro na faixa. Ainda assim, há diferenças: o Omoda 5 é mais preciso e identifica com mais rapidez onde deve manter o veículo. Por fim, os preços dos dois carros são bastante diferentes: Toyota Yaris Cross híbrido: a partir de R$ 172.390; Omoda 5: a partir de R$ 164.990 na tabela da marca, mas é fácil encontrá-lo em concessionárias por R$ 159.990. Na hora da compra, o Toyota Yaris Cross custa R$ 12.400 a mais que o Omoda 5. O preço do SUV chinês também o coloca como opção para quem considera outros utilitários que sequer são híbridos, como: Volkswagen Nivus Comfortline: R$ 158.290; Volkswagen T-Cross Comfortline: R$ 173.790; Volkswagen Taos: a partir de R$ 199.990; Hyundai Creta Comfort: R$ 156.590; Nissan Kicks: a partir de R$ 159.990; Chevrolet Tracker LTZ: R$ 162.890; Renault Boreal: a partir de R$ 179.990; Jeep Compass: a partir de R$ 174.990. Também entra nessa lista o único híbrido do grupo, o Jeep Renegade MHEV, por R$ 158.690. O sistema não oferece a mesma economia de combustível do Omoda 5. Se o Toyota Corolla Cross híbrido estiver entre as opções do comprador, a diferença de preço fica ainda maior. O modelo tem porte mais próximo ao do Omoda 5, porta-malas maior, com 440 litros, e potência ligeiramente superior à do Yaris Cross, com 122 cv ante 111 cv. No entanto, parte de R$ 226.120, o que o torna R$ 66.130 mais caro que o Omoda 5. No fim das contas, os pontos positivos do Omoda 5 pesam na decisão e superam até a força de uma das marcas mais tradicionais do mercado: Ele é consideravelmente mais barato; Tem mais que o dobro da potência sem elevar o consumo de combustível na mesma proporção; Traz uma lista de equipamentos mais moderna; Tem mais partes com toque macio, oferecendo mais conforto aos ocupantes. Tem porte semelhante ao do Corolla Cross. Por outro lado, o Omoda 5 perde em espaço de porta-malas e no custo de manutenção ao longo de cinco anos: Revisões preventivas arte/g1 Os dois empatam no acerto voltado ao gosto do brasileiro. Ficha técnica arte/g1 Omoda 5 tem concorrência forte da China no Brasil Se diante de Yaris Cross e até Corolla Cross o Omoda 5 leva vantagem com facilidade, entre os concorrentes chineses o cenário é menos confortável. Mesmo com atributos para disputar as primeiras posições, ele encontra no Brasil rivais híbridos com preço, porte, tecnologia e acabamento semelhantes ou até mesmo superiores. A lista inclui: GAC GS4: a partir de R$ 189.990, com promoções que o levam a R$ 169.990. Tem visual futurista, acabamento com materiais macios em boa parte da cabine, potência superior, de 235 cv, e porta-malas consideravelmente maior, com 638 litros. BYD Atto 2: a partir de R$ 149.990. Tem porte semelhante, sistema híbrido plug-in que permite rodar apenas no modo elétrico e amplia a economia de combustível, é flex e perde apenas em potência, com versões de 177 cv e 197 cv. BYD Song Pro: a partir de R$ 189.990, com promoções que o levam a R$ 161.490. É híbrido plug-in, oferece maior economia de combustível, é flex e tem porta-malas maior, de 530 litros. Geely EX5 EM-i: a partir de R$ 189.990, com promoções que o levam a R$ 174.790. Também conta com sistema híbrido plug-in para reduzir o consumo de combustível e oferece mais espaço no porta-malas.

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Perucas, figurino, hospedagens: veja gastos de 'Dark Horse', filme sobre Jair Bolsonaro
Política

Perucas, figurino, hospedagens: veja gastos de 'Dark Horse', filme sobre Jair Bolsonaro

📅 12/09/2026, 06:46

Documentos da investigação sobre o caso Master que tiveram o sigilo retirado por determinação do ministro André Mendonça detalham despesas com hospedagem e estrutura da produção do filme "Dark Horse", cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Os documentos da GoUp indicam que as despesas da produção de Dark Horse no Brasil somaram R$ 20,9 milhões. O valor abrange gastos com elenco, atores, figurantes, equipe técnica, produção executiva, equipamentos, figurino, logística, hospedagem, segurança, fornecedores e outros custos operacionais e indiretos. Agora no g1 Os registros apontam gastos de mais de R$ 1,4 milhão com hotéis, incluindo despesas atribuídas ao ator norte-americano Jim Caviezel, protagonista do longa, além de gasto de R$ 10 mil com o aluguel de uma peruca para o ator norte-americano que interpreta o ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os gastos da produção estão aluguel de perucas e apliques, hospedagens, figurinos, aluguel de veículos, entre outros. A produção cinematográfica é citada pela Polícia Federal como um dos elementos analisados na apuração sobre a destinação de recursos investigados no inquérito. Os valores constam na quebra de sigilo das investigações relacionadas com o caso “Dark Horse” determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça na sexta-feira (11). Gastos com hospedagem Entre os comprovantes reunidos na documentação da empresa GoUp, aparecem transferências para custear a estadia de integrantes da produção. Em 28 de novembro de 2025, por exemplo, foi registrado um pagamento de R$ 8,7 mil referente à hospedagem de Mark Giffen, identificado nos documentos como filho de Cyrus Giffen, em períodos entre novembro e dezembro daquele ano. Os registros também mostram pagamentos ao hotel Unique, em São Paulo. Em 8 de dezembro de 2025, uma transferência de R$ 107,5 mil foi descrita como a sexta e última parcela da hospedagem de Jim Caviezel, ator que interpreta o ex-presidente Jair Bolsonaro no filme, de seu agente, Nath Lewis, e de seguranças. Já em 30 de dezembro, outro desembolso de R$ 298,3 mil foi lançado com a descrição de despesas relacionadas à hospedagem do ator, além de gorjetas e serviços de massagem. Notas fiscais anexadas detalham ainda períodos específicos de estadia. Um documento de 24 de novembro registra R$ 107,5 mil em hospedagem de Nathon Shayne Lewis, James Patrick Caviezel e Richard Michael Dobrich entre os dias 5 e 9 de novembro. Outra nota, da mesma data, aponta gasto de R$ 124,5 mil para hospedagem do mesmo grupo entre 1º e 5 de novembro. Já uma terceira nota fiscal, emitida em 27 de novembro, refere-se a R$ 107,5 mil para a permanência dos três entre os dias 9 e 13 de novembro, todos vinculados ao chamado "projeto TDH", sigla associada ao filme. De acordo com o detalhamento das despesas, os gastos com hotéis somaram R$ 1.426.897,51. Desse total, R$ 733.913,20, cerca de 51%, foram atribuídos exclusivamente à hospedagem de Jim Caviezel. Os documentos registram ainda duas parcelas de R$ 34.417,80 cada, pagas nos dias 3 e 17 de novembro, destinadas à hospedagem de dois seguranças vinculados à produção. O ator norte-americano Jim Caviezel interpreta o ex-presidente Jair Bolsonaro no filme 'Dark Horse' Reprodução Perucas Além das despesas com acomodação, a documentação reúne gastos ligados à caracterização de personagens. A Go Up gastou R$ 10 mil com o aluguel de uma peruca para Jim Caviezel, ator norte-americano que interpreta o ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre eles estão R$ 3 mil destinados à locação de apliques para uma das personagens do filme, além de R$ 5,5 mil empregados na compra de perucas para o dublê de um dos personagens e de um kit de dreadlocks. Figurino A documentação também registra despesas de R$ 518,5 mil com figurino. O maior valor corresponde à equipe responsável pela área, que recebeu R$ 210 mil em 26 pagamentos. Há ainda R$ 157,5 mil destinados à locação de peças e acervo de figurino, R$ 120 mil para transporte dos itens e R$ 30,9 mil para serviços de costura, bordado e lavanderia. Os comprovantes incluem ainda gastos com perucas e outros itens de caracterização utilizados na produção de Dark Horse. Aluguel de veículos Os documentos também detalham gastos com a logística da produção. Segundo a relação de despesas anexada aos autos, foram identificados 81 pagamentos relacionados a motoristas, vans e caminhões, que somam R$ 375,9 mil. Há ainda quatro pagamentos para aquisição de veículos, no valor total de R$ 402,7 mil, além de 32 despesas com estacionamento, que alcançam R$ 14 mil.

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Defesa de Flávio Bolsonaro tentou quatro vezes redirecionar de Dino para Mendonça investigação sobre 'Dark Horse'
Política

Defesa de Flávio Bolsonaro tentou quatro vezes redirecionar de Dino para Mendonça investigação sobre 'Dark Horse'

📅 12/09/2026, 06:16

Flávio Dino em sessão plenária do STF Luiz Silveira/STF A defesa do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-SP) tentou quatro vezes transferir do ministro Flávio Dino para o ministro André Mendonça a investigação sobre a destinação de emendas parlamentares a entidades ligadas à produtora de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro. Os advogados alegaram, em um dos pedidos, que Mendonça, que já estava a frente de outras investigações sobre a cinebiografia, também teria que assumir a apuração sobre suposto uso de recursos públicos na obra. "Demonstrou-se que o protocolo das petições no âmbito da ADPF nº 854 não se deu por acaso, mas se tratou de verdadeira manipulação das regras de competência, a fim de criar uma prevenção artificial e inexistente do Exmo. Min. Flávio Dino para os fatos", disse a defesa. As duas primerias foram endereçadas ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e as outras foram destinadas ao ministro Flávio Dino. As investigações sobre "Dark Horse" apuram: os repasses de R$ 62,8 milhões feitos por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ); a eventual destinação de parte desse recurso para bancar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos; e a indicação de emendas parlamentares para entidades ligadas à produtora do filme. Operação PF Na quinta-feira (10), a Polícia Federal (PF) cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em operação relacionada ao financiamento do filme "Dark Horse". Mario Frias e Karina Gama, dona Go Up, produtora da cinebiografia, foram alvos da ação. A operação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, apurou informações sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, informou a PF. A PF disse ter identificado movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas ligadas ao esquema. Em investigação, os crimes de peculato (desvio, por parte de um funcionário público, de bens e valores que ele tem acesso por conta do cargo que ocupa), falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

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Cliente 'assíduo' com 'elevado nível de exigências': Vorcaro gastou US$ 55 milhões em turismo de luxo em um ano
Política

Cliente 'assíduo' com 'elevado nível de exigências': Vorcaro gastou US$ 55 milhões em turismo de luxo em um ano

📅 12/09/2026, 05:08

Vorcaro gastou US$55 milhões em turismo de luxo O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master, gastou US$ 55,3 milhões na Signature Luxury Services LLC, empresa atua em diversos segmentos de produtos ultra premium do mercado de turismo e eventos, em menos de um ano. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou nesta sexta-feira (11) o sigilo de mais documentos do caso Master. Entre os processos com quebra de sigilo hoje estão casos sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Ciro Nogueira (PP-PI), Cláudio Castro (PL-RJ), Jaques Wagner (PT-BA) e o empresário Thiago Miranda. Vorcaro foi descrito como um dos clientes mais 'assíduos' e com 'elevado nível de exigências' pela empresa em informações enviadas ao ministro André Mendonça, relator do caso Master. "O Sr. Daniel Vorcaro, que integra o perfil de contratantes dos serviços prestados pela Peticionária, figurou entre os clientes mais assíduos da empresa. Suas contratações compreendiam viagens e eventos de lazer, primordialmente privados, com foco no atendimento de concierge e serviços personalizados de alto padrão", diz o documento da empresa. "Dado o elevado nível de exigências na execução dos serviços contratados, as solicitações do Sr. Daniel Vorcaro, em grande parte, passavam pelo Peticionário, o Sr. Leonardo Serrano Giunchetti, na qualidade de gerente da Peticionária - com quem os clientes mais demandantes estabelecem um canal direto de comunicação, garantindo-se, assim, um atendimento contínuo e preciso às solicitações reportadas", explica a empresa. Os valores, por sua vez, foram revelados por um relatório de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Banco Central, com informações fornecidas por instituições financeiras. Os pagamentos foram referentes a pagamentos de hospedagem em viagens e à contratação de artistas renomados da indústria do entretenimento, entre novembro de 2024 e dezembro de 2025 e foram pagos por uma corretora de valores mobiliários nas Bahamas chamada Mosaic Financial Ltd. Segundo a Signature Luxury Services LLC, os serviços oferecidos: locações de barcos certificados MYBA (certificadora mundial de barcos de alto padrão); locações de aeronaves privadas; locações de vilas de alto padrão para temporada; serviços personalizados premium de concierge (hospitality); organização de eventos (primordialmente privados); vendas de pacotes turísticos de alto padrão, entre outros serviços. Vorcaro e Ciro Nogueira em imagens do relatório da PF Reprodução Viagens a Nova York e Courchevel Relatórios da Polícia Federal apontam entre as viagens uma ida a Nova York, nos Estados Unidos, em maio de 2024, e para a estação de esqui de Courchevel, na França, em janeiro de 2025, passaram a fazer parte das investigações no âmbito do caso Banco Master. Em ambas, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) foi um dos convidados por Daniel Vorcaro, que custeou viagens e despesas de luxo. Na viagem para Nova York, a Signature Luxury Services LLC. esclareceu: "O objeto da contratação era organizar tudo para que seu cliente e seus convidados participassem tranquilamente do evento “Person of the Year”, concedido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, amplamente conhecido no meio empresarial. Durante a semana da premiação, é costume de muitos empresários levarem convidados e realizarem, durante esta semana, diversos outros eventos, pelos quais a Peticionária também ficou responsável", disse. "Assim, no escopo do serviço então contratado, a Peticionária ficou responsável pela realização de pagamentos de despesas diversas atreladas ao contratante e seus convidados, todas discriminadas", afirmou a empresa. Os investigadores apontam que o senador ficou hospedado em um hotel de alto padrão na cidade e participou de jantares em restaurantes classificados pela investigação como de elevado padrão, com despesas supostamente pagas pelo então dono do Banco Master. "Dentre as referidas despesas, verifica-se: seguro-viagem; preparação de eventos com whiskey e charutos; a colocação à disposição de um time de viagem 'in loco' para auxiliar na preparação dos eventos de Nova York entre os dias 12 e 18 de maio; a produção, decoração e organização geral do evento dos dias 14 e 15 de maio; uma reserva no 'The Carnegie Club' e outros", disse a empresa. Documentos examinados pela PF indicam que Vorcaro reservou acomodações no hotel Park Hyatt New York, em Manhattan, informação confirmada pela empresa de turismo e eventos de luxo. Em janeiro de 2025, Vorcaro voltou a viajar com Ciro Nogueira, desta vez para Courchevel, uma das mais exclusivas estações de esqui da Europa. Segundo a PF, o banqueiro custeou despesas do senador durante a estadia nos Alpes franceses. Os investigadores afirmam, inclusive, que gastos relacionados à viagem, como roupas de frio e despesas em restaurantes da região, foram pagos por Vorcaro. O benefício econômico obtido por Ciro Nogueira em viagens internacionais custeadas por Vorcaro alcançou ao menos R$ 468 mil. O cálculo inclui despesas em Nova York e em Courchevel, além de outros deslocamentos internacionais analisados na investigação. A Polícia Federal sustenta que a relação entre Vorcaro e o senador ultrapassava a mera amizade. Em representação encaminhada ao STF, os investigadores descreveram o vínculo como uma relação "funcional e instrumental", na qual, segundo a apuração, o parlamentar atuaria em defesa de interesses do banqueiro enquanto recebia vantagens financeiras e benefícios custeados por ele.

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Produtora de 'Dark Horse' pagou ao menos quatro faturas de cartão de crédito de Mário Frias durante produção do filme
Política

Produtora de 'Dark Horse' pagou ao menos quatro faturas de cartão de crédito de Mário Frias durante produção do filme

📅 12/09/2026, 04:47

Registros de pagamentos da Go Up Entertainment, produtora de "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mostram que a empresa pagou ao menos quatro faturas de cartão de crédito do deputado federal Mário Frias (PL-SP) entre agosto e novembro de 2025. Os valores variam de R$ 32,6 mil a R$ 36,8 mil. Fatura de 25/08/2025, paga em 22/08/2025 - R$ 32.604,39 Fatura de 25/09/2025, paga em 25/09/2025 - R$ 34.164,08 Fatura de 25/10/2025, paga em 21/10/2025 - R$ 33.242,21 Fatura de 25/11/2025, paga em 19/11/2025 - R$ 36.857,35 Agora no g1 As informações constam na quebra de sigilo das investigações relacionadas com o caso “Dark Horse” determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça na sexta-feira (11). 🎥 O filme "Dark Horse" (termo em inglês para "azarão") passou a ser alvo de investigações após reportagens revelarem que a produção teria sido financiada por Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. Ele está preso em Brasília. O g1 procurou a assessoria do deputado, que não respondeu aos questionamentos até a última atualização desta reportagem. Veja abaixo um dos comprovantes: Comprovante de pagamento da produtora Go Up Entertainment ao deputado federal Mario Frias Reprodução Frias atua como roteirista e produtor-executivo da produção, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na quinta-feira (10), a Polícia Federal (PF) cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em operação relacionada ao financiamento do filme "Dark Horse", que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Mario Frias e Karina Gama, dona Go Up, produtora da cinebiografia, foram alvos da ação. A operação apurou informações sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, informou a PF. A PF disse ter identificado movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas ligadas ao esquema. Em investigação, os crimes de peculato (desvio, por parte de um funcionário público, de bens e valores que ele tem acesso por conta do cargo que ocupa), falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios. O deputado classificou como “cortina de fumaça” a operação da PF. Em vídeo publicado nas redes sociais após a ação, o parlamentar negou irregularidades, afirmou que vai colaborar com as investigações e entregar todos os documentos necessários e disse acreditar no arquivamento do caso. Deputado federal Mario Frias (PL-SP) Bruno Spada/Câmara dos Deputados Investigações sobre 'Dark Horse' no STF Há duas investigações em curso sob a supervisão de ministros do STF sobre o filme "Dark Horse" (termo em inglês para "azarão"). O caso que está com Flávio Dino se concentra no possível uso irregular de emendas parlamentares e dinheiro público que chegou a entidades e empresas ligadas à produtora do filme. Um outro inquérito, sob a relatoria do ministro André Mendonça, examina os repasses feitos pelo ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, do Banco Master, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, e o percurso desse dinheiro.

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Investigação aponta que empresa da produtora de 'Dark Horse' antecipou instalação de wi-fi em SP durante eleições de 2024
Política

Investigação aponta que empresa da produtora de 'Dark Horse' antecipou instalação de wi-fi em SP durante eleições de 2024

📅 12/09/2026, 04:28

Investigações da Polícia Civil de São Paulo apontam que o Instituto Conhecer Brasil (ICB), da produtora do filme "Dark Horse" Karina Ferreira da Gama, antecipou a instalação de pontos de wi-fi na cidade durante as eleições municipais de 2024. Segundo a polícia, houve “interferência política direta” durante a busca do prefeito Ricardo Nunes (MDB) pela reeleição. “Verificou-se, ainda, no conteúdo das informações, a notícia de que durante o período eleitoral de 2024, a instalação dos pontos foi consideravelmente antecipada por interferência política direta, alcançando 1.605 pontos ativos no final de outubro de 2024. No entanto, após o encerramento do certame eleitoral, o ritmo de instalações desacelerou bruscamente, atingindo apenas 3.200 pontos em junho de 2025. Os 1.800 pontos restantes nunca foram instalados”, diz representação da Polícia Civil de SP de maio de 2026. Agora no g1 As informações constam na quebra de sigilo das investigações relacionadas com o caso “Dark Horse” determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça na sexta-feira (11). 🎥 O filme "Dark Horse" (termo em inglês para azarão) contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A produção teria sido financiada por Daniel Vorcaro, ex-dono do extinto Banco Master. O ICB tem um contrato de R$ 108 milhões anuais com a Prefeitura de SP para a instalação dos pontos de wi-fi na periferia da capital. Durante as eleições, a prefeitura de São Paulo antecipou o pagamento de parte do contrato, fazendo o repasse de R$ 69 milhões para o instituto – no período o valor deveria ser de R$ 43 milhões. A antecipação, no total de R$ 26 milhões, representou prejuízo para a prefeitura, já que os serviços pagos não teriam sido prestados, segundo a denúncia recebida pela Polícia Civil. Contrato ativo Até o momento, a prefeitura de São Paulo mantém o contrato com o ICB, de Karina da Gama. Na manhã de sexta (11), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) já havia anunciado que a gestão municipal acionaria o STF para entender com o ministro Flávio Dino se há necessidade de rompimento do contrato municipal. Dino determinou que a Polícia Federal abra um inquérito exclusivo para investigar o contrato. O ministro mandou suspender qualquer tipo de pagamento de contratos do Poder Público com o instituto. LEIA TAMBÉM: Dino puxa para o STF investigação sobre supostas fraudes no contrato de wi-fi da Prefeitura de SP com ONG de Karina da Gama Como o caso envolve o deputado federal Mário Frias (PL-SP), que possui foro privilegiado, e há fortes indícios de que os fatos integram um único esquema de desvio e lavagem de dinheiro, o STF assumiu o processo. A empresária Karina da Gama, responsável por instalar os pontos de wi-fi na capital paulista. Alguns deles sinalizados, outros não. Reprodução/Redes Sociais e Rodrigo Rodrigues/g1

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Batalha de ofícios: ministros trocam farpas em comunicações oficiais do STF
Política

Batalha de ofícios: ministros trocam farpas em comunicações oficiais do STF

📅 12/09/2026, 04:04

Ministros do STF trocam farpas em 'guerra de ofícios'; entenda Em meio a uma crise sem precedentes, o Supremo Tribunal Federal (STF) viveu nesta sexta-feira (11) uma batalha de ofícios entre ministros. Um ofício é um documento formal usado por ministros, gabinetes ou pela presidência da Corte para solicitar ou comunicar providências — ou para responder a pedidos. Perto do meio-dia, o ministro Alexandre de Moraes encaminhou ofício ao presidente da Corte, Edson Fachin, no qual cita uma "escolha seletiva" na retirada do sigilo, por André Mendonça, dos inquéritos e procedimentos ligados ao Banco Master. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao presidente do STF a retirada de sigilo de todos os documentos. A PGR argumentou que liberar apenas parte da documentação poderia "induzir à ideia equivocada de transparência". Em dois ofícios, os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin solicitaram ao presidente do STF acesso a uma mídia específica relacionada ao caso Master. Segundo os ministros, o material seria fundamental para a discussão em plenário marcada para a próxima terça-feira (15). O presidente do STF decidiu acolher o pedido da PGR para a retirada do sigilo de documentos do caso Master. Fachin deu então 24 horas para que o ministro André Mendonça, relator do caso, liberasse a documentação. O ministro André Mendonça afirmou que o aparelho celular de Daniel Vorcaro apreendido nas investigações não se encontra em seu gabinete, mas, sim, sob a custódia da Polícia Federal (PF), mantendo em seu poder apenas uma cópia de segurança lacrada e criptografada. Em outro ofício, Mendonça negou ter feito a retirada seletiva do sigilo do caso Master, preservando investigações em andamento e protegendo dados de investigados. O ministro Gilmar Mendes pediu que o presidente do STF assumisse a condução do caso sobre o relatório da PF que revelou trocas de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Em nova manifestação, Zanin voltou a insistir no pedido de acesso integral ao conteúdo do celular apreendido de Vorcaro. Moraes disse, tambem ofício, que Mendonça direciona a derrubada de sigilos para proteger 'grupo político'. Mendonça defendeu sua decisão de afastar preventivamente do cargo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa. No início da noite, Mendonça retirou o sigilo de mais documentos do caso Master. Entre os novos processos com quebra de sigilo estão os que tratam de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Ciro Nogueira (PP-PI), Cláudio Castro (PL-RJ), Jaques Wagner (PT-BA) e Thiago Miranda. Mendonça atendeu ao pedido da PGR e liberou o sigilo de 18 processos envolvendo o caso Master. Além disso, tirou o sigilo de mais 20 processos. Ministros do STF Alexandre de Moraes, André Mendonça, Cristiano Zanin e Edson Fachin Reprodução

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'Dark Horse': produtor dos EUA de filme sobre Jair Bolsonaro diz que só entrega documentos à PF com ordem da Justiça americana
Política

'Dark Horse': produtor dos EUA de filme sobre Jair Bolsonaro diz que só entrega documentos à PF com ordem da Justiça americana

📅 12/09/2026, 03:34

Um dos produtores do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou em um e-mail que não autorizava que documentos da empresa armazenados nos Estados Unidos fossem repassados às autoridades brasileiras sem que o pedido seja formalizado pelos mecanismos de cooperação jurídica entre os dois países. "Conforme orientação de nossos advogados nos Estados Unidos, informo que, na minha condição de sócio majoritário da GOUP Entertainment LLC, não autorizo o encaminhamento, Às autoridades brasileiras ou a quaisquer terceiros, de documentos societários, contábeis, fiscais, bancários ou contratuais da empresa custodiados nos Estados Unidos sem a estrita observância do devido processo legal norte-americano", afirma Michael Davis, produtor da Go Up Entertainment LLC. Davis, que se identifica como sócio majoritário da GO UP Entertainment LLC, enviou a mensagem à produtora Karina Ferreira da Gama no dia 2 de setembro de 2026, após ela receber um ofício da Polícia Federal solicitando informações para a investigação. Agora no g1 🎥 O filme "Dark Horse" ganhou notoriedade após a divulgação, pelo site Intercept Brasil, de conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, em que o filho do ex-presidente solicita recursos para financiar a produção cinematográfica. Segundo Davis, pedidos de autoridades brasileiras deveriam ser feitos por canais de cooperação jurídica internacional e atendidos apenas mediante ordem de um juiz dos EUA. "Solicito, portanto, que nenhum documento da GOUP Entertainment LLC seja compartilhado, enviado ou apresentado sem a prévia validação desses requisitos por nossos advogados nos EUA". “Eventuais requisições de autoridades brasileiras que envolvam documentos ou dados sob jurisdição americana devem ser formalizadas exclusivamente pelos canais diplomáticos e de cooperação jurídica internacional competentes, incluindo, quando aplicável, carta rogatória ou pedido de assistência judiciária mútua, de modo que qualquer produção, exibição ou entrega de documentos ocorra somente mediante ordem emanada de juiz norte-americano, assegurando à empresa o amparo legal do processo e o direito ao contraditório”. No dia 19 de agosto, a PF enviou um ofício a Karina Ferreira da Gama e deu prazo de dez dias para o envio das informações solicitadas. Em 2 de setembro, Karina encaminhou o documento ao produtor Michael Davis e pediu apoio na elaboração da resposta. A troca de e-mails integra o inquérito sobre o filme Dark Horse, cujo conteúdo se tornou público após o levantamento do sigilo de procedimentos ligados ao caso Master. Ao defender o aprofundamento da investigação, os investigadores afirmaram ser necessário identificar a origem do dinheiro, o trânsito dos valores e os beneficiários finais da operação. A PF também busca obter contratos, comprovantes de pagamento, instrumentos de câmbio, notas fiscais e documentos societários relacionados ao financiamento da produção. Jim Caviezel no pôster de 'Dark Horse' Reprodução/Instagram/therealjimcaviezel Leia a íntegra do e-mail: Karina, Boa tarde, Conforme orientação de nossos advogados nos Estados Unidos, informo que, na minha condição de sócio majoritário da GOUP Entertainment LLC, não autorizo o encaminhamento, Às autoridades brasileiras ou a quaisquer terceiros, de documentos societários, contábeis, fiscais, bancários ou contratuais da empresa custodiados nos Estados Unidos sem a estrita observância do devido processo legal norte-americano. Eventuais requisições de autoridades brasileiras que envolvam documentos ou dados sob jurisdição americana devem ser formalizadas exclusivamente pelos canais diplomáticos e de cooperação jurídica internacional competentes, incluindo, quando aplicável, carta rogatória ou pedido de assistência judiciária mútua, de modo que qualquer produção, exibição ou entrega de documentos ocorra somente mediante ordem emanada de juiz norte-americano, assegurando à empresa o amparo legal do processo e o direito ao contraditório. Solicito, portanto, que nenhum documento da GOUP Entertainment LLC seja compartilhado, enviado ou apresentado sem a prévia validação desses requisitos por nossos advogados nos EUA. Coloco-me à disposição para alinharmos os próximos passos. À GloboNews, Karina Gama disse que o produtor norte-americano "conversou com o jurídico nos EUA e pediu que nossas autoridades [brasileiras] fizessem a solicitação pelo caminho diplomático de cooperação para que ele pudesse colaborar". "E, em qualquer que seja a circunstância, vamos colaborar como estamos colaborando desde o início", acrescentou Karina. Investigações O financiamento do filme de Bolsonaro é investigado em dois inquéritos perante o STF. ➡️ O primeiro, sob relatoria do ministro André Mendonça, apura os repasses feitos por Vorcaro — em que circunstâncias foram feitos, qual a origem do dinheiro, qual o montante exato e qual seu destino final. Investigadores suspeitam que parte dos recursos não tenha sido usada no filme. É no âmbito deste inquérito que Flávio consta na lista de investigados. ➡️ O segundo inquérito, sob relatoria do ministro Flávio Dino, investiga se a produtora Go Up Entertainment usou emendas parlamentares para bancar a produção. A PF fez uma operação nessa quinta-feira (10) e cumpriu mandados de busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento em um esquema de desvio de emendas parlamentares. Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-RJ) e Karina Ferreira da Gama, dona da produtora responsável pelo filme. ➡️ Havia ainda uma investigação em São Paulo, conduzida pela Polícia Civil, para apurar um contrato de mais de R$ 150 milhões entre a Go Up e a prefeitura para instalação de pontos de wi-fi em bairros da periferia. O contrato não foi cumprido integralmente e existem suspeitas de que parte dos valores foi desviada. Esse inquérito passou a tramitar com Dino no STF. Financiamento do filme 🎥 O filme "Dark Horse" ganhou notoriedade após a divulgação, pelo site Intercept Brasil, de conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, em que o filho do ex-presidente solicita recursos para financiar a produção cinematográfica. O banqueiro ajudou a financiar o filme, e as negociações envolveram contatos diretos com o filho mais velho do ex-presidente, que pediu dinheiro e pressionava pelos pagamentos. Vorcaro chegou a pagar R$ 61 milhões aos produtores do filme, via fundo nos Estados Unidos. Segundo o site "The Intercept Brasil", Flávio Bolsonaro teria negociado o repasse de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões na época, para financiar a produção. R$ 75,1 milhões - valor que a produtora diz ter gasto; R$ 61 milhões - valor que Daniel Vorcaro teria destinado ao filme via fundo nos EUA; R$ 134 milhões - valor que Flávio Bolsonaro teria negociado antes de Vorcaro ser preso; R$ 108 milhões - valor do contrato entre ONG de Karina da Gama e a Prefeitura de SP para instalação de wi-fi na capital paulista.

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Como o Banco Master usou empresa de R$ 100 para simular R$ 7,15 bilhões em consignados, segundo a PF
Política

Como o Banco Master usou empresa de R$ 100 para simular R$ 7,15 bilhões em consignados, segundo a PF

📅 12/09/2026, 03:00

Fachin dá 24 horas para Mendonça liberar sigilo de documentos do caso Master Uma empresa criada com apenas R$ 100 de capital social, sem funcionários, sem movimentação bancária efetiva e sem estrutura operacional compatível com bilhões de reais em créditos foi usada pelo Banco Master, de Daniel Vorcaro, para simular a origem de R$ 7,155 bilhões em empréstimos consignados, segundo a Polícia Federal. A Tirreno aparecia nos documentos como responsável por originar e ceder as carteiras de crédito ao Master. Mas, segundo a perícia da PF, o dinheiro das cessões não foi efetivamente transferido para a empresa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os valores eram registrados internamente pelo próprio banco, enquanto mais de 1 milhão de contratos eram lançados no sistema do Master para formar uma carteira de crédito atribuída à Tirreno. A investigação identificou ainda padrões incomuns nesses contratos, empregadores com inconsistências cadastrais e a produção, dentro da própria estrutura do Master, de documentos em escala para dar suporte às operações. Os créditos eram posteriormente revendidos ao Banco de Brasília (BRB), que inicialmente comprou as carteiras sem a devida checagem e, só mais tarde, passou a exigir documentos para comprovar a existência das operações. Linha do tempo do esquema entre Master, Tirreno e BRB De R$ 100 para R$ 30 milhões: capital cresceu no papel A Tirreno começou como SX 016 Empreendimentos e Participações S.A., criada em 1º de outubro de 2024 com R$ 100 de capital social. Apenas R$ 10 haviam sido efetivamente colocados na empresa: R$ 5 por cada um dos sócios fundadores, Daniel Moreira Bezerra e Katia Caroline Cunha Silva. Os outros R$ 90 ficaram previstos para pagamento posterior. Em dezembro de 2024, a empresa mudou de nome e passou a se chamar Tirreno Consultoria Promotora de Crédito e Participações S.A. Também mudou de atividade e passou a atuar formalmente com consultoria de vendas e promoção de crédito. Na mesma ocasião, foi aprovado um aumento de capital que elevaria o valor declarado da empresa de R$ 100 para R$ 30 milhões. O valor seria colocado na empresa por Henrique S. S. Peretto em até 12 meses. Segundo a perícia da PF, porém, não foram encontradas evidências ou documentos de que os R$ 30 milhões tenham sido pagos. O descompasso entre a estrutura formal da empresa e os contratos bilionários aparece também nas datas. Até 15 de abril de 2025, quando as alterações societárias foram registradas na Junta Comercial de São Paulo (Jucesp), a empresa ainda aparecia publicamente como SX 016, com apenas R$ 10 de capital efetivamente integralizado e voltada formalmente para participação em outras sociedades. Mesmo assim, antes do registro dessas mudanças, a empresa já havia assinado contratos com o Banco Master que somavam quase R$ 6 bilhões. André Felipe de Oliveira Seixas Maia assinou os 28 contratos de cessão de crédito em nome da empresa, embora seu nome só tenha passado a constar formalmente como diretor na Junta Comercial depois. Ao todo, os 28 contratos, assinados entre 24 de dezembro de 2024 e 14 de maio de 2025, somavam R$ 7,155 bilhões. A perícia aponta ainda que as assinaturas foram reconhecidas em cartório de uma só vez, nos dias 13 e 14 de maio de 2025. Em um lote de 26 contratos, referente a operações realizadas entre dezembro de 2024 e abril de 2025 e que somavam R$ 6,34 bilhões, o reconhecimento das firmas ocorreu somente em 13 e 14 de maio. A PF classificou o achado como uma formalização cartorária tardia e apontou a necessidade de validação da cadeia documental. A empresa não tinha estrutura para movimentar bilhões A sede declarada da Tirreno ficava na Avenida Paulista, em São Paulo. Quando policiais foram ao endereço durante uma operação de busca e apreensão, encontraram apenas um espaço de coworking. A administração informou que a Tirreno nunca teve contrato ou vínculo com o local. A investigação também não encontrou funcionários registrados, pagamentos de aluguel ou despesas operacionais. Segundo a PF, a empresa não tinha registros de recolhimento de contribuições previdenciárias, não emitia nem recebia notas fiscais, não recolhia impostos federais e não mantinha os livros contábeis obrigatórios. A quebra do sigilo fiscal, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, reforçou o cenário. Segundo o laudo, o cruzamento de dados da Receita Federal não identificou declarações de impostos, recolhimentos trabalhistas ou registros nos livros contábeis obrigatórios. Quando o Banco Master pediu informações cadastrais da Tirreno, em 22 de maio de 2025, os campos de faturamento, patrimônio líquido, clientes, fornecedores e referências bancárias estavam zerados ou em branco. Isso ocorreu depois de todas as 28 cessões bilionárias já terem sido formalizadas. A primeira conta corrente registrada em nome da Tirreno no sistema financeiro foi aberta somente em 23 de maio de 2025, no próprio Banco Master, depois das cessões. Segundo a investigação, a conta permaneceu sem saldo e sem movimentação. Como o dinheiro era registrado sem sair do Master A relação entre o Banco Master e a Tirreno começou formalmente em 5 de dezembro de 2024, com um “Contrato de Parceria e Outras Avenças”. Pelo acordo, a Tirreno deveria originar e ceder ao Master carteiras de crédito consignado. Os contratos de cessão previam que o Master pagaria pelos créditos por TED ou DOC para uma conta da Tirreno. Mas, segundo a perícia, os R$ 7,155 bilhões não foram efetivamente transferidos para a empresa. Como a Tirreno sequer tinha uma conta bancária quando as principais operações foram realizadas, os valores eram registrados dentro do próprio Master, na Conta Interna Gerencial, sob a rubrica “VENDA DE ATIVOS”. Segundo a PF, esses lançamentos eram registros gerenciais internos e não comprovavam que a Tirreno havia recebido os valores. Assim, o dinheiro não saía efetivamente da esfera de controle do Master. O contrato previa ainda que os valores das operações fossem depositados em uma Conta Reserva do próprio Master e aplicados integralmente em CDBs do banco, que serviriam como garantia. Segundo a perícia, porém, nenhum CDB foi emitido e nenhuma garantia foi constituída. Mais de 1 milhão de contratos foram lançados no sistema Para dar suporte à carteira atribuída à Tirreno, foram registrados 1 milhão de contratos no Sistema Função 13, utilizado pelo Master para administrar os empréstimos consignados. Os contratos estavam ligados a 347.904 CPFs e representavam uma carteira bruta futura de R$ 30,08 bilhões, considerando parcelas e juros que ainda venceriam. Em outubro de 2025, os créditos atribuídos à Tirreno correspondiam a 64% de todos os recebíveis de crédito consignado administrados pelo Master no sistema. Os registros apresentavam diferenças expressivas em relação aos demais contratos do banco. Nenhum dos contratos da Tirreno tinha arquivo PDF anexado ao sistema, enquanto 98% dos demais possuíam essa documentação. Além disso, 74% dos contratos da Tirreno não tinham código de compensação bancária, contra 1% dos demais. Os valores dos empréstimos também se repetiam de maneira incomum. Entre os 1.023.055 contratos ativos da Tirreno, havia apenas 629 valores diferentes de principal. Em média, cerca de 1.626 contratos repetiam exatamente o mesmo valor, até os centavos. Um dos exemplos era o valor de R$ 30.266,73, que aparecia 41.301 vezes. Nos demais contratos analisados, o maior número de repetições de um único valor era 368. A concentração também aparecia nos juros: a carteira da Tirreno tinha 1.252 valores diferentes, enquanto os demais contratos do banco tinham 913.554. Em outro lote, referente a uma cessão de 2 de maio de 2025, 46.478 contratos tinham apenas nove preços de aquisição diferentes. Um deles, de R$ 9.864,64, aparecia 10.178 vezes. Para a perícia, esse padrão era muito diferente do observado nos demais contratos consignados e indicava artificialidade na distribuição dos valores da carteira Tirreno. Os supostos empregadores tinham inconsistências Os 1.023.296 contratos estavam associados no sistema a apenas três códigos de empregador: Gov Bahia 2, Gov Bahia 3 e Convênios Diversos. O código Gov Bahia 3 estava associado ao CNPJ 13.323.274/0001-63, correspondente à Secretaria da Administração da Bahia. Já Gov Bahia 2 e Convênios Diversos utilizavam o CNPJ 74.755.772/0001-70. Segundo a PF, o número não existia na base oficial da Receita Federal. Documentos eram produzidos dentro do próprio Master Segundo a investigação, a Tirreno não tinha equipe ou tecnologia própria para originar os empréstimos. Dados de CPFs eram extraídos de bases internas do Master e usados para preparar arquivos destinados à produção dos documentos. Programadores desenvolveram uma ferramenta chamada API Formalização PDF, em C#. Segundo a PF, o programa permitia retirar a segunda página, correspondente à assinatura, de PDFs de clientes reais e juntá-la a novas Cédulas de Crédito Bancário (CCBs). Também eram produzidas procurações em lote. O gerente Allan da Silva Machado utilizava a ferramenta Mala Direta, do Microsoft Word, alimentada por planilhas, para gerar os documentos. Depois, operadores organizavam os arquivos em pastas e realizavam assinaturas digitais em lote, com certificados corporativos e a ferramenta idtrust. A PF encontrou ainda registros de trabalho de madrugada e aos fins de semana relacionados à estruturação da operação. Ou seja, documentos eram produzidos dentro da própria estrutura do Master e em escala, sem depender de uma operação convencional em que cada empréstimo fosse individualmente originado e documentado pela Tirreno. Créditos eram revendidos ao BRB Os créditos registrados no sistema eram revendidos ao Banco de Brasília (BRB), muitas vezes no primeiro dia útil seguinte. Quando o BRB e a auditoria externa Deloitte passaram a exigir documentos que comprovassem a existência e o lastro dos créditos, como CCBs, procurações e termos de consentimento, a PF identificou a produção de documentos falsos para responder às cobranças. A investigação encontrou a pasta “Demanda BRB-Tirreno 2700 amostras”, com kits formados por CCB, procuração e termo. Em 23 de junho de 2025, André Seixas Maia, pela Tirreno, enviou ao BRB um link do OneDrive com 1.785 desses kits. Em uma conversa relacionada às cobranças da auditoria e presente no relatório da PF, o diretor Alberto Félix de Oliveira Neto orientou o funcionário Fabrizio Alencar a atribuir uma irregularidade encontrada nos contratos a um suposto erro operacional na seleção das amostras. Alertas de risco foram baixados A operação também passou pelos mecanismos internos de prevenção a fraudes do Master. Ferramentas como E-Guardian, Neoway, Serasa e World Check classificaram a Tirreno como de alto risco para lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, em razão da movimentação bilionária registrada na conta interna gerencial e considerada incompatível com o perfil da empresa. Segundo informação prestada à PF pelo superintendente executivo de Compliance do banco, porém, a análise da Tirreno não foi conduzida pelo Compliance interno. O trabalho foi entregue exclusivamente ao escritório externo Monteiro Rusu, contratado diretamente pela Diretoria e pela Tesouraria. O escritório funcionava em uma sala reservada, de acesso restrito, no 10º andar do Banco Master, e tratava diretamente com a alta administração, sem participação, ciência, interação ou intervenção do Compliance interno. Em 4 de julho de 2025, o Comitê Operacional de PLD/FTP decidiu pela baixa dos alertas de irregularidade e pela não comunicação ao COAF. Segundo a PF, participaram da decisão executivos como Alberto Félix de Oliveira Neto, Luiz Antônio Bull e Fábio de Souza Castanheira. A justificativa incluía uma declaração verbal do próprio Alberto Félix de que as operações eram legítimas. Daniel Vorcaro Jornal Nacional/ Reprodução

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Caso Master: relatório da PF expõe 'fábrica de documentos' para validar crédito vendido ao BRB
Política

Caso Master: relatório da PF expõe 'fábrica de documentos' para validar crédito vendido ao BRB

📅 12/09/2026, 03:00

Camarotti: Queda de sigilo de documentos do caso Master eleva tensão para terça-feira A Polícia Federal encontrou, em um HD obtido durante a Operação Compliance Zero, uma apresentação de PowerPoint que detalha uma espécie de “fábrica de documentos” criada por funcionários do Banco Master. O esquema usava dados reais de clientes do programa de crédito CredCesta para forjar contratos e simular a cessão de R$ 7,15 bilhões em dívidas ao Banco de Brasília (BRB). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os créditos falsificados eram atribuídos à Tirreno Consultoria, uma empresa de fachada sem funcionários ou capacidade operacional, usada para mascarar a falta de lastro das operações. Entre dezembro de 2024 e maio de 2025, Master e Tirreno firmaram 28 instrumentos de cessão de crédito consignado. A perícia da PF constatou que não houve liquidação financeira real nem transferência dos valores para contas de livre movimentação da Tirreno. A empresa só abriu uma conta corrente posteriormente, mas ela permaneceu inativa. Os valores bilionários ficaram restritos a lançamentos escriturais internos em uma conta gerencial reservada do próprio Banco Master. Esses papéis foram então repassados ao BRB, que aceitou os créditos mesmo diante das irregularidades. O arquivo do HD encontrado descreve um fluxo que começava com a extração de dados de clientes e contratos dos sistemas do banco, passava pelo processamento dessas informações em softwares desenvolvidos especificamente para a tarefa e terminava na produção em escala de documentos financeiros. Entre os documentos citados estão Cédulas de Crédito Bancário (CCBs), Termos de Consentimento e Procurações. A apresentação também registra a retirada de datas e páginas de documentos, inclusive páginas de assinatura, além da solicitação de comprovantes de transferências financeiras sem informações que permitissem rastrear a operação. Como funcionava a produção dos documentos Um dos procedimentos identificados era a compilação de dados de clientes — como os vindos do CredCesta — por funcionários que tinham acesso aos sistemas da instituição. Com os dados em mãos, funcionários do Master faziam uma “geração industrial de documentos financeiros”. O relatório descreve diferentes processos de produção: havia sistemas para criar CCBs e Termos de Consentimento e outro fluxo para gerar Procurações por meio de mala direta. Também foram identificadas alterações em documentos. A apresentação registra a remoção de datas de Termos de Consentimento, a extração de páginas específicas e a separação de páginas de assinatura. Em outro procedimento descrito, funcionários solicitavam comprovantes de transferências financeiras sem informações de rastreabilidade. Segundo a apresentação, o conjunto dessas atividades envolvia funcionários de diferentes áreas em uma “operação coordenada”. Por que esses documentos eram importantes As CCBs são documentos usados para formalizar uma dívida ou obrigação de pagamento. Já Termos de Consentimento e Procurações podem registrar autorizações e permitir que pessoas ou empresas atuem em nome de outras. No caso investigado pela PF, esses documentos serviam para dar uma suposta legitimidade às carteiras de créditos que o Banco Master transferiu ao BRB. Em uma cessão de crédito, uma instituição passa para outra o direito de receber determinadas dívidas. Para que esses créditos pudessem ser apresentados como válidos, era necessário haver documentos capazes de demonstrar a existência das operações e dos respectivos direitos de recebimento. É nesse ponto que a estrutura descrita na apresentação se conecta à operação investigada. O material mostra um fluxo organizado para extrair informações, transformá-las em documentos e reunir registros que davam suporte às operações envolvendo a carteira transferida ao BRB. PF encontrou apresentação em HD do Banco Master A apresentação chegou às mãos da PF depois que a corporação obteve um HD corporativo do Banco Master. A primeira fase da Operação Compliance Zero ocorreu em novembro de 2025. Durante as buscas realizadas na instituição, a PF não conseguiu copiar todo o volume de dados armazenado nos equipamentos. Por isso, posteriormente, solicitou o acervo ao liquidante do banco. O HD foi entregue à corporação em 27 de novembro de 2025 e passou por perícia. Os peritos fizeram uma cópia dos dados para análise, preservando o dispositivo original. Foi nesse processamento que apareceu o arquivo “Revisão - processos e documentos.pptx”, armazenado no SharePoint do Banco Master. Dentro do arquivo, a apresentação tinha o título “Investigações internas – Banco Master”. O documento possuía 26,7 MB e 30 slides, sendo um deles oculto. Os registros técnicos indicam que o arquivo foi criado em 23 de outubro de 2025, às 12h09, e modificado pela última vez no dia seguinte, às 17h45. Documento passou a integrar investigação da PF Depois de localizado, o conteúdo da apresentação foi incorporado à análise da Polícia Federal. As informações constam da Informação de Polícia Judiciária de Análise (IPJ-A nº 1390980/2026), concluída em 23 de março de 2026. A apresentação ajuda a reconstruir, a partir dos registros encontrados no banco, o caminho percorrido pelas informações: dados de clientes e contratos eram extraídos dos sistemas, processados por ferramentas específicas e utilizados na produção de documentos relacionados às operações de crédito. Banco Master. Reprodução/TV Globo

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VÍDEO: Como saber se meu título de eleitor está regular?
Política

VÍDEO: Como saber se meu título de eleitor está regular?

📅 12/09/2026, 03:00

Guia do Eleitor: Como saber se meu título está regular? Eleitores podem consultar pela internet se o título está regular e apto para votar. A verificação é feita no Autoatendimento Eleitoral, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com dados como nome completo, número do título ou CPF. Veja no vídeo acima e no texto abaixo como saber se o seu título está regular. Como saber se meu título está regular? A situação do título de eleitor pode ser consultada pela internet, no Autoatendimento Eleitoral. Na área de consultas, basta selecionar “Situação do título” e informar um dos dados solicitados, como nome completo, número do título ou CPF. ➡️Se o título aparecer como regular, a inscrição eleitoral está em dia e o eleitor pode votar normalmente. ➡️Se estiver cancelado, não é possível votar. Isso pode acontecer, por exemplo, quando o eleitor deixa de votar em três turnos consecutivos, sem justificar as ausências nem regularizar a situação. ➡️O título também pode aparecer como suspenso. Nesse caso, o direito de votar fica temporariamente suspenso por alguma das situações previstas em lei, como determinadas condenações judiciais. Se houver pendências, o próprio Autoatendimento Eleitoral oferece serviços para regularizar a situação. 📍 Em uma série de 50 vídeos, o g1 vai explicar os principais temas das eleições de 2026. Os conteúdos mostram como funcionam as pesquisas, explicam o papel dos cargos em disputa e o funcionamento do Congresso, e trazem orientações práticas para votar. A série também aborda o impacto das novas tecnologias na campanha, como inteligência artificial, deepfakes e influenciadores. VEJA TAMBÉM 50 Vídeos para entender as Eleições de 2026 Título de Eleitor Divulgação/TSE

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Datafolha 1º turno: veja intenção de voto por região, gênero, idade, identificação política, cor e religião no cenário sem Pablo Marçal
Política

Datafolha 1º turno: veja intenção de voto por região, gênero, idade, identificação política, cor e religião no cenário sem Pablo Marçal

📅 12/09/2026, 03:00

Datafolha, 1º turno: Lula tem 39%, e Flávio Bolsonaro, 35% Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra Lula (PT) com 39% das intenções de voto no 1º turno da eleição presidencial, contra 35% de Flávio Bolsonaro (PL) no cenário com 12 candidatos, que não inclui o candidato Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível. A pesquisa mostra Augusto Cury (Avante) em terceiro, com 6%. Na sequência, Ronaldo Caiado (PSD) com 4%, Renan Santos (Missão) com 3% e Romeu Zema (Novo) com 2%. Contratada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, o Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-01833/2026. Veja, a seguir, as intenções de voto em cada segmento: Identificação política Região Gênero Idade Escolaridade Renda familiar Religião Cor Identificação política Datafolha, 1º turno: identificação política Arte/g1 Volte ao topo Região Datafolha, 1º turno: região Arte/g1 Volte ao topo Gênero Datafolha, 1º turno: gênero Arte/g1 Volte ao topo Idade Datafolha, 1º turno: idade Arte/g1 Volte ao topo Escolaridade Datafolha, 1º turno: escolaridade Arte/g1 Volte ao topo Renda familiar Datafolha, 1º turno: renda Arte/g1 Volte ao topo Religião Datafolha, 1º turno: religião Arte/g1 Volte ao topo Cor Datafolha, 1º turno: cor Arte/g1 Volte ao topo Mais destaques da pesquisa Datafolha Datafolha, 1º turno: Lula, 39%; Flávio Bolsonaro, 35%; Cury, 6%; Caiado, 4%; Renan, 3%; Zema, 2% Datafolha, 2º turno: Lula tem 46%; Flávio, 44% Flávio Bolsonaro e Lula têm índice de rejeição de 46% 75% estão decididos sobre voto para presidente e 25% ainda podem mudar; veja números por candidato Urna eletrônica para votação nas eleições brasileiras Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Crise Master no STF: especialistas defendem código de ética, fortalecimento do colegiado e transparência
Política

Crise Master no STF: especialistas defendem código de ética, fortalecimento do colegiado e transparência

📅 12/09/2026, 03:00

Especialistas ouvidos pelo g1 afirmaram que a crise sem precedentes no Supremo Tribunal Federal (STF), provocada pela conduta de ministros no escândalo Master, demanda medidas, como a adoção de um código de ética, a redução de decisões monocráticas, ou seja, de um só ministro, e a ampliação da transparência. A Corte ampliou sua presença no noticiário depois que o ministro André Mendonça tornou público um relatório da Polícia Federal que mostra conversas entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. A reação de Moraes, com medidas contra Mendonça, também contribuiu para a elevação da crise. Para Wagner Gundim, cientista político e doutor em Direito Constitucional, a crise atual tem nomes e situações específicas, mas revela problemas mais profundos no funcionamento do STF. Segundo ele, “o Supremo precisa ser forte, mas precisa voltar a ser maior do que os seus próprios ministros.” Gustavo Sampaio comenta confiança da sociedade no STF diante crise na Corte A advogada criminalista Débora Dutra afirma que a combinação de medidas de um integrante contra outro com decisões individuais em série colocam em risco a legitimidade do tribunal. “Decidir sobre questões que dependem do plenário ou turma de forma monocrática, pedir investigação contra o colega porque seu nome foi levantado em uma investigação são um problema, decisões monocráticas fora de suas competências são um problema muito grave. Isso passa para o país que não temos segurança jurídica”, declara. A divulgação do documento da PF foi seguida de uma série de decisões conflitantes entre os ministros do Supremo. As medidas tomadas por André Mendonça, Alexandre de Moraes e Flávio Dino acabaram se contrapondo, e o presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, precisou intervir. Em meio à crise Master na cúpula do Poder Judiciário, o g1 procurou especialistas para entender o que pode ser feito para evitar novos conflitos, aumentar a transparência e melhorar a imagem do STF. Medidas necessárias, segundo especialistas O cientista político Wagner Gundim aponta três principais mudanças no Judiciário para tentar evitar conflitos futuros. São elas: Fortalecimento da colegialidade: decisões de grande impacto institucional, principalmente as que atinjam integrantes da própria Corte, deveriam ser submetidas rapidamente ao colegiado. Criação de regras para conflitos entre ministros: critérios claros para distribuição e redistribuição de processos, além de regras para impedimento e suspeição e para medidas que atinjam diretamente ministros da Corte. Sistema de integridade e ética: sistema de integridade baseado em um Código de Conduta e em mecanismos que garantam seu cumprimento, com atuação preventiva em conflitos de interesses e dilemas éticos. A advogada criminalista Débora Dutra também aponta medidas que avalia como essenciais e que deveriam ser tomadas para evitar novos conflitos na Corte: Regras mais claras de impedimento e suspeição: o ministro alvo de suspeita, investigação ou denúncia deveria ficar impedido de decidir questões relacionadas ao caso. A decisão caberia à Presidência, que faria a redistribuição. Separação entre investigação e julgamento: ministros devem supervisionar as investigações, mas não as conduzir. A direção das apurações deveria ficar com a Polícia Federal, sob controle da Procuradoria-Geral da República. Revisão do rito de responsabilização: mudanças no STF e no Congresso para evitar que denúncias contra ministros dependam de uma única pessoa, com regras para admissão, prazos e critérios de arquivamento. O advogado e professor de Direito Constitucional Max Kolbe também defende mudanças no atual sistema judiciário, como: Procedimentos para resolver conflitos entre decisões de diferentes relatores: procedimento rápido para resolver casos em que decisões de relatores diferentes produzam efeitos incompatíveis, evitando novas decisões individuais. Transparência e prevenção de conflitos de interesses: regras claras e fiscalizáveis para agendas, participação em eventos, benefícios e vínculos que possam afetar a imparcialidade dos ministros. Entenda o caso No início de setembro, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de relatórios da PF no âmbito da investigação sobre o Banco Master. Os documentos, além de outras informações, traziam mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Após a divulgação do material, Moraes questionou a atuação de Mendonça na condução das investigações e pediu que a conduta do colega fosse apurada. A crise se agravou quando Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. No dia seguinte, o ministro Flávio Dino suspendeu a decisão e determinou a permanência de Rodrigues no cargo. Diante das decisões conflitantes entre os ministros, o presidente do STF, Edson Fachin, interveio. Ele suspendeu as decisões de Mendonça e Dino sobre a PF e determinou que novas medidas envolvendo ministros do Supremo passem pela presidência da Corte. Fachin também retirou de Moraes a relatoria do inquérito das fake news. Na próxima terça-feira (15), o plenário da Corte vai analisar o relatório da PF com as mensagens enviadas por Daniel Vorcaro para Alexandre de Moraes. Reforma no Judiciário No Executivo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem defendido uma reforma no Poder Judiciário e afirmou que pretende discutir mudanças na estrutura da Justiça brasileira ao longo do próximo ano, se for reeleito. Uma semana depois, nesta sexta-feira (11), uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê, entre outras medidas, mandato de dez anos e idade mínima de 50 anos para ministros da Corte foi apresentada pelo deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG). Apesar de ter sido apresentada em meio à crise no STF, a reforma atinge toda a cúpula do Judiciário. Na visão da especialista Débora Dutra, para evitar uma nova crise não é necessário uma reforma do Judiciário. Segundo ela, as reformas amplas demoram, abrem espaço para retaliação política e não costumam terminar em “nada”. Já Wagner Gundim afirma que a solução para o futuro não está em procurar ministros “infalíveis”, mas em construir instituições capazes de funcionar adequadamente quando seus integrantes erram, divergem ou entram em conflito. Plenário do STF durante sessão plenário em 19/08/2026 Antonio Augusto/STF

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De fraude no BRB a escândalo político: o que as investigações do Caso Master revelam até agora
Política

De fraude no BRB a escândalo político: o que as investigações do Caso Master revelam até agora

📅 12/09/2026, 03:00

Estátua da Justiça, em frente à sede do Supremo Tribunal Federal, em Brasília Antonio Augusto/STF O caso Master estourou há menos de um ano, em novembro de 2025, quando o Banco Central liquidou a instituição e a Polícia Federal prendeu seu dono, Daniel Vorcaro. Em dez meses, o que era uma suspeita de fraude bilionária — a venda de carteiras de crédito sem lastro e a emissão de títulos que o banco não tinha como honrar — se tornou um escândalo que atinge a classe política em ano eleitoral e provocou um conflito aberto entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Preso em novembro, Vorcaro teve o celular apreendido pela Polícia Federal. É nesse aparelho que foram encontradas conversas e registros que implicam autoridades do Legislativo e do Judiciário, entre eles o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência. As investigações do caso Master indicam que Vorcaro mantinha uma rede de contatos que alcançava também servidores públicos, inclusive do Banco Central, políticos de diferentes lados e dirigentes de instituições financeiras. Há indícios de que essas relações envolviam pagamentos, presentes, convites para festas luxuosas e benefícios em troca de informações e de ações em favor dos interesses do banco. A Operação Compliance Zero, deflagrada para aprofundar as investigações sobre o Master, teve dez fases até julho (veja detalhes abaixo). Originalmente, o ministro Dias Toffoli era o responsável no STF por supervisionar os trabalhos dos investigadores. Em fevereiro, o casso passou para André Mendonça por suspeitas sobre o envolvimento de Toffoli em negócios com um fundo ligado ao Master. Nos últimos dias, a três semanas do primeiro turno das eleições, o caso escalou com um conflito aberto no Supremo em torno do avanço das investigações. Em 1º de setembro, Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF que revelou detalhes sobre a relação de Moraes com Vorcaro. Mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro preso sugerem que Moraes discutia com Vorcaro a possibilidade de a PF deflagrar uma operação contra o banqueiro, o que de fato ocorreu. Em 15 de novembro de 2025, o então dono do Master perguntou ao ministro: "Acha que segunda já tenho que estar fora?". Dois dias depois, o banqueiro foi preso no aeroporto quando tentava sair do Brasil. O relatório indicou também que Moraes revisou e editou o contrato de R$ 131 milhões assinado por sua mulher, Viviane Barci de Moraes, pela prestação de serviços ao Master. Daniel Vorcaro Jornal Nacional/ Reprodução Master e Flávio Bolsonaro Em maio, o site Intercept Brasil revelou a existência de mensagens e um áudio em que Flávio Bolsonaro pediu dinheiro a Vorcaro para pagar a produção do filme "Dark Horse", que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio. As informações foram confirmadas pela TV Globo. Em uma das mensagens, o senador afirma: "Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente". Segundo a reportagem, Vorcaro pagou R$ 61 milhões. Flávio Bolsonaro negava ter qualquer relação com Vorcaro. Após a revelação das mensagens, passou a dizer que o pedido de dinheiro corresponde a um "patrocínio" a um projeto privado, sem negócios irregulares. Flávio Bolsonaro fez campanha nesta quarta-feira (9) em Juiz de Fora (MG), a cidade onde seu pai levou uma facada durante a campanha de 2018 Pilar Olivares/Reuters Em julho, foi aberta uma investigação sobre o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro. A apuração busca esclarecer a origem, o uso e o destino dos recursos, inclusive se parte do dinheiro foi usada para bancar Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Nesta sexta-feira, soube-se que Flávio Bolsonaro é investigado no inquérito, relatado por André Mendonça, que apura os repasses feitos por Daniel Vorcaro. O levantamento do sigilo de parte dos documentos do caso Master, na quinta-feira (10), mostrou que Flávio é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. O presidenciável negou irregularidades e pediu transparência total. Além do inquérito sob comando de Mendonça, há outra investigação no Supremo sobre "Dark Horse", relatada por Flávio Dino. Nesse braço, são investigadas a produtora do filme, Karina Gama, e o roteirista, o deputado Mario Frias (PL). A PF investiga se R$ 2 milhões em emendas parlamentares direcionadas por Frias foram usados em contratos que não foram cumpridos por Karina. Operação ordenada por Dino nessa quinta-feira (10) apreendeu materiais em endereços dos dois e de outros investigados. Flávio Bolsonaro diz que não houve irregularidades na relação dele com Vorcaro e que cabe à produtora do filme prestar contas sobre "Dark Horse". O candidato defendeu que o STF abra o sigilo das investigações sobre o filme. Master e Alexandre de Moraes Documentos que tiveram o sigilo retirado no dia 1º por Mendonça apontam que Moraes e Vorcaro mantiveram contato frequente e teriam se encontrado pessoalmente mais de uma vez entre março de 2024 e agosto de 2025. Foram revelados registros de contratos milionários entre empresas de Vorcaro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. Um dos contratos, de R$ 131 milhões, teria sido editado por Moraes, segundo a PF. Viviane e Alexandre de Moraes Divulgação Outro contrato, de R$ 50 milhões, previa pagamento em dinheiro ou por meio da entrega de bens. Uma proposta localizada pelos investigadores estabelecia que R$ 40 milhões seriam quitados com cotas de um jatinho e de um helicóptero. As mensagens demonstram proximidade e gratidão de Vorcaro em relação a Moraes. Em novembro de 2025, o banqueiro afirmou ter uma “dívida de vida” com o ministro e agradeceu por “tudo”. Em outra conversa, reclamou a um interlocutor que um pagamento ao escritório de Viviane não tinha sido realizado e classificou a quitação como “o mais importante que temos”, dizendo que poderiam surgir “problemas”. A PF também identificou mensagens sobre uma viagem de Moraes a Campos do Jordão, região turística do estado de São Paulo, em dezembro de 2023. Vorcaro determinou a auxiliares que preparassem uma “experiência completa” para convidados classificados como “ultra VIP”, com chef particular, passeios a cavalo e quatro seguranças. Os documentos apontam que a relação entre o ex-banqueiro e o ministro envolvia também eventos jurídicos organizados pelo Banco Master em Londres. Moraes participou de decisões sobre convidados e programação. Moraes não se pronunciou sobre as investigações. O escritório de Viviane Barci informou que não conduziu causas para Vorcaro no STF e que, desde a liquidação do Master, o contrato foi suspenso. Conflito entre ministros do STF A decisão de André Mendonça de retirar o sigilo de trechos do caso Master em 1º de setembro escalou para uma crise institucional do Supremo. O presidente da Corte, Edson Fachin, marcou uma sessão para a próxima terça-feira (15) para tentar uma saída. Mendonça liberou os trechos que mostravam diálogos entre Moraes e Daniel Vorcaro. Alexandre de Moraes então lançou mão de relatórios de inteligência da PF, sem caráter probatório, para acusar Mendonça de abuso de autoridade na relatoria do Master. O ministro pediu à Presidência do STF que Mendonça fosse investigado. A reação de Mendonça veio com uma ordem para a destituição do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. O relator sustentava na decisão que a PF estava monitorando ministros do STF. Andrei recorreu da decisão, e o pedido foi analisado pelo ministro Flávio Dino, que devolveu o cargo ao diretor-geral e ao diretor de Inteligência. Edson Fachin, André Mendonça, Flávio Dino e Alexandre de Moraes Alejandro Zambrana/STF, Antonio Augusto/STF e Gustavo Moreno/STF Fachin tenta saída, e sigilos caem Para tentar baixar a fervura, na quarta-feira (9), Edson Fachin tirou de Moraes a relatoria do inquérito das Fake News, em que Moraes pretendia investigar Mendonça e suspendeu as decisões de Mendonça e Dino sobre a direção da PF. O presidente do Supremo marcou a sessão do dia 15, sem especificar o escopo da discussão e se ela será aberta ou fechada. Solicitou a Mendonça que abrisse o sigilo de inquéritos do caso Master – parte foi liberada na noite de quinta (10) e outra parte começou a ser revelada na noite de sexta-feira. Além do processo sobre Flávio Bolsonaro, também houve a quebra de sigilo de casos sobre Ciro Nogueira (PP-PI), Cláudio Castro (PL-RJ), Jaques Wagner (PT-BA) e Thiago Miranda. A investigação sobre Jaques Wagner apura a relação do senador com Augusto Lima, ex-sócio do Master. A apuração aponta indícios de pagamento de vantagens financeiras, por meio de repasses a uma empresa ligada a familiares do parlamentar e da aquisição de um apartamento de luxo em Salvador. Wagner nega ter cometido qualquer ato ilícito ou concedido benefícios ao Banco Master. Senador Jaques Wagner (PT-BA) e banqueiro Augusto Lima Andressa Anholete/Agência Senado e Vanner Casaes/Agência Alba No caso de Ciro Nogueira, a investigação apura a possível atuação do senador no Congresso em favor de Daniel Vorcaro e do Banco Master, com a apresentação da chamada “emenda Master”. A Polícia Federal aponta indícios de pagamento de vantagens financeiras ao parlamentar. Durante as operações, Nogueira negou as acusações. Daniel Vorcaro e o senador Ciro Nogueira Jornal Nacional/ Reprodução A frente da investigação que envolve Cláudio Castro apura possíveis irregularidades nos R$ 3,6 bilhões aplicados pelo Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores do Rio, no Banco Master. Segundo os investigadores, teria ocorrido uma manobra na direção do fundo para viabilizar operações consideradas de alto risco. Castro também negou as irregularidades durante diligências. Ex-governador do RJ Cláudio Castro é investigado por favorecer empresários na concessão de licenças ambientais Jornal Nacional/ Reprodução Confira as fases da operação Compliance Zero, que investiga o caso Master: 1ª fase: prisão de Daniel Vorcaro e suspeita de fraude bilionária 2ª fase: familiares de Vorcaro e bloqueio de R$ 5,7 bilhões 3ª fase: prisão de “Sicário” e expansão para ameaças e espionagem 4ª fase: suspeitas sobre aportes bilionários do BRB 5ª fase: núcleo político e investigação sobre Ciro Nogueira 6ª fase: prisão do pai de Vorcaro e de policial federal 7ª fase: investigação sobre vazamentos dentro da PF 8ª fase: Cláudio Castro e recursos do Rioprevidência 9ª fase: Jaques Wagner e atuação parlamentar a favor do Master 10º fase: publicitário ligado a Vorcaro, intimidação de jornalistas e campanha contra o BC

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Datafolha 1º turno: veja intenção de voto por região, gênero, idade, identificação política, cor e religião no cenário com Pablo Marçal
Política

Datafolha 1º turno: veja intenção de voto por região, gênero, idade, identificação política, cor e religião no cenário com Pablo Marçal

📅 12/09/2026, 03:00

Datafolha, 1º turno: Lula tem 39%, e Flávio Bolsonaro, 35% Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra Lula (PT) com 39% das intenções de voto no 1º turno da eleição presidencial, contra 33% de Flávio Bolsonaro (PL) no cenário com 13 candidatos, que inclui o candidato Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível. A pesquisa mostra Augusto Cury (Avante) em terceiro, com 6%. Na sequência, Ronaldo Caiado (PSD) com 4%, Renan Santos (Missão) com 3% e Romeu Zema (Novo) com 2%. Contratada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, o Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-01833/2026. Veja, a seguir, as intenções de voto em cada segmento: Identificação política Região Gênero Idade Escolaridade Renda familiar Religião Cor Identificação política Datafolha, 1º tuno: identificação política. Com Pablo Marçal Arte/g1 Volte ao topo Região Datafolha, 1º turno: região. Cenário com Pablo Marçal Arte/g1 Volte ao topo Gênero Datafolha, 1º turno: gênero. Cenário com Pablo Marçal Arte/g1 Volte ao topo Idade Datafolha, 1º turno: idade. Cenário com Pablo Marçal Arte/g1 Volte ao topo Escolaridade Datafolha, 1º turno: escolaridade Arte/g1 Volte ao topo Renda familiar Datafolha, 1º turno: renda Arte/g1 Volte ao topo Religião Datafolha, 1º turno: religião. Cenário com Pablo Marçal Arte/g1 Volte ao topo Cor Datafolha, 1º turno: cor. Cenário com Pablo Marçal Arte/g1 Volte ao topo Mais destaques da pesquisa Datafolha Datafolha, 1º turno: Lula, 39%; Flávio Bolsonaro, 35%; Cury, 6%; Caiado, 4%; Renan, 3%; Zema, 2% Datafolha, 2º turno: Lula tem 46%; Flávio, 44% Flávio Bolsonaro e Lula têm índice de rejeição de 46% 75% estão decididos sobre voto para presidente e 25% ainda podem mudar; veja números por candidato Urna eletrônica para votação nas eleições brasileiras Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Deputado estadual, deputado federal e senador: o que fazem, quanto ganham e qual a diferença entre eles?
Política

Deputado estadual, deputado federal e senador: o que fazem, quanto ganham e qual a diferença entre eles?

📅 12/09/2026, 03:00

Votação para deputado estadual simulada em urna eletrônica Reprodução/TV Globo Nas eleições de 2026, os brasileiros vão escolher deputados estaduais, deputados federais e senadores. Apesar de fazerem parte do Legislativo, os cargos têm funções, atribuições e salários diferentes. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Apesar de todos serem parlamentares, cada um atua em uma esfera diferente. O deputado estadual trabalha na Assembleia Legislativa; o deputado federal atua na Câmara dos Deputados; e o senador, no Senado Federal. Na matéria abaixo, entenda a diferença entre os cargos. O que faz um deputado estadual? O deputado estadual atua na Assembleia Legislativa e é responsável, entre outras funções, por discutir e aprovar leis estaduais e fiscalizar as ações do governo do estado. O mandato é de quatro anos e a eleição ocorre pelo sistema proporcional. Em 2026, serão preenchidas 1.035 vagas de deputado estadual em todo o país. No Distrito Federal, o cargo equivalente é o de deputado distrital. O que faz um deputado federal? O deputado federal atua na Câmara dos Deputados, em Brasília. Entre suas funções estão elaborar e votar leis federais, fiscalizar o governo federal e participar da discussão e aprovação do Orçamento da União. O mandato também é de quatro anos, e a eleição é pelo sistema proporcional. Em 2026, serão eleitos 513 deputados federais. Agora no g1 O que faz um senador? O senador atua no Senado Federal e representa seu estado ou o Distrito Federal. Além de participar da elaboração de leis e da fiscalização do governo federal, o Senado tem atribuições exclusivas, como aprovar determinadas autoridades indicadas pelo presidente da República e julgar autoridades em processos por crimes de responsabilidade. O mandato de um senador é de oito anos. Em 2026, serão renovadas 54 das 81 cadeiras do Senado, o equivalente a dois terços da Casa. Qual é a diferença entre deputado estadual, deputado federal e senador? A principal diferença é onde cada parlamentar atua e quais assuntos estão sob sua responsabilidade: Deputado estadual: atua na Assembleia Legislativa do estado e é responsável por criar, discutir e votar leis estaduais, além de fiscalizar o governo estadual. O mandato é de quatro anos, e a eleição é proporcional. Deputado federal: atua na Câmara dos Deputados, em Brasília, onde participa da elaboração de leis federais, da aprovação do orçamento e da fiscalização do governo federal. O mandato é de quatro anos, e a eleição também é proporcional. Senador: representa o estado no Senado Federal e participa da criação e votação de leis federais, além de analisar propostas de maior impacto, como mudanças na Constituição. O mandato é de oito anos, e a eleição é majoritária. Deputados estaduais e federais são eleitos pelo sistema proporcional. Já os senadores são escolhidos pelo sistema majoritário: é eleito o candidato mais votado. Quanto ganha um deputado federal? O subsídio mensal bruto de um deputado federal é de R$ 46.366,19. O valor é definido por decreto legislativo e está em vigor desde fevereiro de 2025. Quanto ganha um senador? O senador também recebe R$ 46.366,19 por mês de subsídio. O valor consta na tabela oficial de remuneração do Senado Federal. Quanto ganha um deputado estadual? Não existe um salário único para deputados estaduais em todo o Brasil. O subsídio é definido por cada Assembleia Legislativa, respeitando o limite estabelecido pela Constituição. O teto é de 75% do subsídio dos deputados federais. Como o salário do deputado federal é de R$ 46.366,19, o limite corresponde atualmente a R$ 34.774,64.

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Como o Banco Master usou empresa de R$ 100 para simular R$ 7,15 bilhões em consignados, segundo a PF
Economia

Como o Banco Master usou empresa de R$ 100 para simular R$ 7,15 bilhões em consignados, segundo a PF

📅 12/09/2026, 03:00

Fachin dá 24 horas para Mendonça liberar sigilo de documentos do caso Master Uma empresa criada com apenas R$ 100 de capital social, sem funcionários, sem movimentação bancária efetiva e sem estrutura operacional compatível com bilhões de reais em créditos foi usada pelo Banco Master, de Daniel Vorcaro, para simular a origem de R$ 7,155 bilhões em empréstimos consignados, segundo a Polícia Federal. A Tirreno aparecia nos documentos como responsável por originar e ceder as carteiras de crédito ao Master. Mas, segundo a perícia da PF, o dinheiro das cessões não foi efetivamente transferido para a empresa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os valores eram registrados internamente pelo próprio banco, enquanto mais de 1 milhão de contratos eram lançados no sistema do Master para formar uma carteira de crédito atribuída à Tirreno. A investigação identificou ainda padrões incomuns nesses contratos, empregadores com inconsistências cadastrais e a produção, dentro da própria estrutura do Master, de documentos em escala para dar suporte às operações. Os créditos eram posteriormente revendidos ao Banco de Brasília (BRB), que inicialmente comprou as carteiras sem a devida checagem e, só mais tarde, passou a exigir documentos para comprovar a existência das operações. Linha do tempo do esquema entre Master, Tirreno e BRB De R$ 100 para R$ 30 milhões: capital cresceu no papel A Tirreno começou como SX 016 Empreendimentos e Participações S.A., criada em 1º de outubro de 2024 com R$ 100 de capital social. Apenas R$ 10 haviam sido efetivamente colocados na empresa: R$ 5 por cada um dos sócios fundadores, Daniel Moreira Bezerra e Katia Caroline Cunha Silva. Os outros R$ 90 ficaram previstos para pagamento posterior. Em dezembro de 2024, a empresa mudou de nome e passou a se chamar Tirreno Consultoria Promotora de Crédito e Participações S.A. Também mudou de atividade e passou a atuar formalmente com consultoria de vendas e promoção de crédito. Na mesma ocasião, foi aprovado um aumento de capital que elevaria o valor declarado da empresa de R$ 100 para R$ 30 milhões. O valor seria colocado na empresa por Henrique S. S. Peretto em até 12 meses. Segundo a perícia da PF, porém, não foram encontradas evidências ou documentos de que os R$ 30 milhões tenham sido pagos. O descompasso entre a estrutura formal da empresa e os contratos bilionários aparece também nas datas. Até 15 de abril de 2025, quando as alterações societárias foram registradas na Junta Comercial de São Paulo (Jucesp), a empresa ainda aparecia publicamente como SX 016, com apenas R$ 10 de capital efetivamente integralizado e voltada formalmente para participação em outras sociedades. Mesmo assim, antes do registro dessas mudanças, a empresa já havia assinado contratos com o Banco Master que somavam quase R$ 6 bilhões. André Felipe de Oliveira Seixas Maia assinou os 28 contratos de cessão de crédito em nome da empresa, embora seu nome só tenha passado a constar formalmente como diretor na Junta Comercial depois. Ao todo, os 28 contratos, assinados entre 24 de dezembro de 2024 e 14 de maio de 2025, somavam R$ 7,155 bilhões. A perícia aponta ainda que as assinaturas foram reconhecidas em cartório de uma só vez, nos dias 13 e 14 de maio de 2025. Em um lote de 26 contratos, referente a operações realizadas entre dezembro de 2024 e abril de 2025 e que somavam R$ 6,34 bilhões, o reconhecimento das firmas ocorreu somente em 13 e 14 de maio. A PF classificou o achado como uma formalização cartorária tardia e apontou a necessidade de validação da cadeia documental. A empresa não tinha estrutura para movimentar bilhões A sede declarada da Tirreno ficava na Avenida Paulista, em São Paulo. Quando policiais foram ao endereço durante uma operação de busca e apreensão, encontraram apenas um espaço de coworking. A administração informou que a Tirreno nunca teve contrato ou vínculo com o local. A investigação também não encontrou funcionários registrados, pagamentos de aluguel ou despesas operacionais. Segundo a PF, a empresa não tinha registros de recolhimento de contribuições previdenciárias, não emitia nem recebia notas fiscais, não recolhia impostos federais e não mantinha os livros contábeis obrigatórios. A quebra do sigilo fiscal, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, reforçou o cenário. Segundo o laudo, o cruzamento de dados da Receita Federal não identificou declarações de impostos, recolhimentos trabalhistas ou registros nos livros contábeis obrigatórios. Quando o Banco Master pediu informações cadastrais da Tirreno, em 22 de maio de 2025, os campos de faturamento, patrimônio líquido, clientes, fornecedores e referências bancárias estavam zerados ou em branco. Isso ocorreu depois de todas as 28 cessões bilionárias já terem sido formalizadas. A primeira conta corrente registrada em nome da Tirreno no sistema financeiro foi aberta somente em 23 de maio de 2025, no próprio Banco Master, depois das cessões. Segundo a investigação, a conta permaneceu sem saldo e sem movimentação. Como o dinheiro era registrado sem sair do Master A relação entre o Banco Master e a Tirreno começou formalmente em 5 de dezembro de 2024, com um “Contrato de Parceria e Outras Avenças”. Pelo acordo, a Tirreno deveria originar e ceder ao Master carteiras de crédito consignado. Os contratos de cessão previam que o Master pagaria pelos créditos por TED ou DOC para uma conta da Tirreno. Mas, segundo a perícia, os R$ 7,155 bilhões não foram efetivamente transferidos para a empresa. Como a Tirreno sequer tinha uma conta bancária quando as principais operações foram realizadas, os valores eram registrados dentro do próprio Master, na Conta Interna Gerencial, sob a rubrica “VENDA DE ATIVOS”. Segundo a PF, esses lançamentos eram registros gerenciais internos e não comprovavam que a Tirreno havia recebido os valores. Assim, o dinheiro não saía efetivamente da esfera de controle do Master. O contrato previa ainda que os valores das operações fossem depositados em uma Conta Reserva do próprio Master e aplicados integralmente em CDBs do banco, que serviriam como garantia. Segundo a perícia, porém, nenhum CDB foi emitido e nenhuma garantia foi constituída. Mais de 1 milhão de contratos foram lançados no sistema Para dar suporte à carteira atribuída à Tirreno, foram registrados 1 milhão de contratos no Sistema Função 13, utilizado pelo Master para administrar os empréstimos consignados. Os contratos estavam ligados a 347.904 CPFs e representavam uma carteira bruta futura de R$ 30,08 bilhões, considerando parcelas e juros que ainda venceriam. Em outubro de 2025, os créditos atribuídos à Tirreno correspondiam a 64% de todos os recebíveis de crédito consignado administrados pelo Master no sistema. Os registros apresentavam diferenças expressivas em relação aos demais contratos do banco. Nenhum dos contratos da Tirreno tinha arquivo PDF anexado ao sistema, enquanto 98% dos demais possuíam essa documentação. Além disso, 74% dos contratos da Tirreno não tinham código de compensação bancária, contra 1% dos demais. Os valores dos empréstimos também se repetiam de maneira incomum. Entre os 1.023.055 contratos ativos da Tirreno, havia apenas 629 valores diferentes de principal. Em média, cerca de 1.626 contratos repetiam exatamente o mesmo valor, até os centavos. Um dos exemplos era o valor de R$ 30.266,73, que aparecia 41.301 vezes. Nos demais contratos analisados, o maior número de repetições de um único valor era 368. A concentração também aparecia nos juros: a carteira da Tirreno tinha 1.252 valores diferentes, enquanto os demais contratos do banco tinham 913.554. Em outro lote, referente a uma cessão de 2 de maio de 2025, 46.478 contratos tinham apenas nove preços de aquisição diferentes. Um deles, de R$ 9.864,64, aparecia 10.178 vezes. Para a perícia, esse padrão era muito diferente do observado nos demais contratos consignados e indicava artificialidade na distribuição dos valores da carteira Tirreno. Os supostos empregadores tinham inconsistências Os 1.023.296 contratos estavam associados no sistema a apenas três códigos de empregador: Gov Bahia 2, Gov Bahia 3 e Convênios Diversos. O código Gov Bahia 3 estava associado ao CNPJ 13.323.274/0001-63, correspondente à Secretaria da Administração da Bahia. Já Gov Bahia 2 e Convênios Diversos utilizavam o CNPJ 74.755.772/0001-70. Segundo a PF, o número não existia na base oficial da Receita Federal. Documentos eram produzidos dentro do próprio Master Segundo a investigação, a Tirreno não tinha equipe ou tecnologia própria para originar os empréstimos. Dados de CPFs eram extraídos de bases internas do Master e usados para preparar arquivos destinados à produção dos documentos. Programadores desenvolveram uma ferramenta chamada API Formalização PDF, em C#. Segundo a PF, o programa permitia retirar a segunda página, correspondente à assinatura, de PDFs de clientes reais e juntá-la a novas Cédulas de Crédito Bancário (CCBs). Também eram produzidas procurações em lote. O gerente Allan da Silva Machado utilizava a ferramenta Mala Direta, do Microsoft Word, alimentada por planilhas, para gerar os documentos. Depois, operadores organizavam os arquivos em pastas e realizavam assinaturas digitais em lote, com certificados corporativos e a ferramenta idtrust. A PF encontrou ainda registros de trabalho de madrugada e aos fins de semana relacionados à estruturação da operação. Ou seja, documentos eram produzidos dentro da própria estrutura do Master e em escala, sem depender de uma operação convencional em que cada empréstimo fosse individualmente originado e documentado pela Tirreno. Créditos eram revendidos ao BRB Os créditos registrados no sistema eram revendidos ao Banco de Brasília (BRB), muitas vezes no primeiro dia útil seguinte. Quando o BRB e a auditoria externa Deloitte passaram a exigir documentos que comprovassem a existência e o lastro dos créditos, como CCBs, procurações e termos de consentimento, a PF identificou a produção de documentos falsos para responder às cobranças. A investigação encontrou a pasta “Demanda BRB-Tirreno 2700 amostras”, com kits formados por CCB, procuração e termo. Em 23 de junho de 2025, André Seixas Maia, pela Tirreno, enviou ao BRB um link do OneDrive com 1.785 desses kits. Em uma conversa relacionada às cobranças da auditoria e presente no relatório da PF, o diretor Alberto Félix de Oliveira Neto orientou o funcionário Fabrizio Alencar a atribuir uma irregularidade encontrada nos contratos a um suposto erro operacional na seleção das amostras. Alertas de risco foram baixados A operação também passou pelos mecanismos internos de prevenção a fraudes do Master. Ferramentas como E-Guardian, Neoway, Serasa e World Check classificaram a Tirreno como de alto risco para lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, em razão da movimentação bilionária registrada na conta interna gerencial e considerada incompatível com o perfil da empresa. Segundo informação prestada à PF pelo superintendente executivo de Compliance do banco, porém, a análise da Tirreno não foi conduzida pelo Compliance interno. O trabalho foi entregue exclusivamente ao escritório externo Monteiro Rusu, contratado diretamente pela Diretoria e pela Tesouraria. O escritório funcionava em uma sala reservada, de acesso restrito, no 10º andar do Banco Master, e tratava diretamente com a alta administração, sem participação, ciência, interação ou intervenção do Compliance interno. Em 4 de julho de 2025, o Comitê Operacional de PLD/FTP decidiu pela baixa dos alertas de irregularidade e pela não comunicação ao COAF. Segundo a PF, participaram da decisão executivos como Alberto Félix de Oliveira Neto, Luiz Antônio Bull e Fábio de Souza Castanheira. A justificativa incluía uma declaração verbal do próprio Alberto Félix de que as operações eram legítimas. Daniel Vorcaro Jornal Nacional/ Reprodução

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Caso Master: relatório da PF expõe 'fábrica de documentos' para validar crédito vendido ao BRB
Economia

Caso Master: relatório da PF expõe 'fábrica de documentos' para validar crédito vendido ao BRB

📅 12/09/2026, 03:00

Camarotti: Queda de sigilo de documentos do caso Master eleva tensão para terça-feira A Polícia Federal encontrou, em um HD obtido durante a Operação Compliance Zero, uma apresentação de PowerPoint que detalha uma espécie de “fábrica de documentos” criada por funcionários do Banco Master. O esquema usava dados reais de clientes do programa de crédito CredCesta para forjar contratos e simular a cessão de R$ 7,15 bilhões em dívidas ao Banco de Brasília (BRB). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os créditos falsificados eram atribuídos à Tirreno Consultoria, uma empresa de fachada sem funcionários ou capacidade operacional, usada para mascarar a falta de lastro das operações. Entre dezembro de 2024 e maio de 2025, Master e Tirreno firmaram 28 instrumentos de cessão de crédito consignado. A perícia da PF constatou que não houve liquidação financeira real nem transferência dos valores para contas de livre movimentação da Tirreno. A empresa só abriu uma conta corrente posteriormente, mas ela permaneceu inativa. Os valores bilionários ficaram restritos a lançamentos escriturais internos em uma conta gerencial reservada do próprio Banco Master. Esses papéis foram então repassados ao BRB, que aceitou os créditos mesmo diante das irregularidades. O arquivo do HD encontrado descreve um fluxo que começava com a extração de dados de clientes e contratos dos sistemas do banco, passava pelo processamento dessas informações em softwares desenvolvidos especificamente para a tarefa e terminava na produção em escala de documentos financeiros. Entre os documentos citados estão Cédulas de Crédito Bancário (CCBs), Termos de Consentimento e Procurações. A apresentação também registra a retirada de datas e páginas de documentos, inclusive páginas de assinatura, além da solicitação de comprovantes de transferências financeiras sem informações que permitissem rastrear a operação. Como funcionava a produção dos documentos Um dos procedimentos identificados era a compilação de dados de clientes — como os vindos do CredCesta — por funcionários que tinham acesso aos sistemas da instituição. Com os dados em mãos, funcionários do Master faziam uma “geração industrial de documentos financeiros”. O relatório descreve diferentes processos de produção: havia sistemas para criar CCBs e Termos de Consentimento e outro fluxo para gerar Procurações por meio de mala direta. Também foram identificadas alterações em documentos. A apresentação registra a remoção de datas de Termos de Consentimento, a extração de páginas específicas e a separação de páginas de assinatura. Em outro procedimento descrito, funcionários solicitavam comprovantes de transferências financeiras sem informações de rastreabilidade. Segundo a apresentação, o conjunto dessas atividades envolvia funcionários de diferentes áreas em uma “operação coordenada”. Por que esses documentos eram importantes As CCBs são documentos usados para formalizar uma dívida ou obrigação de pagamento. Já Termos de Consentimento e Procurações podem registrar autorizações e permitir que pessoas ou empresas atuem em nome de outras. No caso investigado pela PF, esses documentos serviam para dar uma suposta legitimidade às carteiras de créditos que o Banco Master transferiu ao BRB. Em uma cessão de crédito, uma instituição passa para outra o direito de receber determinadas dívidas. Para que esses créditos pudessem ser apresentados como válidos, era necessário haver documentos capazes de demonstrar a existência das operações e dos respectivos direitos de recebimento. É nesse ponto que a estrutura descrita na apresentação se conecta à operação investigada. O material mostra um fluxo organizado para extrair informações, transformá-las em documentos e reunir registros que davam suporte às operações envolvendo a carteira transferida ao BRB. PF encontrou apresentação em HD do Banco Master A apresentação chegou às mãos da PF depois que a corporação obteve um HD corporativo do Banco Master. A primeira fase da Operação Compliance Zero ocorreu em novembro de 2025. Durante as buscas realizadas na instituição, a PF não conseguiu copiar todo o volume de dados armazenado nos equipamentos. Por isso, posteriormente, solicitou o acervo ao liquidante do banco. O HD foi entregue à corporação em 27 de novembro de 2025 e passou por perícia. Os peritos fizeram uma cópia dos dados para análise, preservando o dispositivo original. Foi nesse processamento que apareceu o arquivo “Revisão - processos e documentos.pptx”, armazenado no SharePoint do Banco Master. Dentro do arquivo, a apresentação tinha o título “Investigações internas – Banco Master”. O documento possuía 26,7 MB e 30 slides, sendo um deles oculto. Os registros técnicos indicam que o arquivo foi criado em 23 de outubro de 2025, às 12h09, e modificado pela última vez no dia seguinte, às 17h45. Documento passou a integrar investigação da PF Depois de localizado, o conteúdo da apresentação foi incorporado à análise da Polícia Federal. As informações constam da Informação de Polícia Judiciária de Análise (IPJ-A nº 1390980/2026), concluída em 23 de março de 2026. A apresentação ajuda a reconstruir, a partir dos registros encontrados no banco, o caminho percorrido pelas informações: dados de clientes e contratos eram extraídos dos sistemas, processados por ferramentas específicas e utilizados na produção de documentos relacionados às operações de crédito. Banco Master. Reprodução/TV Globo

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Medicamentos raros, reavaliação do impacto: veja como ficam as compras internacionais sem a taxa das blusinhas
Economia

Medicamentos raros, reavaliação do impacto: veja como ficam as compras internacionais sem a taxa das blusinhas

📅 12/09/2026, 03:00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quinta-feira (10) o fim da chamada "taxa das blusinhas", imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50. A medida está em vigor desde maio e se torna permanente com regras para a proteção do setor produtivo brasileiro. De acordo com o texto atual, as compras internacionais feitas por brasileiros para serem entregues no Brasil terão: isenção de imposto de importação para itens de até US$ 50; e imposto federal de 30% para compras de até US$ 3.000. Agora no g1 Não haverá mudança no ICMS, imposto estadual sobre produtos e serviços. Esse tributo é uma prerrogativa dos governos estaduais e sua isenção depende da decisão de cada governador. O Congresso Nacional incluiu medidas para evitar fraudes nas compras internacionais. Entre elas, as plataformas digitais de venda devem fazer monitoramento contra compras fracionadas para evitar ultrapassar o limite de US$ 50, além de formas de ocultar o remetente real. A lei, no entanto, não especifica quantas compras até o limite de US$ 50 ou dentro de qual período — se no mesmo dia, ou semana, por exemplo — poderão ser consideradas um indicativo de fraude. O monitoramento será realizado com a ajuda da Receita Federal. Um dos motivos indicados pelos parlamentares para incluir medidas antifraude seria a compra, por parte de brasileiros, de itens com valor mais baixo no exterior para revenda no Brasil. Comércio, consumo das famílias, varejo Celso Tavares/G1 Compras feitas no exterior As novas regras não alteram as compras realizadas por pessoas em viagem no exterior e que retornam ao Brasil com os itens. Para compras feitas em viagens internacionais, o limite de isenção é de: US$ 1.000 para entrada aérea ou marítima, desde que respeitem as regras de bagagem da Receita Federal; e US$ 500 para entrada no país por outras vias de transporte. Além disso, os viajantes contam ainda com uma cota adicional de isenção em itens de até US$ 1.000 em compras em lojas free shop ou duty free do primeiro aeroporto de desembarque no Brasil. Medicamentos raros Outra isenção especificada pela nova lei é a de medicamentos para o tratamento de doenças raras. Para a compra desses medicamentos, o imposto de importação será zerado. Para que essa isenção entre em vigor, os medicamentos precisam estar classificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como não tendo um medicamento nacional similar. O governo federal deverá estabelecer uma data dentro de 180 dias para que a isenção seja colocada em prática. Entre as regras para os medicamentos, o governo poderá estabelecer limites para a importação assim como a frequência da compra, para que não se crie uma forma de revender os medicamentos no país. Avaliação de impacto O fim da taxa das blusinhas foi alvo de críticas do setor produtivo brasileiro. Como forma de mitigação, o Congresso incluiu uma avaliação dos impactos econômicos da isenção para os setores produtivos brasileiros. A primeira avaliação será após três meses, ou seja, em dezembro de 2026. Depois, a cada seis meses. A ideia é que, ao identificar um impacto econômico, o Ministér Fazenda estude uma forma de mitigação para o setor produtivo brasileiro. Será observado o impacto no emprego e na renda e os efeitos na arrecadação federal, além da competitividade da indústria e do comércio varejista. Além da avaliação por parte da Fazenda, o Congresso vai reavaliar o imposto a cada ano, a partir de dados que o Ministério da Fazenda disponibilizar até 30 de abril. A avaliação será feita obrigatoriamente para os seguintes setores: Têxteis e vestuário; Calçados; Acessórios; Brinquedos; e Cosméticos.

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Lula diz que dará recado a Trump na ONU: 'Eu não me meto nas eleições americanas e gosto de ser respeitado'
Política

Lula diz que dará recado a Trump na ONU: 'Eu não me meto nas eleições americanas e gosto de ser respeitado'

📅 12/09/2026, 00:48

Lula Divulgação O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (11) que vai reforçar ao presidente Donald Trump na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, que não aceita interferência dos Estados Unidos nas eleições do Brasil. Lula e Trump devem se encontrar na abertura da 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), no dia 22 de setembro. "Na ONU eu sou primeiro a falar, depois que eu falo fala o Trump. Ele vai estar atrás de mim olhando eu falar e depois eu vou ficar olhando ele falar. Eu vou falar, 'ou baixinho', ele é mais alto que eu, 'eu vou dizer: eu não me meto nas eleições americanas porque é uma coisa que interessa ao povo americano, você foi eleito e eu respeito o resultado das eleições. Por favor, não mexa com filho da dona Lindu porque eu gosto de todo mundo, de respeitar e gosto de ser respeitado". O petista deu a declaração durante um ato de campanha em Porto Alegre. Durante o discurso, Lula afirmou também que "a extrema-direita representada pelo presidente dos Estados Unidos tem tentado influenciar em várias eleições na América Latina" e que Trump "tem sido o modelo de cabo eleitoral para a extrema-direita". "Eu nunca tive ingerência na eleição de outro país e eu tenho avisado, já falei por telefone com Trump, 'não se meta nas eleições brasileiras porque se meter, vai perder'. Eu quero ter uma relação civilizada com EUA. São 203 anos de relação diplomática. Nenhum presidente de outro país vai meter bedelho nas nossas eleições. E se meter vai perder", disse o presidente. Lula discursa na abertura da Assembleia Geral da ONU. Como é de costume, o líder do Brasil será o primeiro a falar no evento, seguido pelo presidente norte-americano, Donald Trump, representante do país anfitrião. 🗺️ A Assembleia Geral é um encontro anual que acontece entre os principais governantes e autoridades dos 193 Estados que fazem parte da organização. Vários eventos acontecem durante a reunião — que neste ano tem seis dias de trabalhos 'Química excelente' Foi na Assembleia Geral da ONU no ano passado que a “química” entre Lula e Trump aconteceu, após um ano marcado por novas tarifas impostas por Trump ao Brasil e por declarações contra a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante seu discurso, Trump disse que teve "uma química excelente" com o presidente brasileiro, "que pareceu um cara muito agradável". "Eu estava entrando (no plenário da ONU), e o líder do Brasil estava saindo. Eu o vi, ele me viu, e nos abraçamos. Na verdade, concordamos que nos encontraríamos na semana que vem", disse Trump. Apesar das palavras sobre Lula, na ocasião, Trump também criticou indiretamente processo e o Judiciário. Ele afirmou haver "censura, repressão, corrupção judicial e perseguição a críticos políticos" no Brasil. Cerca de um mês depois do breve encontro na ONU, os dois Chefes de Estado tiveram uma reunião de 45 minutos, olho a olho — dessa vez, na Malásia. Um ano depois, a conversa mais recente entre Lula e Trump foi um telefonema que durou 1h20, após um pedido do presidente brasileiro para falar com o americano. Na ligação, Trump perguntou a Lula sobre as eleições de outubro. Lula já afirmou que disse ao presidente dos EUA que o Brasil não aceita ingerência de ninguém nas eleições.

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Eleições 2026: Veja como foi a agenda de candidatos ao governo de Goiás nesta sexta-feira (11)
Política

Eleições 2026: Veja como foi a agenda de candidatos ao governo de Goiás nesta sexta-feira (11)

📅 12/09/2026, 00:14

Eleições 2026: Veja como foi a agenda de candidatos ao governo de Goiás nesta sexta-feira Os candidatos ao governo de Goiás cumpriram agenda de campanha nesta sexta-feira (11). Em Goiânia, Marconi Perillo (PSDB) fez uma caminhada e conversou com comerciantes em Aparecida de Goiânia. Já Daniel Vilela (MDB) foi entrevistado em um podcast em Goi e respondeu perguntas sobre vários temas. Confira as agendas dos demais candidatos. Daniel Vilela (MDB) Em entrevista a um podcast em Goiânia, Daniel Vilela (MDB) defendeu a ampliação do uso de tecnologia e inovação nos serviços estaduais para reduzir despesas. O candidato enfatizou a expansão da plataforma "Goiás na Palma da Mão", que já disponibiliza procedimentos como a emissão da identidade nacional e da CNH via WhatsApp. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Luis César Bueno (PT) Nesta sexta-feira (11), o candidato Luis Cesar Bueno (PT), esteve na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio) para discutir temas sobre desenvolvimento econômico, social e político. Na ocasião, o candidato apresentou propostas de seu plano de governo e ouviu representantes do setor de comércio de bens e turismo. Marconi Perillo (PSDB) Em Aparecida de Goiânia, Marconi Perillo (PSDB) conversou com eleitores em frente ao Restaurante do Bem e fez uma caminhada de quase 1 km ao longo da Avenida Independência para dialogar com comerciantes. O candidato defendeu a implantação de uma "cidade da inteligência artificial" na Região Metropolitana, projeto concebido para integrar a Universidade Estadual de Goiás (UEG), a Universidade Federal de Goiás (UFG), institutos federais e o setor privado. Eleições 2026: Veja como foi a agenda de candidatos ao governo de Goiás nesta sexta-feira (11) Reprodução/TV Anhanguera LEIA TAMBÉM: Veja quem são os candidatos a governador em Goiás em 2026 Quaest em GO: Daniel Vilela, 37%; Marconi Perillo, 20% Wilder Morais (PL) O candidato Wilder Morais (PL) participou de uma sabatina em Goiânia e afirmou que a reestruturação da saúde pública é a principal prioridade de sua campanha, apresentando como propostas a criação do "SUS Goiano". O projeto vai credenciar hospitais particulares e filantrópicos, além de implantar uma fila única com data definida para cirurgias e entrega domiciliar de medicamentos controlados. Outros candidatos A candidata Luciana Amorim (UP) foi entrevistada em uma rádio de Goiânia nesta sexta-feira (11). O candidato Danilo Pinheiro Evangelista da Silva (PCO) não divulgou agenda. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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Eleições 2026: Marconi Perillo fala sobre criação de polo de inteligência artificial em visita a Aparecida de Goiânia
Política

Eleições 2026: Marconi Perillo fala sobre criação de polo de inteligência artificial em visita a Aparecida de Goiânia

📅 11/09/2026, 23:26

Eleições 2026: Marconi Perillo fala sobre criação de polo de inteligência artificial Em visita a Aparecida de Goiânia, o candidato ao governo de Goiás Marconi Perillo (PSDB) apresentou a proposta de criar um polo de inteligência artificial e tecnologia. A declaração ocorreu durante caminhada de quase 1 km pela Avenida Independência, onde conversou com comerciantes locais e também defendeu a ampliação do hospital de urgências da cidade e novos investimentos industriais. De acordo com o candidato, o projeto visa integrar a Universidade Estadual de Goiás (UEG), a Universidade Federal de Goiás (UFG), os institutos federais de educação e o setor produtivo privado. A estrutura foi chamada por ele de "cidade da inteligência artificial". ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Marconi começou o dia com uma conversa com eleitores em frente ao Restaurante do Bem. Na sequência, Marconi realizou a caminhada, onde cumprimentou os comerciantes locais. Eleições 2026: Marconi Perillo fala sobre criação de polo de inteligência artificial em visita a Aparecida de Goiânia Reprodução/TV Anhanguera LEIA TAMBÉM: Eleições 2026: Marconi Perillo visita TCM e comerciantes de Anápolis nesta segunda-feira (31) PSDB lança Marconi Perillo como candidato ao governo de Goiás Veja quem são os candidatos a governador em Goiás em 2026 "Vamos ter os cursos de qualificação nessa cidade da inteligência artificial e da tecnologia e vamos garantir que, através da pesquisa e da inovação, a universidade e a fundação de pesquisa cresçam cada vez mais, tenham recursos para investir sempre cada vez mais nessa cidade da inteligência artificial", disse Marconi. O candidato também abordou outras áreas da administração pública e afirmou que, se eleito, pretende realizar investimentos em saneamento básico, viabilizar a criação de novos polos industriais no município e promover a ampliação do Hospital Estadual de Urgências de Aparecida de Goiânia (Heapa). 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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Veja o que é #FATO e o que é #FAKE na entrevista de Eduardo Paes a 'O Globo', 'Extra', 'Valor' e CBN
Política

Veja o que é #FATO e o que é #FAKE na entrevista de Eduardo Paes a 'O Globo', 'Extra', 'Valor' e CBN

📅 11/09/2026, 23:17

Sabatina candidatos ao Governo do Estado do Rio de Janeiro Eduardo Paes ( PSD) com os entrevistadores Leandro Resende, Chico Goes, Bernardo Mello Franco , Bianca Santos e Thiago Prado Ana Branco / Agência O Globo O candidato ao governo do Rio pelo PSD, Eduardo Paes, foi entrevistado nesta sexta-feira (11) por "O Globo", "Extra", "Valor" e CBN. Conduzida pelos apresentadores da CBN Rio Bianca Santos e Leandro Resende; pelo editor de Política dos jornais "O Globo" e "Extra", Thiago Prado; pelo colunista Bernardo Mello Franco e por Francisco Góes, chefe da sucursal do "Valor" no Rio, a entrevista começou às 10h30 e teve 1h30 de duração. ✅ Siga o canal de Fato ou Fake no WhatsApp A série foi aberta nesta terça-feira (8) com o deputado estadual Douglas Ruas (PL). Já William Siri (PSOL) foi sabatinado na quarta-feira (9), e Anthony Garotinho (Republicanos) na quinta-feira (10). Cada entrevista teve uma hora e meia de duração. A programação é a seguinte: 8 de setembro (terça-feira) - Douglas Ruas (PL) – leia a checagem 9 de setembro (quarta-feira) - William Siri (Psol) – leia a checagem 10 de setembro (quinta-feira) - Anthony Garotinho (Republicanos) – leia a checagem 11 de setembro (sexta-feira) - Eduardo Paes (PSD) A equipe do Fato ou Fake checou as principais declarações de Eduardo Paes (PSD). Leia: "O governo do PL no Rio teve quatro secretários presos com ligação ao crime organizado. Secretário de Polícia Civil, secretário de Administração Penitenciária e dois que ainda estão presos: secretário de Defesa do Consumidor, de Esporte e que foi secretário de Ordem Pública do Crivella, na prefeitura. E o sujeito que quer ser candidato a governador deles, o Douglas Ruas, é uma espécie de ‘regra dois’. O candidato a governador do PL, Cláudio Castro, antes do Douglas Ruas, era o Rodrigo Bacellar." g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Allan Turnowski, ex-secretário estadual de Polícia Civil, foi preso em 2022. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) o denunciou sob acusação de integrar uma organização criminosa ligada ao jogo do bicho e de atuar em favor de contraventores. Atualmente, responde em liberdade. Raphael Montenegro, então secretário estadual de Administração Penitenciária, foi preso em 2021. A investigação apontava suspeitas de negociação de vantagens com integrantes do Comando Vermelho. Alessandro Pitombeira Carracena ocupou as secretarias estaduais de Esporte e Lazer e de Defesa do Consumidor e havia sido secretário municipal de Ordem Pública durante a gestão Marcelo Crivella. Está preso desde setembro de 2025. Segundo investigação da Polícia Federal (PF), ele integraria o núcleo político de uma organização ligada ao Comando Vermelho. Carracena e outros acusados no caso agora são réus na Justiça. Rodrigo Bacellar, que foi secretário estadual de Governo de Castro, também foi preso. Em março de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a decretar sua prisão preventiva por suspeitas de vazamento de informações e obstrução de investigações relacionadas a organizações criminosas. "O estado do Rio é o pior Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] do Brasil. A cidade de São Gonçalo está na penúltima posição." g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: O Ideb não atribui uma nota única à educação de cada estado, por isso não é possível afirmar de forma geral que o Rio de Janeiro tem "o pior Ideb do Brasil". O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulga resultados separados por etapa de ensino — anos iniciais, anos finais e ensino médio — e por rede. No ensino médio da rede estadual, etapa sob responsabilidade dos governos estaduais, o Rio de Janeiro registrou notas de 3,7 em 2025. É o segundo menor resultado entre as unidades da Federação, empatado com Amazonas, Roraima e Amapá e acima apenas do Distrito Federal (3,6). Portanto, o Rio está entre os piores resultados do país nesse recorte, mas não é isoladamente "o pior". O Ideb da rede estadual fluminense no ensino médio subiu de 3,3, em 2023, para 3,7, em 2025, melhora puxada pelo aumento do indicador de rendimento escolar, ligado à aprovação, que passou de 80% para 92%. Ao mesmo tempo, o indicador de aprendizagem usado no cálculo do Ideb teve ligeira queda de 4,095 para 4,036. Em língua portuguesa, a média do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) recuou de 258,09 para 254,76 pontos; em matemática, de 252,19 para 251,53. São Gonçalo também não ocupa a penúltima posição no Ideb 2025 dos anos iniciais da rede municipal. A cidade obteve 4,9, terceira menor nota entre os municípios fluminenses, empatada com Duque de Caxias. Japeri teve o menor índice, 4,3, e Belford Roxo, o segundo menor, 4,8. Embora não seja a penúltima, São Gonçalo permanece entre os municípios fluminenses com os menores resultados. A nota dos anos iniciais subiu de 4,5, em 2023, para 4,9, em 2025. Nos anos finais, o município passou de 3,9 para 4,2. "O chefe da Polícia Civil, o tal do Amim [Marcus Vinícius Amim Fernandes] ... mudaram a lei orgânica da Polícia Civil para nomear um ‘cupincha’ do Rodrigo Bacellar, que quando foi demitido foi parar na segurança da Alerj." g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Marcus Vinícius Amim Fernandes é delegado da Polícia Civil e comandou a corporação entre outubro de 2023 e setembro de 2024. Antes, chefiou a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e presidiu o Detran-RJ. A nomeação ocorreu após a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) alterar a Lei Orgânica da Polícia Civil. Até então, o secretário precisava ter pelo menos 15 anos como delegado. A mudança passou a considerar o tempo de serviço na instituição e permitiu que Amim assumisse o cargo. Rodrigo Bacellar era presidente da Alerj na época e apoiou a indicação de Amim para a Polícia Civil. Após deixar a secretaria, em setembro de 2024, Amim foi nomeado para coordenar a segurança da Assembleia. Em julho de 2026, Amim foi alvo da 6ª fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, que investiga supostas conexões entre agentes públicos e grupos criminosos e um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis. A Corregedoria da Polícia Civil também abriu investigação disciplinar contra ele. "Eu não tenho o apoio do Antônio Rueda [...] como que o meu partido apoia ele? Se o Antonio Rueda quiser pedir voto pra mim, eu vou agradecer [...] ele é do União Brasil [...] mas não está me apoiando, nem o meu partido está apoiando a candidatura dele." g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: O União Progressista (federação partidária brasileira, formada pelos partidos União Brasil e Progressistas) declarou neutralidade na disputa pelo governo do Rio, mas Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil, vem fazendo movimentos favoráveis ao grupo de Eduardo Paes. Ele participou de agendas com aliados do candidato e esteve em evento de campanha em São João de Meriti. A neutralidade da federação não impede manifestações individuais. Rueda, por exemplo, declarou apoio ao candidato a senador Pedro Paulo (PSD), aliado de Paes, e mantém articulações com políticos dos dois lados da disputa. Rueda, candidato a deputado federal, foi citado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, em uma proposta de delação rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), no caso que envolve investimentos do Rioprevidência no Banco Master. Segundo o relato, ele teria atuado para viabilizar os aportes. A PF investiga transferências de quase R$ 3,7 bilhões. "[...] acabar com esse déficit de 20 de mil vagas que tem no sistema penitenciário [no Rio de Janeiro]." Selo Fato (Horizontal) g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: O sistema penitenciário do Rio de Janeiro tem déficit de cerca de 19 mil vagas, número que se aproxima dos 20 mil mencionados por Eduardo Paes. Segundo a Secretaria de Polícia Penal, o déficit está relacionado ao problema crônico de superlotação das unidades prisionais fluminenses. Apenas 8 das 47 unidades não apresentam falta de vagas. "[Em] Segurança Pública, somos o estado [Rio de Janeiro] que mais gasta no Brasil." g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: O 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em julho de 2026 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, traz os dados de 2025. Naquele ano, os estados e o Distrito Federal gastaram R$ 131,2 bilhões em segurança pública. O Rio de Janeiro empenhou R$ 17,37 bilhões na área em 2025, cerca de R$ 1.100 por habitante, figurando em quarto lugar. Foi o segundo maior valor absoluto, atrás apenas de São Paulo, que gastou R$ 18,38 bilhões. Portanto, não é correto dizer que o Rio é o estado que mais gasta em valores absolutos. No entanto, a segurança pública representou 14,9% das despesas do Rio, o maior percentual entre os estados brasileiros. São Paulo, por exemplo, destinou 4,8%. No RREO em Foco de 2025 (Relatório Resumido de Execução Orçamentária), do Tesouro Nacional, a Segurança Pública correspondeu a 16% das despesas empenhadas pelo Rio, a segunda maior proporção entre os estados, atrás de Minas Gerais, com 20%. "O melhor Ideb do Brasil foi Goiás [...]. Nós gastamos o dobro por aluno do que gasta Goiás." g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: O Rio de Janeiro realmente gasta quase o dobro por aluno em relação ao estado de Goiás. O levantamento do Movimento EducAçãoRio aponta R$ 19.580 por aluno ao ano no Rio, contra R$ 10.704 em Goiás, uma diferença de 83%. Goiás, no entanto, não tem “o melhor Ideb” (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) do Brasil. O estado foi líder no Ensino Médio em 2023, com nota 4,8. No resultado mais recente do Ideb, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em 2026, o Paraná assumiu a liderança, com 5,1, enquanto Goiás ficou com 5,0. "O deputado Chiquinho Brazão foi uma indicação do Partido dos Republicanos, construindo um apoio para a candidatura de 2024. Não havia, naquele momento, nada que desabonasse a conduta dele. O próprio caso da Marielle e o envolvimento do irmão dele [Domingos] tinha sido descartado em determinado momento. Primeira coisa que eu fiz quando se levantou a suspeita, aliás, acho que surge a suspeita numa coluna do Bernardo [Mello Franco], é exonerar o sujeito." g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Chiquinho Brazão foi indicado pelo Republicanos para assumir a Secretaria Especial de Ação Comunitária da Prefeitura do Rio. A nomeação ocorreu em 3 de outubro de 2023, como parte da articulação política entre Paes e o partido pensando na reeleição municipal de 2024. A escolha, no entanto, aconteceu justamente em um momento em que novas suspeitas sobre o irmão de Chiquinho, Domingos Brazão, haviam voltado ao centro da investigação do caso Marielle. A informação sobre o avanço das suspeitas e o envio do caso ao Superior Tribunal Justiça (STJ) foi revelada pelo colunista do GLOBO Bernardo Mello Franco. O ex-policial militar Ronnie Lessa, acusado de ter sido o executor da morte de Marielle, , apontou Domingos Brazão como um dos mandantes do assassinato, em seu acordo de delação premiada. A delação foi homologada pelo STF em janeiro, e a partir daí as suspeitas ganharam grande repercussão. A prisão de Chiquinho, Domingos e Rivaldo Barbosa só aconteceria depois, em 24 de março de 2024. Chiquinho deixou a Secretaria Especial de Ação Comunitária em 1º de fevereiro de 2024, exonerado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, na gestão de Eduardo Paes. "O limite de endividamento da prefeitura do Rio de Janeiro está muito abaixo disso. É 40%, 50%. Vai dar negócio de Fato ou Fake, eu tenho que checar, porque não estou com os números da Prefeitura do Rio muito na cabeça. Então, ponham #NÃOÉBEMASSIM, amanhã. Ou seja, a prefeitura do Rio tem uma capacidade de endividamento enorme para continuar investindo." g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: As relação entre a dívida do município do Rio de Janeiro e sua receita corrente líquida variou, nos últimos anos, de 35% a 48%, informam relatórios de gestão e pareceres do Tribunal de Contas do Município De acordo com o Relatório de Gestão Fiscal da Prefeitura do Rio de Janeiro, a dívida líquida consolidada em 2024 era de R$ 16,94 bilhões para uma receita corrente líquida de R$ 34,89 bilhões. A relação entre as duas era de 48,55% Em 2025, a prefeitura do Rio de Janeiro chegou ao final do ano com uma dívida líquida de R$ 13,25 bilhões para uma receita corrente líquida de R$ 36,96 bilhões. A relação entre as duas era de 35,84%. Para justificar o argumento de que o município do Rio de Janeiro tem capacidade de endividamento para investir, Paes se vale da diferença entre a atual relação da dívida e a receita corrente líquida do município e a permitida pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Participaram da checagem: Anna Júlia Steckelberg, Clara Simão, Lucas Guimarães, Mel Trench e Raphael Salomão. Veja também Vídeo mostra homem tomando 'banho com fogo' em fonte natural de água na Rússia É #FATO: vídeo que mostra homem tomando banho em fonte natural em meio a chamas é real VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Agora no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito) GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake

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Veja o que é #FATO e o que é #FAKE no debate de candidatos ao Senado pelo Distrito Federal no g1
Política

Veja o que é #FATO e o que é #FAKE no debate de candidatos ao Senado pelo Distrito Federal no g1

📅 11/09/2026, 22:58

Os candidatos ao Senado pelo DF Erika Kokay (PT), Guto Felicio dos Santos (PSDB), Marley (Avante) e Ronaldo Fonseca (PSD). Os candidatos ao Senado pelo DF Erika Kokay (PT), Guto Felicio dos Santos (PSDB), Marley (Avante) e Ronaldo Fonseca (PSD). O g1 promoveu, nesta sexta-feira (11), um debate com candidatos ao Senado pelo Distrito Federal. Com mediação do jornalista Antônio de Castro, o encontro, realizado nos estúdios da TV Globo em Brasília, foi transmitidos ao vivo no site e nos perfis do portal no YouTube, no TikTok e no Instagram. ✅ Siga o canal de Fato ou Fake no WhatsApp Os participantes, em ordem alfabética, foram: Erika Kokay (PT) Guto Felicio dos Santos (PSDB) Marley (Avante) Ronaldo Fonseca (PSD) As candidatas Bia Kicis (PL), Leila do Vôlei (PDT) e Michelle Bolsonaro (PL) também foram convidadas, seguindo as regras previstas para a realização do debate, mas decidiram não participar. Foram convidados candidatos de partidos e federações com representação mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional ou que alcançaram ao menos 5% das intenções de voto na última pesquisa Quaest ou Datafolha divulgada antes do debate. A equipe do Fato ou Fake checou as principais declarações dos candidatos. Leia: Erika Kokay (PT) "No governo Bolsonaro, nós tivemos um repasse de R$ 16 bilhões para o Fundo Constitucional. Agora, Ronaldo, está em R$ 28 bilhões." g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Segundo o Portal da Transparência, em 2022 último ano do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o repasse da União ao Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) foi de R$ 16,27 bilhões. Já em 2026, último ano do terceiro mandato do presidente Lula (PT), o repasse parcial foi de R$ 28,7 bilhões, informa o mesmo painel. O FCDF é uma transferência permanente de recursos da União, prevista na Constituição Federal, destinada a financiar a Segurança Pública do DF e prestar assistência financeira às áreas de Saúde e Educação. Trata-se de uma das principais fontes de financiamento do governo local, respondendo por cerca de um terço a 40% do orçamento total do DF nos últimos anos. "Houve [no governo Bolsonaro] o fim do Ligue 180 [Central de Atendimento à Mulher]." g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: A nota técnica "Análise do orçamento de políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres de 2019 a 2023", divulgada em 2 de março de 2023 pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), a Central de Atendimento à Mulher ("Ligue 180") parou de ter uma linha específica nos projetos de orçamento enviados pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas não deixou de funcionar. Até 2019, o Ligue 180 era um programa que podia ser especificamente encontrado no orçamento com o nome "Ação Orçamentária 8831". O Inesc informou: "Sob a gestão do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), a estrutura do programa foi substituída pelo Programa 5034 e a Ação 8831 deixou de existir. Em seu lugar, o financiamento do Ligue 180 passou a ser alocado em rubricas menos específicas, como a 'Ação 21AU' (compartilhada com o Disque 100, um serviço de atendimento para denúncias de violação dos direitos humanos) e a 'Ação 218B' (Políticas de Igualdade e Enfrentamento à Violência contra as Mulheres)". "Nós temos um projeto aprovado na Câmara de igualdade salarial entre homens e mulheres. Era bom que a deputada Bia [Kicis] estivesse aqui, para que ela pudesse se justificar por que ela votou contra esse projeto." g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Em 3 julho de 2023, o presidente Lula (PT) sancionou a lei 14.611/23, que tem o objetivo de assegurar a igualdade salarial entre homens e mulheres que desempenharem a mesma função. O projeto 1085/2023, que deu origem à norma, foi proposto pelo Poder Executivo, que havia sido aprovado em maio daquele ano pela Câmara dos Deputados e em junho pelo Senado. À época, a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) votou contra a proposta, como mostra o painel de votação nominal e simbólica do plenário da Câmara, em 4 de maio de 2023. Em 6 de maio de 2023, Bia Kicis escreveu em seu perfil verificado do Facebook: "Pra quem está dizendo que eu votei contra mulheres ganharem igual aos homens, entendam: a Constituição e a Lei já garantem isso há décadas. O que o Lula quer mesmo é aumentar punições e obrigações extras para empresários, o que pode atrapalhar contratação de mulheres e abertura de postos de trabalho". Em 10 de maio de 2023, em sua conta verificada no X, a parlamentar declarou que "o projeto 1085 não é um projeto para igualar salários de homens e mulheres". Bia Kicis não quis participar do debate desta sexta, assim Leila do Vôlei (PDT) e Michelle Bolsonaro (PL). As três candidatas foram convidadas, seguindo as regras previstas para a realização do encontro. Guto Felicio dos Santos (PSDB) "O [Banco de Brasília] BRB começou a financiar clube de futebol, corrida de fórmula 1, abrir agências pelo Brasil afora." g1 A declaração #FATO. Veja por quê: Em 2020, o Flamengo anunciou uma parceria com o Banco de Brasília (BRB), que passaria a investir um valor mínimo anual de RS 32 milhões no clube carioca. A parceria resultou na criação de um banco digital, chamado Nação BRB Fla. À época, o acordo do time foi firmado com o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, que atualmente está preso, e o ex-governador do DF Ibaneis Rocha – o Executivo do DF é o acionista majoritário do BRB. Em 2024, o balanço dos gastos com patrocínio do BRB, publicado no Diário Oficial do DF, mostrou que o banco patrocinou a Alpine, equipe de Fórmula 1, com R$ 1.657.433,33. Segundo a página oficial do BRB, o banco tem agências no Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Bahia e Paraíba. A expansão nacional começou logo no início da gestão de Paulo Henrique Costa. O Relato Integrado do BRB registra que 2019 marcou o crescimento do banco para além do Distrito Federal, com ações para expansão em Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Goiás e Maranhão. Em 2024, o banco informou que já operava presencialmente em pelo menos dez estados, além do DF. "Nossos professores têm um dos piores salários do Brasil." g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: Segundo o levantamento do Movimento Profissão Docente, divulgado em março deste ano, o Distrito Federal ocupa o 13º lugar do país no ranking de salários iniciais para docentes. A pesquisa avaliou todos os 26 estados e o DF. O Movimento Profissão Docente é composto por uma coalizão de organizações do terceiro setor e institutos com o objetivo "elevar a qualidade da educação com equidade, por meio do fortalecimento da profissão docente". A equipe é formada por especialistas e articuladores em diversas áreas, com experiência em políticas docentes e programas educacionais. O salário inicial para professores no DF é de R$ 6.427,21, que é superior à média nacional (R$ 6.212,36). Mas a cifra é distante da verificada do líder do ranking, o Mato Grosso do Sul, com R$ 13.007,12. Na lista de remuneração final dos professores, o DF sobe para o 9º lugar, com R$ 9.658,78, também do Mato Grosso do Sul, novamente em 1° lugar, com R$ 26.586,54. "O balanço do BRB não foi apresentado." g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: O BRB não divulga seu balanço patrimonial desde novembro de 2025. O banco perdeu prazos para a publicação das demonstrações financeiras de 2025. Em junho de 2026, durante audiência no Senado, o presidente do BRB, Nelson de Souza, afirmou que não poderia apresentar os números do balanço porque os procedimentos de auditoria e validação ainda não haviam sido concluídos. Em agosto, a governadora Celina Leão declarou que o balanço só deveria ser divulgado após a obtenção de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Na ocasião, ela afirmou: "O balanço não pode ser publicado antes de pegar o empréstimo." Até a última atualização desta checagem, não havia ocorrido divulgação pública das demonstrações financeiras, e o próprio banco reconheceu o atraso na publicação dos resultados. Marley (Avante) "Roubaram R$ 16 bilhões do BRB. São 16 estádios do Mané Garrincha." g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Em novembro de 2025, na primeira fase da operação Compliance Zero, um documento do Ministério Público Federal apontou que o BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Banco Master entre 2024 e 2025. À época, falava-se em fortes indícios de fraude em "pelo menos R$ 12,2 bilhões" desse valor. Nesta sexta-feira (11), um documento tornado público pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) atualizou esse valor. A Polícia Federal concluiu que houve fraude na compra de R$ 17,5 bilhões em carteiras do Master compradas pelo BRB. Assim como o somatório do rombo do BRB, o custo de construção do Mané Garrincha é alvo de disputas. O Ministério Público do DF considera que a arena custou R$ 1,1 bilhão; o Ministério do Esporte, em 2014, divulgou um valor maior: R$ 1,4 bilhão. O cálculo feito por Marley, portanto, usa estimativas feitas por órgãos oficiais sobre os dois montantes. "Cada unidade básica de saúde tem que atender até 35 mil pessoas." g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: O Ministério da Saúde recomenda que a Unidade Básica de Saúde (UBS) sem equipes fixas de Saúde da Família atenda no máximo a 18 mil habitantes em grandes centros urbanos. Já para a UBS com equipes de Saúde da Família, que fazem um acompanhamento mais próximo, o limite recomendado é ainda menor: 12 mil habitantes por unidade em grandes centros urbanos. Essas recomendações estão reunidas na Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), desenvolvida pelo Ministério da Saúde. O documento define diretrizes e normas para estruturar a atenção primária dentro do Sistema Único de Saúde no Brasil. O Fato ou Fake entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde do DF, que informou, por e-mail, não existir um número mínimo geral e obrigatório de atendimentos que deva ser realizado mensalmente por cada UBS. Procurada, a assessoria de Marley respondeu que o parâmetro utilizado pelo candidato ao fazer a declaração no debate foi o Plano de Assistência à Saúde na Capital da República, desenvolvido em 1979 por Jofran Frejat, então secretário de Saúde do DF durante a gestão do governador Aimé Lamaison. Nquele plano, anterior à criação do Sistema Único de Saúde (SUS) e das UBS, a proposta era que um Centro de Saúde, unidade que contaria com uma equipe de clínicos, pediatras e sanitaristas, deveria atender a 30 mil habitantes. Ronaldo Fonseca (PSD) "Você sabia que a rede de saúde pública no Distrito Federal não tem helicóptero?" g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: O Fato ou Fake entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, que confirmou que não tem o tipo de aeronave mencionado pelo candidato. De acordo com a pasta, os atendimentos que necessitam de transporte aéreo são realizados pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. "Como é um pedido de vista do ministro do STF[Supremo Tribunal Federal], isso para a reforma que vai alcançar o Judiciário, pede vista e não tem prazo para trazer? Esse pedido de vista é usado por um viés político." g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: Em janeiro de 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) alterou seu próprio regimento interno e estabeleceu um prazo de 90 dias para os pedidos de vista (pedido de um ministro para ter mais tempo para analisar o caso, que leva à interrupção de um julgamento). Quando o prazo para o pedido de vista expira, o processo fica automaticamente liberado para julgamento. Antes da nova regra, também havia um prazo regimental, de 30 dias, mas não havia liberação automática para o julgamento nem punição ao ministro que não devolvesse o caso. Quando a norma mudou, os ministros passaram a ter 90 dias úteis para liberar para julgamento os processos paralisados até ali. Esse prazo terminou em junho de 2023. "Nós temos quase 40 mil pessoas na fila de cirurgia. Isso é uma brincadeira que estão fazendo com a população do Distrito Federal." g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Dados do Mapa Social da Saúde, plataforma mantida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), indicam que a fila de cirurgias eletivas no DF tem 40.218 pacientes aguardando atendimento. Participaram da checagem: Fernanda Bastos, Jorge Fofano, Marcella Rodrigues, Roney Domingos e Ygor Wolf. Veja também Vídeo mostra homem tomando 'banho com fogo' em fonte natural de água na Rússia É #FATO: vídeo que mostra homem tomando banho em fonte natural em meio a chamas é real VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Agora no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito) GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake

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IA da dona do ChatGPT fez outro ataque hacker antes de empresa revelar incidente 'sem precedentes', dizem pesquisadores
Economia

IA da dona do ChatGPT fez outro ataque hacker antes de empresa revelar incidente 'sem precedentes', dizem pesquisadores

📅 11/09/2026, 22:50

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT AP/Michael Dwyer, Arquivo Agentes de inteligência artificial da OpenAI, dona do ChatGPT, fizeram outro ataque hacker dois meses antes de a empresa revelar uma invasão à plataforma de IA Hugging Face, informou nesta sexta-feira (11) um grupo de pesquisadores. Segundo eles, a invasão descoberta agora aconteceu em maio e teve como alvo o serviço RubyGems, usado para compartilhar códigos da linguagem de programação Ruby, também conhecido como pacotes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Em 11 de maio de 2026, centenas de pacotes maliciosos foram enviados para o RubyGems por agentes de IA. Acreditamos que eles foram criados por agentes internos da OpenAI", disseram os pesquisadores. A OpenAI confirmou o ataque ao Wall Street Journal, mas disse que seus agentes usaram o RubyGems para acessar a internet "a fim de realizar tarefas inofensivas e obter informações públicas". Agora no g1 IA pode decidir atacar empresas? Entenda como foi a invasão por modelos da OpenAI "Continuaremos investigando como parte de nossa análise mais ampla da atividade dos agentes durante o treinamento e a avaliação", disse a OpenAI ao jornal. A OpenAI só informou o primeiro caso do tipo em julho, quando afirmou que dois de seus modelos invadiram os sistemas da plataforma de inteligência artificial Hugging Face. Na ocasião, a empresa disse que a invasão tinha sido feita por meio dos modelos GPT-5.6 Sol e outro que ainda não tinha sido lançado e que eles conseguiram acessar dados e credenciais internas. O incidente aconteceu durante testes em que a OpenAI faz seus modelos buscarem falhas em outros sistemas para melhorarem as capacidades de cibersegurança. Eles estavam em ambiente controlado, mas conseguiram escapar das barreiras e acessar sistemas reais da Hugging Face. No início de setembro, a dona do ChatGPT anunciou o GPT-6 Astra, modelo de inteligência artificial que promete mais cautela para cumprir instruções de usuários. Foi é o primeiro lançamento da empresa após a revelação do ataque à Hugging Face. A empresa afirmou que o GPT-6 Astra é o seu modelo mais alinhado às ordens e mais preparado para executar tarefas de forma cuidadosa e respeito aos limites estabelecidos. Segundo a companhia, ele ajuda usuários a delegar tarefas sem abrir mão da supervisão. O sistema também conta com uma espécie de "desligamento automático", que permite interromper as tarefas ao detectar comportamento potencialmente não autorizado.

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Mendonça libera sigilo de novos documentos do caso Master sobre Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira e Jaques Wagner
Política

Mendonça libera sigilo de novos documentos do caso Master sobre Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira e Jaques Wagner

📅 11/09/2026, 22:47

Mendonça libera sigilo de mais documentos do caso Master O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou na noite desta sexta-feira (11) o sigilo de mais documentos do caso Master. Entre os processos com quebra de sigilo hoje estão casos sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Ciro Nogueira (PP-PI), Cláudio Castro (PL-RJ), Jaques Wagner (PT-BA) e Thiago Miranda. Flávio Bolsonaro é investigado pela Polícia Federal (PF) em inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O procedimento foi autorizado em julho pelo ministro André Mendonça STF após pedido da PF. Nesta sexta, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a retirada de sigilo de mais documentos do caso Master. A PGR argumentou que liberar apenas parte da documentação poderia "induzir à ideia equivocada de transparência". Segundo a PGR, a lista de documentos enviada pelo relator do caso, ministro André Mendonça, omitiu a maior parte dos procedimentos ligados à investigação mais ampla da Polícia Federal. Mendonça atendeu ao pedido da PGR e liberou o sigilo de 18 processos envolvendo o caso Master. Além disso, tirou o sigilo de mais 20 processos. Na noite desta quinta-feira (10), Mendonça determinou o levantamento do sigilo das principais investigações relacionadas ao Banco Master que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Ao todo, 53 procedimentos vinculados à apuração serão tornados públicos. Argumentos da PGR Ao pedir a retirada do sigilo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que a divulgação apenas de parte dos autos poderia criar uma "ideia equivocada de transparência". O órgão argumentou que a lista de documentos liberados por André Mendonça não incluía diversos procedimentos ligados ao núcleo principal da investigação da Operação Compliance Zero. Segundo a PGR, a lista de documentos enviada pelo relator do caso, ministro André Mendonça, omitiu a maior parte dos procedimentos ligados à investigação mais ampla da Polícia Federal. "O que se verifica, porém, da listagem encaminhada é que nela não se contêm grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero", diz o documento. "Fato que, embora se suponha motivado por alguma razão escusável de ordem administrativa, pode induzir à ideia equivocada de que a transparência [...] perca, ao fim e ao cabo, o seu sentido último", prossegue. O pedido, direcionado ao presidente do STF, Edson Fachin, foi assinado pelo vice-procurador-geral da República Hindenburgo Chateaubriand Filho. Chateaubriand Filho e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, vão atuar juntos no caso. Pedidos de Moraes e Zanin Moraes pede a Fachin retirada de sigilo de todos documentos do caso Master Mais cedo, os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin encaminharam ofícios ao presidente do STF defendendo medidas semelhantes às propostas pela PGR para ampliar o acesso aos documentos relacionados ao caso Master. Zanin solicitou acesso a uma mídia específica relacionada ao caso. Segundo o ministro, o material é necessário para a análise de requerimentos apresentados pela PGR que serão apreciados pelo tribunal na próxima semana. No ofício enviado a Fachin, o ministro afirmou ainda que a mídia estaria abrangida tanto pela decisão de compartilhamento dos autos quanto pelo levantamento de sigilo determinado pelo ministro André Mendonça. Já Moraes defendeu o levantamento integral do sigilo dos procedimentos relacionados ao caso Master. O ministro criticou o que classificou como uma retirada "seletiva" do sigilo e afirmou que parte das peças e documentos ainda não foi disponibilizada aos integrantes da Corte. Segundo Moraes, foram excluídos 180 documentos e arquivos digitais do conjunto de procedimentos liberados aos ministros. Para ele, a disponibilização parcial do material prejudica a análise completa dos fatos investigados. O ministro também pediu que duas petições relacionadas ao caso sejam julgadas em conjunto: uma que trata de mensagens trocadas entre ele e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e outra que reúne relatórios sobre a atuação de Mendonça em investigações. André Mendonça concluiu voto sobre responsabilidade das redes sociais nesta quarta (5) Gustavo Moreno/STF Crise Master no STF O embate ocorre após André Mendonça retirar, nesta quinta (10), o sigilo das principais apurações envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro a pedido de Fachin. Contudo, a liberação manteve em segredo outras frentes, como apurações ligadas ao senador Jaques Wagner (PT-BA) e ao financiamento do filme "Dark Horse" — cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro que colocou sob apuração da Polícia Federal conversas entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A disputa expôs divergências públicas entre integrantes da Corte, a Procuradoria-Geral da República e a direção-geral da PF.

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Mendonça defende afastamento do diretor-geral da PF e nega lesão à ordem pública
Política

Mendonça defende afastamento do diretor-geral da PF e nega lesão à ordem pública

📅 11/09/2026, 22:45

Mendonça libera sigilo de mais documentos do caso Master O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça defendeu sua decisão de afastar preventivamente do cargo o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa. O afastamento foi determinado na terça-feira (8), mas Andrei foi reintegrado ao cargo no dia seguinte por outra decisão, esta do ministro Flávio Dino. Mais tarde, no mesmo dia, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu ambas as decisões e manteve o diretor-geral da PF no cargo até decisão do plenário sobre o tema. Em manifestação enviada nesta sexta-feira (11) ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, André Mendonça rebateu os argumentos apresentados pela Advocacia-Geral da União (AGU) para pedir a suspensão de sua decisão. Mendonça afirmou que não houve violação das competências do presidente da República nem usurpação da competência do plenário do STF. Segundo o ministro, o afastamento cautelar está amparado em previsão legal e foi adotado diante da necessidade de apuração de supostas irregularidades atribuídas a integrantes da cúpula da PF. André Mendonça Rosinei Coutinho/STF Mendonça argumentou que a jurisprudência do STF admite o afastamento cautelar de agentes públicos por determinação judicial, inclusive em cargos de alta relevância, sem que isso represente interferência indevida nas atribuições do Poder Executivo. O ministro também afirmou que sua decisão não impede o presidente da República de nomear substitutos para os cargos nem restringe sua prerrogativa de direção da administração federal. Em resposta à alegação da AGU de que a medida provocaria grave lesão à ordem pública e à estabilidade administrativa da PF, Mendonça sustentou que a corporação possui estrutura institucional capaz de absorver substituições em seus cargos de comando. Segundo ele, a Polícia Federal é uma instituição de Estado formada por milhares de servidores qualificados, o que afasta a hipótese de desorganização decorrente da troca temporária dos dirigentes. Para o ministro, o risco à ordem pública ocorreria justamente na hipótese de não haver apuração dos fatos que embasaram sua decisão. Na manifestação, ele afirma que o afastamento cautelar dos dirigentes seria necessário para garantir condições adequadas às investigações penais e administrativas, em razão da posição hierárquica ocupada pelos envolvidos dentro da corporação. Mendonça também defendeu a determinação que suspendeu a elaboração e o compartilhamento de relatórios de inteligência destinados à análise de atos praticados por integrantes do Judiciário, da advocacia pública e da polícia judiciária. Segundo ele, a medida não impede o funcionamento regular da atividade de inteligência da PF, mas apenas veda a produção de documentos que não observem os parâmetros legais e constitucionais aplicáveis à área. Outro ponto contestado pelo ministro foi o argumento de que a decisão teria invadido a competência do plenário do STF por tratar de fatos relacionados à Petição 16.704, conduzida por Fachin. Mendonça afirmou que os dois processos possuem objetos distintos. De acordo com ele, a decisão contestada analisou um pedido específico de afastamento cautelar do diretor-geral da PF formulado no âmbito da Petição 16.662, enquanto a Petição 16.704 trata de outras questões relacionadas aos relatórios de inteligência e à apuração de fatos conexos. Ao final da manifestação, o ministro concluiu que não há fundamentos para suspender sua decisão e destacou que o entendimento já conta com maioria formada na Segunda Turma do Supremo, em julgamento de referendo da medida cautelar.

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Relatório aponta que credenciais de servidora do MPF do MA foram usadas ao menos cinco vezes por grupo ligado a Vorcaro
Política

Relatório aponta que credenciais de servidora do MPF do MA foram usadas ao menos cinco vezes por grupo ligado a Vorcaro

📅 11/09/2026, 22:43

Sede do Ministério Público Federal no Maranhão (MPF-MA) em São Luís Divulgação/MPF-MA As credenciais de uma servidora do Ministério Público Federal no Maranhão foram usadas, ao menos cinco vezes, por aliados do banqueiro Daniel Vorcaro, para acessar documentos sigilosos de investigações que apuravam irregularidades na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A informação consta em um relatório da Polícia Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Maranhão no WhatsApp O MPF-MA informou que a servidora Alina Franco Boueres de Araújo foi vítima de phishing, golpe utilizado para obter indevidamente senhas e outras informações de acesso. O órgão foi comunicado pela Polícia Federal, em 2025, e instaurou uma investigação interna, que concluiu que as credenciais da servidora foram utilizadas de forma indevida. Segundo o MPF, medidas foram adotadas para bloquear os acessos não autorizados e evitar novos ataques. Segundo relatório enviado ao STF, dados restritos foram extraídos diretamente dos sistemas do MPF por aliados de Vorcaro antes da deflagração da Operação Compliance Zero. O relatório que aponta o uso indevido das credenciais se tornou público após o ministro André Mendonça, do STF, retirar o sigilo de documentos relacionados às investigações do caso Master. A decisão ocorreu após solicitação do presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, em meio à crise envolvendo as investigações. LEIA MAIS: Caso Master: veja diálogos obtidos pela PF que mostram que grupo de Vorcaro tinha acesso a investigações do Ministério Público Em documento, PF detalha articulações de Vorcaro dias antes de ser preso e aponta que banqueiro sabia da operação Como foram os acessos Vorcaro teve acesso a dados sigilosos do MPF, diz PF No documento, a Polícia Federal aponta que a primeira consulta identificada ocorreu em 2023 e foi feita por Luiz Phillipi Mourão, apontado como chefe operacional do grupo de Vorcaro e conhecido pelo codinome "Sicário". A primeira consulta buscava informações sobre notícias-crimes apresentadas pelo jornalista Vladimir Timmerman, que havia publicado informações relacionadas ao banqueiro. O login da servidora também foi utilizado em outras ocasiões, nos meses de março, junho e julho de 2024. Em uma das mensagens trocadas por Mourão e Daniel Vorcaro, o aliado do banqueiro chega a enviar, de uma única vez, seis documentos todos classificados como sigilosos. Segundo a Polícia Federal, Alina Boueres integra o quadro do Ministério Público Federal do Maranhão desde 2006 e, à época dos acessos, era lotada no gabinete do procurador da República Marcílio Nunes Medeiros. Uso de credenciais de servidores No parecer, a PF enfatiza que o uso recorrente dos logins de um servidor e da servidora do MPF não comprova, por si só, que os servidores tinham conhecimento ou participação voluntária no esquema de vazamento de dados. O relatório registra que as credenciais foram exploradas reiteradamente para violar a custódia das investigações, ressalvando que as extrações podem ter ocorrido "com ou sem participação consciente" dos titulares dos acessos funcionais, hipótese que permanece sob apuração. Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o 'Sicário', quando foi preso em outra investigação em MG Reprodução

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Datafolha: 75% estão decididos sobre voto para presidente e 25% ainda podem mudar; veja números por candidato
Política

Datafolha: 75% estão decididos sobre voto para presidente e 25% ainda podem mudar; veja números por candidato

📅 11/09/2026, 22:32

Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema Globo Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra que 75% dos brasileiros se consideram totalmente decididos sobre seu voto para a Presidência da República, enquanto 25% admitem que ainda podem mudar. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Datafolha: decisão de voto para presidente Arte/g1 Entre os eleitores de Lula (PT), 84% dizem estar totalmente decididos. No grupo que declara voto em Flávio Bolsonaro (PL), esse índice é de 81%. São os eleitores mais convictos. Em seguida, entre os eleitores de Renan Santos (Missão), 58% se dizem decididos. Em comparação com a última pesquisa, quando apenas 35% estavam totalmente decididos, o candidato teve uma recuperação nos apoiadores fidelizados. Entre os eleitores de Ronaldo Caiado, 49% estão decididos e 51% ainda podem mudar. No caso de Augusto Cury (Avante), 43% estão decididos e 57% avaliam que ainda podem mudar de voto. O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-01833/2026. Veja, abaixo, os números detalhados. As margens de erro variam conforme o tamanho do recorte do eleitorado (clique aqui para saber mais). Lula (PT) Está totalmente decidido: 84% O voto ainda pode mudar: 16% A margem de erro é de 3 pontos percentuais. Flávio Bolsonaro (PL) Está totalmente decidido: 81% O voto ainda pode mudar: 19% A margem de erro é de 4 pontos percentuais. Renan Santos (Missão) Está totalmente decidido: 58% O voto ainda pode mudar: 42% A margem de erro é de 14 pontos percentuais. Ronaldo Caiado (PSD) Está totalmente decidido: 49% O voto ainda pode mudar: 51% A margem de erro é de 11 pontos percentuais. Augusto Cury (Avante) Está totalmente decidido: 43% O voto ainda pode mudar: 57% A margem de erro é de 9 pontos percentuais. Motivo do voto A pesquisa também perguntou aos participantes se eles votariam em seus respectivos candidatos porque ele tem as melhores propostas ou para evitar que outro candidato seja eleito. Ao todo, 64% responderam que escolheram seus presidenciáveis por conta de suas propostas, 28% para evitar a eleição de outro nome, 7% não sabiam e 1% deu outra resposta. Veja, abaixo, os números detalhados. Renan Santos (Missão): Votaria por causa das propostas: 73% Votaria para evitar que outro candidato seja eleito: 19% Outras respostas: 8% Não sabe: 0 A margem de erro é de 14 pontos percentuais. Lula (PT) Votaria por causa das propostas: 71% Votaria para evitar que outro candidato seja eleito: 22% Outras respostas: 6% Não sabe: 1% A margem de erro é de 3 pontos percentuais. Augusto Cury (Avante) Votaria por causa das propostas: 62% Votaria para evitar que outro candidato seja eleito: 27% Outras respostas: 9% Não sabe: 3% A margem de erro é de 9 pontos percentuais. Ronaldo Caiado (PSD) Votaria por causa das propostas: 60% Votaria para evitar que outro candidato seja eleito: 34% Outras respostas: 3% Não sabe: 3% A margem de erro é de 11 pontos percentuais. Flávio Bolsonaro (PL) Votaria por causa das propostas: 58% Votaria para evitar que outro candidato seja eleito: 35% Outras respostas: 7% Não sabe: 1% A margem de erro é de 4 pontos percentuais. Veja outros resultados: Datafolha, 1º turno: Lula, 39%; Flávio Bolsonaro, 35%; Cury, 6%; Caiado, 4%; Renan, 3%; Zema, 2% Datafolha, 2º turno: Lula, 46%; Flávio Bolsonaro, 44% Datafolha: 50% desaprovam e 47% aprovam governo Lula

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Datafolha: Flávio Bolsonaro e Lula têm índice de rejeição de 46%
Política

Datafolha: Flávio Bolsonaro e Lula têm índice de rejeição de 46%

📅 11/09/2026, 22:20

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra que 46% dizem que não votariam em Flávio Bolsonaro (PL) de jeito nenhum. O percentual de rejeição é o mesmo para Lula. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Na pesquisa anterior, divulgada em 3 de setembro, 47% rejeitavam Flávio Bolsonaro, e 45%, Lula. Datafolha, 1º turno: rejeição Arte/g1 Os demais surgem em um patamar menor de rejeição: Renan Santos (Missão) tem 17%; Romeu Zema (Novo), 16%; Ronaldo Caiado (PSD), 14%; Rui Costa Pimenta (PCO), 11%; e o Escritor Augusto Cury (Avante), 10%. Na sequência aparecem Edmilson Costa (PCB) e Samara Martins (UP), com índice de rejeição de 9%. Já Clariana Barão, Hertz Dias (PSTU) e o Veterinário Wilson Grassi (Democrata) têm 7%. Há 2% que rejeita todos e 2% que não rejeita nenhum. Outros 3% não responderam. Veja os números: Flávio Bolsonaro (PL): 46% (eram 47%) Lula (PT): 46% (eram 45%) Renan Santos (Missão): 17% (eram 15%) Romeu Zema (Novo): 16% (eram 16%) Ronaldo Caiado (PSD): 14% (eram 13%) Rui Costa Pimenta (PCO): 11% (eram 9%) Escritor Augusto Cury (Avante): 10% (eram 9%) Edmilson Costa (PCB): 9% (eram 8%) Samara Martins (UP): 9% (eram 9%) Clariana Barão (DC): 7% (eram 8%) Hertz Dias (PSTU): 7% (eram 7%) Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 7% (eram 6%) Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 2% (era 1%) Rejeita todos/não votaria em nenhum: 2% (era 1%) Não sabe: 3% (eram 3%) O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-01833/2026. Veja outros resultados: Datafolha, 1º turno: Lula, 39%; Flávio Bolsonaro, 35%; Cury, 6%; Caiado, 4%; Renan, 3%; Zema, 2% Datafolha, 2º turno: Lula, 46%; Flávio Bolsonaro, 44% Datafolha: 50% desaprovam e 47% aprovam governo Lula Presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro Ricardo Stuckert e Raul Spinassé/Divulgação

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Moraes diz que Mendonça direciona derrubada de sigilos para proteger 'grupo político'
Política

Moraes diz que Mendonça direciona derrubada de sigilos para proteger 'grupo político'

📅 11/09/2026, 22:19

Na imagem, ministros do STF: Alexandre de Moraes (dir.) e André Mendonça Fotos de: Fabio Rodrigues-Pozzebom da Agência Brasil e Carlos Moura do STF O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta sexta-feira (11) que o colega André Mendonça realiza "levantamento seletivo" das informações do caso Master. "O levantamento seletivo e direcionado do sigilo realizada pelo Ministro André Mendonça, na proteção ostensiva de determinado grupo político, repete a ilegal conduta de direcionamento dos acordos de colaboração premiada e de determinações de diligências de investigação de ofício contra alvos predeterminados", afirmou Moraes. Pouco antes, Mendonça negou ter sido seletivo e afirmou ter tornado públicos todos os procedimentos relacionados às conversas de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O tema será julgado em sessão marcada para a próxima terça-feira (15). Mais cedo, Moraes havia pedido a derrubada imediata de todo e qualquer sigilo dos documentos. Depois do ofício de Moraes, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao presidente do STF a retirada de sigilo de todos os documentos da investigação. O ministro Edson Fachin acolheu o pedido da PGR e deu 24 horas para que o relator do caso liberasse as informações. Celular de Vorcaro Moraes também se manifestou, em outro ofício, que "não cabe ao Ministro relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento." O ministro Cristiano Zanin chegou a solicitar a Fachin acesso a todo o celular de Vorcaro. Ele argumentou que seriam informações essenciais para a preparação do julgamento da próxima terça-feira (15), em que a Corte analisará o relatório da PF que encontrou 52 mensagens de Vorcaro para Moraes. Em resposta, André Mendonça afirmou que o aparelho apreendido nas investigações não se encontra em seu gabinete, mas, sim, sob a custódia da PF. Crise Master no STF O embate ocorre após André Mendonça retirar, na quinta (10), o sigilo das principais apurações envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro a pedido de Fachin. Contudo, a liberação manteve em segredo outras frentes, como a do financiamento do filme "Dark Horse" — cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro que colocou sob apuração da Polícia Federal conversas entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A disputa expôs divergências públicas entre integrantes da Corte, a PGR e a direção-geral da PF.

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Zanin insiste em pedido de acesso a celular de Vorcaro e diz que conteúdo lacrado não impede compartilhamento por Mendonça
Política

Zanin insiste em pedido de acesso a celular de Vorcaro e diz que conteúdo lacrado não impede compartilhamento por Mendonça

📅 11/09/2026, 21:54

Zanin insiste em pedido de acesso a celular de Vorcaro e diz que conteúdo lacrado não impede compartilhamento por Mendonça O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou nesta sexta-feira (11) um novo ofício ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, insistindo no pedido de acesso integral ao conteúdo do celular apreendido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A manifestação ocorre após o relator do caso, ministro André Mendonça, informar à presidência do STF que o aparelho físico original não se encontra em seu gabinete, mas sim sob guarda da Polícia Federal, mantendo em seu poder apenas uma cópia de segurança lacrada e criptografada. No documento, Zanin contestou os argumentos de Mendonça e sustentou que o fato de o material ter sido entregue em envelope lacrado pela autoridade policial não afasta a obrigação de compartilhamento com os demais ministros do tribunal. "A mídia solicitada encontra-se no gabinete de Sua Excelência e deve ser compartilhada com os demais julgadores para que todos tenham a mesma oportunidade de análise dos elementos relacionados ao aludido processo", escreveu Zanin. Zanin reiterou a solicitação para a preparação do julgamento da próxima terça-feira (11), em que a Corte analisará o relatório da Polícia Federal que encontrou 52 mensagens de Daniel Vorcaro para o ministro Alexandre de Moraes. Em outro ofício, o próprio Moraes reforçou o pedido de Zanin. "Não cabe ao ministro relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento", declarou. Argumentos de Zanin Sadi: ala de ministros do STF defende sessão fechada na terça (15) Ao reiterar a solicitação, Zanin pontuou que o material em posse do gabinete de Mendonça trata-se de uma cópia dos dados, ressaltando que "a preservação da cadeia de custódia deve ser feita em relação ao material original, e não em relação à cópia". Zanin afirmou que cabe a cada magistrado definir os subsídios necessários para a formação de sua convicção jurídica. E lembrou que a praxe do tribunal garante que todos os ministros tenham acesso ao acervo disponibilizado ao relator antes dos julgamentos, independentemente de o relator ter ou não analisado o material. Zanin ressaltou que o acesso ao material extraído do celular de Vorcaro é necessário para garantir uma ampla análise dos fatos que serão analisados na sessão de terça-feira (15), que vai decidir sobre a abertura ou não de investigação contra Alexandre de Moraes. O ministro disse que os colegas devem ter direito de avaliar o material e não só Mendonça. "Enfatizo que todo o colegiado deve ser a mesma oportunidade de analisar os elementos relacionados à Petição pautada para julgamento, independentemente da efetiva análise pelo Relator", disse o magistrado. Acesso concedido à defesa Zanin declarou que os advogados de Daniel Vorcaro já receberam da PF a cópia do espelhamento, tendo acesso ao conteúdo. Segundo ele, restringir esse mesmo conteúdo aos ministros configuraria "evidente incongruência e geraria severas dificuldades no julgamento". Como alternativa, Zanin pediu que, caso a cópia do gabinete do relator não seja encaminhada em HD próprio, a presidência do STF determine à Polícia Federal o envio de uma cópia dos dados diretamente a cada um dos gabinetes da Corte. A resposta anterior de Mendonça Mais cedo, André Mendonça havia justificado a Fachin que não detinha a posse física do aparelho — um iPhone 17 Pro apreendido pela PF. Segundo o relator, uma decisão proferida em fevereiro de 2026 determinou expressamente que os itens apreendidos permanecessem nos depósitos da própria PF, a fim de resguardar os protocolos da cadeia de custódia. Mendonça explicou ainda que seu gabinete conta apenas com um disco rígido criptografado, remetido de maneira voluntária pela corporação em março de 2026 dentro de um envelope fechado, o qual permaneceu intocado e lacrado até então. O ministro Cristiano Zanin, do STF Gustavo Moreno/STF

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Datafolha: 50% desaprovam e 47% aprovam governo Lula
Política

Datafolha: 50% desaprovam e 47% aprovam governo Lula

📅 11/09/2026, 21:41

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra que 50% desaprovam e 47% aprovam o governo do presidente Lula (PT), candidato à reeleição. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Na pesquisa anterior, do dia 3 de setembro, 51% desaprovavam e 45% aprovavam. Aprovação governo Lula Arte/g1 Veja os números: Desaprova: 50% (eram 51% na pesquisa anterior) Aprova: 47% (eram 45%) Não sabe: 3% (eram 4%) LEIA MAIS Datafolha, 1º turno: Lula, 39%; Flávio Bolsonaro, 35%; Cury, 6%; Caiado, 4%; Renan, 3%; Zema, 2% Datafolha, 2º turno: Lula, 46%; Flávio Bolsonaro, 44% Quanto à avaliação do governo, 42% dos entrevistados consideram ruim ou péssimo, enquanto 32% consideram ótimo ou bom. Veja os números: Ruim/péssimo: 42% (eram 42%) Ótimo/bom: 32% (eram 31%) Regular: 25% (eram 25%) Não sabe: 1% (era 1%) Datafolha: avaliação governo Lula Arte/g1 O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-01833/2026.

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Datafolha, 2º turno: Lula, 46%; Flávio Bolsonaro, 44%
Política

Datafolha, 2º turno: Lula, 46%; Flávio Bolsonaro, 44%

📅 11/09/2026, 21:39

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra que o presidente Lula (PT) aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 44% em eventual disputa de 2º turno da eleição presidencial. Eles estão empatados tecnicamente. O resultado é o mesmo da pesquisa anterior, divulgada no dia 3 de setembro. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Na segunda quinzena de agosto, a distância entre eles era de quatro pontos: 47% a 43%. Datafolha, 2º turno: Lula tem 46%; Flávio, 44% O Datafolha testou cinco cenários, em que Lula enfrenta também os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). Este é o primeiro levantamento em que o Datafolha inclui Cury em eventual 2º turno. Veja abaixo os números das quatro simulações de 2º turno, com o resultado de agosto entre parênteses. Lula x Flávio Bolsonaro Lula (PT): 46% (eram 46%) Flávio Bolsonaro (PL): 44% (eram 44%) Em branco/nulo/nenhum: 8% (eram 9%) Indecisos: 1% (eram 2%) Datafolha, 2º turno: Lula x Flávio Bolsonaro Arte/g1 Lula x Ronaldo Caiado Lula (PT): 46% (eram 46%) Ronaldo Caiado (PSD): 41% (eram 41%) Em branco/nulo/nenhum: 10% (eram 11%) Indecisos: 2% (eram 2%) Datafolha, 2º turno: Lula x Caiado Arte/g1 Lula x Romeu Zema Lula (PT): 48% (eram 48%) Romeu Zema (Novo): 39% (eram 39%) Em branco/nulo/nenhum: 11% (eram 12%) Indecisos: 2% (eram 2%) Datafolha, 2º turno: Lula x Zema Arte/g1 Lula x Renan Santos Lula (PT): 48% (eram 47%) Renan Santos (Missão): 37% (eram 38%) Em branco/nulo/nenhum: 12% (eram 13%) Indecisos: 2% (eram 2%) Datafolha, 2º turno: Lula x Renan Santos Arte/g1 Lula x Augusto Cury Lula (PT): 45% Augusto Cury (Avante): 43% Em branco/nulo/nenhum: 10% Indecisos: 2% Datafolha, 2º turno: Lula x Cury Arte/g1 O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-01833/2026. Datafolha: 50% desaprovam e 47% aprovam governo Lula Datafolha: 75% estão decididos sobre voto para presidente Definição do voto O Datafolha mostra também que 75% dos eleitores estão totalmente decididos sobre a escolha do candidato a presidente, e que 25% ainda podem mudar o voto. Índices de rejeição dos candidatos O Datafolha perguntou aos eleitores em quem eles não votariam de jeito nenhum no 1º turno. Os números: Flávio Bolsonaro (PL): 46% (eram 47%) Lula (PT): 46% (eram 45%) Renan Santos (Missão): 17% (eram 15%) Romeu Zema (Novo): 16% (eram 16%) Ronaldo Caiado (PSD): 14% (eram 13%) Rui Costa Pimenta (PCO): 11% (eram 9%) Escritor Augusto Cury (Avante): 10% (eram 9%) Edmilson Costa (PCB): 9% (eram 8%) Samara Martins (UP): 9% (eram 9%) Clariana Barão (DC): 7% (eram 8%) Hertz Dias (PSTU): 7% (eram 7%) Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 7% (eram 6%) Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 2% (era 1%) Rejeita todos/não votaria em nenhum: 2% (era 1%) Não sabe: 3% (eram 3%) Disputa de 1º turno A pesquisa Datafolha também mostra como está a disputa no 1º turno. São dois cenários: um deles inclui o candidato Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível. A Justiça Eleitoral ainda vai decidir se ele pode ou não concorrer. Os números abaixo são do cenário sem Marçal. Para ver os dados completos, clique aqui. Lula (PT): 39% (eram 38%) Flávio Bolsonaro (PL): 35% (eram 33%) Escritor Augusto Cury (Avante): 6% (eram 8%) Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 4%) Renan Santos (Missão): 3% (eram 3%) Romeu Zema (Novo): 2% (eram 2%) Samara Martins (UP): 1% (era 1%) Rui Costa Pimenta (PCO): 1% (era 1%) Clariana Barão (DC): 1% (era zero) Edmilson Costa (PCB): 1% (era 1%) Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0 (era zero) Hertz Dias (PSTU): 0 (era zero) Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 6%) Indecisos: 4% (eram 3%) Datafolha, 1º turno: intenção para presidente Arte/g1 Flávio Bolsonaro e Lula Reprodução/RBS TV e Divulgação

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Datafolha, 1º turno: Lula, 39%; Flávio Bolsonaro, 35%; Cury, 6%; Caiado, 4%; Renan, 3%; Zema, 2%
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Datafolha, 1º turno: Lula, 39%; Flávio Bolsonaro, 35%; Cury, 6%; Caiado, 4%; Renan, 3%; Zema, 2%

📅 11/09/2026, 21:39

Datafolha, 1º turno: Lula tem 39%, e Flávio Bolsonaro, 35% Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra o cenário da disputa pela Presidência da República. Lula tem 39% das intenções de voto no 1º turno, e Flávio Bolsonaro, 35%. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo. Segundo o instituto, Lula (PT) mantém estreita vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto para o 1º turno da disputa pela Presidência, mas com margem menor do que na semana passada. No 2º turno, persiste o empate técnico entre os dois. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos para mais ou para menos, e o Datafolha aponta que a distância de 4 pontos entre eles os coloca nos limites dessa margem, com maior probabilidade de vantagem do petista. Veja os números da pesquisa estimulada, em que o Datafolha mostra aos eleitores os nomes dos candidatos. Entre parênteses, o resultado da pesquisa anterior, do dia 3 de setembro. Lula (PT): 39% (eram 38%) Flávio Bolsonaro (PL): 35% (eram 33%) Escritor Augusto Cury (Avante): 6% (eram 8%) Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 4%) Renan Santos (Missão): 3% (eram 3%) Romeu Zema (Novo): 2% (eram 2%) Samara Martins (UP): 1% (era 1%) Rui Costa Pimenta (PCO): 1% (era 1%) Clariana Barão (DC): 1% (era zero) Edmilson Costa (PCB): 1% (era 1%) Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0 (era zero) Hertz Dias (PSTU): 0 (era zero) Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 6%) Indecisos: 4% (eram 3%) Datafolha, 1º turno: estimulada para presidente Arte/g1 O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-01833/2026. Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema Globo Cenário com Pablo Marçal O Datafolha testou dois cenários de 1º turno, um deles com Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível por causa de uma condenação na Justiça Eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga se ele pode ou não concorrer e formou maioria nesta sexta-feira para barrar a candidatura. Veja os números do cenário com Marçal: Lula (PT): 39% (eram 39% em agosto) Flávio Bolsonaro (PL): 33% (eram 32%) Escritor Augusto Cury (Avante): 5% (eram 7%) Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 4%) Renan Santos (Missão): 3% (eram 4%) Pablo Marçal (PRTB): 2% (eram 2%) Romeu Zema (Novo): 2% (eram 2%) Samara Martins (UP): 1% (era 1%) Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 1% (era zero) Rui Costa Pimenta (PCO): 0 (era zero) Edmilson Costa (PCB): 0 (era zero) Clariana Barão (DC): 0 (era zero) Hertz Dias (PSTU): 0 (era zero) Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 6%) Indecisos: 3% (eram 3%) Datafolha, 1º turno: estimulada presidente; Cenário com Pablo Marçal Arte/g1 Votos válidos Pela primeira vez nesta eleição, o Datafolha divulgou também os votos válidos. Para chegar a esse número, o Datafolha exclui os votos em branco, nulos e os eleitores indecisos. Veja como fica o cenário sem Pablo Marçal - votos válidos: Lula (PT): 43% Flávio Bolsonaro (PL): 38% Escritor Augusto Cury (Avante): 6% Ronaldo Caiado (PSD): 4% Renan Santos (Missão): 3% Romeu Zema (Novo): 2% Samara Martins (UP): 1% Rui Costa Pimenta (PCO): 1% Clariana Barão (DC): 1% Edmilson Costa (PCB): 1% Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0 Hertz Dias (PSTU): 0 Veja como fica o cenário com Pablo Marçal - votos válidos: Lula (PT): 42% Flávio Bolsonaro (PL): 37% Escritor Augusto Cury (Avante): 6% Ronaldo Caiado (PSD): 4% Renan Santos (Missão): 3% Pablo Marçal (PRTB): 2% Romeu Zema (Novo): 2% Samara Martins (UP): 1% Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 1% Rui Costa Pimenta (PCO): 0 Edmilson Costa (PCB): 0 Clariana Barão (DC): 0 Hertz Dias (PSTU): 0 Definição do voto O Datafolha mostra também que 75% dos eleitores estão totalmente decididos sobre a escolha do candidato a presidente, e que 25% ainda podem mudar o voto. Pesquisa espontânea Veja abaixo os números da pesquisa espontânea, em que o instituto não mostra os nomes dos candidatos aos eleitores entrevistados. Entre parênteses, o resultado da pesquisa anterior. Lula (PT): 33% (eram 31%) Flávio Bolsonaro (PL): 25% (eram 22%) Escritor Augusto Cury (Avante): 3% (eram 5%) Jair Bolsonaro (PL): 2% (eram 3%) Renan Santos (Missão): 2% (eram 2%) Ronaldo Caiado (PSD): 1% (era 1%) Outras respostas: 5% Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 5%) Indecisos: 23% (eram 26%) Datafolha, 1º turno: espontânea para presidente Arte/g1 Índices de rejeição dos candidatos O Datafolha perguntou aos eleitores em quem eles não votariam de jeito nenhum no 1º turno. Os números: Flávio Bolsonaro (PL): 46% (eram 47%) Lula (PT): 46% (eram 45%) Renan Santos (Missão): 17% (eram 15%) Romeu Zema (Novo): 16% (eram 16%) Ronaldo Caiado (PSD): 14% (eram 13%) Rui Costa Pimenta (PCO): 11% (eram 9%) Escritor Augusto Cury (Avante): 10% (eram 9%) Edmilson Costa (PCB): 9% (eram 8%) Samara Martins (UP): 9% (eram 9%) Clariana Barão (DC): 7% (eram 8%) Hertz Dias (PSTU): 7% (eram 7%) Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 7% (eram 6%) Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 2% (era 1%) Rejeita todos/não votaria em nenhum: 2% (era 1%) Não sabe: 3% (eram 3%) Datafolha, 1º turno: rejeição Arte/g1 Datafolha — 2º turno Veja abaixo os números das quatro simulações de 2º turno, com o resultado de agosto entre parênteses. Lula x Flávio Bolsonaro Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) Reprodução Lula (PT): 46% (eram 46%) Flávio Bolsonaro (PL): 44% (eram 44%) Em branco/nulo/nenhum: 8% (eram 9%) Indecisos: 1% (eram 2%) Datafolha, 2º turno: Lula x Flávio Bolsonaro Arte/g1 Lula x Ronaldo Caiado Lula (PT): 46% (eram 46%) Ronaldo Caiado (PSD): 41% (eram 41%) Em branco/nulo/nenhum: 10% (eram 11%) Indecisos: 2% (eram 2%) Datafolha, 2º turno: Lula x Caiado Arte/g1 Lula x Romeu Zema Lula (PT): 48% (eram 48%) Romeu Zema (Novo): 39% (eram 39%) Em branco/nulo/nenhum: 11% (eram 12%) Indecisos: 2% (eram 2%) Datafolha, 2º turno: Lula x Zema Arte/g1 Lula x Renan Santos Lula (PT): 48% (eram 47%) Renan Santos (Missão): 37% (eram 38%) Em branco/nulo/nenhum: 12% (eram 13%) Indecisos: 2% (eram 2%) Datafolha, 2º turno: Lula x Renan Santos Arte/g1 Lula x Augusto Cury Lula (PT): 45% Augusto Cury (Avante): 43% Em branco/nulo/nenhum: 10% Indecisos: 2% Datafolha, 2º turno: Lula x Cury Arte/g1 Avaliação e aprovação do governo O Datafolha também ouviu os entrevistados sobre o governo Lula, que completou três anos e oito meses. Aprovação do governo Desaprova: 50% (eram 51% na pesquisa anterior) Aprova: 47% (eram 45%) Não sabe: 3% (eram 4%) Avaliação do governo Ruim/péssimo: 42% (eram 42%) Ótimo/bom: 32% (eram 31%) Regular: 25% (eram 25%) Não sabe: 1% (era 1%) Datafolha: avaliação governo Lula Arte/g1 Decisão do voto Total Está totalmente decidido: 71% O voto ainda pode mudar: 28% Lula (PT) Está totalmente decidido: 81% O voto ainda pode mudar: 18% Flávio Bolsonaro (PL) Está totalmente decidido: 80% O voto ainda pode mudar: 20% Escritor Augusto Cury (Avante) Está totalmente decidido: 50% O voto ainda pode mudar: 50% Ronaldo Caiado (PSD) Está totalmente decidido: 50% O voto ainda pode mudar: 50% Renan Santos (Missão) Está totalmente decidido: 35% O voto ainda pode mudar: 65% Romeu Zema (Novo) Está totalmente decidido: 20% O voto ainda pode mudar: 80%

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Gilmar Mendes pede que Fachin assuma caso envolvendo Moraes e relatório contra Mendonça seja analisado em conjunto
Política

Gilmar Mendes pede que Fachin assuma caso envolvendo Moraes e relatório contra Mendonça seja analisado em conjunto

📅 11/09/2026, 21:33

O ministro Gilmar Mendes pediu nesta sexta-feira (11) ao presidente do Supremo Tribunal federal (STF), Edson Fachin, que o presidente da Corte assuma o o caso sobre o relatório da Polícia Federal sobre mensagens do ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. "A fragmentação de procedimentos assentados em bases fáticas comuns, além de dificultar a compreensão do quadro global pelo colegiado, pode produzir justamente aquilo que as regras de conexão procuram evitar: decisões inconciliáveis e desordem procedimental", diz Gilmar Mendes em ofício ao presidente do STF. O ministro defende que o plenário do Supremo analise em conjunto o caso de Moraes e o do ministro André Mendonça. Relembre o que levou à crise no Supremo Tribunal Federal. Agora no g1 "O momento exige, sobretudo, unidade de condução, clareza quanto ao objeto do julgamento e observância rigorosa das garantias processuais de todos os envolvidos". Em ofício ao presidente do STF, Mendes considera que o processo pautado para a próxima terça-feira (15), sobre o relatório da Polícia Federal envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, ainda não está em condições de ser julgado pelos ministros. O ministro diz que, caso o presidente da Corte decida manter o julgamento para a data marcada, que "é necessário que o julgamento se inicie pelo debate sobre as questões preliminares, antes que se passe ao exame de qualquer matéria de fundo". "Refiro-me, em especial, à nulidade suscitada pelo Procurador-Geral da República quanto à ordem do relator para produção do relatório da Polícia Federal, de mais de 200 páginas, em relação a alvos escolhidos ao talante do relator", diz Mendes. O presidente do STF convocou o plenário da Corte para discutir na próxima terça-feira (15) o relatório da Polícia Federal (PF) que apontou uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro. Em ofício ao ministro Edson Fachin nesta sexta-feira (11), o ministro Alexandre de Moraes já havia pedido o julgamento conjunto de duas petições em curso no tribunal sobre o caso: a que trata das mensagens trocadas por Daniel Vorcaro com o próprio Alexandre de Moraes; e a que reúne relatórios que apontam suposta quebra de imparcialidade e suspeitas de improbidade administrativa, crimes de responsabilidade e abuso de autoridade por parte de Mendonça na condução das operações "Sem Desconto" e "Compliance Zero". A crise no STF A crise no STF envolvendo André Mendonça e Alexandre de Moraes começou a partir de decisões nas investigações sobre o Banco Master. Mendonça divulgou documentos da PF que apontaram uma suposta relação entre Moraes e Daniel Vorcaro. O episódio envolveu também o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e, posteriormente, o ministro Flávio Dino. O relatório da PF se tornou público na terça-feira (1º) após Mendonça retirar o sigilo do documento. Os registros estavam em um capítulo do relatório da PF dedicado a "outros encontros entre DANIEL VORCARO e ALEXANDRE DE MORAES", parte de um inquérito policial que investiga as relações e a atuação do banqueiro. O documento apresentava 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes. Como o material foi produzido a partir de dados extraídos do celular de Vorcaro, as respostas do ministro não apareciam no relatório. Antes da crise, já havia divergências entre o gabinete de Mendonça e a direção da PF sobre o andamento das investigações do caso Master. O relatório sobre a relação entre Moraes e Vorcaro será discutido no plenário do STF. Ministro Gilmar Mendes do STF Max Rocha/STJ Relembre a crise: Mendonça retira sigilo de relatório Em 1º de setembro, André Mendonça retirou o sigilo de um procedimento no qual havia sido incluído um relatório da PF produzido a partir de dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O documento apresentava 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Alexandre de Moraes. As respostas do ministro não apareciam no material divulgado. As mensagens também continham referências a Gonet, e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Em uma das mensagens, Vorcaro mencionava uma possível atuação junto a Gonet e Andrei. O relatório não indicava que Moraes fosse alvo da investigação. Na decisão que retirou o sigilo, Mendonça afirmou que os novos elementos deveriam ser analisados pelo plenário do STF. Segundo o ministro, caberia ao presidente do tribunal, Edson Fachin, definir a data e o procedimento para a deliberação. PGR pede nulidade da apuração No mesmo dia, a Procuradoria-Geral da República (PGR), em peça assinada por Gonet, se manifestou pela nulidade da investigação determinada por Mendonça. O procurador-geral afirmou que o relator não poderia ordenar o aprofundamento de apurações envolvendo outro ministro do Supremo sem pedido do Ministério Público ou da própria PF. A PGR sustentou que cabe à polícia judiciária realizar investigações na fase pré-processual e ao Ministério Público buscar elementos para uma eventual acusação. Gonet também afirmou que, conforme a Lei Orgânica da Magistratura Nacional, indícios de crime envolvendo um magistrado deveriam ser submetidos ao órgão competente para julgá-lo. No caso de um ministro do Supremo, esse órgão seria o plenário do STF. Depois da manifestação da PGR, Mendonça manteve a indicação de que o relatório deveria ser levado ao plenário. Fachin passou a ser responsável por decidir se o material seria analisado pelos ministros e qual seria o rito da discussão. Relatórios da PF citam Mendonça Em relatórios de inteligência enviados a Alexandre de Moraes, a PF afirmou que André Mendonça determinou que os investigadores identificassem pessoas com foro no STF nos materiais apreendidos com Daniel Vorcaro e entregassem a íntegra das mensagens e interações envolvendo essas autoridades. A corporação afirmou que a determinação foi além da identificação de nomes e representou uma investigação dirigida a pessoas determinadas. Moraes pede investigação de Mendonça Em 3 de setembro, Moraes encaminhou a Fachin um pedido de investigação contra Mendonça. A medida foi tomada no âmbito do inquérito das fake news, relatado por Moraes. Moraes afirmou que havia indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a grupos políticos na condução dos casos Master e INSS. Também declarou que Mendonça teria assumido funções próprias das autoridades policiais, prejudicado procedimentos relacionados à cadeia de custódia de provas, conduzido tratativas sobre possíveis acordos de colaboração premiada e direcionado alvos de investigação. No mesmo dia, Fachin determinou que Mendonça, Moraes, Gonet e Andrei Rodrigues prestassem informações em até cinco dias úteis. O presidente do STF pediu esclarecimentos sobre o cumprimento das regras aplicáveis a investigações de autoridades com foro, o uso de credenciais de acesso institucional, a divulgação de informações protegidas por sigilo e as determinações feitas por Mendonça à PF. Fachin centraliza os procedimentos Em 4 de setembro, Edson Fachin retirou do inquérito das fake news o pedido de Alexandre de Moraes para investigar André Mendonça. Fachin transferiu o procedimento para a Presidência do STF e deu cinco dias para que a PGR e Mendonça se manifestassem sobre o pedido. Com a decisão, passaram a ficar sob responsabilidade da Presidência do Supremo tanto o procedimento relacionado ao relatório divulgado por Mendonça quanto o pedido de investigação formulado por Moraes. Fachin passou a ter a atribuição de definir se os casos seriam levados ao plenário e qual seria o procedimento de análise. Outro relatório da PF usado por Moraes recomendava “monitoramento e coleta dirigida” de informações sobre Mendonça e sobre o advogado-geral da União, Jorge Messias. O próprio documento afirmava que se tratava de um relatório de inteligência de difusão restrita, sem caráter decisório ou valor probatório, e atribuía grau de confiança baixo às avaliações apresentadas. O STF informou posteriormente que os esclarecimentos relacionados aos procedimentos deveriam ser entregues até 21 de setembro. Também foram estabelecidos prazos específicos para manifestações sobre o relatório que continha as mensagens de Daniel Vorcaro. Mendonça libera caso ao plenário Em 6 de setembro, André Mendonça liberou para análise do plenário do STF o procedimento relacionado às mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. A inclusão do caso na pauta dependia de decisão do presidente do tribunal, Edson Fachin. Paralelamente, pedidos apresentados pelo Partido Novo passaram a tratar da situação de Andrei Rodrigues. Em 2 de setembro, a legenda havia pedido providências para preservar as investigações e sugerido a análise de um afastamento cautelar do diretor-geral. No dia seguinte, o partido pediu a prisão preventiva de Andrei ou, de forma alternativa, seu afastamento do cargo. Mendonça afasta a direção da PF Em 8 de setembro, André Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada da Costa da Diretoria de Inteligência Policial. O ministro também determinou a abertura de procedimentos criminais e administrativos na Corregedoria da PF. A decisão suspendeu a produção e o compartilhamento de relatórios de inteligência destinados a analisar a atuação de magistrados, integrantes da advocacia pública e policiais. Mendonça afirmou que ao menos seis relatórios haviam sido produzidos entre 3 e 31 de agosto e encaminhados a Moraes no inquérito das fake news. Segundo a decisão, os documentos continham informações sobre Mendonça e Jorge Messias. Mendonça afirmou que o afastamento era necessário para preservar provas e as investigações. Ele solicitou que a Segunda Turma do STF analisasse a decisão em uma sessão virtual. O colegiado formou maioria de três votos para manter os afastamentos, mas o julgamento foi interrompido após um pedido de vista de Gilmar Mendes. Com o afastamento, o diretor-executivo da PF, William Marcel Murad, assumiu interinamente o comando da corporação. Diretores da instituição manifestaram apoio a Andrei Rodrigues e colocaram os cargos à disposição do substituto. AGU recorre a Fachin Ainda em 8 de setembro, a Advocacia-Geral da União pediu a Edson Fachin que suspendesse a decisão de Mendonça. A AGU sustentou que o afastamento do diretor-geral da PF interferia na competência do presidente da República para nomear e exonerar o chefe da corporação. O órgão também afirmou que a mudança no comando da Polícia Federal poderia afetar o funcionamento da instituição. No mesmo dia, Fachin se reuniu com o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e com o advogado-geral da União, Jorge Messias. Dino determina a reintegração Em 9 de setembro, Flávio Dino determinou a reintegração de Andrei Rodrigues e de Leandro Almada. A decisão suspendeu os efeitos da medida tomada por Mendonça no dia anterior. Dino atendeu a um recurso apresentado pela defesa de Andrei Rodrigues em outro processo que tramitava no STF. O ministro afirmou que o Partido Novo não tinha legitimidade para solicitar medidas cautelares penais, como o afastamento de servidores públicos. Também apontou que a suspensão das atividades de inteligência poderia afetar investigações em andamento. A decisão mencionou apurações sobre o filme “Dark Horse”, relativo à trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, e outros casos sob responsabilidade do STF. Dino afirmou ainda que a análise das questões envolvendo Mendonça, Moraes e a Polícia Federal já estava centralizada na Presidência da Corte. Com a decisão de Dino, Andrei e Leandro retornaram aos cargos. Até a manhã de 9 de setembro, continuavam pendentes as manifestações solicitadas por Fachin, a conclusão do julgamento da Segunda Turma sobre a decisão de Mendonça e a definição sobre a análise dos procedimentos pelo plenário do STF. Fachin suspende decisões Nesta quarta (9), o presidente do STF, ministro Edson Fachin, suspendeu a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. Também foi suspensa a decisão de Flávio Dino que os reintegrou aos cargos. O ministro também levou para si a relatoria de investigações do chamado "Inquérito das Fake News" e suspendeu "todo e qualquer procedimento" de investigação contra integrantes do STF. Além disso, também foi suspensa a apuração da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre possível interferência na produção do relatório da PF que apontou uma relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero. Também nesta quarta, Edson Fachin convocou uma sessão do plenário da Corte para discutir na próxima terça-feira (15) o relatório da PF que apontou uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

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Oposição pede a Fachin quebra de sigilo de inquéritos das 'fake news' e de 'fraudes no INSS'
Política

Oposição pede a Fachin quebra de sigilo de inquéritos das 'fake news' e de 'fraudes no INSS'

📅 11/09/2026, 21:11

O líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, Rogério Marinho (PL-RN), pediu nesta sexta-feira (11) para o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que torne públicos os inquéritos conhecidos como das "Fake News", "Milícias Digitais" e do "INSS". No ofício, o senador argumenta que a derrubada de sigilo, de outras ações, que não somente a do Banco Master, reduzirá "o espaço para vazamentos seletivos". Fachin, acolheu nesta sexta um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para retirada de sigilo de documentos do caso Master. O presidente da corte deu 24 horas para que o ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, libere toda a documentação. Agora no g1 Mendonça afirmou que divulgou tudo o que estava disponível e nega ter feito a retirada seletiva do sigilo do caso Master. Uma parte dos documentos já começou a ser divulgada. Eles mostram, por exemplo, que Flávio Bolsonaro é investigado pela Polícia Federal (PF) no inquérito que apura a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Apontam ainda que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro orientou a gestão e a remessa de recursos nos Estados Unidos para o financiamento do filme. A solicitação do coordenador da campanha de Flávio vem como resposta à divulgação desses novos detalhes sobre os irmãos Bolsonaro. O que Marinho solicitou a Fachin: Inquérito das Fake News: investigação aberta pelo próprio STF em 2019 para apurar a existência de notícias fraudulentas, falsas comunicações de crimes, denúncias caluniosas, ameaças e outros ataques contra a corte, seus ministros e familiares. A relatoria estava com o ministro Alexandre de Moraes, mas agora Fachin reivindicou a posição de relator; Inquérito das Milícias Digitais: investiga atuação de um grupo organizado para atentar contra a democracia. Relator é Alexandre de Moraes; Inquérito do INSS: apura as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), por meio de descontos indevidos em aposentadorias e pensões. "A publicidade, naquilo que não prejudique a investigação, constitui também mecanismo de proteção da própria credibilidade do sistema de Justiça", disse o senador. Senador Rogério Marinho (PL-RN), no plenário do Senado Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

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Mendonça diz ter divulgado tudo o que estava disponível e nega ter sido seletivo
Política

Mendonça diz ter divulgado tudo o que estava disponível e nega ter sido seletivo

📅 11/09/2026, 21:02

Fachin dá 24 horas para Mendonça liberar sigilo de documentos do caso Master O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou ter feito a retirada seletiva do sigilo do caso Master. No documento, Mendonça afirmou que atendeu ao pedido do presidente do STF, Edson Fachin, e que tornou públicos todos os procedimentos relacionados ao tema que será julgado na próxima terça-feira (15). Mendonça disse ainda que a manutenção de processos em sigilo ocorreu "a partir de uma análise prudente e responsável, considerando a existência de investigações em andamento e a necessidade de zelar pela preservação de dados pessoais das pessoas investigadas." Segundo o ministro, isso incluiria aqueles contidos em procedimentos destinados à quebra de sigilo de dados bancários e fiscais, por exemplo, e que por isso "jamais se poderia publicizar a 'totalidade dos procedimentos contidos ou relacionados'" à investigação original. Argumentos da PGR Ao pedir a retirada do sigilo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que a divulgação apenas de parte dos autos poderia criar uma "ideia equivocada de transparência". O órgão argumentou que a lista de documentos liberados por André Mendonça não incluía diversos procedimentos ligados ao núcleo principal da investigação da Operação Compliance Zero. Segundo a PGR, a lista de documentos enviada pelo relator do caso, ministro André Mendonça, omitiu a maior parte dos procedimentos ligados à investigação mais ampla da Polícia Federal. "O que se verifica, porém, da listagem encaminhada é que nela não se contêm grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero", diz o documento. "Fato que, embora se suponha motivado por alguma razão escusável de ordem administrativa, pode induzir à ideia equivocada de que a transparência [...] perca, ao fim e ao cabo, o seu sentido último", prossegue. O pedido, direcionado ao presidente do STF, Edson Fachin, foi assinado pelo vice-procurador-geral da República Hindenburgo Chateaubriand Filho. Chateaubriand Filho e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, vão atuar juntos no caso. Pedidos de Moraes e Zanin Moraes pede a Fachin retirada de sigilo de todos documentos do caso Master Mais cedo, os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin encaminharam ofícios ao presidente do STF defendendo medidas semelhantes às propostas pela PGR para ampliar o acesso aos documentos relacionados ao caso Master. Zanin solicitou acesso a uma mídia específica relacionada ao caso. Segundo o ministro, o material é necessário para a análise de requerimentos apresentados pela PGR que serão apreciados pelo tribunal na próxima semana. No ofício enviado a Fachin, o ministro afirmou ainda que a mídia estaria abrangida tanto pela decisão de compartilhamento dos autos quanto pelo levantamento de sigilo determinado pelo ministro André Mendonça. Já Moraes defendeu o levantamento integral do sigilo dos procedimentos relacionados ao caso Master. O ministro criticou o que classificou como uma retirada "seletiva" do sigilo e afirmou que parte das peças e documentos ainda não foi disponibilizada aos integrantes da Corte. Segundo Moraes, foram excluídos 180 documentos e arquivos digitais do conjunto de procedimentos liberados aos ministros. Para ele, a disponibilização parcial do material prejudica a análise completa dos fatos investigados. O ministro também pediu que duas petições relacionadas ao caso sejam julgadas em conjunto: uma que trata de mensagens trocadas entre ele e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e outra que reúne relatórios sobre a atuação de Mendonça em investigações condu Crise Master no STF O embate ocorre após André Mendonça retirar, nesta quinta (10), o sigilo das principais apurações envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro a pedido de Fachin. ontudo, a liberação manteve em segredo outras frentes, como apurações ligadas ao senador Jaques Wagner (PT-BA) e ao financiamento do filme "Dark Horse" — cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro que colocou sob apuração da Polícia Federal conversas entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A disputa expôs divergências públicas entre integrantes da Corte, a Procuradoria-Geral da República e a direção-geral da PF. Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal REUTERS/Adriano Machado

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Defesa de Vorcaro pede 'filtragem' em conteúdo a ser divulgado e sigilo de arquivos que não têm relação com investigações
Política

Defesa de Vorcaro pede 'filtragem' em conteúdo a ser divulgado e sigilo de arquivos que não têm relação com investigações

📅 11/09/2026, 21:00

Moraes fala em 'escolha seletiva' e pede a Fachin retirada de sigilo do caso Master A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero, defendeu nesta sexta-feira (11) uma filtragem do Supremo Tribunal Federal (STF) antes da retirada do sigilo de investigações do caso Master.  Segundo os advogados, é preciso garantir a preservação de material que não tem relevância para a investigação e que possa atingir a privacidade do ex-dono do Banco Master. A defesa cita como exemplos questões  pessoais, como imagens de familiares  e mensagens  protegidas por sigilo legal que constam do conteúdo de seus aparelhos telefônicos apreendidos, como aquelas trocadas entre ele e seus advogados. "Desse modo, antes que a pretendida publicidade solicitada pelo eminente ministro residente deste STF alcance finalidades extremamente distintas (sobejamente de natureza invasiva e vexatória) daquelas buscadas, requer-se a extrema prudência deste relator para que, ao promover a publicidade dos feitos, também realize essa imprescindível filtragem do material, mantendo-se o sigilo sobre aquilo que se exige alguma expectativa de privacidade e, portanto, em nada contribui com as investigações", afirmaram os advogados. A defesa cita conteúdos com questões exclusivamente pessoais tais como imagens de familiares, especialmente crianças, ou mesmo mensagens protegidas por sigilo legal, como aquelas trocadas entre ele e seus advogados. Daniel Vorcaro Jornal Nacional/ Reprodução Retirada do sigilo O STF passou a discutir a divulgação dos arquivos das investigações relacionadas ao Banco Master após uma solicitação do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para que processos que tramitavam sob sigilo fossem tornados públicos. O pedido ocorreu às vésperas de um julgamento do plenário que analisará desdobramentos das apurações conduzidas no chamado "caso Master". O ministro André Mendonça, relator das investigações, determinou o levantamento do sigilo da Petição 15.556, considerada a principal investigação do caso, além de outros procedimentos vinculados à apuração. No despacho, Mendonça afirmou que a medida atendia à solicitação formulada por Fachin. O ministro também informou que providências administrativas estavam sendo adotadas para encaminhar cópias integrais dos autos à Presidência do STF e aos demais gabinetes da Corte. Fachin argumentou que a medida permitiria aos demais ministros conhecerem o conjunto de informações reunidas nas investigações antes da sessão prevista para discutir a validade de um relatório produzido pela Polícia Federal sobre o ministro Alexandre de Moraes. O pedido previa a preservação do sigilo apenas de diligências cuja divulgação pudesse comprometer investigações em andamento.

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Datafolha em Pernambuco: Raquel Lyra tem 51% no 2º turno e João Campos, 44%
Política

Datafolha em Pernambuco: Raquel Lyra tem 51% no 2º turno e João Campos, 44%

📅 11/09/2026, 20:42

Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) lideram intenções de voto Montagem/g1 Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra como está a eventual disputa de 2° turno pelo governo de Pernambuco. A governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, aparece com 51% das intenções de voto, à frente do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), que tem 44%. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp A margem de erro da pesquisa é de três pontos para mais ou para menos. A última pesquisa Datafolha foi divulgada em 21 de agosto, mas não trouxe a simulação de segundo turno. Raquel Lyra: 51% João Campos: 44% Em branco/nulo/nenhum: 4% Indecisos: 1%. Pesquisa Datafolha para o governo de Pernambuco (2º turno) de 11/09/2026 Arte/g1 A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Foram entrevistadas 1.204 pessoas entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é PE-04411/2026. LEIA TAMBÉM: 1º TURNO: Raquel Lyra, 47%; João Campos, 42% SENADO: Marília, 18%; Humberto, 16%; Mendonça, 12%; Eduardo, 10% GOVERNO RAQUEL: 48% avaliam gestão como positiva e 20%, como negativa VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

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Datafolha em PE para o Senado: Marília, 18%; Humberto, 16%; Mendonça, 12%; Eduardo, 10%
Política

Datafolha em PE para o Senado: Marília, 18%; Humberto, 16%; Mendonça, 12%; Eduardo, 10%

📅 11/09/2026, 20:36

Marília Arraes (PDT), Humberto Costa (PT), Mendonça Filho (PL) e Eduardo da Fonte (PP) Andréa Rêgo Barros/Divulgação Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra que, em Pernambuco, quatro candidatos estão tecnicamente empatados na liderança das intenções de voto para o Senado. Neste ano, há duas vagas em disputa nas eleições de outubro. A margem de erro da pesquisa é de três pontos para mais ou para menos. A última pesquisa Datafolha foi divulgada em 21 de agosto. Na pesquisa espontânea, em que o Datafolha não mostra aos eleitores a lista dos candidatos, 58% estão indecisos. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Já na pesquisa estimulada, em que os nomes são mostrados aos entrevistados, Marília Arraes (PDT) aparece com 18%; Humberto Costa (PT), com 16%; Mendonça Filho (PL), com 12%; e Eduardo da Fonte (PP), com 10%. A lista incluiu Pastor Gilvan Costa (Democrata), cuja candidatura foi indeferida pela Justiça Eleitoral. O caso ainda deve ser julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Veja os números abaixo: Pesquisa estimulada - votos totais Marília Arraes (PDT): 18% (eram 15% em 21 de agosto); Humberto Costa (PT): 16% (eram 14%); Mendonça Filho (PL): 12% (eram 12%); Eduardo da Fonte (PP): 10% (eram 11%); Túlio Gadêlha (PSD): 5% (eram 5%); Pastor Gilvan Costa (Democrata): 2% (eram 2%); Carlos Sant'anna (Novo): 2% (eram 2%); Paulo Rubem Santiago (Rede): 1% (era 1%); Mariano Macedo (PSTU): 1% (era 1%); Samuel Timoteo (UP): 1% (era 1%); Mailson Neto (PCO): 0% (era 0%); Gorett Bitu (UP): 0% (era 0%); Branco/nulo/nenhum: 22% (eram 23%); Indecisos: 10% (eram 14%). Pesquisa Datafolha para o Senado por Pernambuco de 11/09/2026 Arte/g1 A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Foram entrevistadas 1.204 pessoas entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é PE-04411/2026. LEIA TAMBÉM: 1º TURNO: Raquel Lyra, 47%; João Campos, 42% 2º TURNO: Raquel tem 51% e João, 44% GOVERNO RAQUEL: 48% avaliam gestão como positiva e 20%, como negativa Cada entrevistado pelo Datafolha foi perguntado sobre em quem votaria para a primeira vaga no Senado e, depois, para a segunda vaga. Abaixo, veja os dados considerando as respostas sobre o primeiro e o segundo votos: Pesquisa estimulada - 1ª vaga Marília Arraes: 21% (eram 17%); Humberto Costa: 18% (eram 16%); Mendonça Filho: 17% (eram 14%); Eduardo da Fonte: 8% (eram 10%); Túlio Gadêlha: 4% (eram 6%); Pastor Gilvan Costa: 2% (era 1%); Carlos Sant'anna: 1% (era 1%); Paulo Rubem Santiago: 1% (era 1%); Samuel Timoteo: 1% (era 1%); Mariano Macedo: 0% (era 1%); Mailson Neto: 0% (era 0%); Gorett Bitu: 0% (era 0%); Branco/nulo/nenhum: 19% (eram 20%); Indecisos: 8% (eram 12%). Pesquisa estimulada - 2ª vaga Marília Arraes: 15% (eram 12%); Humberto Costa: 13% (eram 12%); Eduardo da Fonte: 12% (eram 12%); Mendonça Filho: 7% (eram 9%); Túlio Gadêlha: 6% (eram 5%); Carlos Sant'anna: 2% (eram 2%); Pastor Gilvan Costa: 2% (eram 2%); Mariano Macedo: 2% (era 1%); Paulo Rubem Santiago: 2% (era 1%); Samuel Timoteo: 1% (era 1%); Mailson Neto: 1% (era 1%); Gorett Bitu: 0% (era 0%); Branco/nulo/nenhum: 25% (eram 26%); Indecisos: 12% (eram 15%). VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

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Após pedido de Zanin, Mendonça diz que celular de Vorcaro está com a PF e que gabinete possui apenas cópia 'lacrada' de conteúdo
Política

Após pedido de Zanin, Mendonça diz que celular de Vorcaro está com a PF e que gabinete possui apenas cópia 'lacrada' de conteúdo

📅 11/09/2026, 20:35

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (11) que o aparelho celular de Daniel Vorcaro apreendido nas investigações não se encontra em seu gabinete, mas, sim, sob a custódia da Polícia Federal. A manifestação está em uma resposta de Mendonça ao presidente do STF, Luiz Edson Fachin. O posicionamento veio após o ministro Cristiano Zanin solicitar a Fachin acesso a todo o celular de Daniel Vorcaro. Zanin fez a solicitação para preparação do julgamento da próxima terça-feira (11), em que a Corte analisará o relatório da Polícia Federal que encontrou 52 mensagens de Daniel Vorcaro para o ministro Alexandre de Moraes. O presidente da Corte, por sua vez, pediu a Mendonça que disponibilizasse o conteúdo. No documento, Mendonça detalhou que o telefone — identificado como um iPhone 17 Pro apreendido pela corporação — permaneceu nas instalações da PF em razão de uma decisão de 19 de fevereiro de 2026. Agora no g1 Na ocasião, ao assumir a relatoria do caso, o ministro ordenou expressamente que os materiais originais ficassem guardados nos depósitos da própria PF. Segundo o ministro, o objetivo da medida foi atender às exigências legais de preservação da chamada cadeia de custódia, ou seja, de armazenamento das provas. "Ao assumir a relatoria dos feitos [...] autorizei expressamente a adoção do fluxo ordinário de trabalho da Polícia Federal, bem como determinei que a custódia do original do material apreendido fosse feita nos depósitos da própria instituição", disse Mendonça na resposta a Fachin. Gabinete possui cópia lacrada, diz Mendonça Ainda de acordo com o despacho, o gabinete de André Mendonça possui exclusivamente uma cópia de segurança dos dados extraídos do telefone. O material consiste em um HD criptografado entregue voluntariamente pela PF em março de 2026, acondicionado em envelope fechado. Mendonça enfatizou que o disco rígido segue intacto e lacrado, sem qualquer violação ou manuseio até o momento. Daniel Vorcaro Jornal Nacional/ Reprodução

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Madame Satã diz que não teve contato com Vorcaro e que apenas alugou espaço para festa investigada pela PF
Política

Madame Satã diz que não teve contato com Vorcaro e que apenas alugou espaço para festa investigada pela PF

📅 11/09/2026, 20:25

Vorcaro pediu para Sicário apagar vídeo no Instagram sobre festa em boate de SP, diz PF Montagem/g1 O clube Madame, tradicional casa noturna da Bela Vista, no Centro de São Paulo, afirmou nesta sexta-feira (11) que não teve contato ou negociação direta com o banqueiro Daniel Vorcaro para a realização de uma festa privada de Halloween em 2023 que passou a ser citada na investigação da Polícia Federal (PF) sobre o caso Banco Master. Em nota de esclarecimento, a casa, conhecida historicamente como Madame Satã, disse que o espaço foi alugado para uma agência ou produtora de eventos terceirizada, mediante contrato formal, e que a organização da festa, a lista de convidados e a condução do evento ficaram sob responsabilidade dos contratantes (leia mais abaixo). A manifestação ocorre após a divulgação de informações sobre a festa, realizada em 31 de outubro de 2023, no endereço da casa, na Rua Conselheiro Ramalho, 873. A revista piauí revelou na noite de quinta-feira (10) mensagens em que Vorcaro tratava da organização do evento e de convidados. Documentos da investigação da PF, aos quais o g1 teve acesso após o levantamento do sigilo de investigações relacionadas ao Banco Master, mostram ainda que Vorcaro pediu a um homem chamado de “Sicário” que apagasse uma publicação no Instagram sobre a festa. Segundo a direção do Madame Underground Club, a casa funciona também como espaço para locações quando não há programação cultural própria. Reprodução A PF registrou no relatório que a publicação tratava, aparentemente, de uma festa realizada por Vorcaro (leia mais abaixo). ➡️As informações da investigação da PF foram disponibilizadas após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça levantar o sigilo das principais investigações relacionadas ao Banco Master que tramitam na Corte nesta quinta. Organização do evento Segundo a direção do clube Madame, a casa funciona também como espaço para locações quando não há programação cultural própria. Nesses períodos, afirma a nota, o imóvel pode ser usado para eventos corporativos, produções audiovisuais, sessões de fotos e comemorações privadas. No caso da festa de outubro de 2023, porém, a administração diz que sua atuação ficou restrita à locação da infraestrutura. “Não houve contratação ou negociação direta entre a administração do clube e a pessoa física mencionada nas reportagens recentes”, afirmou a casa, em referência a Vorcaro. O Madame também afirmou que a locação de suas instalações “não representa apoio, participação ou envolvimento do clube com atividades, posicionamentos ou condutas dos respectivos contratantes e convidados”. A casa disse repudiar qualquer tentativa de associar sua marca a ilícitos e afirmou que os organizadores eram responsáveis pela lista de convidados e pela condução do evento. O clube não informou, na nota, qual foi a produtora responsável pela contratação do espaço. Pedido para apagar vídeo O g1 revelou nesta sexta-feira (11) que um relatório da PF registra uma conversa entre Vorcaro e Felipe Mourão, conhecido como “Sicário”, sobre uma publicação no Instagram relacionada à festa. Em novembro de 2023, o banqueiro enviou a Felipe Mourão o link de uma publicação e escreveu: “Derrubar esse.” O conteúdo era um vídeo sobre uma apresentação dos DJs Solomun, Vintage Culture e Swedish House Mafia. A legenda dizia que os artistas haviam tocado em uma festa particular realizada no clube Madame, também conhecido como Madame Satã. Conversa Sicário e Vorcaro (imagem foi borrada em para retirar o nome da repórter que baixou o documento) STF A publicação foi feita pelo perfil @anatrackid, dedicado a notícias e curiosidades sobre música eletrônica. Segundo o relatório, Vorcaro e Mourão conversaram sobre a possibilidade de retirar o conteúdo. Em determinado momento, o banqueiro demonstrou dúvida sobre a ação. Mourão respondeu: “Ué, você quem manda.” O trecho disponível no relatório não mostra uma decisão posterior de Vorcaro. A publicação, porém, não foi apagada e continua disponível no Instagram. LEIA TAMBÉM: Mensagens mostram Vorcaro e 'Sicário' citando contato na Polícia Civil após operador ser intimado em SP Em documento, PF detalha articulações de Vorcaro dias antes de ser preso e aponta que banqueiro sabia da operação O episódio aparece em uma investigação mais ampla da PF sobre a atuação de pessoas próximas a Vorcaro para monitorar e remover conteúdos de redes sociais que contrariassem os interesses do banqueiro. Outros perfis Vorcaro também solicitou ao Sicário outras vezes que monitorasse ou apagasse perfis nas redes sociais. Segundo o relatório, após ser bloqueado por uma mulher no Instagram, ele ordenou que a conta dela fosse acompanhada continuamente para que pudesse agir caso fossem feitas publicações desfavoráveis. É desse assunto que Sicário pergunta no print sobre o vídeo da festa. Em outro episódio, Vorcaro determinou “derrubar e ir pra cima”. Mourão então diz que acionou hackers, chamados de “os meninos”, até conseguir o banimento da conta no Instagram. O grupo também teria derrubado o WhatsApp de um desafeto e invadido sua conta no iCloud após comentários críticos feitos por ele em um grupo. Já para derrubar um perfil falso que usava dados da namorada de Vorcaro e identificar seu autor, segundo a PF, o Sicário teria usado um ofício fraudulento atribuído ao Ministério Público do Ceará para simular um pedido oficial à Meta. A solicitação foi enviada pelo e-mail institucional de uma servidora real e, no mesmo dia, a conta foi banida. De Madame Satã a Madame Underground O endereço da festa tem uma história que remonta a mais de quatro décadas. A casa foi inaugurada em 21 de outubro de 1983, como Restaurante Cultural Madame Satã. No ano seguinte, com a entrada do produtor José Claudio Mendes na sociedade, o espaço ganhou pista de dança, palco e áreas destinadas a apresentações e performances. O local rapidamente se tornou um dos principais pontos da cena underground de São Paulo. Pelo palco passaram bandas que se tornariam importantes para o rock brasileiro, como Legião Urbana, RPM, Ira!, Ultraje a Rigor, Capital Inicial, Plebe Rude, Inocentes, Fellini e Engenheiros do Hawaii. Segundo o histórico da própria casa, 79 bandas se apresentaram no Madame Satã entre 1984 e 1986. O espaço também reunia punks, góticos, músicos, artistas, performers e público LGBT+. A FAU-USP inclui o Madame Satã entre os lugares de memória LGBT+ da cidade. O nome da casa fazia referência a João Francisco dos Santos, conhecido como Madame Satã, personagem da boemia carioca. O espaço passou por períodos de fechamento e por outros nomes, como Morcegóvia e The The. Depois de uma nova fase de encerramento, o endereço foi reaberto em 2012 com o nome Madame. A casa manteve elementos associados à atmosfera do antigo clube, com programação ligada ao rock, à música eletrônica e à cultura alternativa. Atualmente, o estabelecimento se apresenta como Madame Underground Club.

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Datafolha no DF: 33% avaliam gestão Celina Leão como positiva e 26%, como negativa
Política

Datafolha no DF: 33% avaliam gestão Celina Leão como positiva e 26%, como negativa

📅 11/09/2026, 20:21

Celina Leão (PP), em imagem de arquivo. Acervo Pessoal Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra como está a avaliação do governo Celina Leão (PP). A atual governadora assumiu o cargo em março deste ano – até então, era vice de Ibaneis Rocha (MDB). Ibaneis deixou o governo do DF para disputar uma vaga no Senado nas eleições deste ano, mas desistiu da candidatura em seguida. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do DF em tempo real e de graça Segundo a pesquisa Datafolha, 33% dos eleitores consideram a gestão Celina Leão "ótima ou boa" e 26% consideram "ruim ou péssima". Veja abaixo os números: Avaliação da gestão Celina Leão Ótima ou boa: 33% (eram 24%); Regular: 37% (eram 38%); Ruim ou péssima: 26% (eram 32%); Não sabe: 4% (eram 6%). Datafolha, 11 de setembro: avaliação do governo Celina Leão (PP) Arte/g1 Trabalho de Celina Leão como governadora O Datafolha também perguntou aos eleitores qual a avaliação sobre o trabalho de Celina Leão como governadora. Veja os resultados: Aprova: 55% (eram 47%); Desaprova: 37% (eram 44%); Não sabe: 8% (eram 9%). Datafolha, 11 de setembro: avaliação do trabalho de Celina Leão (PP) como governadora Arte/g1 A pesquisa foi contratada pela Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo". O Datafolha ouviu 910 pessoas entre os dias 8 a 11 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Os números de registro da pesquisa são DF-06055/2026 e BR-04623/2026. Até 3 de outubro, véspera do primeiro turno, o g1, a Globo, a GloboNews, o jornal O Globo e emissoras afiliadas vão publicar 130 pesquisas, com as disputas pelo Senado, pela Presidência da República e pelos governos de todos os estados e do Distrito Federal. Os levantamentos foram encomendados à Quaest e ao Datafolha para informar, rodada a rodada, como está a corrida eleitoral. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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TSE rejeita por unanimidade registro da candidatura de Pablo Marçal à Presidência
Política

TSE rejeita por unanimidade registro da candidatura de Pablo Marçal à Presidência

📅 11/09/2026, 20:19

TSE forma maioria para rejeitar registro da candidatura de Pablo Marçal à Presidência O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou por unanimidade, nesta sexta-feira (11), o registro de candidatura de Pablo Marçal (PRTB) à Presidência da República. O julgamento ocorreu no plenário virtual da Corte. Relatora do caso, a ministra Estela Aranha propôs a rejeição do registro diante da inelegibilidade de Marçal e foi seguida por todos os demais ministros. O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu que a rejeição do registro de candidatura. O PRTB protocolou o pedido de registro da candidatura do empresário e influenciador Pablo Marçal à Presidência da República após uma decisão da Justiça Eleitoral autorizar sua filiação ao partido. Pablo Marçal está inelegível até 2032. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração apresentados pela defesa do empresário e manteve a condenação que o tornou inelegível por oito anos por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2024. O candidato do PRTB à Presidência, Pablo Marçal, durante a campanha de prefeito de SP, em 2024. Renato Pizzutto/Band O MPE afirmou que a candidatura não preenche os requisitos de prova de filiação ao PRTB dentro do prazo legal e aponta que em abril, prazo final para um candidato estar filiado a um partido político para disputar a eleição outubro, Pablo Marçal estava nos quadros do União Brasil. “Incontroverso, pois, que pesquisas em diversas fontes abertas na internet apontam, de modo convergente, que o impugnado Pablo Marçal (dentro do prazo fixado em lei para filiação partidária com o objetivo de concorrer ao cargo de Presidente da República apresentava-se publicamente como membro filiado ao partido União Brasil”. O MPE pede que o TSE conceda uma decisão provisória impedido que Pablo Marçal tenha acesso aos recursos públicos de campanha eleitoral e seja impedido de realizar propaganda eleitoral gratuita no rádio e televisão, bem como aos demais atos de propaganda eleitoral.

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Datafolha no DF, Senado: Michelle, 21%; Leila, 18%; Bia, 15%; Erika, 14%
Política

Datafolha no DF, Senado: Michelle, 21%; Leila, 18%; Bia, 15%; Erika, 14%

📅 11/09/2026, 20:14

Michelle Bolsonaro (PL); Leila do Vôlei (PDT); Erika Kokay (PT) e Bia Kicis (PL) são candidatas ao Senado pelo DF. Alan Santos/PR; Carlos Moura/Agência Senado; Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados e Bruno Spada/Câmara dos Deputados Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra como está a corrida pelo Senado no Distrito Federal. Serão duas vagas em disputa nas eleições de outubro. Na pesquisa espontânea — em que os nomes dos pré-candidatos não são mostrados aos eleitores —, 49% estão indecisos. Já na pesquisa estimulada, em que os nomes são mostrados aos entrevistados, Michelle Bolsonaro, Leila do Vôlei, Bia Kicis e Erika Kokay lideram, nesta ordem. Veja os números abaixo: Michelle Bolsonaro (PL): 21% (eram 19%) Leila do Vôlei (PDT): 18% (eram 16%) Bia Kicis (PL): 15% (eram 11%) Erika Kokay (PT): 14% (eram 12%) Sebastião Coelho (Novo): 2% (eram 3%) Ronaldo Fonseca (PSD): 2% (eram 2%) Professor Guilherme Amorim (UP): 2% (eram 2%) Tiago (Agir): 1% (eram 2%) Guto Felício dos Santos (PSDB): 1% (eram 1%) David Horn (PCO): 1% (eram 1%) Marley (Avante): 1% (eram 1%) Avenir Rosa (Democrata): 1% (eram 1%) Zanata (PSTU): 0% (eram 1%) Em branco/nulo/nenhum: 11% (eram 16%) Não sabe: 9% (eram 14%) Datafolha, 11 de setembro: intenção de voto para o Senado no DF, votos totais Arte/g1 🗳️Duas vagas para o Senado: saiba como votar e evite erros 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do DF em tempo real e de graça A pesquisa foi contratada pela Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo". O Datafolha ouviu 910 pessoas entre os dias 8 e 11 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Os números de registro da pesquisa são DF-06055/2026 e BR-04623/2026. Primeiro e segundo votos Neste ano, os eleitores vão votar duas vezes para o Senado. Isso, porque duas das três cadeiras do Distrito Federal e dos estados no Senado serão renovadas. O Datafolha mostrou os nomes dos candidatos aos eleitores e perguntou qual seria o primeiro voto para o Senado, e qual seria o segundo. Veja os números: Primeiro voto Michelle Bolsonaro (PL): 34% (eram 29%) Leila do Vôlei (PDT): 18% (eram 16%) Erika Kokay (PT): 17% (eram 15%) Bia Kicis (PL): 8% (eram 7%) Ronaldo Fonseca (PSD): 2% (eram 2%) Sebastião Coelho (Novo): 1% (eram 2%) Tiago (Agir): 1% (eram 2%) Guto Felicio dos Santos (PSDB): 1% (eram 1%) Professor Guilherme Amorim (UP): 1% (eram 1%) Zanata (PSTU): 0% (eram 1%) Marley (Avante): 0% (eram 1%) David Horn (PCO): 0% (eram 1%) Avenir Rosa (Democrata): 0%(eram 0%) Em branco / nulo / nenhum: 9% (eram 13%) Indecisos: 6% (eram 11%) Segundo voto Bia Kicis (PL): 21% (eram 14%) Leila do Vôlei (PDT): 19% (eram 17%) Erika Kokay (PT): 11% (eram 8%) Michelle Bolsonaro (PL): 9% (eram 9%) Sebastião Coelho (Novo): 4% (eram 4%) Professor Guilherme Amorim (UP): 3% (eram 2%) Ronaldo Fonseca (PSD): 2% (eram 2%) Tiago (Agir): 2% (eram 2%) Zanata (PSTU): 1% (eram 1%) Avenir Rosa (Democrata): 1% (eram 1%) David Horn (PCO): 1% (eram 1%) Guto Felicio dos Santos (PSDB): 1% (eram 1%) Marley (Avante): 1% (eram 1%) Em branco / nulo / nenhum: 14% (eram 18%) Indecisos: 12% (eram 17%) Até 3 de outubro, véspera do primeiro turno, o g1, a Globo, a GloboNews, o jornal O Globo e emissoras afiliadas vão publicar 130 pesquisas, com as disputas pelo Senado, pela Presidência da República e pelos governos de todos os estados e do Distrito Federal. Os levantamentos foram encomendados à Quaest e ao Datafolha para informar, rodada a rodada, como está a corrida eleitoral. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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Datafolha para o Senado no RJ: Benedita, 18%; Carlos Jordy, 10%; Carlos Portinho, 10%; Pedro Paulo, 7%; Marcelo Crivella, 7%; Mônica Benício, 6%
Política

Datafolha para o Senado no RJ: Benedita, 18%; Carlos Jordy, 10%; Carlos Portinho, 10%; Pedro Paulo, 7%; Marcelo Crivella, 7%; Mônica Benício, 6%

📅 11/09/2026, 20:12

Plenário do Senado Federal Ton Molina/Agência Senado Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra como está a corrida pelo Senado no Rio de Janeiro. Serão duas vagas em disputa nas eleições de outubro. É a segunda pesquisa do instituto sobre a atual disputa para o Senado no RJ. Na pesquisa espontânea, em que o Datafolha não mostra aos eleitores a lista dos candidatos, 62% dos votos estão indefinidos (eram 77% em 21 de agosto). Já a pesquisa estimulada, em que os nomes são mostrados, Benedita da Silva (PT) tem 18% das intenções de voto; Carlos Jordy (PL) e Carlos Portinho (PL) aparecem com 10% cada um. Agora no g1 Jordy e Portinho estão empatados tecnicamente com Pedro Paulo (PSD), com 7%; Marcelo Crivella (Republicanos), com 7%; Monica Benicio (PSOL), com 6%. A pesquisa foi contratada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Foram entrevistadas 1.204 pessoas entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é RJ- 09217/2026. Em 2026, serão eleitos dois senadores em cada estado e no Distrito Federal, para renovar 54 das 81 cadeiras. Por isso, cada eleitor precisa votar em dois candidatos diferentes. Não é possível escolher o mesmo nome duas vezes (clique para saber mais). Já na pesquisa estimulada, a lista de candidatos é mostrada, e cada entrevistado precisa responder duas vezes em quem pretende votar: para a primeira vaga e, depois, para a segunda vaga. Os resultados da pesquisa para o Senado consideram as menções para a primeira e a segunda vagas em um total que soma 100% das intenções de voto e mantém a proporção entre candidatos, brancos/nulos e indecisos. Veja os números abaixo: Total para as duas vagas - estimulada Benedita da Silva (PT): 18% (eram 15%) Carlos Jordy (PL): 10% (eram 8%) Carlos Portinho (PL): 10% (eram 8%) Pedro Paulo (PSD): 7% (eram 6%) Marcelo Crivella (Republicanos): 7% (eram 6%) Monica Benicio (PSOL): 6% (eram 6%) Waguinho (Republicanos): 3% (eram 3%) Marcos Dias (Pode): 2% (eram 2%) Comandante Ribeiro Afonso (Democrata): 2% (não foi testado na pesquisa anterior) Luciano Mattos (PRTB): 1% (era 1%) Vinicius Benevides (UP): 1% (era 1%) Helio Secco (Missão): 1% (era 1%) Paula Falcão (PSTU): 1% (era 1%) Michelly Xavier (UP): 1% (eram 2%) Luiz Eugenio (PCO): 1% (era 1%) Ó Clemente (Democrata): 0% (era 0%) André Monteiro (Democrata): 0% (eram 2%) Branco/nulo/nenhum: 18% (eram 23%) Indecisos: 13% (eram 12%) Intenção de votos para senador RJ Datafolha 11 de setembro Editoria de Arte/g1 Cada entrevistado pelo Datafolha foi perguntado sobre em quem votaria para a primeira vaga no Senado e, depois, para a segunda vaga. Abaixo, veja os dados considerando as respostas sobre o primeiro e o segundo votos. Senador — intenção para a primeira vaga Benedita da Silva (PT): 30% (eram 24%) Carlos Jordy (PL): 12% (eram 10%) Carlos Portinho (PL): 9% (eram 7%) Marcelo Crivella (Republicanos): 8% (eram 8%) Pedro Paulo (PSD): 6% (eram 5%) Waguinho (Republicanos): 3% (eram 4%) Monica Benicio (PSOL): 3% (eram 3%) Comandante Ribeiro Afonso (Democrata): 1% (não foi testado anteriormente) Luciano Mattos (PRTB): 1% (era 1%) Marcos Dias (Pode): 1% (eram 2%) Luiz Eugenio (PCO): 1% (era 1%) Helio Secco (Missão): 1% (era 1%) Michelly Xavier (UP): 1% (era 1%) Paula Falcão (PSTU): 1% (era 0%) Vinicius Benevides (UP): 0% (era 1%) Ó Clemente (Democrata): 0% (era 0%) André Monteiro (Democrata): 0% (eram 2%) Branco/nulo/nenhum: 15% (eram 20%) Indecisos: 9% (eram 10%) Segunda vaga Carlos Portinho (PL): 11% (eram 9%) Pedro Paulo (PSD): 9% (eram 7%) Carlos Jordy (PL): 9% (eram 7%) Monica Benicio (PSOL): 9% (eram 8%) Benedita da Silva (PT): 8% (eram 6%) Marcelo Crivella (Republicanos): 5% (eram 5%) Waguinho (Republicanos): 3% (eram 3%) Marcos Dias (Pode): 3% (era 1%) Comandante Ribeiro Afonso (Democrata): 2% (não foi testado anteriormente) Vinicius Benevides (UP): 1% (era 1%) Luciano Mattos (PRTB): 2% (era 1%) Paula Falcão (PSTU): 2% (era 1%) Helio Secco (Missão): 2% (era 1%) Ó Clemente (Democrata): 1% (era 0%) Michelly Xavier (UP): 2% (era 1%) Luiz Eugenio (PCO): 1% (era 0%) André Monteiro (Democrata): 3% (eram 3%) Branco/nulo/nenhum: 21% (eram 26%) Indecisos: 16% (eram 15%) Espontânea Benedita da Silva (PT): 9% (eram 3%) Pedro Paulo (PSD): 3% (era 1%) Carlos Jordy (PL): 3% (era 1%) Carlos Portinho (PL): 3% (era 1%) Marcelo Crivella (Republicanos): 2% (não havia percentual registrado anteriormente) Monica Benicio (PSOL): 1% (era 1%) Outras respostas: 8% (eram 4%) Branco/nulo/nenhum: 10% (eram 12%) Indecisos: 62% (eram 77%) Nas eleições de 2026, os eleitores irão às urnas escolher dois representantes para o Senado. Em 2018, na última eleição em que duas vagas estavam em disputa, milhões de votos para o cargo ficaram em branco ou foram anulados. O Senado tem 81 cadeiras, e o mandato dos senadores é de oito anos. A renovação acontece de forma alternada: em uma eleição são escolhidos dois senadores por estado e pelo Distrito Federal, renovando dois terços da Casa. Na eleição seguinte, apenas uma vaga por unidade da Federação é disputada. Leia mais sobre as eleições do Senado aqui

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Datafolha no DF: veja as intenções de voto para o segundo turno
Política

Datafolha no DF: veja as intenções de voto para o segundo turno

📅 11/09/2026, 20:11

Datafolha no DF: Celina, 40%; Arruda, 17%; Grass, 16% Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra como está a disputa para o governo do Distrito Federal para o segundo turno nas eleições de outubro. O Datafolha simulou três cenários entre os candidatos que lideram as pesquisas de opinião até o momento: Celina Leão (PP), Leandro Grass (PT) e Arruda (PSD). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do DF em tempo real e de graça LEIA TAMBÉM: Datafolha no DF: Celina, 40%; Arruda, 17%; Grass, 16% Datafolha no DF: 33% avaliam gestão Celina Leão como positiva e 26%, como negativa Datafolha no DF, Senado: Michelle, 21%; Leila, 18%; Bia, 15%; Erika, 14% Veja os resultados: Cenário 1: Arruda x Celina Leão Celina Leão (PP): 51% Arruda (PSD): 34% Em branco/nulo/nenhum: 13% Não sabe: 2% Datafolha, 11 de setembro: intenção de voto para o governo do DF, 2º turno - cenário 1 Arte/g1 Cenário 2: Celina Leão x Leandro Grass Celina Leão (PP): 56% Leandro Grass (PT): 30% Em branco/nulo/nenhum: 12% Não sabe: 3% Datafolha, 11 de setembro: intenção de voto para o governo do DF, 2º turno - cenário 2 Arte/g1 Cenário 3: Arruda x Leandro Grass Arruda (PSD): 46% Leandro Grass (PT): 34% Em branco/nulo/nenhum: 18% Não sabe: 2% Datafolha, 11 de setembro: intenção de voto para o governo do DF, 2º turno - cenário 3 Arte/g1 A pesquisa foi contratada pela Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo". O Datafolha ouviu 910 pessoas entre os dias 8 e 11 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Os números de registro da pesquisa são DF-06055/2026 e BR-04623/2026. Até 3 de outubro, véspera do primeiro turno, o g1, a Globo, a GloboNews, o jornal O Globo e emissoras afiliadas vão publicar 130 pesquisas, com as disputas pelo Senado, pela Presidência da República e pelos governos de todos os estados e do Distrito Federal. Os levantamentos foram encomendados à Quaest e ao Datafolha para informar, rodada a rodada, como está a corrida eleitoral. Celina, Arruda e Grass Reprodução Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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Datafolha no RJ: 45% aprovam governo de Ricardo Couto e 34% desaprovam
Política

Datafolha no RJ: 45% aprovam governo de Ricardo Couto e 34% desaprovam

📅 11/09/2026, 20:10

O desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ e governador em exercício do Rio Divulgação Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra como está a avaliação do governo do Rio de Janeiro. O levantamento mostra que 45% dos fluminenses aprovam o trabalho do governador em exercício Ricardo Couto. Os números registraram que 34% dos moradores do Estado desaprovam a gestão de Couto. A pesquisa mostra ainda que 27% avaliam o governo como ótimo ou bom. A avaliação acontece após cinco meses de trabalho do governador em exercício no Rio de Janeiro. Uma parcela de 21% não opinou na pesquisa. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A pesquisa foi contratada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Foram entrevistadas 1.204 pessoas entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é RJ- 09217/2026. Datafolha no RJ, 1º turno: Paes, 43%; Ruas, 25%; Garotinho, 10% Veja abaixo os números da pesquisa Aprovação de Ricardo Couto: Aprova: 45% (eram 47% em agosto) Desaprova: 34% (eram 31%) Não sabe/não respondeu: 21% (eram 22%) Avaliação do governo: Positiva (ótimo ou bom): 27% (eram 28% em agosto) Regular: 39% (eram 38%) Negativa: 17% (eram 16%) Não sabe/não respondeu: 17% (eram 18%) Datafolha no RJ: aprovação e avaliação do governo Ricardo Couto Arte g1 MAIS SOBRE A PESQUISA DATAFOLHA: Paes tem 43%, Ruas cresce 6 pontos e chega a 25% no RJ Paes tem vantagem sobre Ruas no segundo turno Benedita lidera a corrida ao Senado

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Datafolha: 48% avaliam gestão Raquel Lyra como positiva e 20%, como negativa
Política

Datafolha: 48% avaliam gestão Raquel Lyra como positiva e 20%, como negativa

📅 11/09/2026, 20:10

Governadora Raquel Lyra (PSD) em imagem de arquivo Divulgação Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra que 48% dos eleitores consideram a gestão da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), ótima ou boa, enquanto 20% a avaliam como ruim ou péssima. Outros 30% consideram regular e 2% dizem não saber. A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. O último levantamento Datafolha foi publicado em 21 de agosto. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp Veja abaixo os números: Avaliação da gestão Raquel Lyra Ótima ou boa: 48% (eram 50% em 21 de agosto); Regular: 30% (eram 30%). Ruim ou péssima: 20% (eram 18%); Não sabe: 2% (eram 2%). Trabalho de Raquel Lyra como governadora O trabalho da candidata à reeleição como governadora também foi pesquisado: Aprovam: 65% (eram 66%); Desaprovam: 31% (eram 29%); Não sabem/não opinaram: 4% (eram 5%). A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Foram entrevistadas 1.204 pessoas entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é PE-04411/2026. LEIA TAMBÉM: 1º TURNO: Raquel Lyra, 47%; João Campos, 42% 2º TURNO: Raquel tem 51% e João, 44% SENADO: Marília, 18%; Humberto, 16%; Mendonça, 12%; Eduardo, 10% VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

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Datafolha: 46% avaliam a gestão Tarcísio como positiva e 21% como negativa em SP
Política

Datafolha: 46% avaliam a gestão Tarcísio como positiva e 21% como negativa em SP

📅 11/09/2026, 20:09

Tarcísio diz que 'ninguém está acima da lei' e defende investigação de caso Master e de Flávio Bolsonaro Reprodução/TV Vanguarda Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra que 46% dos paulistas consideram a gestão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ótima ou boa, enquanto 30% a avaliam como regular, 21%, como ruim ou péssima e 3% dizem não saber. O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo. Foram entrevistadas 1.610 pessoas entre os dias 8 e 11 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é SP-04189/2026.Veja abaixo os números: Aprovação da gestão Tarcísio Ótimo/Bom: 46% (eram 42% em 21/8) Regular: 30% (eram 31%) Ruim/Péssimo: 21% (eram 23%) Não sabe: 3% (eram 4%) Trabalho de Tarcísio como governador O trabalho do candidato à reeleição como governador também foi pesquisado. Aprovam: 63% (eram 60%) Desaprovam: 32% (eram 34%) Não sabe: 5% (eram 6%) Disputa pelo governo A pesquisa também mostrou os números da disputa pelo governo: Tarcísio aparece com 49%, e Fernando Haddad (PT) com 29%. Pela primeira vez nesta eleição, o Datafolha divulgou também os votos válidos. Para chegar a esse número, o Datafolha exclui os votos em branco, nulos e os eleitores indecisos: Nesse cenário, Tarcísio aparece com 56%, e Haddad com 32%. Disputado pelo Senado O instituto também revelou como está a disputa pelo Senado em São Paulo: Na liderança para as duas vagas estão: Marina Silva (Rede) tem 13%, Simone Tebet (PSB) também 13%, André do Prado (PL), 11%, Guillherme Derrite (PP), 10%. Em 2026, serão eleitos dois senadores em cada estado e no Distrito Federal, para renovar 54 das 81 cadeiras. Por isso, cada eleitor precisa votar em dois candidatos diferentes. Não é possível escolher o mesmo nome duas vezes.

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Datafolha no RJ: no 2º turno, Paes tem 54%, e Ruas, 34%
Política

Datafolha no RJ: no 2º turno, Paes tem 54%, e Ruas, 34%

📅 11/09/2026, 20:09

Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL) Stephanie Rodrigues/g1 e Alex Ramos/Alerj Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra como está a eventual disputa de 2° turno pelo governo do Rio de Janeiro. O ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) aparece com 54% das intenções de voto, à frente de Douglas Ruas (PL), com 34%, o segundo colocado na pesquisa de 1° turno. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Eduardo Paes (PSD): 54% Douglas Ruas (PL): 34% Em branco/nulo/nenhum: 10% Indecisos: 2% Datafolha no RJ: Paes tem 54% no 2º turno, e Ruas, 34% Arte g1 A pesquisa foi contratada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Foram entrevistadas 1.204 pessoas entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é RJ- 09217/2026. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Datafolha no RJ, 1º turno: Paes, 43%; Ruas, 25%; Garotinho, 10% MAIS SOBRE A PESQUISA DATAFOLHA: Paes tem 43%, Ruas cresce 6 pontos e chega a 25% no RJ 45% aprovam o governo de Ricardo Couto Benedita lidera a corrida ao Senado

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Datafolha em MG, 2º turno: Cleitinho lidera em todos os cenários da disputa ao governo
Política

Datafolha em MG, 2º turno: Cleitinho lidera em todos os cenários da disputa ao governo

📅 11/09/2026, 20:08

Cleitinho (Republicanos), Alexandre Kalil (PDT) e Patrus Ananias (PT). Senado/ALMG/Câmara dos Deputados Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra dois cenários de 2º turno na disputa ao governo de Minas Gerais. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Veja os números: Alexandre Kalil x Cleitinho Azevedo Cleitinho Azevedo (Republicanos): 54% Alexandre Kalil (PDT): 29% Em branco/ nulo/ nenhum: 11% Não sabe: 6% Intenção de voto para governador no 2º turno entre Cleitinho Azevedo e Alexandre Kalil em MG Arte/g1 Cleitinho Azevedo x Patrus Ananias Cleitinho Azevedo (Republicanos): 59% Patrus Ananias (PT): 24% Em branco/ nulo/ nenhum: 12% Não sabe: 5% Intenção de voto para governador no 2º turno entre Cleitinho Azevedo e Patrus Ananias em MG Arte/g1 Foram entrevistados 1.204 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-01611/2026.

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Datafolha em MG: Cleitinho, 37%; Patrus, 13%; Kalil, 11%; Simões, 4; Roscoe, 4%; Gabriel, 4%
Política

Datafolha em MG: Cleitinho, 37%; Patrus, 13%; Kalil, 11%; Simões, 4; Roscoe, 4%; Gabriel, 4%

📅 11/09/2026, 20:05

Datafolha em MG, 1º turno: Cleitinho, 37%; Patrus, 13%; Kalil, 11% Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra como está a disputa para o governo de Minas Gerais. Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera no primeiro turno e nos dois cenários de segundo turno avaliados. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo Veja os números da pesquisa estimulada, em que os nomes dos candidatos são mostrados aos eleitores. Entre parênteses, o resultado da pesquisa anterior, do dia 21 de agosto. 1º turno (estimulada) - Votos totais Cleitinho Azevedo (Republicanos): 37% (eram 32% em 21 de agosto) Patrus Ananias (PT): 13% (eram 12%) Alexandre Kalil (PDT): 11% (eram 12%) Mateus Simões (PSD): 4% (eram 4%) Flávio Roscoe (PL): 4% (eram 4%) Gabriel (MDB): 4% (eram 4%) Professor Túlio Lopes (PCB): 3% (eram 2%) Rafael Duda (PSTU): 1% (era 1%) Ben Mendes (Missão): 1% (era 1%) Henrique Áreas (PCO): 1% (era 0%) Indira Xavier (UP): 0% (era 1%) Em branco/nulo/nenhum: 11% (eram 14%) Indecisos: 10% (eram 13%) Datafolha para o governo de MG: pesquisa estimulada de 11/9 Arte/g1 LEIA TAMBÉM Datafolha em MG para o Senado: Marília, 12%; Viana, 10%; Aécio, 10%; Sávio, 8%; Aro, 6% Datafolha em MG, 2º turno: Cleitinho lidera em todos os cenários 37% aprovam trabalho de Simões como governador, e 38% desaprovam Montagem de fotos com candidatos ao governo de MG Cleitinho Azevedo, Patrus Ananias, Alexandre Kalil, Mateus Simões, Flávio Roscue e Gabriel Reprodução Votos válidos Pela primeira vez nesta eleição, o Datafolha divulgou também os votos válidos. Para chegar a esse número, o Datafolha exclui os votos em branco, nulos e os eleitores indecisos. Veja como fica o cenário considerando apenas os votos válidos: Cleitinho Azevedo (Republicanos): 47% (eram 44% em 21 de agosto) Patrus Ananias (PT): 17% (eram 16%) Alexandre Kalil (PDT): 14% (eram 16%) Mateus Simões (PSD): 5% (eram 6%) Flávio Roscoe (PL): 5% (eram 5%) Gabriel (MDB): 5% (eram 5%) Professor Túlio Lopes (PCB): 3% (eram 2%) Rafael Duda (PSTU): 2% (eram 2%) Ben Mendes (Missão): 1% (eram 2%) Henrique Áreas (PCO): 1% (era 1%) Indira Xavier (UP): 1% (era 1%) VÍDEO: entenda o que são votos válidos e como eles são calculados nas pesquisas eleitorais O que são votos válidos e como eles são calculados por Datafolha e Quaest 1º turno (espontânea) Na pesquisa espontânea, em que o Datafollha não mostra os nomes dos candidatos aos entrevistados, 53% dos entrevistados estão indecisos. Veja os números: Cleitinho Azevedo (Republicanos): 22% (eram 15% em 21 de agosto) Patrus Ananias (PT): 5% (eram 3%) Alexandre Kalil (PDT): 4% (eram 3%) Zema (Novo): 2% (eram 2%) Mateus Simões (PSD): 1% (era 1%) Vota no PT/ candidato do PT: 1% (não pontuou em 21 de agosto) Flávio Roscoe (PL): 1% (não pontuou em 21 de agosto) Gabriel (MDB): 1% (não pontuou em 21 de agosto) Outras respostas: 5% (eram 6%) Indecisos: 53% (eram 64%) Em branco/nulo/nenhum: 5% (eram 6%) Para 62% dos eleitores ouvidos no levantamento, a escolha do candidato é definitiva. Outros 37% dizem que ainda podem mudar o voto até as eleições, em 4 de outubro. Foram entrevistados 1.204 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-01611/2026. Índice de rejeição dos candidatos O Datafolha mostra também o quanto os candidatos são conhecidos pelos eleitores e o quanto são rejeitados. Veja os números: Patrus Ananias (PT): 30% (eram 29% em 21 de agosto) Alexandre Kalil (PDT): 24% (eram 23%) Flávio Roscoe (PL): 16% (eram 17%) Mateus Simões (PSD): 15% (eram 14%) Cleitinho Azevedo (Republicanos): 15% (eram 14%) Ben Mendes (Missão): 15% (eram 13%) Rafael Duda (PSTU): 13% (eram 12%) Gabriel (MDB): 12% (eram 12%) Indira Xavier (UP): 12% (eram 11%) Henrique Áreas (PCO): 11% (eram 11% Professor Túlio Lopes (PCB): 11% (eram 11%) Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 4% (eram 4%) Rejeita todos/não votaria em nenhum: 5% (eram 7%) Não sabe: 14% (eram 17%) Cenários de segundo turno A pesquisa também apontou dois cenários de segundo turno. Cleitinho lidera nos dois. Veja os números: Alexandre Kalil x Cleitinho Azevedo Cleitinho Azevedo (Republicanos): 54% Alexandre Kalil (PDT): 29% Em branco/ nulo/ nenhum: 11% Não sabe: 6% Intenção de voto para governador no 2º turno entre Cleitinho Azevedo e Alexandre Kalil em MG Arte/g1 Cleitinho Azevedo x Patrus Ananias Cleitinho Azevedo (Republicanos): 59% Patrus Ananias (PT): 24% Em branco/ nulo/ nenhum: 12% Não sabe: 5% Intenção de voto para governador no 2º turno entre Cleitinho Azevedo e Patrus Ananias em MG Arte/g1 Avaliação de governo O levantamento mostra também como está a avaliação do governo do estado. Veja os números: Desaprova: 38% (eram 32% em 21 de agosto) Aprova: 37% (eram 41%) Não sabem: 25% (eram 27%) Pesquisa Datafolha mostra avaliação do governo do estado Arte/g1 Avaliação do governo Mateus Simões Ótimo/bom: 20% (eram 23% em 21 de agosto) Regular: 41% (eram 37%) Ruim/péssimo: 18% (eram 15%) Não sabem: 21% (eram 25%) Vídeos mais vistos do g1 Minas

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Datafolha em MG para o Senado: Marília, 12%; Viana, 10%; Aécio, 10%; Sávio, 8%; Aro, 6%
Política

Datafolha em MG para o Senado: Marília, 12%; Viana, 10%; Aécio, 10%; Sávio, 8%; Aro, 6%

📅 11/09/2026, 20:05

Montagem de fotos de Marília Campos (PT), Carlos Viana (PSD), Aécio Neves (PSDB), Domingos Sávio (PL) e Marcelo Aro (PP) Luci Sallum; Reprodução/TV Globo; Thiago Cristino/ Câmara dos Deputados; Vinicius Loures/ Câmara dos Deputados; Michel Jesus/Câmara dos Deputados Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra como está a corrida pelo Senado em Minas Gerais. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo". Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são mostrados aos eleitores, 75% estão indecisos. Já na pesquisa estimulada, em que os nomes são apresentados aos entrevistados, Marília Campos (PT) aparece com 12%; Carlos Viana (PSD), com 10%; Aécio Neves (PSDB), com 10%; Domingos Sávio (PL), com 8%; e Marcelo Aro (PP), com 6%. Em 2026, serão eleitos dois senadores em cada estado e no Distrito Federal, para renovar 54 das 81 cadeiras. Por isso, cada eleitor precisa votar em dois candidatos diferentes. Não é possível escolher o mesmo nome duas vezes. Foram entrevistados 1.204 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-01611/2026. Veja os números: Pesquisa estimulada - total para as duas vagas Marília Campos (PT): 12% Carlos Viana (PSD): 10% Aécio Neves (PSDB): 10% Domingos Sávio (PL): 8% Marcelo Aro (PP): 6% Áurea Carolina (PSOL): 3% Ana Luiza do MLB (UP): 2% Marco Antônio Superman (Novo): 2% Victória Mello Vic (PSTU): 2% Arcanjo Pimenta (MDB): 1% Manoel Carvalho (MDB): 1% Juiz Ramon Moreira (DC): 1% Carlin Moura (Avante): 1% Fidélis Alcântara (UP): 1% Tião Pessoa (PCO): 1% Jordano Metalúrgico (PSTU): 0% Indecisos: 20% Em branco/ nulo/ nenhum: 18% Intenção de voto para senadores em MG Arte/g1 Pesquisa estimulada - primeira vaga Marília Campos (PT): 18% Aécio Neves (PSDB): 13% Carlos Viana (PSD): 12% Domingos Sávio (PL): 10% Marcelo Aro (PP): 6% Ana Luiza do MLB (UP): 2% Marco Antônio Superman (Novo): 1% Victória Mello Vic (PSTU): 1% Áurea Carolina (PSOL): 1% Arcanjo Pimenta (MDB): 1% Tião Pessoa (PCO): 1% Juiz Ramon Moreira (DC): 1% Carlin Moura (Avante): 0% Fidélis Alcântara (UP): 0% Jordano Metalúrgico (PSTU): 0% Manoel Carvalho (MDB): 0% Em branco/ nulo/ nenhum: 15% Indecisos: 17% Pesquisa estimulada - segunda vaga Carlos Viana (PSD): 9% Marília Campos (PT): 6% Domingos Sávio (PL): 6% Aécio Neves (PSDB): 6% Áurea Carolina (PSOL): 6% Marcelo Aro (PP): 5% Marco Antônio Superman (Novo): 3% Ana Luiza do MLB (UP): 3% Manoel Carvalho (MDB): 2% Victória Mello Vic (PSTU): 2% Arcanjo Pimenta (MDB): 2% Juiz Ramon Moreira (DC): 2% Carlin Moura (Avante): 2% Fidélis Alcântara (UP): 1% Tião Pessoa (PCO): 1% Jordano Metalúrgico (PSTU): 1% Em branco/ nulo/ nenhum: 21% Indecisos: 23% Pesquisa espontânea Marília Campos (PT): 3% Carlos Viana (PSD): 3% Marcelo Aro (PP): 2% Domingos Sávio (PL): 1% Áurea Carolina (PSOL): 1% Aécio Neves (PSDB): 1% Outras respostas: 7% Indecisos: 75% Em branco/ nulo/ nenhum: 7% Vídeos mais vistos no g1 Minas:

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Datafolha no DF: Celina, 40%; Arruda, 17%; Grass, 16%
Política

Datafolha no DF: Celina, 40%; Arruda, 17%; Grass, 16%

📅 11/09/2026, 20:05

Datafolha no DF, 1º turno: Celina, 40%; Arruda, 17%; Grass, 16% Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra como está a disputa para o governo do Distrito Federal nas eleições de outubro. Veja abaixo os números da pesquisa estimulada, em que o Datafolha mostra aos eleitores entrevistados os nomes dos candidatos: Celina Leão (PP): 40% (eram 30%) Arruda (PSD): 17% (eram 28%) Leandro Grass (PT): 16% (eram 11%) Paula Belmonte (PSDB): 6% (eram 4%) Cappelli (PSB): 3% (eram 3%) Kiko Caputo (Novo): 3% (eram 2%) Professor Robson (PSTU): 2% (eram 1%) Professora Samara Mineiro (UP): 1% (eram 2%) Elisson (Agir): 0% (eram 1%) Expedito Mendonça (PCO): 0% (eram 0%) Rico Pinheiro (PRTB): 0% (não estava no levantamento anterior) Em branco/nulo/nenhum: 8% (eram 11%) Não sabe: 3% (eram 8%) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do DF em tempo real e de graça LEIA TAMBÉM: Datafolha no DF: veja as intenções de voto para o segundo turno Datafolha no DF: 33% avaliam gestão Celina Leão como positiva e 26%, como negativa Datafolha no DF, Senado: Michelle, 21%; Leila, 18%; Bia, 15%; Erika, 14% Datafolha, 11 de setembro: intenção de voto para o governo do DF, 1º turno Arte/g1 O Datafolha também simulou um segundo cenário sem o ex-governador José Roberto Arruda (PSD). Ele teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF), mas recorreu e pode seguir fazendo campanha até uma decisão definitiva. Veja os resultados desse cenário: Celina Leão (PP): 45% Leandro Grass (PT): 19% Paula Belmonte (PSDB): 8% Cappelli (PSB): 3% Kiko Caputo (Novo): 3% Professor Robson (PSTU): 2% Professora Samara Mineiro (UP): 2% Elisson (Agir): 0% (eram 1%) Expedito Mendonça (PCO): 0% Rico Pinheiro (PRTB): 0% Em branco/nulo/nenhum: 12% Não sabe: 5% Celina, Arruda e Grass Reprodução A pesquisa foi contratada pela Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo". O Datafolha ouviu 910 pessoas entre os dias 8 e 11 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Os números de registro da pesquisa são DF-06055/2026 e BR-04623/2026. Votos válidos Pela primeira vez nesta eleição, o Datafolha divulgou também os votos válidos. Para chegar a esse número, o Datafolha exclui os votos em branco, nulos e os eleitores indecisos. Veja como fica o cenário considerando apenas os votos válidos, no cenário com Arruda: Celina Leão (PP): 45% Arruda (PSD): 19% Leandro Grass (PT): 19% Paula Belmonte (PSDB): 7% Cappelli (PSB): 3% Kiko Caputo (Novo): 3% Professor Robson (PSTU): 2% Professora Samara Mineiro (UP): 1% Rico Pinheiro (PRTB): 0% Elisson (Agir): 0% Expedito Mendonça (PCO): 0% Veja agora os votos válidos, no cenário sem Arruda: Celina Leão (PP): 54% Leandro Grass (PT): 23% Paula Belmonte (PSDB): 10% Cappelli (PSB): 4% Kiko Caputo (Novo): 4% Professor Robson (PSTU): 2% Professora Samara Mineiro (UP): 2% Rico Pinheiro (PRTB): 1% Elisson (Agir): 0% Expedito Mendonça (PCO): 0% Pesquisa espontânea O Datafolha também perguntou a intenção de voto dos eleitores de forma espontânea – ou seja, sem apresentar a lista com os candidatos. Nesse formato, 34% dos eleitores se disseram indecisos. Veja os números: Celina Leão (PP): 30% (eram 21%) Arruda (PSD): 11% (eram 12%) Leandro Grass (PT): 11% (eram 6%) Paula Belmonte (PSDB): 2% (eram 1%) Cappelli (PSB): 1% (eram 1%) Kiko Caputo (NOVO): 1%(eram 1%) Vota no PT/candidato do PT: 0% (eram 1%) Outras respostas: 3% (eram 2%) Em branco/nulo/nenhum: (eram 6%) Indecisos: 34% (eram 49%) Rejeição O Datafolha quis saber dos eleitores em qual dos candidatos ao governo do DF eles "não votariam de jeito nenhum". Veja as respostas: Arruda (PSD): 33% (eram 30%) Celina Leão (PP): 28%(eram 32%) Leandro Grass (PT): 28% (eram 19%) Paula Belmonte (PSDB): 12% (eram 11%) Cappelli (PSB): 12% (eram 11%) Kiko Caputo (Novo): 12% (eram 11%) Expedito Mendonça (PCO): 9% (eram 8%) Rico Pinheiro (PRTB): 7% (não estava no levantamento anterior) Professor Robson (PSTU): 7% (eram 7%) Elisson (Agir): 7% (eram 7%) Professora Samara Mineiro (UP): 6% (eram 5%) Votaria em qualquer um / não rejeita nenhum: 2% (eram 4%) Rejeita todos / não votaria em nenhum: 3% (eram 3%) Não sabe: 4% (eram 11%) Até 3 de outubro, véspera do primeiro turno, o g1, a Globo, a GloboNews, o jornal O Globo e emissoras afiliadas vão publicar 130 pesquisas, com as disputas pelo Senado, pela Presidência da República e pelos governos de todos os estados e do Distrito Federal. Os levantamentos foram encomendados à Quaest e ao Datafolha para informar, rodada a rodada, como está a corrida eleitoral. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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Datafolha em MG: 38% desaprovam trabalho de Simões como governador, e 37% aprovam
Política

Datafolha em MG: 38% desaprovam trabalho de Simões como governador, e 37% aprovam

📅 11/09/2026, 20:05

Entrevista Mateus Simões (PSD), candidato ao governo de Minas, ao EPTV 1 Reprodução EPTV Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra que 38% dos eleitores de Minas Gerais desaprovam a gestão de Mateus Simões (PSD), enquanto 37% aprovam. O levantamento mostra também como está a avaliação do governo do estado. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Veja os números: Desaprova: 38% (eram 32% em 21 de agosto) Aprova: 37% (eram 41%) Não sabem: 25% (eram 27%) Pesquisa Datafolha mostra avaliação do governo do estado Arte/g1 Avaliação do governo Mateus Simões Regular: 41% (eram 37% em 21 de agosto) Não sabem: 21% (eram 25%) Ótimo/bom: 20% (eram 23%) Ruim/péssimo: 18% (eram 15%) Foram entrevistados 1.204 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-01611/2026.

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Datafolha em SP: Tarcísio, 49%; Haddad, 29%
Política

Datafolha em SP: Tarcísio, 49%; Haddad, 29%

📅 11/09/2026, 20:04

Fernando Haddad e Tarcísio de Freitas no 1° dia de horário eleitoral. Reprodução Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra que o governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem 49% e Fernando Haddad (PT), 29%, na disputa pelo governo de São Paulo. O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo. Veja, a seguir, os números da pesquisa estimulada, em que o Datafolha mostra aos eleitores entrevistados os nomes dos candidatos: Votos totais Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 49% (eram 45% em 21/8) Fernando Haddad (PT) - 29% (eram 27%) Policial Edjane (Agir) - 3% (eram 3%) Carlos Machado (PCB) - 3% (eram 3%) Vera Lúcia (PSTU) - 2% (eram 4%) Vivian Mendes (UP) - 2 % (eram 2%) Izadora Dias (PCO) - 1% (era 1%) Em branco/nulo/nenhum - 8% (eram 11%) Indeciso - 3% (eram 4%) Intenção de voto para governador de SP no 1º turno Arte/g1 Votos válidos Pela primeira vez nesta eleição, o Datafolha divulgou também os votos válidos. Para chegar a esse número, o Datafolha exclui os votos em branco, nulos e os eleitores indecisos. Veja como fica o cenário considerando apenas os votos válidos: Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 56% Fernando Haddad (PT) - 32% Policial Edjane (Agir) - 3% Carlos Machado (PCB) - 3% Vera Lúcia (PSTU) - 3% Vivian Mendes (UP) - 2% Izadora Dias (PCO) - 1% LEIA TAMBÉM: Datafolha para o Senado em SP: Marina Silva, 13%; Simone Tebet, 13%; André do Prado, 11% e Derrite, 10% Datafolha: 46% avaliam a gestão Tarcísio como positiva e 21% como negativa em SP Pesquisa espontânea Na pesquisa espontânea, em que o Datafollha não mostra os nomes dos candidatos aos entrevistados, 41% estão indecisos. Veja os números: Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 32% (eram 26% em 21/8) Fernando Haddad (PT) - 16% (eram 13%) No atual governador - 1% (eram 2%) Vota no PT/candidato do PT - 0 (era 1%) Outras respostas - 3% (eram 2%) Em branco/nulo/nenhum - 7% (eram 6%) Indecisos - 41% (eram 50%) Para 66% dos eleitores ouvidos no levantamento, a escolha do candidato é definitiva. Outros 34% dizem que ainda podem mudar o voto até as eleições, em 4 de outubro. Foram entrevistadas 1.610 pessoas entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é SP-04189/2026. Rejeição O Datafolha mostra também o quanto os candidatos são conhecidos pelos eleitores e o quanto são rejeitados. Veja os números da rejeição: Fernando Haddad (PT) - 48% (eram 47% em 21/8) Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 29% (eram 29%) Vera Lúcia (PSTU) - 19% (eram 16%) Carlos Machado (PCB) - 18% (eram 17%) Policial Edjane (Agir) - 16% (eram 16%) Izadora Dias (PCO) - 15% (eram 15%) Vivian Mendes (UP) - 13% (eram 11%) Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum - 2% (eram 2%) Rejeita todos/não votaria em nenhum - 3% (eram 5%) Não sabe - 4% (eram 6%) Segundo turno Em um possível cenário de segundo turno, Tarcísio vence Haddad. Veja abaixo os números da simulação de 2º turno: Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 56% (eram 54% em 21/8) Fernando Haddad (PT) - 35% (eram 35%) Em branco/nulo/nenhum - 7% (eram 9%) Indecisos - 2% (eram 2%) Intenção de voto para governador de SP no 2º turno Arte/g1

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Datafolha para o Senado em SP: Marina Silva, 13%; Simone Tebet, 13%; André do Prado, 11% e Derrite, 10%
Política

Datafolha para o Senado em SP: Marina Silva, 13%; Simone Tebet, 13%; André do Prado, 11% e Derrite, 10%

📅 11/09/2026, 20:04

Candidatos ao Senado por São Paulo Reprodução Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra como está a disputa pelo Senado em São Paulo. O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo. Na liderança para as duas vagas estão em empate técnico dentro da margem de erro, que é de dois pontos para mais ou para menos: Marina Silva (Rede) tem 13%, Simone Tebet (PSB) também 13%, André do Prado (PL), 11%, Guillherme Derrite (PP), 10%. Em 2026, serão eleitos dois senadores em cada estado e no Distrito Federal, para renovar 54 das 81 cadeiras. Por isso, cada eleitor precisa votar em dois candidatos diferentes. Não é possível escolher o mesmo nome duas vezes. Na pesquisa espontânea do Datafolha — em que os nomes não são mostrados aos eleitores entrevistados —, 68% estão indecisos, porque não souberam citar um candidato. Já na pesquisa estimulada, a lista de candidatos é mostrada, e cada entrevistado precisa responder duas vezes em quem pretende votar: para a primeira vaga e, depois, para a segunda vaga. Foram entrevistadas 1.610 pessoas entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é SP-04189/2026. Os resultados da pesquisa para o Senado consideram as menções para a primeira e a segunda vagas em um total que soma 100% das intenções de voto e mantém a proporção entre candidatos, brancos/nulos e indecisos. Veja os números abaixo: Total para as duas vagas Marina Silva (Rede): 13% Simone Tebet (PSB): 13% André do Prado (PL): 11% Guilherme Derrite (PP): 10% Ricardo Salles (Novo): 5% Geraldo Rufino (Podemos): 3% Guto Schiavetto (Missão): 3% Soninha Francine (Cidadania): 2% Marcio Alves (UP): 2% Dra Eliana Ferreira (PSTU): 2% William Teixeira (Agir): 2% Maíra de Souza (UP): 2% Ednelson Cesaretti (PCO): 1% Weller Gonçalves (PSTU): 0% Petter Maahs (PCB): 0% Em branco/nenhum: 18% Indecisos: 14% Como no momento do registro da primeira pesquisa Guto Schiavetto (Missão) ainda não constava como candidato no sistema do TSE, ele passa a integrar o levantamento a partir desta rodada. Intenção de voto para senadores em SP Arte/g1 Agora, veja os resultados que consideram apenas as respostas para a primeira vaga e, depois, para a segunda. Primeira vaga Marina Silva (Rede): 15% Simone Tebet (PSB): 15% Guilherme Derrite (PP): 15% André do Prado (PL): 13% Ricardo Salles (Novo): 3% Geraldo Rufino (Podemos): 3% Guto Schiavetto (Missão): 2% Maíra de Souza (UP): 2% Marcio Alves (UP): 2% Dra Eliana Ferreira (PSTU): 1% Soninha Francine (Cidadania): 1% William Teixeira (Agir): 1% Ednelson Cesaretti (PCO): 0% Weller Gonçalves (PSTU): 0% Petter Maahs (PCB): 0% Em branco/nulo/nenhum: 16% Indecisos: 11% Segunda vaga Marina Silva (Rede): 11% Simone Tebet (PSB): 11% André do Prado (PL): 9% Ricardo Salles (Novo): 6% Guilherme Derrite (PP): 6% Soninha Francine (Cidadania): 3% Guto Schiavetto (Missão): 3% Geraldo Rufino (Podemos): 3% Marcio Alves (UP): 3% William Teixeira (Agir): 2% Dra Eliana Ferreira (PSTU): 2% Maíra de Souza (UP): 2% Ednelson Cesaretti (PCO): 1% Petter Maahs (PCB): 0% Em branco/nulo/nenhum: 20% Indecisos: 17% Números da pesquisa espontânea Abaixo, veja os dados da pesquisa espontânea. Os resultados consideram os votos para a primeira e a segunda vagas. Simone Tebet (PSB): 5% Guilherme Derrite (PP): 5% Marina Silva (Rede): 5% André do Prado (PL): 2 % PT/candidato do PT: 0% Outras respostas: 5% Em branco/nulo/nenhum: 8% Indecisos: 68%

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Datafolha: Paes mantém a liderança, com 43%, Ruas cresce 6 pontos e chega a 25% no RJ
Política

Datafolha: Paes mantém a liderança, com 43%, Ruas cresce 6 pontos e chega a 25% no RJ

📅 11/09/2026, 20:04

Datafolha no RJ, 1º turno: Paes, 43%; Ruas, 25%; Garotinho, 10% Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra que o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) segue à frente na corrida ao governo do Rio de Janeiro, mas viu a diferença para Douglas Ruas (PL) cair quatro pontos percentuais. Na comparação com a pesquisa anterior, de 21 de agosto, Ruas apresentou um crescimento de 19% para 25%, enquanto Paes oscilou dentro da margem de erro, de 41% para 43%. Ou seja, a vantagem do ex-prefeito caiu de 22 para 18 pontos percentuais. 1º turno - estimulada Veja, a seguir, os números da pesquisa estimulada, em que o Datafolha mostra aos eleitores entrevistados os nomes dos candidatos: Eduardo Paes (PSD): 43% (eram 41% em 21 de agosto) Douglas Ruas (PL): 25% (eram 19%) Garotinho (Republicanos): 10% (eram 9%)* Coronel Busnello (MIssão): 2% (era 2%) William Siri (PSOL): 2% (eram 2%) André Marinho (Novo): 2% (eram 2%) Cyro Garcia (PSTU): 1% (eram 2%) Juliete (UP): 1% (era 2%) Luan Monteiro (PCO): 1% (era 1%) Indecisos: 3% (eram 4%) Branco/nulo/não vai votar: 9% (eram 16%) Datafolha para o governo do RJ: pesquisa estimulada de 11/9 Arte/g1 Anthony Garotinho (Republicanos) aparece na pesquisa, mas teve o registro de candidatura ao governo do Rio indeferido por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) nesta sexta-feira (11). A Corte considerou que o ex-governador está com os direitos políticos suspensos por 8 anos devido a uma condenação definitiva por improbidade administrativa. Garotinho ainda pode recorrer da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A pesquisa foi contratada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Foram entrevistadas 1.204 pessoas entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é RJ- 09217/2026. MAIS SOBRE A PESQUISA DATAFOLHA: Paes tem vantagem sobre Ruas no 2º turno 45% aprovam o governo de Ricardo Couto Benedita lidera a corrida ao Senado Votos válidos Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL) Stephanie Rodrigues/g1 e Alex Ramos/Alerj O Datafolha divulgou também os votos válidos. Para chegar a esse número, o instituto exclui os votos em branco, nulos e os eleitores indecisos (entenda aqui). Veja como fica o cenário considerando apenas os votos válidos: Eduardo Paes (PSD): 49% Douglas Ruas (PL): 28% Anthony Garotinho (Republicanos): 11% Coronel Busnello (Missão): 3% William Siri (PSOL): 3% André Marinho (Novo): 2% Cyro Garcia (PSTU): 2% Juliete (UP): 2% Luan Monteiro (PCO): 1% 1º turno - espontânea Datafolha para o governo do RJ: pesquisa espontânea de 11/9 Arte/g1 Na pesquisa espontânea, em que o Datafolha não mostra os nomes dos candidatos aos entrevistados, 40% estão indecisos, ante 52% no levantamento anterior. Veja os números: Eduardo Paes (PSD): 29% (eram 21%) Douglas Ruas (PL): 13% (eram 8%) Anthony Garotinho (Republicanos): 4% (eram 3%) William Siri (PSOL): 1% (era 1%) Outras respostas: 6% (eram 5%) Indecisos: 40% (eram 52%) Branco/nulo/nenhum: 7% (eram 11%) Entre os eleitores que pretendem votar em algum candidato ou em branco ou nulo, 63% afirmam estar totalmente decididos sobre o voto para governador, enquanto 37% dizem que ainda podem mudar de escolha, segundo o Datafolha. 2º turno A pesquisa também questionou os eleitores sobre em quem votariam em um eventual segundo turno entre Eduardo Paes e Douglas Ruas (não houve esse levantamento na pesquisa anterior). Eduardo Paes (PSD): 54% Douglas Ruas (PL): 34% Branco/nulo/nenhum: 10% Indecisos: 2% Entre os eleitores que declaram voto em Garotinho no primeiro turno, há divisão: 41% dizem que votariam em Paes e 41%, em Ruas. Outros 14% votariam em branco ou nulo e 3% estão indecisos. Rejeição O Datafolha também perguntou em quais candidatos o eleitor não votaria de jeito nenhum no primeiro turno da eleição para governador. Garotinho continua sendo o candidato mais rejeitado. Veja os números: Garotinho (Republicanos): 44% (eram 45%) Eduardo Paes (PSD): 28% (eram 26%) Douglas Ruas (PL): 23% (eram 19%) Cyro Garcia (PSTU): 19% (eram 18%) William Siri (PSOL): 17% (eram 15%) Coronel Busnello (Missão): 14% (eram 16%) Juliete (UP): 14% (eram 12%) André Marinho (Novo): 13% (eram 13%) Luan Monteiro (PCO): 11% (eram 11%) Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 2% (eram 2%) Rejeita todos/não votaria em nenhum: 2% (eram 5%) Não sabe: 5% (eram 6%) Aprovação e avaliação de governo A pesquisa também mostra como está a avaliação do governo do Rio após cinco meses de gestão do governador interino Ricardo Couto. Aprovação de Ricardo Couto: Aprova: 45% (eram 47%) Desaprova: 34% (eram 31%) Não sabe/não respondeu: 21% (eram 22%) Avaliação do governo: Positiva (ótimo/bom): 27% (eram 28%) Regular: 39% (eram 38%) Negativa (ruim/péssimo): 17% (eram 16%) Não sabe/não respondeu: 17% (eram 18%) Datafolha no RJ: aprovação e avaliação do governo Ricardo Couto Arte g1 Senado A pesquisa também perguntou em quem os eleitores vão votar para as duas vagas do Senado. Na pesquisa estimulada, considerando o total para as duas vagas, Benedita da Silva lidera. O próprio Datafolha aponta cinco candidatos tecnicamente empatados em segundo lugar. Benedita da Silva (PT): 18% (eram 15%) Carlos Jordy (PL): 10% (eram 8%) Carlos Portinho (PL): 10% (eram 8%) Pedro Paulo (PSD): 7% (eram 6%) Marcelo Crivella (Republicanos): 7% (eram 6%) Monica Benicio (PSOL): 6% (eram 6%) Waguinho (Republicanos): 3% (eram 3%) Marcos Dias (Podemos): 2% (eram 2%) Comandante Ribeiro Afonso (Democrata): 2% (não estava na pesquisa anterior) Luciano Mattos (PRTB): 1% (era 1%) Vinicius Benevides (UP): 1% (era 1%) Helio Secco (Missão): 1% (era 1%) Paula Falcão (PSTU): 1% (eram 2%) Michelly Xavier (UP): 1% (era 1%) Luiz Eugenio (PCO): 1% (era 1%) Ó Clemente (Democrata): 0% (era 0%) Em branco/nulo/nenhum: 18% (eram 23%) Indecisos: 13% (eram 12%) Intenção de votos para senador RJ Datafolha 11 de setembro Editoria de Arte/g1

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Datafolha em PE: Raquel Lyra, 47%; João Campos, 42%
Política

Datafolha em PE: Raquel Lyra, 47%; João Campos, 42%

📅 11/09/2026, 20:04

Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) em imagens de arquivo Reprodução/TV Globo Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) com as intenções de voto para o governo de Pernambuco mostra a governadora Raquel Lyra (PSD) com 47% das intenções de voto. Em seguida vem o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), com 42% das intenções de voto. A margem de erro da pesquisa é de três pontos para mais ou para menos. A última pesquisa Datafolha foi divulgada em 21 de agosto. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp O percentual de brancos/nulos/nenhum é de 6%. Além disso, 2% não sabem em quem vão votar. A lista inclui Professor Jeremias do Branco (Democrata), cuja candidatura foi indeferida pela Justiça Eleitoral. O caso ainda deve ser julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral. A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Foram entrevistadas 1.204 pessoas entre os dias 8 e 10 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é PE-04411/2026. Veja os números na disputa do primeiro turno das eleições de 2026 para o governo de Pernambuco: Estimulada Raquel Lyra (PSD): 47% (eram 47% em 21 de agosto); João Campos (PSB): 42% (eram 40%); Ivan Moraes (PSOL): 1% (era 1%); Professora Camila (UP): 1% (era 1%); Renan Hallais (Missão): 1% (era 1%); Guilherme Fonseca (PSTU): 0% (era 1%); Victor Assis (PCO): 0% (era 0%); Professor Jeremias do Banco (Democrata): 0% (era 0%); Branco/nulo/nenhum: 6% (eram 5%); Indecisos: 2% (eram 4%). Pesquisa Datafolha para o governo de Pernambuco (1º turno) de 11/09/2026 Arte/g1 Votos válidos Pela primeira vez nesta eleição, o Datafolha divulgou também os votos válidos. Para chegar a esse número, o Datafolha exclui os votos em branco, nulos e os eleitores indecisos. Veja como fica o cenário considerando apenas os votos válidos: Raquel Lyra: 51% ; João Campos: 46%; Ivan Moraes: 1%; Professora Camila: 1%; Renan Hallais: 1%; Guilherme Fonseca: 0%; Victor Assis: 0%; Professor Jeremias do Banco: 0%. Pesquisa Datafolha com votos válidos para o governo de Pernambuco (1º turno) de 11/09/2026 Arte/g1 LEIA TAMBÉM: SENADO: Marília, 18%; Humberto, 16%; Mendonça, 12%; Eduardo, 10% GOVERNO RAQUEL: 48% avaliam gestão como positiva e 20%, como negativa 2º TURNO: Raquel tem 51% e João, 44% Espontânea Na pesquisa espontânea, quando não são apresentados os nomes dos candidatos, os números são os seguintes: Raquel Lyra: 41% (eram 39%); João Campos: 30% (eram 26%); Ivan Moraes: 1% (era 0%); Eduardo Campos: 1% (era 1%); Filho de Eduardo Campos: 1% (não havia sido citado); No atual governador: 1% (era 1%); Outras respostas: 2% (eram 4%); Em branco/nulo/nenhum: 5% (eram 4%); Indecisos: 19% (eram 25%). Segundo turno A pesquisa traz a simulação de 2º turno: Raquel Lyra: 51%; João Campos: 44%; Em branco/nulo/nenhum: 4% Indecisos: 1%. Pesquisa Datafolha para o governo de Pernambuco (1º turno) de 11/09/2026 Arte/g1 Rejeição A pesquisa também perguntou aos entrevistados em qual candidato eles não votariam de jeito nenhum: João Campos: 32% (eram 32%); Raquel Lyra: 29% (eram 29%); Renan Hallais: 22% (eram 20%); Ivan Moraes: 20% (eram 17%); Guilherme Fonseca: 18% (eram 18%); Victor Assis: 17% (eram 16%); Professor Jeremias do Banco: 15% (eram 12%); Professora Camila: 13% (eram 12%); Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 3% (eram 3%); Rejeita todos/não votaria em nenhum: 3% (eram 2%); Não sabem: 6% (eram 9%). Avaliação da governadora A pesquisa mostra que 48% dos eleitores consideram a gestão da governadora Raquel Lyra ótima ou boa, enquanto 20% a avaliam como ruim ou péssima. Outros 30% consideram regular e 2% dizem não saber. Veja abaixo os números: Avaliação Ótima ou boa: 48% (eram 50%); Regular: 30% (eram 30%); Ruim ou péssima: 20% (eram 18%); Não sabe: 2% (eram 2%). Trabalho de Raquel Lyra como governadora O trabalho da candidata à reeleição como governadora também foi pesquisado: Aprovam: 65% (eram 66%); Desaprovam: 31% (eram 29%); Não sabem/não opinaram: 4% (eram 5%). VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

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Inquérito sobre Flávio Bolsonaro apura lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção; entenda os crimes
Política

Inquérito sobre Flávio Bolsonaro apura lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção; entenda os crimes

📅 11/09/2026, 19:49

Flávio Bolsonaro fez campanha nesta quarta-feira (9) em Juiz de Fora (MG), a cidade onde seu pai levou uma facada durante a campanha de 2018 Pilar Olivares/Reuters Documentos que vieram à tona nesta sexta-feira (11) mostram que o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a ser formalmente investigado em julho no caso "Dark Horse", relacionado ao financiamento do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação foi autorizada em julho pelo ministro André Mendonça, do STF, a pedido da Polícia Federal e com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). SAIBA MAIS: Flávio Bolsonaro investigado: 5 pontos que a PF quer esclarecer sobre o financiamento de 'Dark Horse' A apuração investiga crimes que teriam sido cometidos, em tese, por Flávio Bolsonaro no contexto do financiamento do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, envolvendo Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. A inclusão do senador na lista de investigados só se tornou pública nesta sexta-feira (11), após o levantamento do sigilo de documentos do caso. Em manifestação de 21 de julho, anexada a um termo de depoimento, a PGR afirmou haver "indícios consistentes" das suspeitas levantadas pela Polícia Federal e não se opôs à abertura da investigação. As apurações envolvem, entre outros, os possíveis crimes de: lavagem de capitais; evasão de divisas; corrupção ativa; corrupção passiva; Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, era necessário aprofundar as investigações para avaliar as hipóteses levantadas pela PF. “Há indícios consistentes da prática das condutas ilícitas narradas, sendo necessário o aprofundamento da investigação para melhor valoração das hipóteses cogitadas, que envolvem potencialmente os delitos de corrupção passiva, corrupção ativa, evasão de divisas e lavagem de capitais”, escreveu o procurador-geral Paulo Gonet. Entenda abaixo o que são os crimes citados no inquérito que inclui Flávio Bolsonaro: O que é lavagem de capitais? Segundo a definição do Código Penal, o crime de lavagem de dinheiro ou bens consiste em "ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal." Em outras palavras, a lavagem é o conjunto de operações comerciais ou financeiras que buscam integrar na economia recursos e bens de origem ilícita ou ilegal. É por meio da lavagem que o dinheiro “sujo” é transformado em dinheiro “limpo”. Segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o crime se dá em três fases. Primeiro, a inserção do dinheiro sujo no sistema financeiro, através de operações como transferências em contas correntes. É nesta etapa que surgem contas fantasma, ou laranjas. Depois, ocorre a ocultação, o que inclui a realização de operações com o objetivo de dificultar o rastreamento dos recursos ilícitos. Por fim, há a integração, ou incorporação formal dos recursos no sistema econômico. Isso acontece através de investimentos ou compra de ativos, com documentação aparentemente legal. Assim, com a aparência limpa, o dinheiro sujo fica afastado da sua origem, o que dificulta a associação com os autores do crime. A pena para o crime de lavagem de dinheiro é de três a dez anos de reclusão e aplicação de multa. ‘Dark Horse’: Flávio Bolsonaro é investigado no STF por lavagem, evasão e corrupção O que é evasão de divisas? O crime de evasão de divisas é o ato de enviar dinheiro ou bens para o exterior sem declarar às autoridades competentes, ou por meio de operações de câmbio não autorizadas. Também se enquadra na definição o ato de manter valores em contas de bancos estrangeiros sem declarar aos órgãos oficiais brasileiros, ultrapassando os limites permitidos por lei. No caso do Brasil, a autoridade competente de fiscalização é o Banco Central. Desde 2018, o Banco Central estabelece que o valor mínimo para declaração anual é de US$ 1 milhão. O crime de evasão de divisas não está previsto no Código Penal, mas sim na Lei do Colarinho Branco, que define os crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Pela legislação, a definição do ato é a seguinte: "efetuar operação de câmbio não autorizada". A pena prevista para este crime é de dois a seis anos de reclusão, e aplicação de multa. Corrupção passiva e ativa O crime de corrupção consiste na prática ilegal de oferecer, prometer, solicitar ou receber vantagens indevidas para influenciar atos públicos. Existem diferentes tipos de corrupção classificadas no Código Penal brasileiro: corrupção ativa, quando um cidadão comum ou empresa particular oferece vantagem indevida a um funcionário público, e passiva, quando um funcionário público pede, aceita ou recebe uma vantagem indevida em razão do seu cargo. As definições do Código Penal são as seguintes: corrupção passiva: "solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem"; corrupção ativa: "oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício". A corrupção ativa e passiva têm pena de reclusão de 2 a 12 anos e aplicação de multa. Na mesma manifestação em que cita os crimes suspeitos, a Procuradoria-Geral a República defendeu a realização de investigação para verificar se a atuação de Flávio Bolsonaro no Senado estaria beneficiando Daniel Vorcaro. "Quanto a este último ponto, mostra-se relevante, e ainda por se realizar, a busca de elementos complementares da contrapartida financeira dos repasses, que vincule o financiamento à atuação parlamentar em pautas de interesse de Daniel Bueno Vorcaro", escreveu Gonet. Flávio Bolsonaro defende retirada de sigilo do 'Caso Master' Questionado se achava que o ministro André Mendonça estava errado em colocar seu nome entre os investigados, o candidato disse que considera “positivo” retirar o sigilo da investigação. Segundo Flávio, a divulgação dos dados deve confirmar que não houve irregularidades na produção do filme que mostra a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). "Eu sempre disse que a relação ali com relação ao filme é uma relação privada, é um patrocínio privado ao filme do presidente Bolsonaro [...]. Mas, para mim, é muito positivo tirar sigilo de tudo, eu quero transparência em tudo, porque vou só confirmar o que eu sempre falei, que não tem justamente nada de errado com relação ao filme", afirmou enquanto cumpria agenda de campanha em Manaus, no Amazonas. 'Não tem nada de errado', disse Flávio. O presidenciável declarou que o financiamento recebido para a produção do filme foi privado e negou que tenha recebido dinheiro diretamente. "Eu sempre disse que a relação ali com relação ao filme é uma relação privada, é um patrocínio privado ao filme do presidente Bolsonaro que está pronto", disse. Em outro momento, afirmou que a abertura do sigilo poderá comprovar sua versão. "No filme do Bolsonaro não tem um real, não tem nada pra Flávio, tem patrocínio pra um filme privado. Então quanto mais transparência tiver eu vou achar muito melhor essa transparência", afirmou. Apesar de Flávio dizer que "sempre disse" se tratar de uma relação privada de patrocínio e de já ter circulado a informação de que o ministro André Mendonça autorizou a abertura do inquérito sobre o filme, somente nesta sexta-feira veio à tona o documento em que está descrito o pedido formal da PF para investigar Flávio.

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Gonet deve participar de sessão no STF sobre o Caso Master
Política

Gonet deve participar de sessão no STF sobre o Caso Master

📅 11/09/2026, 19:19

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, não deve se declarar suspeito nem impedido de atuar no caso do Banco Master e pretende participar da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) marcada para a próxima terça-feira (15), segundo apurou o blog. A decisão contraria a saída defendida pelo presidente do STF, Edson Fachin, que sugeriu a Gonet que a Procuradoria-Geral da República fosse representada no julgamento por outro integrante da instituição. O Novo também apresentou nesta quinta-feira (10) uma arguição de suspeição contra o procurador-geral, com pedido a Fachin para que ele seja afastado das investigações relacionadas ao Banco Master no STF. Procurador-geral da República, Paulo Gonet Reprodução Apesar das pressões, interlocutores ouvidos pelo blog afirmam que Gonet não pretende se afastar do caso. A expectativa é que ele participe da sessão e sustente a posição que a PGR já apresentou ao ministro André Mendonça, de que é nula a investigação da Polícia Federal que identificou mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Em manifestação encaminhada ao Supremo no início do mês, Gonet argumentou que Mendonça extrapolou suas competências ao determinar à Polícia Federal o aprofundamento da apuração sobre Moraes sem pedido do Ministério Público ou iniciativa da própria PF. Para o procurador-geral, diante de indícios envolvendo um ministro do Supremo, Mendonça deveria ter levado o caso ao presidente da Corte para que o plenário decidisse sobre a abertura da investigação. A permanência de Gonet no julgamento tornou-se alvo de questionamentos porque o próprio procurador-geral é mencionado no relatório policial que será discutido pelos ministros. O documento reúne diálogos em que o advogado Ciro Soares encaminha a Vorcaro mensagens atribuídas a Gonet. Em outros trechos, o ex-dono do Master pede a Moraes que acione o procurador-geral e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para tentar barrar uma operação contra a instituição financeira. O material também contém referência a um pedido do filho de Gonet para participar de um evento em Londres custeado por Vorcaro, com as despesas pagas pelo banqueiro. A sinalização obtida pelo blog, porém, é de que Gonet não pretende fazer esse movimento e deve estar no plenário na terça-feira para defender pessoalmente a posição da PGR sobre a nulidade da investigação.

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Master 'NUNCA deixará de ser o SEU banco', disse ex-presidente do BRB a Vorcaro, segundo relatório da PF
Política

Master 'NUNCA deixará de ser o SEU banco', disse ex-presidente do BRB a Vorcaro, segundo relatório da PF

📅 11/09/2026, 19:14

O ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa disse a Daniel Vorcaro que o Banco Master continuaria sendo dele mesmo depois de vendido para o BRB — negócio que não se concretizou porque foi barrado pelo Banco Central (BC) no ano passado. As troca de mensagens pelo WhatsApp consta de um relatório da Polícia Federal (PF) que ficou público na noite desta quinta-feira (10). O documento integra o inquérito principal do caso Master, que investiga a venda de carteiras fraudulentas para o BRB. O relator é o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. "Estava pensando em ir a SP na quinta ver o banco", diz Paulo Henrique Costa a Vorcaro em 18 de abril de 2025. A sede do extinto Banco Master ficava em São Paulo. "Vamos resolver! Quinta estarei em brasília [sic], mas vai em qualquer dia. Sinta como se fosse seu o banco", respondeu Vorcaro, acrescentando um emoji de gargalhada. "Quero ir lá com vc. Veremos o melhor dia. [...] PS: Ele NUNCA deixará de ser o SEU banco", afirmou o então presidente do BRB. Segundo a análise da PF, "tal afirmação, com ênfase em 'NUNCA' e 'SEU', não deixa dúvidas sobre o compromisso de Paulo Henrique em servir aos interesses de Vorcaro. Tal compromisso incluía a garantia de que o Banco Master continuaria sob controle, de fato, de Vorcaro". Conversa entre Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB, e Daniel Vorcaro, em abril de 2025 Reprodução/PF O relatório da PF com a análise das mensagens detalha as conversas de Paulo Henrique Costa sobre os seis apartamentos que, segundo a investigação, ele ganharia do Master como propina. Os imóveis foram avaliados pela polícia em cerca de R$ 146 milhões. Em outro trecho das conversas, de janeiro de 2025, Paulo Henrique envia a Vorcaro um arquivo com o acordo de confidencialidade entre o BRB e o Master visando à concretização do negócio. "Quer batizar o projeto?", pergunta Paulo Henrique ao dono do Master. "Você é o capitão", responde Vorcaro. "Pensei em Vértice, como o ponto de encontro e forças para algo novo, relevante, transformador", disse Paulo Henrique. De fato, dentro do BRB, o projeto para a compra do Master foi batizado de Vértice. "No trecho acima, pode-se verificar ainda que Vorcaro alega que Paulo Henrique seria o 'capitão' do projeto — o qual foi nomeado 'vértice'. A passagem verifica, mais uma vez, que uma das funções de Paulo Henrique, o trabalho prestado, era o de promover a concretização da fusão entre os bancos", concluiu a PF sobre o diálogo. Conversa entre Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB, e Daniel Vorcaro, em janeiro de 2025 Reprodução/PF Em janeiro deste ano, a PF realizou uma acareação entre Vorcaro e Paulo Henrique para checar contradições nos depoimentos dados pelos dois. O foco das investigações à época eram carteiras de crédito da empresa Tirreno, que o Master vendeu ao BRB e que não possuíam lastro — ou seja, eram podres. Na acareação, Costa disse que Vorcaro havia prometido vender carteiras do próprio Master, e não de terceiros duvidosos. Vorcaro, por sua vez, disse que sempre deixou claro que a carteira era de terceiros. Apesar da contradição e da versão de Paulo Henrique, documentos internos do próprio BRB comprovaram, segundo a investigação, que o banco sabia da origem dos ativos comprados do Master e mesmo assim seguiu com a operação. Paulo Henrique está preso preventivamente no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero. Ele foi presidente do BRB durante a gestão do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB). Em outro trecho das conversas por WhatsApp, conforme o relatório da PF, Paulo Henrique diz a Vorcaro, em outubro de 2024: "Estou trabalhando para lançar a operação amanhã ou, no mais tardar, na segunda-feira. O Governador me pediu que preparasse um material para a argumentação dele, porque vamos receber críticas". Na avaliação da PF, o trecho fala "sobre a operação de aquisição do Banco Master pelo BRB, inclusive mencionando a adesão do 'governador', ou seja, Ibaneis Rocha". O ex-governador do DF tem afirmado que confiou no trabalho de Paulo Henrique à frente do BRB. Paulo Henrique tentou assinar um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), mas não teve sucesso.

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Greve do Banco do Brasil termina na maior parte do país após aprovação de acordo
Economia

Greve do Banco do Brasil termina na maior parte do país após aprovação de acordo

📅 11/09/2026, 19:12

Funcionários do Banco do Brasil e da Caixa entram em greve por tempo indeterminado em SE. Arquivo pessoal Os funcionários do Banco do Brasil aprovaram, na tarde desta sexta-feira (11), a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) negociada com o banco. A decisão foi tomada pela maioria das bases sindicais do país e deve encerrar a greve na maior parte das regiões. A paralisação, porém, continuará em locais que rejeitaram a proposta. Segundo a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), a proposta foi aprovada em importantes bases sindicais, como Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Pernambuco, Porto Alegre, Mato Grosso, Florianópolis, Alagoas, ABC Paulista, Rondônia, Sergipe e Campinas. Cerca de 18 entidades rejeitaram o acordo. O resultado altera o cenário registrado no início da greve. Na quinta-feira (10), quando os funcionários iniciaram a paralisação por tempo indeterminado, o movimento estava concentrado justamente nas bases que haviam rejeitado a proposta apresentada pelo banco. Entre elas estavam Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis. Menos de 24 horas depois, essas regiões realizaram novas assembleias e aprovaram o acordo. ⚠️ Apesar da aprovação pela maioria das bases, a greve não chega ao fim em todo o país. Isso ocorre porque cada sindicato tem autonomia para decidir se aceita ou rejeita a proposta. As decisões são tomadas individualmente por cada base sindical, que realiza assembleias para definir os próximos passos do movimento. Agora no g1 Na prática, os sindicatos que aprovaram a proposta vão assinar o ACT e encerrar a paralisação. Já aqueles que rejeitaram o acordo permanecem em greve e defendem a retomada das negociações. Entre os locais que devem continuar mobilizados estão Angra dos Reis e bases da Bahia. A representação dos trabalhadores informou que ainda não havia o resultado consolidado de todas as 18 entidades que rejeitaram a proposta, mas a expectativa é de que a maioria permaneça em greve enquanto avalia os próximos passos do movimento. A tendência, segundo representantes da categoria, é que essas bases realizem novas assembleias nos próximos dias. Algumas defendem a reabertura das negociações com o banco. Outras estudam formas de pressionar por mudanças na proposta. O que levou à greve A greve dos funcionários do Banco do Brasil começou nesta quinta-feira (10), por tempo indeterminado, depois que parte das bases sindicais rejeitou a proposta apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A paralisação do BB, desde o início, foi diferente da greve da Caixa Econômica Federal. No Banco do Brasil, o movimento não foi nacional: a greve ficou restrita às bases sindicais que não haviam aprovado o acordo. Isso aconteceu porque a negociação dos bancários envolve dois níveis. A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que estabelece regras gerais para a categoria, foi negociada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e assinada na quarta-feira (9). Já os funcionários do Banco do Brasil também negociam cláusulas específicas com o próprio banco, por meio do ACT. A nova CCT vale para a categoria bancária em todo o país e reúne cerca de 414 mil bancários de 171 bancos. O acordo foi assinado por 245 entidades sindicais e prevê reposição integral da inflação medida pelo INPC, além de aumento real de 0,6% nos próximos dois anos. O reajuste também vale para verbas como vale-alimentação, vale-refeição, PLR e auxílios. Além dos reajustes, a convenção inclui medidas relacionadas à saúde mental, combate ao assédio, direito à desconexão fora do horário de trabalho e regras de transparência e limites para o monitoramento digital dos funcionários. No caso do Banco do Brasil, porém, ainda era necessário que as bases sindicais avaliassem a proposta específica negociada com o banco. Na primeira rodada de assembleias, 39 bases aprovaram o acordo, enquanto outras 60 entidades rejeitaram a proposta. Foi justamente nas bases que não haviam aprovado o acordo que a greve começou na quinta-feira. Com a retomada das negociações e a realização de novas assembleias nesta sexta-feira (11), o cenário mudou. A proposta foi aprovada pela maioria das bases. Com a aprovação, essas bases devem assinar o ACT e encerrar a paralisação. Já os sindicatos que mantiveram a rejeição continuam em greve. Entre os avanços previstos no acordo estão o crédito da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) em até 72 horas após a assinatura do ACT por todas as bases, um reconhecimento financeiro de R$ 3 mil para o público definido na Campanha de Adimplência 2026 e avanços no Plano de Carreira e Remuneração (PCR). A proposta também prevê a ampliação da licença-paternidade para 35 dias, melhorias para pessoas com deficiência, ações afirmativas e outras cláusulas sociais. Outro ponto é o abono da paralisação realizada em 20 de agosto. Segundo Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), o resultado foi fruto de um ciclo de negociação marcado por participação e mobilização dos trabalhadores. Bancários do Banco do Brasil e da Caixa entram em greve por tempo indeterminado na Paraíba Renan Mesquisa/CBN E a Caixa? A situação da Caixa Econômica Federal é diferente da do Banco do Brasil. Enquanto a greve do BB é parcial e está concentrada nas bases que rejeitaram o acordo, os funcionários da Caixa entraram em greve nacional por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10). A paralisação ocorreu depois que os trabalhadores rejeitaram a proposta de renovação do ACT apresentada pelo banco. A negociação da Caixa trata de questões específicas dos empregados da instituição. A entidade que representa os trabalhadores nas negociações é a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), por meio da Comissão Executiva dos Empregados (CEE). Segundo a Contraf-CUT, a proposta apresentada pela Caixa foi rejeitada por mais de 90% das bases sindicais em assembleias realizadas pelo país. Um dos principais pontos de discordância é o Saúde Caixa, além de outras reivindicações apresentadas pelos trabalhadores desde junho. A Caixa afirmou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e que retomou as negociações com o objetivo de chegar a um entendimento. O banco também informou que, caso os trabalhadores não aprovem os termos dentro do prazo, poderá retirar a proposta e ingressar com um dissídio coletivo, levando a renovação do ACT para a Justiça. O encerramento das negociações está previsto para esta sexta-feira.

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Andrei diz a Fachin que PF não monitorou André Mendonça e defende relatório contra ministro
Política

Andrei diz a Fachin que PF não monitorou André Mendonça e defende relatório contra ministro

📅 11/09/2026, 18:19

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que a corporação não monitorou o ministro André Mendonça e defendeu os relatórios de inteligência da polícia. "Não existiu, em absoluto, qualquer monitoramento ilícito de Ministro deste E. STF e tampouco do Ilmo. Advogado-Geral da União. Os documentos que foram questionados pela decisão proferida na Pet 16662 não são decorrentes de ações de vigilância, coleta clandestina de dados, ou qualquer medida invasiva", disse Andrei. Segundo Andrei Rodrigues, o envio dos documentos ao ministro Alexandre do Moraes foi cumprimento de ordem judicial e os documentos produzidos pela área de inteligência da PF não são ilegais. "A interpretação com base na referida premissa equivocada inviabilizaria a atividade de inteligência em si, uma vez que não se pode qualificar como vigilância a análise, pelo órgão, das circunstâncias institucionais que afetam as investigações que ele próprio conduz. Não houve, portanto, qualquer ingerência na esfera de privacidade ou na atuação funcional das autoridades mencionadas", argumentou Andrei. Andrei Rodrigues também afirmou que chamar os relatórios de apócrifos é um equívoco. "Os documentos foram produzidos por setores plenamente identificáveis e, conforme apontado na própria decisão de lavra do Exmo. Ministro André Mendonça, foram devidamente registrados no sistema da Polícia Federal", disse Andrei. "A ausência do nome do analista não se trata de celeuma, mas de reflexo do dever de proteção dos profissionais de inteligência imposto pelo Decreto nº 8.793/2016 e pela própria doutrina de inteligência", afirmou. "Nesse cenário, os relatórios questionados cumpriam com o papel definido nas normas e demonstram-se hígidos", disse Andrei. O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, tinha até esta sexta-feira (11) para se manifestar, caso quissesse, no âmbito das duas decisões no STF que questionam a permanência dele no cargo. O prazo terminaria por volta das 18h, visto que o presidente da Corte, Edson Fachin, publicou a decisão na quarta (9) — ocasião em que deu 48 horas para o fim do prazo. "Intime-se o Sr. Andrei Augusto Passos Rodrigues, para, em 48 (quarenta oito) horas, querendo, prestar informações, prazo após o qual sua permanência na Direção-Geral da Polícia Federal, à luz do disposto no art. 33, parágrafo único da LOMAN [Lei Orgânica da Magistratura Nacional], será apreciada por esta Presidência", dizia um dos trechos da decisão. Andrei e Leandro Almada, da Diretoria de Inteligência da PF, foram afastados dos cargos por uma decisão do ministro André Mendonça. Em seguida, o ministro Flávio Dino reconduziu a cúpula da PF. Até que o presidente da Corte suspendeu as duas decisões (entenda mais abaixo). Impasse no STF: por que a decisão de Dino que reconduziu chefe da PF é a que está valendo? André Mendonça sustentou que o afastamento cautelar de Andrei Rodrigues foi necessário porque haveria, entre outras coisas, indícios de uso indevido da estrutura de inteligência da Polícia Federal para monitorar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outras autoridades, por meio de relatórios que o ministro classificou como tecnicamente frágeis, anônimos e incompatíveis com a atividade de inteligência. Na decisão, Mendonça afirmou que os documentos avançaram sobre competências de outros órgãos, expuseram informações sigilosas que poderiam comprometer investigações em andamento e configuraram uma espécie de “arapongagem institucional”. Para justificar a medida, o ministro também argumentou que a permanência de Andrei no comando da PF poderia permitir interferência nas apurações, acesso antecipado a diligências e eventual influência sobre testemunhas ou provas, colocando em risco a integridade das investigações. O ministro do Supremo André Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal Jornal Nacional/ Reprodução Cronologia do caso Na terça (8), o ministro André Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues da direção-geral da corporação. O entendimento impôs a abertura imediata de procedimentos investigatórios criminais para apurar as circunstâncias de produção de relatórios de inteligência. Mendonça afirmou que o afastamento era necessário para preservar provas e as investigações. Ele solicitou que a Segunda Turma do STF analisasse a decisão em uma sessão virtual. O colegiado formou maioria de três votos para manter os afastamentos, mas o julgamento foi interrompido após um pedido de vista de Gilmar Mendes. Nesta quarta, o ministro Flávio Dino reverteu o afastamento de Andrei em outra decisão. Nesse caso, atendendo a um pedido formulado por Andrei Rodrigues. O diretor-geral da PF alegou que a decisão de Mendonça prejudicava o andamento de uma das investigações do caso que envolve o filme "Dark Horse" — a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro e que está sob a relatoria de Dino. Ao determinar a reintegração de Andrei Rodrigues e Leandro Almada, o ministro Flávio Dino argumentou que o Partido Novo, autor do pedido que resultou no afastamento, não tinha legitimidade para requerer medidas cautelares penais como a suspensão de servidores públicos. Dino também afirmou que a decisão de afastamento e a ordem para interromper atividades de inteligência da Polícia Federal poderiam comprometer investigações em andamento, incluindo apurações sob supervisão do STF. Além disso, sustentou que as controvérsias envolvendo André Mendonça, Alexandre de Moraes e a Polícia Federal já estavam sob análise da Presidência do Supremo, comandada por Edson Fachin, o que recomendaria evitar decisões paralelas sobre o caso. Depois das duas decisões conflitantes, O ministro também levou para si a relatoria de investigações do chamado "Inquérito das Fake News", que até então era relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. Na mesma ocasião, o presidente da Corte convocou uma sessão extraordinária do plenário para 15 de setembro (próxima terça), com o objetivo de analisar os relatórios da PF que apontaram uma suposta relação entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Na sessão, os ministros vão discutir a validade do documento da PF feito a pedido do ministro André Mendonça. O documento sofreu críticas de ministros da Corte. Na avaliação deles, Mendonça pediu para investigar um colega sem autorização do plenário. Os ministros também vão decidir sobre o pedido de nulidade da Procuradoria-Geral da República (PGR) e se deve ser aberta ou arquivada investigação contra Moraes.

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'Derrubar esse': Vorcaro pediu para Sicário apagar vídeo no Instagram sobre festa em boate de SP, diz PF; veja prints
Política

'Derrubar esse': Vorcaro pediu para Sicário apagar vídeo no Instagram sobre festa em boate de SP, diz PF; veja prints

📅 11/09/2026, 18:05

Vorcaro pediu para Sicário apagar vídeo no Instagram sobre festa em boate de SP, diz PF Montagem/g1 O fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, pediu para Felipe Mourão, chamado pelo banqueiro de "Sicário", apagar uma postagem de outra pessoa sobre uma festa realizada em uma boate em São Paulo, segundo relatório da Polícia Federal (PF) que investiga o caso Master. ➡️As informações da investigação da PF foram disponibilizadas após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça levantar o sigilo das principais investigações relacionadas ao Banco Master que tramitam na Corte nesta quinta. 🔍A conversa está em um trecho do relatório que indica que Vorcaro e Sicário agiam para apagar conteúdos e perfis nas redes sociais que contrariassem seus interesses, inclusive com uso de documentos fraudulentos e invasões de contas. Registros da conversa de novembro de 2023 sobre o post a respeito da festa mostram que o banqueiro enviou a Mourão um link de uma publicação do Instagram seguida da mensagem "derrubar esse". No restante da conversa, Vorcaro dá instruções para o Sicário não derrubar o perfil do Instagram, apenas o post. (Veja abaixo). Conversa Sicário e Vorcaro (imagem foi borrada em para retirar o nome da repórter que baixou o documento) STF Mais tarde, porém, o banqueiro diz a Mourão que está em dúvida sobre deletar ou não. Ao que o Sicário responde: "Ué, você quem manda". E depois uma sequência de mensagens pedindo instruções sobre o que fazer. Não há o restante das mensagens no relatório e nem a informação sobre o que Vorcaro decidiu. Contudo, a publicação não foi removida e ainda pode ser acessada. O vídeo em questão mostra uma apresentação dos DJs Solomun, Vintage Culture e Swedish House Mafia. Segundo a legenda da publicação, eles se apresentaram em uma festa particular contratada por um empresário que ocorreu no Madame Club, também conhecido como Madame Satã, em São Paulo. A PF aponta no relatório que "trata-se, aparentemente, de uma festa realizada por Daniel Vorcaro". O perfil "@anatrackid" que fez a publicação compartilha notícias e curiosidades sobre o universo da música eletrônica. LEIA TAMBÉM: Mensagens mostram Vorcaro e 'Sicário' citando contato na Polícia Civil após operador ser intimado em SP Em documento, PF detalha articulações de Vorcaro dias antes de ser preso e aponta que banqueiro sabia da operação Outros perfis Vorcaro também solicitou ao Sicário outras vezes que monitorasse ou apagasse perfis nas redes sociais. Segundo o relatório, após ser bloqueado por uma mulher no Instagram, ele ordenou que a conta dela fosse acompanhada continuamente para que pudesse agir caso fossem feitas publicações desfavoráveis. É desse assunto que Sicário pergunta no print sobre o vídeo da festa. Em outro episódio, Vorcaro determinou “derrubar e ir pra cima”. Mourão então diz que acionou hackers, chamados de “os meninos”, até conseguir o banimento da conta no Instagram. O grupo também teria derrubado o WhatsApp de um desafeto e invadido sua conta no iCloud após comentários críticos feitos por ele em um grupo. Já para derrubar um perfil falso que usava dados da namorada de Vorcaro e identificar seu autor, segundo a PF, o Sicário teria usado um ofício fraudulento atribuído ao Ministério Público do Ceará para simular um pedido oficial à Meta. A solicitação foi enviada pelo e-mail institucional de uma servidora real e, no mesmo dia, a conta foi banida.

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Banco Master e BRB: PF aponta pagamentos antecipados, compras fracionadas e falhas nos controles
Política

Banco Master e BRB: PF aponta pagamentos antecipados, compras fracionadas e falhas nos controles

📅 11/09/2026, 17:50

Entrada do BRB, Banco de Brasília, em 18 de novembro de 2025. Reuters/Mateus Bonomi A relação entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB) ganhou novos contornos nesta semana, após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantar o sigilo das principais investigações sobre o caso. Nos documentos, a Polícia Federal (PF) apresenta novos elementos que sustentam a linha de investigação segundo a qual grande parte dos créditos comprados pelo BRB do Banco Master estaria ligada a operações irregulares. Os investigadores também apontam que as negociações continuaram mesmo diante de sinais de fraudes e inconsistências nas carteiras. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Na prática, o laudo aponta que o BRB pagava por carteiras de crédito antes mesmo da conclusão das análises técnicas obrigatórias que deveriam avaliar a qualidade desses ativos. Segundo os peritos, a diretoria do banco continuou aprovando novas operações mesmo após alertas internos sobre problemas de documentação, liquidez e inconsistências identificadas nas carteiras negociadas. Entenda a cronologia dos fatos e como se desenrolou a relação entre Master e BRB: BRB já havia recebido alertas sobre riscos no Master BRB pagou antes de analisar o que havia nas carteiras Compras foram divididas para ficar no limite da diretoria Documentos, repasses e cobranças sob suspeita PF aponta um padrão de ‘gestão fraudulenta’ Agora no g1 BRB já havia recebido alertas sobre riscos no Master Quando o BRB começou a ampliar a compra de carteiras de crédito do Banco Master, já existiam sinais de alerta sobre a situação da instituição. As primeiras advertências não apontavam necessariamente para uma situação de insolvência, mas indicavam que o crescimento acelerado, a estrutura financeira e o modelo de negócios do Master deveriam ser examinados com atenção. 🔎 Em outubro de 2023, a Fitch Ratings, agência especializada em avaliar a capacidade de empresas e governos de pagar suas dívidas, melhorou a nota atribuída ao Banco Master. Apesar disso, ela destacou a volatilidade dos resultados, a complexidade do modelo de negócios e a exposição a ativos de baixa liquidez. Ainda assim, as compras de carteiras do Master pelo BRB começaram a ganhar escala em 17 de julho de 2024. Naquele dia, a diretoria do BRB autorizou o banco a gastar até R$ 750 milhões na aquisição desses créditos. A decisão abriu uma série de novas compras, que cresceriam nos meses seguintes. Nesse mesmo período, a própria área técnica do BRB passou a registrar sinais que exigiam atenção. Pareceres de setembro e dezembro de 2024 apontaram que os ativos do Master haviam crescido 83,5% em apenas 12 meses, chegando a R$ 50,9 bilhões. A carteira de crédito avançou 81,6%, para R$ 21 bilhões, enquanto a reserva destinada a cobrir possíveis calotes aumentou 82,9%. 🚨 Os técnicos também classificaram como “muito baixo” o Índice de Basileia do Master, indicador que mostra a capacidade de um banco de absorver riscos e eventuais perdas. Além disso, destacaram que o caixa correspondia a menos de 10% dos depósitos e que o Master dependia fortemente de plataformas de investimento para captar dinheiro. Outro relatório, produzido pela RISKBank/Eleven em novembro de 2024, apontou que o volume de crédito do Master equivalia a 7,4 vezes seu patrimônio líquido. O documento também chamou a atenção para o caixa reduzido e para a estratégia comercial agressiva do banco. Segundo a perícia da PF, embora essas informações estivessem disponíveis dentro do BRB, não foram encontrados documentos que comprovassem uma avaliação ampla, independente e organizada dos riscos de concentrar tantos negócios no Banco Master. “A resposta é afirmativa quanto à existência e à circulação das informações de risco, mas negativa quanto à sua adequada conversão em diligência e em condicionamento efetivo das operações”, afirmaram os peritos. Voltar ao início. BRB pagou antes de analisar o que havia nas carteiras Além dos riscos que já haviam sido identificados no Banco Master, a Polícia Federal apontou outro problema na relação entre as duas instituições: o BRB liberou dinheiro para comprar carteiras de crédito antes que suas áreas técnicas terminassem de examiná-las. O procedimento esperado seria o contrário. Antes de efetuar o pagamento, as equipes responsáveis por analisar riscos, preços, documentos e impactos financeiros deveriam verificar o conteúdo das carteiras e avaliar se a compra era segura e vantajosa para o BRB. 🔎 Essas análises permitiriam conferir se os créditos existiam e estavam devidamente documentados, avaliar o risco de calote, verificar se o preço cobrado era adequado, exigir garantias ou até recomendar que a compra não fosse realizada. Segundo a perícia, porém, essa lógica foi invertida em parte das operações com o Banco Master: o BRB desembolsava os recursos primeiro e concluía apenas depois as análises que deveriam embasar a decisão de compra. A PF examinou 84 compras de carteiras de crédito destinadas a pessoas físicas, que somaram R$ 17,58 bilhões. Em 22 dessas operações, no valor total de R$ 7,63 bilhões, pelo menos uma das avaliações técnicas obrigatórias só foi concluída depois do pagamento. 👉 Isso significa que mais de uma em cada quatro compras foi paga antes do término de todas as análises. Em valores, essas operações representaram 43,41% dos R$ 17,58 bilhões desembolsados pelo BRB nas compras examinadas. As avaliações concluídas com atraso tratavam de pontos essenciais para decidir se o negócio deveria ou não ser realizado, como: a existência dos créditos e a qualidade das carteiras; a possibilidade de os empréstimos não serem pagos; a adequação do preço cobrado; o impacto da compra sobre o dinheiro disponível no caixa do BRB; a necessidade de exigir garantias do vendedor; a existência e a regularidade dos contratos; a forma correta de registrar as operações nas contas do banco e calcular os impostos envolvidos. Para os peritos, uma análise concluída depois do pagamento perde sua principal função. Quando o dinheiro já saiu, não é mais possível impedir o negócio, reduzir seu valor, renegociar o preço ou exigir garantias antes da compra. “A assinatura posterior não supre a ausência de controle tempestivo: transforma instrumento de prevenção e suporte à decisão em manifestação predominantemente ex post”, afirma o laudo. Outros casos em que o BRB pagou antes das aprovações e análises necessárias: O pagamento, em novembro de 2024, de R$ 209,32 milhões por uma operação com o Master um dia antes de a diretoria autorizar o negócio; Outro pagamento de R$ 473,49 milhões, feito em janeiro de 2025. As áreas de Contabilidade e Risco só concluíram suas análises 11 e 14 dias depois do pagamento, respectivamente. Voltar ao início. Compras foram divididas para ficar no limite da diretoria Segundo a PF, o BRB dividiu as compras de carteiras do Banco Master em operações menores. Dessa forma, cada negócio permanecia dentro do valor que a diretoria do banco podia autorizar sem consultar o Conselho de Administração. A Diretoria Colegiada podia decidir sozinha sobre operações de até R$ 750 milhões. Acima desse valor, a compra deveria ser analisada pelo conselho, órgão responsável por decisões de maior impacto para o banco. O laudo mostra que a diretoria autorizou 25 operações que, juntas, somaram R$ 17,5 bilhões. Dessas, 21 foram fixadas exatamente no limite de R$ 750 milhões. Em janeiro de 2025, por exemplo, o BRB autorizou quatro compras de R$ 750 milhões, num total de R$ 3 bilhões. Algumas dessas decisões foram tomadas com apenas dois dias de intervalo. Para os peritos, a repetição do mesmo valor, o curto espaço de tempo entre as compras e o fato de todas envolverem o Banco Master indicam que os negócios faziam parte de uma estratégia única. Analisadas separadamente, as operações permaneciam dentro do limite da diretoria. Consideradas em conjunto, deveriam ter sido submetidas ao Conselho de Administração. A PF também analisou as atas das reuniões da Diretoria Colegiada para identificar quem estava presente, quem tinha direito a voto e como cada operação foi aprovada. Segundo a perícia, as decisões examinadas foram tomadas por unanimidade entre os diretores presentes que podiam votar. As atas não registram votos contrários nem abstenções. Entre os dirigentes citados pela PF como participantes das decisões estavam: Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa, presidente do BRB; Cristiane Maria Lima Bukowitz, diretora-executiva de Gestão de Pessoas, que também respondeu temporariamente pela Presidência e pela Diretoria de Operações; Dario Oswaldo Garcia Junior, diretor-executivo de Finanças e Controladoria; Luana de Andrade Ribeiro, diretora-executiva de Controle e Riscos; Diogo Ilário de Araújo Oliveira, diretor-executivo de Atacado e Governo; José Maria Correa Dias Junior, diretor-executivo de Tecnologia. O nome do diretor jurídico Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo também consta nas atas das reuniões. Ele estava presente, mas não tinha direito a voto. Por isso, a perícia afirma que os documentos analisados não permitem vinculá-lo às decisões que autorizaram as compras. “A segmentação manteve cada ato dentro da alçada formal da Diretoria, mas suprimiu do CONSAD [Conselho de Administração] a apreciação integrada de uma estratégia contínua, concentrada e equivalente a 23,3 alçadas individuais da DICOL [Diretoria Colegiada]. A forma documental preservou aparência de regularidade; a substância econômica revelava decisão agregada de materialidade muito superior.” Voltar ao início. Documentos, repasses e cobranças sob suspeita Em fevereiro de 2025, o BRB criou um grupo de trabalho para verificar as carteiras de crédito compradas do Banco Master. O primeiro relatório, concluído em abril do ano passado, apontou problemas que dificultavam confirmar se os empréstimos existiam, estavam devidamente documentados e poderiam ser cobrados. Entre os achados estavam: dados fictícios e controles feitos manualmente em planilhas; falta de acesso aos documentos que formalizavam os empréstimos; ausência de comprovação de que as parcelas seriam descontadas na folha de pagamento dos clientes; contratos gerados e assinados pelo próprio Master, sem a assinatura dos clientes, na amostra analisada; divergências financeiras que chegavam a R$ 1,39 bilhão em valores brutos. Mesmo depois desse relatório, a diretoria do BRB autorizou mais R$ 2 bilhões em compras de carteiras ao longo de abril. Ainda naquele mês, técnicos do BRB fizeram uma inspeção no Banco Master e identificaram R$ 15,5 milhões em parcelas já pagas por clientes, mas ainda não repassadas ao banco público. Segundo o parecer do grupo de trabalho do BRB, o Master reconheceu parte da diferença e transferiu R$ 14,37 milhões durante a visita. O documento final, concluído em 19 de maio, mostrou que as pendências eram ainda maiores. Havia R$ 265,9 milhões em repasses devidos pelo Master e mais de 1 milhão de parcelas vencidas e ainda em aberto, que somavam R$ 316,5 milhões. Os técnicos também relataram falta de documentos e dificuldades para comprovar a origem dos créditos e o caminho percorrido por eles até chegarem ao BRB. As descobertas, porém, não interromperam os negócios. Segundo o laudo da PF, o BRB pagou mais R$ 5,23 bilhões ao Master depois que os relatórios internos já haviam apontado problemas nas carteiras. Os pagamentos também continuaram apesar da piora da situação financeira do próprio BRB. Depois do primeiro alerta formal de que o banco estava com menos dinheiro disponível no curto prazo do que o limite considerado seguro, foram desembolsados outros R$ 7,42 bilhões. A perícia cita nominalmente Luana de Andrade Ribeiro, então diretora-executiva de Controle e Riscos, por ter assinado os comunicados formais sobre a piora do indicador de liquidez e participado de decisões posteriores sobre novas compras. Segundo o laudo, Luana votou favoravelmente em operações aprovadas depois desses alertas, inclusive em decisões tomadas durante a flexibilização temporária dos limites de risco do BRB. Com as novas compras, o BRB ficou cada vez mais dependente do Master. Em junho de 2025, 90,31% das carteiras adquiridas pelo banco público estavam concentradas no Master. Dos R$ 21,91 bilhões mantidos nessas operações, R$ 19,78 bilhões estavam ligados à instituição. Em termos simples, de cada R$ 10 mantidos pelo BRB nessas carteiras, cerca de R$ 9 estavam concentrados no Master. A liberação de recursos com documentos ainda pendentes continuou aparecendo nas comunicações internas. Em 22 de agosto de 2025, duas operações que somavam R$ 45,9 milhões avançaram mesmo sem a assinatura do termo da transação e antes da conclusão da análise da área de Risco. Uma mensagem enviada às 17h56 informava que a operação já havia sido registrada na B3, mas que o termo ainda aguardava assinatura. Quatro minutos depois, Dario Oswaldo Garcia Junior, então diretor-executivo de Finanças e Controladoria, respondeu: “Pode seguir com a liquidação”. Segundo a perícia, Dario chefiava a área que apresentava as propostas de compra à diretoria e era o destinatário institucional dos relatórios produzidos pelo grupo de trabalho. O parecer da área de Risco sobre essa operação só foi concluído seis dias depois. Voltar ao início. PF aponta um padrão de ‘gestão fraudulenta’ Para a Polícia Federal, os episódios descritos no laudo não representam falhas isoladas. Ao analisar as operações em conjunto, os peritos concluíram que os mesmos problemas se repetiram em diferentes etapas da relação entre o BRB e o Banco Master. A análise abrangeu R$ 47,78 bilhões em operações entre as duas instituições. Desse total, R$ 31,74 bilhões correspondiam a negócios em que o Master vendia carteiras de crédito ao BRB. A perícia identificou uma sequência de práticas que se repetiram ao longo das operações: pagamentos feitos antes da conclusão das análises técnicas; pareceres finalizados depois que o dinheiro já havia sido liberado; compras divididas em valores menores para permanecer dentro do limite de decisão da diretoria; falta de uma avaliação ampla e independente sobre os riscos de negociar com o Master; concentração excessiva das compras em uma única instituição; continuidade dos pagamentos mesmo depois de alertas financeiros e de problemas encontrados nas carteiras. Na avaliação dos peritos, as compras continuaram enquanto etapas criadas para analisar os riscos, autorizar as operações e controlar a saída de dinheiro eram contornadas ou concluídas somente depois dos pagamentos. A repetição dessa prática levou a perícia a afirmar que havia elementos técnicos e documentais suficientes para caracterizar “gestão fraudulenta” no processo de compra das carteiras do Master. 🔎 Segundo a PF, a conclusão não se baseia apenas no risco ou no possível prejuízo das operações, mas em mecanismos que teriam sido usados repetidamente para reduzir a eficácia dos controles internos do BRB. “A utilização reiterada da forma para encobrir ou neutralizar a substância decisória [...] configura, sob a perspectiva técnico-pericial, padrão compatível com gestão fraudulenta, e não apenas com gestão temerária”, afirma o laudo. Voltar ao início. Infográfico - Entenda a polêmica dos CDBs do Banco Master Arte/g1

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Banco Master e BRB: PF aponta pagamentos antecipados, compras fracionadas e falhas nos controles
Economia

Banco Master e BRB: PF aponta pagamentos antecipados, compras fracionadas e falhas nos controles

📅 11/09/2026, 17:50

Entrada do BRB, Banco de Brasília, em 18 de novembro de 2025. Reuters/Mateus Bonomi A relação entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB) ganhou novos contornos nesta semana, após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantar o sigilo das principais investigações sobre o caso. Nos documentos, a Polícia Federal (PF) apresenta novos elementos que sustentam a linha de investigação segundo a qual grande parte dos créditos comprados pelo BRB do Banco Master estaria ligada a operações irregulares. Os investigadores também apontam que as negociações continuaram mesmo diante de sinais de fraudes e inconsistências nas carteiras. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Na prática, o laudo aponta que o BRB pagava por carteiras de crédito antes mesmo da conclusão das análises técnicas obrigatórias que deveriam avaliar a qualidade desses ativos. Segundo os peritos, a diretoria do banco continuou aprovando novas operações mesmo após alertas internos sobre problemas de documentação, liquidez e inconsistências identificadas nas carteiras negociadas. Entenda a cronologia dos fatos e como se desenrolou a relação entre Master e BRB: BRB já havia recebido alertas sobre riscos no Master BRB pagou antes de analisar o que havia nas carteiras Compras foram divididas para ficar no limite da diretoria Documentos, repasses e cobranças sob suspeita PF aponta um padrão de ‘gestão fraudulenta’ Agora no g1 BRB já havia recebido alertas sobre riscos no Master Quando o BRB começou a ampliar a compra de carteiras de crédito do Banco Master, já existiam sinais de alerta sobre a situação da instituição. As primeiras advertências não apontavam necessariamente para uma situação de insolvência, mas indicavam que o crescimento acelerado, a estrutura financeira e o modelo de negócios do Master deveriam ser examinados com atenção. 🔎 Em outubro de 2023, a Fitch Ratings, agência especializada em avaliar a capacidade de empresas e governos de pagar suas dívidas, melhorou a nota atribuída ao Banco Master. Apesar disso, ela destacou a volatilidade dos resultados, a complexidade do modelo de negócios e a exposição a ativos de baixa liquidez. Ainda assim, as compras de carteiras do Master pelo BRB começaram a ganhar escala em 17 de julho de 2024. Naquele dia, a diretoria do BRB autorizou o banco a gastar até R$ 750 milhões na aquisição desses créditos. A decisão abriu uma série de novas compras, que cresceriam nos meses seguintes. Nesse mesmo período, a própria área técnica do BRB passou a registrar sinais que exigiam atenção. Pareceres de setembro e dezembro de 2024 apontaram que os ativos do Master haviam crescido 83,5% em apenas 12 meses, chegando a R$ 50,9 bilhões. A carteira de crédito avançou 81,6%, para R$ 21 bilhões, enquanto a reserva destinada a cobrir possíveis calotes aumentou 82,9%. 🚨 Os técnicos também classificaram como “muito baixo” o Índice de Basileia do Master, indicador que mostra a capacidade de um banco de absorver riscos e eventuais perdas. Além disso, destacaram que o caixa correspondia a menos de 10% dos depósitos e que o Master dependia fortemente de plataformas de investimento para captar dinheiro. Outro relatório, produzido pela RISKBank/Eleven em novembro de 2024, apontou que o volume de crédito do Master equivalia a 7,4 vezes seu patrimônio líquido. O documento também chamou a atenção para o caixa reduzido e para a estratégia comercial agressiva do banco. Segundo a perícia da PF, embora essas informações estivessem disponíveis dentro do BRB, não foram encontrados documentos que comprovassem uma avaliação ampla, independente e organizada dos riscos de concentrar tantos negócios no Banco Master. “A resposta é afirmativa quanto à existência e à circulação das informações de risco, mas negativa quanto à sua adequada conversão em diligência e em condicionamento efetivo das operações”, afirmaram os peritos. Voltar ao início. BRB pagou antes de analisar o que havia nas carteiras Além dos riscos que já haviam sido identificados no Banco Master, a Polícia Federal apontou outro problema na relação entre as duas instituições: o BRB liberou dinheiro para comprar carteiras de crédito antes que suas áreas técnicas terminassem de examiná-las. O procedimento esperado seria o contrário. Antes de efetuar o pagamento, as equipes responsáveis por analisar riscos, preços, documentos e impactos financeiros deveriam verificar o conteúdo das carteiras e avaliar se a compra era segura e vantajosa para o BRB. 🔎 Essas análises permitiriam conferir se os créditos existiam e estavam devidamente documentados, avaliar o risco de calote, verificar se o preço cobrado era adequado, exigir garantias ou até recomendar que a compra não fosse realizada. Segundo a perícia, porém, essa lógica foi invertida em parte das operações com o Banco Master: o BRB desembolsava os recursos primeiro e concluía apenas depois as análises que deveriam embasar a decisão de compra. A PF examinou 84 compras de carteiras de crédito destinadas a pessoas físicas, que somaram R$ 17,58 bilhões. Em 22 dessas operações, no valor total de R$ 7,63 bilhões, pelo menos uma das avaliações técnicas obrigatórias só foi concluída depois do pagamento. 👉 Isso significa que mais de uma em cada quatro compras foi paga antes do término de todas as análises. Em valores, essas operações representaram 43,41% dos R$ 17,58 bilhões desembolsados pelo BRB nas compras examinadas. As avaliações concluídas com atraso tratavam de pontos essenciais para decidir se o negócio deveria ou não ser realizado, como: a existência dos créditos e a qualidade das carteiras; a possibilidade de os empréstimos não serem pagos; a adequação do preço cobrado; o impacto da compra sobre o dinheiro disponível no caixa do BRB; a necessidade de exigir garantias do vendedor; a existência e a regularidade dos contratos; a forma correta de registrar as operações nas contas do banco e calcular os impostos envolvidos. Para os peritos, uma análise concluída depois do pagamento perde sua principal função. Quando o dinheiro já saiu, não é mais possível impedir o negócio, reduzir seu valor, renegociar o preço ou exigir garantias antes da compra. “A assinatura posterior não supre a ausência de controle tempestivo: transforma instrumento de prevenção e suporte à decisão em manifestação predominantemente ex post”, afirma o laudo. Outros casos em que o BRB pagou antes das aprovações e análises necessárias: O pagamento, em novembro de 2024, de R$ 209,32 milhões por uma operação com o Master um dia antes de a diretoria autorizar o negócio; Outro pagamento de R$ 473,49 milhões, feito em janeiro de 2025. As áreas de Contabilidade e Risco só concluíram suas análises 11 e 14 dias depois do pagamento, respectivamente. Voltar ao início. Compras foram divididas para ficar no limite da diretoria Segundo a PF, o BRB dividiu as compras de carteiras do Banco Master em operações menores. Dessa forma, cada negócio permanecia dentro do valor que a diretoria do banco podia autorizar sem consultar o Conselho de Administração. A Diretoria Colegiada podia decidir sozinha sobre operações de até R$ 750 milhões. Acima desse valor, a compra deveria ser analisada pelo conselho, órgão responsável por decisões de maior impacto para o banco. O laudo mostra que a diretoria autorizou 25 operações que, juntas, somaram R$ 17,5 bilhões. Dessas, 21 foram fixadas exatamente no limite de R$ 750 milhões. Em janeiro de 2025, por exemplo, o BRB autorizou quatro compras de R$ 750 milhões, num total de R$ 3 bilhões. Algumas dessas decisões foram tomadas com apenas dois dias de intervalo. Para os peritos, a repetição do mesmo valor, o curto espaço de tempo entre as compras e o fato de todas envolverem o Banco Master indicam que os negócios faziam parte de uma estratégia única. Analisadas separadamente, as operações permaneciam dentro do limite da diretoria. Consideradas em conjunto, deveriam ter sido submetidas ao Conselho de Administração. A PF também analisou as atas das reuniões da Diretoria Colegiada para identificar quem estava presente, quem tinha direito a voto e como cada operação foi aprovada. Segundo a perícia, as decisões examinadas foram tomadas por unanimidade entre os diretores presentes que podiam votar. As atas não registram votos contrários nem abstenções. Entre os dirigentes citados pela PF como participantes das decisões estavam: Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa, presidente do BRB; Cristiane Maria Lima Bukowitz, diretora-executiva de Gestão de Pessoas, que também respondeu temporariamente pela Presidência e pela Diretoria de Operações; Dario Oswaldo Garcia Junior, diretor-executivo de Finanças e Controladoria; Luana de Andrade Ribeiro, diretora-executiva de Controle e Riscos; Diogo Ilário de Araújo Oliveira, diretor-executivo de Atacado e Governo; José Maria Correa Dias Junior, diretor-executivo de Tecnologia. O nome do diretor jurídico Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo também consta nas atas das reuniões. Ele estava presente, mas não tinha direito a voto. Por isso, a perícia afirma que os documentos analisados não permitem vinculá-lo às decisões que autorizaram as compras. “A segmentação manteve cada ato dentro da alçada formal da Diretoria, mas suprimiu do CONSAD [Conselho de Administração] a apreciação integrada de uma estratégia contínua, concentrada e equivalente a 23,3 alçadas individuais da DICOL [Diretoria Colegiada]. A forma documental preservou aparência de regularidade; a substância econômica revelava decisão agregada de materialidade muito superior.” Voltar ao início. Documentos, repasses e cobranças sob suspeita Em fevereiro de 2025, o BRB criou um grupo de trabalho para verificar as carteiras de crédito compradas do Banco Master. O primeiro relatório, concluído em abril do ano passado, apontou problemas que dificultavam confirmar se os empréstimos existiam, estavam devidamente documentados e poderiam ser cobrados. Entre os achados estavam: dados fictícios e controles feitos manualmente em planilhas; falta de acesso aos documentos que formalizavam os empréstimos; ausência de comprovação de que as parcelas seriam descontadas na folha de pagamento dos clientes; contratos gerados e assinados pelo próprio Master, sem a assinatura dos clientes, na amostra analisada; divergências financeiras que chegavam a R$ 1,39 bilhão em valores brutos. Mesmo depois desse relatório, a diretoria do BRB autorizou mais R$ 2 bilhões em compras de carteiras ao longo de abril. Ainda naquele mês, técnicos do BRB fizeram uma inspeção no Banco Master e identificaram R$ 15,5 milhões em parcelas já pagas por clientes, mas ainda não repassadas ao banco público. Segundo o parecer do grupo de trabalho do BRB, o Master reconheceu parte da diferença e transferiu R$ 14,37 milhões durante a visita. O documento final, concluído em 19 de maio, mostrou que as pendências eram ainda maiores. Havia R$ 265,9 milhões em repasses devidos pelo Master e mais de 1 milhão de parcelas vencidas e ainda em aberto, que somavam R$ 316,5 milhões. Os técnicos também relataram falta de documentos e dificuldades para comprovar a origem dos créditos e o caminho percorrido por eles até chegarem ao BRB. As descobertas, porém, não interromperam os negócios. Segundo o laudo da PF, o BRB pagou mais R$ 5,23 bilhões ao Master depois que os relatórios internos já haviam apontado problemas nas carteiras. Os pagamentos também continuaram apesar da piora da situação financeira do próprio BRB. Depois do primeiro alerta formal de que o banco estava com menos dinheiro disponível no curto prazo do que o limite considerado seguro, foram desembolsados outros R$ 7,42 bilhões. A perícia cita nominalmente Luana de Andrade Ribeiro, então diretora-executiva de Controle e Riscos, por ter assinado os comunicados formais sobre a piora do indicador de liquidez e participado de decisões posteriores sobre novas compras. Segundo o laudo, Luana votou favoravelmente em operações aprovadas depois desses alertas, inclusive em decisões tomadas durante a flexibilização temporária dos limites de risco do BRB. Com as novas compras, o BRB ficou cada vez mais dependente do Master. Em junho de 2025, 90,31% das carteiras adquiridas pelo banco público estavam concentradas no Master. Dos R$ 21,91 bilhões mantidos nessas operações, R$ 19,78 bilhões estavam ligados à instituição. Em termos simples, de cada R$ 10 mantidos pelo BRB nessas carteiras, cerca de R$ 9 estavam concentrados no Master. A liberação de recursos com documentos ainda pendentes continuou aparecendo nas comunicações internas. Em 22 de agosto de 2025, duas operações que somavam R$ 45,9 milhões avançaram mesmo sem a assinatura do termo da transação e antes da conclusão da análise da área de Risco. Uma mensagem enviada às 17h56 informava que a operação já havia sido registrada na B3, mas que o termo ainda aguardava assinatura. Quatro minutos depois, Dario Oswaldo Garcia Junior, então diretor-executivo de Finanças e Controladoria, respondeu: “Pode seguir com a liquidação”. Segundo a perícia, Dario chefiava a área que apresentava as propostas de compra à diretoria e era o destinatário institucional dos relatórios produzidos pelo grupo de trabalho. O parecer da área de Risco sobre essa operação só foi concluído seis dias depois. Voltar ao início. PF aponta um padrão de ‘gestão fraudulenta’ Para a Polícia Federal, os episódios descritos no laudo não representam falhas isoladas. Ao analisar as operações em conjunto, os peritos concluíram que os mesmos problemas se repetiram em diferentes etapas da relação entre o BRB e o Banco Master. A análise abrangeu R$ 47,78 bilhões em operações entre as duas instituições. Desse total, R$ 31,74 bilhões correspondiam a negócios em que o Master vendia carteiras de crédito ao BRB. A perícia identificou uma sequência de práticas que se repetiram ao longo das operações: pagamentos feitos antes da conclusão das análises técnicas; pareceres finalizados depois que o dinheiro já havia sido liberado; compras divididas em valores menores para permanecer dentro do limite de decisão da diretoria; falta de uma avaliação ampla e independente sobre os riscos de negociar com o Master; concentração excessiva das compras em uma única instituição; continuidade dos pagamentos mesmo depois de alertas financeiros e de problemas encontrados nas carteiras. Na avaliação dos peritos, as compras continuaram enquanto etapas criadas para analisar os riscos, autorizar as operações e controlar a saída de dinheiro eram contornadas ou concluídas somente depois dos pagamentos. A repetição dessa prática levou a perícia a afirmar que havia elementos técnicos e documentais suficientes para caracterizar “gestão fraudulenta” no processo de compra das carteiras do Master. 🔎 Segundo a PF, a conclusão não se baseia apenas no risco ou no possível prejuízo das operações, mas em mecanismos que teriam sido usados repetidamente para reduzir a eficácia dos controles internos do BRB. “A utilização reiterada da forma para encobrir ou neutralizar a substância decisória [...] configura, sob a perspectiva técnico-pericial, padrão compatível com gestão fraudulenta, e não apenas com gestão temerária”, afirma o laudo. Voltar ao início. Infográfico - Entenda a polêmica dos CDBs do Banco Master Arte/g1

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Após Lula defender reforma do Judiciário, deputado do PT apresenta proposta na Câmara
Política

Após Lula defender reforma do Judiciário, deputado do PT apresenta proposta na Câmara

📅 11/09/2026, 17:31

Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defender uma reforma do Judiciário em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), apresentou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê, entre outras medidas, mandato de dez anos e idade mínima de 50 anos para ministros da Corte. Apesar de ter sido apresentada em meio à crise no STF, a reforma atinge toda a cúpula do Judiciário — Superior Tribunal de Justiça (STJ), Tribunal Superior do Trabalho (TST), Superior Tribunal Militar (STM), além do Tribunal de Contas da União (TCU) e cortes de contas estaduais e municipais. O texto prevê mandato único e improrrogável de até dez anos para ministros e conselheiros de tribunais superiores, como o STF, e cortes de contas. O mandato começa na posse e termina no décimo aniversário da posse ou quando o magistrado completar 75 anos. Não haverá recondução nem nova nomeação para esses tribunais, mesmo que o primeiro mandato tenha durado menos de dez anos. Fachin cria grupo de trabalho pra discutir reforma do Judiciário A mudança não é retroativa. Ministros e conselheiros que já estiverem no cargo quando a PEC for promulgada — e pessoas cuja nomeação já tenha sido publicada — continuam submetidos às regras atuais, inclusive quanto à vitaliciedade e à aposentadoria compulsória. O mandato de dez anos valerá apenas para novas nomeações após a entrada em vigor da emenda. Apresentada na Câmara, a proposta terá de ser aprovada em dois turnos no plenário da Casa e em outras duas votações no plenário do Senado para poder ser promulgada pelo Congresso. Idade mínima A PEC estabelece a idade mínima de 50 anos e máxima de 70 anos para futuras nomeações nas Cortes superiores — STF, STJ, TST, STM, TCU e Tribunais de Contas estaduais, do DF e municipais existentes. No TSE, a faixa etária também será exigida para titulares e substitutos no momento da eleição ou nomeação. Os demais requisitos constitucionais — como notável saber jurídico e reputação ilibada, quando aplicáveis — permanecem. Magistrados poderão retornar após fim de mandatos A PEC estabelece regras diferentes para o retorno ao cargo de origem de quem deixar um tribunal para cumprir um mandato em um tribunal superior. No caso dos ministros do STF, STJ, TST e STM, o retorno será permitido apenas para quem, no momento da nomeação, já ocupava um cargo efetivo na magistratura. Se o mandato terminar antes dos 75 anos, essa pessoa poderá optar por voltar ao tribunal ou à carreira de origem, sem precisar prestar novo concurso ou passar novamente por processos de promoção, formação de lista, nomeação ou aprovação. Para viabilizar esse retorno mesmo quando não houver vaga disponível, a PEC permite a criação de um “cargo excedente”, destinado exclusivamente ao magistrado que está voltando. Esse cargo será extinto quando ficar vago e não poderá retirar a vaga de outro magistrado e nem interferir na composição regular do tribunal ou nas promoções da carreira. O ministro que retornar também não poderá incorporar ao cargo de origem vantagens recebidas como integrante de um tribunal superior, nem alterar a antiguidade dos demais magistrados. No Tribunal de Contas da União (TCU) e nos tribunais de contas dos estados, do Distrito Federal e dos municípios já existentes, a possibilidade de retorno é mais restrita. Ela será permitida somente para quem, antes de se tornar ministro ou conselheiro, ocupava cargo efetivo de auditor — ou função equivalente de substituto — ou era membro efetivo do Ministério Público de Contas. Paridade entre homens e mulheres A PEC estabelece paridade de gênero na composição do STF, tribunais superiores, TCU, tribunais de contas subnacionais e nos principais conselhos de governança do Judiciário e do Ministério Público. A regra funciona assim: se o colegiado tiver número par de cadeiras, deve haver igualdade numérica entre homens e mulheres; se tiver número ímpar, a diferença poderá ser de no máximo uma cadeira. A cada nova vaga, ela deverá ser destinada ao gênero que estiver subrepresentado. Se houver igualdade, a vaga será destinada ao gênero diferente do ocupante do último provimento; se não houver registro anterior identificável, a preferência será por uma mulher. Não haverá demissão de integrantes para alcançar a paridade. A medida será implantada gradualmente, conforme as vagas forem surgindo. Regras de origem das vagas continuam valendo A paridade não elimina outras regras constitucionais de composição dos tribunais. O texto preserva regras como: o quinto constitucional para TRFs e TJs; as diferentes origens das vagas no STJ; a divisão de vagas do TST; a composição civil e militar do STM; as categorias que formam o TSE; as vagas de auditor e Ministério Público no TCU; as indicações da presidência e do Congresso no TCU. Nos Tribunais de Contas estaduais e do DF, continuam sendo sete conselheiros: quatro escolhidos pelo Legislativo e três pelo governador, mantendo-se as vagas técnicas destinadas a auditor e integrante do Ministério Público de Contas. A paridade de gênero terá de ser cumprida dentro da classe ou origem correspondente à vaga. Se uma lista não tiver pessoa apta do gênero exigido, o procedimento deverá ser refeito ou recomposto. Aposentadoria compulsória como punição Em linha com recente resolução do CNJ, a PEC proíbe o uso da aposentadoria como punição disciplinar para magistrados, ministros e conselheiros de tribunais de contas, auditores e integrantes do Ministério Público de Contas. O texto estabelece que a aposentadoria tem natureza previdenciária e não poderá ser aplicada como sanção por tribunais, pelo CNJ ou por outras autoridades administrativas. A mudança não acaba, porém, com a aposentadoria compulsória por idade nem com a decorrente de incapacidade permanente. Mais rigor com teto remuneratório A proposta também endurece a aplicação do teto remuneratório do funcionalismo público. Pelo texto, deverá ser considerada a soma de todos os valores recebidos pela mesma pessoa no mês, inclusive quando os pagamentos vierem de mais de um cargo, Poder, órgão ou entidade pública. Entram nesse cálculo salários, subsídios, vantagens pessoais, adicionais, gratificações, prêmios, verbas de representação, honorários, jetons, auxílios, conversões de direitos em dinheiro, pagamentos retroativos e parcelas classificadas como indenizatórias que não atendam aos critérios estabelecidos pela própria PEC. A soma não poderá ultrapassar o subsídio mensal dos ministros do STF. Pela proposta, só poderão ficar fora do teto os valores destinados a pagar ou reembolsar uma despesa necessária, efetivamente realizada e individualmente comprovada em razão da atividade pública. PEC amplia participação de advogados e da sociedade civil em conselhos A PEC amplia a participação da advocacia e da sociedade civil no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Atualmente, o CNJ tem 15 integrantes: nove do Judiciário, dois do Ministério Público, dois advogados e dois cidadãos. Pela proposta, passará a ter 21 membros, mantendo os nove do Judiciário e dois do Ministério Público, mas ampliando de dois para cinco as vagas da advocacia e de dois para cinco as destinadas a representantes da sociedade civil. O CNMP, por sua vez, passa dos atuais 14 para 20 membros. São mantidos o procurador-geral da República, quatro integrantes do MPU, três dos MPs estaduais e dois juízes, enquanto as vagas de advogados aumentam de duas para cinco e as destinadas a cidadãos, também de duas para cinco. Nos dois órgãos, a composição deverá observar a paridade entre homens e mulheres. Os critérios para a escolha desses representantes da sociedade civil dependerão de uma lei complementar, que deverá ser aprovada em até 180 dias após a promulgação da PEC. As mudanças serão implementadas de forma gradual, com os atuais integrantes do CNJ e do CNMP seguindo com seus mandatos pelas regras anteriores e a nova forma de valendo apenas para as vagas futuras. A ampliação das cadeiras destinadas à advocacia e à sociedade civil no CNJ e no CNMP, assim como a entrada dos representantes da sociedade civil no CJF e no CSJT, deverá ser concluída em até 365 dias após a promulgação da PEC. Deputado Reginaldo Lopes, autor da PEC da reforma do Judiciário Bruno Spada / Câmara dos Deputados

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Fachin dá 24 horas para Mendonça liberar sigilo de documentos do caso Master
Política

Fachin dá 24 horas para Mendonça liberar sigilo de documentos do caso Master

📅 11/09/2026, 17:23

Fachin dá 24 horas para Mendonça liberar sigilo de documentos do caso Master O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, acolheu nesta sexta-feira (11) o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para retirada de sigilo de documentos do caso Master. Na resposta à PGR, Fachin dá 24 horas para que o ministro André Mendonça, relator do caso, libere a documentação. O gabinete de Mendonça foi notificado sobre a ordem de Fachin às 16h25 desta sexta. O prazo, portanto, acaba nesse mesmo horário do sábado (12). "Acolho o pedido feito pelo Vice-Procurador-Geral da República, titular da ação penal, para solicitar que o e. Ministro André Mendonça promova, em até 24h, a remessa, em HD próprio, a esta Presidência e aos Gabinetes dos eminentes Ministros, de todos os procedimentos contidos ou relacionados à Pet 15.556 e à denominada 'Operação Compliance Zero'", escreve Fachin. "Bem como o levantamento do sigilo da Pet 15.556 (e dos procedimentos nela contidos ou a ela relacionados), ressalvadas exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas, para os quais se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade", prossegue. 🔎A PET 15.556 é um dos principais procedimentos que reúnem documentos e apurações relacionados à Operação Compliance Zero e ao caso Master. Ao acolher o pedido, o presidente do STF determinou que Mendonça envie aos ministros todos os procedimentos vinculados à investigação principal da Operação Compliance Zero e promova o levantamento do sigilo desses autos. ➡️A única exceção são diligências em andamento ou ainda não executadas cuja divulgação possa comprometer as apurações. Decisões de Edson Fachin foram notícia na imprensa internacional Getty Images via BBC Minutos depois, um novo despacho de Fachin juntou aos autos outro pedido: do ministro Cristiano Zanin, para ter acesso a uma mídia específica relacionada ao caso Master (entenda mais abaixo). Argumentos da PGR Ao pedir a retirada do sigilo, a PGR afirmou que a divulgação apenas de parte dos autos poderia criar uma "ideia equivocada de transparência". O órgão argumentou que a lista de documentos liberados por André Mendonça não incluía diversos procedimentos ligados ao núcleo principal da investigação da Operação Compliance Zero. Segundo a PGR, a lista de documentos enviada pelo relator do caso, ministro André Mendonça, omitiu a maior parte dos procedimentos ligados à investigação mais ampla da Polícia Federal. "O que se verifica, porém, da listagem encaminhada é que nela não se contêm grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero", diz o documento. "Fato que, embora se suponha motivado por alguma razão escusável de ordem administrativa, pode induzir à ideia equivocada de que a transparência [...] perca, ao fim e ao cabo, o seu sentido último", prossegue. O pedido, direcionado ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, é assinado pelo vice-procurador-geral da República Hindenburgo Chateaubriand Filho. Chateaubriand Filho e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, vão atuar juntos no caso. Pedidos de Moraes e Zanin Moraes pede a Fachin retirada de sigilo de todos documentos do caso Master Mais cedo, os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin encaminharam ofícios ao presidente do STF, Edson Fachin, defendendo medidas semelhantes às propostas pela PGR para ampliar o acesso aos documentos relacionados ao caso Master. Os pedidos foram apresentados às vésperas da sessão marcada para a próxima terça-feira (15), quando o Supremo deve analisar petições ligadas às investigações. Zanin solicitou acesso a uma mídia específica relacionada ao caso. Segundo o ministro, o material é necessário para a análise de requerimentos apresentados pela PGR que serão apreciados pelo tribunal na próxima semana. No ofício enviado a Fachin, o ministro afirmou ainda que a mídia estaria abrangida tanto pela decisão de compartilhamento dos autos quanto pelo levantamento de sigilo determinado pelo ministro André Mendonça. Já Moraes defendeu o levantamento integral do sigilo dos procedimentos relacionados ao caso Master. O ministro criticou o que classificou como uma retirada "seletiva" do sigilo e afirmou que parte das peças e documentos ainda não foi disponibilizada aos integrantes da Corte. Segundo Moraes, foram excluídos 180 documentos e arquivos digitais do conjunto de procedimentos liberados aos ministros. Para ele, a disponibilização parcial do material prejudica a análise completa dos fatos investigados. O ministro também pediu que duas petições relacionadas ao caso sejam julgadas em conjunto: uma que trata de mensagens trocadas entre ele e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e outra que reúne relatórios sobre a atuação de Mendonça em investigações condu Crise Master no STF O embate ocorre após André Mendonça retirar, nesta quinta (10), o sigilo das principais apurações envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro a pedido de Fachin. Contudo, a liberação manteve em segredo outras frentes, como apurações ligadas ao senador Jaques Wagner (PT-BA) e ao financiamento do filme "Dark Horse" — cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro que colocou sob apuração da Polícia Federal conversas entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A disputa expôs divergências públicas entre integrantes da Corte, a Procuradoria-Geral da República e a direção-geral da PF. Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal REUTERS/Adriano Machado

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Dino leva ao plenário presencial do STF julgamento sobre alteração na Lei da Ficha Limpa
Política

Dino leva ao plenário presencial do STF julgamento sobre alteração na Lei da Ficha Limpa

📅 11/09/2026, 17:23

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu destaque e levou ao plenário presencial da Corte o julgamento que discute mudanças aprovadas pelo Congresso na Lei da Ficha Limpa. O resultado pode impactar campanhas de candidatos que estão sendo questionadas na Justiça Eleitoral. O julgamento, que ocorria no plenário virtual, foi retomado nesta sexta-feira (11) com o voto do ministro Gilmar Mendes. Gilmar havia pedido mais tempo para analisar o caso em maio. Nesta sexta-feira, o ministro abriu uma divergência em relação ao voto da relatora Cármen Lúcia. A magistrada, que foi acompanhada pelo ministro Luiz Fux, entendeu que mudanças na Lei da Ficha Limpa aprovadas pelo Congresso contrariam a Constituição. Um dos trechos em debate reduz o prazo em que candidatos condenados ficam proibidos de se candidatar, a chamada inelegibilidade. Na prática, a norma reduziu o tempo de punição a políticos cassados. Para Gilmar Mendes, a mudança no cálculo da inelegibilidade definida pelo Legislativo é constitucional. O decano, ministro mais antigo em atividade no STF, contudo, sugeriu um período de transição para a entrada em vigor das alterações. Gilmar é um crítico da Lei da Ficha Limpa. Com o voto divergente do decano, o placar está 2 a 1 até o momento. 🔎Ainda faltam sete votos para a conclusão do julgamento. A data da análise do caso no plenário físico da Corte ainda será agendada. Campanhas impactadas Agora no g1 A decisão do tribunal pode ter impacto em campanhas, como a de José Roberto Arruda, que disputa o governo do Distrito Federal, e de Anthony Garotinho, candidato ao governo do Rio, que discutem na Justiça Eleitoral se podem ou não concorrer. Os ministros analisam uma ação da Rede contra dispositivos da lei, como os marcos utilizados para a contagem do período de oito anos de impedimento para participar da disputa eleitoral. No voto, a ministra Cármen Lúcia defendeu que as modificações feitas pelo Congresso e sancionadas pelo Executivo esvaziam a legislação, representam um retrocesso e ameaçam o instituto da inelegibilidade. A relatora defendeu o restabelecimento de regras previstas na legislação anterior. A relatora do caso, ministra Cármen Lúcia Luiz Silveira/STF Cármen Lúcia disse que o STF atua para afastar atos que impeçam, dificultem ou embasam a probidade administrativa e a moralidade pública inerentes ao regime republicano. "As alterações levadas a efeito pela Lei Complementar n. 219/2025, relacionam-se aos termos inciais e à contagem de prazo para fins de inelegibilidade e estabelecem cenário de patente retrocesso ao que se tinha estabelecido como instrumento de garantia dos princípios republicano, da probidade administrativa e da moralidade pública", avaliou a ministra. Relembre as mudanças Em setembro do ano passado, o Congresso Nacional aprovou – e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, com vetos – diversas alterações no texto da lei: Contagem do prazo para parlamentares cassados por quebra de decoro ou violação das regras constitucionais Como era na Lei da Ficha Limpa: inelegibilidade pelo prazo restante do mandato perdido mais 8 anos; Como ficou a partir da lei de 2025: inelegibilidade por 8 anos contados a partir da decisão que decretou a perda do mandato. Contagem do prazo para governador, vice-governador, prefeito e vice-prefeito que perderem o mandato por descumprirem regras estaduais ou municipais Como era na Lei da Ficha Limpa: inelegibilidade pelo prazo restante do mandato perdido e mais 8 anos seguintes ao término do mandato para o qual foram eleitos; Como ficou a partir da lei de 2025: inelegibilidade pelos 8 anos seguintes à decisão que decretou a perda do mandato eletivo. Contagem do prazo para pessoas condenadas pela Justiça, sem possibilidade de recurso ou por decisão colegiada Como era na Lei da Ficha Limpa: prazo de inelegibilidade, para todos os crimes previstos na lei, era contado desde a condenação por órgão colegiado até o transcurso do prazo de 8 anos após o cumprimento da pena; Como ficou a partir da lei da 2025: a regra geral estipulada foi a da inelegibilidade contada a partir da condenação até o prazo de 8 anos. No caso de crimes contra a administração pública, de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, racismo, terrorismo, tortura, crimes contra a vida e a dignidade sexual, hediondos, organização criminosa e redução à condição análoga à de escravo, a inelegibilidade ocorre desde a condenação por órgão colegiado da justiça até o transcurso do prazo de 8 anos após o cumprimento da pena. Como fica a contagem do prazo para quem renuncia ao mandato para evitar a perda do cargo Como era na Lei da Ficha Limpa: presidentes, governadores, prefeitos e membros do Legislativo ficavam inelegíveis durante o período restante do mandato para o qual foram eleitos e nos 8 anos seguinte; Como ficou a partir da lei de 2025: presidentes, governadores, prefeitos e membros do Legislativo ficam inelegíveis nos 8 anos seguintes à renúncia ao cargo. Prazo limite no caso de inelegibilidade por improbidade administrativa acumulada com outra condenação posterior Como era na Lei da Ficha Limpa: não havia esse prazo limite; Como ficou a partir da lei de 2025: prazo máximo de 12 anos se durante o prazo de inelegibilidade por improbidade houver outra condenação que afete a capacidade eleitoral.

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PF conclui que houve fraude em compras de R$ 17,5 bilhões em carteiras do Master pelo BRB
Política

PF conclui que houve fraude em compras de R$ 17,5 bilhões em carteiras do Master pelo BRB

📅 11/09/2026, 17:20

Candidatos ao Senado do DF respondem sobre crise do BRB A Polícia Federal (PF) concluiu que houve gestão fraudulenta de ex-dirigentes do Banco Regional de Brasília (BRB) em operações de compra que somaram R$ 17,5 bilhões em carteiras do banco Master — liquidado pelo Banco Central (BC). A informação consta em laudo, cujo sigilo foi retirado na noite desta quinta-feira (10) pelo ministro André Mendonça, responsável pelas principais investigações relacionadas ao Banco Master que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o relatório da PF, o BRB dispunha de "sinais prudenciais, financeiros e reputacionais relevantes sobre o Banco Master, formalmente incorporados ao seu ambiente informacional, mas não demonstrou sua consideração no processo decisório". "Conclui-se, portanto, que o acervo permite caracterizar, sob a perspectiva técnico-pericial, a prática de gestão fraudulenta no processo de aquisição de carteiras do Banco Master, materializada pela manipulação da sequência de governança, pela formalização retrospectiva de controles, pela burla material ao regime de alçadas e pela continuidade objetiva das operações apesar de alertas prudenciais e fragilidades concretamente identificadas", infoma a PF, no relatório. Embora a PF tenha analisado operações que somam R$ 47,8 bilhões, os peritos concentraram a conclusão sobre gestão fraudulenta em 25 aquisições de carteiras aprovadas pela diretoria colegiada do BRB, que totalizaram R$ 17,5 bilhões. Foto de 18 de novembro de 2025 mostra a fachada do prédio do Banco de Brasília (BRB) Mateus Bonom/Reuters 'Irregularidades' Falha na análise do Master: A PF concluiu que o BRB não comprovou ter realizado uma "due diligence" (investigação detalhada e minuciosa) estruturada sobre o Banco Master, apesar de alertas internos e externos sobre riscos de liquidez, capital e modelo de negócios. Pagamentos antes dos pareceres: Os peritos identificaram 22 operações que somaram R$ 7,63 bilhões em que pareceres técnicos foram emitidos apenas depois dos pagamentos, invertendo o rito normal de controle interno. Fracionamento de operações: Segundo a PF, as operações foram sucessivamente mantidas no limite de R$ 750 milhões para evitar análise agregada pelo conselho de administração. Concentração de risco no Master: A perícia concluiu que o BRB concentrou parcela relevante de sua exposição em uma única contraparte, o Banco Master, elevando o risco institucional das operações. Alertas de liquidez: Relatórios internos apontavam riscos de liquidez, capitalização e desenquadramentos prudenciais decorrentes das compras de carteiras, mas as aquisições continuaram sendo aprovadas Problemas apontados: Grupo criado pelo próprio BRB identificou fragilidades relacionadas a lastro, documentação, averbações, repasses financeiros e cadeia de originação dos créditos adquiridos. Alertas: Mesmo depois da formalização dos alertas internos e dos relatórios do Grupo de Trabalho, a diretoria colegiada manteve a estratégia de aquisição de carteiras do Master. Responsabilização A Polícia Federal apontou a participação de seis ex-integrantes da diretoria colegiada nas aprovações das carteiras do Master. Segundo os peritos, os dirigentes presentes nas reuniões ficaram vinculados documentalmente às decisões aprovadas por unanimidade. O laudo afirma que eles participaram de deliberações sobre continuidade das operações, novas aquisições, flexibilização de alertas de risco e complementação posterior de documentos. São eles, junto ao cargo que ocupavam no banco: Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa - Presidente Cristiane Maria Lima Bukowitz - Diretora Executiva de Gestão de Pessoas Dario Oswaldo Garcia Junior - Diretor Executivo de Finanças e Controladoria Luana de Andrade Ribeiro - Diretora Executiva de Controle e Riscos Diogo Ilário de Araújo Oliveira - Diretor Executivo de Atacado e Governo José Maria Correa Dias Junior - Diretor Executivo de Tecnologia O diretor jurídico Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo não foi vinculado às aprovações porque, segundo as atas analisadas, não tinha direito a voto ou estava ausente nas deliberações.

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PF conclui que houve fraude em compras de R$ 17,5 bilhões em carteiras do Master pelo BRB
Economia

PF conclui que houve fraude em compras de R$ 17,5 bilhões em carteiras do Master pelo BRB

📅 11/09/2026, 17:20

Candidatos ao Senado do DF respondem sobre crise do BRB A Polícia Federal (PF) concluiu que houve gestão fraudulenta de ex-dirigentes do Banco Regional de Brasília (BRB) em operações de compra que somaram R$ 17,5 bilhões em carteiras do banco Master — liquidado pelo Banco Central (BC). A informação consta em laudo, cujo sigilo foi retirado na noite desta quinta-feira (10) pelo ministro André Mendonça, responsável pelas principais investigações relacionadas ao Banco Master que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o relatório da PF, o BRB dispunha de "sinais prudenciais, financeiros e reputacionais relevantes sobre o Banco Master, formalmente incorporados ao seu ambiente informacional, mas não demonstrou sua consideração no processo decisório". "Conclui-se, portanto, que o acervo permite caracterizar, sob a perspectiva técnico-pericial, a prática de gestão fraudulenta no processo de aquisição de carteiras do Banco Master, materializada pela manipulação da sequência de governança, pela formalização retrospectiva de controles, pela burla material ao regime de alçadas e pela continuidade objetiva das operações apesar de alertas prudenciais e fragilidades concretamente identificadas", infoma a PF, no relatório. Embora a PF tenha analisado operações que somam R$ 47,8 bilhões, os peritos concentraram a conclusão sobre gestão fraudulenta em 25 aquisições de carteiras aprovadas pela diretoria colegiada do BRB, que totalizaram R$ 17,5 bilhões. Foto de 18 de novembro de 2025 mostra a fachada do prédio do Banco de Brasília (BRB) Mateus Bonom/Reuters 'Irregularidades' Falha na análise do Master: A PF concluiu que o BRB não comprovou ter realizado uma "due diligence" (investigação detalhada e minuciosa) estruturada sobre o Banco Master, apesar de alertas internos e externos sobre riscos de liquidez, capital e modelo de negócios. Pagamentos antes dos pareceres: Os peritos identificaram 22 operações que somaram R$ 7,63 bilhões em que pareceres técnicos foram emitidos apenas depois dos pagamentos, invertendo o rito normal de controle interno. Fracionamento de operações: Segundo a PF, as operações foram sucessivamente mantidas no limite de R$ 750 milhões para evitar análise agregada pelo conselho de administração. Concentração de risco no Master: A perícia concluiu que o BRB concentrou parcela relevante de sua exposição em uma única contraparte, o Banco Master, elevando o risco institucional das operações. Alertas de liquidez: Relatórios internos apontavam riscos de liquidez, capitalização e desenquadramentos prudenciais decorrentes das compras de carteiras, mas as aquisições continuaram sendo aprovadas Problemas apontados: Grupo criado pelo próprio BRB identificou fragilidades relacionadas a lastro, documentação, averbações, repasses financeiros e cadeia de originação dos créditos adquiridos. Alertas: Mesmo depois da formalização dos alertas internos e dos relatórios do Grupo de Trabalho, a diretoria colegiada manteve a estratégia de aquisição de carteiras do Master. Responsabilização A Polícia Federal apontou a participação de seis ex-integrantes da diretoria colegiada nas aprovações das carteiras do Master. Segundo os peritos, os dirigentes presentes nas reuniões ficaram vinculados documentalmente às decisões aprovadas por unanimidade. O laudo afirma que eles participaram de deliberações sobre continuidade das operações, novas aquisições, flexibilização de alertas de risco e complementação posterior de documentos. São eles, junto ao cargo que ocupavam no banco: Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa - Presidente Cristiane Maria Lima Bukowitz - Diretora Executiva de Gestão de Pessoas Dario Oswaldo Garcia Junior - Diretor Executivo de Finanças e Controladoria Luana de Andrade Ribeiro - Diretora Executiva de Controle e Riscos Diogo Ilário de Araújo Oliveira - Diretor Executivo de Atacado e Governo José Maria Correa Dias Junior - Diretor Executivo de Tecnologia O diretor jurídico Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo não foi vinculado às aprovações porque, segundo as atas analisadas, não tinha direito a voto ou estava ausente nas deliberações.

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Renan Santos diz que campanha 2026 é 'a mais estranha' que já viu desde 2010
Política

Renan Santos diz que campanha 2026 é 'a mais estranha' que já viu desde 2010

📅 11/09/2026, 16:56

Renan Santos (Missão) durante Sabatina UOL Folha de São Paulo Reprodução O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou nesta sexta-feira (11) que a eleição de 2026 é a campanha mais estranha que vê em muito tempo. "Eu até soltei uns desabafos, sincericídios nos últimos dias, porque essa eleição mais estranha desde 2010", afirmou durante sabatina promovida pelo UOL e Folha de S. Paulo. Segundo ele, ao contrário de 2022, quando Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) travaram um confronto político intenso, a disputa atual seria marcada por um esvaziamento deliberado do debate. Na avaliação do candidato, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro estariam evitando debates e sabatinas para preservar suas bases rumo ao segundo turno. "Os escândalos já anestesiaram o eleitor", disse Renan, acrescentando o que considera ser uma diferença em relação a 2022: "Os polos existem, mas ninguém está falando sobre eles". Renan Santos também afirmou não reconhecer a legitimidade do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, estendendo a crítica também ao ministro Dias Toffoli, cuja permanência na Corte classificou como "anômala". Segundo o candidato, se eleito, não tratará como aceitáveis decisões provenientes dos dois ministros. Agora no g1 LEIA TAMBÉM Fachin suspende decisão de Mendonça que afastou Andrei Rodrigues da PF e decisão de Dino que reintegrou diretor 'Zelar pela integridade da Corte': Fachin envia recados em meio à crise no STF; veja o que pode acontecer 'Pior crise desde a redemocratização': como imprensa internacional noticiou novo capítulo da guerra no STF O candidato enquadrou a atuação recente da Corte como parte do que chamou de "jogo palaciano de poder", motivado por interesses econômicos e pelo envolvimento de ministros em escândalos de corrupção, em referência ao caso das conversas entre Daniel Vorcaro, do Banco Master, e autoridades. "Isso é só jogo de poder", afirmou, negando que a discussão tenha qualquer relação com o funcionamento normal das instituições democráticas. Questionado sobre a investigação que apura possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme "Dark Horse", sobre a trajetória de Jair Bolsonaro e um suposto pedido de dinheiro feito por Flávio Bolsonaro a Vorcaro para financiar o filme sobre o ex-presidente , Renan disse considerar "tudo muito maluco" no momento atual e afirmou acreditar que Flávio "tem implicações reais, como alguém que fez troca de favores". Segundo ele, ainda é preciso apurar qual seria a contrapartida envolvida, e apostou que conversas vazadas de Vorcaro podem "trazer luz" ao episódio. O candidato disse ainda desconfiar de uma ligação entre o caso e decretos do governo Jair Bolsonaro sobre crédito consignado e a relação desses decretos com o Banco Master. Apesar de considerar grave a situação jurídica de Flávio, Renan ponderou que o impacto eleitoral do episódio pode ser limitado. Para ele, tanto o eleitorado bolsonarista quanto o petista têm "uma resiliência muito grande" a denúncias envolvendo seus candidatos: "podem pegar o Flávio batendo na própria mãe que a pessoa fala: 'ah, mas ele bateu de maneira patriótica'", disse, fazendo o mesmo paralelo com o eleitorado de Lula.

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PGR pede fim do sigilo de documentos do caso Master e diz que medida evita falsa impressão de transparência
Política

PGR pede fim do sigilo de documentos do caso Master e diz que medida evita falsa impressão de transparência

📅 11/09/2026, 16:46

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta sexta-feira (11) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a retirada de sigilo de todos os documentos do caso Master. A PGR argumentou que liberar apenas parte da documentação poderia "induzir à ideia equivocada de transparência". Segundo a PGR, a lista de documentos enviada pelo relator do caso, ministro André Mendonça, omitiu a maior parte dos procedimentos ligados à investigação mais ampla da Polícia Federal. "O que se verifica, porém, da listagem encaminhada é que nela não se contêm grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero", diz o documento. "Fato que, embora se suponha motivado por alguma razão escusável de ordem administrativa, pode induzir à ideia equivocada de que a transparência [...] perca, ao fim e ao cabo, o seu sentido último", prossegue. Moraes pede a Fachin retirada de sigilo de todos documentos do caso Master O pedido é assinado pelo vice-procurador-geral da República Hindenburgo Chateaubriand Filho. Ele e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, vão atuar juntos no caso. As manifestações da PGR no caso vinham sendo assinadas por Gonet, que acabou citado no relatório que apontou mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o ministro Alexandre de Moraes. Após a divulgação do material, o Conselho Superior do Ministério Público Federal abriu um procedimento para analisar as referências ao procurador-geral nas conversas apreendidas pela investigação. RELEMBRE: PGR diz que é nula investigação ordenada por André Mendonça que apontou relação de Moraes e Vorcaro Hindenburgo Chateaubriand Pereira Diniz Filho Chateaubriand Pereira Diniz Filho, representante da PGR fala agora no julgamento de acusados de mandar matar Marielle Reprodução Pedidos de Moraes e Zanin Mais cedo, os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin encaminharam ofícios ao presidente do STF, Edson Fachin, defendendo medidas semelhantes às propostas pela PGR para ampliar o acesso aos documentos relacionados ao caso Master. Os pedidos foram apresentados às vésperas da sessão marcada para a próxima terça-feira (15), quando o Supremo deve analisar petições ligadas às investigações. Zanin solicitou acesso a uma mídia específica relacionada ao caso. Segundo o ministro, o material é necessário para a análise de requerimentos apresentados pela PGR que serão apreciados pelo tribunal na próxima semana. No ofício enviado a Fachin, o ministro afirmou ainda que a mídia estaria abrangida tanto pela decisão de compartilhamento dos autos quanto pelo levantamento de sigilo determinado pelo ministro André Mendonça. Já Moraes defendeu o levantamento integral do sigilo dos procedimentos relacionados ao caso Master. O ministro criticou o que classificou como uma retirada "seletiva" do sigilo e afirmou que parte das peças e documentos ainda não foi disponibilizada aos integrantes da Corte. Segundo Moraes, foram excluídos 180 documentos e arquivos digitais do conjunto de procedimentos liberados aos ministros. Para ele, a disponibilização parcial do material prejudica a análise completa dos fatos investigados. O ministro também pediu que duas petições relacionadas ao caso sejam julgadas em conjunto: uma que trata de mensagens trocadas entre ele e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e outra que reúne relatórios sobre a atuação de Mendonça na condução das operações "Sem Desconto" e "Compliance Zero". Crise Master no STF O embate ocorre após André Mendonça retirar, nesta quinta (10), o sigilo das principais apurações envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro a pedido de Fachin. Contudo, a liberação manteve em segredo outras frentes, como apurações ligadas ao senador Jaques Wagner (PT-BA) e ao financiamento do filme "Dark Horse" — cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro que colocou sob apuração da Polícia Federal conversas entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A disputa expôs divergências públicas entre integrantes da Corte, a Procuradoria-Geral da República e a direção-geral da PF. Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal REUTERS/Adriano Machado

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Master-BRB: Vorcaro tem depoimento à PF marcado para a próxima terça; defesa deve tentar adiamento
Política

Master-BRB: Vorcaro tem depoimento à PF marcado para a próxima terça; defesa deve tentar adiamento

📅 11/09/2026, 16:21

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, tem depoimento marcado na Polícia Federal para a próxima terça-feira (15). A oitiva está inserida nas investigações que apuram supostas fraudes em operações financeiras e créditos repassados ao Banco de Brasília (BRB). A defesa do empresário, no entanto, deve solicitar o adiamento do depoimento sob o argumento de que ainda não teve acesso à íntegra dos documentos e laudos anexados aos autos. O depoimento está agendado para o mesmo dia em que o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) realizará uma sessão extraordinária. Convocada pelo presidente da Corte, ministro Luiz Edson Fachin, a reunião plenária de terça-feira analisará o relatório da PF que identificou 52 mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes entre o fim de outubro e meados de novembro de 2025, período que antecedeu a primeira prisão do ex-banqueiro. O plenário decidirá se autoriza a abertura de investigação formal a respeito dos fatos. Agora no g1 O depoimento de Vorcaro também ocorre em meio à divulgação de relatórios periciais que aprofundam as suspeitas sobre as relações comerciais entre Master e BRB. Em laudo tornado público pelo ministro André Mendonça — relator dos principais inquéritos do caso no STF —, a PF apontou fortes indícios de irregularidades na cessão de R$ 7,15 bilhões em carteiras de crédito da empresa Tirreno Consultoria Promotoria de Créditos e Participações para o Banco Master entre 2024 e 2025. Conforme a perícia da PF: falta de capacidade e padrões artificiais: a Tirreno não detinha capacidade operacional compatível para a originação desses volumes financeiros, apresentando registros com padrões atípicos de repetição de valores e contratos. ausência de liquidação financeira: não foram localizadas evidências de que o Banco Master tenha efetuado o pagamento efetivo pelas cessões; a única conta bancária da Tirreno no sistema financeiro só foi aberta em maio de 2025, após a realização das operações e sem movimentação registrada. repasse ao BRB: Posteriormente, esses direitos creditórios foram transferidos à instituição pública do Distrito Federal. Crise no BRB A transferência de créditos podres e sem lastro culminou na crise que atinge a instituição financeira pública. Segundo a administração do BRB, o rombo estimado chega a R$ 8,8 bilhões, composto por títulos inexistentes, fraudados ou de difícil liquidação adquiridos do Master. Embora o BRB tenha submetido um plano de capitalização ao Banco Central para recompor seu patrimônio, as principais medidas anunciadas — como uma operação de empréstimo de R$ 6,6 bilhões mediada no STF e a venda de carteiras de ativos a fundos de investimento — enfrentam entraves e indefinições regulatórias. Em paralelo, investigações da Operação Compliance Zero já resultaram em medidas de bloqueio de bens de Vorcaro e na prisão preventiva de ex-gestores do banco estatal. Acesso a investigações do MPF Além das operações financeiras, relatórios da PF revelam a atuação de um braço operacional ligado a Daniel Vorcaro, denominado "A Turma" e chefiado por Luiz Phillipi Mourão, o "Sicário". Mensagens interceptadas mostram que o grupo violava sistemas restritos para obter informações prévias de investigações do Ministério Público Federal (MPF) e da PF. Utilizando credenciais funcionais de servidores públicos, o grupo monitorava apurações que tinham como alvos o Banco Master, o BRB e o próprio Vorcaro. Em julho de 2025, diálogos indicam que Vorcaro ordenou levantamento detalhado das apurações, obtendo acesso antecipado à um documento no MPF que deu origem à deflagração da Operação Compliance Zero. Caso Master: Daniel Vorcaro em depoimento à PF em 2025 Jornal Nacional/ Reprodução

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Flávio Bolsonaro é investigado: 5 pontos que a PF quer esclarecer sobre o financiamento de 'Dark Horse'
Política

Flávio Bolsonaro é investigado: 5 pontos que a PF quer esclarecer sobre o financiamento de 'Dark Horse'

📅 11/09/2026, 16:05

Flávio Bolsonaro é investigado no caso 'Dark Horse' A Polícia Federal (PF) investiga, em inquérito aberto com autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a origem e a movimentação dos recursos usados para financiar o filme "Dark Horse", produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação foi autorizada em julho, após pedido da PF, e tramita sob sigilo. Nesta sexta-feira (11), Mendonça levantou o sigilo de parte dos documentos do processo, após pedido do presidente da Corte, Edson Fachin. Em um dos documentos, consta a informação de que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) está entre os investigados na ação. Segundo a decisão, a PF investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros possíveis crimes que teriam sido praticados, em tese, por Flávio Bolsonaro no contexto do financiamento do filme, envolvendo Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. O ator norte-americano Jim Caviezel interpreta o ex-presidente Jair Bolsonaro no filme 'Dark Horse' Reprodução Além de compreender o papel de Flávio na captação e direcionamento de recursos do filme, investigadores querem identificar os seguintes pontos, segundo relatório citado em manifestação da Procuradoria-Geral da República: 1. De onde veio o dinheiro usado para financiar o filme A PF quer identificar a origem dos recursos utilizados no financiamento de Dark Horse, ao reconstruir o caminho do dinheiro e verificar quais foram as fontes dos valores destinados à produção, e onde esses recursos foram investidos. 🎥 O filme "Dark Horse" ganhou notoriedade após a divulgação, pelo site Intercept Brasil, de conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, em que o filho do ex-presidente solicita recursos para financiar a produção cinematográfica. O banqueiro ajudou a financiar o filme, e as negociações envolveram contatos diretos com o filho mais velho do ex-presidente, que pediu dinheiro e pressionava pelos pagamentos. Vorcaro chegou a pagar R$ 61 milhões aos produtores do filme, via fundo nos Estados Unidos, o Havengate. Flávio Bolsonaro teria negociado o repasse de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões na época, para financiar a produção. As informações constam nos documentos que tiveram o sigilo retirado nesta sexta (11). R$ 75,1 milhões - valor que a produtora diz ter gasto; R$ 61 milhões - valor que Daniel Vorcaro teria destinado ao filme via fundo nos EUA; R$ 134 milhões - valor que Flávio Bolsonaro teria negociado antes de Vorcaro ser preso; R$ 108 milhões - valor do contrato entre ONG de Karina da Gama e a Prefeitura de SP para instalação de wi-fi na capital paulista. 2. Qual foi a atuação de Flávio Bolsonaro e de outras pessoas ligadas ao filme A PF também quer esclarecer a atuação de Flávio Nantes Bolsonaro, Eduardo Nantes Bolsonaro, Mário Luis Frias, Thiago Miranda Silva, Fabiano Campos Zettel, Paulo Sergio Camin Calixto, Altieres Santana e de outras pessoas envolvidas no caso. A investigação busca delimitar o papel de cada um na produção e nas operações financeiras relacionadas ao filme. 3. Qual foi a participação da Entre Investimentos e do dono da empresa, Antônio Freixo Júnior, nas remessas ao exterior Outro ponto é esclarecer a participação da Entre Investimentos e Participações Ltda. e de Antônio Carlos Freixo Júnior em remessas de dinheiro para fora do país. O empresário assinou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), na última semana. Nele, afirmou que fez sete repasses, a título de "subscrições de cotas", para o fundo Havengate nos Estados Unidos. As transações foram feitas de janeiro a setembro de 2025, a mando de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. Elas totalizaram US$ 12,333 milhões. Pela cotação de setembro de 2025, esse valor equivalia a R$ 62,8 milhões. A subscrição de cotas é um processo em que um fundo emite novas cotas para aumentar seu patrimônio, recebendo aporte de investidores. Os valores foram pedidos a Vorcaro pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje candidato à Presidência. Flávio Bolsonaro vinha afirmando que o último pagamento de Vorcaro havia sido em maio de 2025. O pagamento de setembro, no valor de US$ 1,666 milhão, contraria essa afirmação. O acordo de delação do empresário foi firmado com a PGR em 8 de agosto e homologado pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (9). Antonio Carlos, conhecido como Mineiro, entregou às autoridades os comprovantes das transferências para pagamento das subscrições de cotas e os e-mails que trocou com o responsável pelo fundo Havengate, Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos EUA. A PF busca entender a natureza dessas operações e qual foi a relação delas com o financiamento da produção. 4. Quem são os beneficiários finais de dois fundos no exterior Os investigadores também querem identificar os beneficiários finais da Havengate Development Fund LP e da Havengate Development Fund GP LLC. A medida busca descobrir quem está, de fato, por trás dessas estruturas e qual a eventual relação delas com os recursos movimentados no caso. 5. Quais documentos comprovam os pagamentos e contratos A investigação pretende obter uma série de documentos relacionados ao financiamento do filme, entre eles: contratos e aditivos; comprovantes de pagamento; cronogramas de pagamento; instrumentos de câmbio; notas fiscais; documentos societários; comunicações relacionadas ao financiamento da produção. O objetivo é reunir registros que permitam reconstruir as operações financeiras e verificar como os recursos foram contratados e pagos. Investigações O financiamento do filme de Bolsonaro é investigado em dois inquéritos perante o STF. ➡️ O primeiro, sob relatoria do ministro André Mendonça, apura os repasses feitos por Vorcaro. Investigadores suspeitam que parte dos recursos não tenha sido usada no filme. É no âmbito deste inquérito que Flávio consta na lista de investigados. ➡️ O segundo inquérito, sob relatoria do ministro Flávio Dino, investiga se a produtora Go Up Entertainment usou emendas parlamentares para bancar a produção. A PF fez uma operação nessa quinta-feira (10) e cumpriu mandados de busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento em um esquema de desvio de emendas parlamentares. Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-RJ) e Karina Ferreira da Gama, dona da produtora responsável pelo filme. ➡️ Havia ainda uma investigação em São Paulo, conduzida pela Polícia Civil, para apurar um contrato de mais de R$ 150 milhões entre a Go Up e a prefeitura para instalação de pontos de Wi-Fi em bairros da periferia. O contrato não foi cumprido integralmente e existem suspeitas de que parte dos valores foi desviada. Esse inquérito passou a tramitar com Dino no STF.

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China e Irã estão entre países que utilizaram IA para espionagem, diz Anthropic
Economia

China e Irã estão entre países que utilizaram IA para espionagem, diz Anthropic

📅 11/09/2026, 15:55

Anthropic bloqueia uso de IA em pesquisa de armas biológicas A Anthropic anunciou nesta semana que encerrou várias operações de vigilância patrocinadas por Estados que utilizavam seus modelos de inteligência artificial (IA) e alertou que governos e atores alinhados a eles recorrem cada vez mais à IA para espionar minorias e dissidentes. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Os incidentes tiveram origem na China, no Irã e na África Ocidental e foram detectados e interrompidos entre janeiro e julho, informou a empresa em um relatório sobre o uso indevido de seus modelos. Essas campanhas de vigilância "visavam as mesmas comunidades da diáspora e dissidentes que esses regimes perseguem historicamente", apontou o relatório. Segundo a Anthropic, entre esses grupos estavam ativistas pró-democracia de Hong Kong, comunidades tibetanas e minorias e opositores do regime iraniano que vivem no exterior. Em um dos casos, iranianos desenvolveram um método para identificar pessoas por meio de suas contas em redes sociais. Anthropic Reuters Em outro, um contratado que trabalhava para as autoridades de segurança nacional do Mali utilizou o Claude "para projetar o software subjacente que permitiu a coleta de inteligência". A Anthropic também bloqueou tentativas de usuários de desenvolver armas, realizar pesquisas biológicas consideradas problemáticas e criar golpes românticos online. A empresa, sediada em San Francisco, acusou ainda desenvolvedores chineses de utilizarem o Claude de forma enganosa para gerar respostas a consultas de usuários enquanto, simultaneamente, "destilavam" esses dados para aprimorar seus próprios modelos. Destilação é um termo do setor que se refere a um processo no qual um modelo de IA é utilizado para treinar outro. Desenvolvedores chineses já foram acusados anteriormente de empregar essa técnica sem autorização. Pesquisas biológicas suspeitas Em relação às pesquisas ligadas a armas biológicas que a Anthropic detectou e bloqueou, a intenção dos envolvidos era menos clara, e a empresa não os identificou. "As pessoas envolvidas nesses estudos de caso são cientistas. Não afirmamos que tivessem a intenção de causar danos. Identificá-las ou identificar seus laboratórios poderia expô-las a riscos", afirmou o relatório. Os estudos nesses casos estavam concentradas em trabalhos relacionados ao vírus chikungunya, transmitido por mosquitos; a uma cepa "altamente patogênica" de gripe aviária; a uma família de vírus que inclui a varíola e o mpox; além de venenos e outras toxinas.

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Defesa de Vorcaro joga parada e espera STF para definir estratégia
Política

Defesa de Vorcaro joga parada e espera STF para definir estratégia

📅 11/09/2026, 15:40

Caso Master: Daniel Vorcaro é transferido do presídio para a Superintendência da PF Jornal Nacional/ Reprodução A defesa de Daniel Vorcaro está em compasso de espera. A avaliação é que não adianta definir agora os próximos movimentos sem saber como ficará o tabuleiro no Supremo depois da sessão da próxima terça-feira. GloboPop: veja os vídeos do palco da Andréia Sadi O resultado pode ser decisivo inclusive para definir — ou mudar — os rumos de uma eventual delação. Vorcaro sempre admitiu que buscava proteção e interlocução em Brasília — inclusive por meio do contrato com Viviane —, mas até aqui nunca se dispôs a delatar grandes figuras. Sua linha sempre foi a de relatar os fatos sob sua ótica, sustentar que não cometeu ilegalidades e evitar acusações que atingissem personagens poderosos. Na avaliação de pessoas que conhecem e acompanham as investigações, isso não acontece por acaso. Vorcaro ainda aposta na sobrevivência do grupo com o qual construiu relações e espera colher, no futuro, o retorno dos ativos políticos que acumulou. A expectativa é de que o sistema encontre uma forma de sobreviver à crise e, inclusive, preservar o futuro presidente do STF. É por isso, segundo essas fontes, que Vorcaro continua dizendo não ter nada a revelar sobre essas grandes figuras. Ele ainda aposta na sobrevivência desse grupo. Essa estratégia, porém, esbarra hoje em André Mendonça e no grupo que começa a se formar em torno da reação ao caso, sobretudo depois da retirada do sigilo dos documentos. Por isso, terça-feira virou o Dia D. 📱 Acesse o Canal da Sadi no WhatsApp É quando começará a ficar mais claro para onde caminham as investigações e qual será a correlação de forças no tribunal. Há várias incógnitas: se haverá pedido de vista; se a sessão será aberta ou fechada — Fachin resiste ao fechamento —; e até que ponto ministros poderão antecipar seus votos e posições mesmo que o julgamento não termine. O que acontecer no plenário não definirá apenas o rito do caso Master. Na avaliação de quem acompanha as investigações e os movimentos da defesa, poderá também definir a estratégia de Vorcaro daqui para frente — inclusive se ele mantém a aposta de que o sistema sobreviverá ou se chega a hora de mudar de jogo.

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Moraes vota para rejeitar recurso da defesa e manter condenação de Eduardo Bolsonaro por coação
Política

Moraes vota para rejeitar recurso da defesa e manter condenação de Eduardo Bolsonaro por coação

📅 11/09/2026, 15:32

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou para rejeitar o recurso apresentado pela Defensoria Pública da União (DPU) e manter a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo. A pena fixada pela Primeira Turma do Supremo foi de 4 anos e 2 meses de prisão. O julgamento do recurso (embargos de declaração) ocorre no plenário virtual do STF e está pautado para seguir até o dia 18 de setembro. A condenação de Eduardo Bolsonaro pela Primeira Turma ocorreu em 16 de junho, mas a DPU, que realiza a defesa do ex-parlamentar, recorreu do acórdão. No recurso, a defesa pediu a rejeição da acusação e a redução da pena, alegando que as declarações e críticas dirigidas ao Judiciário estariam protegidas pela liberdade de expressão e pela imunidade parlamentar, além de sustentarem que o uso de seus vídeos como prova caracterizaria "confissão espontânea" (leia mais abaixo). PF recomenda demissão do ex-deputado Eduardo Bolsonaro por abandono do cargo de escrivão 📌 Por que Moraes votou contra o recurso da defesa? Em seu voto pela rejeição do recurso, o relator Alexandre de Moraes destacou que não existe qualquer omissão, contradição ou obscuridade na decisão que condenou o ex-deputado: Inexistência de confissão espontânea: Moraes explicou que Eduardo Bolsonaro jamais admitiu a prática do crime e se ausentou deliberadamente de toda a instrução processual, não tendo comparecido para depor no STF. Segundo o ministro, admitir que falou algo, mas alegar que a conduta era lícita ou protegida, é apenas uma tese de defesa ("confissão qualificada") que não dá direito a desconto na pena. Afastamento da imunidade parlamentar: o relator reafirmou que as declarações proferidas pelo réu em redes sociais, transmissões ao vivo e entrevistas no exterior tiveram a intenção deliberada de intimidar autoridades judiciais e interferir no andamento de ações penais no STF. O ministro ressaltou que o desvio de finalidade afasta a proteção da imunidade parlamentar. Uso sistemático de redes para coação: o voto aponta que as manifestações ocorriam mediante idêntico modus operandi, de forma coordenada e progressiva, caracterizando continuidade delitiva. Alexandre de Moraes Luiz Silveira/STF LEIA TAMBÉM: Em mensagem, Eduardo Bolsonaro cita que dinheiro para 'Dark Horse' vindo do Brasil seria 'problemático': 'ideal seria haver recursos já nos A' PF recomenda demissão de Eduardo por abandono do cargo de escrivão Em outra frente que envolve o ex-parlamentar, a Polícia Federal concluiu processo administrativo disciplinar e recomendou a demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da corporação por abandono de cargo. O procedimento apurou a ausência injustificada do ex-deputado das funções do cargo efetivo na PF. LEIA MAIS: O que é abandono de trabalho? Entenda regras que podem levar Eduardo Bolsonaro à demissão da PF

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Moraes fala em 'escolha seletiva' de Mendonça e pede a Fachin retirada de sigilo de todos os documentos do caso Master
Política

Moraes fala em 'escolha seletiva' de Mendonça e pede a Fachin retirada de sigilo de todos os documentos do caso Master

📅 11/09/2026, 15:12

Moraes pede a Fachin retirada de sigilo de todos documentos do caso Master O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou nesta sexta-feira (11) um ofício ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, no qual cita uma "escolha seletiva" na retirada do sigilo, por André Mendonça, dos inquéritos e procedimentos ligados ao Banco Master. Moraes pediu a derrubada imediata de todo e qualquer sigilo dos documentos. O ministro também solicitou o julgamento conjunto de duas petições em curso no tribunal sobre o caso: a que trata das mensagens trocadas por Daniel Vorcaro com o próprio Alexandre de Moraes; e a que reúne relatórios que apontam suposta quebra de imparcialidade e suspeitas de improbidade administrativa, crimes de responsabilidade e abuso de autoridade por parte de Mendonça na condução das operações "Sem Desconto" e "Compliance Zero". A análise da situação de Moraes está prevista para a próxima terça-feira (15). Fachin ainda está definindo qual será o rito do julgamento relacionado ao colega. No documento enviado a Fachin nesta sexta, Moraes afirma que, ao cumprir solicitação da presidência do STF, Mendonça — a quem classificou como "diretamente interessado no julgamento" — liberou apenas 15 procedimentos de forma parcial, excluindo 180 peças e documentos digitais. "O julgamento fracionado das PETs 16.704 e 16.662 (...) somado à escolha seletiva do levantamento somente de parte dos procedimentos e o direcionamento subjetivo de um dos interessados de quais documentos de cada PET deverão ser entregues aos Ministros julgadores, com a supressão de 180 (cento e oitenta) documentos, obstaculiza gravemente a análise probatória", escreveu Moraes. No ofício a Fachin, Moraes anexou uma tabela comparativa detalhando a diferença entre as peças disponibilizadas e as registradas no sistema eletrônico do tribunal. Inquérito 5026: 61 peças pendentes (1.025 disponibilizadas de 1.086); PET 15556: 54 peças pendentes (504 disponibilizadas de 558); Reclamação (RCL) 88121: 35 peças pendentes (413 disponibilizadas de 448); PET 15198: 23 peças pendentes (1.049 disponibilizadas de 1.072); PET 15978: 7 peças pendentes (392 disponibilizadas de 399). Segundo o ministro, das 4.514 peças constantes no sistema para os 15 procedimentos listados, apenas 4.334 foram disponibilizadas. Ele pediu ainda que a Diretoria de Tecnologia da Informação do STF certifique a quantidade exata de procedimentos existentes relacionados à investigação. Julgamento conjunto com Mendonça André Mendonça durante sessão no STF Luiz Silveira/STF Moraes criticou o fato de ter sido pautada apenas a análise da petição relacionada a ele, sobre relação com Vorcaro, deixando de fora a que trata da conduta de André Mendonça. Esta última é a que reúne relatórios de inteligência da Polícia Federal, sem valor probatório, sobre a atuação de Mendonça na condução das operações "Sem Desconto" e "Compliance Zero". Entre os pontos citados por Moraes contra Mendonça na comunicação original de 3 de setembro estão: usurpação da direção das investigações policiais com quebra da cadeia de armazenamento de provas; condução supostamente irregular de tratativas de colaboração premiada; suposto direcionamento de apurações contra alvos, incluindo o próprio Moraes e o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, por motivações pessoais e políticas. Intimação de ministros Moraes ressaltou que o próprio presidente Edson Fachin havia reconhecido conexão entre os dois temas para evitar decisões contraditórias. Por isso, formalizou três pedidos a Fachin: realização de julgamento conjunto; levantamento total e irrestrito do sigilo de todos os procedimentos; intimação de todos os ministros do STF citados nos autos, para que possam prestar esclarecimentos e assegurar a defesa de suas prerrogativas; Crise Master no STF O embate ocorre após André Mendonça retirar, na quinta-feira (10), o sigilo das principais apurações envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro a pedido de Fachin. Contudo, a liberação manteve em segredo outras frentes, como apurações ligadas ao senador Jaques Wagner (PT-BA) e ao financiamento do filme "Dark Horse" — cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro que colocou sob apuração da Polícia Federal conversas entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A disputa expôs divergências públicas entre integrantes da Corte, a Procuradoria-Geral da República e a direção-geral da PF. Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal REUTERS/Adriano Machado

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Em mensagem, Eduardo Bolsonaro cita que dinheiro para 'Dark Horse' vindo do Brasil seria 'problemático': 'Ideal seria haver recursos já nos EUA'
Política

Em mensagem, Eduardo Bolsonaro cita que dinheiro para 'Dark Horse' vindo do Brasil seria 'problemático': 'Ideal seria haver recursos já nos EUA'

📅 11/09/2026, 14:59

Um documento da Procuradoria-Geral da República (PGR), elaborado com base em investigações da Polícia Federal (PF), aponta que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro orientou a gestão e a remessa de recursos nos Estados Unidos para o financiamento do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O parecer, assinado em julho de 2026 pelo procurador-geral Paulo Gonet, deu aval à abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar o financiamento transnacional da produção cinematográfica. Investigadores obtiveram a captura de tela de uma conversa atribuída a Eduardo Bolsonaro com orientações sobre como operacionalizar o envio dos valores ao exterior. O documento da PGR não especifica quem era o destinatário direto da mensagem. No texto, o ex-parlamentar sugere enviar o máximo possível pelo sistema já utilizado — que não fica claro qual era — e coloca um operador à disposição para reuniões (leia mais abaixo). ‘Dark Horse’: Flávio Bolsonaro é investigado no STF por lavagem, evasão e corrupção "O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para os EUA é tranquilo. Se a empresa brasileira a enviar aos EUA não tiver aquele grande orçamento que mencionamos como exemplo, será problemático, vai ser necessário fazer as remessas aos poucos e isto tardaria cerca de 6 meses, calculamos", diz o trecho atribuído a Eduardo Bolsonaro. "Meu receio é que você seja solícito, bom coração, mas tenha essa dificuldade. Solução: enviar o máximo possível ainda neste sistema atual, como o remetente atual e etc. Será que conseguimos? Nos dá amanhã um feedback desta sua reunião de hoje a noite, por favor? O Altieris Santana está à disposição, inclusive voa para fazer reunião pessoal com quem quer que seja", conclui a mensagem. Altieris Santana, citado no diálogo, é identificado na apuração como diretor do Havengate Development Fund, fundo de investimento sediado no Texas (EUA) responsável por administrar os valores e repassá-los à produtora Go Up Entertainment. Eduardo Bolsonaro é condenado a 4 anos e 2 meses de prisão por tentar atrapalhar o julgamento do pai por golpe de Estado Jornal Nacional/ Reprodução Contrato de US$ 24 milhões e delação de 'Mineiro' A apuração aponta indícios de que empresas foram utilizadas para operacionalizar repasses ilícitos para a produção cinematográfica. Em dezembro de 2024, o publicitário Thiago Miranda enviou ao banqueiro Daniel Vorcaro uma minuta intitulada "Acordo de Financiamento de Produção 'Capitão do Povo'" (nome anterior do filme "Dark Horse"), prevendo um investimento total de US$ 24 milhões em 14 parcelas. As remessas internacionais, que somaram US$ 12,3 milhões em 2025, foram realizadas pela empresa Entre Investimentos, pertencente a Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como "Mineiro". "Mineiro" firmou um acordo de delação premiada com a PGR, homologado nesta quarta (9) pelo ministro do STF André Mendonça. Em seus depoimentos, o empresário listou pagamentos ao fundo que financiou o filme, o uso de uma empresa nas Bahamas para repasses a mando de Vorcaro e a compra de malas destinadas exclusivamente à entrega de dinheiro vivo. PF aponta valores 'destoantes' do mercado audiovisual Na representação enviada ao STF, a Polícia Federal ressaltou que o montante previsto para o filme era desproporcional e levantava suspeitas de que os recursos pudessem ter outras finalidades além da produção cinematográfica: "A magnitude dos valores identificados [...] permanece significativamente destoante dos referenciais disponíveis do mercado audiovisual nacional e, somada às demais circunstâncias descritas, reforça a necessidade investigativa de verificar a compatibilidade econômica e a efetiva destinação dos recursos", registrou a PF. "A discrepância entre as projeções do plano de negócios e qualquer parâmetro realista do mercado cinematográfico nacional constitui elemento que reforça a necessidade de apuração quanto à viabilidade econômica e à verdadeira finalidade da operação", aponta outro trecho do relatório. Encontros e ligações com Flávio Bolsonaro O parecer da PGR indica que a articulação contava também com a participação do senador Flávio Bolsonaro, que manteve tratativas diretas com Daniel Vorcaro sobre cobranças de repasses, reuniões e o acompanhamento das gravações. Em setembro de 2025, Thiago Miranda comunicou a Vorcaro que Flávio Bolsonaro desejava encontrá-lo pessoalmente para mostrar trechos do que estava sendo gravado, sugerindo um encontro na residência do banqueiro. No dia seguinte, registros mostram uma ligação entre Vorcaro e Flávio, coincidindo com a realização de uma das remessas da Entre Investimentos para o fundo nos EUA. Na representação ao STF, a polícia diz quais pontos precisam ser esclarecidos na investigação: "a origem dos recursos destinados ao financiamento do filme"; "a razão da utilização da Entre Investimentos como intermediária dos pagamentos"; "a função desempenhada pela Havengate Development Fund LP"; "os beneficiários finais dos valores remetidos ao exterior"; "o papel efetivamente exercido por Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro" e dos demais envolvidos na "estruturação, cobrança, execução e destinação dos aportes". O que dizem os citados Em entrevista à GloboNews em maio, o senador Flávio Bolsonaro negou que os recursos tenham sido destinados a Eduardo Bolsonaro, afirmando que o dinheiro foi aplicado integralmente na produção do filme: "Não foi para o Eduardo Bolsonaro. Todos os recursos que foram aportados neste fundo, que é específico para a produção do filme, foram usados integralmente para fazer o filme", declarou Flávio. A TV Globo tenta contato com Eduardo Bolsonaro. Já a defesa de Flávio Bolsonaro não tinha enviado resposta até a última atualização desta reportagem.

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PF vê indícios de irregularidades em R$ 7 bilhões em créditos cedidos ao Master em investigação que envolve operações com o BRB
Política

PF vê indícios de irregularidades em R$ 7 bilhões em créditos cedidos ao Master em investigação que envolve operações com o BRB

📅 11/09/2026, 14:37

Vorcaro teve acesso a dados sigilosos do MPF A Polícia Federal (PF) identificou fortes indícios de irregularidades na transferência de R$ 7,15 bilhões em créditos da empresa Tirreno Consultoria Promotoria de Créditos e Participações ao Banco Master em 2024 e 2025. No laudo, a PF afirma que a Tirreno não tinha capacidade compatível para a originação dos créditos (geração ou concessão dos empréstimos) e identificou indícios de artificialidade (padrões incompatíveis, como repetição atípica de valores e contratos) nos registros analisados. A informação consta em laudo, cujo sigilo foi retirado na noite desta quinta-feira (10) pelo ministro André Mendonça, responsável pelas principais investigações relacionadas ao Banco Master que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Posteriormente, esses direitos creditórios, segundo a PF, teriam sido repassados ao Banco Regional de Brasília (BRB), que está no centro das investigações sobre o escândalo do Master e sobre a origem da carteira adquirida pelo banco público. Segundo a atual gestão do BRB, a crise revelou um rombo de R$ 8,8 bilhões na instituição, associado a títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. BRB aprova aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões para reduzir rombo deixado pelo Master Jornal Nacional/ Reprodução Indícios de fraudes Segundo o laudo da PF, a empresa, que originalmente se chamava SX 016 Empreendimentos e Participações e depois teve seu nome alterado para Tirreno, foi criada em novembro de 2024, um mês antes da primeira transferência de créditos ao Master, no valor de cerca de R$ 280 milhões. Na formação dos créditos vendidos, a PF identificou "padrões recorrentes e incomuns de distribuição de valores, replicação de contratos e concentração de atributos, que são indícios fortes de artificialidade." Além dos indícios de irregularidades na formação da carteira, a Polícia Federal não encontrou evidências de que os valores das cessões dos créditos tenham sido efetivamente pagos pelo Master à empresa. "Os exames realizados não identificaram evidências de liquidação financeira efetiva das cessões mediante disponibilização dos recursos em conta corrente de livre movimentação da Tirreno. A única conta corrente de titularidade da empresa identificada no Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional (CCS), foi aberta apenas em 23/05/2025 (após a realização de todas as cessões examinadas) e sem movimentação financeira", diz o laudo da PF.

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PF vê indícios de irregularidades em R$ 7 bilhões em créditos cedidos ao Master em investigação que envolve operações com o BRB
Economia

PF vê indícios de irregularidades em R$ 7 bilhões em créditos cedidos ao Master em investigação que envolve operações com o BRB

📅 11/09/2026, 14:37

Vorcaro teve acesso a dados sigilosos do MPF A Polícia Federal (PF) identificou fortes indícios de irregularidades na transferência de R$ 7,15 bilhões em créditos da empresa Tirreno Consultoria Promotoria de Créditos e Participações ao Banco Master em 2024 e 2025. No laudo, a PF afirma que a Tirreno não tinha capacidade compatível para a originação dos créditos (geração ou concessão dos empréstimos) e identificou indícios de artificialidade (padrões incompatíveis, como repetição atípica de valores e contratos) nos registros analisados. A informação consta em laudo, cujo sigilo foi retirado na noite desta quinta-feira (10) pelo ministro André Mendonça, responsável pelas principais investigações relacionadas ao Banco Master que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Posteriormente, esses direitos creditórios, segundo a PF, teriam sido repassados ao Banco Regional de Brasília (BRB), que está no centro das investigações sobre o escândalo do Master e sobre a origem da carteira adquirida pelo banco público. Segundo a atual gestão do BRB, a crise revelou um rombo de R$ 8,8 bilhões na instituição, associado a títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. BRB aprova aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões para reduzir rombo deixado pelo Master Jornal Nacional/ Reprodução Indícios de fraudes Segundo o laudo da PF, a empresa, que originalmente se chamava SX 016 Empreendimentos e Participações e depois teve seu nome alterado para Tirreno, foi criada em novembro de 2024, um mês antes da primeira transferência de créditos ao Master, no valor de cerca de R$ 280 milhões. Na formação dos créditos vendidos, a PF identificou "padrões recorrentes e incomuns de distribuição de valores, replicação de contratos e concentração de atributos, que são indícios fortes de artificialidade." Além dos indícios de irregularidades na formação da carteira, a Polícia Federal não encontrou evidências de que os valores das cessões dos créditos tenham sido efetivamente pagos pelo Master à empresa. "Os exames realizados não identificaram evidências de liquidação financeira efetiva das cessões mediante disponibilização dos recursos em conta corrente de livre movimentação da Tirreno. A única conta corrente de titularidade da empresa identificada no Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional (CCS), foi aberta apenas em 23/05/2025 (após a realização de todas as cessões examinadas) e sem movimentação financeira", diz o laudo da PF.

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Caso Master: veja diálogos obtidos pela PF que mostram que grupo de Vorcaro tinha acesso a investigações do Ministério Público
Política

Caso Master: veja diálogos obtidos pela PF que mostram que grupo de Vorcaro tinha acesso a investigações do Ministério Público

📅 11/09/2026, 14:34

Vorcaro teve acesso a dados sigilosos do MPF, diz PF Mensagens obtidas pela Polícia Federal revelam que o banqueiro Daniel Vorcaro teve acesso antecipado a procedimentos sigilosos do Ministério Público Federal (MPF) que apuravam irregularidades na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). Segundo relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), dados restritos foram extraídos diretamente dos sistemas do MPF por aliados de Vorcaro antes da deflagração da Operação Compliance Zero. O relatório se tornou público após o ministro André Mendonça, do STF, retirar o sigilo de documentos relacionados às investigações do caso Master. Mendonça atendeu a uma solicitação do presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, em meio à crise que atinge o Supremo. As apurações fundamentaram a decisão do ministro do STF André Mendonça, que determinou a segunda prisão de Vorcaro. Conforme as apurações, "A Turma" — grupo sob comando do banqueiro voltado a ameaças e espionagem — realizava consultas ilegais em bases de dados restritas de órgãos de investigação policial e segurança pública. Em nota, o MPF confirmou a informação de que houve acesso indevido aos sistemas do órgão. Segundo o comunicado, uma apuração interna apontou que servidores do Ministério Público Federal foram vítimas de phishing. Conforme o órgão, uma das credenciais usadas ainda está em análise. 🔎Phishing é um golpe digital em que criminosos enganam vítimas para roubar senhas e dados de pessoas. Conforme a PF, as extrações de procedimentos do MPF eram coordenadas por Luiz Phillipi Mourão, apontado como chefe operacional do grupo de Vorcaro e conhecido pelo codinome "Sicário". A seguir, veja diálogos obtidos pelos investigadores (clique no link para seguir ao conteúdo): 'Quero tudo', disse Vorcaro Início da Compliance Zero 'Estamos com acesso total', disse Sicário Quebra de 'sigilo máximo' Credenciais de servidores 'Quero tudo', disse Vorcaro De acordo com a investigação, no dia 23 de julho de 2025, o Sicário enviou a Vorcaro o resultado de uma busca realizada nos sistemas internos do MPF usando os parâmetros "BRB AND MASTER", com a finalidade de mapear apurações sobre a operação financeira entre as duas instituições. Na troca de mensagens, o Sicário encaminhou uma mensagem, de um remetente desconhecido, que alertava sobre a quantidade de registros e o risco de chamar a atenção dos órgãos de controle: Sicário [em mensagem encaminhada a Vorcaro]: "Veja com ele [Vorcaro] se ele quer que entremos em todos os processos sobre o BRB + Master. São muitos. Eu entrei no primeiro, mas são muitos e às vezes pode chamar atenção." Daniel Vorcaro [em resposta para Sicário]: "Quero tudo. Atenção total." Sicário [em resposta a Vorcaro]: "Sim! Então vou mandar puxar geral. Ok." A PF constatou que a consulta foi realizada a partir do login funcional de um servidor do Ministério Público Federal. No mesmo dia, uma pesquisa paralela, feita com o número de CPF de Vorcaro como parâmetro, localizou 15 procedimentos, sendo 11 deles sob segredo de justiça. Os peritos identificaram ainda que, em um dos relatórios encaminhados ao banqueiro, o nome e a lotação do servidor haviam sido cobertos digitalmente por um "hachurado branco". A tentativa de ocultação falhou: os metadados continuavam preservados no arquivo PDF e foram integralmente recuperados pelos peritos federais. Início da Operação Compliance Zero No dia seguinte, 24 de julho de 2025, Sicário repassou ao banqueiro o teor de uma Notícia de Fato instaurada no MPF do Distrito Federal para investigar supostos crimes contra o sistema financeiro na negociação entre Master e BRB: Sicário: "Investigação para apurar irregularidade na compra Ref. Master + BRB." Segundo a Polícia Federal, essa Notícia de Fato constituiu o ponto de partida formal da Operação Compliance Zero, que meses depois culminaria na prisão de Vorcaro. Com a brecha no sistema, o grupo tomou conhecimento da apuração logo em seus primeiros atos. 'Estamos com acesso total', disse Sicário O relatório da PF aponta que a espionagem institucional vinha ocorrendo pelo menos desde o primeiro semestre de 2024. Em 18 de junho de 2024, após receber de Vorcaro um despacho da Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros (Delecor), da PF de São Paulo, Sicário acionou sua rede de contatos: Sicário: "O que você quer que façam? Acabei de ligar na turma aqui." Em seguida, enviou um levantamento com procedimentos sigilosos envolvendo o empresário. Os documentos, segundo a perícia, foram gerados a partir da conta de uma servidora do Ministério Público Federal. Ao constatar a existência de seis processos sigilosos com seu nome, Vorcaro ordenou: Daniel Vorcaro: "Tem que levantar todos. Pra ver o que é. DF Não sabia de nada." Sicário: "Sim já pedi para fazer o total de todos." Três dias depois, em 21 de junho de 2024, Mourão enviou inquéritos policiais e ofereceu estender as buscas a sócios e executivos — citando nomes como Fabiano Zettel, pastor e empresário ligado a Vorcar; Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro; Maurício Quadrado, ex-diretor do Master; e Nelson Tanure, investidor e empresário: Sicário: "Se quiser adicionar + gente. Pra puxar os sigilosos." Sicário: "Se tiver mais alguma informação pra complementar de algum nome, ou empresa ou pessoa que eu não saiba." Sicário: "Me avise e me mande para puxar. Me dá um update, se quer alguma coisa." Sicário: "Para puxar o que precisar estamos com acesso total e ilimitado lá, só não sei até quando." Quebra de 'sigilo máximo' Quem são 'A Turma' e 'Os Meninos', grupos alvos da nova fase da Compliance Zero que intimi Meses antes, em março de 2024, os diálogos já registravam investidas para furar barreiras de segurança da Procuradoria. No dia 23 de março, Sicário relatou dificuldades técnicas para ler uma investigação específica: Sicário: "Não deixam, somente a unidade deles, colocaram sigilo máximo." Sicário: "Amanhã pela manhã, vou buscar conseguir acessar, que agora eles tão off-line no sistema." Na manhã seguinte, 24 de março, o líder do grupo "A Turma" comemorou a quebra do bloqueio: Sicário: "Acesso total nível máx". A imagem anexada à mensagem confirmava o ingresso no procedimento com as credenciais de uma servidora do MPF. Uso de credenciais de servidores No parecer, a PF enfatiza que o uso recorrente dos logins de um servidor e de uma servidora do MPF não comprova, por si só, que os servidores tinham conhecimento ou participação voluntária no esquema de vazamento de dados. O relatório registra que as credenciais foram exploradas reiteradamente para violar a custódia das investigações, ressalvando que as extrações podem ter ocorrido "com ou sem participação consciente" dos titulares dos acessos funcionais, hipótese que permanece sob apuração. Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o 'Sicário', quando foi preso em outra investigação em MG Reprodução

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Veja o que os presidenciáveis falaram sobre o fim do sigilo de parte dos documentos do caso Master
Política

Veja o que os presidenciáveis falaram sobre o fim do sigilo de parte dos documentos do caso Master

📅 11/09/2026, 14:23

A retirada de sigilo de parte dos documentos do caso Master, decidida na noite dessa quinta-feira (10), repercute nesta sexta-feira (11) entre os candidatos à Presidência da República. Até o momento, Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) se manifestaram sobre o assunto. Apesar da revelação de que o candidato do PL é investigado no caso, os adversários não comentaram o tema diretamente. Em agenda de campanha em Manaus (AM) nesta sexta (11), Flávio defendeu o fim do sigilo da investigação de 'Dark Horse', cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Pelo Instagram, Lula defendeu abertura total do sigilo. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), pôs fim ao sigilo de parte do caso Master a pedido do presidente do Supremo, Edson Fachin. Nos documentos trazidos a público, também foi detalhada a relação entre Vorcaro e servidores do Banco Central (BC). A PF apontou, nos relatórios, que Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, servidores afastados do BC, atuaram de maneira reiterada como consultores informais do ex-banqueiro. Veja as reações dos presidenciáveis: Quebra de sigilo do Master vem antes de sessão extraordinária do STF Lula (PT) Em uma postagem no Instagram, o presidente e candidato à reeleição defendeu a abertura total do sigilo. "Quem não deve não teme", diz o texto do card. Na legenda, o post diz que "o povo brasileiro precisa saber toda a verdade". Flávio Bolsonaro (PL) Em agenda de campanha em Manaus (AM) nesta sexta (11), o candidato do PL foi perguntado diretamente sobre a confirmação de que ele é um dos investigados no caso Master. Em um inquérito, a PF apura a produção do filme 'Dark Horse', cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, que recebeu recursos de Daniel Vorcaro a pedido de Flávio. O senador afirmou que recebeu a notícia "com tranquilidade" e defendeu o fim do sigilo no inquérito em que é investigado. Flávio também reforçou que a doação de Vorcaro para o filme não possui irregularidades. "Eu sempre disse que a relação ali com relação ao filme é uma relação privada, é um patrocínio privado ao filme do presidente Bolsonaro. Para mim [o fim do sigilo] é muito positivo. Eu quero transparência em tudo, porque vou só confirmar o que eu sempre falei: não tem justamente nada de errado com relação ao filme, diferente de relações de muita gente do atual governo que tentaram de alguma forma beneficiar o Banco Master", afirmou. Ao comentar o caso, Flávio também citou outras investigações envolvendo o Banco Master e integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele defendeu que os casos sejam investigados com o mesmo nível de transparência. Augusto Cury (Avante) O candidato postou um card no Instagram com a frase: "O Brasil está sendo governado por um celular apreendido". Na legenda, o texto diz que o que acontece atualmente é o retrato do Brasil. "Uma democracia refém de arquivo, print e conversa de madrugada. Eu não tenho nada guardado em celular nenhum. Por isso eu posso olhar para o Brasil de frente. Eu só quero é ser feliz. Vamos ser felizes", diz a postagem. Renan Santos (Missão) Pelas redes sociais, o candidato do Missão apontou na quinta-feira (10) que a decisão de Fachin ia deixar "muito candidato a presidente sem conseguir dormir". "Mais do que nunca Flávio e Lula precisam explicar toda a m... que vai vazar nos debates vindouros. Espero que o povo desperte", declarou. Ronaldo Caiado (PSD) O candidato do PSD, que atualmente está internado em São Paulo tratando uma pneumonia, também se manifestou pelas redes sociais. Caiado afirmou nesta sexta (11) que a quebra de sigilo pelo ministro Mendonça "escancarou que o escândalo vai muito além das especulações, teve acesso antecipado a dados sigilosos, articulações de fuga na véspera de prisões e o envolvimento direto de políticos e 'autoridades' em apurações de lavagem de dinheiro". O ex-governador de Goiás ainda pediu que seja derrubado o sigilo das investigações sobre desvios no INSS. "Aí o pacote fica completo", afirmou Caiado. Romeu Zema (Novo) Em agenda de campanha em Fortaleza nesta sexta (11), o candidato do Novo comemorou o fim do sigilo e defendeu o afastamento de autoridades envolvidas no caso. "E, na minha opinião, não é só afastamento. Na minha opinião, é demissão e depois prisão, porque são pessoas que se beneficiaram do seu cargo para ter vantagem pessoal, para receber dinheiro do banqueiro bandido Vorcaro. Espero que essa investigação caminhe da melhor forma possível", disse Zema. O candidato ainda foi questionado diretamente sobre a investigação do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Zema afirmou que "para onde foi o dinheiro do Daniel Vorcaro, do Banco Master, tem que ser investigado. Quem recebeu o dinheiro deles está sujeito a estar envolvido em alguma coisa ilícita." Pelas redes sociais também nesta sexta, o ex-governador comemorou novamente a medida, e reforçou que é preciso mostrar aos brasileiros que houve "uma roubalheira enorme e uma tentativa de obstruir e deter a investigação, o que não pode acontecer". Esta reportagem está em atualização.

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Tribunal de Contas do Paraná propôs ressarcimento de R$ 4 milhões de previdência municipal aplicados no Master
Política

Tribunal de Contas do Paraná propôs ressarcimento de R$ 4 milhões de previdência municipal aplicados no Master

📅 11/09/2026, 13:56

Banco Master. Reprodução/TV Globo Uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) propôs cobrar de quatro responsáveis pela gestão da previdência de Imbituva e de uma consultoria o ressarcimento de R$ 4 milhões aplicados no Banco Master. Segundo a área técnica, o investimento descumpriu os critérios de risco definidos pelo próprio fundo previdenciário. A proposta consta de uma instrução de 31 de março de 2026, que também recomenda a aplicação de multas. O documento integra autos das investigações sobre o caso Master cuja retirada de sigilo foi solicitada pelo presidente do STF, Edson Fachin, na noite dessa quinta-feira (10). A instrução aponta responsabilidades de integrantes da gestão do fundo e da empresa Crédito e Mercado Engenharia Financeira, contratada para prestar consultoria. Em 6 de abril, o relator, conselheiro Augustinho Zucchi, determinou a abertura de uma tomada de contas extraordinária, procedimento destinado a apurar o possível prejuízo e identificar os responsáveis. Quebra de sigilo do Master vem antes de sessão extraordinária do STF A decisão determinou que os citados fossem chamados a apresentar defesa. Ela não representa uma condenação definitiva ao pagamento dos R$ 4 milhões. Investimento tinha risco acima do permitido, diz auditoria Segundo a instrução técnica, o comitê de investimentos aprovou por unanimidade, em 15 de março de 2024, a aplicação de R$ 4 milhões em uma letra financeira emitida pelo Master. 🔎 A "letra financeira" é um título usado por instituições financeiras para captar recursos. Na prática, o investidor entrega dinheiro ao banco em troca da promessa de devolução com remuneração nas condições contratadas. Veja as características da aplicação descritas pela auditoria: Valor aprovado: R$ 4 milhões; Vencimento: 17 de março de 2034; Remuneração: variação do IPCA, índice oficial de inflação, mais 6,9%; Classificação de risco apontada no documento: BBB; Classificação mínima exigida pela política do fundo: BBB+. A classificação de risco, também chamada de rating, é uma avaliação da capacidade de pagamento do emissor. Segundo os auditores, a nota do ativo estava abaixo do mínimo que as regras internas da previdência permitiam. A área técnica afirma que a operação expôs o dinheiro previdenciário a um risco superior ao autorizado. Por que a consultoria foi incluída A auditoria propôs responsabilizar o presidente do fundo, o gestor dos recursos, o presidente do comitê de investimentos e uma integrante do comitê, além da Crédito e Mercado. Segundo a instrução, os agentes públicos participaram da aprovação ou da execução da aplicação em desacordo com a política de investimentos. No caso da consultoria, os auditores afirmam que os pareceres e as orientações influenciaram as decisões dos gestores, embora a empresa não tivesse poder para decidir sobre a aplicação. A área técnica aponta que a consultoria não advertiu de forma clara sobre a incompatibilidade do investimento com as regras do fundo e sobre os riscos associados à operação. A proposta inclui o ressarcimento dos R$ 4 milhões, multa proporcional ao dano e multas administrativas. A instrução não trata o valor como uma cobrança de R$ 4 milhões para cada pessoa citada, mas como o montante a ser ressarcido pela aplicação questionada. Defesa apresentou consultas sobre venda do título A instrução registra que a defesa dos agentes apresentou uma troca de e-mails de 25 e 28 de julho de 2025 entre um representante da previdência e a Genial Investimentos, corretora pela qual a operação havia sido realizada. As mensagens foram juntadas para demonstrar que houve uma iniciativa de verificar a possibilidade de vender o título antes de uma decisão formal sobre a manutenção da aplicação. Segundo o documento, a resposta da instituição financeira foi de que não havia liquidez imediata — ou seja, possibilidade de venda naquele momento, nem estimativa de preço. Um eventual contato futuro dependeria do surgimento de um interessado. A auditoria considerou que a troca de mensagens foi uma consulta de mercado e não demonstrou uma tentativa efetiva de negociação acompanhada de outras providências. Em 19 de agosto de 2025, os órgãos responsáveis pela previdência decidiram por unanimidade manter o investimento, com a ressalva de acompanhar o ativo no mercado. Embora os auditores questionem essa decisão, os registros sobre a falta de liquidez não permitem afirmar que o título poderia ter sido vendido imediatamente. Recuperação do dinheiro é incerta Os documentos relacionam o agravamento do risco à liquidação extrajudicial do Master, decretada em novembro de 2025. A letra financeira adquirida não tinha cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A área técnica avalia como remota a possibilidade de recuperação dos recursos e registra que o retorno depende do resultado da liquidação. Isso não equivale à comprovação de que todo o dinheiro foi definitivamente perdido. A decisão do relator delimita o procedimento à apuração de um possível dano de aproximadamente R$ 4 milhões e das responsabilidades pela aplicação.

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CGU pediu ao STF dados para avaliar cassação da aposentadoria de ex-PF ligado a Vorcaro
Política

CGU pediu ao STF dados para avaliar cassação da aposentadoria de ex-PF ligado a Vorcaro

📅 11/09/2026, 13:15

Marilson Roseno, à esquerda, e Daniel Vorcaro, à direita Reprodução A Controladoria-Geral da União (CGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso a provas do caso Master para avaliar uma eventual cassação da aposentadoria de Marilson Roseno da Silva, ex-escrivão da Polícia Federal apontado pela investigação como integrante de um grupo de monitoramento e intimidação ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro. O pedido consta de um ofício de 7 de maio de 2026 encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso. O documento integra os autos das investigações sobre o Master cuja retirada de sigilo foi solicitada pelo presidente do STF, Edson Fachin, na noite dessa quinta-feira (10). No ofício, a CGU solicitou informações bancárias e dados de comunicações, incluindo mensagens de WhatsApp, que pudessem indicar recebimento de vantagem indevida ou atuação irregular do ex-servidor. Segundo o documento, Marilson se aposentou em 15 de agosto de 2022. O órgão pediu os elementos para analisar se seria possível aplicar a penalidade prevista na legislação dos servidores públicos federais. Agora no g1 🔎 A regra prevê a cassação da aposentadoria quando o servidor cometeu, enquanto estava na ativa, uma falta que poderia levar à demissão. Por isso, a avaliação exige esclarecer também quando os fatos ocorreram. O ofício não determina a cassação nem apresenta uma conclusão sobre a responsabilidade administrativa do ex-escrivão. Trata-se de uma solicitação de provas para subsidiar essa avaliação. O que a CGU pediu A solicitação integra um pedido mais amplo de compartilhamento de documentos da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de irregularidades relacionadas ao Banco Master. No trecho sobre Marilson, a CGU pede acesso, caso existam nos autos, a: Informações bancárias que possam indicar recebimento de vantagens indevidas; Dados de comunicações, incluindo mensagens de WhatsApp; Elementos que possam demonstrar atuação irregular do ex-escrivão. A CGU explica que a atuação busca apurar possíveis infrações administrativas de agentes públicos e empresas. Essa frente é distinta da investigação criminal conduzida pela Polícia Federal. O que a investigação atribui a Marilson Em voto que integra os autos, Mendonça reproduz informações da investigação que situam Marilson como integrante de uma estrutura informalmente chamada de “A Turma”. 'A Turma': quem é quem no grupo investigado por ameaças que levou à nova prisão de Vorcaro Segundo os elementos descritos pelo ministro, o grupo atuava na obtenção clandestina de informações sigilosas, no monitoramento de pessoas consideradas adversárias e em ações de intimidação para proteger os interesses de Vorcaro. A investigação aponta que Marilson usava a experiência e os contatos da carreira policial para auxiliar na obtenção de dados e na vigilância de alvos. Entre as pessoas de interesse do grupo, o documento menciona jornalistas, ex-funcionários e outros críticos.

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CNBB cobra esclarecimentos sobre a crise no STF e diz que ninguém está acima da lei: 'Justiça sem privilégios'
Política

CNBB cobra esclarecimentos sobre a crise no STF e diz que ninguém está acima da lei: 'Justiça sem privilégios'

📅 11/09/2026, 13:11

Grupos no STF travam disputa sobre sigilo e sessão fechada no caso Master A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se manifestou sobre a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal e outras instituições da República. Em uma mensagem divulgada nesta quinta-feira (10), a entidade cobrou esclarecimentos sobre os fatos e defendeu que eventuais irregularidades sejam investigadas com independência, transparência e respeito às garantias constitucionais. A crise envolve uma disputa dentro do Supremo Tribunal Federal sobre o sigilo e a divulgação de informações de investigações relacionadas ao caso Master, incluindo conversas de ministros da Corte. O ministro André Mendonça derrubou o sigilo de parte do material, enquanto há divergências entre os ministros sobre o que deve ser tornado público e sobre a forma de julgamento do caso - saiba mais clicando aqui. A CNBB é a entidade que reúne os bispos católicos do Brasil e atua nacionalmente em temas relacionados à Igreja e à sociedade. Por sua representação nacional, manifestações da conferência sobre questões sociais, políticas e institucionais costumam repercutir no debate público. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp No documento, a CNBB afirmou que a situação atual exige “serenidade, responsabilidade e respostas institucionais claras” diante das dúvidas presentes na sociedade brasileira. CNBB cobra esclarecimentos sobre crise no STF e diz que 'ninguém está acima da lei': 'Justiça sem privilégios' Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil A entidade também defendeu o funcionamento independente dos Poderes da República e afirmou que a autoridade das instituições deve estar submetida à lei. “A independência e o equilíbrio entre os Poderes são condições indispensáveis para a preservação da justiça, da liberdade e da paz social", disse a CNBB em trecho da carta. “Ninguém pode estar acima da lei” Ao abordar a necessidade de esclarecer possíveis irregularidades, a CNBB afirmou que a defesa das instituições democráticas não deve impedir investigações. Segundo a entidade, a credibilidade das instituições aumenta quando os fatos são examinados de forma independente, imparcial e transparente. “Ninguém pode estar acima da lei, assim como ninguém deve ser previamente condenado sem que lhe sejam assegurados o direito de defesa e as garantias constitucionais.” A conferência também defendeu que questões de grande relevância institucional sejam analisadas pelo plenário do STF de maneira colegiada e pública. Para a entidade, esse procedimento permitiria que a sociedade acompanhasse os processos e tivesse acesso aos fundamentos das decisões. Edson Fachin, André Mendonça, Flávio Dino e Alexandre de Moraes Alejandro Zambrana/STF, Antonio Augusto/STF e Gustavo Moreno/STF Transparência no STF A mensagem também abordou mecanismos de transparência e prestação de contas no Poder Judiciário. A CNBB considera necessário fortalecer medidas relacionadas à responsabilidade ética e à prevenção de conflitos de interesse. Nesse contexto, defendeu que o Código de Ética em elaboração no STF tenha o devido encaminhamento institucional. Segundo a entidade, o documento deve estabelecer parâmetros claros de conduta e contribuir para preservar a autoridade da Suprema Corte. A CNBB afirmou ainda que as crises institucionais não devem ser utilizadas para ampliar a desconfiança da população nas instituições nem servir a interesses político-partidários. O documento destacou que o cenário ganha importância adicional em razão do processo eleitoral. “Divergências legítimas não podem alimentar a desconfiança generalizada nas instituições, assim como crises e suspeitas não devem ser instrumentalizadas por interesses político-partidários.” A entidade também defendeu que sejam preservadas as condições para a realização de eleições livres e confiáveis e para o respeito à vontade dos eleitores. No encerramento da mensagem, a CNBB afirmou que o país precisa de instituições voltadas ao bem comum e resumiu o posicionamento com uma defesa de justiça e transparência. “O Brasil necessita de verdade sem manipulação, de justiça sem privilégios, de instituições que sirvam ao bem comum, de lucidez e paz", disse a CNBB. A entidade concluiu a carta dizendo: “A verdade não enfraquece as instituições. Quando buscada com justiça, transparência, humildade e respeito à lei, fortalece-as e fortalece a própria democracia.” A mensagem foi assinada pelo presidente da CNBB, dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre; pelo primeiro vice-presidente, dom João Justino de Medeiros Silva, arcebispo de Goiânia; pelo segundo vice-presidente, dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, arcebispo de Olinda e Recife; e pelo secretário-geral, dom Ricardo Hoepers, bispo auxiliar de Brasília. Assembleia Geral da CNBB Gustavo Cabral/ A12 O arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da CNBB, Dom Jaime Spengler Jaison Alves/CNBB Sul 4 Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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Campanha de Lula vai explorar na TV investigação no STF de Flávio Bolsonaro no financiamento de 'Dark Horse'
Política

Campanha de Lula vai explorar na TV investigação no STF de Flávio Bolsonaro no financiamento de 'Dark Horse'

📅 11/09/2026, 13:00

O comando da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai explorar, no horário eleitoral de TV e rádio e também nas redes sociais, a divulgação nesta sexta-feira (11) de informações sobre a investigação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso do financiamento do filme "Dark Horse". Uma das peças já prontas para divulgação afirma: "Justiça confirma: Flávio Bolsonaro é investigado por corrupção e lavagem de dinheiro no Dark Horse". Outras estão sendo produzidas com o objetivo de reforçar que o candidato do PL é investigado pessoalmente no caso, segundo integrantes da campanha petista. O inquérito foi solicitado pela Polícia Federal (PF), teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) e foi autorizado pelo ministro André Mendonça, do STF, em julho. Flávio Bolsonaro é investigado no STF sobre financiamento do filme ‘Dark Horse’ A investigação apura a obtenção de recursos para a produção do filme "Dark Horse", uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo informações reunidas no inquérito, Flávio Bolsonaro atuou para conseguir junto ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do extinto Banco Master, cerca de R$ 70 milhões para financiar o projeto. A campanha de Lula vinha buscando uma forma de se contrapor ao desgaste provocado pela crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco Master, tema que vinha atingindo politicamente o governo. Integrantes da equipe petista avaliam que a proximidade política de Lula com o ministro Alexandre de Moraes, um dos principais nomes do tribunal, acabou arrastando o presidente para o debate público em torno da crise. Nos bastidores, a leitura da campanha é que a divulgação da investigação contra Flávio Bolsonaro oferece uma oportunidade para deslocar parte do foco político do assunto e atingir diretamente o principal adversário de Lula. A avaliação dos coordenadores da campanha é que, ao contrário do presidente, Flávio Bolsonaro aparece formalmente na condição de investigado no caso relacionado ao financiamento do filme. "O Lula não é investigado. O Flávio Bolsonaro é investigado. Vamos bater nesta tecla para mostrar a diferença entre os dois candidatos nesta crise do Banco Master", afirmou ao blog um dos coordenadores da campanha presidencial. O ator norte-americano Jim Caviezel interpreta o ex-presidente Jair Bolsonaro no filme 'Dark Horse' Reprodução Sigilo derrubado A investigação sobre o financiamento de "Dark Horse" faz parte das apurações relacionadas ao extinto Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A PF pediu a abertura do inquérito para aprofundar suspeitas envolvendo a origem e a movimentação de recursos destinados à produção do filme sobre Jair Bolsonaro. O pedido recebeu aval da PGR antes de ser autorizado pelo ministro André Mendonça. A divulgação de trechos da investigação nesta sexta-feira (11) reabriu o embate político entre petistas e bolsonaristas e passou a ser vista pelo comando da campanha de Lula como um dos principais argumentos para tentar neutralizar os ataques da oposição relacionados à crise envolvendo o STF e o Banco Master.

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Trabalhadores dos Correios entram em greve em todo o país a partir desta sexta
Economia

Trabalhadores dos Correios entram em greve em todo o país a partir desta sexta

📅 11/09/2026, 12:31

Trabalhadores dos Correios entram em greve em todo o país a partir desta sexta Jornal Nacional/ Reprodução Trabalhadores dos Correios aprovaram uma greve por tempo indeterminado, com adesão de sindicatos de todos os estados do país, informou a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 As assembleias que aprovaram a paralisação ocorreram na noite de quinta-feira (10). Segundo a Findect, a decisão "marca uma nova etapa da Campanha Salarial, após as negociações terminarem sem acordo". Em nota, os Correios disseram ter adotado um "Plano de Continuidade de Negócios" para reduzir os impactos da greve aos clientes. "Entre as ações estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e a adoção de medidas logísticas específicas para preservar a regularidade das entregas em todo o país", disse. (Leia a íntegra ao final da reportagem). A Findect afirma que um dos principais impasses nas negociações é o plano de saúde dos funcionários. Segundo a entidade, a direção dos Correios pretende fazer alterações no benefício. Agora no g1 "A decisão das assembleias ocorre depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores", diz a federação. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (Sintect-PB), Tony Sérgio, durante a paralisação, apenas os serviços administrativos internos estão funcionando. Ainda não há informações sobre o funcionamento desses serviços em outras regiões. Crise financeira Os Correios estão há 15 trimestres consecutivos no vermelho. No primeiro semestre deste ano, a empresa registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões. O prejuízo do segundo trimestre, no entanto, foi menor que o registrado nos dois trimestres anteriores: o primeiro trimestre de 2026 e o quarto trimestre de 2025. O resultado indica um pequeno movimento de recuperação da saúde financeira da empresa, que teve prejuízo recorde no primeiro trimestre deste ano. Os Correios esperam receber um novo empréstimo até 15 de setembro. O g1 apurou que a nova injeção de recursos deve vir de um consórcio formado por bancos, como ocorreu no fim do ano passado, quando a empresa recebeu R$ 12 bilhões. Desta vez, o grupo deve envolver três instituições financeiras estrangeiras — Citibank, J.P. Morgan e Deutsche Bank — e o Banrisul. O novo empréstimo, de R$ 7 bilhões, já havia sido confirmado pelos Correios nas demonstrações financeiras do primeiro semestre deste ano, divulgadas no fim de agosto. Regiões que aderiram à greve SINTECT-AC (Acre) — assembleia prevista para hoje SINTECT-AL (Alagoas) SINTECT-AM (Amazonas) SINTECT-AP (Amapá) SINTECT-BA (Bahia) SINTECT-CAS (Campinas) SINTECT-CE (Ceará) SINTECT-DF (Distrito Federal) SINTECT-ES (Espírito Santo) SINTECT-GO (Goiás) SINTECT-JFA (Juiz de Fora) SINTECT-MG (Minas Gerais) SINTECT-MT (Mato Grosso) SINTECT-RO (Rondônia) SINCORT-PA (Pará) SINTECT-PB (Paraíba) SINTECT-PE (Pernambuco) SINTECT-PI (Piauí) SINTCOM-PR (Paraná) SINTECT-RN (Rio Grande do Norte) SINTECT-RR (Roraima) SINTECT-RPO (Ribeirão Preto) SINTECT-RS (Rio Grande do Sul) SINTECT-SC (Santa Catarina) SINTECT-SE (Sergipe) SINTECT-SJO (São José do Rio Preto) SINTECT-SMA (Santa Maria) SINTECT-TO (Tocantins) SINTECT-URA (Uberaba) SINTECT-VP (Vale do Paraíba) SINDECTEB (Bauru e região) SINTECT-MA (Maranhão) SINTECT-MS (Mato Grosso do Sul) SINTECT-RJ (Rio de Janeiro) SINTECT-Santos (Santos e região) SINTECT-SP (São Paulo) O que dizem os Correios "Diante do anúncio de paralisação por entidades sindicais, os Correios executam seu Plano de Continuidade de Negócios, com medidas para garantir a manutenção dos serviços e minimizar eventuais impactos aos clientes. Entre as ações estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e a adoção de medidas logísticas específicas para preservar a regularidade das entregas em todo o país. A empresa esteve empenhada na construção de uma solução negociada e apresentou uma proposta que contemplava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente. Entre os pontos, estão o reajuste de 100% do INPC sobre salários e benefícios, com vigência a partir de 1º de agosto, e a manutenção da assistência à saúde dos empregados. Os Correios reafirmam seu compromisso com a valorização dos empregados e a continuidade da prestação dos serviços postais à população brasileira." Sair durante atestado ou gravar trend no trabalho pode dar justa causa? Entenda  Auxílio-doença sem carência: veja quais condições dão esse direito

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Termina nesta sexta prazo para diretor da PF se manifestar sobre ação que pede afastamento dele do cargo
Política

Termina nesta sexta prazo para diretor da PF se manifestar sobre ação que pede afastamento dele do cargo

📅 11/09/2026, 12:21

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, tem até esta sexta-feira (11) para se manifestar, caso queira, no âmbito das duas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que questionam a permanência dele no cargo. O prazo termina por volta das 18h, visto que o presidente da Corte, Edson Fachin, publicou a decisão nesta quarta (9) — ocasião em que deu 48 horas para o fim do prazo. "Intime-se o Sr. Andrei Augusto Passos Rodrigues, para, em 48 (quarenta oito) horas, querendo, prestar informações, prazo após o qual sua permanência na Direção-Geral da Polícia Federal, à luz do disposto no art. 33, parágrafo único da LOMAN [Lei Orgânica da Magistratura Nacional], será apreciada por esta Presidência", dizia um dos trechos da decisão. Andrei e Leandro Almada, da Diretoria de Inteligência da PF, foram afastados dos cargos por uma decisão do ministro André Mendonça. Em seguida, o ministro Flávio Dino reconduziu a cúpula da PF. Até que o presidente da Corte suspendeu as duas decisões (entenda mais abaixo). Impasse no STF: por que a decisão de Dino que reconduziu chefe da PF é a que está valendo? André Mendonça sustentou que o afastamento cautelar de Andrei Rodrigues foi necessário porque haveria, entre outras coisas, indícios de uso indevido da estrutura de inteligência da Polícia Federal para monitorar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outras autoridades, por meio de relatórios que o ministro classificou como tecnicamente frágeis, anônimos e incompatíveis com a atividade de inteligência. Na decisão, Mendonça afirmou que os documentos avançaram sobre competências de outros órgãos, expuseram informações sigilosas que poderiam comprometer investigações em andamento e configuraram uma espécie de “arapongagem institucional”. Para justificar a medida, o ministro também argumentou que a permanência de Andrei no comando da PF poderia permitir interferência nas apurações, acesso antecipado a diligências e eventual influência sobre testemunhas ou provas, colocando em risco a integridade das investigações. O ministro do Supremo André Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal Jornal Nacional/ Reprodução Cronologia do caso Na terça (8), o ministro André Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues da direção-geral da corporação. O entendimento impôs a abertura imediata de procedimentos investigatórios criminais para apurar as circunstâncias de produção de relatórios de inteligência. Mendonça afirmou que o afastamento era necessário para preservar provas e as investigações. Ele solicitou que a Segunda Turma do STF analisasse a decisão em uma sessão virtual. O colegiado formou maioria de três votos para manter os afastamentos, mas o julgamento foi interrompido após um pedido de vista de Gilmar Mendes. Nesta quarta, o ministro Flávio Dino reverteu o afastamento de Andrei em outra decisão. Nesse caso, atendendo a um pedido formulado por Andrei Rodrigues. O diretor-geral da PF alegou que a decisão de Mendonça prejudicava o andamento de uma das investigações do caso que envolve o filme "Dark Horse" — a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro e que está sob a relatoria de Dino. Ao determinar a reintegração de Andrei Rodrigues e Leandro Almada, o ministro Flávio Dino argumentou que o Partido Novo, autor do pedido que resultou no afastamento, não tinha legitimidade para requerer medidas cautelares penais como a suspensão de servidores públicos. Dino também afirmou que a decisão de afastamento e a ordem para interromper atividades de inteligência da Polícia Federal poderiam comprometer investigações em andamento, incluindo apurações sob supervisão do STF. Além disso, sustentou que as controvérsias envolvendo André Mendonça, Alexandre de Moraes e a Polícia Federal já estavam sob análise da Presidência do Supremo, comandada por Edson Fachin, o que recomendaria evitar decisões paralelas sobre o caso. Depois das duas decisões conflitantes, O ministro também levou para si a relatoria de investigações do chamado "Inquérito das Fake News", que até então era relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. Na mesma ocasião, o presidente da Corte convocou uma sessão extraordinária do plenário para 15 de setembro (próxima terça), com o objetivo de analisar os relatórios da PF que apontaram uma suposta relação entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Na sessão, os ministros vão discutir a validade do documento da PF feito a pedido do ministro André Mendonça. O documento sofreu críticas de ministros da Corte. Na avaliação deles, Mendonça pediu para investigar um colega sem autorização do plenário. Os ministros também vão decidir sobre o pedido de nulidade da Procuradoria-Geral da República (PGR) e se deve ser aberta ou arquivada investigação contra Moraes.

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Preço dos alimentos: o que ficou mais caro e o que barateou em agosto
Economia

Preço dos alimentos: o que ficou mais caro e o que barateou em agosto

📅 11/09/2026, 12:04

IPCA tem queda de 0,32% em agosto; deflação é a maior desde agosto de 2022 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, recuou 0,32% em agosto em relação a julho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quatro grupos registraram queda nos preços: habitação (-1,87%), transportes (-0,86%), alimentação e bebidas (-0,34%) e comunicação (-0,09%). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A queda dos preços dos alimentos foi puxada pelos produtos consumidos em casa, que ficaram 0,61% mais baratos em relação a julho. ⬇️ As maiores quedas foram registradas nos preços da batata-inglesa (-19,89%), da cenoura (-11,22%), da cebola (-11,07%) e do tomate (-10,94%). O ovo de galinha (-4,15%) e o café moído (-1,86%) também ficaram mais baratos. ⬆️Por outro lado, subiram os preços do leite longa vida (1,78%), das frutas (0,84%) e das carnes (0,61%). Por outro lado, os preços da alimentação fora de casa continuaram subindo, mas em ritmo menor: a alta passou de 0,55% em julho para 0,36% em agosto. Nesse período, o aumento dos preços dos lanches desacelerou de 0,76% para 0,62%, enquanto o das refeições passou de 0,42% para 0,18%. Veja a seguir os 20 alimentos que ficaram mais caros e mais baratos em agosto. Alimentos que mais encareceram Limão: 53,4% Maracujá: 19,22% Pimentão: 6,24% Peixe-serra: 5,76% Carne de carneiro: 3,77% Capa de filé: 3,66% Peixe-palombeta: 3,13% Banana-da-terra: 2,93% Peixe-salmão: 2,9% Salame: 2,76% Peixe-sardinha: 2,75% Peixe-peroá: 2,58% Pepino em conserva: 2,57% Sopa desidratada: 2,57% Melancia: 2,2% Peixe-cação: 2,18% Peito: 2% Banana-prata: 1,97% Doces: 1,91% Leite longa vida: 1,78% Alimentos que mais baratearam Batata-inglesa: -19,89% Pepino: -12,39% Cenoura: -11,22% Cebola: -11,07% Tomate: -10,94% Açaí (emulsão): -10,49% Morango: -9,94% Couve-flor: -9,63% Abobrinha: -8,88% Repolho: -7,82% Peixe-filhote: -6,71% Laranja-lima: -5,61% Goiaba: -5,33% Feijão-carioca (rajado): -4,82% Laranja-baía: -4,43% Ovo de galinha: -4,15% Brócolis: -4,09% Batata-doce: -3,52% Peixe-dourada: -3,35% Abacate: -3,12%

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IPCA cai 0,32% em agosto e tem maior deflação em quatro anos
Economia

IPCA cai 0,32% em agosto e tem maior deflação em quatro anos

📅 11/09/2026, 12:00

IPCA tem queda de 0,32% em agosto; deflação é a maior desde agosto de 2022 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou deflação de 0,32% em agosto. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a maior deflação mensal registrada pelo índice desde agosto de 2022, quando o IPCA caiu 0,36%. O resultado também reforça o movimento de desaceleração dos preços. Em julho, o índice havia subido 0,07%, enquanto em junho, a alta foi de 0,16%. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Apesar da queda em agosto, o IPCA acumula alta de 3,11% no ano e de 4,22% em 12 meses, abaixo dos 4,44% registrados nos 12 meses encerrados em julho. 🔎 Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses permanece dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Banco Central (BC). Desde 2025, o sistema de metas contínuas prevê inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que equivale a um intervalo entre 1,5% e 4,5%. Energia elétrica. Agência Brasil A queda foi puxada principalmente pelo grupo de Habitação, que recuou 1,87% no mês. Os grupos de Alimentação e bebidas (-0,34%), Transportes (-0,86%) e Comunicação (-0,09%) também registraram deflação. Preço dos alimentos: o que ficou mais caro e o que barateou em agosto Inflação oficial mês a mês até agosto de 2026. Arte/g1 Veja a variação dos grupos pesquisados pelo IPCA Alimentação e bebidas: -0,34%; Habitação: -1,87%; Artigos de residência: 0,64%; Vestuário: 0,12%; Transportes: -0,86%; Saúde e cuidados pessoais: 0,23%; Despesas pessoais: 1,30%; Educação: 0,47%; Comunicação: -0,09%. Conta de luz mais barata puxou a deflação A queda no grupo de Habitação, a maior em mais de 30 anos, foi puxada principalmente pelo recuo de 7,63% dos preços de energia elétrica residencial. O movimento refletiu a incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas emitidas no mês passado. "Esse resultado para o grupo de Habitação é o menor para um mês de agosto desde o Plano Real", informou José Fernando Pereira Gonçalves, pesquisador do IBGE. 🔎 O bônus de Itaipu é uma forma de devolver aos consumidores recursos excedentes da operação da usina e proporciona um alívio temporário nas contas de luz. Em agosto, também permaneceu em vigor a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 à conta de luz a cada 100 kWh consumidos. Além disso, foram registrados reajustes tarifários em concessionárias de São Paulo (SP), Vitória (ES), São Luís (MA), Fortaleza (CE) e Rio Branco (AC). Ainda no grupo Habitação, o IBGE destaca a alta de 1,74% do gás encanado, influenciada pelos reajustes tarifários em Curitiba (10,21%) e no Rio de Janeiro (1,80%). A taxa de água e esgoto também subiu, avançando 0,11%, refletindo um reajuste de 3,55% em Salvador. Inflação acumulada em 12 meses até agosto. Arte/g1 Passagens aéreas, combustíveis e alimentos também ficaram mais baratos Os grupos de Transportes e Alimentação e bebidas também registraram deflação em agosto e ajudaram a puxar o índice para baixo. Em Transportes (-0,86%), a deflação foi puxada principalmente pelo recuo de 13,17% nas passagens aéreas e pela queda de 0,91% nos combustíveis. Entre eles, recuaram os preços do etanol (-3,95%), do óleo diesel (-0,80%) e da gasolina (-0,59%). O gás veicular, por outro lado, subiu 2,62%. Segundo o IBGE, o transporte por aplicativo ficou 4,57% mais barato. Nesse caso, o resultado incorpora não apenas a variação observada em agosto, mas também parte dos efeitos registrados em julho. Em Alimentação e bebidas (-0,34%), a deflação foi impulsionada pela queda de 0,61% nos preços da alimentação no domicílio. Entre os produtos que mais ficaram baratos estão batata-inglesa (-19,89%), cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%), tomate (-10,94%), ovo de galinha (-4,15%) e café moído (-1,86%).

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Dólar fecha em alta com novos dados de inflação no Brasil e nos EUA no foco; Ibovespa cai
Economia

Dólar fecha em alta com novos dados de inflação no Brasil e nos EUA no foco; Ibovespa cai

📅 11/09/2026, 12:00

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar operou com volatilidade nesta sexta-feira (11) e fechou com uma alta de 0,44%, cotado a R$ 5,1250. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve perdas de 0,56%, aos 187.207 pontos. O principal destaque da sessão ficou com os novos dados da inflação no Brasil e nos Estados Unidos. O mercado também acompanhou a queda no petróleo, conforme investidores realizam lucros após uma forte alta da commodity em meio à guerra no Oriente Médio. O quadro eleitoral brasileiro também seguiu no radar. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O Brasil registrou uma deflação de 0,32% em agosto, na maior queda de preços em quatro anos. Os dados devem reforçar a perspectiva de que o Comitê de Política Monetária (Copom) continue a cortar os juros na reunião deste mês. Dados da B3 divulgados na véspera indicam 95% de chance de uma redução de 0,25 ponto percentual (p.p.) na taxa básica. ▶️ Já nos EUA, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) ficou no centro das atenções. O indicador subiu 0,4% em agosto, em linha com o esperado pelo mercado. Somado à alta da inflação ao produtor no mês, o dado reforça a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) possa subir os juros na próxima semana. ▶️ Ainda no exterior, o mercado internacional de petróleo ficou no radar. Os preços da commodity caem nesta sexta-feira, em meio a uma realização de lucros após as fortes altas dos últimos dias, quando o petróleo voltou a ultrapassar os US$ 105. Investidores ainda seguem atentos à guerra entre os EUA e o Irã, que continua a levantar preocupações com a oferta global de energia. O barril do Brent, referência internacional, caiu 3,18%, cotado a US$ 104,21. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, teve queda de 2,94%, a US$ 99,47 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,10%; Acumulado do mês: -1,06%; Acumulado do ano: -6,63%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,11%; Acumulado do mês: +5,12%; Acumulado do ano: +16,19%. Petróleo dispara em meio a tensões no Oriente Médio Os preços do petróleo continuam em trajetória de alta nesta quinta-feira (10), em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. Nesta semana, ataques dos Houthis, grupo apoiado pelo Irã, atingiram instalações de energia na Arábia Saudita e provocaram incêndios em estruturas ligadas à produção de petróleo. Os ataques dos Houthis podem ameaçar os embarques de petróleo pelo Mar Vermelho, que se tornou uma importante rota alternativa ao Estreito de Ormuz. Antes da guerra, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo passava pelo estreito, cujo fluxo foi severamente reduzido desde o início do conflito. Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação em território saudita, sinalizando uma nova escalada da guerra. Além disso, o Irã afirmou que atingiu embarcações americanas e petroleiros no Golfo em retaliação à destruição de navios iranianos. O aumento das tensões volta a levantar preocupações sobre a oferta global da commodity, com vários bancos já elevado suas projeções para o preço do petróleo no mercado internacional. Caso essa estimativa se confirme, a expectativa é que a alta do petróleo provoque novos aumentos nos custos de energia e pressione a inflação global. Isso poderia levar bancos centrais de diversos países a manter ou elevar as taxas de juros. Inflação e juros Os novos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos ficam no centro das atenções do mercado nesta sexta-feira. No Brasil, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, caiu 0,32% em agosto e registrou a maior deflação desde agosto de 2022, quando o indicador caiu 0,36%. O resultado reforça a tendência de queda de preços e aumenta a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), faça um novo corte da taxa básica de juros na próxima semana. Apesar da queda em agosto, o IPCA acumula alta de 3,11% no ano e de 4,22% em 12 meses, abaixo dos 4,44% registrados nos 12 meses encerrados em julho. 🔎 Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses permanece dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Banco Central (BC). Desde 2025, o sistema de metas contínuas prevê inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que equivale a um intervalo entre 1,5% e 4,5%. Já nos Estados Unidos, o CPI teve uma alta de 0,4% em agosto, puxido pelo aumento no custo da gasolina. Apesar de ter vindo em linha com o esperado pelo mercado, o dado reforça a perspectiva de que o Fed pode aumentar os juros em sua próxima reunião de política monetária. Nos 12 meses até agosto, a inflação ao consumidor avançou 3,4%, mesma taxa de julho. Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o índice subiu 0,3% no mês passado, de 0,2% em julho, e teve alta de 2,4% na base anual, de 2,5% no mês anterior. Bolsas globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta, após a inflação ao consumidor americano ter vindo em linha com o esperado e em meio à queda do petróleo. O Dow Jones teve alta de 0,96%, enquanto o S&P 500 subiu 0,85% e o Nasdaq Composite avançou 0,94%. Na Europa, os mercados acionários registraram uma alta generalizada diante da queda dos preços do petróleo. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,5%, para 639,1 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, teve ganhos de 0,82%, enquanto o CAC-40, da França, subiu 0,78% e o FTSE 100, do Reino Unido, avançou 0,39%. Na Ásia, a maioria dos dos índices fechou em queda, em meio às expectativas crescentes de uma nova alta de juros por parte do Fed. O SSEC, índice de Xangai, perdeu 1,18%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, caiu 0,84%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,60%. Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, caiu 1,93%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 1,76%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Karolina Grabowska/Pexels

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Criação de porcos: publicação gratuita orienta sobre alimentação e manejo
Economia

Criação de porcos: publicação gratuita orienta sobre alimentação e manejo

📅 11/09/2026, 11:50

Cartilha do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) reúne informações sobre todas as etapas da criação de porcos. Divulgação Quer aprender sobre a criação de porcos? Uma opção gratuita é a publicação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que reúne informações sobre todas as etapas da criação, do nascimento à terminação dos animais. O material traz orientações sobre alimentação, manejo e os principais cuidados para garantir uma produção de qualidade. A cartilha é gratuita -📱Acesse aqui Veja também: Porcos clonados: saiba como será criação de plantel para uso de órgãos em humanos

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Flávio Bolsonaro é investigado em inquérito no STF aberto para apurar financiamento do filme 'Dark Horse'
Política

Flávio Bolsonaro é investigado em inquérito no STF aberto para apurar financiamento do filme 'Dark Horse'

📅 11/09/2026, 11:39

Flávio Bolsonaro é investigado no caso 'Dark Horse' O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é investigado pela Polícia Federal (PF) em inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O procedimento foi autorizado em julho pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da PF. A informação de que Flávio consta na lista de investigados veio à tona nesta sexta-feira (11), após o relator do caso levantar o sigilo a pedido do presidente da Corte, Edson Fachin. Segundo a decisão, a PF investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros possíveis crimes que teriam sido praticados, em tese, por Flávio Bolsonaro no contexto do financiamento do filme junto a Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. LEIA TAMBÉM Fachin solicita retirada de sigilo das investigações do caso Master no STF Mendonça levanta sigilo de investigações do caso Master Em documento, PF detalha articulações de Vorcaro dias antes de ser preso e aponta que banqueiro sabia da operação O candidato a presidência da República, Flávio Bolsonaro, durante a convenção do Republicanos que oficializou a candidatura à reeleição do Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, no Ginásio do Ibirapuera, zona sul de São Paulo, neste sábado (1°). Marina Uezima/Agência O Dia/Estadão Conteúdo A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi consultada e não se opôs à abertura da investigação. O ministro determinou ainda que o caso fosse remetido à Polícia Federal para a realização das diligências que não dependessem de autorização judicial. O g1 tentou contato com Flávio Bolsonaro, mas não havia obtido retorno até a última atualização desta reportagem. Investigações O financiamento do filme de Bolsonaro é investigado em dois inquéritos perante o STF. ➡️ O primeiro, sob relatoria do ministro André Mendonça, apura os repasses feitos por Vorcaro — em que circunstâncias foram feitos, qual a origem do dinheiro, qual o montante exato e qual seu destino final. Investigadores suspeitam que parte dos recursos não tenha sido usada no filme. É no âmbito deste inquérito que Flávio consta na lista de investigados. ➡️ O segundo inquérito, sob relatoria do ministro Flávio Dino, investiga se a produtora Go Up Entertainment usou emendas parlamentares para bancar a produção. A PF fez uma operação nessa quinta-feira (10) e cumpriu mandados de busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento em um esquema de desvio de emendas parlamentares. Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-RJ) e Karina Ferreira da Gama, dona da produtora responsável pelo filme. ➡️ Havia ainda uma investigação em São Paulo, conduzida pela Polícia Civil, para apurar um contrato de mais de R$ 150 milhões entre a Go Up e a prefeitura para instalação de pontos de wi-fi em bairros da periferia. O contrato não foi cumprido integralmente e existem suspeitas de que parte dos valores foi desviada. Esse inquérito passou a tramitar com Dino no STF. Financiamento do filme 🎥 O filme "Dark Horse" ganhou notoriedade após a divulgação, pelo site Intercept Brasil, de conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, em que o filho do ex-presidente solicita recursos para financiar a produção cinematográfica. O banqueiro ajudou a financiar o filme, e as negociações envolveram contatos diretos com o filho mais velho do ex-presidente, que pediu dinheiro e pressionava pelos pagamentos. Vorcaro chegou a pagar R$ 61 milhões aos produtores do filme, via fundo nos Estados Unidos. Segundo o site "The Intercept Brasil", Flávio Bolsonaro teria negociado o repasse de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões na época, para financiar a produção. R$ 75,1 milhões - valor que a produtora diz ter gasto; R$ 61 milhões - valor que Daniel Vorcaro teria destinado ao filme via fundo nos EUA; R$ 134 milhões - valor que Flávio Bolsonaro teria negociado antes de Vorcaro ser preso; R$ 108 milhões - valor do contrato entre ONG de Karina da Gama e a Prefeitura de SP para instalação de wi-fi na capital paulista. Operação 'Make Up' O ministro Flávio Dino autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Make Up, realizada conjuntamente pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU) nessa quinta-feira (11). A ação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. ➡️ Dino é o responsável por autorizar esse tipo de ação porque ele é o relator de processos no Supremo que investigam irregularidades no repasse desses recursos públicos, enviados por parlamentares para suas bases eleitorais. O ministro também determinou a aplicação de medidas cautelares contra Mario Frias, proibindo o parlamentar de deixar o país e de manter qualquer contato com os demais investigados no inquérito que apura desvios de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares. A crise no STF A crise no STF envolvendo André Mendonça e Alexandre de Moraes começou a partir de decisões nas investigações sobre o Banco Master. Mendonça divulgou documentos da PF que apontaram uma suposta relação entre Moraes e Daniel Vorcaro. 🔎 Mendonça é relator de apurações relacionadas ao banco e de um inquérito sobre repasses para a produção do filme "Dark Horse". O episódio envolveu também o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e, posteriormente, o ministro Flávio Dino. Antes da crise, já havia divergências entre o gabinete de Mendonça e a direção da PF sobre o andamento das investigações do caso Master. O relatório sobre a relação entre Moraes e Vorcaro será discutido no plenário do STF.

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Grupos no STF travam disputa sobre sigilo e sessão fechada no caso Master; pedido de vista entra no radar
Política

Grupos no STF travam disputa sobre sigilo e sessão fechada no caso Master; pedido de vista entra no radar

📅 11/09/2026, 11:10

Grupos no STF travam disputa sobre sigilo e sessão fechada no caso Master Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) querem saber como vai ser o rito da sessão de terça-feira (15). O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, está consultando os ministros, e há uma disputa nos bastidores sobre o que exatamente será julgado e se a sessão sobre o "caso Master" será aberta ou fechada. GloboPop: veja os vídeos do palco da Andréia Sadi A ala de ministros próximos a Moraes defende uma sessão fechada, como o blog revelou na quinta-feira (10), sob o argumento de que uma discussão envolvendo investigação sobre integrante do próprio Supremo deve ocorrer sob sigilo. Do outro lado, pesa o precedente do caso Toffoli e a repercussão negativa de uma deliberação a portas fechadas. Mendonça, Moraes e Fachin Reprodução Há ainda uma cobrança para que Fachin delimite previamente o objeto do julgamento. Hoje, concretamente, o que está sobre a mesa é o pedido da PGR para anular e arquivar o material cujo sigilo André Mendonça derrubou — material que contém, entre outros elementos, conversas de Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. 📱 Acesse o Canal da Sadi no WhatsApp Mendonça foi consultado sobre a decisão de Fachin, num sinal do alinhamento entre o presidente da Corte e o relator do caso Master na condução desse rito. A distribuição do material aos demais ministros serve justamente para que todos cheguem preparados à sessão, na argumentação de interlocutores do gabinete de Mendonça. Há também uma disputa sobre o sigilo. O grupo de Moraes pressiona para que todo o material seja tornado público, incluindo a investigação do caso Dark Horse. E interpreta essa derrubada de sigilo e a sessão aberta como uma forma de constranger os ministros do grupo de Moraes. É nesse cenário que ganha força uma possibilidade já discutida nos bastidores: um pedido de vista na terça-feira, adiando mais uma vez uma definição do Supremo sobre o caso.

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'Criei do nada um império da moda que me deixou multimilionária, mas cresceu tanto que abri falência'
Economia

'Criei do nada um império da moda que me deixou multimilionária, mas cresceu tanto que abri falência'

📅 11/09/2026, 10:14

Sophia Amoruso. Getty Images A fortuna de Sophia Amoruso, em certo momento, chegou a ser maior que a de Beyoncé. Mas, para chegar a este ponto, ela andou de carona, roubou livros e revirou latões de lixo em busca de comida. Tudo o que ela enfrentou pode parecer uma história típica de ascensão e queda. Mas, como ela própria contou ao programa de rádio Business Daily, do Serviço Mundial da BBC, a única razão que a levou a criar a marca de roupas Nasty Gal foi que ela não queria trabalhar. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Ou, pelo menos, não trabalhar como parte do sistema com suas regras definidas, com um único caminho rumo ao progresso e cumprindo o horário das 9 da manhã às 5 da tarde. E foi a marca de roupas que deixou Amoruso milionária. A Nasty Gal chegou a ser a empresa varejista que mais cresceu nos Estados Unidos em 2012, com faturamento de mais de US$ 100 milhões (cerca de R$ 510 milhões, pelo câmbio atual), segundo a revista Inc. Agora no g1 "Quando era adolescente, eu não gostava nada do capitalismo", ela conta. "Eu frequentava feiras de livros anarquistas. Não queria viver dentro do sistema." "Eu não tinha necessariamente a motivação para criar uma empresa. Mas, enquanto tentava fugir de trabalhar, acabei construindo algo que era realmente muito divertido." Em 2006, Amoruso estava sem dinheiro e sem rumo, conferindo crachás de identificação no saguão de entrada de uma escola de arte. Ela havia aceitado aquele trabalho para ter seguro médico e ser operada de uma hérnia. Foi ali que ela decidiu começar a vender roupas vintage no eBay. Seu primeiro contato com o setor de vendas pela internet havia ocorrido anos antes, revendendo livros pela Amazon. "Eu procurava os títulos mais vendidos do jornal The New York Times, entrava em uma loja, empilhava vários que estavam na mesa de entrada, dava meia-volta e saía com os livros", ela conta. "Não tenho muito orgulho disso." Sua segunda plataforma foi o eBay. Ali, Amoruso montou uma loja de roupas vintage com estilo inovador, que se encaixava com a cultura urbana. Ela encontrava as roupas fazendo buscas entre pertences "de pessoas falecidas". A marca se tornou um fenômeno e ajudou a transformar Sophia Amoruso (no centro) em uma espécie de ícone do empreendimento feminino Getty Images Amoruso sabia que podia fazer as roupas descartadas parecerem atrevidas, utilizando suas atraentes amigas como modelos. Ela logo começou a observar o que outras lojas vendiam, o que dava certo, o que inspirava estilistas e quais roupas eram apresentadas nas passarelas e vendidas por milhares de dólares. "Eu sabia onde encontrar aquelas roupas muito mais barato e era criativa", recorda ela. Assim teve início a marca Nasty Gal, um nome tomado emprestado de um álbum da cantora Betty Davis (1945-2022). Quando Amoruso quis migrar para um website, descobriu que o domínio havia sido anteriormente uma página de pornografia. "No primeiro ano e meio, fiz tudo sozinha", ela conta. "Tirava fotos, editava, colocava preços nas peças, escrevia a descrição, pesava, media, publicava..." "Todos os leilões começavam em US$ 9,99 [R$ 51]. Aquilo valia US$ 10 se eu fizesse parecer incrível e colocasse em uma menina muito elegante, com atitude, que parecesse estar indo para algum lugar genial." Sophia Amoruso começou vendendo roupas vintage no eBay. Getty Images Mulheres lutadoras A imagem de originalidade da marca refletia a forma de pensar de Amoruso. No seu livro #GIRLBOSS, publicado em 2014, ela explica sua filosofia para as mulheres. Uma #GIRLBOSS ("menina empoderada", em tradução livre) é alguém que consegue o que quer porque trabalha para chegar lá. "A #GIRLBOSS assume o controle e a responsabilidade", escreve ela. "Você é uma lutadora: sabe quando atacar e quando receber golpes. Às vezes, você desrespeita as normas e, às vezes, as segue, mas sempre nos seus próprios termos." "Você sabe aonde vai, mas não pode ir sem se divertir pelo caminho", prossegue Amoruso. "Valoriza a honestidade, mais do que a perfeição. Faz perguntas. Você leva a vida a sério, mas não leva você mesma muito a sério." Sua clientela começou a ser fiel não apenas às roupas, mas à marca e aos visuais inventados por Amoruso. Por trás dos negócios, havia uma comunidade seduzida por uma forma de fazer as coisas com a qual muitas mulheres se identificavam. Havia uma certa conexão emocional. Tudo começou a decolar muito rapidamente. "Até a atriz Anne Hathaway fazia compras comigo", conta Amoruso. "E também jornalistas, escritores de moda." "Lancei o website e tudo foi vendido em 24 horas." "Fiquei rodeada de pacotes e sem nada na página web, até que me dei conta: Isso vai ser permanente", prossegue ela. "Foi então que contratei meu primeiro funcionário." No primeiro ano, Amoruso ganhou cerca de US$ 75 mil (cerca de R$ 383 mil). No segundo ano, foram US$ 250 mil (R$ 1,3 milhão); no terceiro, US$ 1,1 milhão (R$ 5,6 milhões); e, no quarto, US$ 6,5 milhões (R$ 33 milhões). No quinto ano, Amoruso atingiu a marca de US$ 30 milhões (cerca de R$ 153 milhões). O incrível é que não havia nenhum investidor apoiando todo este crescimento — pelo menos inicialmente, até que a fama e o dinheiro começassem a bater à sua porta. A época mais divertida Sem pensar duas vezes, um fundo de capital de risco avaliou a Nasty Gal como uma empresa de tecnologia de US$ 350 milhões (cerca de R$ 1,8 bilhão). Na época, o comércio digital estava no auge. Ela recebeu US$ 50 milhões (R$ 255 milhões) em troca de uma participação na empresa para financiar sua expansão. Para Amoruso, foi ali que começaram a surgir os problemas. "Por muito tempo, esta fase foi a mais divertida", relembra ela. "Fiz a empresa crescer até superar os US$ 100 milhões [R$ 510 milhões] de faturamento, contratei os melhores talentos e trabalhei com os melhores diretores de criação." "Eu tinha belos escritórios", prossegue Amoruso. "Estive nas listas das pessoas mais criativas nos negócios. A Google me levou de avião para a Cannes Lions [o Oscar da publicidade e do marketing] para falar em uma ilha com Jeffrey Katzenberg", fundador, ao lado de Steven Spielberg, do estudo de animação Dreamworks. "A Nasty Gal foi a melhor fase da carreira de muitas pessoas. E muitos que saíram da Nasty Gal, voluntariamente ou não, conseguiram feitos incríveis e tenho muito orgulho disso." 'Tudo começou a desmoronar' Entre 2008 e 2011, as vendas da Nasty Gal cresceram em mais de 10.000%. Mas o crescimento das vendas não se traduz necessariamente em ganhar dinheiro. "Tudo começou a ficar feio quando a empresa foi avaliada em US$ 350 milhões, mais de 10 vezes a sua receita, como se fôssemos a Uber ou algo do tipo. As empresas de moda não estão preparadas para uma escalada tão significativa", explicou ela à BBC. "Os fundadores de marcas devem ter em mente que os interesses dos seus investidores podem não estar alinhados aos interesses da empresa, ou aos seus próprios." Quando chegou a falência, a Nasty Gal havia passado meses inteiros em busca de uma empresa maior para comprá-la. "Você não abre falência da noite para o dia", conta Amoruso. "Percebi que não poderíamos pagar nossos fornecedores, que seria irresponsável manter a empresa em operação e precisávamos encerrá-la." A Nasty Gal cresceu tão rápido que não conseguiu consolidar sua estrutura interna. Sua receita caiu para cerca de US$ 85 milhões (R$ 434 milhões) em 2014. Amoruso passou o cargo de diretora-executiva para Sheree Waterson em janeiro de 2015 e assumiu como presidente-executiva. A seguir, vieram as demissões. "Tudo começou a desmoronar", lamenta ela. Comprar apenas o logotipo Em fevereiro de 2017, o grupo de fast fashion Boohoo, com sede em Manchester, no Reino Unido, comprou a Nasty Gal por US$ 20 milhões (cerca de R$ 102 milhões). Mas o que mudou de dono foi a propriedade intelectual da empresa: seu nome, logotipo, endereços na internet, contas nas redes sociais, a imagem da marca e o banco de dados de clientes. O grupo Boohoo não comprou a empresa, a equipe, as operações, nem a obrigação legal de gerenciar as devoluções pendentes ou os créditos em lojas, como descobriram posteriormente os clientes indignados. O que o grupo comprou foi o público da empresa. Sophia Amoruso tem hoje 42 anos de idade. Ela passou os anos seguintes dirigindo a empresa Girlboss Media, que inclui um livro e um podcast com mais de 22 milhões de downloads. Ela também acabaria vendendo esta companhia. Desde 2023, Amoruso dirige um pequeno fundo de capital de risco chamado Trust Fund, com o apoio de figuras como Paris Hilton. Seus projetos ainda refletem sua filosofia: "As mulheres estão dominando o mundo."

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Ao atender pedido de Fachin, Mendonça retira sigilo apenas de parte das investigações sobre Master no STF
Política

Ao atender pedido de Fachin, Mendonça retira sigilo apenas de parte das investigações sobre Master no STF

📅 11/09/2026, 09:05

Após pedido de Fachin, Mendonça levanta sigilo dos inquéritos do caso Master Ao retirar o sigilo das investigações sobre o Banco Master que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (10), o ministro André Mendonça tornou pública parte dos documentos do caso. Entre os materiais liberados estão apurações que envolvem o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master que está preso em Brasília. Como, por exemplo, indícios de que ele soube de operação dias antes de ser preso. Entretanto, outras frentes das investigações não tiveram o sigilo derrubado, como as apurações sobre o financiamento do filme "Dark Horse" e a relação entre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima. A decisão de Mendonça atende a uma solicitação feita horas antes pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, e libera o acesso a um conjunto de inquéritos, reclamações e petições vinculados ao caso. André Mendonça Rosinei Coutinho/STF 'Dark Horse' 🎥 O filme "Dark Horse" (termo em inglês para "azarão") contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ainda não foi lançado. O longa ganhou notoriedade após a divulgação, pelo site Intercept Brasil, de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, e Vorcaro, em que o filho de Jair solicita recursos para financiar a produção cinematográfica. Flávio é investigado pela PF por possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção, segundo os documentos divulgados pelo Supremo nesta sexta (11). Vorcaro ajudou a financiar o filme, e as negociações envolveram contatos diretos com o filho mais velho do ex-presidente, que pediu dinheiro e pressionava pelos pagamentos. O banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões aos produtores do filme, via fundo nos Estados Unidos. Segundo o site "The Intercept Brasil", Flávio Bolsonaro teria negociado o repasse de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões na época, para financiar o filme. O financiamento do filme de Bolsonaro é investigado em dois inquéritos perante o STF. O primeiro apura os repasses feitos por Vorcaro. É no âmbito deste inquérito, sob relatoria de Mendonça, que Flávio consta na lista de investigados. O segundo inquérito, sob relatoria do ministro Flávio Dino, investiga se a produtora Go Up Entertainment usou emendas parlamentares para bancar a produção. A PF fez uma operação nessa quinta-feira (10) e cumpriu mandados de busca e apreensão contra os suspeitos. Jaques Wagner Sobre a relação do senador Jaques Wagner com sócio de Daniel Vorcaro, os investigadores identificaram 74 ligações telefônicas entre Wagner e o banqueiro Augusto Lima, que também é investigado por supostas fraudes financeiras. A PF aponta que Jaques Wagner atuou em defesa de interesses do Banco Master no Congresso e, em troca, recebeu vantagens indevidas — como um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões, e repasses a empresas ligadas a familiares do parlamentar. LEIA TAMBÉM: Caso Master: PF identificou 74 chamadas entre Jaques Wagner e ex-sócio de Vorcaro em 18 meses PF mira senador Jaques Wagner e banqueiro Augusto Lima em 9ª fase da Compliance Zero A crise no STF A crise no STF envolvendo André Mendonça e Alexandre de Moraes começou a partir de decisões nas investigações sobre o Banco Master. Mendonça divulgou documentos da PF que apontaram uma suposta relação entre Moraes e Daniel Vorcaro. 🔎 Mendonça é relator de apurações relacionadas ao banco e do inquérito sobre repasses para a produção do filme "Dark Horse". O episódio envolveu também o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e, posteriormente, o ministro Flávio Dino. Antes da crise, já havia divergências entre o gabinete de Mendonça e a direção da PF sobre o andamento das investigações do caso Master. O relatório sobre a relação entre Moraes e Vorcaro será discutido no plenário do STF.

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Assessoria informal, grupo de mensagens, cobrança de pagamento: PF detalha relação de Vorcaro com servidores do BC
Política

Assessoria informal, grupo de mensagens, cobrança de pagamento: PF detalha relação de Vorcaro com servidores do BC

📅 11/09/2026, 08:15

A Polícia Federal (PF) apontou, em relatórios tornados públicos nesta sexta-feira (11), que Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, servidores afastados do Banco Central (BC), atuaram de maneira reiterada como consultores informais de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master que está preso. No órgão, ofereceram orientações detalhadas, revisaram documentos sensíveis e intervieram em temas de supervisão bancária em favor do Banco Master. E cobraram por isso.  Nos diálogos, Paulo Sérgio envia a portaria com sua promoção a chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária (Desup) do BC. Nesta quinta (10), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça levantou o sigilo das principais investigações relacionadas ao Banco Master que tramitam na Corte. A decisão atende a uma solicitação feita horas antes pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, e libera o acesso a um conjunto de inquéritos, reclamações e petições vinculados ao chamado "caso Master". Após pedido de Fachin, Mendonça levanta sigilo dos inquéritos do caso Master 🔎 O Desup é quem deve monitorar o capital e a liquidez dos bancos e acompanhar as práticas de gestão e de controle interno das instituições financeiras. A partir desse ponto, de acordo com a PF, a atuação do servidor "passa a assumir contornos de verdadeira assessoria paralela". Em mensagem do dia 21 de dezembro de 2023, Paulo Sérgio "toma a liberdade" de sugerir pontos para serem abordados nas reuniões que Vorcaro com o "Presi".  De acordo com a PF, "infere-se tratar-se do presidente do BCB, à época, ROBERTO CAMPOS NETO".  Paulo Sérgio orienta Vorcaro a focar na estratégia de demonstrar como o Banco Will agregaria capacidade para oferta de serviços de pagamento e contas correntes a uma base de clientes do Credcesta estimada em aproximadamente 4 milhões de clientes. 🔎 O BC decretou em 21 de janeiro de 2026 a liquidação extrajudicial do Will Bank, banco digital voltado principalmente a pessoas com pouco acesso ao sistema financeiro tradicional, especialmente clientes de renda média e baixa. O Banco Master, em conjunto com a Reag Investimentos, adquiriu o Banco Will em fevereiro de 2024. "Tal fato indica que as orientações, seguidas ou não, culminaram na efetiva aquisição do referido banco", diz a PF.  Paulo Sérgio também tentou atuar, a pedido de Vorcaro, para alterar normas de enquadramento das entidades que atuam na Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Na avaliação do ex-banqueiro, a regra em vigor permitia que apenas os grandes bancos atuassem na Previc. Em mensagem do dia 25 de abril de 2025, Vorcaro prepara um ofício do Banco Master ao Desup, local de atuação de Paulo Sérgio no BC, e solicita a revisão da minuta do documento. O setor alertava sobre a necessidade de garantir níveis adequados dos indicadores de liquidez até 7 de maio de 2025. Paulo Sérgio retorna com as alterações sugeridas. Grupo de mensagens Em outubro de 2025, Belline Santana, ex-chefe de departamento da área responsável pela supervisão bancária cria um grupo de mensagens entre ele, Daniel Vorcaro e Paulo Sérgio. "O contexto geral observado se relaciona ao que já vinha sendo tratado ao longo deste documento: a prestação de uma espécie de consultoria, tanto por meio de mensagens de texto e ligações quanto pela revisão de documentos, em benefício dos interesses de DANIEL VORCARO", diz a PF. A primeira mensagem enviada foi por Belline, que afirmou ter criado o grupo "no intuito e facilitar nossa interlocução". Em seguida, Belline elogia a elaboração de um documento, embora ele destaque possuir “uma dúvida quanto à necessidade/adequação da expressão, especialmente da DIFIS”. Em nota, a defesa de Belline Santana afirma que ele "sempre exerceu suas funções como servidor de carreira do BCB dentro dos estritos limites de suas atribuições, e confia que a análise integral de todos os elementos os quais se retirou o sigilo sejam apreciados com a necessária objetividade, sem conclusões baseadas em recortes ou interpretações descontextualizadas". Veja a troca de mensagens: BELLINE SANTANA: Boa tarde. Criei esse grupo, no intuito e facilitar nossa interlocução. DANIEL VORCARO: Ok obrigado BELLINE SANTANA: Com relação ao documento, considero que ficou bom. Fico apenas com uma dúvida da necessidade/adequação da expressão, especialmente da Difis. Penso que deixar mais aberta, dessa autarquia, etc. Pode ajudar a evitar ruídos desnecessários. DANIEL VORCARO: Ok A relação de Vorcaro e Belline é anterior à criação do grupo. Em novembro de 2023, Belline envia uma mensagem ao ex-banqueiro para tratar sobre a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Em abril de 2024, Belline fala com Vorcaro no intuito de marcar uma reunião entre eles e Paulo Sergio. "O que chama atenção é o tema proposto por BELLINE, quando perguntado por VORCARO qual seria o assunto da reunião: “visão prospectiva e estratégica”. Sendo assim, entende-se que o tema tratado nenhuma relação tinha com o cargo ocupado por BELLINE como servidor do BCB, mas sim com os interesses de VORCARO e de seus negócios", ressalta a PF. Daniel Vorcaro volta a ser preso; Polícia Federal afirma que dono do Banco Master criou uma milícia privada para cometer crimes Jornal Nacional/ Reprodução Pagamentos para Belline Em dezembro de 2023, Fabiano Zettel menciona a Vorcaro que é dia de pagamento a Belline. O banqueiro responde com surpresa e questiona se o pagamento está saindo do banco. Zettel então responde que "é óbvio" que o pagamento não estava saindo diretamente do banco. Já no dia 9 de janeiro de 2024, Fabiano envia mensagem para Vorcaro onde consta como pendente o pagamento a Belline. Em 30 de janeiro de 2024, Zettel envia mensagem para o ex-banqueiro onde diz que realizará, dentre outros pagamentos, o de Belline. Já em outubro de 2024, Fabiano envia mensagem para Vorcaro que esclarece, mais uma vez, que parte do dinheiro enviado a Leonardo Palhares destina-se, na verdade ao pagamento a Belline. O valor indicado é de R$ 760.000,00. As mensagens se estendem durante o ano de 2025. A PF aponta ainda que Vorcaro teria realizado pagamentos a Belline durante a realização de uma viagem para a França. Veja a troca de mensagens: FABIANO ZETTEL: Hoje tem que pagar a primeira do Belline, ok? DANIEL VORCARO: Ok Mas veja se leo pode pagar E reembolsamos dia seguinte Bem importante isso FABIANO ZETTEL: Na verdade ia pagar Léo e Léo pagar ele. Mas peço pra ele pagar primeiro... 22/12/2023 DANIEL VORCARO: Você não pode mais usar super DANIEL VORCARO: Pega outra empresa sem você FABIANO ZETTEL: Vou fazer uma. E vc me avisa quando for pela outra. DANIEL VORCARO: Que outra FABIANO ZETTEL: Vou abrir Não pode comunicar comigo, né? Tipo ser de uma empresa que eu tô... 22/07/2025 FABIANO ZETTEL: Bellini cobrando. Paga? DANIEL VORCARO: Claro FABIANO ZETTEL: Igreja tem 1 mês que não faz. Odeio cobrar, mas a obra vai parar... Bellini não veio... DANIEL VORCARO: Pqp Mas ta saindo do banco? FABIANO ZETTEL: Sai pra Super. Super manda empresa Léo. Empresa Léo que tem contato com ele.

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Em documento, PF detalha articulações de Vorcaro dias antes de ser preso e aponta que banqueiro sabia da operação
Política

Em documento, PF detalha articulações de Vorcaro dias antes de ser preso e aponta que banqueiro sabia da operação

📅 11/09/2026, 06:03

PF aponta que Vorcaro soube de operação antes A Polícia Federal (PF) detalhou em um documento, cujo sigilo foi retirado na noite desta quinta-feira (10), as articulações do ex-banqueiro Daniel Vorcaro nos dias que antecederam a deflagração da Operação Compliance Zero, que resultou em sua prisão. Segundo a PF, Vorcaro teve conhecimento da operação policial que estava para ser deflagrada, o que reforça a tese de fuga, "sendo improvável que sua viagem ao exterior, na noite imediatamente anterior à data do cumprimento dos mandados, seja mera coincidência". O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça levantou o sigilo das principais investigações relacionadas ao Banco Master que tramitam na Corte nesta quinta. A decisão atende a uma solicitação feita horas antes pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, e libera o acesso a um conjunto de inquéritos, reclamações e petições vinculados ao chamado "caso Master". Veja a sequência de fatos apontada pela Polícia Federal: 21/10/2025: Daniel Bueno Vorcaro registra, no aplicativo “Notas” do celular, os nomes de representantes da Polícia Federal que participaram de reunião reservada com o Banco Central, indicando acesso antecipado a informações reservadas; 16/11/2025: Dois dias antes da operação, Vorcaro registra nova nota perguntando sobre eventual proximidade de terceiro com o juiz federal Ricardo Soares Leite, responsável por autorizar medidas contra ele. Como o inquérito era sigiloso, isso reforça a suspeita de vazamento de informações; 17/11/2025 (manhã): Um dia antes da deflagração da operação, Vorcaro recebe, às 07h28min, mensagens urgentes de seu advogado, Walfrido Warde. Após isso, muda seus planos e, às 08h48min, informa que agendaria voo saindo de Congonhas; 17/11/2025 (7h41min em diante): Vorcaro conversa com o jornalista Diego Escosteguy sobre reportagem que seria publicada; após as 11h, recebe o link da matéria e o repassa imediatamente a Warde. A reportagem menciona a existência de inquérito na 10ª Vara Federal de Brasília; 17/11/2025: Warde protocola petição na 10ª Vara Federal do DF, pedindo acesso ao conteúdo da investigação, citando expressamente a reportagem como fonte da informação. Ao longo do dia, ele e Vorcaro seguem tratando do assunto, com insistência sobre contato com o juiz do caso; 17/11/2025: Também nesse dia, surgem elementos de que Vorcaro divulgou à imprensa a notícia de que o Grupo Fictor teria interesse na aquisição do Banco Master; 17/11/2025 (desde 6h34min): Vorcaro mantém contato com servidores do Banco Central, Paulo Sérgio e Belline. Depois, eles consideram “fundamental” que ele fale com o diretor do BC, Ailton Aquino; 17/11/2025 (início da tarde): A reunião é articulada para o próprio dia. Vorcaro propõe 13h; Paulo Sérgio confirma 13h15min; e Belline envia o link às 13h35min. Depois da reunião, circula reportagem sobre a venda do Banco Master ao Fictor, sem surpresa dos servidores, sugerindo alinhamento prévio; Noite de 17/11/2025: As forças policiais interceptam Vorcaro no aeroporto de Guarulhos/SP, quando ele estava prestes a embarcar em jato particular com destino final aos Emirados Árabes; 18/11/2025: É oficialmente deflagrada a operação policial Compliance Zero – fase I, após decisão judicial favorável aos pedidos da Polícia Federal. A PF afirma ainda que o panorama demonstra que Vorcaro, "ciente da futura e iminente atuação policial, se utiliza de servidores do Banco Central que lhe são subalternos (em razão do pagamento de vantagens indevidas) para forçar uma reunião virtual, no dia imediatamente anterior à operação policial". Por meio de sua assessoria, o advogado Walfrido Warde afirmou que foi procurado no dia 16 de novembro de 2025 por seu então cliente Daniel Vorcaro, que lhe informou da existência de um inquérito na 10ª Vara do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Ainda de acordo com o defensor, Warde e outros três escritórios de advocacia foram incumbidos por Daniel Vorcaro de apresentar em conjunto no dia seguinte, 17 de novembro de 2025, uma petição na qual antecipavam as explicações do Banco Master a fim de evitar medidas cautelares contra esse instituição, como é praxe em casos como esse. Relembre: Vorcaro foi preso no dia 17 de novembro do ano passado ao tentar embarcar para a Europa em um avião particular que sairia do aeroporto de Guarulhos, na Grande SP. Para a PF, não havia dúvidas de que ele iria fugir do país. Cerca de 10 dias depois, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou a soltura de Vorcaro e de outros quatro executivos do banco. Na decisão que determinou a soltura, um dos argumentos utilizados, favoráveis à liberdade do banqueiro, segundo a PF, foi o teor da reunião realizada com o Banco Central. "Diante de todo o exposto, conclui-se pela existência de fortes elementos indicativos de condutas de DANIEL VORCARO e associados direcionadas a proteger o núcleo dirigente da organização criminosa, mediante conhecimento antecipado de atos processuais e articulações com interlocutores em órgãos de controle, ao lado de planejamento logístico para saída do país em janela próxima à deflagração de medidas, o que, somado às comunicações com autoridades e ao acompanhamento de procedimentos internos, compõe o retrato dos 'tentáculos' em estruturas públicas e privadas", diz a PF. As informações foram usadas pela Polícia Federal para embasar um novo pedido de prisão preventiva do banqueiro, assinado no dia 27 de fevereiro de 2026. Em março deste ano, Vorcaro foi preso novamente. LEIA TAMBÉM: Flávio Bolsonaro é investigado em inquérito da PF aberto para apurar financiamento do filme 'Dark Horse' Imagem de Daniel Vorcaro na prisão. Reprodução Troca de mensagens com Moraes Além disso, uma troca de mensagens entre Alexandre de Moraes, do STF, e Daniel Vorcaro, sinaliza que o ministro discutia com o ex-dono do Banco Master a possibilidade de a Polícia Federal (PF) deflagrar uma operação que teria o ex-banqueiro como alvo. Os diálogos estão no relatório enviado pela PF ao STF que teve o sigilo retirado pelo ministro André Mendonça no dia 1º de setembro. No dia 15 de novembro de 2025, um sábado, Vorcaro questiona Moraes: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”. Quarenta e oito horas depois, na noite de 17 de novembro, o banqueiro foi preso pela PF. LEIA TAMBÉM: ‘Acha que 2ª tenho que estar fora?’, pergunta Vorcaro a Moraes sobre deixar o país a dois dias de operação

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Primeira fábrica de carro voador no interior de SP deve operar até 2028 e produzir até 480 aeronaves por ano
Economia

Primeira fábrica de carro voador no interior de SP deve operar até 2028 e produzir até 480 aeronaves por ano

📅 11/09/2026, 04:02

Fábrica de carro voador em SP deve operar até 2028 e produzir até 480 aeronaves por ano A fábrica do chamado carro voador da Eve Air Mobility em Taubaté, no interior de São Paulo, avançou para a etapa de implantação física e deve entrar em operação para a produção comercial do eVTOL até o fim de 2028. A unidade deve começar com cerca de 300 trabalhadores e terá capacidade inicial para produzir até 120 aeronaves por ano. Segundo a empresa, o projeto executivo da fábrica foi concluído e, agora, estão sendo realizadas as etapas necessárias para a implantação da primeira linha de produção, incluindo adequações na infraestrutura e a preparação para a instalação dos equipamentos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Apesar do avanço, a Eve ainda não divulgou uma data específica para o início das obras. Antes da produção comercial em Taubaté, a Eve vai fabricar seis protótipos dos eVTOLs, as aeronaves de pouso e decolagem vertical, nas instalações da Embraer, em São José dos Campos. "Taubaté será nossa unidade de produção em série, enquanto São José dos Campos continuará tendo um papel relevante no desenvolvimento e na engenharia do programa”, afirmou Antonio Carmesini, vice-presidente de industrialização, suprimentos e TI da Eve Air Mobility. Essas aeronaves serão usadas nos testes e na campanha de certificação do eVTOL pela Anac - leia mais abaixo. Protótipo de carro voador e 3D do projeto da fábrica em Taubaté. Reprodução/Eve Air Mobility Produção de até 480 aeronaves A primeira linha de produção terá capacidade instalada para até 120 aeronaves por ano. A empresa ressalta, no entanto, que esse número representa a capacidade da unidade e não significa que a produção chegará imediatamente a 120 aeronaves anuais. O projeto da fábrica foi desenvolvido de forma modular. Com a instalação de novos módulos, a capacidade poderá chegar a até 480 aeronaves por ano. “A expansão será feita em etapas, conforme a evolução do mercado e aumento da demanda”, explicou Carmesini. A fábrica de Taubaté será dedicada à produção do Eve 100, modelo desenvolvido para operações de mobilidade aérea urbana e regional. O eVTOL utiliza uma configuração chamada “lift-plus-cruise”, que combina oito propulsores para o voo vertical, asas fixas para o voo de cruzeiro e um propulsor traseiro. A aeronave terá capacidade para quatro passageiros e um piloto, com alcance de até 100 quilômetros. Leia também: Simulador mostra pouso e decolagem de carro voador e prevê embarque em até 15 minutos em vertiporto Carro voador da Embraer que será produzido em Taubaté faz primeiro teste de transição para voo horizontal Empresa da Embraer anuncia acordos para encomendas de até 46 'carros voadores' com clientes dos EUA e da Suíça Carro voador da Embraer faz primeiro teste de transição para voo horizontal Cerca de 300 trabalhadores A expectativa da Eve é começar a operação da fábrica com aproximadamente 300 pessoas. A quantidade de funcionários poderá aumentar gradualmente conforme a produção e a demanda pelo eVTOL avancem. “A operação da Eve em Taubaté terá um papel importante na geração de empregos qualificados e no fortalecimento da cadeia aeroespacial e tecnológica da região”, afirmou o vice-presidente. Segundo ele, as necessidades de contratação ainda estão sendo definidas conforme o desenvolvimento do veículo e o modelo de produção. “Para o início serão cerca de 300 pessoas que irão para a fábrica de Taubaté”, disse. A empresa ainda não detalhou quais cargos estarão entre as primeiras contratações. Simulador digital mostra pouso e decolagem de carro voador em vertiporto. Reprodução/VertiMob Produção de protótipos começa antes em São José Antes da produção comercial em Taubaté, a Eve vai avançar na fabricação de protótipos de certificação nas instalações da Embraer em São José dos Campos. A previsão é produzir seis protótipos de conformidade, que serão utilizados na campanha de certificação da aeronave. Segundo a Eve, essa etapa também servirá para testar os processos de produção que posteriormente serão implantados na fábrica de Taubaté. “Nos próximos meses avançaremos na implantação da linha de produção dos protótipos de certificação dentro das instalações da Embraer em São José dos Campos, onde serão produzidos seis protótipos de conformidade que serão usados na campanha de certificação”, explicou Carmesini. A empresa afirma que, paralelamente, continua trabalhando no detalhamento da linha de produção em série em Taubaté. Certificação pela Anac A produção comercial do eVTOL está diretamente ligada ao cronograma de desenvolvimento e à certificação da aeronave pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A expectativa da Eve é concluir o processo de certificação em 2028 e iniciar a operação comercial do eVTOL até o fim daquele ano. “É importante diferenciar essa etapa da produção comercial das aeronaves em si. O início da operação comercial do eVTOL está atrelado ao nosso cronograma de desenvolvimento e à certificação pela Anac, prevista para 2028”, afirmou Carmesini. A certificação é necessária para que a aeronave possa entrar em operação comercial. Gif mostra primeiro voo de carro voador da Embraer Reprodução Integração com a Embraer Embora a produção em série esteja planejada para Taubaté, a unidade fará parte do ecossistema da Eve e da Embraer, com uma atuação importante de São José dos Campos no desenvolvimento e na engenharia do programa. A Eve também mantém um acordo com a Embraer para serviços de suporte à industrialização, incluindo o desenvolvimento de processos e procedimentos para a produção dos eVTOLs e para a operação da planta de Taubaté. “Taubaté será nossa unidade de produção em série, enquanto São José dos Campos continuará tendo um papel relevante no desenvolvimento e na engenharia do programa”, disse Carmesini. Investimento de US$ 88 milhões A implantação da unidade conta com financiamento de US$ 88 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De acordo com a Eve, o recurso faz parte da estrutura de capital utilizada para avançar no desenvolvimento industrial do programa e apoiar a unidade de produção em Taubaté. A empresa afirma que os investimentos para ampliar a capacidade da fábrica serão feitos de forma gradual, de acordo com a evolução do mercado. “A instalação dos módulos adicionais será avaliada de acordo com a evolução do mercado e da demanda”, afirmou Carmesini. A estratégia, segundo a empresa, é começar com uma capacidade de até 120 aeronaves por ano e ampliar a produção progressivamente, podendo chegar a 480 aeronaves anuais. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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'Dark Horse': as emendas parlamentares e o filme sobre Jair Bolsonaro - O Assunto #1802
Política

'Dark Horse': as emendas parlamentares e o filme sobre Jair Bolsonaro - O Assunto #1802

📅 11/09/2026, 03:30

Nesta quinta-feira (10), a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em uma operação sobre os indícios de que o filme 'Dark Horse' recebeu dinheiro de emendas parlamentares. Entre os alvos estavam Karina Gama, produtora do filme, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) – o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC), presididos por Karina, também foram alvos. A Controladoria-Geral da União (CGU) apontou suspeita de desvio da emenda de R$ 2 milhões indicada por Frias para entidades de Karina. E a PF destacou ainda que a Go Up, empresa que produz o filme, movimentou R$ 19 milhões. Em outra investigação sobre possíveis financiamentos irregulares da cinebiografia de Jair Bolsonaro, o ministro André Mendonça homologou a delação premiada do empresário Antonio Carlos Freixo Junior, o Mineiro, dono da Entre Investimentos, no âmbito do Caso Master: ele listou repasses que somam US$ 12 milhões de Daniel Vorcaro para o fundo financeiro criado para administrar os recursos de 'Dark Horse' nos EUA. Neste episódio, Natuza Nery entrevista o jornalista Guilherme Balza, que está acompanhando as investigações do caso 'Dark Horse' desde o início. Balza detalha toda a linha de investigação que liga as emendas parlamentares ao filme e explica o que está em cada um dos inquéritos sobre a cinebiografia de Bolsonaro. Convidados: Guilherme Balza, repórter de política da GloboNews em Brasília. O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento, Marco Antônio Martins e Thomé Granemann. Na apresentação: Natuza Nery. Delação premiada afirma que fundo recebeu US$ 12 milhões de Vorcaro O que você precisa saber: PF faz operação para investigar suposto desvio de emendas para filme 'Dark Horse'; Caso Dark Horse: operação da PF investiga envio de R$ 2 milhões em emendas para produtora de filme do ex-presidente; PF aponta coincidência entre gastos durante gravações de filme 'Dark Horse' e envio de emendas para produtora; Operação da PF contra Mario Frias atinge ex-chefe de gabinete e dois assessores que atuam hoje na Câmara; veja lista de alvos; Dino proíbe Mario Frias de sair do país e ter contato com outros investigados; ONG de Karina da Gama e fornecedores ligados ao contrato de wi-fi da Prefeitura de SP também são alvo de operação da PF; Recursos para 'Dark Horse', malas para dinheiro vivo e repasses nas Bahamas: o que se sabe da delação de empresário ligado a Vorcaro; Karina da Gama: quem é a produtora de 'Dark Horse' alvo de operação da Polícia Federal em SP; Flávio acusa Dino de interferência política ao comentar operação da PF contra desvio de emendas para 'Dark Horse'; VALDO CRUZ: Governo Lula torce para STF sair da agenda e investigação da PF sobre financiamento do filme 'Dark Horse' dominar as atenções; O Assunto #1732: A nova suspeita de fraude no caso 'Dark Horse'. O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.Moraes encaminha a Fachin pedido de investigação contra Mendonça O ator norte-americano Jim Caviezel interpreta o ex-presidente Jair Bolsonaro no filme 'Dark Horse' Reprodução

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STF retoma julgamento sobre mudanças na Lei da Ficha Limpa; resultado pode afetar candidaturas suspensas
Política

STF retoma julgamento sobre mudanças na Lei da Ficha Limpa; resultado pode afetar candidaturas suspensas

📅 11/09/2026, 03:00

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta sexta-feira (11) o julgamento que discute mudanças aprovadas pelo Congresso na Lei da Ficha Limpa. O resultado pode impactar campanhas de candidatos que estão sendo questionadas na Justiça Eleitoral. O julgamento será retomado com o voto do ministro Gilmar Mendes, que pediu mais tempo para analisar o caso em maio. O julgamento será retomado com o voto do ministro Gilmar Mendes Antonio Augusto/STF A suspensão ocorreu após os votos da relatora, ministra Cármen Lúcia, e do ministro Luiz Fux. Eles entenderam que as mudanças na Lei da Ficha Limpa, aprovadas pelo Câmara e o Senado, contrariam a Constituição Um dos trechos em debate reduz o prazo em que candidatos condenados ficam proibidos de se candidatar, a chamada inelegibilidade. Na prática, a norma reduziu o tempo de punição a políticos cassados. Agora no g1 No STF, há expectativa de que o ministro Gilmar Mendes apresente uma divergência em relação ao entendimento da relatora e abra uma nova corrente votando pela validade de ao menos parte das modificações, como a contagem do prazo para inelegibilidade. Gilmar é crítico à Lei da Ficha Limpa. 🔎Ainda faltam oito votos, que podem ser inseridos no sistema eletrônico do Supremo até o dia 18. Não há impedimento para que ocorra outro pedido de vista, caso algum ministro entenda que precisa de mais prazo para analisar a ação. Campanhas impactadas A decisão do tribunal pode ter impacto em campanhas, como a de José Roberto Arruda, que disputa o governo do Distrito Federal, e de Anthony Garotinho, candidato ao governo do Rio, que discutem na Justiça Eleitoral se podem ou não concorrer. Os ministros analisam uma ação da Rede contra dispositivos da lei, como os marcos utilizados para a contagem do período de oito anos de impedimento para participar da disputa eleitoral. No voto, a ministra Cármen Lúcia defendeu que as modificações feitas pelo Congresso e sancionadas pelo Executivo esvaziam a legislação, representam um retrocesso e ameaçam o instituto da inelegibilidade. A relatora defendeu o restabelecimento de regras previstas na legislação anterior. A relatora do caso, ministra Cármen Lúcia Luiz Silveira/STF Cármen Lúcia disse que o STF atua para afastar atos que impeçam, dificultem ou embasam a probidade administrativa e a moralidade pública inerentes ao regime republicano. "As alterações levadas a efeito pela Lei Complementar n. 219/2025, relacionam-se aos termos inciais e à contagem de prazo para fins de inelegibilidade e estabelecem cenário de patente retrocesso ao que se tinha estabelecido como instrumento de garantia dos princípios republicano, da probidade administrativa e da moralidade pública", avaliou a ministra. Relembre as mudanças Em setembro do ano passado, o Congresso Nacional aprovou – e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, com vetos – diversas alterações no texto da lei: Contagem do prazo para parlamentares cassados por quebra de decoro ou violação das regras constitucionais Como era na Lei da Ficha Limpa: inelegibilidade pelo prazo restante do mandato perdido mais 8 anos; Como ficou a partir da lei de 2025: inelegibilidade por 8 anos contados a partir da decisão que decretou a perda do mandato. Contagem do prazo para governador, vice-governador, prefeito e vice-prefeito que perderem o mandato por descumprirem regras estaduais ou municipais Como era na Lei da Ficha Limpa: inelegibilidade pelo prazo restante do mandato perdido e mais 8 anos seguintes ao término do mandato para o qual foram eleitos; Como ficou a partir da lei de 2025: inelegibilidade pelos 8 anos seguintes à decisão que decretou a perda do mandato eletivo. Contagem do prazo para pessoas condenadas pela Justiça, sem possibilidade de recurso ou por decisão colegiada Como era na Lei da Ficha Limpa: prazo de inelegibilidade, para todos os crimes previstos na lei, era contado desde a condenação por órgão colegiado até o transcurso do prazo de 8 anos após o cumprimento da pena; Como ficou a partir da lei da 2025: a regra geral estipulada foi a da inelegibilidade contada a partir da condenação até o prazo de 8 anos. No caso de crimes contra a administração pública, de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, racismo, terrorismo, tortura, crimes contra a vida e a dignidade sexual, hediondos, organização criminosa e redução à condição análoga à de escravo, a inelegibilidade ocorre desde a condenação por órgão colegiado da justiça até o transcurso do prazo de 8 anos após o cumprimento da pena. Como fica a contagem do prazo para quem renuncia ao mandato para evitar a perda do cargo Como era na Lei da Ficha Limpa: presidentes, governadores, prefeitos e membros do Legislativo ficavam inelegíveis durante o período restante do mandato para o qual foram eleitos e nos 8 anos seguinte; Como ficou a partir da lei de 2025: presidentes, governadores, prefeitos e membros do Legislativo ficam inelegíveis nos 8 anos seguintes à renúncia ao cargo. Prazo limite no caso de inelegibilidade por improbidade administrativa acumulada com outra condenação posterior Como era na Lei da Ficha Limpa: não havia esse prazo limite; Como ficou a partir da lei de 2025: prazo máximo de 12 anos se durante o prazo de inelegibilidade por improbidade houver outra condenação que afete a capacidade eleitoral.

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Datafolha divulga novas pesquisas eleitorais nesta sexta (11)
Política

Datafolha divulga novas pesquisas eleitorais nesta sexta (11)

📅 11/09/2026, 03:00

O que é margem de erro O Datafolha divulga nesta sexta-feira (11) uma nova rodada de pesquisas eleitorais com os números da corrida presidencial e da disputa pelos governos de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Distrito Federal. Os levantamentos foram contratados pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Na pesquisa presidencial anterior, de 3 de setembro, Lula (PT) tinha 38% no 1º turno, seguido de Flávio Bolsonaro (PL), com 33%. Augusto Cury (Avante) aparecia isolado no terceiro lugar, com 8%. Na simulação do 2º turno, Lula e Flávio apareciam em empate técnico: o presidente com 46% e o senador com 44%. Na pesquisa presidencial, o Datafolha entrevistou 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada sob o número BR-01833/2026. VEJA TAMBÉM Entenda o que é margem de erro nas pesquisas eleitorais Como são escolhidos os entrevistados nas pesquisas Para que servem e como funcionam as pesquisas eleitorais Qual a diferença entre votos em branco e votos nulos Urna eletrônica Tribunal Superior Eleitoral/TSE

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CNU: prazo para manifestar interesse e permanecer na lista de espera termina nesta sexta
Economia

CNU: prazo para manifestar interesse e permanecer na lista de espera termina nesta sexta

📅 11/09/2026, 03:00

Freepik Candidatos aprovados na primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) e que ainda aguardam convocação têm até as 23h59 desta sexta-feira (11) para informar se desejam continuar concorrendo a uma vaga no serviço público federal. O prazo vale para quem permanece no Banco de Candidatos Aprovados em Lista de Espera após as convocações e atualizações realizadas desde a divulgação dos resultados do concurso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp Sem a confirmação, o candidato será excluído das listas de espera de todos os cargos para os quais está habilitado. ➡️ Conhecido como "Enem dos Concursos", o CNU teve sua primeira edição realizada em 2024 e entrou para a história como o maior concurso público, com 2,1 milhões de candidaturas confirmadas. Agora no g1 A seleção também marcou uma mudança na forma de recrutamento do governo federal ao reunir, em uma única prova, processos seletivos de diferentes órgãos e entidades da administração pública, com mais de 6,6 mil vagas ofertadas. Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a manifestação é necessária para manter o candidato apto a futuras convocações, caso surjam vagas nos órgãos participantes do concurso. O procedimento deve ser realizado exclusivamente pelo aplicativo SouGov.br ou pela versão web da plataforma, com uma conta gov.br de nível Prata ou Ouro. Para permanecer na lista de espera, o candidato deve acessar o sistema e informar, separadamente, se deseja continuar concorrendo a cada cargo para o qual está habilitado. Durante o período de manifestação, é possível consultar os cargos disponíveis e alterar a escolha quantas vezes for necessário. A última opção registrada até o fim do prazo será considerada válida. 🤔 O que acontece se o candidato não se manifestar? De acordo com o MGI, a confirmação é obrigatória para quem deseja permanecer apto a futuras convocações. O candidato que informar não ter interesse em determinado cargo será retirado apenas da lista de espera daquela função. A exclusão também valerá para possíveis contratações temporárias previstas nos editais. Já quem não se manifestar até o fim do prazo será eliminado de todas as listas de espera do CNU 1, inclusive para possíveis contratações temporárias. ⚠️ O governo ressalta que a manifestação não representa uma nomeação automática. A confirmação serve apenas para manter o candidato apto a futuras convocações. Uma eventual convocação dependerá da disponibilidade de vagas, da posição do candidato na classificação e das regras previstas no concurso. Após o encerramento do prazo, o Ministério da Gestão atualizará as listas de espera com base nas manifestações enviadas pelos candidatos. A previsão é que a nova lista seja divulgada até 30 de setembro. Também será possível consultar, no portal do CPNU, os cargos para os quais cada candidato continua habilitado a concorrer.

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Mega-Sena 3056 acumula e prêmio vai a R$ 85 milhões; confira os números sorteados
Economia

Mega-Sena 3056 acumula e prêmio vai a R$ 85 milhões; confira os números sorteados

📅 11/09/2026, 00:02

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.056 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (10), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 75,9 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 85 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 14 - 21 - 25 - 40 - 51 - 56 5 acertos: 50 apostas ganhadoras, R$ 45.990,43 4 acertos: 3.344 apostas ganhadoras, R$ 1.133,49 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3056 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

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Califórnia passa a exigir protocolo de crise para IAs e proíbe recursos viciantes para menores em redes sociais
Economia

Califórnia passa a exigir protocolo de crise para IAs e proíbe recursos viciantes para menores em redes sociais

📅 10/09/2026, 22:57

Governador da Califórnia, Gavin Newsom, em 10 de setembro de 2026 AP Photo/Jeff Chiu O governador da Califórnia, Gavin Newsom, aprovou nesta quinta-feira (10) 13 leis que mudam regras para assistentes de inteligência artificial e redes sociais com o objetivo de aumentar a proteção online de crianças e adolescentes. Uma das leis exige que serviços como ChatGPT, Gemini e Claude tenham protocolos de crise caso usuários apresentem sinais de que planejam cometer suicídio. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A regra também obriga plataformas a oferecerem controle parental e a notifiquem pais quando crianças e adolescentes desativarem recursos de segurança. As medidas fazem parte da chamada Lei Adam, em referência a Adam Raine, jovem de 16 anos que, segundo os pais, se suicidou após receber orientações do ChatGPT. Agora no g1 Para redes sociais como Instagram e TikTok, outra lei aprovada nesta quinta proibiu a oferta de recursos viciantes para menores de 16 anos. Com a regra, as plataformas ficam impedidas, por exemplo, de usar a reprodução automática de vídeos ou sugerir postagens com base no histórico desses usuários. Uma terceira lei ampliou a definição do crime de exploração sexual infantil para proibir também a veiculação de materiais modificados digitalmente ou gerados com IA para retratar menores de idade em atos de conduta sexual. A Califórnia é um dos estados americanos que estão regulando o funcionamento de assistentes de IA e redes sociais para menores de idade. Outros governos estaduais, como os de Utah e da Flórida, também aprovaram leis que restringem o uso de internet por crianças e adolescentes. Parte dessas medidas, porém, enfrentaram contestações judiciais por parte das plataformas, que alegam haver violação do direito à liberdade de expressão. Logos do Instagram, TikTok, Snapchat, YouTube, Facebook, Twitch e Reddit aparecem na tela de um celular, nesta ilustração feita em 9 de dezembro de 2025. REUTERS/Hollie Adams/Ilustração/Foto de arquivo.

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Correios esperam novo empréstimo até o dia 15; consórcio de bancos conta com três instituições estrangeiras
Economia

Correios esperam novo empréstimo até o dia 15; consórcio de bancos conta com três instituições estrangeiras

📅 10/09/2026, 21:59

Correios abrem novo programa de demissão voluntária Os Correios esperam que o novo empréstimo para aliviar a crise financeira da estatal saia até o dia 15 deste mês, próxima terça-feira. O g1 apurou que a nova injeção de dinheiro deve vir de um novo consórcio de bancos, como feito no final do ano passado para os R$ 12 bilhões, mas dessa vez envolvendo três instituições financeiras estrangeiras, Citibank, J.P. Morgan e o Deutsche Bank, - e o Banrisul. O novo empréstimo, no valor de R$ 7 bilhões, já havia sido confirmado pelos Correios nas demonstrações financeiras do 1º semestre deste ano, divulgadas no final de agosto. "Encontra-se em estágio avançado de estruturação uma nova operação de crédito no montante aproximado de R$ 7 bilhões. A operação vem sendo discutida com potenciais instituições financeiras participantes, estando seus principais elementos econômico-financeiros e contratuais em fase avançada de alinhamento", afirmou a empresa. Além disso, a estatal também confirma o compromisso firmado com o governo federal para o aporte de R$ 6 bilhões na empresa até o final de 2027. "Nesse contexto, a União assumiu compromisso de realizar aporte de capital no montante de R$ 6 bilhões até o final de 2027, destinado ao fortalecimento da situação econômico-financeira e patrimonial da Empresa", acrescentou a estatal. Correios têm prejuízo de R$ 3 bilhões nos primeiros 3 meses de 2026 Jornal Nacional/ Reprodução Crise financeira Os Correios estão há 15 trimestres seguidos no vermelho. No primeiro semestre deste ano, a empresa fechou com um prejuízo de R$ 5,6 bilhões. O prejuízo do 2º trimestre é menor do que o obtido pela empresa nos últimos dois trimestres, o 1º deste ano e o 4º trimestre de 2025, apontando um pequeno movimento de recuperação da saúde financeira dos Correios, que teve um prejuízo recorde no 1º trimestre de 2026.

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Petróleo dispara, fecha a US$ 107 e atinge maior nível desde maio
Economia

Petróleo dispara, fecha a US$ 107 e atinge maior nível desde maio

📅 10/09/2026, 20:53

Embarcações perto de Ormuz. Reuters O petróleo disparou novamente nesta quinta-feira (10) em meio à escalada da guerra no Oriente Médio. O barril do Brent, referência internacional, subiu 6,3% e fechou a US$ 107,63, após superar os US$ 108 durante o pregão — o maior nível desde maio, quando atingiu US$ 114. A cotação tem subido rapidamente desde o início de julho, quando o Brent era negociado por menos de US$ 72. De lá para cá, a alta já passa de 49%, devido aos temores de que a guerra continue prejudicando o fluxo global de petróleo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O avanço desta quinta-feira ocorreu após os Houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã, assumirem o controle de Moca, importante cidade portuária no sudoeste do país. A área é usada como rota alternativa para o transporte de petróleo da Arábia Saudita. O grupo também tomou o porto, estratégico no Mar Vermelho, e ameaçou atacar navios sauditas. Além disso, intensificou os ataques contra a infraestrutura de energia do país, aumentando a pressão sobre a Arábia Saudita, um dos maiores exportadores de petróleo do mundo. Agora no g1 🔎 O conflito entre Estados Unidos e Irã já havia prejudicado o fluxo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo. Com novos pontos de escoamento afetados, aumentou o temor de redução da oferta, pressionando os preços. O cenário tem preocupado o governo do presidente Donald Trump. O petróleo mais caro pressiona a inflação e os juros nos EUA ao encarecer os combustíveis e outros produtos transportados até as lojas. O movimento ocorre a dois meses das eleições legislativas de meio de mandato nos EUA, em novembro, que vão definir a composição do Congresso americano. Na quarta-feira, Trump afirmou que os preços do petróleo provavelmente não vão cair até depois do pleito. Ataques ameaçam rota estratégica de petróleo Os ataques dos Houthis ameaçam o tráfego marítimo pelo Estreito de Bab el-Mandeb, que ganhou importância para a Arábia Saudita após a interrupção do tráfego pelo Estreito de Ormuz. Bab el-Mandeb é uma passagem estratégica que conecta o Oceano Índico ao Mar Vermelho e faz parte da principal rota marítima entre a Ásia e a Europa, via Canal de Suez. O estreito tem cerca de 100 quilômetros de extensão e 30 quilômetros de largura, entre Ras Menheli, na costa do Iêmen, e Ras Siyyan, no Djibuti. Esses dois pontos marcam a passagem entre o Mar Vermelho e o Golfo de Áden. Governo brasileiro reage à alta de preços De olho no ritmo de escalada do petróleo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou na quarta-feira um decreto que amplia o subsídio da gasolina de R$ 0,44 por litro para R$ 0,63. O decreto também zera os tributos sobre o etanol hidratado, com redução de R$ 0,19 por litro. Além disso, o governo publicou uma medida provisória (MP) que autoriza uma subvenção de R$ 1 por litro para o diesel. O benefício se soma ao subsídio de R$ 1,12, que vale até 26 de setembro. Durante esse período, a subvenção total chega a R$ 2,12 por litro. Após a redução de R$ 0,63 nos tributos federais sobre a gasolina, a Petrobras informou que deixará de aplicar um desconto de R$ 0,44 por litro na gasolina A. Essa é a versão pura do combustível, vendida pelas refinarias às distribuidoras antes da mistura com etanol. Com a mudança, o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passa a R$ 3,05 por litro. Segundo a petroleira, considerando os tributos, a redução líquida no preço será de R$ 0,19 por litro. Os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), coletados entre 30 de agosto e 5 de setembro, mostram que a gasolina custava, em média, R$ 6,51 por litro no Brasil. No período, o diesel S-10 era vendido a R$ 6,88, e o etanol hidratado, a R$ 3,95 por litro. * Com informações da AP e da AFP

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Após sair do ar em maio, Rádio Eldorado anuncia retorno a partir de outubro
Economia

Após sair do ar em maio, Rádio Eldorado anuncia retorno a partir de outubro

📅 10/09/2026, 19:14

Agora no g1 A Rádio Eldorado voltará ao ar em 7 de outubro, quatro meses após encerrar suas transmissões em FM. A emissora passará a operar na frequência 107,9 FM. A nova operação terá patrocínio da Porto, empresa que atua nos setores de seguros, serviços financeiros, mobilidade e saúde. A companhia comprou os naming rights da emissora, ou seja, o direito de associar sua marca ao nome da rádio. Apesar disso, a Porto decidiu manter a marca Eldorado, sem alterar o nome da emissora. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Entre as novidades está um programa apresentado pela jornalista Juliana Wallauer, uma das criadoras do Mamilos Podcast, às 19h. O Jornal Eldorado também retorna, com Haisem Abaki entre os âncoras. A programação ainda terá o retorno de atrações como Som a Pino, Fim de Tarde e Bike Repórter. Parte dos programas falados será transmitida em vídeo pelo YouTube. Rádio havia deixado o FM em maio A Eldorado havia anunciado em abril que deixaria a frequência 107,3 FM, operada em parceria com a Fundação Brasil 2000, a partir de 15 de maio. Na época, o Grupo Estado informou que a marca continuaria em plataformas digitais, com conteúdos adaptados para vídeo e internet. Switcher de rádio Reprodução A saída do FM fazia parte de um movimento de reorganização da operação de áudio do Grupo Estado, em um cenário de mudança nos hábitos de consumo de rádio e crescimento das plataformas digitais. Uma rádio com quase 70 anos Fundada em 1958, a Eldorado é uma das rádios tradicionais de São Paulo e pertence ao Grupo Estado, também responsável pelo jornal O Estado de S. Paulo. Ao longo de sua história, a emissora combinou jornalismo, música e cultura na programação. A rádio também ficou conhecida por programas e coberturas jornalísticas ligados à cidade de São Paulo. Nos últimos anos, passou a ampliar a presença de seus conteúdos em plataformas digitais, incluindo vídeo e podcasts. Com o retorno ao FM, a Eldorado volta a ter uma frequência própria no dial da cidade, enquanto mantém a distribuição de conteúdo pela internet.

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Justiça suspende registro de novos agrotóxicos à base de glifosato por 90 dias em todo o país
Economia

Justiça suspende registro de novos agrotóxicos à base de glifosato por 90 dias em todo o país

📅 10/09/2026, 19:13

Glifosato sendo aplicado em lavoura, em imagem de arquivo Getty Images A Justiça do Trabalho determinou a suspensão, por 90 dias, do registro e da autorização de novos agrotóxicos à base de glifosato e derivados -- o tipo de agrotóxico mais vendido em todo o mundo. A decisão é da 7ª Vara do Trabalho de Brasília e atende parcialmente a um pedido do Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal. O documento também determina que a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalie se há irregularidades nas bulas dos produtos que já são comercializados. A Justiça determinou, ainda, que o Ibama apresente avaliações ambientais e mapas de risco relacionados ao glifosato. O Ibama terá, ainda, que elaborar um relatório que aponte os impactos de uma eventual retirada da substância do mercado - passando pelo recolhimento, armazenamento e descarte dos produtos não utilizados. Veja, no vídeo abaixo, detalhes sobre a ação movida pelo MPT em junho: Ação do MPT pede o banimento do uso do glifosato em todo o país A decisão é assinada pelo juiz do Trabalho Gustavo Carvalho Chehab. No documento, o magistrado afirma que os princípios da precaução, da prevenção e da proteção também se aplicam ao meio ambiente do trabalho. O que o MPT diz sobre os riscos do glifosato A ação civil pública se baseia em um parecer de pesquisadores da UFMT que reúne dados e pesquisas sobre os efeitos do glifosato para a saúde humana. Segundo o documento, o desenvolvimento de câncer associado ao uso do agrotóxico "não decorre de exposições pontuais, mas da acumulação da substância no organismo devido à exposição continuada ao longo do tempo". "É por isso que os trabalhadores rurais são os mais expostos e afetados", diz o procurador Leomar Daroncho. "Muitos dos problemas que o glifosato causa são porque ele interfere na atividade das bactérias que ajudam o nosso corpo, ele mata as bactérias", diz a ação, citando um estudo de 2015 da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O procurador destaca que, naquele mesmo ano, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC, na sigla em inglês), vinculada à Organização Mundial de Saúde (OMS), classificou o glifosato como “potencialmente cancerígeno para humanos”. Além do linfoma não-Hodgkin, estudos acadêmicos citados na ação associam o glifosato ao desenvolvimento de câncer de mama, leucemia e do mieloma múltiplo, identificado em trabalhadores da Carolina do Norte e de Iowa (EUA). Daroncho lembra ainda que um estudo publicado em 2000, que concluía que o glifosato não representava risco à saúde humana, foi excluído da revista científica Regulatory Toxicology and Pharmacology, em dezembro do ano passado. Na ocasião, o editor-chefe da publicação, Martin van den Berg, explicou que a exclusão se baseou "em vários problemas críticos" que comprometiam "a integridade acadêmica" do artigo, como a participação de funcionários da Monsanto, comprada pela Bayer em 2016, na elaboração do artigo. Esse estudo foi usado durante anos por agências regulatórias ao redor do mundo para permitir o registro e a venda do glifosato. Ao g1, a Bayer disse que a retratação do estudo "foi altamente controversa, com mais de 60 cientistas se manifestando contra essa decisão." "Além disso, por ter sido publicado há 25 anos, o estudo sequer foi considerado pela União Europeia em seu mais recente processo de avaliação e aprovação. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) e a Health Canada também afirmaram que a retratação do artigo não alteraria suas avaliações sobre o glifosato." "O artigo em questão é uma revisão de estudos conduzidos de forma adequada, que foram apresentados separadamente às autoridades reguladoras para análise, e não contém dados originais." Imagem ilustrativa / agrotóxicos Freepik

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Nova CNH: brasileiros economizaram quase R$ 10 bilhões com novas regras
Economia

Nova CNH: brasileiros economizaram quase R$ 10 bilhões com novas regras

📅 10/09/2026, 19:11

Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Detran/PI Em dezembro de 2025, tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ficou menos burocrático e mais barato. Segundo o Ministério dos Transportes, a economia gerada pela medida foi de R$ 9,64 bilhões até agosto deste ano. A estimativa do ministério foi dividida por tipo de despesa eliminada, como no caso do curso gratuito, ou reduzida, como ocorreu com os exames médicos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Veja como ficou o cálculo com as novas regras: Curso teórico, agora gratuito: R$ 2,94 bilhões; Formação prática: R$ 4,57 bilhões; Deslocamentos evitados: R$ 278,7 milhões; Renovação automática (para motoristas com selo de bom condutor): R$ 1,44 bilhão; Exames médico e psicológico: R$ 414,6 milhões. Agora no g1 Dados do Ministério dos Transportes mostram que o número de pessoas que obtiveram a habilitação cresceu 17,1% no período. Entre janeiro e agosto de 2026, foram registrados 2.003.112 novos motoristas, ante 1.710.473 no mesmo período de 2025. Os cinco estados que registraram os maiores aumentos no número de novos habilitados foram: Paraíba: aumento de 77%; Sergipe: aumento de 69,5%; Acre: aumento de 55,4%; Rio Grande do Norte: aumento de 55,1%; Amapá: aumento de 54%. Além da redução dos custos, o tempo médio necessário para concluir o processo de emissão da primeira CNH caiu 30%. Antes das novas regras, os candidatos levavam cerca de 210 dias para obter o documento. Agora, o prazo é de 147 dias. Curso teórico é opcional e pode ser gratuito As aulas teóricas e práticas representavam a maior parte do custo para obter a habilitação, chegando a até R$ 5 mil. Segundo a pasta, a redução desse valor pode chegar a 70%. E o preço, de fato, caiu. Em uma busca em 10 cidades do Brasil, o g1 encontrou valores a partir de R$ 380 para as categorias A ou B. Esse preço foi encontrado em Santos (SP) e o pacote inclui: Duas aulas práticas; Uso de veículo da autoescola nas aulas. Ainda existem outros custos, que variam conforme o estado. Em São Paulo, são estes: Exame teórico: R$ 52,83; Exame prático: R$ 52,83; Exame médico: R$ 90; Exame psicotécnico: R$ 90; Emissão da versão física (a digital é gratuita): R$ 137,79. O preço médio nas cidades pesquisadas é de R$ 500 por um pacote com duas aulas práticas. Em todas, as autoescolas ofereceram opções com mais aulas, e a média de preços foi: Cinco aulas práticas: R$ 900; 10 aulas práticas: R$ 1.300; 20 aulas práticas: R$ 1.900. Em algumas autoescolas, o pacote também incluía aulas teóricas e material didático. Essa etapa é oferecida gratuitamente pelo governo e pode ser realizada de forma virtual. Solicitações de novas CNHs mais que triplicaram O balanço da nova CNH também aponta um aumento de 216% no número de candidatos à primeira habilitação. Entre janeiro e agosto de 2025, 2.314.754 pessoas solicitaram o documento pela primeira vez. No mesmo período de 2026, esse número chegou a 7.315.625. Mais uma vez, os estados das regiões Norte e Nordeste lideram o ranking dos maiores crescimentos: Amapá: aumento de 485,8%; Sergipe: aumento de 472,5%; Pernambuco: aumento de 468%; Maranhão: aumento de 443%; Paraíba: aumento de 423,8%. A pasta informa que todos os estados registraram aumento no número de solicitações. Ainda assim, Minas Gerais, Tocantins e Santa Catarina apresentaram os menores crescimentos: 154,9%, 138,5% e 114%, respectivamente.

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Anthropic diz ter identificado países que usaram sua IA para fazer propaganda e desenvolver possíveis armas biológicas, diz 'NYT'
Economia

Anthropic diz ter identificado países que usaram sua IA para fazer propaganda e desenvolver possíveis armas biológicas, diz 'NYT'

📅 10/09/2026, 18:22

Anthropic Reuters A Anthropic, empresa que desenvolveu a ferramenta de inteligência artificial Claude, identificou países que tentaram usar sua tecnologia para desenvolver propaganda, drones de guerra e até possíveis armas biológicas. A companhia diz que bloqueou o produto em todas as tentativas detectadas. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp As informações constam em um relatório ao qual o jornal "The New York Times" teve acesso. Rússia, China, Irã e Iêmen estão entre os países citados pela reportagem. O relatório da Anthropic lista uma série de usos maliciosos de seus modelos de IA, incluindo suspeitas de monitoramento de opositores exilados por parte da China e do Irã. Um caso destacado no documento é o da Rússia, que usou o Claude para fabricar propaganda disfarçada de reportagens jornalísticas visando as eleições na vizinha Moldávia. Segundo a reportagem, a empresa diz no relatório que não pôde determinar se as pesquisas biológicas serviriam para objetivos legítimos, como criar vacinas, ou ilegítimos, já que os mesmos processos podem ser utilizado tanto para avanços na medicina quanto para a criação de patógenos. Nos casos em que havia dúvidas, diz a Anthropic, a opção foi de interromper o serviço de IA, por precaução. Agora no g1 A Anthropic não divulgou nenhum detalhe dos bloqueios que efetuou relativos a pesquisas de possíveis armas biológicas: nem os nomes dos pesquisadores ou das instituições, seus países de vinculação ou os agentes biológicos específicos em questão. "O potencial de modelos de IA de ponta para facilitar o desenvolvimento de patógenos biológicos conhecidos ou totalmente novos figura entre as mais graves preocupações de especialistas em relação a uma tecnologia que evolui tão rapidamente que até mesmo seus principais criadores duvidam se os seres humanos serão capazes de controlá-la plenamente", diz a reportagem do "NYT". 'Brincando com vidas' A Anthropic também ganhou atenção no noticiário nesta semana quando um ex-funcionário da empresa acusou a ela e a rival OpenAI de "brincar com as nossas vidas". Jacob Coxon, um britânico de 27 anos, trabalhou nos últimos três anos com pré-treinamento, a etapa em que os modelos de IA absorvem grandes quantidades de informação. "Nenhuma das empresas está agindo de forma responsável. Elas estão correndo diretamente em direção a uma superinteligência capaz de se aprimorar sozinha e estão apostando com nossas vidas", escreveu Coxon na rede social X "As pessoas que estão construindo a IA acreditam sinceramente que ela pode matar todos até o fim da década. Isto não é uma jogada de marketing", acrescentou Coxon.

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Nubank começa a oferecer serviços financeiros nos EUA; veja como vai funcionar
Economia

Nubank começa a oferecer serviços financeiros nos EUA; veja como vai funcionar

📅 10/09/2026, 17:08

Vista da sede do Nubank, em São Paulo Reprodução/Nubank O Nubank começou nesta quinta-feira (10) a oferecer produtos financeiros nos Estados Unidos por meio de bancos parceiros, informou o banco digital brasileiro em comunicado. Os produtos iniciais incluem contas com rendimento, cartões de crédito e débito, transferências de dinheiro e remessas internacionais. O anúncio foi feito pelo presidente-executivo David Vélez e pela cofundadora e presidente-executiva do Nubank nos EUA, Cristina Junqueira, durante um evento em Miami. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O Nubank firmou parceria com o Lead Bank para oferecer a Nu Account, que rende 3,50% ao ano sobre os dólares depositados. Os recursos ficam depositados no Lead Bank, membro da Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), órgão que garante depósitos bancários nos Estados Unidos dentro dos limites previstos pela legislação local. A conta também inclui cartão de débito, ferramentas para separar valores destinados à poupança, pagamento de contas e transferências locais e internacionais. Inicialmente, as remessas poderão ser feitas para Brasil, México e Colômbia. O banco também lançou um cartão de crédito sem anuidade, em parceria com a Mastercard. O produto oferece 1,5% de cashback ilimitado nas compras. Segundo o Nubank, o percentual poderá chegar a 2% mediante o cumprimento de condições de elegibilidade. Além dos produtos para o mercado americano, o Nubank anunciou o Nu Global, uma conta digital multimoeda voltada a pessoas que movimentam dinheiro entre diferentes países. Na conta, os valores são convertidos em dólares digitais (USDC) ou euros digitais (EURC), stablecoins atreladas ao dólar e ao euro, respectivamente. Os saldos têm rendimento de 3,50% ao ano para USDC e de 2,20% ao ano para EURC. O Nu Global permite enviar e receber dinheiro em mais de 35 países. Segundo a empresa, as transferências começarão pela Europa e pela América Latina. Integrações com Brasil, Colômbia, México e Estados Unidos estão previstas para os próximos meses. Os usuários também poderão negociar ativos digitais, como bitcoin e ethereum, diretamente pelo aplicativo. Licença bancária O Nubank solicitou, em setembro de 2025, uma licença bancária nacional nos Estados Unidos ao Office of the Comptroller of the Currency (OCC), órgão responsável pela supervisão de bancos nacionais no país. A aprovação condicional foi concedida em janeiro de 2026. O banco ainda passa por etapas de aprovação junto ao Federal Reserve e à FDIC. Enquanto o processo não é concluído, os serviços lançados nesta quinta-feira serão oferecidos por meio de parcerias com outras instituições financeiras. A cofundadora e CEO do Nubank nos Estados Unidos, Cristina Junqueira, afirmou, durante o evento de lançamento em Miami, que a empresa pretende começar a operar diretamente no país no próximo ano. Com informações da agência de notícias Reuters.

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Dinamarca quer proibir celulares nas escolas
Economia

Dinamarca quer proibir celulares nas escolas

📅 10/09/2026, 16:34

Jovem usa o celular em Sidney, na Austrália; país aprovou lei que proíbe acesso de menores de 16 anos às redes sociais Hollie Adams/Reuters O governo da Dinamarca, que planeja proibir o uso de redes sociais por menores de 15 anos, também quer vetar a presença de celulares em escolas e centros de ensino médio, anunciou a primeira-ministra Mette Frederiksen nesta quinta-feira (10). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Este governo propõe uma proibição total dos celulares", declarou Frederiksen durante uma coletiva de imprensa. A proibição valerá tanto para as salas de aula quanto para os pátios de recreio, acrescentou. A medida abrangerá os alunos desde o primeiro ano do ensino fundamental até o fim do ensino médio. Agora no g1 O anúncio foi feito logo após a divulgação do mais recente relatório internacional PISA, que mostrou uma forte queda no desempenho dos jovens dinamarqueses. Com 478 pontos, a Dinamarca ficou ligeiramente abaixo da média europeia, de 482. "Os resultados em leitura, matemática e ciências são os piores já registrados", reagiu o ministro da Educação, Magnus Heunicke, após a divulgação dos dados, na terça-feira (08). "Estou convencida de que os resultados estão estreitamente relacionados com o fato de que na Dinamarca temos uma das infâncias mais conectadas", afirmou a chefe de governo. "Nós, adultos, permitimos que as crianças e os jovens passem horas demais por dia em frente a uma tela", lamentou Frederiksen. Seu governo anterior já havia estudado legislar sobre o tema, mas o projeto, que nunca chegou a ser debatido no Parlamento, previa apenas obrigar os conselhos escolares a estabelecer regras para transformar as escolas em espaços livres de celulares.

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Presidente da GM confirma para novembro a produção do Chevrolet Captiva híbrido no Ceará
Economia

Presidente da GM confirma para novembro a produção do Chevrolet Captiva híbrido no Ceará

📅 10/09/2026, 14:38

Chevrolet Captiva PHEV já é vendida na Argentina. Divulgação / GM A General Motors do Brasil confirmou para novembro o início da produção do Chevrolet Captiva PHEV no Ceará. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (9) durante discurso do presidente da GM América do Sul, Thomas Owsianski, em evento realizado em Santo André (SP). A marca já havia confirmado anteriormente que o SUV híbrido plug-in seria montado no Brasil, mas ainda não havia determinado a data exata. O executivo também confirmou que a GM estuda lançar um compacto elétrico no Brasil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Na mesma fábrica cearense, já são produzidos o Chevrolet Spark e o Chevrolet Captiva EV. Todos os modelos seguem a estratégia de montagem SKD, formato no qual os componentes chegam da China e são montados no Brasil. Os veículos fazem parte da parceria mantida entre a GM e a SAIC, por meio da joint venture chamada SGMW (SAIC-GM-Wuling). No mercado chinês, o Captiva é comercializado sob o nome de Wuling Starlight S. 5 mudanças para o Chevrolet Captiva EV antes da produção no Brasil A GM ainda não confirmou as especificações técnicas do modelo que será vendido no mercado brasileiro. O Captiva PHEV já é oferecido em diversos mercados globais, inclusive na Argentina. No país vizinho, o SUV conta com motor 1.5 aspirado movido apenas a gasolina, bateria de 20,5 kWh e motor elétrico. A tração é dianteira, com potência de 204 cv e torque de 31,6 kgfm, além de autonomia registrada nas fichas técnicas que supera os 1.000 km. Thomas Owsianski, presidente da GM América do Sul, anuncia para novembro de 2026 a produção do Captiva PHEV no Ceará. Divulgação / GM Captiva 100% elétrico Assim que a GM confirmou no começo de 2026 a produção do Chevrolet Captiva EV no Brasil, o g1 testou o SUV 100% elétrico e apontou cinco melhorias que a Chevrolet poderia fazer antes da produção nacional. O SUV tem motor elétrico dianteiro com 201 cv e torque de 31,6 kgfm. O desempenho é tímido: 0 a 100 km/h em 9,9 segundos e velocidade máxima de 150 km/h. As baterias comportam 60 kWh e são de lítio-ferro-fosfato. Pelo padrão do Inmetro, a autonomia é de 304 km. Um conjunto até básico no mercado de elétricos nos dias de hoje. Há concorrentes com preço próximo, com mais potência e autonomia.

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A aposta da Apple ao lançar iPhone dobrável
Economia

A aposta da Apple ao lançar iPhone dobrável

📅 10/09/2026, 14:06

Críticos dizem que a Apple mudou pouco o design do iPhone desde o lançamento, em 2007 Cortesia da Apple (via BBC) Em sua segunda semana como CEO da Apple, John Ternus anunciou a primeira grande mudança no iPhone desde o lançamento do aparelho, há quase 20 anos. Ternus, que assumiu o cargo mais alto da Apple no lugar de Tim Cook, subiu ao palco nesta quarta-feira (9/9) durante o evento anual de lançamentos da empresa, diante de imagens gigantes do primeiro iPhone dobrável. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com o formato semelhante ao de um caderno, o novo iPhone, batizado de Duo, é o maior já lançado pela empresa. Também é o mais caro: o preço inicial nos Estados Unidos é de US$ 1.999 (cerca de R$ 10,2 mil) e chega a US$ 3.200 (aproximadamente R$ 16,3 mil). No Brasil, a pré-venda começa em 16/10, com preços a partir de R$ 21.999. O novo CEO disse que o Duo foi "inspirado no iPad", mas afirmou que os recursos de dobra são "fluídos e completamente intuitivos". iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável O iPhone dobrável vinha sendo desenvolvido internamente pela Apple havia vários anos. Aberto, o novo Duo se parece com um iPad pequeno. Dobrado ao meio, lembra um iPhone mais largo. Durante o evento, Ternus disse que a Apple queria evitar a aparência e a sensação de uso de outros smartphones dobráveis disponíveis no mercado, que, segundo ele, "parecem dois telefones colados um ao outro… fazendo uma tela maior parecer muito menor". Para Ternus, o Duo é resultado de "uma série de inovações extraordinárias que vão redefinir a experiência de usar um telefone dobrável". O CEO da Apple participou diretamente do desenvolvimento do iPhone dobrável. Antes de ser escolhido neste ano para suceder Cook, ele passou muitos anos como um dos principais executivos da divisão de hardware da Apple. O novo iPhone dobrável pode ser usado de duas formas Cortesia da Apple (via BBC) Ben Wood, analista-chefe da empresa de pesquisa de tecnologia CCS Insight, afirmou que a promoção de Ternus provavelmente foi programada para "coincidir com o que será, possivelmente, um dos maiores lançamentos do iPhone em muitos anos". "Nada acontece por acaso na Apple", acrescentou Wood. Carolina Milanesi, analista da Creative Strategies que acompanhou a apresentação na quarta-feira, disse que o destaque dado a Ternus fazia parecer "quase como se ele próprio fosse um produto". A mudança no design do iPhone pode ser uma resposta às críticas de que a Apple ainda não conseguiu lançar um grande sucesso nem apresentar uma inovação realmente empolgante desde a chegada do primeiro iPhone, em 2007. "O dobrável corre o risco de se tornar um artigo de luxo dentro do portfólio, com valor de status, mas sem gerar crescimento relevante", afirmou Dipanjan Chatterjee, analista da Forrester. Até agora, o maior preço inicial de um novo iPhone era de US$ 900 (cerca de R$ 4.600). Na quarta-feira, a Apple também apresentou os novos iPhone 18 Pro e 18 Pro Max, que, nos EUA, custam a partir de US$ 1.199 (cerca de R$ 6.100) e US$ 1.299 (cerca de R$ 6.600), respectivamente. No Brasil, os preços começam em R$ 11.999 e R$ 12.999. Chatterjee, da Forrester, afirmou que o iPhone dobrável pode seguir o mesmo caminho do headset Vision Pro, da Apple, lançado por US$ 3.699 (cerca R$ 18,9 mil), que não conquistou os consumidores e não é vendido oficialmente no Brasil. Ou pode se tornar o próximo Apple Watch da empresa que, embora seja menos popular que o iPhone, é comprado por milhões de pessoas todos os anos. Outro possível obstáculo para que o novo modelo seja um sucesso de vendas é o fato de os consumidores já estarem acostumados à forma como o iPhone funciona. "Os dobráveis são aparelhos interessantes", observou Milanesi. "Muita gente fica curiosa, mas existe de fato uma curva de aprendizado, tanto no software quanto na adaptação necessária para passar de um telefone tradicional para um dobrável." No Brasil, a pré-venda do iPhone Duo começa em 16/10, com preços a partir de R$ 21.999, segundo o site oficial Cortesia da Apple (via BBC) Wood observou que os smartphones dobráveis vendidos atualmente por empresas como Samsung e Huawei representam apenas 2% das vendas de smartphones. Mesmo com a versão da Apple provavelmente ampliando o interesse e a demanda por esse tipo de aparelho, a expectativa é que os dobráveis respondam por apenas 4% do mercado total na próxima década, segundo a empresa de dados e análises FDM CCM Insight. O iPhone é o produto mais vendido da Apple e corresponde a mais da metade das vendas anuais da empresa. Nos últimos trimestres, a empresa tem se orgulhado de afirmar que a procura pelo iPhone nunca foi tão alta. A versão mais recente do aparelho se tornou o lançamento de produto mais bem-sucedido de sua história. A empresa também revelou mais detalhes sobre o relançamento de sua assistente de áudio e conversa Siri, que agora chama de Siri AI. A partir do iPhone 18, a assistente poderá consultar diferentes informações armazenadas no telefone de uma pessoa, como mensagens e emails, para localizar dados, responder a perguntas e realizar tarefas em nome do usuário. Alguns recursos da Siri AI também estarão disponíveis no novo Apple Watch, entre eles a possibilidade de registrar conversas e transcrevê-las, caso o usuário ative a função. Ternus descreveu os novos recursos de IA do iPhone como uma "central pessoal inteligente" e reconheceu que a Apple passará a lidar com "os detalhes mais privados da sua vida cotidiana". Mas acrescentou que essas informações permanecerão privadas. Segundo Ternus, os recursos de IA muitas vezes funcionarão diretamente no aparelho, sem recorrer a empresas terceirizadas. Quando for necessário usar um serviço de terceiros para executar alguma função, acrescentou, os dados permanecerão protegidos em um servidor remoto, ou na nuvem. "Outros veem esses dados como algo a ser coletado e armazenado", afirmou Ternus. "Aqui, nem mesmo a Apple consegue acessar o que é seu." LEIA TAMBÉM: Apple entra em 'nova era' com troca de comando após 15 anos Apple, 50 anos: 3 sucessos e 3 fracassos da empresa em sua história Apple terá que pagar US$ 250 milhões a usuários de iPhone em processo coletivo por engano sobre IA

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Fim do desconto da Petrobras: como ficam os preços da gasolina?
Economia

Fim do desconto da Petrobras: como ficam os preços da gasolina?

📅 10/09/2026, 13:40

Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Fernando Frazão/Agência Brasil A Petrobras deixará de aplicar o desconto de R$ 0,44 por litro na gasolina A vendida às distribuidoras a partir desta quinta-feira (10). Com isso, o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passará a R$ 3,05 por litro. ⛽ Gasolina A é a gasolina pura vendida pelas refinarias às distribuidoras, antes da mistura com etanol. Após a adição do etanol anidro, ela se transforma na gasolina C, vendida nos postos. Segundo a estatal, mesmo com o fim do desconto, o combustível deve ficar mais barato por conta da redução de R$ 0,63 nos tributos federais anunciada pelo governo, medida que também entra em vigor nesta quinta-feira. (entenda mais abaixo) Agora no g1 De acordo com a Petrobras, o preço da gasolina, já considerados os tributos, ficará R$ 0,19 por litro mais barato do que o praticado até quarta-feira (9). Segundo os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), coletados entre 30 de agosto e 5 de setembro, o preço médio da gasolina no Brasil era de R$ 6,51 por litro. No mesmo intervalo, o diesel S-10 custava, em média, R$ 6,88 por litro, enquanto o etanol hidratado era vendido a R$ 3,95 por litro. Medidas do governo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou na quarta-feira um decreto que amplia o subsídio da gasolina de R$ 0,44 por litro para R$ 0,63. Em outra frente, o decreto também zera os tributos sobre o etanol hidratado, com redução de R$ 0,19 por litro. Além disso, o governo publicou uma medida provisória (MP) que autoriza uma subvenção de R$ 1 por litro para o diesel. O benefício se soma ao subsídio de R$ 1,12, que vale até 26 de setembro. Durante esse período, a subvenção total chega a R$ 2,12 por litro. As medidas foram anunciadas a menos de um mês da eleição presidencial e em meio à alta do petróleo no mercado internacional. O petróleo do tipo Brent, referência internacional, voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril nesta quarta, após o agravamento dos conflitos no Oriente Médio. Mais de 25% do diesel consumido no Brasil é importado. Preço do barril de petróleo volta a passar de US$ 100 Como é formado o preço dos combustíveis? Uma série de fatores influenciam o cálculo dos preços cobrados dos consumidores nas bombas. A maior fatia da composição de preços responde pela parcela de remuneração das refinarias. Veja abaixo como o preço é formado: ⛽ Gasolina 27,3%: parcela recebida pelas refinarias; 24,6%: distribuição e revenda; 24,1%: imposto estadual; 13,7%: custo do etanol anidro; 10,3%: impostos federais. ⛽ Diesel 41,1%: parcela recebida pelas refinarias; 25,9%: distribuição e revenda; 17,0%: imposto estadual; 11,3%: biodiesel; 4,7%: impostos federais.

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Ford do Brasil faz recall de Ranger por falha no escape; reparo será feito só em 2027
Economia

Ford do Brasil faz recall de Ranger por falha no escape; reparo será feito só em 2027

📅 10/09/2026, 13:05

Ford Ranger 3.0 V6 Limited 2026 Divulgação / Ford A Ford anunciou nesta quinta (10) um recall para as Ranger, modelo 2026, equipadas com motor 3.0. A convocação ocorre devido a um problema no tubo cruzado de escape do motor, que pode apresentar vazamento de gás sem aviso prévio ao motorista por causa de uma falha no aperto das porcas de fixação. Segundo a empresa, o defeito pode fazer com que os níveis de emissões atmosféricas ultrapassem os limites previstos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Em situações mais críticas, a falha pode gerar ruído incomum no motor, odor de gases de escapamento e acendimento da luz de advertência no painel. O reparo prevê a inspeção do componente e, se houver necessidade, o reaperto das porcas e a substituição gratuita das juntas do tubo cruzado de escape. O tempo estimado para a execução do serviço é de cerca de seis horas, com possibilidade de variação de acordo com o fluxo da concessionária. Agora no g1 A campanha abrange os veículos produzidos entre 9 de dezembro de 2025 e 5 de março de 2026, com os oito últimos dígitos do chassi compreendidos entre TJ024093 e TJ045379. Os atendimentos em oficina terão início no primeiro trimestre de 2027, assim que a solução estiver disponível na rede autorizada. A montadora anunciou que fará um novo chamamento aos consumidores para marcar o reparo quando esta fase for liberada. O g1 procurou a Ford para saber quantas unidades da picape estão envolvidas no recall. A reportagem será atualizada se a empresa divulgar a informação. Recentemente, a Ranger Raptor também teve uma campanha de recall anunciada. O possível defeito está nas capas dos airbags laterais.

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Conflito no Oriente Médio pode encarecer produtos e pressionar inflação, diz CEO da Nestlé
Economia

Conflito no Oriente Médio pode encarecer produtos e pressionar inflação, diz CEO da Nestlé

📅 10/09/2026, 12:27

Guerra no Oriente Médio completa seis meses A Nestlé está aumentando preços, reformulando produtos e retirando itens pelos quais os consumidores não estão dispostos a pagar mais, diante da alta dos custos de energia, frete e matérias-primas provocada pelos efeitos do conflito no Oriente Médio, afirmou à Reuters o presidente-executivo da companhia, Philipp Navratil. Segundo o executivo, a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que já dura seis meses, teve pouco impacto direto sobre as vendas da Nestlé na região. O efeito maior, porém, aparece nos custos dos fornecedores, que podem ser repassados para os produtos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 “Todos os nossos fornecedores terão algum aumento de custos”, disse Navratil. “Alguns desses custos virão até nós e teremos que mitigá-los, garantindo que os consumidores acompanhem caso tenhamos que aumentar preços.” A Nestlé é dona de marcas como Nescafé, Maggi e KitKat e tem mais de 2 mil marcas em seu portfólio. Energia, frete e matérias-primas De acordo com o CEO, o conflito aumenta os custos dos insumos utilizados pela indústria de alimentos. A empresa afirma que está buscando maneiras de reduzir despesas para evitar que toda a alta seja repassada aos consumidores. Além de reajustar preços, a Nestlé está reformulando produtos e procurando reduzir custos. A companhia também pretende eliminar produtos pelos quais os consumidores não estejam dispostos a pagar mais, segundo Navratil. O executivo não informou quais produtos podem deixar de ser vendidos. “Mas haverá efeitos primários em termos de inflação no que compramos, em termos de custos de insumos”, afirmou. O Oriente Médio representa entre 2% e 3% do faturamento total da Nestlé, que gira em torno de 90 bilhões de francos suíços (US$ 111 bilhões). Por isso, segundo Navratil, o impacto direto da guerra sobre as vendas da companhia é limitado. Preços dos alimentos A pressão sobre os custos ocorre em um momento de alta nos preços internacionais de alimentos. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alertou que o mundo pode estar caminhando para um novo período de inflação de alimentos. 💰 O Índice de Preços de Alimentos da FAO, que acompanha as variações mensais de uma cesta de produtos alimentícios comercializados internacionalmente, ficou em 131,1 pontos em julho, acima dos 130,3 pontos registrados em junho. Foi o maior nível do indicador desde janeiro de 2023. Nestlé revisa portfólio A estratégia de redução de custos faz parte de uma revisão mais ampla do portfólio da Nestlé. A companhia vendeu recentemente uma participação em seu negócio de água engarrafada e também está deixando o segmento de vitaminas. Navratil, que recebeu a missão de concentrar a empresa em suas principais marcas, afirmou, porém, que a Nestlé continua aberta a fazer aquisições. “Isso não significa que a Nestlé esteja apenas se desfazendo de ativos. Como sempre, estamos abertos a adquirir empresas que sejam estrategicamente importantes”, disse. O executivo não deu detalhes sobre possíveis aquisições. Empresa defende participação em discussão sobre rótulos na Índia Em outro assunto, Navratil afirmou que fabricantes de alimentos deveriam participar das discussões sobre uma proposta para incluir advertências sobre açúcar, sal e gordura na parte frontal das embalagens na Índia. A Reuters informou em agosto que empresas estavam fazendo lobby contra os avisos, segundo documentos e registros analisados pela agência. Navratil afirmou que a Nestlé já retirou milhares de toneladas de açúcar, sal e gordura de seus produtos, mas defendeu que a rotulagem seja feita de maneira adequada e leve em conta o tamanho das porções.

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Especialistas e empresários defendem reforma tributária em carta-manifesto a candidatos à Presidência da República
Economia

Especialistas e empresários defendem reforma tributária em carta-manifesto a candidatos à Presidência da República

📅 10/09/2026, 12:13

Cerca de 100 especialistas, acadêmicos, empresários e ex-autoridades da área econômica e tributária divulgaram uma carta-manifesto aos candidatos à Presidência da República em defesa da reforma tributária sobre o consumo, promulgada em dezembro de 2023. Entre os signatários, estão: Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central; Andrea Calabi, ex-presidente do Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES); o empresário Jorge Gerdau; Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda; Vanessa Canado, ex-assessora especial do Ministério da Economia para reforma tributária no governo do ex-preidente Jair Bolsonaro; e Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara dos Deputados. 🔎Veja a lista dos economistas que subscreveram a carta-manifesto no fim dessa reportagem. Agora no g1 No documento, eles avaliam que a reforma tributária, atualmente em fase de implementação, representa um "grande avanço institucional que corrige distorções que prejudicam sobremaneira a produtividade, a competitividade e o potencial de crescimento de nosso país". "Nesse contexto, propostas que defendam sua revogação ou suspensão são vistas com grande preocupação, pois geram insegurança e comprometem os benefícios esperados da reforma", acrescentam eles, na carta-manifesto. Segundo o documento, o modelo de IVA Dual (CBS e IBS), novos impostos sobre o consumo não cumulativos do governo federal, estados e municípios, que substituirão outros tributos, como PIS, Cofins, ICMS e ISS, "incorpora o que há de melhor na experiência internacional de tributação de bens e serviços". "O modelo brasileiro introduz várias inovações relevantes, possíveis graças ao nosso avanço tecnológico na gestão de documentos fiscais eletrônicos e de meios eletrônicos de pagamento", observam os analistas. Segundo eles, a reforma tributária permitirá: simplificar a estrutura tributária, reduzindo custos para as empresas e desestimulando o contencioso tributário, que resulta da complexidade do sistema atual; desonerar totalmente os investimentos e as exportações, através da eliminação da incidência cumulativa e das restrições ao ressarcimento de saldos credores acumulados que caracterizam o sistema tributário atual; corrigir distorções na forma de organização da produção, que reduzem a produtividade e dificultam o crescimento do Brasil; reduzir a sonegação e as fraudes, viabilizando menores alíquotas para os novos tributos, beneficiando os bons contribuintes; tornar o sistema mais progressivo, através da devolução de parcela dos tributos para as famílias de baixa renda, e mais transparente, explicitando o custo dos tributos para os consumidores; implementar a tributação no destino, eliminando a guerra fiscal entre os entes da federação; criar um novo modelo de política de desenvolvimento regional, substituindo o regime distorcido e ineficiente baseado em incentivos fiscais pouco transparentes; e fortalecer o pacto federativo e garantir a autonomia dos estados e municípios para que estabeleçam, de forma transparente e em diálogo com seus cidadãos, o nível de tributação adequado às necessidades e prioridades de cada jurisdição. Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema: candidatos à Presidência da República Divulgação Aperfeiçoamento No documento, os especialistas admitem que há "custos de transição" na reforma tributária, mas acrescentam que, em sua visão, os "efeitos de longo prazo da Reforma Tributária são inequivocamente positivos". A expectativa do Ministério da Fazenda é de que a reforma impulsione o PIB em até 20,2% em 15 anos por conta do aumento da produtividade e dos investimentos. "O debate democrático sobre seu aperfeiçoamento é legítimo e necessário, mas pode ocorrer ao longo do processo de implementação. Divergências sobre algumas características do novo modelo tributário não podem ser utilizadas como justificativa para reabrir a discussão sobre a Reforma Tributária ou interromper sua efetivação. Isso geraria insegurança para as empresas e entes federativos que já estão implementando as mudanças necessárias e investindo recursos para adaptação ao novo regime", acrescentaram os analistas. Para eles, a reforma é uma "conquista do Estado brasileiro, não de um governo ou partido político específico". Analisam que ela foi "construída democraticamente e aprovada pelo Congresso Nacional, após profundas discussões envolvendo os entes federativos e os diferentes setores da sociedade". "Por essas razões, convencidos de que estamos todos unidos em buscar o melhor para o Brasil, pedimos respeitosamente seu apoio para a continuidade da implementação da Reforma Tributária do Consumo", concluem. O que dizem os candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Candidato avalia, em seu plano de governo, que a reforma tributária amplia a transparência, acaba com a cumulatividade e elimina a guerra fiscal entre os entes subnacionais. Diz, ainda, que a cesta básica ficará isenta desses impostos e os mais pobres terão direito a um mecanismo de cashback, o que favorece a progressividade tributária. Em um eventual novo mandato, afirma que buscará assegurar tratamento tributário justo na implementação da reforma tributária e estimular uma cultura de inovação tecnológica e inserção exportadora. Flavio Bolsonaro (PL): Em seu programa de governo, candidato promete promover a "revisão e o redimensionamento da reforma tributária e a "majoração" de impostos efetuada pelo atual governo. "Vamos corrigir suas distorções, reduzir o IVA, hoje projetado num dos patamares mais altos do mundo, e assegurar a não cumulatividade, para que não se cobre imposto sobre imposto", diz, no documento. Augusto Cury (Avante): No plano de governo, candidato diz que irá avaliar os impactos da reforma tributária sobre os diferentes setores da economia, com especial atenção às micro e pequenas empresas e aos segmentos estratégicos para o desenvolvimento e a geração de empregos. "Caso sejam identificadas distorções ou prejuízos relevantes, serão propostos os ajustes necessários, respeitando os princípios constitucionais e a segurança jurídica". Ronaldo Caiado (PSD): Candidato diz, em seu plano de governo, que a carga tributária já é elevada e que o "sistema permanece complexo". Promete criar regime tributário estável para bens de capital e serviços de data center, coerente com a reforma tributária, condicionado a energia nova e renovável, eficiência hídrica com métricas públicas e resfriamento de ciclo fechado, reserva de capacidade para universidades, pesquisa e empresas brasileiras, qualificação e emprego local e investimento na rede elétrica. Renan Santos (Missão): Plano de governo não traz uma menção específica à reforma tributária. Cita, porém, a reforma do funcionalismo público com fim dos supersalários, mudanças nas emendas parlamentares, redução das isenções fiscais e uma nova lei complementar das finanças públicas. Diz que essas propostas já deverão estar presentes em um projeto de PEC de Transição [Equilíbrio Fiscal], que terá por objetivo substituir o arcabouço fiscal por um "novo modelo mais inteligente. Romeu Zema (Novo): Candidato promete, em seu plano de governo, assegurar uma "implementação eficaz" da reforma tributária. Objetivo seria evitar que a regulamentação "replique a complexidade do sistema atual por meio de burocracias desnecessárias, regimes especiais, exceções e tratamentos favorecidos, garantindo monitoramento técnico transparência sobre impactos setoriais e compromisso verificável de neutralidade da carga tributária". Especialistas que assinaram a carta-manifesto Afonso Arinos: Professor e pesquisador da FGV/EPGE Alexandre Manoel: Economista, consultor e ex-secretário do Ministério da Fazenda Alexandre Schwartsman: Ex-diretor do Banco Central do Brasil e consultor Alexis Fonteyne: Ex-deputado federal e empresário Amaury Rezende: Professor titular da USP/FEARP Ana Carla Abrão Costa: Economista Ana Paula Vescovi: Ex-secretária do Tesouro Nacional e consultora Andrea Calabi: Professor FEA-USP, Ph.D. Berkeley, pesquisador Fipe. Foi Secretário do Tesouro Nacional, Secretário de Fazenda do Estado de São Paulo e Presidente do Banco do Brasil e do BNDES Ângelo de Angelis: Ex-auditor fiscal, economista e consultor Aod Cunha: Ex-secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul Armando Monteiro Neto: Ex-Senador e Ex-Presidente da CNI Armínio Fraga: Economista, ex-presidente do Banco Central do Brasil Bernard Appy: Economista, ex-secretário da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda Bráulio Borges: Economista-sênior da LCA e pesquisador-associado do FGV IBRE Camilla Cavalcanti: Ex-diretora da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda Carlos Eugenio da Costa: Professor e pesquisador da FGV/EPGE César Mattos: Economista e consultor da Câmara Ciro Biderman: Diretor do FGV Cidades Cleveland Prates: Ex-conselheiro do CADE e consultor Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt: Economista e Professora da FGV Cristina Pinotti: Economista e consultora Daniel Loria: Ex-diretor da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda Décio Padilha: Ex-secretário da Fazenda de Pernambuco Eduardo Fleury: Advogado e economista, ex-consultor do Banco Mundial Elena Landau: Advogada e economista, ex-diretora do BNDES Ernesto Lozardo: Professor de economia da EAESP-FGV e ex-presidente do IPEA Eurico de Santi: Professor e coordenador do NEF da FGV Direito SP e diretor do CCiF Fábio Colletti Barbosa: Administrador e executivo Fábio Giambiagi: Ex-superintendente de Planejamento do BNDES e exconsultor do BID Felipe Salto: Ex-diretor-executivo da IFI, ex-secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo, economista-chefe Fernando de Holanda Barbosa: Professor da FGV/EPGE Fernando de Holanda Barbosa Filho: Professor e pesquisador do FGV/IBRE Fernando Valente Pimentel: Representante de setor empresarial George Bezerra: Ex-economista da CNI e professor de economia Giovanni Padilha: Auditor fiscal da Receita Estadual na Sefaz-RS Haroldo Ferreira: Representante de setor empresarial Helcio Tokeshi: Economista, ex-secretário da Fazenda do Estado de São Paulo e ex-secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda Heleno Torres: Professor Titular de Direito Financeiro da Faculdade de Direito da USP e advogado Horácio Lafer Piva: Empresário Idarilho Gonçalves Nascimento Neto: Representante de setor empresarial Isaías Coelho: Pesquisador do Núcleo de Estudos Fiscais da FGV Direito SP João Batista Ferreira Dornellas: Representante de setor empresarial Jorge Arbache: Professor de Economia da UnB e ex-economista sênior do Banco Mundial Jorge Gerdau Johannpeter: Empresário Jorge Jatobá: Ex-secretário de Política de Emprego e Salário do Ministério do Trabalho e secretário da Fazenda de Pernambuco, professor titular aposentado da UFPE José Augusto de Castro: Representante de setor empresarial José Ricardo Roriz Coelho: Representante de setor empresarial José Roberto Mendonça de Barros: Ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e ex-secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior da Presidência da República José Teófilo Oliveira: Ex-secretário da Fazenda do Espírito Santo José Velloso Dias Cardoso: Representante de setor empresarial Josué Gomes da Silva: Empresário, ex-presidente da FIESP Josué Pellegrini: Ex-diretor da IFI Leonardo Alvim: Procurador da Fazenda Nacional, coordenador do Comitê Tributário da Câmara de Segurança Jurídica da AGU Leonel Pessoa: Professor da FGV Direito SP Luiz Carlos Hauly: Deputado Federal Luiz Henrique Braido: Professor e pesquisador da FGV/EPGE Maílson da Nóbrega: Economista, ex-ministro da Fazenda no período 1988- 1990 Manoel Procópio Moura Júnior: Ex-diretor da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária Marcelo Chara: Representante de setor empresarial Marcelo Portugal: Professor titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Marcio Ferreira Verdi: Secretário-executivo do CIAT Márcio Holland: Professor da EESP/FGV e ex-secretário de Política Econômica Marco Polo de Mello Lopes: Representante de setor empresarial Marcos Mendes: Doutor em economia e pesquisador associado do Insper Marcus Pestana: Diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) Maria Carolina Gontijo: Advogada tributarista, professora e dona do perfil Duquesa de Tax nas redes sociais Maria Helena Zockun: Diretora de pesquisas da FIPE Mario Engler: Professor da FGV Direito SP Mario Ramos Ribeiro: Professor titular da UFPA Mário Sérgio Carraro Telles: Mestre em economia pelo CEDEPLAR/UFMG Marta Arretche: Cientista política, professora titular do Departamento de Ciência Política da USP Martus Tavares: Ex-ministro do Planejamento Miguel Abuhab: Engenheiro e empresário global na área de tecnologia Nelson Machado: Diretor do Centro de Cidadania Fiscal. Ex-ministro da Previdência Social Otaviano Canuto: Ex-vice-presidente e diretor executivo no Banco Mundial, ex-diretor executivo no FMI e ex-vice-presidente no BID Paulo Camilla Penna: Representante de setor empresarial Paulo Tafner: Economista e diretor presidente do IMDS Pedro Cavalcanti: Professor e pesquisador da FGV/EPGE Pedro Fernando Nery: Professor de Economia do IDP Pedro Humberto Bruno de Carvalho Junior: Economista e pesquisador em política tributária Pedro Passos: Empresário Pedro Wongtschowski: Empresário Raul Velloso: Economista e presidente do INAE Renato Baumann: Economista do IPEA e professor da UnB Renato Fragelli Cardoso: Professor e pesquisador da FGV-EPGE Renato Villela: Ex-secretário da Fazenda de SP e RJ Ricardo Varsano: Consultor de política tributária, ex-economista sênior do FMI e ex-diretor de pesquisa do Ipea Rodrigo Maia: Ex-presidente da Câmara dos Deputados Rozane Siqueira: Professora titular do Departamento de Economia da UFPE Samuel Pessôa: Economista e pesquisador do FGV IBRE Sérgio Gobetti: Pesquisador do IPEA, ex-secretário adjunto de Política Fiscal e Tributária da SPE/Ministério da Fazenda Sérgio Prado: Professor livre-docente do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas Silvia Mattos: Professora e Pesquisadora do FGV/IBRE Synésio Batista da Costa: Representante de setor empresarial Tatiana Ribeiro: Diretora Executiva do Movimento Brasil Competitivo, entidade que reúne mais de 80 empresas Vander Lucas: Professor da Universidade de Brasília Vanessa Rahal Canado: Professora do Insper e ex-assessora especial do Ministro da Economia para assuntos relacionados à reforma tributária Zeina Abdel Latif: Economista e Consultora da Gibraltar Consulting

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Dólar recua e Ibovespa avança com eleições no radar dos investidores
Economia

Dólar recua e Ibovespa avança com eleições no radar dos investidores

📅 10/09/2026, 12:00

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar inverteu o sinal positivo visto pela manhã e fechou em queda nesta quinta-feira (10), com um recuo de 0,18%, cotado a R$ 5,1026. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1,42%, aos 188.268 pontos. O cenário eleitoral brasileiro voltou a ficar no radar dos mercados, após uma nova pesquisa indicar que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) está numericamente à frente do Lula (PT) em um eventual segundo turno. Investidores também seguem atentos às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre investigações relacionadas ao Banco Master. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Outro destaque da sessão ficou por conta dos novos dados da inflação ao produtor dos Estados Unidos. Os preços aumentaram 0,4% no mês passado, em linha com as expectativas e puxado por uma recuperação no custo de produtos de energia. O indicador deve ser fundamental para a decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na próxima semana. ▶️ Ainda no exterior, as tensões no Oriente Médio seguiram no radar. O petróleo alcançou o maior patamar desde maio nesta quinta-feira, após o Irã informar que atingiu embarcações americanas e petroleiros no Golfo em retaliação à destruição de navios iranianos. A piora do conflito continua a levantar preocupações com a oferta global de petróleo. O barril do Brent, referência internacional, subiu 6,34%, cotado a US$ 107,63. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançou 6,69%, a US$ 102,48 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,53%; Acumulado do mês: -1,49%; Acumulado do ano: -7,03%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,69%; Acumulado do mês: +6,12%; Acumulado do ano: +16,85%. Petróleo dispara em meio a tensões no Oriente Médio Os preços do petróleo continuam em trajetória de alta nesta quinta-feira (10), em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. Nesta semana, ataques dos Houthis, grupo apoiado pelo Irã, atingiram instalações de energia na Arábia Saudita e provocaram incêndios em estruturas ligadas à produção de petróleo. Os ataques dos Houthis podem ameaçar os embarques de petróleo pelo Mar Vermelho, que se tornou uma importante rota alternativa ao Estreito de Ormuz. Antes da guerra, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo passava pelo estreito, cujo fluxo foi severamente reduzido desde o início do conflito. Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação em território saudita, sinalizando uma nova escalada da guerra. Além disso, o Irã afirmou que atingiu embarcações americanas e petroleiros no Golfo em retaliação à destruição de navios iranianos. O aumento das tensões volta a levantar preocupações sobre a oferta global da commodity, com vários bancos já elevado suas projeções para o preço do petróleo no mercado internacional. Caso essa estimativa se confirme, a expectativa é que a alta do petróleo provoque novos aumentos nos custos de energia e pressione a inflação global. Isso poderia levar bancos centrais de diversos países a manter ou elevar as taxas de juros. Cenário político e eleitoral no Brasil Uma nova pesquisa da AtlasIntel divulgada nesta quinta-feira (10) indicou que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) está numericamente à frente do Lula (PT) em um eventual segundo turno. Flávio tem agora 46,4%, ante 42,6% na pesquisa anterior, ao passo que Lula tem 46,2%, ante 47,1%. Como a margem de erro da pesquisa é de 1 ponto percentual, os dois estão em empate técnico. Os dados foram bem recebidos pelo mercado financeiro e chegaram a inverter a trajetória de queda da bolsa brasileira vista pela manhã. Além disso, o mercado também segue atento às decisões do STF relacionadas ao caso do Banco Master. Na véspera, o ministro Flávio Dino determinou a imediata reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) e de Leandro Almada da Costa à chefia da Diretoria de Inteligência Policial da corporação. A decisão atende a um pedido formulado por Andrei Rodrigues dentro de um processo que já estava tramitando no STF e ocorre um dia depois de o ministro André Mendonça determinar o afastamento dos servidores. O magistrado determinou ainda que os dois oficiais fiquem protegidos contra novas medidas cautelares motivadas pelo regular cumprimento de ordens judiciais. Dino é relator de um inquérito que investiga o repasse de emendas parlamentares federais a uma produtora responsável por produzir a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, o filme "Dark Horse". O ministro do STF disse que já havia autorizado a Polícia Federal a acessar a íntegra dos materiais apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo em uma investigação sobre emendas parlamentares destinadas a empresas supostamente responsáveis pela produção do filme. Ao acolher o pedido, o relator ponderou que o afastamento determinado por André Mendonça prejudica diretamente o andamento dessa e de outras apurações urgentes sob sua relatoria. 🔎 Andrei Rodrigues sustentou ao Supremo que a sua saída do cargo de diretor-geral interfere na organização da equipe responsável pelas investigações, retarda o acesso ao material disponibilizado e compromete a atuação célere da corporação. Dino também ressaltou que a decisão de Mendonça foi tomada a partir de um pedido do Partido Novo, o que considerou juridicamente inviável. Veja mais detalhes aqui. A decisão volta a jogar luz no cenário político, uma vez que Mendonça está no centro de uma disputa com o ministro do STF Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito do Banco Master. Moraes, por sua vez, é um dos principais alvos de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa eleitoral com Lula (PT). Bolsas globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda nesta quinta-feira, após os dados de inflação ao produtor aumentarem as expectativas de um aumento da taxa de juros na reunião deste mês. O Dow Jones caiu 0,60%, o S&P 500 teve perdas de 0,58% e o Nasdaq Composite recuou 0,65%. Na Europa, a maioria dos mercados fechou em queda, em meio à piora do conflito no Oriente Médio e conforme aumentaram as expectativas de novas altas de juros na região, após o Banco Central Europeu (BCE) ter elevado os custos dos empréstimos e alertado para um aumento da inflação devido à alta nos custos de energia. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,7%, aos 635,97 pontos. Entre os demais índices, o DAX, da Alemanha, teve queda de 0,84%, enquanto o CAC-40, da França, caiu 0,49% e o FTSE 100, do Reino Unido, desvalorizou 0,57%. Na Ásia, a maioria dos índices fechou em queda, à medida que a escalada das tensões no Oriente Médio reacenderam preocupações os preços do petróleo e a inflação global. O SSEC, índice de Xangai, perdeu 0,43%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, caiu 0,53%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,27%. Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, subiu 0,20%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 0,25%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters

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Caixa entra em greve nacional e Banco do Brasil tem paralisação parcial a partir desta quinta-feira
Economia

Caixa entra em greve nacional e Banco do Brasil tem paralisação parcial a partir desta quinta-feira

📅 10/09/2026, 11:37

Greve da Caixa Econômica afeta atendimento na região de Piracicaba a partir desta quinta Claudia Assencio/g1 Os funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil entraram em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10). Na Caixa, a paralisação é nacional e acontece após rejeitarem a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). No Banco do Brasil, a greve é parcial e ocorre apenas nas bases sindicais que não aprovaram o acordo da categoria. As negociações, no entanto, foram retomadas, e os trabalhadores terão novas assembleias nesta sexta-feira (11) para avaliar as propostas apresentadas pelo banco. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A greve da Caixa foi aprovada pelos trabalhadores da base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região em assembleia encerrada no dia 4 de agosto. Segundo a entidade, a paralisação é nacional. No Banco do Brasil, a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) foi aprovada por parte dos sindicatos, mas rejeitada por outras 60 entidades. Entre as bases que não aprovaram o acordo estão Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis. Agora no g1 Em outras 39 bases sindicais, os funcionários aprovaram a proposta apresentada pelo banco. Entre elas estão São Paulo, Curitiba, Campo Grande, Niterói (RJ) e Jundiaí (SP). A nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria foi assinada nesta quarta-feira (9), em São Paulo, pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e pelos bancários. O acordo prevê a reposição integral da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais aumento real de 0,6% nos próximos dois anos. O reajuste também será aplicado a outras verbas, como vale-alimentação (VA), vale-refeição (VR), Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e auxílios. Além dos reajustes, a convenção inclui medidas relacionadas à saúde mental e ao combate ao assédio no ambiente de trabalho, além de regras sobre o direito à desconexão fora do horário de expediente e transparência e limites para o monitoramento digital dos funcionários. O acordo também prevê a criação de um programa de qualificação e recolocação profissional e melhorias na indenização paga a trabalhadores de bancos privados demitidos em razão do fechamento de agências. Segundo a instituição, trabalhadores participarão de novas assembleias em todo o país para reavaliar as propostas apresentadas pelo banco na última rodada de negociação. O g1 procurou os sindicatos dos bancários, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores de Crédito (Contec) para entender os principais motivos da rejeição da proposta por parte dos trabalhadores. Em nota, o Banco do Brasil afirmou que participa da mesa única de negociação da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que reúne os bancos para discutir questões gerais da categoria, incluindo o índice de reajuste. O banco também mantém uma mesa específica com as entidades sindicais para tratar de questões relacionadas aos funcionários do BB. Segundo a instituição, foram realizadas diversas rodadas de negociação para a data-base de 2026, que resultaram na proposta apresentada às entidades sindicais e aprovada em assembleias de trabalhadores em diferentes regiões do país. O BB informou ainda que os clientes podem utilizar o aplicativo, o Internet Banking, os correspondentes bancários e a Central de Relacionamento, pelos telefones 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 729 0001 (demais localidades), além do WhatsApp, pelo número (61) 4001-0001. A Caixa Econômica Federal informou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e que retomou as negociações com o objetivo de chegar a um entendimento que contemple os interesses das partes. Caso os trabalhadores não aprovem os termos dentro do prazo, a instituição informou que vai retirar a proposta e ingressar com um dissídio coletivo, levando a renovação do ACT para a Justiça. O banco afirmou também que os clientes podem utilizar normalmente os canais digitais e remotos, como o App CAIXA, Internet Banking, WhatsApp CAIXA, CAIXA Tem e atendimento telefônico. Também estão disponíveis os caixas eletrônicos, a rede Banco24Horas, as casas lotéricas e os Correspondentes CAIXA Aqui. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) informou que recebeu, em 24 de junho, a pauta de reivindicações dos bancários para a campanha salarial deste ano. Segundo a entidade, as negociações foram concluídas em 9 de setembro, com a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), de abrangência nacional e unificada. A convenção reúne 171 bancos e cerca de 414 mil bancários que trabalham em aproximadamente 3,6 mil municípios do país. O acordo foi assinado por 245 entidades sindicais que representam bancários e bancos. Caixa rejeitou proposta Na Caixa, os trabalhadores não aprovaram a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pelo banco. Com a rejeição, os empregados decidiram iniciar uma greve por tempo indeterminado. Na terça-feira (8), a Caixa enviou um ofício à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) para convocar a entidade para uma reunião de negociação na última quarta-feira (9). A Contraf-CUT representa os empregados da Caixa nas negociações específicas do banco, enquanto a CCT assinada nesta quarta-feira estabelece as regras gerais para a categoria bancária. Segundo Contraf-CUT, a proposta apresentada pelo banco foi rejeitada por mais de 90% das bases sindicais em assembleias realizadas pelo país. A entidade afirma que, apesar de a Caixa não ter apresentado uma nova proposta, o banco se comprometeu a avançar nas negociações e marcou uma nova reunião para a manhã desta quinta-feira (10). Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), a paralisação deve ser mantida até que novas assembleias avaliem eventuais avanços na negociação. Entre os principais pontos de discordância está o Saúde Caixa, além de outras reivindicações apresentadas pelos trabalhadores desde junho. O que prevê a convenção coletiva Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) foi resultado de 13 rodadas de negociação realizadas ao longo de mais de dois meses. Além dos reajustes salariais, a entidade destaca medidas voltadas à prevenção do adoecimento mental, combate ao assédio e proteção do direito à desconexão. Também foram incluídas regras para dar mais transparência ao monitoramento digital dos trabalhadores. A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro, afirmou que a negociação garantiu aumento real por dois anos e a manutenção das cláusulas previstas na convenção. Foram 13 rodadas de negociação e mais de dois meses de mobilização e diálogo com o setor mais lucrativo do país. A assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho representa uma importante conquista da categoria bancária. Garantimos aumento real por dois anos e a manutenção de todas as cláusulas da nossa CCT A dirigente também citou como próximos temas de negociação a aplicação da NR-1, o combate às metas abusivas e a busca por ambientes de trabalho considerados mais saudáveis pela categoria. Funcionários do Banco do Brasil e da Caixa entram em greve por tempo indeterminado em SE. Arquivo pessoal

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iOS 27 turbinado com IA será liberado na próxima segunda; veja iPhones compatíveis
Economia

iOS 27 turbinado com IA será liberado na próxima segunda; veja iPhones compatíveis

📅 10/09/2026, 11:24

iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável A Apple anunciou na terça-feira (9) que o iOS 27, novo sistema operacional dos iPhones, será lançado na próxima segunda-feira (14) para todos os modelos compatíveis. (Veja abaixo). O anúncio foi feito no mesmo dia em que a empresa apresentou o iPhone Duo, seu primeiro celular dobrável, além dos novos iPhones 18 Pro e 18 Pro Max. (Saiba mais no vídeo acima). 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Entre as mudanças visuais do iOS, a Apple apresentou uma nova versão do Liquid Glass, efeito translúcido inspirado em vidro que aparece em elementos da interface, como notificações, botões e barras de comando. O novo iOS 27 será compatível com iPhones a partir do SE de 2ª geração. Liquid Glass um pouco mais personalizável iPhone Duo divulgação/Apple De acordo com a empresa, o Liquid Glass agora pode ser ainda mais personalizado pelo usuário, que poderá optar por um visual mais transparente ou mais opaco. Os ícones dos aplicativos, como Mapas e Safari, também foram atualizados e passaram a incorporar mais características do Liquid Glass, com maior destaque para os efeitos de transparência e reflexo. Liquid Glass Reprodução A nova 'Siri IA' Usando o Gemini (do Google), a Apple também apresentou uma nova versão da Siri. Segundo a empresa, a assistente ganhou um app próprio e foi reformulada para ficar mais fluida e intuitiva. Entre as novidades, está a "inteligência visual", em que Siri passa a entender o que está sendo exibido na tela do iPhone. Em uma das demonstrações, a assistente identificou um local mostrado em uma foto do Instagram e sugeriu uma rota até o destino usando o app Mapas. A câmera do iPhone vai ter um "Modo Siri" para fazer buscas visuais usando a Siri IA – como informações nutricionais de um prato de comida. A nova Siri AI também vai permitir ajustes no tom e na velocidade da voz Reprodução A empresa também mostrou que a Siri poderá acessar informações atualizadas em tempo real. Como exemplo, a assistente exibiu a tabela da Copa do Mundo e a classificação das seleções durante a competição. A Apple afirmou ainda que a voz da Siri está mais natural e expressiva, com o objetivo de tornar as interações mais parecidas com uma conversa humana. Os usuários também poderão ajustar características como velocidade e nível de expressividade da voz. Mais novidades de IA A Apple também anunciou novos recursos de IA para aplicativos próprios, como Safari, Mensagens, Mail, Calendário e Telefone. Segundo a empresa, a proposta é tornar essas ferramentas mais integradas entre si. Uma das novidades está no app Casa (Home), usado para controlar dispositivos inteligentes. O aplicativo passará a exibir resumos automáticos de imagens captadas por câmeras de segurança, com descrições como "homem entregou um pacote" ou "pessoa chegou com uma cesta de frutas". O Image Playground, aplicativo de criação de imagens com IA, ganhará novos recursos para gerar cenas e ilustrações. Em uma das demonstrações, a Apple mostrou a criação de uma imagem de bolo de aniversário a partir da foto de um contato. Já o app Fotos receberá ferramentas mais avançadas de edição. Entre elas estão recursos para ampliar imagens, ajustar enquadramentos e fazer alterações com maior nível de detalhe. Sistema promete ganho de desempenho A Apple afirmou que o iOS e o macOS ficarão mais rápidos graças a melhorias no uso da memória RAM e do processador. Segundo a empresa, uma das áreas beneficiadas será a navegação pela biblioteca de fotos do iPhone. As buscas em Macs, iPads e iPhones também devem ficar mais ágeis devido a mudanças no sistema de indexação de arquivos. A Apple disse que parte dessas melhorias estará disponível até mesmo em modelos mais antigos, como o iPhone 11. Outra novidade é o AirDrop, ferramenta de transferência de arquivos da empresa. Segundo a Apple, o recurso está até 80% mais rápido do que na versão anterior. Outras novidades Equalizador nos AirPods Reprodução Sem entrar em muitos detalhes, a Apple anunciou que seus fones, os AirPods, ganharão acesso a um equalizador de áudio. Segundo a empresa, o recurso estará disponível nas próximas versões dos sistemas. Em parceria com a Academia Americana de Pediatria, a Apple anunciou um novo plano de uso de dispositivos para menores de 13 anos. A proposta é oferecer aos pais mais ferramentas para controlar o conteúdo acessado pelos filhos em aplicativos e jogos. Além disso, crianças poderão solicitar autorização aos pais para acessar sites ou utilizar aplicativos diretamente pelos dispositivos da Apple. Veja os iPhones compatíveis com iOS 27 iPhone 17 Pro Max iPhone 17 Pro iPhone Air iPhone 17 iPhone 17e iPhone 16 Pro Max iPhone 16 Pro iPhone 16 Plus iPhone 16 iPhone 16e iPhone 15 Pro Max iPhone 15 Pro iPhone 15 Plus iPhone 15 iPhone 14 Pro Max iPhone 14 Pro iPhone 14 Plus iPhone 14 iPhone 13 Pro Max iPhone 13 Pro iPhone 13 iPhone 13 mini iPhone 12 Pro Max iPhone 12 Pro iPhone 12 iPhone 12 mini iPhone 11 Pro Max iPhone 11 Pro iPhone 11 iPhone SE (2ª geração) iPhone Air: primeiras impressões do celular fininho e quais são seus rivais Instagram Plus é liberado no Brasil; veja preço e benefícios

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Índia vai pressionar por criação de moeda digital do BRICS apesar de obstáculos, diz agência
Economia

Índia vai pressionar por criação de moeda digital do BRICS apesar de obstáculos, diz agência

📅 10/09/2026, 11:09

Cédula simbólica dos Brics apresentada em Fórum Econômico de São Petersburgo. Reprodução/Redes sociais A Índia deve pressionar pela integração das moedas digitais emitidas pelos bancos centrais dos países do BRICS para facilitar pagamentos internacionais durante uma cúpula do grupo nesta semana. País vai apoiar proposta apesar de obstáculos políticos e técnicos que podem limitar seu avanço, disseram duas fontes que preferiram anonimato. A Índia preside o BRICS neste ano. Os líderes do grupo se reunirão em Nova Delhi nos dias 12 e 13 de setembro. O Reserve Bank of India (RBI), o banco central indiano, propôs em janeiro a integração das moedas digitais oficiais dos países para facilitar o comércio internacional, informou a Reuters. O BRICS reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além de Egito, Etiópia, Indonésia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. A proposta de integração das moedas digitais dos bancos centrais fará parte da agenda da reunião de líderes, disseram as fontes. A baixa adoção dessas moedas digitais em todo o mundo, no entanto, pode dificultar sua implementação. LEIA TAMBÉM: Apple aumenta preços de iPhones antigos mesmo com chegada de novas versões; veja reajustes Agora no g1 As fontes não quiseram ser identificadas devido à sensibilidade do tema e porque não estão autorizadas a falar com a imprensa. Os ministérios indianos das Relações Exteriores e das Finanças e o banco central do país não responderam aos pedidos de comentário enviados por e-mail. Desafios políticos e técnicos A proposta da Índia dará continuidade à declaração aprovada na cúpula do BRICS de 2025, no Rio de Janeiro, que defendeu a interoperabilidade entre os sistemas de pagamento dos países-membros para tornar as transações internacionais mais eficientes. Qualquer avanço na integração das moedas digitais dos bancos centrais, porém, deve enfrentar desafios significativos. Discussões anteriores dentro do BRICS sobre a criação de mecanismos de pagamento compartilhados avançaram pouco, evidenciando as dificuldades de integrar infraestruturas financeiras de países com sistemas e interesses diversos. As relações tensas entre alguns países, como Irã e Emirados Árabes Unidos, continuarão sendo um obstáculo, disse uma das fontes. Os Emirados Árabes Unidos cortaram relações financeiras com o Irã, segundo ela. A Índia também tem demonstrado resistência em aprofundar a integração financeira com a China, afirmou a segunda fonte. Segundo ela, acordos desse tipo exigiriam um nível maior de confiança entre os dois países. A Índia barrou uma proposta da Alipay+ para se conectar ao sistema indiano de pagamentos instantâneos em transações internacionais por questões de segurança nacional relacionadas aos vínculos da empresa com a China, informou a Reuters. Também seriam necessários acordos de swap cambial para ajudar a administrar desequilíbrios comerciais antes que a integração das moedas digitais pudesse entrar em operação, acrescentou a fonte. Os países do BRICS já estudaram alternativas aos pagamentos baseados no dólar. Entre elas estava uma proposta do Brasil para a criação de uma moeda comum para o grupo, mas o plano não avançou. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia alertado o bloco contra uma iniciativa desse tipo e ameaçado impor tarifas elevadas. A Índia não tem interesse em substituir o dólar, afirmou a segunda fonte. Segundo ela, o objetivo da integração das moedas digitais oficiais é tornar os pagamentos internacionais mais fáceis e rápidos.

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Transpetro prorroga inscrições de concurso com mais de 4 mil vagas e altera data das provas
Economia

Transpetro prorroga inscrições de concurso com mais de 4 mil vagas e altera data das provas

📅 10/09/2026, 10:27

Transpetro abre processo seletivo com 4.171 vagas e salários de até R$ 15 mil A Transpetro, empresa de transporte da Petrobras, prorrogou nesta quinta-feira (10) as inscrições dos concursos para as áreas de terra e mar até 21 de setembro e adiou para 6 de dezembro a aplicação das provas. A mudança foi divulgada no site da estatal e, segundo a empresa, ainda será publicada no Diário Oficial da União (DOU). Ao todo, a estatal oferece 281 vagas imediatas, além de 3.890 para cadastro de reserva, totalizando 4.171 oportunidades, distribuídas entre 61 cargos e ênfases dos quadros de terra e mar. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp. As oportunidades contemplam profissionais de níveis médio, técnico e superior, com remunerações mínimas garantidas que variam de R$ 5.464 a R$ 15.034,81, além de benefícios como previdência complementar, benefício educacional e plano de saúde. Ao todo, foram publicados quatro editais. Para o quadro de terra, há um processo seletivo para cargos de nível médio/técnico e outro para nível superior. Já para o quadro de mar, um edital é destinado a oficiais e outro a suboficiais e guarnição. As vagas abrangem áreas como administração, contabilidade, manutenção, enfermagem, engenharia, tecnologia e advocacia, além de cargos marítimos, como auxiliar de saúde, cozinheiro, eletricista, moço de convés, moço de máquinas, taifeiro e oficiais de máquinas e de náutica. No quadro de terra, a remuneração mínima garantida é de R$ 6.539,54 para nível médio/técnico e de R$ 14.973,62 para nível superior. No quadro de mar, a remuneração mínima garantida varia conforme o cargo, de R$ 5.464 a R$ 15.034,81. O maior valor é oferecido para segundo oficial de náutica. Veja abaixo os editais: ➡️ EDITAL 1 - Mar (auxiliar de saúde, condutor bombeador, condutor mecânico, cozinheiro, eletricista, moço de convés, moço de máquinas e taifeiro). ➡️ EDITAL 2 - Mar (segundo oficial de máquinas e segundo oficial de náutica) ➡️ EDITAL 3 - Terra (nível médio/técnico) ➡️ EDITAL 4 - Terra (nível superior) As candidaturas devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site da Fundação Cesgranrio, banca organizadora dos processos seletivos. A taxa de inscrição varia de acordo com o cargo: R$ 81,50 — nível médio/técnico: auxiliar de saúde, condutor bombeador, condutor mecânico, cozinheiro, eletricista, moço de convés, moço de máquinas, taifeiro e Profissional Transpetro de Nível Médio – Júnior; R$ 117 — nível superior: segundo oficial de máquinas, segundo oficial de náutica e Profissional Transpetro de Nível Superior – Júnior. Candidatos inscritos no CadÚnico e doadores de medula óssea cadastrados em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde poderam solicitar a isenção da taxa, conforme os prazos estabelecidos nos editais. Terminal da Transpetro em Brasília, no DF. TV Globo Como será o processo seletivo? As etapas de seleção variam de acordo com o quadro — Mar ou Terra — e o nível de escolaridade dos cargos. Os candidatos às oportunidades do quadro de mar passarão por provas objetivas, exame de aptidão física e, quando aplicável, procedimentos de confirmação das condições declaradas para concorrer às vagas reservadas. As provas objetivas terão questões de conhecimentos específicos e gerais. O conteúdo varia conforme o cargo e pode incluir disciplinas como Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Inglês Técnico Marítimo. Já o exame de aptidão física, exclusivo para o Quadro de Mar, será composto por dois testes: Corrida de 12 minutos: distância mínima de 1.800 metros para homens e 1.500 metros para mulheres; Natação: percurso de 25 metros, em estilo livre e sem limite de tempo. Para os cargos do quadro de terra, não haverá exame de aptidão física. A seleção será feita por meio de provas objetivas e, para os candidatos que concorrerem às vagas reservadas, por uma etapa de confirmação das condições declaradas. No nível médio, as provas terão 60 questões no total, divididas entre 40 questões de conhecimentos específicos, 10 de Língua Portuguesa e 10 de Matemática. Já no nível superior, serão 70 questões: 50 de conhecimentos específicos, 10 de Língua Portuguesa e 10 de Língua Inglesa. A exceção é a ênfase de Advocacia: além das 70 questões objetivas, os candidatos também farão uma prova discursiva, composta por duas questões, de caráter eliminatório e classificatório. Para quem concorrer às vagas reservadas, a seleção prevê avaliação de pessoas com deficiência (PcD), confirmação complementar da autodeclaração de candidatos negros e verificação documental de indígenas e quilombolas. As provas objetivas serão aplicadas em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal. Os candidatos poderão escolher o local de realização das provas entre as opções disponibilizadas pela banca, independentemente do polo de trabalho para o qual estiverem concorrendo. A duração das provas varia conforme o cargo e o nível de escolaridade: Nível médio — Quadro de Terra: 4 horas; Nível superior — Quadro de Terra: 4 horas e 30 minutos; Advocacia — Quadro de Terra: 5 horas e 30 minutos; Oficiais — Quadro de Mar: 4 horas e 30 minutos. Após a aprovação, os candidatos convocados ainda precisarão comprovar os requisitos exigidos para o cargo e passar por exames médicos admissionais. Para os profissionais do quadro de mar, também está previsto teste toxicológico para detecção de substâncias psicoativas. Onde serão as vagas? No quadro de terra, as oportunidades serão distribuídas entre os polos Norte/Nordeste, Rio de Janeiro, São Paulo e Sul. Para o quadro de mar, as vagas terão abrangência nacional. A distribuição das 281 oportunidades por cargo e polo, assim como os requisitos, etapas de seleção, conteúdo das provas e cronograma, estão detalhados nos editais. Segundo a Transpetro, os processos seletivos terão validade de um ano e meio, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período. Editais com paridade de gênero Os processos seletivos também terão um mecanismo de paridade de gênero na segunda fase. Segundo a companhia, a iniciativa busca reduzir a sub-representação feminina nas carreiras contempladas pelos editais. Atualmente, cerca de 15% dos empregados da Transpetro são mulheres, enquanto os homens representam aproximadamente 85% do quadro. A medida será aplicada apenas na composição da segunda etapa. Para chegar a essa fase, todos os candidatos precisarão atingir a nota mínima exigida na primeira etapa. A classificação final continuará considerando o desempenho dos participantes. Cotas definidas antes dos editais Antes da publicação dos quatro editais, foi realizado um sorteio para definir os cargos, áreas e polos aos quais serão destinadas determinadas vagas reservadas a grupos étnico-raciais e pessoas com deficiência (PcD). De acordo com a Transpetro, 30% das vagas e do cadastro de reserva serão destinados a grupos étnico-raciais, distribuídos da seguinte forma: 25% para pessoas pretas e pardas; 3% para indígenas; 2% para quilombolas. Outros 10% são reservados a pessoas com deficiência. Os editais estabelecem, inclusive, a aplicação da reserva de 10% também na formação do cadastro de reserva. O sorteio foi realizado nos casos em que a quantidade de vagas por cargo, ênfase ou polo não permitia alcançar automaticamente os percentuais de reserva previstos na legislação. O procedimento não selecionou candidatos nem interfere na classificação nas provas. Ele serviu para definir a alocação das vagas reservadas entre os cargos, ênfases e polos. Aprovado em 1º lugar no CNU 2025 tem posse negada por divergência sobre a formação

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ES terá um dos menores trechos de rodovia federal do Brasil com a inauguração da BR-447; veja ranking nacional
Economia

ES terá um dos menores trechos de rodovia federal do Brasil com a inauguração da BR-447; veja ranking nacional

📅 10/09/2026, 07:00

Início do novo trecho da BR-447, que vai ligar a BR-101 até a Rodovia Leste-Oeste Fernando Madeira/Rede Gazeta Um novo trecho da BR-447 no Espírito Santo deve ser inaugurado até dezembro deste ano, segundo o governo federal. Com 4,3 quilômetros de extensão, a via será um dos menores trechos de rodovia federal de todo o país. O investimento total é de R$ 236 milhões, com recursos da União. O trecho a ser entregue pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) vai ligar a BR-101, nos limites entre Cariacica e Viana, próximo à antiga Braspérola, até a Rodovia estadual Leste-Oeste, ainda em Cariacica, próximo ao novo Hospital Geral. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A previsão de inauguração para este ano ainda é do ministro dos Transportes, George Santoro, que informou que o governo federal ainda aguarda a saída de sete famílias de áreas de risco, em um processo que envolve desapropriações, para que a via seja concluída. "Com elas cumprindo o prazo determinado pela Justiça, a gente consegue entregar a rodovia em dezembro deste ano", afirmou Santoro. Ele disse que as desapropriações vão ser pagas pela União, que também vai assumir os valores referentes à realocação dessas famílias. Trecho da BR-447 que será inaugurado entre a BR-101 até a Rodovia Leste-Oeste Reprodução/Entre Praias e Morros/YouTube Esse novo trecho que será entregue até dezembro (4,3 km) vai complementar um outro já existente da BR-447, em Vila Velha. Conhecida como Estrada de Capuaba, o trecho já em operação atualmente liga a Avenida Carlos Lindenberg até o Porto de Capuaba e tem cerca de dois quilômetros de extensão. LEIA TAMBÉM: DUPLICAÇÃO: BR-262 vai ganhar 50 viadutos, túneis, ciclovias e passarelas no ES com investimento de R$ 8,6 bilhões Portanto, somando os dois trechos distintos que a BR-447 terá no Espírito Santo após a inauguração de dezembro, a rodovia federal deve somar 6,4 km de extensão, tornando-se o sexto menor trecho de BR em todo o país. Confira abaixo: Menores rodovias federais Toda a extensão da nova via será em pista dupla, nos dois sentidos, além de incluir vias marginais e a construção de cinco obras especiais, como viadutos. Além desses dois trechos distintos, o Dnit informou que, como um todo, a BR-447 deverá ter, oficialmente, 16,3 quilômetros de extensão, "abrangendo tanto o trecho já pavimentado quanto os demais segmentos projetados, inclusive aqueles coincidentes com rodovias estaduais". Ou seja, o Dnit também vai contabilizar como BR-447 os trechos em que a rodovia federal passa pelo menos trajeto de outras vias locais, como a própria Rodovia Leste-Oeste e a Darly Santos. "Dessa forma, essa quilometragem não se restringe aos trechos atualmente sob jurisdição do Dnit", completou o órgão. E mesmo com esse tamanho total de 16,3 km, a BR-447 no Espírito Santo ainda assim será umas das menores rodovias federais do Brasil. Agora no g1 Novela da obra A promessa de entrega para dezembro de 2026 é a mesma feita pelo Ministério dos Transportes no início deste ano, após o prazo anterior — conclusão em dezembro de 2025 — não ser cumprida. Essas não foram as primeiras promessas: em janeiro de 2024, o então ministro dos Transportes, Renan Filho, listou a via no Espírito Santo entre os 60 projetos previstos para serem entregues ou iniciados naquele ano. Um ano antes, em 2023, a entrega da rodovia também foi anunciada, mas o governo federal só havia liberado 1,2 quilômetro de vias laterais até julho daquele ano, no trecho que liga os bairros São Francisco e Vila Betânia, nos municípios de Cariacica e Viana, respectivamente. A ordem de serviço para a BR-447 foi em 2019, com previsão inicial de realizar toda a obra em até três anos. Mas, em 2022, o governo federal já explicava o desafio que enfrentava com a desapropriação dos mais de 300 imóveis previstos no projeto. Quatro anos atrás, ainda era necessário desapropriar 180 imóveis para seguir com a construção da rodovia. *Com informações de Maurílio Mendonça. Trecho da BR-447 que será inaugurado entre a BR-101 até a Rodovia Leste-Oeste Reprodução/Entre Praias e Morros/YouTube Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

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g1 20 anos: férias na Lua, robôs e IA substituindo o celular podem fazer parte da sua vida até 2046
Economia

g1 20 anos: férias na Lua, robôs e IA substituindo o celular podem fazer parte da sua vida até 2046

📅 10/09/2026, 05:00

Como será a tecnologia até 2046? Robôs, IA e até férias na Lua podem fazer parte do futuro Orkut, Twitter, a expansão da internet banda larga, Walkman, celulares com câmera digital e CyberShot estavam entre os temas que dominavam o noticiário de tecnologia em 2006, ano em que o g1 foi criado. Vinte anos depois, muita coisa mudou. Hoje, falamos de inteligência artificial, assistimos a praticamente qualquer conteúdo pela internet e vivemos cercados por redes sociais e seus algoritmos. Para os próximos anos, podemos esperar avanços que até pouco tempo pareciam distantes, como novas viagens à Lua e robôs atuando como assistentes pessoais dentro e fora de casa. 📺 No vídeo especial acima, veja os temas que podem moldar o futuro da tecnologia e da inovação nos próximos anos — e que você poderá acompanhar no g1. Para entender o que esperar do futuro, o g1 conversou com Ronaldo Lemos, fundador e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS-Rio) e especialista em tecnologia e inovação. Especial 20 anos de g1 Relembre em VÍDEO as primeiras grandes coberturas do site Mariana, Brumadinho e Covid-19: relembre em VÍDEO as tragédias e crises que marcaram os 20 anos do g1 Nave Starship, da SpaceX, durante seu 12º voo Reuters/Steve Nesius g1 20 anos: relembre em vídeo as primeiras grandes coberturas g1 20 anos: HIV - O caminho da cura

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Gás do Povo: quem recebe o voucher de setembro e como consultar pelo CPF
Economia

Gás do Povo: quem recebe o voucher de setembro e como consultar pelo CPF

📅 10/09/2026, 03:00

'Gás do Povo': recarga gratuita de botijão começa na segunda (24) em Teresina; veja como vai funcionar Divulgação O voucher do Gás do Povo de setembro será disponibilizado nesta quinta-feira (10) para as famílias que têm direito ao benefício. O programa garante a recarga gratuita de um botijão de gás de cozinha de 13 kg em revendas credenciadas. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A distribuição dos vales ocorre sempre no dia 10 de cada mês, segundo o calendário da Caixa. O benefício, no entanto, não é liberado necessariamente para todas as famílias todos os meses. A frequência depende da quantidade de pessoas que compõem a família registrada no Cadastro Único (CadÚnico). Famílias com 2 ou 3 pessoas recebem um vale a cada três meses. Já aquelas com 4 pessoas ou mais recebem um vale a cada dois meses. Como consultar o Gás do Povo pelo CPF É possível consultar se há um voucher disponível informando o CPF do responsável familiar no site oficial do Gás do Povo, mantido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS). Na página de consulta, basta informar o CPF do responsável familiar cadastrado no CadÚnico para verificar a situação do benefício. A situação também pode ser consultada por outros canais, como o aplicativo Meu Social, o aplicativo Benefícios Sociais CAIXA e o Portal Cidadão da Caixa. Agora no g1 Quem tem direito ao Gás do Povo? Para participar do programa, a família precisa estar inscrita no CadÚnico, com os dados atualizados nos últimos 24 meses, e ter renda familiar mensal de até meio salário mínimo por pessoa. Também é necessário que o CPF do responsável familiar esteja regularizado na Receita Federal e que a família não esteja em situação de averiguação cadastral ou com indício de óbito do responsável familiar no CadÚnico. A seleção das famílias é feita de acordo com os critérios do programa. Portanto, estar inscrito no CadÚnico e atender aos requisitos não significa necessariamente que haverá um voucher disponível em cada rodada. O Gás do Povo é pago em dinheiro? Não. O Gás do Povo não deposita um valor em dinheiro na conta do beneficiário. O programa oferece uma recarga gratuita de um botijão de gás de cozinha de 13 kg. O responsável familiar deve utilizar o vale em uma revenda credenciada pelo programa. Como usar o voucher do Gás do Povo? Depois de confirmar que tem direito ao benefício, o responsável familiar deve procurar uma revenda credenciada. A validação pode ser feita de três formas: cartão do Bolsa Família com chip e senha; cartão de débito de uma conta da Caixa e senha; CPF do responsável familiar e código de validação enviado por SMS para o celular cadastrado na Caixa. No caso do uso do CPF, é importante manter o número de celular atualizado no CAIXA Tem para receber o código de validação. É possível receber o gás em casa? Sim. O programa permite escolher entre retirar a recarga na revenda ou solicitar a entrega em casa, desde que a revenda ofereça esse serviço. A recarga do botijão é gratuita, mas pode haver cobrança pela entrega. Também pode haver custo caso a família não disponibilize um vasilhame vazio no momento da troca. Quando será o próximo voucher do Gás do Povo? A Caixa prevê a disponibilização dos vales no dia 10 de cada mês. Depois de setembro, o calendário prevê novas liberações em 10 de outubro, 10 de novembro e 10 de dezembro de 2026. Isso não significa, porém, que uma mesma família receberá um voucher em todas essas datas. A periodicidade depende da composição familiar e da permanência nos critérios do programa.

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Capinha de novo iPhone dobrável chama atenção pelo preço; veja detalhes
Economia

Capinha de novo iPhone dobrável chama atenção pelo preço; veja detalhes

📅 10/09/2026, 03:00

Capinha para iPhone Duo com suporte Divulgação/Apple Além do iPhone Duo, celular dobrável que custa até R$ 30.999, a Apple lançou na quarta-feira (9) novas capinhas que também chamaram atenção pelos preços, que chegam a R$ 1.299. O modelo mais caro conta com um suporte para apoiar o iPhone Duo na horizontal, mas não permite usar a tela externa do aparelho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Disponível nas cores azul-marinho e cinza-castanho, o acessório é fabricado com o TechWoven, um acabamento em tecido exclusivo da empresa, e se conecta ao celular por meio de ímãs. Em seu site, a Apple diz que a capinha passou por milhares de horas de testes para garantir proteção contra quedas e arranhões. iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável A empresa anunciou ainda uma capinha que custará R$ 829. Esse modelo tem um dos lados vazados, um visual projetado para o uso da tela externa. O acessório, que será vendido nas cores azul-marinho e areia, tem acabamento em policarbonato e também se integra ao iPhone Duo por meio de ímãs. A Apple lançou ainda novas versões das alças transversais e de pulso para as versões convencionais do iPhone. Elas serão vendidas por R$ 559 e R$ 299. LEIA MAIS Quem é o novo CEO da Apple? John Ternus fez 1ª apresentação como chefe da empresa Internet reage com piadas após anúncio de iPhone por R$ 30.999; veja memes Capinha para iPhone Duo Divulgação/Apple iPhone Duo A grande novidade do iPhone Duo sobre outros modelos da Apple é a dobradiça. A empresa diz que o componente tem 100 peças projetadas para oferecer movimento suave na abertura e no fechamento. O modelo tem duas câmeras de 48 megapixels e uma câmera de 12 megapixels na área externa, além de uma câmera para chamadas de vídeo que fica oculta quando não está em uso. A Apple destacou que o iPhone Duo pode oferecer mais produtividade para usuários. Com o espaço da tela interna, o aparelho permite, por exemplo, abrir apresentações e chamadas de vídeo ao mesmo tempo. Capinha para iPhone Duo com suporte Divulgação/Apple Já a tela externa também consegue mostrar informações rápidas quando o aparelho estiver no modo de espera. Ele pode ser usado como um despertador, um porta-retratos ou uma tela com previsão do tempo, por exemplo. Por conta do novo visual, a Apple retomou o uso do Touch ID, seu leitor de impressões digitais, para desbloquear o aparelho. Nos modelos convencionais do iPhone, a empresa costuma usar apenas o Face ID, de reconhecimento facial, como recurso de biometria. O celular tem acabamento em titânio e proteção Ceramic Shield, que oferecem mais proteção contra quedas. Ele também conta com certificação IP68, que garante resistência a respingos, água e poeira. iPhone Duo E, assim como o iPhone Air, modelo compacto lançado em 2025, o iPhone Duo terá suporte apenas para o eSIM, sem uma porta para chips físicos. O iPhone Duo será vendido nas cores chamadas pela Apple de branco-estrela e céu noturno. Ele entrará em pré-venda no Brasil em 16 de outubro e será entregue a partir do dia 23. A empresa informou que os preços partem de R$ 21.999 e vão até R$ 30.999, dependendo da capacidade de armazenamento. Alças transversais e de pulso para iPhone Divulgação/Apple Preços do iPhone Duo e da linha iPhone 18 g1

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Mega-Sena pode pagar R$ 76 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo
Economia

Mega-Sena pode pagar R$ 76 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

📅 10/09/2026, 03:00

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.056 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 70 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (10), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça (8), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Apple aumenta preços de iPhones antigos mesmo com chegada de novas versões; veja reajustes
Economia

Apple aumenta preços de iPhones antigos mesmo com chegada de novas versões; veja reajustes

📅 10/09/2026, 03:00

iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável A Apple aumentou os preços de versões antigas do iPhone nesta quarta-feira (9), após revelar seus novos iPhone Duo, 18 Pro e 18 Pro Max. Com a revisão, celulares apresentados há um ano ficaram até R$ 2.000 mais caros. Os reajustes revertem a prática de anos anteriores, em que a empresa baixava os preços de gerações anteriores logo depois de anunciar novos aparelhos. (saiba mais ao final) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A maior alta foi sobre o iPhone Air, um modelo ultrafino que tinha sido lançado em 2025. Até terça-feira (8), a versão com 1 TB de armazenamento era vendida no site da Apple por R$ 13.499. Agora, ela é anunciada por R$ 15.499. Nas outras opções do iPhone Air, o preço dos celulares sofreu aumento de R$ 500. A versão com 256 GB passou de R$ 10.499 para R$ 10.999, enquanto a opção de 512 GB saiu de R$ 11.999 para R$ 12.499. Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple nos EUA, em foto de 19 de setembro de 2025 Reuters/Shannon Stapleton O iPhone 16, o iPhone 17 e o iPhone 17e ficaram de R$ 200 e R$ 300 mais caros, variando conforme o espaço de armazenamento. A Apple também deixou de vender em seu site o iPhone 17 Pro e Pro Max e o iPhone 16 Plus. Mas, assim como as demais versões, esses modelos ainda são anunciados em outros varejistas. LEIA MAIS iOS 27 será liberado na próxima segunda; veja iPhones compatíveis Como é o iPhone Duo, primeiro celular dobrável da Apple Internet reage com piadas após anúncio de iPhone por R$ 30.999; veja memes Custos de chips pressionam preços A Apple já tinha sinalizado em junho que reajustaria os preços dos seus produtos por conta do aumento dos custos com chips de memória. "Infelizmente, os aumentos de preços são inevitáveis", disse o então CEO da Apple, Tim Cook, ao Wall Street Journal. Cook, que foi substituído no início de setembro por John Ternus, disse, na ocasião, que a Apple estava fazendo o possível para mitigar aumentos repassados por fornecedores. Mas destacou que a situação tinha se tornado "insustentável" após parceiros repassarem aumentos "exorbitantes". A oferta de chips de memória tem diminuído à medida que fabricantes direcionam seus investimentos para a produção de chips mais avançados, voltados para data centers de inteligência artificial. Cook, que agora ocupa o cargo de presidente-executivo do conselho administrativo da Apple, disse em junho que os chips de armazenamento também eram um problema, mas que a preocupação estava concentrada nos chips de RAM. 🤔 Os chips de RAM (sigla em inglês para "memória de acesso aleatório") guardam temporariamente os dados usados por um dispositivo. Quando um aplicativo é aberto no celular, é a RAM que mantém as informações necessárias para o programa rodar corretamente. Embora sejam mais associados a celulares e computadores, os chips de memória também estão presentes em smart TVs, tablets, consoles de videogames, relógios inteligentes, aspiradores robô, carros, impressoras, entre outros. "Essa é uma enchente que acontece uma vez a cada cem anos", afirmou Cook, em junho. "Precisamos, sem dúvida, que os preços e a oferta de memória voltem a níveis razoáveis aos produtos de consumo. Essa é a questão fundamental". Preços dos iPhones antigos após a chegada da nova geração de celulares da Apple g1

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Petrobras deixará de aplicar desconto de R$ 0,44 para distribuidoras; entenda impacto no preço final da gasolina
Economia

Petrobras deixará de aplicar desconto de R$ 0,44 para distribuidoras; entenda impacto no preço final da gasolina

📅 09/09/2026, 23:49

Governo corta imposto dos combustíveis até outubro A Petrobras anunciou que deixará de aplicar o desconto de R$ 0,44 por litro na gasolina A vendida às distribuidoras a partir desta quinta-feira (10). ➡️ Inicialmente, a Petrobras informou que também faria um ajuste no preço da gasolina A e que a redução dos tributos federais anunciada pelo governo compensaria a mudança, mantendo o preço final do combustível inalterado. Durante a madrugada, porém, a companhia corrigiu a informação e informou que não faria esse ajuste, o que deixará a gasolina A mais barata para as distribuidoras. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Com o fim do desconto, o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passará a R$ 3,05 por litro. Segundo a estatal, o combustível deve ficar mais barato por conta da redução de R$ 0,63 dos tributos federais anunciada pelo governo federal. De acordo com a empresa, isso fará com que o preço da gasolina A, já considerando os tributos, fique R$ 0,19 por litro abaixo do valor praticado até quarta-feira. Na prática, o fim do desconto de R$ 0,44 por litro eleva o preço da gasolina. Já a redução de R$ 0,63 nos tributos federais tem impacto maior e mais do que compensa esse aumento. ⛽ Gasolina A é a gasolina pura vendida pelas refinarias às distribuidoras, antes da mistura com etanol. Após a adição de etanol anidro, ela se transforma na gasolina C, comercializada nos postos. Agora no g1 Medidas do governo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira um decreto que amplia o subsídio da gasolina de R$ 0,44 por litro para R$ 0,63. Em outra frente, o decreto também zera os tributos sobre o etanol hidratado, com redução de R$ 0,19 por litro. Além disso, o governo publicou uma medida provisória (MP) que autoriza uma subvenção de R$ 1 por litro para o diesel. O benefício se soma ao subsídio de R$ 1,12, que vale até 26 de setembro. Durante esse período, a subvenção total chega a R$ 2,12 por litro. As medidas foram anunciadas a menos de um mês da eleição presidencial e em meio à alta do petróleo no mercado internacional. O petróleo do tipo Brent, referência internacional, voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril nesta quarta, após o agravamento dos conflitos no Oriente Médio. Mais de 25% do diesel consumido no Brasil é importado. Preço do barril de petróleo volta a passar de US$ 100 Veja a íntegra da nota da Petrobras: A Petrobras informa que, em razão do encerramento da vigência da Medida Provisória nº 1.358/2026, deixará de aplicar, a partir de 10/9, o desconto de R$ 0,44 por litro no preço da gasolina A, concedido no âmbito da subvenção econômica instituída pelo Governo Federal. Dessa forma, o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passará a ser de R$ 3,05 por litro. No entanto, em função da redução de R$ 0,63 por litro nas alíquotas de PIS/Pasep e Cofins anunciada pelo Governo Federal, o efeito líquido para as distribuidoras será uma redução de R$ 0,19 por litro no preço com tributos, comparado ao preço praticado pela Petrobras até esta quarta-feira, 9/9. Subvenção econômica ao óleo diesel Com relação à concessão de nova subvenção econômica à comercialização de óleo diesel anunciada pelo Governo Federal, a Petrobras aguarda a publicação dos atos legais necessários para sua avaliação e implementação. Transparência A Petrobras reafirma seu compromisso com uma atuação responsável, equilibrada e transparente, em consonância com sua estratégia comercial. Para ampliar a compreensão da sociedade sobre a formação de preços dos combustíveis, a companhia mantém em seu site informações detalhadas sobre composição e dinâmica de preços, disponíveis em: precos.petrobras.com.br.

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Leilão para nova concessão do Aeroporto de Brasília será em dezembro; veja detalhes do edital
Economia

Leilão para nova concessão do Aeroporto de Brasília será em dezembro; veja detalhes do edital

📅 09/09/2026, 22:51

Vista aérea do Aeroporto de Brasília Bento Viana/Inframerica A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou, nesta quarta-feira (9), o edital de repactuação do contrato de concessão do Aeroporto Internacional de Brasília — Presidente Juscelino Kubitschek. 🔎Repactuação é uma renegociação do contrato de concessão, ajustando as condições para melhor atender ao interesse público e garantir a boa administração do aeroporto. Nesse processo, uma nova empresa pode ser escolhida para administrar o terminal. Os interessados devem apresentar os documentos necessários e formalizar propostas entre os dias 9 e 10 de dezembro, de forma online ou presencial. A sessão pública do leilão está prevista para 17 de dezembro. O edital prevê a venda de 100% do capital social do terminal. Hoje, 51% das ações pertencem à atual administradora do aeroporto, a Inframerica, e 49% à Infraero — empresa pública federal vinculada à Secretaria de Aviação Civil. O novo acordo traz a realização de um processo competitivo simplificado, com a inclusão de novas obrigações contratuais, a conversão de parte da outorga fixa em variável e a incorporação de dez aeroportos regionais ao contrato. Também estão previstos novos investimentos de aproximadamente R$ 1,2 bilhão no aeroporto brasiliense ao longo da vigência da nova concessão — que segue até 2037. Entre as intervenções planejadas estão, por exemplo: a construção de uma nova via de acesso ao aeroporto; a implantação de um edifício-garagem; a aquisição de equipamentos de segurança e inspeção de passageiros e bagagens. A concorrência terá lance mínimo fixado em 5,9% da receita bruta da concessão. A Inframerica, atual administradora do aeroporto, é obrigada a participar do leilão. Saiba como funciona a logística das chegadas e partidas do Aeroporto de Brasília Aeroportos regionais como 'contrapartida' Quem vencer o novo leilão terá que investir, como contrapartida, em 10 aeroportos regionais espalhados pelo centro-sul do Brasil. A futura concessionária deverá aportar cerca de R$ 660 milhões na ampliação, manutenção e operação dos terminais de: Juína, Cáceres e Tangará da Serra (MT); Alto Paraíso e São Miguel do Araguaia (GO); Bonito, Dourados e Três Lagoas (MS); Ponta Grossa (PR); Barreiras (BA). Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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Economia

Apple lança iPhone Duo, seu primeiro celular dobrável, e os novos 18 Pro e Pro Max

📅 09/09/2026, 22:05

Apple lança iPhone Duo, seu primeiro celular dobrável, e os novos 18 Pro e Pro Max Big tech também anunciou novos Apple Watches e AirPods 5, além de trazer novidades nas câmeras dos iPhones. Empresa lançou nesta quarta-feira os iPhones 18 Pro e Pro Max, que custarão até R$ 21.990. Também apresentou o iPhone Duo, primeiro celular dobrável da marca, por até R$ 30.990. John Ternus fez sua 1ª apresentação como CEO da empresa; conheça o executivo

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Biocombustível: chuvas atípicas impulsionam preços do etanol mesmo com estoque robusto no mercado paulista, analisa USP
Economia

Biocombustível: chuvas atípicas impulsionam preços do etanol mesmo com estoque robusto no mercado paulista, analisa USP

📅 09/09/2026, 20:55

Cultivo da cana-de-açúcar no interior de São Paulo Claudia Assencio/g1 O clima atípico com maior volume de chuvas do que o previsto desde o fim de agosto, e que se estendeu na primeira semana de setembro de 2026, contribui para a alta nas cotações dos etanóis anidro e hidratado no mercado paulista, apesar dos estoques e safra abundantes. A análise é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq), o campus da USP em Piracicaba (SP), divulgados em boletim desta quarta-feira (9). Em relação ao açúcar, os preços do cristal também seguem subindo no estado de São Paulo, sustentados pela oferta restrita. Leia mais detalhes sobre os derivados da cana-de-açúcar, na reportagem. O litro do etanol hidratado teve trajetória de alta em São Paulo e encerra a primeira semana de setembro na casa dos R$ 2,40. Clique para o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp O relatório mensal do Cepea indica que os preços médios dos etanóis registraram, em agosto, a primeira elevação da temporada 2026/27 no estado de São Paulo. “Na média das semanas cheias deste mês, o valor do hidratado foi de R$ 2,2020/litro, alta de 3,11% frente a julho”, detalhou. Fábrica de etanol da Raízen em Piracicaba (SP) Marcelo Brandt/G1 Etanol O preço do etanol hidratado combustível acumulou sucessivas altas ao longo de agosto e iniciou o mês de setembro em ritmo de valorização no estado de São Paulo. Para o litro de etanol anidro, no mercado spot - com pagamento à vista, o preço médio foi de R$ 2,4750 em agosto deste ano. O valor equivale a aumento de 1,59%. “O avanço estava atrelado à previsão de chuvas em setembro na região Centro-Sul, o que pode gerar paralisações das atividades industriais, além da valorização do açúcar no mercado externo, dado o contexto de preocupação relacionado à possível menor disponibilidade em países produtores”, apontou. Safra de cana-de-açúcar Claudia Assencio/g1 De acordo com o Indicador Semanal Cepea/Esalq, o combustível renovável encerrou a semana de 31 de agosto a 4 de setembro de 2026 cotado a R$ 2,3991 por litro (sem frete e sem impostos), o que representa um avanço de 3,79% em relação ao período anterior. Em dólar, a cotação atingiu US$ 0,4672/litro. “As chuvas recentes nas regiões produtoras de etanol do Centro-Sul provocaram paralisações das atividades e contribuíram para manter a firmeza dos vendedores”, destacou o Centro de Estudos da USP. Sobre a demanda, o levantamento do Cepea aponta que as distribuidoras menores fecharam novas aquisições nos últimos dias, “com as vendas aquecidas de combustíveis na ponta varejista, devido ao feriado do Dia da Independência, em 7 de setembro”, completou. Colheita de cana-de-açúcar no interior paulista demanda três turnos de trabalho Produção de cana no Brasil pode amenizar déficit de açúcar no mundo Agosto de altas nos preços O preço do Anidro iniciou agosto em R$ 2,3091 o litro, o que representou recuo de 0,22%. Mas, o biocombustível engatou altas nas semanas seguintes, variando entre 1,96% e 5,32%, e fechou a primeira semana de setembro a R$ 2,7829 o livro, impulsionado por um salto final de 6,85%. Hidratado Para o etanol hidratado, a maior alta semanal do período ocorreu em meados de agosto. Entre os dias 10 e 14 do mês, o indicador saltou 7,24%, passando de R$ 2,0457/litro, na semana de 3 a 7 de agosto, para R$ 2,1939/litro no período seguinte. Nas semanas seguintes, os preços mantiveram a tendência de elevação: 17 a 21 de agosto: valorização de 2,86%, com preço médio subindo para R$ 2,2566/litro (US$ 0,4352) 24 a 28 de agosto: alta de 2,44%, atingindo R$ 2,3116/litro (US$ 0,4476) 31 de agosto a 04 de setembro: avanço de 3,79%, chegando a R$ 2,3991/litro (US$ 0,4672) Ao comparar o patamar inicial de agosto, de R$ 2,0457, com a primeira semana de setembro, R$ 2,3991, nota-se uma valorização de cerca de 17,27% no período analisado. Produção de açúcar orgânico Reprodução EPTV Açúcar cristal O cenário de oferta restrita também manteve os preços do açúcar cristal am alta. De acordo com o Cepea, dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) “reforçam o quadro de disponibilidade mais limitada, pois, mesmo com o avanço da moagem no Centro-Sul, a diferença foi absorvida pelo etanol, cuja fabricação aumentou. Este descompasso tende a sustentar a restrição da oferta no restante do ciclo”, observou. No cenário externo, o Centro de Estudos indica que os preços do açúcar demerara seguem fortalecidos, devido a projeções de déficit na produção mundial. As cotações do açúcar cristal branco no mercado à vista de São Paulo registraram elevação em agosto. “A oferta mais restrita no Centro-Sul e a postura mais firme das usinas sustentaram os valores, enquanto compradores reduziram o ritmo das aquisições diante da rápida valorização”, concluiu. O Indicador Cepea/Esalq passou de média de R$ 93,02 a saca de 50 kg na primeira semana de agosto para R$ 108,53 a saca no fim do mês. Safra de cana TV TEM/Reprodução Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba

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Lula assina decreto que reduz tributos sobre gasolina e MP que cria subsídio para diesel
Economia

Lula assina decreto que reduz tributos sobre gasolina e MP que cria subsídio para diesel

📅 09/09/2026, 19:30

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (9) um decreto que amplia a subvenção à gasolina de R$ 0,44 por litro, ou seja, reduz os tributos incidentes sobre o combustível neste montante. O decreto também zera os tributos sobre o etanol hidratado, com diminuição de R$ 0,19 por litro. O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, informou em entrevista coletiva que houve um erro na data de vigência do decreto. Diferente do informado anteriormente, a norma vale até 9 de outubro e não 5 de outubro. O petista assinou também uma medida provisória que autoriza uma subvenção de R$ 1 por litro para o diesel. A medida se soma ao subsídio de R$1,12, que vale até o dia 26 de setembro. Preço do barril de petróleo volta a passar de US$ 100 Ou seja, no momento em que as duas medidas estiverem coexistindo, a subvenção alcança o valor de R$ 2,12. As medidas foram anunciadas a menos de um mês da eleição presidencial e em meio à alta do petróleo no mercado internacional. O petróleo do tipo Brent, referência internacional, voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril nesta quarta, após o agravamento dos conflitos no Oriente Médio. Mais de 25% do diesel consumido no Brasil é importado. A subvenção ao diesel será concedida a produtores e importadores que aderirem ao programa. O valor de R$ 1 por litro poderá ser alterado ou interrompido de acordo com as condições do mercado, e o desconto deverá ser repassado ao preço de venda. Na gasolina, a redução de R$ 0,63 por litro é exclusivamente uma redução nos tributos. Ela substitui a subvenção que estava em vigor e termina nesta quarta-feira. Custo das medidas O governo estima arrecadar mais de R$ 10 bilhões em receitas extras com o petróleo neste mês. Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, o valor é mais do que suficiente para compensar a renúncia de R$ 2 bilhões com as medidas para gasolina e etanol. Essa receita adicional será considerada no próximo relatório bimestral de receitas e despesas. No caso da subvenção ao diesel, Ceron afirmou que o gasto extra também será incluído no próximo relatório. Se houver necessidade de fazer ajustes para garantir o cumprimento da meta de resultado primário, o governo poderá recorrer a contingenciamentos. Desde do momento que foram anunciadas, as medidas sobre os combustíveis já custaram R$25 bilhões, segundo os ministros. ➡️Subvenção de R$ 1,12 para o diesel: vigente até 26 de setembro. Custa R$ 5,5 bilhões em um mês. ➡️Nova subvenção de R$ 1 para o diesel: custo estimado em cerca de R$ 5 bilhões em um mês. ➡️Subsídios previstos no decreto: a subvenção de R$ 0,44 na gasolina custou cerca de R$ 1,2 bilhão. A nova desoneração deve ter impacto de cerca de R$ 2 bilhões, somando: R$ 1,2 bilhão referentes aos R$ 0,44; R$ 500 milhões referentes ao adicional de R$ 0,19, que elevou o subsídio da gasolina para R$ 0,63; R$ 300 milhões referentes à desoneração de R$ 0,19 no etanol, que zera os impostos federais sobre o biocombustível. “Não vamos permitir que essa guerra irresponsável chegue no seu bolso e muito menos no prato de comida do povo brasileiro”, afirmou Lula em vídeo divulgado nesta quarta". Lula durante visita à sonda NS-42, da Petrobras, na Margem Equatorial Divulgação/Ricardo Stuckert

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Apple lança iPhone dobrável de R$ 30.999 e web reage; veja memes
Economia

Apple lança iPhone dobrável de R$ 30.999 e web reage; veja memes

📅 09/09/2026, 19:02

iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável A Apple apresentou nesta quarta-feira (9) o iPhone Duo, seu primeiro celular dobrável, além dos novos iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max. A empresa também anunciou os AirPods 5 e novos modelos do Apple Watch. No Brasil, os novos iPhones custarão entre R$ 11.999 e R$ 30.999, dependendo do modelo e da capacidade de armazenamento. O iPhone 18 Pro de 256 GB é o mais barato entre os lançamentos, enquanto o iPhone Duo de 2 TB é o mais caro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Preços do iPhone Duo e da linha iPhone 18 g1 Considerando todas as versões anunciadas, o preço médio dos novos iPhones fica em torno de R$ 19,4 mil. Os preços elevados e o formato dobrável do iPhone Duo, que parte de R$ 21.999 no Brasil, rapidamente viraram alvo de piadas e memes nas redes sociais. Veja alguns deles: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text

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Apple lança o iPhone Duo, primeiro celular dobrável da marca, por até R$ 30.999
Economia

Apple lança o iPhone Duo, primeiro celular dobrável da marca, por até R$ 30.999

📅 09/09/2026, 17:54

iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável A Apple apresentou nesta quarta-feira (9) o iPhone Duo, com preços que partem de R$ 21.999 e vão R$ 30.999, dependendo da capacidade de armazenamento. (veja todos os preços) O modelo é o primeiro dobrável da Apple e marca a entrada da empresa em um segmento já explorado por concorrentes como Samsung e Huawei. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O iPhone Duo segue a proposta de outros celulares dobráveis: uma tela externa de 5,4 polegadas permite acessar praticamente todos os recursos do iOS sem precisar abrir o aparelho. Quando aberto, o aparelho revela uma tela de 7,6 polegadas, pouco menor que a de 8,3 polegadas do iPad Mini. iPhone Duo divulgação/Apple A tela maior amplia a área para assistir a vídeos e oferece recursos extras em aplicativos de terceiros, como o Zoom. Também é possível usar dois aplicativos ao mesmo tempo. Até a chegada do iPhone Duo, o uso de dois aplicativos ao mesmo tempo era restrito aos iPads entre os dispositivos móveis da Apple. O Duo também é o primeiro iPhone compatível com a Apple Pencil, até então disponível apenas para iPads. Para reforçar a estrutura do iPhone Duo, a Apple usou titânio na carcaça. Segundo a empresa, uma textura aplicada à tela interna também ajuda a reduzir o vinco comum em celulares dobráveis. O aparelho tem quatro câmeras: Duas traseiras de 48 megapixels; Uma frontal externa de 12 megapixels; Uma câmera interna, sob a tela, capaz de gravar em Full HD (1080p). Veja abaixo as imagens do novo iPhone Duo: iPhone Duo Diferentemente dos demais iPhones vendidos atualmente pela Apple, o Duo não tem reconhecimento facial nem entrada para chip físico de operadora — o aparelho utiliza apenas o chip virtual, chamado eSIM. No lugar do reconhecimento facial, a autenticação biométrica é feita por um leitor de impressões digitais na lateral do aparelho. O iPhone Duo usa o mesmo chip A20 Pro dos novos iPhones 18 Pro e 18 Pro Max, também lançados nesta quarta-feira. A Apple não informa a capacidade da bateria, mas afirma que o aparelho oferece até 24 horas de uso típico. Segundo a empresa, a autonomia pode chegar a 44 horas usando a tela externa e a 31 horas com a tela interna. Com um carregador de 60 watts ou mais, a bateria pode chegar a 50% da carga em até 20 minutos, segundo a Apple. O iPhone Duo entra em pré-venda no dia 16 de outubro, e as entregas começam em 23 de outubro. Confira os preços do aparelho no Brasil: iPhone Duo (256 GB): R$ 21.999; iPhone Duo (512 GB): R$ 23.499; iPhone Duo (1 TB): R$ 26.499; iPhone Duo (2 TB): R$ 30.999. Veja também os preços do aparelho nos EUA: iPhone Duo (256 GB): US$ 1.999; iPhone Duo (512 GB): US$ 2.199; iPhone Duo (1 TB): US$ 2.599; iPhone Duo (2 TB): US$ 3.199. Rumores já indicavam o iPhone dobrável O iPhone Duo retomou o uso do leitor de impressões digitais (Touch ID) para desbloquear o aparelho. Outros iPhones usam o reconhecimento facial (FaceID). Reprodução Em 2024, o site de tecnologia "The Information" já havia noticiado que a Apple poderia lançar um modelo dobrável em 2026. Na época, o "The Information" afirmou que a Apple buscava fornecedores na Ásia para fabricar componentes do aparelho e havia dado ao projeto o codinome interno V68. Relembre as principais mudanças do iPhone desde o lançamento: 2007: Apple lança o primeiro iPhone com tela multitoque; 2008: iPhone 3G chega com conexão 3G e loja de aplicativos, a App Store; 2011: Siri é lançada oficialmente integrada ao iPhone 4S; 2012: conexão 4G chega ao iPhone 5; 2013: sensor de impressão digital (Touch ID) chega ao iPhone 5S; 2017: iPhone ganha carregamento sem fio, a partir do iPhone 8; 2018: iPhone XS Max chega com a maior tela já usada em um iPhone; 2020: Apple retoma design semelhante ao do iPhone 4 no iPhone 12, que também ganha conexão 5G; 2022: iPhone 14 Pro e Pro Max ganham entalhe interativo na tela, chamado de Ilha Dinâmica (Dynamic Island); 2023: iPhone abandona a conexão própria Lightning e ganha USB-C, já presente em aparelhos Android; 2025: iPhone reformula totalmente o design da linha Pro e Pro Max e lança uma nova categoria: o iPhone Air, um smartphone ultrafino. iPhone Duo branco e preto divulgação/Apple

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Quem é o novo CEO da Apple? John Ternus fez 1ª apresentação como chefe da empresa em evento de lançamento dos novos iPhones
Economia

Quem é o novo CEO da Apple? John Ternus fez 1ª apresentação como chefe da empresa em evento de lançamento dos novos iPhones

📅 09/09/2026, 17:33

John Ternus será novo CEO da Apple Divulgação/Apple John Ternus, de 50 anos, fez sua primeira apresentação de lançamento da Apple como CEO da marca nesta quarta-feira (9). Em sua sede em Cupertino, na Califórnia, o evento em que revela os modelos da linha iPhone 18. Ternus assumiu oficialmente o comando da Apple no ínicio deste mês depois que Tim Cook, que ficou 15 anos à frente da empresa, deixou o cargo e assumiu como novo presidente-executivo do conselho administrativo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Quem é John Ternus Apple anuncia sucessão: Tim Cook deixará comando e John Ternus será novo CEO Ternus entrou na Apple em 2001, na equipe de design de produtos. Em 2013, tornou-se vice-presidente de Engenharia de Hardware e, em 2021, passou a integrar a equipe executiva como vice-presidente sênior da área. Ao longo de sua trajetória na empresa, liderou o desenvolvimento de hardware em diferentes categorias e teve papel central no lançamento de produtos como iPad e AirPods, além de novas gerações de iPhone, Mac e Apple Watch. Segundo a companhia, seu trabalho com a linha Mac contribuiu para tornar os computadores da marca mais potentes e populares ao longo dos 40 anos da categoria. Entre os projetos recentes está o MacBook Neo, voltado a ampliar o acesso aos computadores da Apple. Mais recentemente, sua equipe liderou a reformulação da linha iPhone, com destaque para o iPhone 17 Pro e Pro Max, o iPhone Air, de design mais fino e resistente, e o iPhone 17. John Ternus assume oficialmente como CEO da Apple; conheça o novo comandante da empresa Reprodução/Apple Sob sua liderança, a Apple também desenvolveu melhorias nos AirPods, como avanços no cancelamento de ruído e recursos voltados à saúde auditiva. Ternus também liderou iniciativas para aumentar a durabilidade e a confiabilidade dos produtos, além de mudanças em materiais e no design dos equipamentos para reduzir a pegada de carbono. Entre as medidas estão o uso de alumínio reciclado em diferentes linhas, titânio impresso em 3D no Apple Watch Ultra 3 e mudanças para facilitar o reparo dos dispositivos. Antes de entrar na Apple, Ternus trabalhou como engenheiro mecânico na Virtual Research Systems. Ele é formado em Engenharia Mecânica pela Universidade da Pensilvânia. Salário Agora, como o novo CEO, o executivo terá salário anual de US$ 3 milhões (R$ 15 milhões) e bonificação com valor-alvo de US$ 55 milhões (R$ 280 milhões) durante quatro anos. Ele também recebeu US$ 2,5 milhões (R$ 12,8 milhões) em ações pelo tempo como CEO no ano fiscal de 2026. Os valores foram informados em documentos da Apple para Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) porque a empresa tem ações negociadas na bolsa de valores. Cook ocupava o cargo desde 2011 Em comunicado divulgado em abril deste ano, a empresa informou que a mudança foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração e faz parte de um processo de sucessão planejado ao longo de vários anos. “Amo a Apple com todo o meu ser e sou profundamente grato por ter tido a oportunidade de trabalhar com uma equipe tão engenhosa, inovadora, criativa e profundamente dedicada, que tem demonstrado um compromisso inabalável em enriquecer a vida de nossos clientes e criar os melhores produtos e serviços do mundo”, disse Cook. Cook entrou na Apple em 1998 e assumiu como CEO em 2011, quando Steve Jobs deixou o cargo. Com cerca de 15 anos no comando da companhia, permaneceu mais tempo na função do que o próprio Jobs. À frente da empresa, Cook supervisionou o lançamento de diversos produtos e serviços. Entre eles estão novas categorias de produtos, como Apple Watch, AirPods e Apple Vision Pro, além de serviços como iCloud, Apple Pay, Apple TV e Apple Music. Durante sua gestão, o valor de mercado da Apple saltou de cerca de US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões — uma alta superior a 1.000%. A receita anual quase quadruplicou no período, passando de US$ 108 bilhões no ano fiscal de 2011 para mais de US$ 416 bilhões em 2025. Agora como novo presidente-executivo do conselho administrativo, Cook terá salário de US$ 2 milhões por ano (R$ 10 milhões), além de bonificação com valor-alvo de US$ 45 milhões (R$ 230 milhões) ao longo de quatro anos. CEO da Apple, Tim Cook, mostra novo iPhone 16 JUSTIN SULLIVAN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 50 anos de história Neste ano, a Apple completou 50 anos em meio a uma nova onda de transformações na indústria de tecnologia, impulsionada pela inteligência artificial (IA). O avanço dessa tecnologia aumenta a pressão sobre a Apple para mostrar que ainda é capaz de lançar produtos ou serviços com potencial de provocar mudanças culturais semelhantes às que a própria empresa ajudou a promover ao longo de sua história. A companhia foi fundada em 1º de abril de 1976, na garagem de Steve Jobs, em Cupertino, na Califórnia. Ao lado de Steve Wozniak, Jobs ajudou a popularizar os computadores pessoais e iniciou uma trajetória que transformaria a Apple em uma das empresas mais valiosas do mundo, hoje avaliada em mais de US$ 3,6 trilhões. Ao longo das décadas, a empresa lançou produtos que mudaram a forma como as pessoas usam a tecnologia no dia a dia. 🖥️ O Macintosh, apresentado em 1984, ajudou a tornar os computadores mais acessíveis ao público ao introduzir uma interface baseada em ícones e o uso do mouse. 📱 Anos depois, o iPhone mudaria novamente o mercado ao consolidar o smartphone como centro da vida digital. Desde o lançamento, em 2007, mais de 3,1 bilhões de iPhones foram vendidos, gerando cerca de US$ 2,3 trilhões em receita, segundo dados da Counterpoint Research. Outros produtos, como Mac, iPad e Apple Watch, também ajudaram a consolidar uma base de usuários da marca ao redor do mundo.

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Apple lança primeiro iPhone dobrável e novos 18 Pro e Pro Max; veja as novidades e preços no Brasil
Economia

Apple lança primeiro iPhone dobrável e novos 18 Pro e Pro Max; veja as novidades e preços no Brasil

📅 09/09/2026, 17:00

iPhone Duo: Apple lança seu primeiro celular dobrável A Apple revelou nesta quarta-feira (9), em seu evento anual de lançamentos, o iPhone Duo, o primeiro celular dobrável da marca. A empresa também apresentou os novos iPhone 18 Pro e Pro Max, além dos fones de ouvido AirPods 5 e novas versões dos relógios Apple Watch. O iPhone Duo segue a proposta de outros celulares dobráveis: uma tela externa de 5,4 polegadas permite acessar praticamente todos os recursos do iOS sem precisar abrir o aparelho. Quando aberto, o aparelho revela uma tela de 7,6 polegadas, pouco menor que a do iPad Mini. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a Apple, o uso do iPhone Duo como um tablet oferece tela 80% maior do que a do iPhone 18 Pro e 50% maior do que a do iPhone 18 Pro Max. É o primeiro grande anúncio da empresa sob o comando do novo CEO John Ternus, que substituiu Tim Cook no início de setembro. Preços do iPhone Duo e da linha iPhone 18 g1 LEIA MAIS Quem é o novo CEO da Apple? John Ternus fez 1ª apresentação como chefe da empresa Internet reage com piadas após anúncio de iPhone por R$ 30.999; veja memes iPhone Duo iPhone Duo pode servir como... despertador Reprodução A grande novidade do iPhone Duo sobre outros modelos da Apple é a dobradiça. A empresa diz que o componente tem 100 peças projetadas para oferecer movimento suave na abertura e no fechamento. O modelo tem duas câmeras de 48 megapixels e uma câmera de 12 megapixels na área externa, além de uma câmera para chamadas de vídeo que fica oculta quando não está em uso. A Apple destacou que o iPhone Duo pode oferecer mais produtividade para usuários. Com o espaço da tela interna, o aparelho permite, por exemplo, abrir apresentações e chamadas de vídeo ao mesmo tempo. iPhone Duo branco e preto divulgação/Apple Já a tela externa também consegue mostrar informações rápidas quando o aparelho estiver no modo de espera. Ele pode ser usado como um despertador, um porta-retratos ou uma tela com previsão do tempo, por exemplo. Por conta do novo visual, a Apple retomou o uso do Touch ID, seu leitor de impressões digitais, para desbloquear o aparelho. Nos modelos convencionais do iPhone, a empresa costuma usar apenas o Face ID, de reconhecimento facial, como recurso de biometria. Detalhe da dobradiça do iPhone Duo Reprodução O celular tem acabamento em titânio e proteção Ceramic Shield, que oferecem mais proteção contra quedas. Ele também conta com certificação IP68, que garante resistência a respingos, água e poeira. E, assim como o iPhone Air, modelo compacto lançado em 2025, o iPhone Duo terá suporte apenas para o eSIM, sem uma porta para chips físicos. O iPhone Duo será vendido nas cores chamadas pela Apple de branco-estrela e céu noturno. Ele entrará em pré-venda no Brasil em 16 de outubro e será entregue a partir do dia 23. A empresa informou que os preços partem de R$ 21.999 e vão até R$ 30.999, dependendo da capacidade de armazenamento. Veja abaixo. iPhone Duo (256 GB): R$ 21.999,00 iPhone Duo (512 GB): R$ 23.499,00 iPhone Duo (1 TB): R$ 26.499,00 iPhone Duo (2 TB): R$ 30.999,00 Galerias Relacionadas iPhone 18 Pro e Pro Max iPhone 18 Pro e Pro Max serão vendidos em quatro cores Divulgação Sem as versões "básicas" de gerações anteriores, como o iPhone 17 e o iPhone 17 Plus, os modelos mais baratos da nova geração da Apple são o iPhone 18 Pro e Pro Max. Veja os preços abaixo. iPhone 18 Pro (256 GB): R$ 11.999,00 iPhone 18 Pro (512 GB): R$ 13.499,00 iPhone 18 Pro (1 TB): R$ 16.499,00 iPhone 18 Pro (2 TB): R$ 20.999,00 iPhone 18 Pro Max (256 GB): R$ 12.999,00 iPhone 18 Pro Max (512 GB): R$ 14.499,00 iPhone 18 Pro Max (1 TB): R$ 17.499,00 iPhone 18 Pro Max (2 TB): R$ 21.999,00 Os celulares têm câmera principal de 48 megapixels com abertura variável, que permite controlar a quantidade de luz que entra na lente. A Apple também ampliou o recurso de time-lapse para resolução 4K e facilitou o foco em objetos em movimento. Além disso, o recurso "Estilos Fotográficos" ganhou mais opções de personalização, com controle de textura, detalhes e cores. Animação mostra a lente de abertura variável do iPhone 18 Pro Divulgação Os novos celulares têm a bateria com a maior capacidade da história para um iPhone, segundo a Apple. As versões com suporte somente para eSIM podem chegar a 36 horas de reprodução de vídeo com apenas uma carga. Em ambos, a Apple reduziu a Dynamic Island, a área no topo da tela que mostra informações rápidas. Os modelos também ganharam os novos processadores A20 Pro e uma câmara de vapor que ajuda a evitar o superaquecimento. iPhone 18 Pro Reprodução/Apple Eles serão vendidos em quatro opções de cores — preto, prateado, bordô e glacial —, entrarão em pré-venda em 12 de setembro e serão entregues a partir de 18 de setembro. A Apple também apresentou uma nova versão da assistente Siri, batizada de "Siri AI". Entre as novidades, está um recurso que permite editar o ângulo de fotos feitas com o iPhone 18 Pro e Pro Max. AirPods 5 Novo Apple AirPods 5. Reprodução/Apple A Apple também anunciou os novos fones de ouvido AirPods 5, com cancelamento ativo de ruído. De acordo com a empresa, o modelo consegue reduzir 50% mais ruídos externos em comparação com os AirPods 4. Os fones ganharam uma nova arquitetura acústica, que, segundo a Apple, oferece um som mais rico e detalhado. A empresa também afirma que a mudança torna o Áudio Espacial Personalizado mais imersivo e dinâmico. No Brasil, os AirPods 5 serão vendidos por R$ 1.499, na versão básica, e por R$ 1.699, na versão com estojo de recarga sem fio. Os aparelhos entrarão em pré-venda na próxima sexta-feira (11) e serão entregues a partir de 18 de setembro. Apple Watch Novos Apple Watch Ultra 4 (à esquerda) e Apple Watch Series 12 (à direita) Reprodução Os novos Apple Watch Ultra 4 e Apple Watch Series 12 também foram revelados durante o evento. A empresa anunciou ainda que lançará ainda este ano uma nova versão do aplicativo Saúde, que terá um recurso capaz de mostrar como estão as métricas do usuário em relação à sua idade. Os aparelhos usam o novo processador S11, que permite oferecer novos recursos de áudio. Entre as novidades, estão recursos que permitem recuperar os últimos 15 minutos de conversa e fazer resumos em texto sobre tudo que foi dito ao longo do dia. A empresa disse ainda que desenvolveu os recursos com foco em privacidade e que não cria nem armazena gravações. O áudio bruto usado para gerar os resumos fica inacessível para o sistema operacional, os aplicativos, o usuário ou a Apple. O Apple Watch Series 12 será vendido no Brasil a partir de R$ 5.499, enquanto o Watch Ultra 4 custará R$ 10.499. iPhone 18 Pro Reprodução/Apple A câmera do iPhone 18 Pro permite usar controles profissionais de fotografia para ajustar a imagem Reprodução Mecanismo da câmera de 48 megapixels do iPhone 18 Pro, com abertura variável para controlar a entrada de luz Reprodução Siri AI permite editar o ângulo de fotos no iPhone 18 Pro Reprodução Nova Siri no iPhone 18 Pro Reprodução John Ternus, CEO da Apple Reprodução/Apple

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Brasil pode ficar com até 40% da nova cota de importação de carne bovina dos EUA; entenda
Economia

Brasil pode ficar com até 40% da nova cota de importação de carne bovina dos EUA; entenda

📅 09/09/2026, 16:45

Pará pode sentir efeitos da proibição da exportação de carne bovina para o mercado europeu A nova cota de importação de carne bovina aberta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode garantir ao Brasil até 40% do volume adicional que os americanos pretendem comprar nos próximos 90 dias. A estimativa é que os frigoríficos brasileiros forneçam entre 90 mil e 120 mil toneladas das 300 mil toneladas autorizadas pelo governo americano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A medida anunciada por Trump no mês passado tem como principal objetivo ampliar a oferta de carne nos Estados Unidos e reduzir os preços, principalmente da carne moída usada em hambúrgueres. Agora, com as regras mais claras, o Brasil aparece entre os países com maior potencial para ocupar esse espaço. 🐂 Os Estados Unidos enfrentam uma redução do rebanho bovino, o que diminuiu a oferta de carne e pressionou os preços. Para aumentar a produção local, o governo Trump também lançou medidas de incentivo aos pecuaristas. Como a recuperação do rebanho leva tempo, o país recorre às importações para aumentar a oferta no curto prazo. A avaliação da posição do Brasil neste cenário é de Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado. Segundo ele, o tamanho da indústria brasileira e o número de frigoríficos habilitados a exportar para os Estados Unidos colocam o país em posição favorável na disputa por esse mercado. 🔍 A nova cota, porém, é diferente da regra que já se aplica à carne brasileira. Atualmente, o Brasil participa de uma cota compartilhada de 52,4 mil toneladas para exportar aos Estados Unidos sem tarifa extra. Segundo Iglesias, esse volume foi totalmente utilizado em apenas 15 dias. Depois que essa cota é preenchida, a carne brasileira pode continuar entrando no mercado americano, mas passa a pagar uma tarifa adicional de 26,4%. ➡️ De janeiro a agosto, os Estados Unidos compraram 269,1 mil toneladas de carne bovina brasileira, com receita de US$ 1,74 bilhão. O volume é 28,7% maior que o registrado no mesmo período de 2025. A nova medida de Trump abre, por 90 dias, uma cota adicional de até 300 mil toneladas sem essa cobrança, melhorando as condições de acesso para os países que conseguirem ocupar esse espaço. Brasil tem vantagem na disputa pela nova cota Nem todos os principais fornecedores de carne dos Estados Unidos vão disputar diretamente esse novo espaço. A Argentina, por exemplo, já conta com cotas próprias para o mercado americano. Os mercados que mais exportam carne aos EUA em ordem: Brasil; Austrália; Canadá; México; Nova Zelândia Na avaliação de Iglesias, os concorrentes mais diretos do Brasil nesse volume adicional são o Paraguai e países da América Central. Ainda assim, o Brasil teria vantagem por causa do tamanho de sua indústria e da quantidade de frigoríficos credenciados a exportar para os Estados Unidos. Isso não significa, porém, que as 300 mil toneladas serão divididas entre os países de forma automática. Cada exportador terá de conquistar espaço no mercado, e a capacidade de oferecer o produto ao preço desejado pelos compradores americanos será decisiva. O desafio está no preço da carne O tipo de carne procurado pelos Estados Unidos também pode reduzir o interesse dos frigoríficos brasileiros. A nova demanda está concentrada nos trimmings, pedaços retirados durante o processamento da carcaça e usados, entre outras finalidades, na produção de carne moída, matéria prima para o tradicional hamburguer americano. É justamente nesse ponto que surge uma das dúvidas da indústria: vale a pena destinar esse produto aos Estados Unidos? Como o produto tem menor valor agregado e representa apenas uma parte da carcaça, os frigoríficos precisam avaliar o preço pago pelos americanos, os custos de exportação e o retorno que poderiam obter pelo mesmo animal em outros mercados. Segundo Iglesias, as empresas ainda fazem essas contas. A preocupação é que uma alta excessiva nos preços torne a operação menos atrativa para os compradores americanos e comprometa o objetivo da medida: ampliar a oferta de carne a preços mais baixos.

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EUA acusam empresas chinesas de usar IA americana para acelerar desenvolvimento; China rebate
Economia

EUA acusam empresas chinesas de usar IA americana para acelerar desenvolvimento; China rebate

📅 09/09/2026, 16:16

Agora no g1 O governo dos Estados Unidos acusou nesta terça-feira (8) empresas chinesas de inteligência artificial de usar uma técnica conhecida como destilação para extrair capacidades de modelos americanos e acelerar o desenvolvimento de seus próprios sistemas. Segundo autoridades americanas, empresas como DeepSeek, Alibaba, Moonshot AI e Z.ai realizam esse tipo de operação em escala industrial. A prática teria como alvo modelos desenvolvidos por empresas como Anthropic, OpenAI, Segundo autoridades dos EUA, empresas como DeepSeek, Alibaba e Moonshot AI usam técnica de “destilação” para extrair capacidades de modelos americanos; Pequim diz que prática é comum no setor.e xAI e provavelmente ocorreria com conhecimento do governo chinês. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ➡️ A destilação é uma técnica em que um modelo de inteligência artificial aprende a reproduzir capacidades de outro sistema a partir das respostas que ele gera. O processo pode reduzir o custo e o tempo necessários para desenvolver novos modelos. Para os EUA, porém, as empresas chinesas estariam usando a técnica de forma “agressiva, maliciosa e direcionada”, segundo um comunicado conjunto de autoridades de segurança e inteligência americanas. Donald Trump e Xi Jinping durante encontro em Pequim em 14 de maio de 2026 BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS Os americanos afirmam ainda que a prática pode permitir que empresas chinesas desenvolvam sistemas de IA com menor custo e mais rapidamente. Segundo as autoridades, o uso da técnica também pode contribuir para ampliar capacidades militares e de ataques cibernéticos da China. A acusação ocorre antes de uma série de conversas entre Washington e Pequim. O presidente americano Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping devem se reunir ainda neste mês. Os dois países também planejam discutir riscos relacionados à segurança da inteligência artificial. China rebate O governo chinês rejeitou as acusações. O Ministério do Comércio afirmou que as alegações americanas não têm base factual ou legal e acusou os Estados Unidos de adotarem “dois pesos e duas medidas” para tentar limitar a concorrência chinesa no setor de IA. Segundo o ministério, a destilação é um “método técnico neutro por natureza” e é amplamente utilizada por empresas de inteligência artificial, inclusive nos Estados Unidos. “Se os EUA usarem a repressão à destilação como pretexto para conter ou suprimir empresas chinesas de IA, a China certamente tomará medidas resolutas em resposta”, afirmou a pasta. O Ministério das Relações Exteriores da China também pediu que os Estados Unidos evitem fazer “acusações falsas” e “difamar” o país. “Como grandes potências em inteligência artificial, China e EUA devem fortalecer a cooperação”, disse um porta-voz do ministério. A disputa não é nova. Os Estados Unidos já haviam feito uma acusação semelhante em abril, antes de uma visita de Trump à China. Segundo o comunicado americano divulgado na terça-feira, a destilação não apenas reduz os custos de pesquisa e desenvolvimento das empresas chinesas, mas também pode melhorar capacidades militares e de ciberataque da China. A agência Reuters informou em julho que pesquisadores militares chineses haviam utilizado resultados de modelos avançados de IA dos Estados Unidos para desenvolver sistemas chineses e ampliar capacidades de defesa do país. *Com informações de Reuters e AP

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Nova CNH: STF arquiva ação e permite uso de carro particular no exame de direção
Economia

Nova CNH: STF arquiva ação e permite uso de carro particular no exame de direção

📅 09/09/2026, 15:28

Detran-RJ alerta motoristas de CNH C, D e E sobre exame toxicológico O Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou a ação que questionava a possibilidade de usar carros particulares em aulas práticas e no exame de direção para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Para a ministra Carmen Lúcia, que analisou o caso, antes de chegar a uma discussão sobre a Constituição, seria preciso verificar se a resolução está de acordo com outras leis que tratam do trânsito, como o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Por esse motivo, o STF entendeu que não cabia analisar o pedido naquele processo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A ação havia sido apresentada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL). A entidade questionava o uso de veículos particulares, sem adaptações ou modificações, nas aulas e na prova por considerar que a medida seria incompatível com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O que muda para quem vai tirar a CNH Para o candidato, a decisão não muda o que já estava valendo. Desde dezembro de 2025, é possível fazer aulas práticas e o exame de direção em um carro particular. A resolução permite o uso de veículos destinados à formação de condutores ou eventualmente utilizados para aprendizagem, independentemente de quem seja o proprietário. Também não exige adaptações ou modificações. A medida faz parte das mudanças promovidas pelo Contran na formação de condutores, que também acabaram com a obrigatoriedade de cumprir todas as aulas práticas em autoescolas. A possibilidade de levar um carro particular para as aulas e para a prova, porém, trouxe outra questão: se houver um acidente, o seguro do veículo cobre os danos? E se houver um acidente? A autorização para usar o carro particular não significa que um eventual acidente estará automaticamente coberto pela apólice. Em reportagem publicada pelo g1 em maio, seguradoras consultadas afirmaram que, em geral, não há cobertura para situações em que o veículo é conduzido por uma pessoa sem CNH. A Mapfre afirmou que não há cobertura técnica para condutores não habilitados e que pode haver negativa de indenização caso o proprietário empreste o veículo para a realização da prova prática. A Allianz também informou que, de maneira geral, suas apólices não cobrem acidentes quando o carro é conduzido por uma pessoa não habilitada, inclusive durante o exame para obtenção da CNH. Já a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) afirmou que a análise depende das condições contratadas e do uso informado na apólice. Como a utilização de veículos particulares por candidatos é uma situação nova para o mercado, a entidade recomenda que o proprietário consulte previamente a seguradora ou o corretor. Advogados divergem sobre o tema A interpretação jurídica também não é unânime. Parte dos advogados ouvidos pelo g1 entende que a falta de habilitação pode ser motivo para a negativa da indenização, caso exista uma exclusão prevista no contrato. Outros especialistas avaliam que o candidato que realiza uma prova oficial de direção está em uma situação diferente daquela de uma pessoa que simplesmente dirige sem habilitação. Nesse caso, dizem, é preciso considerar as cláusulas da apólice e as circunstâncias do acidente. Por isso, a recomendação aos proprietários é consultar a seguradora antes de emprestar o veículo e pedir uma resposta formal sobre a existência de cobertura para aulas e exames. LEIA TAMBÉM: Nova CNH: carro particular usado em aulas de direção e prova pode não ter cobertura do seguro Contran aprova novas regras da CNH e acaba com aulas obrigatórias em autoescolas

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Meta começa a testar substituto da checagem de fatos na América Latina
Economia

Meta começa a testar substituto da checagem de fatos na América Latina

📅 09/09/2026, 14:49

Meta inicia testes de um sistema de verificação de informações realizado pela comunidade Jornal Nacional/ Reprodução A Meta anunciou, nesta quarta-feira (9), o início dos testes das Notas da Comunidade em 16 países de língua espanhola da América Latina. A medida é mais um passo para substituir o programa profissional de checagem de fatos que a empresa mantém na região em parceria com organizações especializadas. Inspirado na plataforma X, de Elon Musk, o sistema de colaboração em massa foi criado para substituir a checagem de fatos feita por redações e agências de verificação. A Meta encerrou esse programa nos Estados Unidos no ano passado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Como funcionam as notas de comunidade? As notas de comunidade são uma ferramenta de moderação coletiva de conteúdos. Elas aparecem abaixo de algumas publicações potencialmente enganosas. O X (antigo Twitter) as utiliza desde 2021 e, em 2022, elas foram amplamente implementadas na rede social, comprada pelo bilionário Elon Musk e renomeada como X. As notas são propostas e redigidas por usuários voluntários, que precisam se inscrever previamente, e não são editadas pelas equipes do X. Depois, "outros usuários avaliam se a nota é útil ou não, com base em critérios como a pertinência das fontes e a clareza das informações", explicou à AFP Lionel Kaplan, presidente da agência de criação de conteúdos em redes sociais Dicenda. "Se houver avaliações positivas suficientes, a nota aparecerá abaixo do post, fornecendo informações adicionais", detalhou. As avaliações "levam em conta não apenas o número de colaboradores que classificaram uma publicação como útil ou inútil, mas também se as pessoas que a avaliaram parecem pertencer a diferentes esferas", explica o X em seu site oficial. O princípio é semelhante ao da Wikipédia. "Nós nos baseamos nos usuários mais ativos de uma rede social ou plataforma para aumentar a qualidade dos conteúdos", acrescentou Kaplan. A Meta, que anunciou que seu programa de notas será similar ao da X, considera o sistema "menos parcial" do que o fact-checking.

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Governo destina R$ 6,6 bilhões em subsídios à produção e importação de combustíveis; guerra no Oriente Médio elevou preços
Economia

Governo destina R$ 6,6 bilhões em subsídios à produção e importação de combustíveis; guerra no Oriente Médio elevou preços

📅 09/09/2026, 14:41

O governo federal publicou nesta quarta-feira (9) uma Medida Provisória no "Diário Oficial da União" que autoriza gastos de R$ 6,6 bilhões para manter subsídios à produção e importação de combustíveis por conta da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã – que tem pressionado os preços. A maior parte dos recursos (R$ 5,6 bilhões) irá para a subvenção à produção e importação de óleo diesel. Outro R$ 1 bilhão cita subsídios a combustíveis derivados de petróleo, incluindo a gasolina. Os recursos foram liberados por meio de crédito extraordinário, ou seja, estão fora dos limites de despesas do arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas. Segundo o governo, a medida funciona como uma espécie de “cashback” para compensar a retomada da cobrança dos tributos federais sobre o diesel. Agora no g1 Os subsídios de que tratam a Medida Provisória foram instituídos em maio deste ano. Para o óleo diesel, a subvenção é de R$ 1,12 por litro, concedido aos produtores e importadores do combustível e, para a gasolina, é de R$ 0,44 por litro. A MP não fixa prazo para o encerramento dos subsídios, pois trata apenas da liberação de recursos. No caso do diesel rodoviário, a subvenção vale até 31 de dezembro de 2026. Preço da gasolina sobe e chega a R$ 6,39 em postos do Piauí Divulgação

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Operação nacional resgata quase 500 trabalhadores em situação análoga à escravidão em agosto
Economia

Operação nacional resgata quase 500 trabalhadores em situação análoga à escravidão em agosto

📅 09/09/2026, 14:00

Wellyngton Souza/Sesp-MT A Operação Resgate VI, força-tarefa nacional de combate ao trabalho análogo à escravidão e ao tráfico de pessoas, resgatou 479 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão durante ações realizadas em agosto em todo o país. Entre os trabalhadores resgatados, 404 eram homens (84,4%) e 75, mulheres (15,6%). Além disso, a operação identificou 15 crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. Desse total, 13 também estavam submetidos a condições análogas à escravidão. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Também foram identificados 66 trabalhadores migrantes de países como Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Burkina Faso, Senegal e Guiné-Bissau. A operação ocorreu entre 1º e 31 de agosto e realizou 231 ações de fiscalização. A força-tarefa foi coordenada por auditores-fiscais da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Ministério Público Federal (MPF), da Defensoria Pública da União (DPU) e da Polícia Federal (PF). Agora no g1 A operação ocorreu em 19 estados brasileiros. Minas Gerais concentrou o maior número de resgates, com 208 trabalhadores, o equivalente a 43,4% do total. Em seguida aparecem São Paulo, com 58 (12,1%); Amazonas, com 42 (8,8%); Piauí, com 40 (8,4%); e Rio Grande do Norte, com 37 (7,7%). Por região, o Sudeste concentrou 267 trabalhadores resgatados (55,7%), seguido pelo Nordeste, com 135 (28,1%); Norte, com 53 (10,5%); Sul, com 15 (3,6%); e Centro-Oeste, com 9 (1,9%). Sozinho, Minas Gerais respondeu por quase metade dos trabalhadores encontrados pelas equipes de fiscalização. Veja abaixo os dez municípios onde ocorreram mais resgates. Operação Resgate VI Arte g1 Maioria dos casos no meio rural As fiscalizações se concentraram principalmente em atividades rurais, que representaram 61% das ações. Nesse segmento, 292 trabalhadores foram encontrados em condições análogas à escravidão. As atividades urbanas corresponderam a 37,2% das fiscalizações e resultaram no resgate de 178 trabalhadores. No trabalho doméstico, 14 empregadores foram fiscalizados e 9 trabalhadores foram resgatados. A construção civil foi a atividade com o maior número de trabalhadores resgatados, com 85 casos, seguida pelo cultivo de café, com 53. Também houve 47 resgates no cultivo de cebola e 44 no de batata. Outros 43 trabalhadores foram resgatados em atividades agrícolas temporárias não especificadas. Na coleta de produtos não madeireiros em florestas nativas, foram registrados 29 resgates. Segundo o levantamento, os casos de trabalho análogo à escravidão se concentraram principalmente em atividades ligadas à produção agrícola e ao extrativismo. Mais de R$ 1,4 milhão em verbas trabalhistas Os empregadores flagrados foram obrigados a interromper as atividades, rescindir os contratos dos trabalhadores e formalizar retroativamente os vínculos de emprego. Também tiveram de pagar verbas trabalhistas e rescisórias. Até o momento, foram pagos R$ 1,47 milhão em verbas rescisórias aos trabalhadores. Já o valor total estimado dessas verbas chega a R$ 3,29 milhões. Também foram contabilizados R$ 675,5 mil em indenizações por danos morais individuais e R$ 455,5 mil por danos morais coletivos. Ao todo, foram firmados três Termos de Ajustamento de Conduta (TACs), e quatro ações civis públicas (ACPs) estão em fase de ajuizamento. Os trabalhadores resgatados também receberam o seguro-desemprego especial destinado a pessoas retiradas de condições análogas à escravidão. O benefício corresponde a seis parcelas de um salário mínimo cada. Além dos casos de trabalho análogo à escravidão, a operação identificou outras irregularidades trabalhistas. Cerca de 1.836 autos de infração deverão ser emitidos por problemas como trabalho infantil, falta de registro em carteira e descumprimento de normas de saúde e segurança. As fiscalizações também resultaram em 28 interdições ou embargos de atividades consideradas de risco grave e iminente à saúde e à integridade física dos trabalhadores. Ao todo, 1.192 trabalhadores foram encontrados sem registro formal de trabalho. Realizada desde 2021, a Operação Resgate reúne diferentes órgãos públicos para identificar e interromper situações de trabalho análogo à escravidão, proteger as vítimas e adotar medidas trabalhistas, administrativas, civis e criminais contra os responsáveis. A Operação Resgate VI, realizada em 2026, foi a maior desde o início da série histórica, em 2021, com 479 trabalhadores resgatados. O número é 230,3% superior ao registrado na primeira edição, quando 145 trabalhadores foram retirados de condições análogas à escravidão. Comparativo de trabalhadores resgatados: 2021 — I edição: 145 trabalhadores 2022 — II edição: 337 trabalhadores (+132,4% em relação a 2021) 2023 — III edição: 532 trabalhadores (+57,9% em relação a 2022) 2024 — IV edição: 594 trabalhadores (+11,7% em relação a 2023) — recorde até então 2025 — V edição: 215 trabalhadores (-63,8% em relação a 2024) 2026 — VI edição: 479 trabalhadores (+123,0% em relação a 2025) e +230,3% em relação a 2021 Em números absolutos, 2026 fica atrás apenas de 2024 (594) e 2023 (532), mas representa a terceira maior edição da série e a maior desde o início do levantamento, em 2021. Vale lembrar que, apesar do recorde de trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão nesta edição, o número poderia ser ainda maior se houvesse mais auditores-fiscais do trabalho em atividade. O Brasil enfrenta um déficit histórico e estrutural desses profissionais: atualmente, são cerca de 2,8 mil auditores na ativa, enquanto recomendações internacionais e estudos apontam a necessidade de pelo menos 5,5 mil servidores. (entenda) O que é trabalho análogo à escravidão? O Código Penal define como trabalho análogo à escravidão aquele que é "caracterizado pela submissão de alguém a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou seu preposto". Todo trabalhador resgatado por um auditor-fiscal do trabalho tem direito ao Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado (SDTR), pago em três parcelas de um salário mínimo cada. O benefício, somado aos direitos trabalhistas cobrados dos empregadores, busca oferecer condições mínimas para que as vítimas possam reconstruir a vida após uma grave violação de direitos. A pessoa resgatada também é encaminhada à rede de assistência social, onde recebe acolhimento e orientação sobre as políticas públicas mais adequadas às suas necessidades. ⚠️ Como denunciar Existe um canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão: o Sistema Ipê, disponível pela internet. Não é necessário se identificar. Basta acessar a plataforma e informar o maior número possível de detalhes sobre o caso. A partir da denúncia, os fiscais analisam as informações para verificar se há indícios de trabalho análogo à escravidão e avaliar a necessidade de uma ação no local.A Operação Resgate VI resgatou 479 trabalhadores em condições análogas à escravidão durante ações realizadas em agosto, em 19 estados.

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Etanol do posto pode receber corante verde e gosto amargo para não ser usado em bebidas falsas
Economia

Etanol do posto pode receber corante verde e gosto amargo para não ser usado em bebidas falsas

📅 09/09/2026, 13:48

Carro abastece com etanol hidratado em posto de combustíveis. Divulgação / GM A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou em setembro um estudo que propõe mudanças na composição do etanol hidratado combustível para dificultar seu uso irregular na fabricação clandestina de bebidas. Existem duas iniciativas: uma de caráter provisório, já em 2027, e outra que seria definitiva, que precisa de mais avaliações. Elas surgiram após os casos de mortes causadas por bebidas alcoólicas adulteradas em 2025. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A solução considerada definitiva, apontada no estudo, é a adição obrigatória de benzoato de denatônio ao combustível. A substância tem sabor extremamente amargo e, segundo a avaliação da agência, poderia ser percebida por consumidores caso o etanol fosse usado na adulteração de bebidas. Governo aumenta etanol na gasolina para 32%; veja quais carros serão afetados A adoção da medida, no entanto, ainda depende de testes de viabilidade. A ANP pretende avaliar se a substância pode provocar impactos relevantes nos componentes dos veículos ou nas emissões dos motores. O benzoato de denatônio já é utilizado em diferentes produtos, como itens de higiene e limpeza, justamente para diferenciá-los de bebidas alcoólicas. Segundo o estudo, porém, não há precedentes de sua utilização em etanol destinado ao uso em motores. Por causa da necessidade dos testes mecânicos, ainda não há prazo para a implementação da solução do "gosto amargo". Enquanto isso, a ANP propõe uma medida provisória: a adição obrigatória de corante verde ao etanol hidratado combustível nas usinas. Para colocar essa regra em vigor, a agência terá de revisar a legislação. O processo de revisão começa imediatamente e prevê etapas como: Análise de impacto regulatório ou elaboração de Nota Técnica de Regulação; Consulta e audiência públicas; Votação pela Diretoria Colegiada da ANP. A previsão é que a norma revisada estabeleça um período de transição para que as usinas os possam se adaptar. A expectativa da ANP é implementar a medida ainda em 2027. O estudo foi realizado após diretrizes do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e do Tribunal de Contas da União (TCU). A avaliação incluiu reuniões com produtores de etanol, distribuidores de combustíveis líquidos, fornecedores de corantes, empresas de inspeção da qualidade, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e Câmara Setorial da Cachaça do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Também foram realizados testes físico-químicos no Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas da ANP (CPT), além da análise de outros estudos. A medida atende à Resolução CNPE, que determinou que a ANP realizasse estudos para prevenir o desvio de etanol hidratado combustível para a fabricação clandestina de bebidas, como ocorreu no Brasil em 2025 com pessoas intoxicadas por metanol. O que acontece no corpo nas primeiras 12, 24 e 48 horas após beber metanol O trabalho também atende a uma recomendação do TCU, resultado de auditoria sobre a prevenção e repressão à adulteração de bebidas alcoólicas e os riscos à saúde da população. No começo de setembro, o relatório foi encaminhado ao Ministério de Minas e Energia, que preside o CNPE, e ao TCU. Anfavea recomenda testes A reportagem do g1 entrou em contato com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que declarou em nota que, por "não haver um histórico representativo de uso e aplicação da substância desnaturante “benzoato de denatônio” em etanol combustível, não dispomos de uma base técnica que permita avaliar seu impacto nos sistemas de alimentação e de escape dos motores de combustão interna. Entendemos que o mais prudente seria estabelecer um programa de validação que contemplasse avaliações por meio de ensaios de durabilidade e de emissões. O ideal é que, tanto para a finalidade desnaturante quanto para a aplicação de corantes, sejam consideradas substâncias isentas de metais, a fim de evitar qualquer tipo de contaminação ou envenenamento do catalisador".

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Uber libera vídeo ao vivo para pais em viagens de filhos adolescentes; veja como vai funcionar
Economia

Uber libera vídeo ao vivo para pais em viagens de filhos adolescentes; veja como vai funcionar

📅 09/09/2026, 13:00

Transmissão de vídeo ao vivo em viagens da Uber para adolescentes Divulgação/Uber A Uber anunciou nesta quarta-feira (9) que seu aplicativo terá transmissão de vídeo ao vivo para pais e responsáveis por adolescentes acompanharem as viagens dos jovens na plataforma. Com a atualização, os adultos poderão acompanhar o que acontece no interior do veículo por meio da câmera do celular do motorista parceiro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O recurso será liberado gradualmente nos próximos dias em viagens feitas na modalidade "Uber conta Teens", voltada para transportar usuários de 12 a 17 anos com supervisão dos responsáveis. Segundo a Uber, a transmissão de vídeo ao vivo está sujeita às condições técnicas do celular do motorista e da habilitação do recurso. Agora no g1 No início da viagem, o aplicativo informará pais ou responsáveis sobre a opção de assistir o vídeo ao vivo da corrida. Apenas os adultos terão acesso à gravação das corridas. No fim da corrida, a Uber encerra a gravação e armazena o arquivo de forma criptografada, mantendo o material para eventuais registros de incidentes durante a viagem. A Uber informou que as viagens com adolescentes são feitas pelos motoristas mais experientes e têm os demais recursos de segurança disponíveis nas corridas para adultos, como o compartilhamento de rota e o monitoramento contra mudanças indevidas no trajeto. Responsáveis por adolescentes mulheres também podem solicitar corridas com motoristas mulheres, assim como acontece nas viagens feitas por passageiras adultas. A modalidade de viagens da Uber para adolescentes pode ser configurada após criar um perfil familiar no aplicativo. Para isso, basta clicar em "Conta", selecionar "Família" e seguir os passos indicados pela plataforma.

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Dólar fecha em alta com petróleo acima de US$ 100; Ibovespa cai com cenário político no foco
Economia

Dólar fecha em alta com petróleo acima de US$ 100; Ibovespa cai com cenário político no foco

📅 09/09/2026, 12:00

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta nesta quarta-feira (9), com um avanço de 0,51%, cotado a R$ 5,1116. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,93%, aos 185.629 pontos. O mercado acompanhou a nova alta do petróleo, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, e seus possíveis efeitos sobre o cenário externo e o câmbio. No Brasil, o foco ficou sobre o cenário político e eleitoral, que segue no radar dos investidores e influenciou o desempenho da bolsa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Em meio às tensões no Oriente Médio, o petróleo voltou a ultrapassar os US$ 100 pela primeira vez desde 24 de julho, após o exército americano destruir cinco petroleiros iranianos em retaliação a uma tentativa de ataque a um navio de guerra dos EUA. A piora do conflito levantou novamente preocupações com a oferta global de petróleo. No fechamento do dia, o barril do Brent, referência internacional, subiu 3,36%, cotado a US$ 101,21. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançou 3,25%, a US$ 96,05 o barril. ▶️ O cenário também trouxe preocupações com a inflação global. Em meio às incertezas sobre a durabilidade do conflito, investidores passaram a precificar 60% de chance de uma nova alta de juros nos Estados Unidos neste mês, segundo o CME Group. A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. ▶️ Por fim, o mercado também seguiu atento ao cenário político e eleitoral brasileiro. Investidores acompanham de perto a situação no Supremo Tribunal Federal (STF) e seus potenciais reflexos nas eleições presidenciais. Nesta quarta, o ministro do STF, Flavio Dino, determinou a reintegração imediata de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) e de Leandro Almada da Costa à chefia da Diretoria de Inteligência Policial da corporação. Entenda. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,36%; Acumulado do mês: -1,31%; Acumulado do ano: -6,87%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,25%; Acumulado do mês: +4,62%; Acumulado do ano: +15,20%. Petróleo volta a ultrapassar US$ 100 O petróleo voltou a superar os US$ 100 nesta quarta-feira (9), em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. É a primeira vez em mais de um mês que a commodity atinge esse patamar. A alta dos preços da commodity no mercado internacional acompanha o aumento das preocupações com o fluxo de petróleo no Oriente Médio. O conflito entre os Estados Unidos e o Irã já dura seis meses. Nesta semana, ataques dos Houthis, grupo apoiado pelo Irã, atingiram instalações de energia na Arábia Saudita e provocaram incêndios em estruturas ligadas à produção de petróleo. Os ataques dos Houthis podem ameaçar os embarques de petróleo pelo Mar Vermelho, que se tornou uma importante rota alternativa ao Estreito de Ormuz. Antes da guerra, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo passava pelo estreito, cujo fluxo foi severamente reduzido desde o início do conflito. Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação em território saudita, sinalizando uma nova escalada da guerra. Além disso, na véspera, vários navios petroleiros iranianos ligados à Guarda Revolucionária foram atacados pelos Estados Unidos. Segundo autoridades americanas, a ofensiva foi uma retaliação a uma tentativa do Irã de atingir um navio da Marinha do país. O aumento das tensões volta a levantar preocupações sobre a oferta global da commodity, com vários bancos já elevado suas projeções para o preço do petróleo no mercado internacional. Caso essa estimativa se confirme, a expectativa é que a alta do petróleo provoque novos aumentos nos custos de energia e pressione a inflação global. Isso poderia levar bancos centrais de diversos países a manter ou elevar as taxas de juros. Cenário político e eleitoral O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (9) a imediata reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) e de Leandro Almada da Costa à chefia da Diretoria de Inteligência Policial da corporação. A decisão atende a um pedido formulado por Andrei Rodrigues dentro de um processo que já estava tramitando no STF e ocorre um dia depois de o ministro André Mendonça determinar o afastamento dos servidores. O magistrado determinou ainda que os dois oficiais fiquem protegidos contra novas medidas cautelares motivadas pelo regular cumprimento de ordens judiciais. Dino é relator de um inquérito que investiga o repasse de emendas parlamentares federais a uma produtora responsável por produzir a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, o filme "Dark Horse". O ministro do STF disse que já havia autorizado a Polícia Federal a acessar a íntegra dos materiais apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo em uma investigação sobre emendas parlamentares destinadas a empresas supostamente responsáveis pela produção do filme. Ao acolher o pedido, o relator ponderou que o afastamento determinado por André Mendonça prejudica diretamente o andamento dessa e de outras apurações urgentes sob sua relatoria. 🔎 Andrei Rodrigues sustentou ao Supremo que a sua saída do cargo de diretor-geral interfere na organização da equipe responsável pelas investigações, retarda o acesso ao material disponibilizado e compromete a atuação célere da corporação. Dino também ressaltou que a decisão de Mendonça foi tomada a partir de um pedido do Partido Novo, o que considerou juridicamente inviável. Veja mais detalhes aqui. A decisão volta a jogar luz no cenário político, uma vez que Mendonça está no centro de uma disputa com o ministro do STF Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito do Banco Master. Moraes, por sua vez, é um dos principais alvos de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa eleitoral com Lula (PT). Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam em baixa nesta quarta-feira, enquanto investidores monitoravam a nova alta dos preços do petróleo. O Dow Jones recuou 0,76%, o S&P 500 perdeu 0,47% e o Nasdaq Composite caiu 0,62%. O dia também foi negativo na Europa, com índices caindo para as mínimas em mais de um mês em meio às tensões no Oriente Médio. O índice pan-europeu STOXX 600 teve queda de 1,4%, aos 640,41 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 1,66%, enquanto o CAC-40, da França, teve perdas de 1,94% e o FTSE 100, do Reino Unido, tinha desvalorizou 1,31%. Na Ásia, as ações chinesas registraram leve alta nesta quarta-feira, enquanto as de Hong Kong permaneceram estáveis, à medida que os dados mais recentes sobre a inflação local destacaram uma recuperação econômica desigual. Tanto o SSEC, índice de Xangai, quanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, subiram 0,30%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,20%. Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, teve perdas de 0,19%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 1,40%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Dado Ruvic/ Reuters

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Messi acerta compra de time da 2ª divisão da Espanha e amplia negócios no futebol
Economia

Messi acerta compra de time da 2ª divisão da Espanha e amplia negócios no futebol

📅 09/09/2026, 11:30

Messi se aposenta da seleção argentina O astro argentino Lionel Messi chegou a um acordo de princípio para comprar o C.D. Eldense, clube da segunda divisão espanhola, e ampliar seus negócios no futebol. O jogador de 39 anos está perto de adquirir 100% das ações da equipe. O atacante do Inter Miami está perto de concluir a compra de 100% das ações atualmente detidas pelo grupo colombiano de investimentos TH Soluciones Group S.A.S., acionista majoritário do clube. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Aos 39 anos, Messi está prestes a assumir o controle de seu segundo clube na Espanha. Em abril deste ano, o argentino comprou o UE Cornellà, da quinta divisão espanhola. Compra ainda depende de aprovação Apesar do acordo, a operação ainda não foi concluída. Segundo o Eldense, faltam procedimentos legais e contratuais, incluindo a conclusão da diligência, além da autorização obrigatória do Conselho Superior de Esportes da Espanha (CSD). O clube informou à Reuters que ainda não há uma data definida para a conclusão da negociação. O TH Soluciones Group também foi procurado para comentar. Messi também terá participação no Inter Miami O argentino também deve receber uma participação no Inter Miami, seu atual clube, quando seu contrato como jogador chegar ao fim. O Eldense é atualmente o 20º colocado da Segunda Divisão espanhola. O clube foi adquirido pelo TH Soluciones Group em outubro do ano passado e chegou à segunda divisão depois de passar anos nas divisões regionais do futebol espanhol.

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Petróleo supera US$ 100 pela primeira vez em mais de um mês com aumento das tensões no Oriente Médio
Economia

Petróleo supera US$ 100 pela primeira vez em mais de um mês com aumento das tensões no Oriente Médio

📅 09/09/2026, 11:21

Petróleo volta a superar US$ 100 com escalada das tensões no Oriente Médio Maryorin Mendez/AFP O petróleo voltou a superar os US$ 100 nesta quarta-feira (9), em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. É a primeira vez em mais de um mês que a commodity atinge esse patamar. Perto das 11h, o petróleo do tipo Brent, referência internacional, subia 2,63%, cotado a US$ 100,50 por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, tinha alta de 2,77% no mesmo horário, a US$ 95,61 o barril. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A alta dos preços da commodity no mercado internacional acompanha o aumento das preocupações com o fluxo de petróleo no Oriente Médio. O conflito entre os EUA e o Irã já dura seis meses. Nesta semana, ataques dos Houthis, apoiados pelo Irã, atingiram instalações de energia sauditas e provocaram incêndios em estruturas ligadas à produção de petróleo. Agora no g1 Os ataques dos Houthis podem ameaçar os embarques de petróleo pelo Mar Vermelho, que se tornou uma importante rota alternativa ao Estreito de Ormuz. Antes da guerra, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo passava pelo estreito, cujo fluxo foi severamente reduzido desde o início do conflito. Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação em território saudita, sinalizando uma nova escalada do conflito. De acordo com o Ministério da Energia da Arábia Saudita, algumas instalações no sul do país foram atingidas e tiveram as operações suspensas. Equipes de bombeiros e de emergência foram mobilizadas para controlar os incêndios e avaliar os danos. "As autoridades competentes estão lidando com as repercussões dos ataques", afirmou o ministério em comunicado. Segundo a pasta, serão adotadas medidas para garantir a segurança dos trabalhadores e a continuidade das operações. Já na véspera, vários navios petroleiros iranianos ligados à Guarda Revolucionária foram atacados pelos EUA. Segundo autoridades americanas, a ofensiva foi uma retaliação a uma tentativa do Irã de atingir um navio da Marinha do país. De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos, cinco embarcações foram destruídas. Com a escalada das tensões no Oriente Médio, bancos como Goldman Sachs, Bank of America e HSBC elevaram suas projeções para o preço do petróleo. Caso essa estimativa se confirme, a expectativa é que a alta do petróleo provoque novos aumentos nos custos de energia e pressione a inflação global. Isso poderia levar bancos centrais de diversos países a manter ou elevar as taxas de juros. Na semana anterior à retomada dos combates, encerrada em 30 de agosto, entre 8 milhões e 9 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) passaram pelo Estreito de Ormuz, o dobro do registrado na semana anterior, segundo o economista-chefe da Rystad Energy, Claudio Galimberti, em informações divulgadas pela Reuters. Mais recentemente, esse volume caiu para menos de 2 milhões de bpd. Embora produtores de petróleo fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), como Estados Unidos, Canadá e Guiana, tenham aumentado a produção, a Agência Internacional de Energia (AIE) afirmou no mês passado esperar que a oferta global da commodity caia 4,3 milhões de barris por dia neste ano, o equivalente a cerca de 4%.

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Ex-pesquisador da OpenAI e da Anthropic acusa empresas de 'brincar com vidas'
Economia

Ex-pesquisador da OpenAI e da Anthropic acusa empresas de 'brincar com vidas'

📅 09/09/2026, 11:00

O pesquisador de inteligência artificial Jacob Coxon X/Reprodução Um pesquisador de inteligência artificial que deixou a OpenAI para trabalhar na Anthropic, por considerá-la mais prudente, abandonou a indústria na terça-feira (8) e acusou as duas empresas dos Estados Unidos de "brincar com as nossas vidas". Jacob Coxon, um britânico de 27 anos, trabalhou nos últimos três anos com pré-treinamento, a etapa em que os modelos de IA absorvem grandes quantidades de informação, primeiro na OpenAI e depois, neste ano, em sua maior rival, a Anthropic. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "Nenhuma das empresas está agindo de forma responsável. Elas estão correndo diretamente em direção a uma superinteligência capaz de se aprimorar sozinha e estão apostando com nossas vidas", escreveu Coxon na rede social X. "As pessoas que estão construindo a IA acreditam sinceramente que ela pode matar todos até o fim da década. Isto não é uma jogada de marketing", acrescentou Coxon. A saída do pesquisador acontece no momento em que a Anthropic se prepara para abrir capital na Bolsa. Procuradas pela AFP, nenhuma das duas empresas respondeu até o momento. Agora no g1 Contudo, Evan Hubinger, diretor de segurança na Anthropic, deu razão a Coxon no X: "Nós realmente acreditamos que a IA pode matar seres humanos". Em caráter pessoal, ele calculou o risco em "mais de 10%" dentro da próxima década. Líderes do setor dizem acreditar que a indústria se aproxima do chamado "autoaperfeiçoamento recursivo", uma etapa em que sistemas de IA poderiam projetar e treinar a próxima geração de IA com pouca participação humana. Segundo Coxon, nenhuma empresa pode desenvolver de maneira responsável uma IA que supere os humanos sem intervenção governamental ou uma desaceleração coordenada. "Na Anthropic, eles compreendem bem o que está em jogo, mas estão presos em uma corrida para chegar lá primeiro - acreditam que ninguém mais atuará de forma responsável, então precisam fazer isso eles mesmos, apesar do risco", afirmou. Em fevereiro, a Anthropic retirou de sua carta de segurança o compromisso de suspender o desenvolvimento de seus modelos caso não conseguisse controlar os riscos. No fim de julho, mais de mil funcionários do setor, incluindo o CEO da Anthropic, Dario Amodei, pediram a Washington que preparasse um mecanismo de freio. No domingo, o diretor científico da OpenAI, Jakub Pachocki, escreveu que "o momento atual exige extrema cautela" e coordenação internacional. OpenAI e Anthropic Reuters/Dado Ruvic/Illustration

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Indústrias e grandes empresas vão investir R$ 1,1 bi em expansão e novos negócios em São Mateus
Economia

Indústrias e grandes empresas vão investir R$ 1,1 bi em expansão e novos negócios em São Mateus

📅 09/09/2026, 07:00

20 empresas devem atrair R$ 1,1 bi em investimentos privados para São Mateus A cidade de São Mateus, no Norte do Espírito Santo, se prepara para receber mais de R$ 1,1 bilhão em investimentos. São mais de novas 20 empresas que vão se instalar no polo industrial que existe no município, com expectativa de gerar mais de mil empregos diretos. Os investimentos privados preveem a expansão e abertura de novos negócios na região, especialmente voltados para o setor industrial. O anúncio foi feito pela prefeitura no último sábado (5). 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp De acordo com a administração municipal, o movimento busca consolidar a cidade como um dos principais motores econômicos do Espírito Santo, abrangendo setores estratégicos como logística, infraestrutura, indústria pesada e energia. No anúncio, a prefeitura detalhou a distribuição dos recursos e destacou a preparação da cidade para o novo ciclo de crescimento, conforme as diretrizes apresentadas pelas autoridades locais. Indústrias na cidade de São Mateus, Norte do Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta O que disseram as autoridades O Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Hassan Resende, destacou o impacto direto do anúncio para a população local. Segundo ele, a chegada das empresas representa um marco para o Polo Industrial. “Vamos anunciar a chegada de mais de 20 novas empresas ao nosso Polo Industrial, com mais de 1 bilhão de reais em investimentos privados e a geração de mais de mil empregos diretos para o povo mateense.” Já o prefeito Marcus Batista reforçou que o plano faz parte de um compromisso de gestão focado na vocação econômica da região e no cumprimento de metas estabelecidas. “Sempre acreditei na vocação industrial de São Mateus. Vamos investir em capacitação e infraestrutura para garantir mais oportunidade e futuro”. LEIA TAMBÉM: ES vai ganhar polo logístico do agronegócio com aeroporto e galpões para café, pimenta e fertilizantes Moradores fazem força-tarefa para encontrar trabalhador que perdeu salário do mês no meio da rua em cidade no ES; veja VÍDEO Investimento em capacitação profissional Para assegurar que as novas vagas sejam preenchidas prioritariamente por moradores de São Mateus, a administração confirmou o aporte de R$ 82 milhões destinados à capacitação profissional em massa. O objetivo é qualificar a mão de obra local para atender às exigências técnicas das indústrias que iniciam operação. O montante será investido por meio de parcerias com entidades de formação técnica, sendo R$ 62 milhões para o Sistema FINDES (SESI/SENAI) e R$ 20 milhões para o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). Veja detalhes dos investimentos Os investimentos de R$ 1,1 bilhão foram organizados em quatro eixos principais, que abrangem desde a melhoria da logística urbana até a expansão de grandes plantas industriais já consolidadas. Veja os detalhes: Infraestrutura Eixo focado na melhoria da malha viária e no fornecimento de insumos básicos para a operação industrial. Ecovias: R$ 50 milhões ES Gás: R$ 10 milhões Lançamentos Novos empreendimentos, fontes de energia e centros de distribuição que iniciam seus projetos no município. Termelétrica Urca: R$ 350 milhões Hidrelétrica Santa Maria: R$ 60 milhões CD Mercado Livre: R$ 32 milhões Pedreira São Vicente: R$ 20 milhões Biopetro: R$ 15 milhões CD Shopee: R$ 10 milhões Consigaz: R$ 10 milhões Pneuvix: R$ 8 milhões Recicla: R$ 6 milhões GTK Pré-Moldados: R$ 5 milhões Biomarca: R$ 2 milhões Inaugurações Empresas em fase final de instalação com início de atividades previsto para o curto prazo. Technobrass: R$ 100 milhões Carnes Nobres: R$ 60 milhões Enpex: R$ 30 milhões NBS Petróleo: R$ 18 milhões CBF: R$ 8 milhões Expansão Unidades industriais já estabelecidas que estão ampliando sua capacidade produtiva e logística. Marcopolo: R$ 260 milhões Café Duarte: R$ 10 milhões Oxford: R$ 6 milhões A diversidade desses setores — que incluem energia renovável, logística de e-commerce e a gigante automotiva Marcopolo — fortalece a posição de São Mateus como um hub logístico estratégico no Norte do Espírito Santo. Impacto Econômico e Perspectivas A administração municipal projeta que o conjunto de aportes terá um efeito multiplicador na economia da cidade. Além das mais de mil vagas diretas, a expectativa é que a movimentação gere milhares de empregos indiretos, aquecendo o comércio local e o setor de serviços. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

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Economia

Infestação de mosca-do-estábulo provoca mortes de animais e causa prejuízos a pecuaristas em SP

📅 09/09/2026, 06:00

Rebanho sofre com o ataque da mosca do estábulo Pecuaristas do noroeste de São Paulo enfrentam uma grave crise provocada por uma forte infestação de mosca-do-estábulo. O inseto, que ataca o gado para se alimentar de sangue, deixa os animais bastante debilitados e pode até matá-los, gerando prejuízos expressivos para os produtores locais. Na propriedade do criador Marcos Rogério Bordignon, localizada no município de Tanabi, o inseto não tem dado sossego nas últimas semanas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "Os animais vão ficando fracos, perdendo peso [...]. Você nota que estão pálidos porque a mosca suga muito sangue. Eles vão ficando anêmicos", relata Bordignon. O produtor já registrou a perda de 14 animais por causa dos ataques das moscas, o que representa um prejuízo de R$ 70 mil. De acordo com relatos locais, embora a presença da mosca-do-estábulo não seja novidade no município de Tanabi, a concentração aumentou muito neste ano. Na fazenda do produtor João Tobias Neto, uma vaca também foi atacada pela mosca e morreu. A infestação, contudo, não se limita aos rebanhos bovinos. "A mosca ataca os cachorros, porcos, se espalha para todo lugar. Ela ataca até os seres humanos", diz Neto. LEIA TAMBÉM Por que a carpa nishikigoi pode valer até US$ 1,5 milhão? Produtor colhe mamão de quase 8 kg no interior de São Paulo; veja vídeo Mudança na rotina das fazendas A ação das moscas altera completamente o comportamento e a rotina do rebanho. Atacados continuamente durante o dia, os bovinos permanecem em pé e se debatem para afastar os insetos, o que provoca grande desgaste físico e elevado gasto de energia. Com o incômodo constante, o gado se alimenta mal. Em propriedades com gado confinado, os animais não comem durante o dia e só se alimentam à noite, período em que a mosca não ataca. Para tentar se defender, os animais ficam agrupados no pasto, tentando se proteger do ataque das moscas. Os bezerros são apontados como os que mais sofrem com a situação. Vinhaça e fiscalização ambiental A proliferação da mosca-do-estábulo na região está diretamente associada à vinhaça, um subproduto do processamento da cana-de-açúcar geralmente utilizado como fertilizante nas lavouras. A aplicação excessiva e o armazenamento inadequado do resíduo favorecem a proliferação do inseto. Em agosto, uma vistoria realizada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) na principal usina da região encontrou pontos de acúmulo e empoçamento de vinhaça. Segundo o órgão, a empresa já havia sido multada, em junho, em R$ 250 mil pelo derramamento do resíduo em uma fazenda próxima. Os produtores afetados cobram providências diretas em relação ao manejo do subproduto. "Não temos nada contra a usina, nós temos contra a mosca", diz. Após o registro de mortes de animais, a Secretaria de Agricultura e Pecuária começou a visitar as propriedades rurais da região para orientar os criadores sobre o controle da mosca-do-estábulo. Enquanto a principal causa do problema não é solucionada pelas usinas, recomenda-se a adoção de medidas paliativas de manejo, com foco nas moscas adultas e na higiene das instalações: uso de inseticidas e repelentes: manejo direto dos animais com o uso desses produtos; higiene dos cochos: atenção ao uso de repelentes e à limpeza de restos de alimentos nos cochos, feno e silagem; controle da umidade: evitar a umidade nas instalações e dar uma destinação adequada ao excesso de comida. O que diz a usina Procurada, a Usina Tereos informou, em nota, que utiliza vinhaça em boa parte de suas plantações de cana-de-açúcar e que a aplicação é realizada dentro dos limites estabelecidos pelas normas ambientais. A empresa declarou também que adotou medidas para controlar a infestação da mosca-do-estábulo na região de Tanabi.

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Promoções de 9.9: como evitar problemas nas compras em 'datas duplas' das lojas
Economia

Promoções de 9.9: como evitar problemas nas compras em 'datas duplas' das lojas

📅 09/09/2026, 06:00

Carrinho de compras KarolinaA Grabowskakaboompics/Pexels Todo mês, a mesma história se repete: as lojas on-line fazem promoções das chamadas "datas duplas" – como 9.9, 10.10 ou 11.11, por exemplo. Mas, com grandes ofertas, cupons e cashback prometidos pelas lojas on-line, é preciso prestar atenção para não cair em golpes. Essas datas cheias de ofertas se inspiraram no 11 de novembro (11.11), o dia dos solteiros na China. Esse dia se tornou, nos últimos anos, uma grande prévia das ofertas da Black Friday. As recomendações de cautela na hora das compras no 9.9, 10.10, 11.11 ou qualquer data dupla são iguais às da Black Friday. 1) Pesquise sempre antes de comprar A consulta pode ser feita por conta própria, diretamente nos sites das lojas, ou com o auxílio de buscadores especializados. A vantagem dos buscadores é que permitem fazer uma pesquisa muito mais ampla. Eles comparam preços em lojas diferentes e alguns mostram a evolução do preço ao longo do tempo. Em um dia de ofertas em muitos locais, os buscadores servem como referência para escolher o produto no local com maiores descontos. Algumas das principais ferramentas de busca disponíveis na internet são: BondFaro Buscapé Google Shopping JáCotei Zoom Vale lembrar que essa estratégia funciona melhor para produtos que seguem uma padronização, como eletrônicos e eletrodomésticos. Outros, como roupas, são mais difíceis de comparar, já que cada loja produz modelos diferentes. 2) Cheque os detalhes Mesmo se, após a pesquisa, o preço for realmente atrativo, preste atenção em outros detalhes antes de finalizar a compra para garantir que a transação é segura. É importante analisar, durante a promoção, as condições de pagamento oferecidas, as taxas de juros cobradas e os prazos para quitação, segundo o Procon. Verifique se os sites ou aplicativos são oficiais e confiáveis. Antes do pagamento, verifique se o endereço eletrônico (URL) começa com “https://” e se há um cadeado ao lado do link, o que indica ambiente seguro. Desconfie de sites de lojas com erros ortográficos ou pequenas variações no nome da marca. É comum os golpistas costumam usar caracteres parecidos para enganar o consumidor. Dê preferência ao pagamento com cartões de crédito ou débito, caso seja necessário contestar a compra posteriormente. Utilize cartões virtuais temporários, disponíveis em aplicativos de bancos e carteiras digitais, para reduzir o risco de clonagem, recomenda o Serasa Experian. Se o pagamento for feito por PIX, verifique se o destinatário é realmente a loja e não outra pessoa ou CNPJ. Verifique se o perfil possui reclamações (se não houver comentários, desconfie) e dê preferência a fornecedores que informam canais de atendimento, CNPJ e endereço físico. Por fim, respire e avalie se o produto, mesmo em oferta, realmente cabe no seu orçamento e se é uma necessidade. Não compre impulsivamente, pois você pode se arrepender e pagar demais, ou pagar pouco por um produto ruim. 3) Duvide das ofertas milagrosas Segundo uma pesquisa feita pelo Reclame Aqui, em agosto de 2025, cerca de 63% dos consumidores brasileiros não conseguem identificar um golpe feito com inteligência artificial. Mas dá para se precaver. As dicas são não se deixar levar pelos anúncios, comparar ofertas de lojas diferentes e tentar sempre analisar se o preço apresentado faz sentido para o seu bolso. Com a chegada das IAs, os golpes também podem ter a cara do seu ator ou cantor favorito, que podem ser vítimas dos chamados deepfakes, que são reproduções criadas virtualmente de rostos, corpos e até vozes de famosos. Segundo o Reclame Aqui, “consumidores confiam em outros consumidores”, por isso os golpistas podem tentar se aproveitar dessa confiança para enganar com vídeos falsos de ofertas. Sempre cheque diretamente no site da loja e nunca clique em links veiculados nas redes sociais. Se encontrar alguma irregularidade do tipo, o consumidor pode denunciar ao Procon. É fundamental apresentar documentos demonstrando essa prática, como uma captura de tela das telas com as informações da alteração do preço. Agora no g1

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Apple deve lançar primeiro iPhone dobrável nesta quarta; relembre as mudanças de gerações passadas
Economia

Apple deve lançar primeiro iPhone dobrável nesta quarta; relembre as mudanças de gerações passadas

📅 09/09/2026, 03:00

Fachada da loja da Apple em Manhattan, em Nova York, em 21 de julho de 2015 REUTERS/Mike Segar A Apple deve anunciar nesta quarta-feira (9) uma das maiores mudanças no iPhone em anos. Segundo fontes da Bloomberg e do jornal "The New York Times", a empresa deve lançar seu primeiro celular dobrável. A expectativa é que o modelo seja apresentado no evento da Apple marcado para esta quarta-feira (9), a partir das 14h (horário de Brasília). A empresa também deverá apresentar outros modelos da linha iPhone 18. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em 2024, o site de tecnologia "The Information" já havia noticiado que a Apple poderia lançar um modelo dobrável em 2026. Com o novo modelo, a Apple seguiria um movimento iniciado anos antes por concorrentes como a Samsung, que entrou no mercado de celulares dobráveis em 2019. Agora no g1 Na época, o "The Information" afirmou que a Apple buscava fornecedores na Ásia para fabricar componentes do aparelho e havia dado ao projeto o codinome interno V68. Até o momento, a empresa não se pronunciou sobre os rumores. Filipe Espósito, especialista que acompanha a Apple há 17 anos, afirma que o iPhone dobrável deve ser a principal novidade para os usuários da marca, embora outras fabricantes já apostem nesse formato há mais tempo. "O aparelho deverá ter o tamanho similar ao de um passaporte quando fechado, ao mesmo tempo que oferece uma tela do tamanho de um tablet ao ser desdobrado. Isso deve permitir que esse iPhone tenha funcionalidades mais próximas às do iPad, ótimo para produtividade", avaliou. Segundo ele, um dos principais pontos de atenção será o preço do novo modelo. "Vários analistas estimam que o aparelho não chegará por menos de US$ 2.000 no mercado internacional. É um valor alto até mesmo para o público lá fora", disse. Relembre as principais mudanças do iPhone desde o lançamento: 2007: Apple lança o primeiro iPhone com tela multitoque; 2008: iPhone 3G chega com conexão 3G e loja de aplicativos, a App Store; 2011: Siri é lançada oficialmente integrada ao iPhone 4S; 2012: conexão 4G chega ao iPhone 5; 2013: sensor de impressão digital (Touch ID) chega ao iPhone 5S; 2017: iPhone ganha carregamento sem fio, a partir do iPhone 8; 2018: iPhone XS Max chega com a maior tela já usada em um iPhone; 2020: Apple retoma design semelhante ao do iPhone 4 no iPhone 12, que também ganha conexão 5G; 2022: iPhone 14 Pro e Pro Max ganham entalhe interativo na tela, chamado de Ilha Dinâmica (Dynamic Island); 2023: iPhone abandona a conexão própria Lightning e ganha USB-C, já presente em aparelhos Android; 2025: iPhone reformula totalmente o design da linha Pro e Pro Max e lança uma nova categoria: o iPhone Air, um smartphone ultrafino. Jobs segura um iPhone durante o evento de lançamento da primeira versão do aparelho, em janeiro de 2007 Paul Sakuma/Associated Press Lançamento dos iPhone XS e iPhone XS Max REUTERS/Stephen Lam Tim Cook, CEO da Apple, apresenta o novo iPhone 12 na Califórnia, em 2020 Brooks Kraft/Apple Inc./Handout via Reuters iPhone 17 Pro e iPhone Air, anunciados em 2025 Godofredo A. Vásquez/AP 'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA

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EUA vão proibir importação de laticínios, bebidas alcoólicas e motocicletas do Canadá
Economia

EUA vão proibir importação de laticínios, bebidas alcoólicas e motocicletas do Canadá

📅 09/09/2026, 00:22

O presidente dos EUA, Donald Trump, em entrevista no Salão Oval da Casa Branca, em 2 de setembro de 2026. Evelyn Hockstein/ Reuters O governo do presidente Donald Trump irá proibir, a partir de 29 de setembro, a importação de diversos produtos do Canadá, incluindo laticínios, bebidas alcoólicas e motocicletas. A medida foi anunciada nesta terça-feira (8), em comunicado publicado no site da Casa Branca. A decisão representa uma nova escalada da disputa comercial entre os dois países. Em julho, Trump havia anunciado uma tarifa adicional de 50% sobre determinados produtos canadenses, que entrou em vigor em agosto, sob a alegação de que o Canadá discrimina o comércio dos Estados Unidos. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em resposta, o Canadá anunciou tarifas de 15%, 20% e 50% sobre a importação de produtos americanos. As cobranças entraram em vigor nesta terça-feira e incluem itens como aço, alumínio, laticínios e eletrodomésticos. “Temos tudo que precisamos para mudar de direção e prosperar”, afirmou Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, em um vídeo publicado no YouTube após a entrada em vigor das tarifas. A nova reação de Donald Trump ocorre após o fracasso de uma série de rodadas de negociações com o governo de Mark Carney ao longo de agosto. (leia mais abaixo) Agora no g1 Entenda a nova decisão dos EUA A proibição abrange a maior parte das bebidas alcoólicas, incluindo cerveja e diversos tipos de vinho, além de uísque, bourbon, rum, vodca, vermute, tequila, mezcal e conhaque. No caso dos laticínios, estão incluídos proteína de soro de leite (whey), melaço invertido, melaço de cana e cerveja sem álcool, segundo os comunicados da Casa Branca. Além das restrições à importação, diversos tipos de queijo foram adicionados a uma lista de produtos sujeitos a uma tarifa de 50%, mas não foram proibidos. Alguns produtos de papel, alumínio, madeira, móveis, iluminação e outros itens também foram incluídos na lista. Ao mesmo tempo, determinados produtos foram retirados da lista de itens sujeitos à tarifa de 50%, incluindo sal, cimento, produtos de papel, chumbo refinado, equipamentos elétricos e partes de varas de pesca. Segundo fontes da Casa Branca ouvidas pela agência Reuters, continua válida a ameaça feita pelo presidente Donald Trump de elevar, a partir de 1º de janeiro, de 25% para 50% as tarifas sobre carros, caminhões e autopeças do Canadá. Como a tensão comercial começou A disputa comercial entre EUA e Canadá começou no início de 2025, quando Trump, em seu segundo mandato, anunciou tarifas sobre produtos canadenses. Entre as justificativas apresentadas pelo governo americano estavam o combate ao tráfico de fentanil e a redução do déficit comercial dos EUA. A entrada em vigor das medidas chegou a ser adiada por 30 dias após negociações entre os dois governos. Em março daquele ano, porém, Washington passou a cobrar uma tarifa de 25% sobre diversos produtos canadenses e uma taxa de 10% sobre parte das importações de energia. Ottawa respondeu com sua primeira grande lista de retaliação, que incluía alimentos, bebidas, eletrodomésticos, roupas e outros bens de consumo. Pouco depois, o conflito ganhou um novo foco. Os EUA passaram a cobrar 25% sobre o aço e o alumínio importados, e o Canadá respondeu com novas tarifas sobre produtos americanos, entre eles aço, alumínio, computadores, servidores, monitores e equipamentos esportivos. O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, na Casa Branca em Washington, D.C., EUA, 7 de outubro de 2025. REUTERS/Evelyn Hockstein/Foto de arquivo Setor automotivo entrou na disputa Também em março de 2025, Trump anunciou uma tarifa de 25% sobre automóveis importados. As regras estabeleciam um tratamento diferente para veículos que cumprissem as exigências do acordo comercial entre Estados Unidos, Canadá e México, conhecido pela sigla USMCA. Em abril, o Canadá respondeu com tarifas sobre veículos americanos que não se enquadravam nas regras do acordo e sobre determinados componentes produzidos fora da América do Norte. Apesar do aumento das tarifas, os governos continuaram tentando chegar a um acordo. Em maio, Carney se reuniu com Trump na Casa Branca. No mês seguinte, os dois países estabeleceram um prazo de 30 dias para tentar avançar nas negociações. A tentativa não prosperou. Em junho, as conversas foram interrompidas após uma disputa envolvendo o imposto canadense sobre serviços digitais. O Canadá posteriormente retirou a medida na tentativa de reabrir as negociações. Ainda em 2025, Washington elevou essas tarifas para 50%. Ottawa, por sua vez, retirou em setembro a maior parte das tarifas de retaliação que havia imposto sobre produtos americanos. As cobranças sobre aço, alumínio e automóveis foram mantidas. A redução de parte das tarifas não encerrou a disputa. Ao longo de 2026, novas medidas voltaram a aumentar a pressão sobre o comércio entre os dois países. Escalada da tensão Em julho deste ano, os EUA anunciaram uma tarifa de 10% sobre produtos canadenses relacionada a uma investigação sobre trabalho forçado. Mercadorias que cumprem as regras do USMCA ficaram isentas. No mesmo mês, ocorreu a primeira revisão obrigatória do acordo comercial entre EUA, Canadá e México. Washington decidiu não estender o tratado em sua forma atual, acionando o mecanismo de revisões anuais previsto no próprio acordo. O USMCA, porém, continua em vigor. Também em julho, o governo americano recorreu à chamada Seção 338 da legislação comercial dos EUA para anunciar tarifas adicionais de até 50% sobre cerca de 27,6 bilhões de dólares canadenses em produtos do Canadá. Entre os itens atingidos estavam vinho, móveis, laticínios, cimento, roupas e equipamentos esportivos. As novas barreiras intensificaram as negociações entre os dois governos. O objetivo de Ottawa era evitar outra rodada de tarifas e preservar o acesso de empresas canadenses ao mercado americano. As conversas fracassaram em agosto. No dia 22, os EUA colocaram em vigor as tarifas de 50% sobre produtos canadenses. O governo de Carney anunciou que responderia com medidas equivalentes a partir de 8 de setembro. Dois dias depois, Trump anunciou ainda uma tarifa de 50% sobre carros, caminhões e peças automotivas canadenses a partir de janeiro de 2027.

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Mega-Sena 3055 acumula e prêmio vai a R$ 76 milhões; confira os números sorteados
Economia

Mega-Sena 3055 acumula e prêmio vai a R$ 76 milhões; confira os números sorteados

📅 09/09/2026, 00:02

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.055 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (8), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 68,8 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou em R$ 76 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 01 - 11 - 36 - 43 - 48 - 49 5 acertos: 54 apostas ganhadoras, R$ 34.793,09 4 acertos: 2.787 apostas ganhadoras, R$ 1.111,21 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3055 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

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CVM condena Vorcaro a multa de R$ 20 milhões por fraude; Banco Master terá de pagar R$ 12 milhões
Economia

CVM condena Vorcaro a multa de R$ 20 milhões por fraude; Banco Master terá de pagar R$ 12 milhões

📅 08/09/2026, 22:00

CVM condena Vorcaro e o Banco Master por fraudes no mercado de capitais A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) condenou, por unanimidade, nesta terça-feira (8), Daniel Vorcaro e o Banco Master por operação fraudulenta no mercado de capitais envolvendo um fundo imobiliário. Vorcaro recebeu multa de R$ 20 milhões, enquanto a penalidade aplicada ao Banco Master foi de R$ 12,5 milhões. O pai, Henrique Vorcaro, e um primo de Vorcaro, Felipe Vorcaro, estão entre os demais envolvidos punidos no processo. O julgamento começou às 15h, na sede da CVM, no Centro do Rio de Janeiro, e foi aberto à imprensa e ao público. O relator do caso, diretor João Accioly, votou pela condenação dos acusados e foi acompanhado pelos demais integrantes do colegiado. Banqueiro Daniel Vorcaro, em depoimento à Polícia Federal, nega irregularidades na condução dos negócios do Banco Master Reprodução/Polícia Federal O processo foi instaurado pela Superintendência de Registro de Valores Mobiliários para investigar irregularidades relacionadas à emissão e à distribuição de cotas do fundo Brasil Real. Segundo a acusação, o esquema teria usado laudos falsos para inflar o valor de imóveis, em uma operação que teria prejudicado investidores. Para a área técnica da CVM, as irregularidades configuraram uma operação fraudulenta no mercado de capitais. Durante o julgamento, o relator afirmou haver elementos suficientes para sustentar a acusação e apontar a obtenção de vantagem indevida com a distribuição das cotas. Defesa pediu adiamento Antes da análise do mérito, as defesas de Vorcaro e de outros acusados pediram o adiamento do julgamento. O pedido, no entanto, não foi acolhido pelo relator, que considerou que havia elementos suficientes para que o processo fosse julgado. Os acusados também haviam apresentado uma proposta de acordo para encerrar o processo, mas a CVM rejeitou a tentativa. Ao fim do julgamento, os demais integrantes do colegiado acompanharam o voto do relator, tornando unânime a decisão pela condenação de Vorcaro e dos outros envolvidos. O que dizem os citados No processo, a defesa dos acusados nega irregularidades e afirma que todas as operações seguiram as regras do mercado. Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro estão presos preventivamente.

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Autorregulação do consignado já aplicou mais de 2,2 mil punições por abusos contra aposentados, diz Febraban
Economia

Autorregulação do consignado já aplicou mais de 2,2 mil punições por abusos contra aposentados, diz Febraban

📅 08/09/2026, 20:40

Mais de 2,2 mil punições já foram aplicadas a correspondentes bancários e agentes de crédito por práticas abusivas na oferta de consignado a aposentados e pensionistas, segundo levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC) divulgado nesta terça-feira (8). De acordo com a entidade, 132 empresas que atuavam em nome dos bancos autorregulados foram suspensas e 17 pessoas que trabalham para agentes de crédito foram suspensos temporariamente Além disso, foram aplicadas outras 1.200 advertências e 928 suspensões temporárias a correspondentes. 🔎 A Autorregulação do Consignado é um instrumento criado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC) em 2020 para coibir assédio comercial, combater fraudes e aprimorar a transparência, a segurança e a qualidade na oferta e contratação de empréstimos e cartões consignados. Agora no g1 Segundo as entidades, as operações envolvem todos os produtos relacionados ao crédito consignado e incluem aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), servidores públicos (federal, estadual e municipal) e trabalhadores do setor privado com carteira assinada: Empréstimo Consignado: tradicional, com desconto direto no salário ou benefício; Cartão de Crédito Consignado: incluindo novas regras para a reserva de margem (RMC); Cartão Benefício Consignado: regras aplicadas às modalidades de pagamento consignado. Para fazer as fiscalizações, as entidades utilizam diversas fontes de informação que refletem as reclamações dos consumidores. Além das sanções aplicadas a correspondentes, as infrações às regras também sujeitam as instituições financeiras a multas que variam de R$ 45 mil a R$ 1 milhão. Os valores arrecadados são destinados a projetos de educação financeira. Aposentados e pensionistas passam a usar biometria para contratar empréstimo consignado Reprodução/TV Globo Plataforma Não Me Perturbe A plataforma Não Me Perturbe somou, nos primeiros sete meses deste ano, mais de 6 milhões de solicitações de bloqueio de números de telefone para o recebimento de ligações com ofertas indesejadas de crédito consignado. A maioria dos pedidos de bloqueio de telefone partiu de consumidores de cidades da região Sudeste (53,86%). A região Sul responde por 18,42% do total de pedidos, seguida pelo Nordeste (14,74%). Centro-Oeste e Norte respondem por 9,24% e 3,73% dos pedidos, respectivamente. São Paulo lidera as queixas do país, com 2.009.285 pedidos de bloqueio, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro.

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Petróleo chega perto de US$ 100 e bate máxima em 6 semanas após ataque à Arábia Saudita
Economia

Petróleo chega perto de US$ 100 e bate máxima em 6 semanas após ataque à Arábia Saudita

📅 08/09/2026, 20:26

Petróleo bate em US$ 100 com ataque de houthis a navios sauditas Os preços do petróleo atingiram o maior nível em seis semanas nesta terça-feira (8), após os houthis, grupo apoiado pelo Irã no Iêmen, atacarem instalações de energia na Arábia Saudita. Os contratos futuros do Brent subiram US$ 0,92, ou 0,9%, e fecharam a US$ 97,92 por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançou US$ 1,55, ou 1,7%, para US$ 93,03 por barril. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os ataques provocaram incêndios em instalações petrolíferas, deixaram mais de 70 pessoas feridas e aumentaram os temores de uma escalada da guerra no Oriente Médio, que já dura seis meses. A alta manteve os dois tipos de petróleo em níveis considerados tecnicamente de sobrecompra — quando os preços sobem rapidamente e podem estar acima do que os indicadores de mercado sugerem. O Brent registrou, pelo segundo dia consecutivo, o maior fechamento desde 23 de julho. Já o WTI teve o maior fechamento desde 4 de junho. Os houthis atacaram quatro cidades no sul da Arábia Saudita, país aliado dos Estados Unidos. Os ataques deixaram feridos e provocaram incêndios em instalações petrolíferas. A mídia controlada pelos houthis informou ainda que aviões de guerra sauditas realizaram ataques no distrito de Jubah, no Iêmen, a leste da capital Sanaa, e na província de Taiz, no sudoeste do país. As exportações de petróleo do Golfo Pérsico vêm sendo fortemente afetadas desde que o Irã atacou instalações de energia na região e navios que passavam pelo Estreito de Ormuz. Os ataques iranianos ocorreram após ações militares conjuntas dos Estados Unidos e de Israel no fim de fevereiro. A Arábia Saudita, segunda maior produtora mundial de petróleo, atrás apenas dos EUA, vem usando rotas alternativas ao Estreito de Ormuz para transportar petróleo em direção ao Mar Vermelho. Os ataques desta terça-feira, porém, estão entre os maiores já realizados contra o país e podem ampliar o impacto econômico global da guerra. Isso porque ameaçam o abastecimento de energia do Oriente Médio também por rotas alternativas ao Estreito de Ormuz, que está bloqueado. Preços dos combustíveis seguem elevados Apesar de fecharem em alta, os contratos futuros do petróleo perderam parte dos ganhos ao longo do dia. O mercado teme que os preços elevados dos combustíveis aumentem a inflação e levem bancos centrais a elevar os juros. 🔎 Juros mais altos podem reduzir o ritmo da economia e, consequentemente, a demanda por energia. Os preços globais dos combustíveis seguem elevados, principalmente por causa de interrupções em refinarias no Oriente Médio, na Rússia e em outras regiões. Nos EUA, o diesel atingiu preços recordes na semana passada, enquanto a gasolina também chegou a níveis recordes durante o fim de semana prolongado do Dia do Trabalho. Executivos do setor preveem que a oferta global de diesel continuará restrita durante o inverno no Hemisfério Norte. Entre os fatores estão a falta de capacidade disponível nas refinarias, a proibição de exportações imposta pela Rússia após ataques da Ucrânia e a aproximação do período de maior demanda no inverno. * Com informações da agência Reuters Apesar dos questionamentos pela sua atuação no âmbito elétrico, Betancourt conseguiu permissão das autoridades venezuelanas para ingressar no setor do petróleo Maryorin Mendez/AFP via Getty Images (BBC)

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Meta lança o Muse, assistente de IA que acessa aplicativos, envia e-mails e faz pagamentos
Economia

Meta lança o Muse, assistente de IA que acessa aplicativos, envia e-mails e faz pagamentos

📅 08/09/2026, 20:00

Muse, agente de IA da Meta Divulgação/Meta A Meta lançou nesta terça-feira (8) o Muse, um assistente de inteligência artificial capaz de realizar tarefas como enviar e-mails e reservar viagens por conta própria. O agente está disponível apenas nos Estados Unidos, em um aplicativo próprio e no WhatsApp. A Meta afirmou, sem dar detalhes, que planeja integrá-lo à sua linha de óculos inteligentes "em breve". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O Muse foi projetado para executar ações em nome dos usuários. Para isso, pode acessar contas e informações em aplicativos de e-mail, agenda, pagamentos, saúde, compras e casa inteligente, por exemplo. Os usuários poderão escolher a quais aplicativos o assistente terá acesso e cancelar a autorização a qualquer momento. Agora no g1 A conexão com aplicativos de terceiros amplia as possibilidades de uso do Muse, mas também levanta preocupações sobre os riscos para usuários e outras pessoas caso o agente execute ações indevidas. O Muse é inspirado no OpenClaw, um agente de IA de código aberto que viralizou no início do ano por automatizar tarefas, mas também gerou preocupação pelo risco de expor dados dos usuários. Conhecido internamente como Hatch, o novo agente é considerado uma peça-chave no plano do CEO da Meta, Mark Zuckerberg, de oferecer uma "superinteligência pessoal" aos bilhões de usuários dos serviços da empresa. Segundo Vishal Shah, vice-presidente de produtos de IA da Meta, a empresa adiou o lançamento, inicialmente previsto para abril, para reforçar a segurança do produto. Para a Meta, o tempo adicional de desenvolvimento permitiu que o agente atingisse os requisitos mínimos de segurança, proteção, privacidade e desempenho. "É impossível afirmar que nunca haverá um erro, mas cada parte da arquitetura foi projetada para tornar o produto o mais seguro, protegido e privado que for possível", disse Shah. Resultados mistos Nesta semana, funcionários da Meta que testaram a ferramenta relataram resultados variados. Em alguns casos, o Muse conseguiu organizar a logística de viagens. Em outros, desconectou-se sem explicação ou enviou informações confidenciais sem permissão, segundo publicações internas vistas pela Reuters. Uma pessoa afirmou que o Muse foi tão útil na organização de itinerários e transportes que o descreveu como "a terceira participante" de sua lua de mel. Em outra publicação, um funcionário que havia pedido ao Muse que monitorasse ingressos e outros itens que se esgotam rapidamente relatou ter encontrado "muitas falhas que o tornavam pouco confiável". Segundo o funcionário, o produto parou de atualizar a página após cerca de 15 minutos, ignorou outros erros e, às vezes, desativou o monitoramento "sem motivo aparente". O diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, afirmou que foi desconectado diversas vezes e precisou refazer o login, às vezes várias vezes em poucos minutos. Outros funcionários relataram falhas graves de segurança. Em um dos casos, o agente teria contornado proteções e exposto fotos pessoais armazenadas no iCloud após receber a tarefa de identificar brinquedos visíveis em imagens de uma festa de aniversário infantil. A Meta não respondeu imediatamente ao pedido de comentário sobre os casos relatados.

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Ex-banqueiro suíço admite pagar R$ 500 milhões em propina e recebe pena de 2 anos
Economia

Ex-banqueiro suíço admite pagar R$ 500 milhões em propina e recebe pena de 2 anos

📅 08/09/2026, 19:43

Pierre Mirabaud, acusado de pagar propina a um funcionário do Kuwait. Divulgação/Fabrice Coffrini/AFP Pierre Mirabaud, de 77 anos, ex-sócio do banco privado suíço Mirabaud & Cie e ex-presidente da associação dos bancos da Suíça, pagou US$ 101,7 milhões (R$ 518,67 milhões) em propina a um funcionário do governo do Kuwait. O suíço foi condenado nesta terça-feira (8) a dois anos de prisão, mas não precisará cumprir a pena. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a acusação do Ministério Público Federal da Suíça, Mirabaud fez centenas de pagamentos a um funcionário do governo do Kuwait entre 2000 e 2012. Em troca, o funcionário teria direcionado US$ 595,2 milhões (R$ 3,035 bilhões) em negócios para o banco. Segundo a acusação, Mirabaud sabia dos riscos dos pagamentos e aceitava as possíveis consequências caso o esquema fosse descoberto. O julgamento no Tribunal Penal Federal da Suíça, em Bellinzona, durou apenas meio dia. Mirabaud admitiu os principais fatos apresentados no processo, que envolve corrupção e lavagem de dinheiro. Seu advogado, Saverio Lembo, afirmou que a suspensão da pena levou em consideração a colaboração de Mirabaud com as autoridades durante a investigação. "Ele agora aceita as consequências de suas ações, de acordo com os princípios de responsabilidade individual que considera importantes", disse o advogado. Idade e colaboração pesaram na sentença Na Suíça, crimes de corrupção e lavagem de dinheiro podem resultar em multa ou pena de até cinco anos de prisão. No caso de Mirabaud, os promotores pediram uma pena de 24 meses, considerando sua idade, a ausência de condenações anteriores e sua colaboração com os investigadores. A pena foi suspensa. Na Suíça, isso geralmente ocorre quando não há expectativa de que a pessoa volte a cometer crimes. O funcionário do governo do Kuwait envolvido no caso morreu. Ele havia sido condenado no país, mesmo sem estar presente no julgamento, por corrupção e desvio de dinheiro público. Banco não é parte do processo O Mirabaud & Cie não é parte do processo e recusou-se a comentar o caso. Fundado em 1819, em Genebra, o banco é uma das instituições privadas mais antigas da Suíça e atualmente é administrado pela sétima geração da família fundadora. Em 2024, a FINMA, autoridade responsável pela fiscalização do mercado financeiro suíço, informou ter confiscado 12,7 milhões de francos suíços em lucros obtidos ilegalmente pelo banco. A medida foi tomada após a identificação de violações das regras do mercado financeiro e das normas de prevenção à lavagem de dinheiro. Segundo a FINMA, a investigação envolveu relações comerciais que, em determinados momentos, representavam quase 10% de todo o dinheiro administrado pelo banco. O caso estava ligado a um empresário acusado de sonegação de impostos, que também morreu. A autoridade não revelou os nomes das pessoas envolvidas. Na época, o Mirabaud afirmou ter colaborado integralmente com a FINMA para solucionar o caso e disse que a decisão "encerra o passado".

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Receita barra mais de R$ 1 bilhão em pedidos suspeitos de reembolso de salário-maternidade
Economia

Receita barra mais de R$ 1 bilhão em pedidos suspeitos de reembolso de salário-maternidade

📅 08/09/2026, 18:39

Mulher ganha na Justiça direito a salário-maternidade rural mais de três anos após parto Imagem ilustrativa/Divulgação A Receita Federal identificou mais de R$ 1 bilhão em pedidos suspeitos de reembolso de salário-maternidade feitos por empresas de fachada e outras organizações sob suspeita de tentar obter os recursos de forma indevida. Segundo o Fisco, os pedidos apresentam indícios de irregularidades por não serem compatíveis com as regras do benefício. Entre os principais sinais de irregularidade estão: Empresas com apenas um funcionário; Faturamento próximo de zero; Falta de registros compatíveis nos documentos fiscais; Pedidos de valores considerados fora do padrão. Agora no g1 A Receita também encontrou pedidos relacionados a seguradas sem registro de filhos, casos em que empresários apareciam ao mesmo tempo como donos e funcionários das próprias empresas e situações em que uma mesma pessoa teria recebido vários benefícios por meio de empresas diferentes em um curto período. Se as irregularidades forem comprovadas, os envolvidos poderão ser obrigados a devolver os valores recebidos indevidamente, além de ficar sujeitos a multas e sanções administrativas e criminais. Fraude do INSS: Polícia Federal indicia dois ex-presidentes do instituto e mais 46 pessoas Pedido de R$ 500 mil Um dos casos analisados envolve um microempreendedor individual (MEI) do setor de entregas rápidas que solicitou R$ 500 mil em reembolso de salário-maternidade. Segundo a Receita, a legislação não permite esse tipo de compensação. Em outro caso, empresas com pouco ou nenhum faturamento apresentaram pedidos de valores elevados. Elas também tinham ligação com procuradores que atuavam para dezenas de outras empresas em situação semelhante. Como mostrou o g1 em maio, o aumento no volume de pedidos ocorreu após uma mudança nas regras de concessão do benefício. Em 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional a exigência de um período mínimo de contribuição para ter direito ao salário-maternidade. O STF entendeu que exigir carência apenas de determinadas categorias de seguradas violava o princípio constitucional da isonomia. Com a decisão, essas trabalhadoras passaram a ter direito ao salário-maternidade sem precisar cumprir o período mínimo de contribuição exigido anteriormente. Como funciona o reembolso O reembolso do salário-maternidade é permitido quando a empresa paga o benefício a uma funcionária vinculada ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Depois, a empresa pode compensar esse valor. Quando o benefício é pago diretamente pelo INSS, porém, a empresa não pode pedir o dinheiro de volta nos sistemas de restituição e compensação. Homens também têm direito ao benefício O salário-maternidade é destinado a quem precisa se afastar do trabalho por causa do nascimento de um filho, adoção, guarda judicial para fins de adoção ou aborto não criminoso. O benefício dura 120 dias e pode ser solicitado pelo aplicativo Meu INSS. Embora seja destinado principalmente às mães, o salário-maternidade também pode ser concedido aos pais em algumas situações previstas na legislação. Segundo o INSS, homens segurados da Previdência Social podem ter direito ao benefício quando a mãe morre durante o parto ou enquanto ainda estiver no período de recebimento do salário-maternidade. O benefício também pode ser concedido em casos de adoção ou guarda judicial para fins de adoção. Podem solicitar: Trabalhadoras com carteira assinada; Empregadas domésticas; Trabalhadoras avulsas; Contribuintes individuais, como autônomas; Seguradas facultativas; Seguradas especiais, como trabalhadoras rurais. SAIBA MAIS Salário-maternidade não é só para mães; veja quando o pai pode receber

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EUA acusam empresas chinesas de IA de copiar modelos avançados para reduzir custos
Economia

EUA acusam empresas chinesas de IA de copiar modelos avançados para reduzir custos

📅 08/09/2026, 17:57

Solen Feyissa/Unsplash Autoridades americanas de segurança cibernética e de combate ao crime acusaram, nesta terça-feira (8), empresas chinesas de inteligência artificial de realizar “atividades agressivas de destilação em escala industrial”. A acusação foi feita em um comunicado conjunto de três agências de segurança dos Estados Unidos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A destilação é uma técnica em que modelos menores de IA são treinados usando respostas produzidas por modelos maiores e mais caros. Ela permite reduzir os custos de treinamento de novos modelos de inteligência artificial. Agora no g1 Potências devem negociar ainda em setembro Estados Unidos e China devem realizar, ainda em setembro, negociações sobre inteligência artificial para discutir formas de reduzir os riscos associados aos modelos avançados de IA. As conversas são resultado da reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, realizada em maio, e devem ocorrer antes da visita de Xi aos EUA, prevista para 24 de setembro. As datas, o local e os participantes ainda não foram definidos. As negociações, porém, devem ser lideradas pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. Os dois países devem discutir riscos relacionados ao uso militar da IA, a ataques cibernéticos contra infraestruturas críticas e aos impactos da tecnologia no mercado de trabalho. * Com informações da agência Reuters EUA e China realizarão negociações sobre IA em setembro, dizem fontes

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Volkswagen prepara van com ‘espírito de Kombi’ para o Brasil em parceria com gigante chinesa
Economia

Volkswagen prepara van com ‘espírito de Kombi’ para o Brasil em parceria com gigante chinesa

📅 08/09/2026, 17:50

Volkswagen prepara nova van para o Brasil em parceria com gigante chinesa Divulgação/Volkswagen A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) prepara seu retorno ao mercado de utilitários no Brasil. A empresa, que completa 45 anos, vai ampliar sua atuação para além dos segmentos em que já está presente e apresentará uma nova família de veículos na Fenatran 2026, entre 9 e 13 de novembro, em São Paulo. Os nomes dos veículos ainda não foram divulgados. Inicialmente, os modelos serão importados da China, enquanto a Volkswagen Caminhões e Ônibus trabalha para estruturar a produção na região. Depois do Brasil, os novos modelos também serão levados para a Argentina. Uma Kombi, uma casa e o Brasil como destino A nova linha é resultado de um acordo de cooperação entre a VWCO e a chinesa SAIC Motor, uma das maiores montadoras do mundo. Segundo Roberto Cortes, presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, será a primeira vez que a empresa fará um lançamento em parceria com uma montadora asiática. “Estamos na reta final para um lançamento sem precedentes em nossa história [...]. Vamos ampliar nossa atuação nos comerciais leves, com veículos em categorias nas quais não competíamos”, afirma Cortes. Veículos já estão sendo testados Embora os detalhes dos veículos ainda sejam mantidos em sigilo, os modelos já estão em fase avançada de testes. Protótipos estão sendo avaliados nas proximidades da fábrica da VWCO em Resende (RJ), onde também fica o centro mundial de pesquisa e desenvolvimento da companhia. A nova família de utilitários será apresentada oficialmente na Fenatran 2026. O evento também terá outros lançamentos da VWCO. A empresa apresentará a nova geração de motores D26 Ultra para os caminhões extrapesados Meteor e Constellation. Também vai mostrar avanços em sua estratégia de descarbonização e em serviços que integram veículos, atendimento e manutenção.

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'Meu Feed, Meu Jeito': Austrália quer dar a usuários opção de 'desligar' algoritmo das redes sociais
Economia

'Meu Feed, Meu Jeito': Austrália quer dar a usuários opção de 'desligar' algoritmo das redes sociais

📅 08/09/2026, 17:19

Primeiro-ministro da Austrália defende internet sem sugestões de algoritmos O governo australiano anunciou nesta terça-feira (8) um projeto de lei que exigiria uma mudança nas regras das redes sociais para dar aos usuários mais controle sobre os conteúdos que aparecem em seus feeds. A medida busca aumentar a segurança online e dar aos usuários mais controle sobre o funcionamento das plataformas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Pela proposta, as redes sociais terão de explicar aos usuários como funciona o feed padrão e oferecer duas opções de exibição de conteúdo. Uma das opções mantém o sistema usado atualmente por muitas plataformas: um algoritmo analisa o comportamento do usuário e recomenda conteúdos com base no que ele costuma assistir, ler ou curtir; A outra opção desativa as recomendações feitas por algoritmos e mostra apenas publicações de amigos, criadores e outras contas que o usuário segue. “Esta é uma reforma sensata, pragmática e prática”, disse o primeiro-ministro australiano Anthony Albanese a jornalistas. Segundo ele, a mudança dará mais controle aos usuários e aumentará a responsabilidade das grandes empresas de tecnologia pelo cumprimento das novas regras. Batizada de “My Feed, My Way” (“Meu feed, do meu jeito”, em português), a iniciativa também prevê que as plataformas registrem as medidas adotadas para reduzir riscos aos usuários e comprovem que elas continuam funcionando ao longo do tempo. A proposta surge em meio à crescente pressão sobre a forma como as redes sociais selecionam e recomendam conteúdos aos usuários. 📱 Os algoritmos podem analisar as interações de cada usuário para identificar seus interesses e recomendar conteúdos semelhantes. Críticos afirmam que esse modelo pode estimular o uso prolongado das plataformas ao exibir continuamente publicações que chamam a atenção do usuário. Órgão de segurança online ganha mais poderes A proposta também amplia os poderes da eSafety, órgão australiano responsável pela segurança na internet. A agência poderá exigir que grandes empresas de tecnologia removam rapidamente conteúdos nocivos ou ilegais, incluindo materiais relacionados à nudez. Defensores da liberdade de expressão, porém, afirmam que a ampliação desses poderes pode abrir espaço para censura. Albanese rejeitou a crítica. "Não se trata de dar controle ao governo. É sobre dar controle às pessoas", afirmou. Austrália endureceu regras para crianças A proposta surge depois de a Austrália adotar uma das medidas mais rígidas do mundo para restringir o acesso de crianças e adolescentes às redes sociais. Desde o fim de 2025, plataformas como Instagram, Facebook, TikTok, YouTube e Snapchat são obrigadas a impedir que menores de 16 anos mantenham contas. 🔎 A regra responsabiliza as próprias empresas pela verificação da idade dos usuários e prevê multas caso não adotem medidas consideradas suficientes para cumprir a restrição. Segundo a ministra das Comunicações, Anika Wells, a proposta cria novas obrigações para as plataformas digitais, que terão de adotar medidas para reduzir riscos aos usuários. “O projeto garantirá que os provedores de serviços online, incluindo algumas das empresas mais poderosas do mundo, assumam a responsabilidade e façam mais para manter os australianos seguros de danos em suas plataformas”, afirmou. Projeto 'My Feed, My Way' ainda será discutido Antes de levar a proposta ao Parlamento, o governo pretende ouvir empresas de tecnologia, representantes do setor, organizações da sociedade civil e grupos de defesa dos usuários. A previsão é que o projeto de lei seja apresentado ao Parlamento australiano ainda neste ano. A Austrália segue um caminho semelhante ao adotado pela União Europeia. Desde 2024, a Lei de Serviços Digitais do bloco exige que as plataformas ofereçam aos usuários uma opção para desativar o uso de seus perfis para personalizar recomendações. A implementação da regra europeia, porém, enfrentou dificuldades. Reguladores afirmaram que algumas plataformas dificultavam o acesso à opção de deixar de receber recomendações personalizadas com base no perfil do usuário.

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Elon Musk ganha documentário de 4 horas com versão do bilionário criada por IA
Economia

Elon Musk ganha documentário de 4 horas com versão do bilionário criada por IA

📅 08/09/2026, 14:58

Elon Musk ganha documentário de 4 horas com versão do bilionário criada por IA Um documentário de quase quatro horas sobre Elon Musk estreou nesta terça-feira (8) no Festival de Cinema de Veneza sem a participação do bilionário. Dirigido pelo americano Alex Gibney, “Musk” usa inteligência artificial para criar uma versão do empresário e acompanha sua trajetória da tecnologia à política. O filme também aborda a aproximação do bilionário com Donald Trump e a influência que passou a exercer na política americana. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O trailer de 48 segundos alterna imagens de naves espaciais e equipamentos ligados à exploração espacial com depoimentos que refletem a polarização em torno de Musk. "Ele é possivelmente o maior inventor vivo. Ele é o Homem de Ferro da vida real. Ele é um dos maiores construtores de todos os tempos", diz uma das falas. Em seguida, o tom muda: "Ele é o maior capitalista da história. Ele é caótico, aleatório, caprichoso, manifestamente cruel e egoísta. Ele é um fascista." O vídeo termina com a frase "Elon é uma bomba", enquanto uma nave espacial explode em chamas. O diretor afirmou que o projeto cresceu à medida que Musk ampliou sua participação na política. Gibney começou a trabalhar no documentário em 2023 e, inicialmente, planejava produzir um filme mais curto. “Pretendíamos fazer um filme mais curto antes que Elon Musk se envolvesse com a carreira de Donald Trump e a Presidência dos Estados Unidos”, disse Gibney. Musk não participou do documentário. Segundo Gibney, o empresário foi procurado no início da produção, mas recusou o convite para ser entrevistado. Neste mês, o empresário criticou o filme em sua rede social, o X, e acusou Gibney de ser tendencioso. Da tecnologia à política O documentário usa a trajetória empresarial de Musk para mostrar como o controle de empresas e plataformas de tecnologia ajudou o bilionário a ampliar sua influência para além dos negócios. Entre os episódios abordados estão a compra do Twitter, posteriormente rebatizado de X, a atuação de Musk no governo Trump e os contratos de empresas como a SpaceX com o governo americano. Para Gibney, a combinação entre negócios, tecnologia e política deu a Musk uma influência incomum para alguém que não ocupa um cargo eletivo. O filme também aborda o envolvimento de Musk com movimentos políticos de direita em diferentes países. Um dos exemplos é seu apoio à Alternativa para a Alemanha (AfD), partido alemão de direita que ganhou força nos últimos anos. Filme usa inteligência artificial Uma das escolhas da produção é o uso de uma versão de Musk gerada por inteligência artificial. O personagem reproduz declarações feitas publicamente pelo empresário ao longo dos anos. Questionado sobre o risco de enfrentar uma disputa judicial pelo uso da inteligência artificial, Gibney afirmou que a equipe consultou advogados antes de adotar o recurso. “Consultamos nossos advogados, e eles nos deram sinal verde para seguir em frente.” O documentário também reúne depoimentos de pessoas que conviveram com Musk, entre elas Ashley St. Clair, ex-parceira do empresário e mãe de um de seus filhos. Segundo St. Clair, ela recusou um acordo de confidencialidade de US$ 40 milhões após o fim do relacionamento. Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), em janeiro de 2026 AP Photo/Markus Schreiber

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Efeito China: mais da metade dos carros importados pelo Brasil já vem do país asiático, diz a Anfavea
Economia

Efeito China: mais da metade dos carros importados pelo Brasil já vem do país asiático, diz a Anfavea

📅 08/09/2026, 14:00

Veja os principais SUVs anunciados no Festival Interlagos Nos oito primeiros meses do ano, o Brasil importou 406,7 mil veículos, volume 29,8% maior que no mesmo período de 2025. Mais da metade veio da China (são 221 mil, com alta de 109,9% em relação ao ano anterior). E outras quatro marcas chinesas já confirmaram a chegada ao mercado brasileiro. Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O levantamento também mostra que a produção de veículos no Brasil chegou a 271,2 mil unidades em agosto, o maior volume mensal desde outubro de 2019. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Na comparação com julho, a produção cresceu 6,8%. Em relação a agosto do ano passado, a alta foi de 9,4%. De janeiro a agosto, as montadoras produziram quase 1,9 milhão de veículos no Brasil, 8,5% a mais que no mesmo período de 2025. Apesar do crescimento, a Anfavea afirma que cerca de dois terços do aumento da produção neste ano vieram de modelos montados em CKD e SKD. Nesses sistemas, os veículos chegam ao Brasil desmontados ou parcialmente desmontados e são montados no país. Esse modelo de produção tem sido adotado pelas novas montadoras chinesas por aqui. A entidade já havia alertado que esse modelo de produção, que exige menos mão de obra na montagem, poderia ganhar espaço no Brasil após o governo ampliar os incentivos. “É uma produção que deve ser comemorada, pois reflete o aquecimento do mercado interno, a despeito da queda nas exportações. Contudo, vale ressaltar que dois terços das quase 150 mil unidades produzidas a mais neste ano são compostos por modelos em SKD e CKD, e apenas um terço por modelos com produção plena no país”, destacou o presidente da Anfavea, Igor Calvet. Exportações ainda em baixa Linha de montagem da Stellantis na cidade de Betim (MG) Divulgação / Stellantis As exportações somaram 39,8 mil veículos em agosto, alta de 2,2% em relação a julho. Na comparação com agosto do ano passado, porém, houve queda de 31,7%. De janeiro a agosto, as exportações recuaram 22,9%, principalmente pela redução das vendas para a Argentina. No mercado interno, os emplacamentos chegaram a 275,1 mil veículos em agosto. O número ficou 1,6% abaixo do registrado em julho, que teve mais dias úteis, mas foi 22,1% maior que o de agosto do ano passado. Entre janeiro e agosto, foram licenciados 1,975 milhão de veículos, alta de 18,4%. A marca de 2 milhões de emplacamentos foi alcançada nos primeiros dias de setembro, cerca de um mês antes do observado em 2025. Os veículos eletrificados responderam por 24,4% das vendas em agosto, participação recorde. Apenas os modelos totalmente elétricos somaram 25,9 mil unidades no mês. De janeiro a agosto, elétricos e híbridos somaram 372 mil emplacamentos, alta de 125,8%. Segundo a Anfavea, os modelos produzidos no Brasil representam 39% dos eletrificados vendidos no país. Entre os programas voltados ao setor, a Anfavea destaca o Carro Sustentável. Desde o lançamento do programa, em julho de 2024, as vendas dos modelos contemplados cresceram 27,2%. No segmento de caminhões, o programa Move Brasil ajudou a amenizar a queda nas vendas ao longo do ano. Até agosto, foram emplacados 70,7 mil caminhões e 14,5 mil ônibus. Fábrica da BYD em Camaçari (BA) divulgação/BYD

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Mobilização de ministros aposentados pressiona Fachin
Economia

Mobilização de ministros aposentados pressiona Fachin

📅 08/09/2026, 12:43

A carta aberta de ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF) ao presidente da corte, a Edson Fachin, foi costurada ao longo do fim de semana e teve uma mobilização para localizar ex-colegas, alguns fora do Brasil. O blog ouviu três signatários, que afirmaram estar "extremamente" preocupados com o impacto na confiança institucional do STF das revelações e também dos embates internos na corte. Desde o meio da semana passada, ministros aposentados começaram a trocar ideias sobre o conteúdo. Entre sexta (4) e sábado (5), houve uma força tarefa para localizar ministros e arredondar um texto enxuto, mas que fosse contundente. Em carta a Fachin, ministros aposentados defendem 'imediata e rigorosa apuração' Os pontos centrais acordados foram a necessidade de uma sessão plenária aberta, para evitar novas reuniões fechadas — como a que enterrou indícios levados pela Polícia Federal acerca do ministro Dias Toffoli —, e a apuração ampla dos fatos por meio de inquérito. Um dos signatários reconheceu ainda que há a preocupação com a sucessão no STF e o risco institucional da próxima presidência ser de Alexandre de Moraes antes de indícios que surgiram serem apurados. Perguntados sobre nomes que não assinaram a carta, os signatários preferiram não se manifestar. LEIA TAMBÉM: Barroso fica fora de manifesto de ex-ministros e busca saída interna para crise no STF Rosa Weber, Joaquim Barbosa e Ayres Britto e outros 10 ministros aposentados pedem a Fachin 'imediata e rigorosa' apuração de crise no STF Reprodução Cronologia A mobilização dos ex-ministros ocorre em meio à crise mais grave enfrentada pelo STF nos últimos anos. O estopim foi a divulgação, por decisão do ministro André Mendonça, de um relatório da Polícia Federal produzido no âmbito do caso Master, que trouxe à tona mensagens e contatos envolvendo integrantes da Corte, autoridades e o banqueiro Daniel Vorcaro. A divulgação desencadeou uma escalada da crise institucional, com Alexandre de Moraes pedindo a abertura de investigação contra Mendonça e com o presidente do STF, Edson Fachin, assumindo a condução dos procedimentos relacionados ao caso. Desde então, Fachin tem defendido que a resposta da Corte seja guiada pelo devido processo legal e afirmou que nenhum integrante do Judiciário está acima da Constituição. Nos últimos dias, a pressão por uma apuração mais ampla ganhou força dentro e fora do tribunal. Em carta divulgada na segunda (7), 13 ministros aposentados do STF, entre eles Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Ellen Gracie, Nelson Jobim e Celso de Mello, pediram a Fachin uma sessão pública do plenário para determinar uma "imediata e rigorosa apuração" dos fatos que, segundo os signatários, colocaram em risco a credibilidade da Corte e das instituições democráticas. O manifesto expôs a preocupação de ex-integrantes do Supremo com o desgaste da imagem do tribunal e abriu uma nova frente de pressão sobre a presidência do STF em meio aos embates internos provocados pela crise

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Grindr aceita pagar R$ 180 milhões para encerrar ação no Reino Unido por vazamento de dados, diz jornal
Economia

Grindr aceita pagar R$ 180 milhões para encerrar ação no Reino Unido por vazamento de dados, diz jornal

📅 08/09/2026, 12:40

Aly Song/Reuters O aplicativo de relacionamentos Grindr concordou em pagar 26 milhões de libras (R$ 180 milhões) para encerrar uma ação judicial promovida por milhares de usuários no Reino Unido, segundo o jornal "The Guardian". O processo acusava a empresa de compartilhar dados pessoais altamente sensíveis com empresas de publicidade, incluindo, em alguns casos, o status de HIV dos cadastrados. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A decisão encerra uma disputa judicial de dois anos iniciada em abril de 2024, quando um escritório de advocacia entrou com a ação na Alta Corte da Inglaterra e do País de Gales. A queixa representava 12 mil pessoas afetadas por violações das leis de privacidade britânicas em períodos que vão até o início de 2020. Caso o valor seja distribuído igualmente, cada representado receberá uma média de 2.167 libras (R$ 15 mil). Agora no g1 Grindr começa a exigir verificação de idade para usuários no Brasil O acordo estabelece que a empresa pagará metade do valor total até o fim deste ano e a outra metade até o final de março de 2027. Em comunicado a órgãos reguladores dos Estados Unidos, a plataforma informou ter resolvido a ação coletiva referente a práticas adotadas antes de 2020, época em que pertenceu à empresa chinesa de jogos Beijing Kunlun Tech, segundo o Guardian. A empresa declarou, segundo o jornal inglês, que o acordo não representa admissão de responsabilidade. Apesar de contestar as alegações, a plataforma afirmou reconhecer o desgaste e a perda de confiança relatados por parte de seus usuários no Reino Unido em relação a esse período. Em 2021, o aplicativo já havia sido multado na Noruega por compartilhar, sem consentimento, dados dos usuários com empresas de publicidade.

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'Dinheiro esquecido': BC diz que R$ 5,6 bilhões podem ser resgatados; 23,6 milhões de pessoas têm direito
Economia

'Dinheiro esquecido': BC diz que R$ 5,6 bilhões podem ser resgatados; 23,6 milhões de pessoas têm direito

📅 08/09/2026, 12:37

O Banco Central (BC) atualizou os dados e informou nesta terça-feira (8) que ainda existem, nas instituições financeiras, R$ 5,64 bilhões em "recursos esquecidos" pelos clientes. O balanço considera valores contabilizados até julho deste ano. Deste total: R$ 4,24 bilhões são recursos de 23,6 milhões de pessoas físicas; R$ 1,4 bilhão são valores de 2,2 milhões de empresas. Em março, segundo o Banco Central, havia R$ 10,6 bilhões de valores esquecidos nas instituições financeiras. Parte do montante foi transferida para um fundo público para viabilizar o Desenrola 2.0. Em maio, o valor já havia recuado para R$ 6,2 bilhões e, em junho, para R$ 5,1 bilhões. O sistema do BC permite consultar se pessoas físicas (inclusive falecidas) e empresas deixaram valores para trás em bancos, consórcios ou outras instituições. Governo anunciou uso do dinheiro; TCU apura Dinheiro esquecido: governo quer usar parte do valor para financiar o Desenrola 2.0 No começo de maio, o governo anunciou o uso, de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões, dos recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos para viabilizar descontos no Desenrola 2.0 – novo programa de renegociação de dívidas. No fim de maio, parte do dinheiro, cerca de R$ 5,7 bilhões, foi encaminhada para um fundo público, o Fundo de Garantia de Operações (FGO), para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, parte do dinheiro desse fundo vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito. "Os recursos não reclamados serão utilizados para o FGO garantir operações do próprio sistema financeiro. Haverá segregação de 10% do saldo transferido que ficará disponível para cobrir eventuais pedidos de resgate [pelos correntistas]", informou o governo à época. Como informou o g1 em junho, o caso entrou na mira do Tribunal de Contas da União (TCU). Técnicos do tribunal apuram o uso de recursos para programas federais por fora do orçamento público. Por não passar pelo orçamento da União, os recursos não estão dentro dos limites de gastos que têm de ser obedecido. Pelas regras, os gastos não podem crescer mais de 2,5% ao ano (acima da inflação). Se fosse incluído formalmente no orçamento, e consequentemente no limite de gastos, o governo teria de bloquear igual montante em outras despesas livres (discricionárias), aumentando as dificuldades em um ano eleitoral. Em julho, o governo informou que, justamente para obedecer ao limite de despesas existente, R$ 17,9 bilhões do orçamento dos ministérios ainda permaneciam bloqueados neste ano. A limitação de recursos já está afetando áreas importantes, como atividades de fiscalização, investimentos em tecnologia e a prestação de serviços à população, como as agências reguladoras. Relatório do Banco Central dos EUA de 2022 afirmou que o PIX é uma moeda digital Getty Images via BBC Como consultar o dinheiro esquecido Como consultar e resgatar o 'dinheiro esquecido' no Banco Central O único site no qual é possível fazer a consulta e saber como solicitar a devolução dos valores para pessoas jurídicas ou físicas, incluindo falecidas, é o https://valoresareceber.bcb.gov.br. 🔑Via sistema do Banco Central, os valores só serão liberados para aqueles que fornecerem uma chave PIX para a devolução. 📞Caso não tenha uma chave cadastrada, é preciso entrar em contato com a instituição para combinar a forma de recebimento. Outra opção é criar uma chave e retornar ao sistema para fazer a solicitação. 💰No caso de valores a receber de pessoas falecidas, é preciso ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal para consultá-los. Também é necessário preencher um termo de responsabilidade. Após a consulta, é preciso entrar em contato com as instituições nas quais há valores a receber e verificar os procedimentos. Cédulas de dinheiro, em imagem de arquivo Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Dólar cai a R$ 5,08 e Ibovespa sobe, com petróleo e cenário eleitoral no radar
Economia

Dólar cai a R$ 5,08 e Ibovespa sobe, com petróleo e cenário eleitoral no radar

📅 08/09/2026, 12:00

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda nesta terça-feira (8), recuando 0,86%, a R$ 5,0857. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1,20%, aos 187.367 pontos. A intenção de voto no Brasil segue no radar dos investidores, conforme se aproximam as eleições presidenciais. Na segunda-feira (7), uma pesquisa da Quaest apontou Lula (PT) com 36% das intenções de voto no 1º turno da eleição presidencial, contra 29% de Flávio Bolsonaro (PL) no cenário com 13 candidatos, que inclui o candidato Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível. Veja mais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ No exterior, as preocupações com o conflito no Oriente Médio continuam a se refletir nos preços do petróleo. Nesta terça-feira, os houthis do Iêmen, apoiados por Teerã, atacaram instalações de energia e cidades na Arábia Saudita, aliada dos EUA, ferindo mais de 70 pessoas e ressaltando o risco de o conflito com o Irã se transformar em uma guerra regional mais ampla. Em meio às tensões, os preços do petróleo viveram um dia de alta e atingiram nova máxima em seis semanas. No fechamento, o barril do Brent, referência internacional, subiu 0,92%, cotado a US$ 97,92. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançou 1,71%, a US$ 93,03 o barril. ▶️ Na agenda econômica da semana, investidores seguem na expectativa por novos dados de inflação no Brasil e nos EUA, além da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,86%; Acumulado do mês: -1,81%; Acumulado do ano: -7,34%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,20%; Acumulado do mês: +5,65%; Acumulado do ano: +16,29%. Pesquisa eleitoral Pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (7) mostra como está o cenário da eleição presidencial no Dia da Independência do Brasil, a menos de um mês do 1º turno -- que acontecerá em 4 de outubro. Veja os números da pesquisa estimulada, em que a Quaest mostra aos eleitores entrevistados os nomes dos candidatos. Entre parênteses, o resultado da pesquisa anterior, do dia 2 de setembro. Veja, abaixo, os números do cenário de 1º turno sem Pablo Marçal: Lula (PT): 36% (eram 37% em 2 de setembro) Flávio Bolsonaro (PL): 29% (eram 29%) Augusto Cury (Avante): 8% (eram 10%) Renan Santos (Missão): 3% (eram 3%) Ronaldo Caiado (PSD): 3% (eram 1%) Romeu Zema (Novo): 2% (eram 1%) Samara Martins (UP): 1% (era 1%) Edmilson Costa (PCB): 0 (era zero) Rui Costa Pimenta (PCO): 0 (era zero) Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0 (era zero) Clariana Barão (DC): 0 (era zero) Hertz Dias (PSTU): 0 (era zero) Em branco/nulo/nenhum: 8% (eram 7%) Indecisos: 10% (eram 11%) Contratada pela Globo e pelo jornal O Globo, a Quaest entrevistou 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01720/2026. Tensões no Oriente Médio A escalada do conflito no Oriente Médio continua a trazer preocupações para os preços do petróleo no mercado internacional. Nesta terça-feira, os Houthis, grupo extremista do Iêmen realizaram ataques contra cidades e instalações de energia da Arábia Saudita nesta terça-feira (8), deixando ao menos 73 pessoas feridas e provocando incêndios que interromperam temporariamente operações em estruturas energéticas do reino, segundo autoridades sauditas. Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação militar em território saudita, sinalizando uma possível escalada do conflito. De acordo com o Ministério da Energia da Arábia Saudita, algumas instalações no sul do país foram atingidas e tiveram as atividades suspensas. Equipes de bombeiros e de emergência foram mobilizadas para controlar os incêndios e avaliar os danos. Além disso, a marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter capturado um drone subaquático dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz nesta terça-feira (8). Uma fonte do governo americano disse à Reuters que o equipamento militar já apresentava problemas há mais de um dia enquanto monitorava as águas da região. Após a captura do drone, os militares iranianos publicaram em seus meios de comunicação que o 'submarino inteligente' incorpora "a tecnologia mais avançada do mundo no campo da exploração submarina e foi entregue à frota do exército terrorista norte-americano em 2025". Bolsas globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda, conforme investidores avaliavam a escalada das tensões no Oriente Médio e aguardavam os novos dados de inflação, previstos para esta semana. O Dow Jones caiu 1,16%, o S&P 500 teve perdas de 0,58% e o Nasdaq Composite desvalorizou 0,31%. Na Europa, as bolsas as bolsas fecharam mistas, em meio a preocupações com a alta nos preços do petróleo. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,05%, aos 649,6 pontos. Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, fechou estável, enquanto o CAC-40, da França, subiu 0,14% e o FTSE 100, do Reino Unido, caiu 0,10%. As bolsas asiáticas tiveram desempenho misto. Em Xangai, um ligeiro avanço foi impulsionado pelos setores agrícola, de energia e de ouro. As ações de tecnologia, no entanto, fizeram pressão de baixa. O SSEC, índice de Xangai subiu 0,2%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, recuou 0,36%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,38%. Entre os demais mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, teve perdas de 1,70%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve desvalorização de 0,58%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Rick Wilking/Reuters

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Ford do Brasil faz recall da Ranger Raptor por possível problema em airbags laterais
Economia

Ford do Brasil faz recall da Ranger Raptor por possível problema em airbags laterais

📅 08/09/2026, 11:40

Ford Ranger Raptor Divulgação / Ford A Ford do Brasil anunciou nesta terça-feira (8) a convocação de um recall para os proprietários do modelo Ranger Raptor, ano 2026. Segundo a marca, o problema está na capa de proteção interna dos airbags de cortina laterais. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp De acordo com a Ford, uma alteração na peça pode fazer com que a bolsa inflável fique presa ao acabamento da coluna central do veículo, impedindo a abertura correta do sistema em caso de acidente. A falha pode deixar os ocupantes sem a proteção prevista em caso de colisão. Além disso, o acabamento da coluna central pode se soltar e ser arremessado dentro da cabine, aumentando o risco de lesões. Agora no g1 Para corrigir o defeito, a montadora fará a substituição gratuita da capa de proteção interna dos airbags laterais. Os reparos começam em 10 de outubro de 2026 e devem levar cerca de duas horas. O recall envolve veículos fabricados entre 11 de março e 19 de junho de 2026, com finais de chassi entre TX764311 e TX784494. O g1 procurou a Ford para saber quantas unidades da picape estão envolvidas no recall. A reportagem será atualizada se a empresa divulgar a informação.

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Mercado financeiro reduz estimativa de inflação para 5% e eleva projeção de crescimento da economia em 2026
Economia

Mercado financeiro reduz estimativa de inflação para 5% e eleva projeção de crescimento da economia em 2026

📅 08/09/2026, 11:30

O mercado financeiro reduziu sua estimativa de inflação, mas, ao mesmo tempo, elevou sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. As informações fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta terça-feira (8) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Para o comportamento da inflação, os economistas do mercado financeiro baixaram sua projeção, relativa ao ano de 2026, de 5,01% para 5%. A queda na estimativa de inflação acontece apesar da retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). Agora no g1 O presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu novas rodadas de negociações. Entretanto, o Irã impõe condições. ➡️ Para 2026, a estimativa de inflação caiu de 5,01% para 5%; ➡️ Para 2027, a expectativa subiu de 4,28% para 4,29%; ➡️ Para 2028, a previsão continuou em 3,80%; ➡️ Para 2029, a estimativa ficou estável em 3,50%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Produto Interno Bruto Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, o mercado financeiro elevou sua projeção de 1,92% para 1,93% na semana passada. Com isso, os analistas estimam desaceleração da economia neste ano, visto que, em 2025, o PIB cresceu 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. 🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social. Para 2027, a projeção do mercado de crescimento do PIB permaneceu estável em 1,5%. Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços. A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias. Inflação de junho é a menor para o mês em 3 anos, mas ainda está acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central Jornal Nacional/ Reprodução Corte dos juros O mercado financeiro também continuou prevendo corte de juros neste ano e nos próximos. Atualmente, a taxa está em 14% ao ano — após quatro cortes neste ano. A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 permaneceu em 13,75% ao ano na última semana, embutindo uma última redução da taxa neste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10,50% ao ano. Taxa de câmbio O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos continuou em R$ 5,30 por dólar.

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Trend dos anos 80: saiba como criar sua foto com visual da época usando IA
Economia

Trend dos anos 80: saiba como criar sua foto com visual da época usando IA

📅 08/09/2026, 11:19

Trend dos anos 80: saiba como fazer a sua foto usando IA Reprodução/Redes sociais Uma nova trend em que pessoas aparecem com roupas e cortes de cabelo no estilo dos anos 1980 viralizou nas redes sociais, principalmente no Instagram e no TikTok. (veja como fazer a sua) As imagens inundaram inicialmente os Stories do Instagram, mas a trend cresceu e chegou ao feed. As fotos têm sido geradas por ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT e o Gemini. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 No Instagram, além de uma figurinha nos Stories, há pelo menos 21 mil publicações com a hashtag "trendanos80". Segundo o Google, a busca pelo termo "trend anos 80" aumentou 5.000% em comparação com a semana passada. Vários artistas e famosos também entraram na onda, como Ana Maria Braga, Jorge e Mateus, Virginia, Fernanda Paes Leme, Patrícia Poeta e Sabrina Sato, entre outros. (veja mais abaixo) Agora no g1 É importante lembrar que, ao compartilhar suas fotos com ferramentas de IA, você também está enviando informações pessoais para a tecnologia. Esses dados podem ser usados para treinar e aprimorar os sistemas. Por isso, verifique os termos de uso da ferramenta para entender como suas informações poderão ser utilizadas. Como criar uma foto no estilo dos anos 80 Acesse o ChatGPT ou o Gemini pelo site ou aplicativo. Escolha uma foto sua em boa qualidade. Use o seguinte prompt (comando): "Com base na minha foto, crie uma imagem ultrarrealista de como eu seria se vivesse nos anos 80. Mantenha os traços do meu rosto, mas adicione um penteado volumoso típico da época, roupas clássicas dos anos 80 com cores marcantes ou jeans de cintura alta, e uma iluminação com granulação de filme fotográfico antigo." Em poucos segundos, a ferramenta gera a imagem. Sabrina Sato na trend dos anos 80. Reprodução/Instagram Gil do Vigor na trend dos anos 80. Reprodução/Instagram Pepita na trend dos anos 80. Reprodução/Instagram Ana Maria Braga na trend dos anos 80. Reprodução/Instagram Tata Werneck na trend dos anos 80. Reprodução/Instagram Dani Calabresa na trend dos anos 80. Reprodução/Instagram Patixa Teló na trend dos anos 80. Reprodução/Instagram 'Parece lixo de IA': por que plataformas agora estão 'dedurando' conteúdos feitos com IA

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Volkswagen abre caminho para converter fábrica desativada para produção de armas
Economia

Volkswagen abre caminho para converter fábrica desativada para produção de armas

📅 08/09/2026, 10:45

Fábrica da Volkswagen em Osnabrück, Alemanha Divulgação / Volkswagen A Volkswagen anunciou nesta segunda-feira (07) que uma de suas fábricas na Alemanha, que terá sua produção de automóveis encerrada, será vendida e convertida para a fabricação de armas produzidas por uma empresa israelense. A medida faz parte de uma ampla reestruturação na maior fabricante de automóveis da Europa, que atravessa uma grave crise. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A empresa anunciou recentemente o maior plano de demissões da história da indústria automotiva global, enquanto se vê pressionada pela concorrência chinesa, tarifas de importação dos Estados Unidos e a baixa demanda dos consumidores por veículos elétricos. Agora no g1 O anúncio também representa a mais recente parceria entre uma automobilística alemã e o setor de defesa. Um mercado em expansão à medida que vários países reforçam suas Forças Armadas em meio à ameaça cada vez maior representada por conflitos e guerras, em um cenário internacional cada vez mais instável. O acordo ainda não constitui uma venda definitiva, mas visa estabelecer as bases para as próximas etapas, incluindo a definição de responsabilidades, a determinação da estrutura e a preparação para a transição. Domo de Ferro e Iron Beam A fábrica da VW em Osnabrück, no noroeste da Alemanha, será vendida para a empresa de investimentos Aurelius Capital, sediada em Tel Aviv, e para o estado alemão da Baixa Saxônia, um importante acionista da VW, para desenvolver um projeto inicial de defesa para a empresa israelense Rafael Advanced Defence Systems. A produção de automóveis na unidade será encerrada em 2027. A Rafael, fabricante de sistemas de defesa aérea, mísseis guiados e sistemas de guerra eletrônica, é conhecida pelo Domo de Ferro, o sistema de defesa antiaérea utilizado por Israel. A empresa também produz o Iron Beam, uma arma a laser projetada para interceptar alvos aéreos. Além disso, fornece o sistema de proteção ativa Trophy, capaz de destruir mísseis e armas antitanque, utilizado nos tanques de guerra Leopard, fabricados na Alemanha. Fábrica da Volkswagen em Osnabrück, Alemanha Divulgação / Volkswagen Sistemas de defesa antiaérea "Com o acordo de hoje, damos um passo importante para abrir um novo futuro industrial para o local", disse o CEO da Volkswagen, Oliver Blume, assegurando que a empresa "assume sua responsabilidade em relação a Osnabrück". O acordo garantirá a preservação de pelo menos 1,2 mil dos 1,8 mil empregos na fábrica, segundo o conselho de trabalhadores da VW, após a decisão tomada pela empresa, em 2024, de encerrar a produção de veículos em Osnabrück até 2027. O projeto com a Rafael estará centrado na possível fabricação de sistemas de defesa aérea e componentes voltados para a Alemanha e outros países europeus, informou a montadora, sem fornecer mais detalhes. O valor da venda também não foi divulgado. "Estamos construindo uma relação industrial de longo prazo com nossos parceiros alemães, com o objetivo de que a tecnologia seja totalmente produzida na Alemanha, para proteger a Alemanha e a Europa", disse Yoav Tourgeman, presidente e CEO da Rafael. A unidade de Osnabrück, com 125 anos de história, produz atualmente os veículos T-Roc Cabriolet, bem como os modelos Cayman e Boxster para a Porsche, empresa controlada pelo grupo Volkswagen. Veículos saem da linha de montagem na fábrica da Volkswagen em Osnabrück, Alemanha Divulgação / Volkswagen Sindicato: VW "não está isenta" de responsabilidade O futuro a longo prazo de outras quatro fábricas alemãs do grupo VW permanece incerto, enquanto a empresa avança sua estratégia de reduzir custos. Na semana passada, a direção e os sindicatos concordaram em avaliar "usos alternativos" para essas unidades, ao mesmo tempo em que aprovaram a redução de mais 50 mil postos de trabalho, elevando para 100 mil o total de vagas a serem eliminadas no grupo nos próximos anos. Até o momento, a gigante automotiva – que engloba dez marcas, incluindo a Audi e a Seat – conseguiu evitar o fechamento de grandes fábricas em seu país de origem ao longo de seus 89 anos de história. "A medida de hoje abre oportunidades para a unidade, mas não exime a Volkswagen da responsabilidade de criar perspectivas sólidas também para os funcionários restantes", disse Christiane Benner, membro do conselho de supervisão da VW. Modelos históricos da Volkswagen em exibição na fábrica do Grupo VW em Osnabrück, Alemanha Divulgação / Volkswagen VW evita polêmica ao não negociar diretamente com Israel A venda da fábrica para o estado da Baixa Saxônia e para a Aurelius Capital ajuda a VW a evitar a questão politicamente delicada de negociar diretamente com uma empresa de defesa israelense. O Catar, cujo fundo soberano é o terceiro maior acionista da automobilística alemã, não reconhece o Estado de Israel. O anúncio é a mais recente parceria entre os setores automotivo e de defesa. Em junho, a Mercedes-Benz informou ter fechado um acordo com a fabricante de drones Tytan Technologies para adaptar algumas de suas vans para operações móveis de defesa contra drones. Segundo relatos, a Mercedes também manteve conversas com a KNDS – fabricante franco-alemã de tanques e armamentos – sobre a possibilidade de produzir veículos blindados para transporte de pessoal em uma fábrica da empresa.

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Tarifas do Canadá sobre produtos dos EUA entram em vigor nesta terça-feira; entenda a disputa
Economia

Tarifas do Canadá sobre produtos dos EUA entram em vigor nesta terça-feira; entenda a disputa

📅 08/09/2026, 06:00

Após tarifas de Trump, Canadá anuncia retaliação de até 50% contra os EUA O Canadá começa a aplicar nesta terça-feira (8) novas tarifas de 15%, 25% e 50% sobre produtos importados dos Estados Unidos, acirrando a disputa comercial entre os dois países. As novas medidas atingem mercadorias americanas avaliadas em 27,6 bilhões de dólares canadenses, cerca de US$ 20 bilhões ou R$ 103 bilhões na cotação atual. ➡️ A lista inclui aço, alumínio, laticínios, eletrodomésticos, equipamentos agrícolas, papel e celulose, plásticos e componentes eletrônicos. (veja abaixo as alíquotas por produto) As tarifas foram impostas em retaliação as taxas impostas pelos EUA sobre produtos canadenses. Em alguns casos, elas chegam a 50%. A medida ocorre depois do fracasso de uma série de rodadas de negociações entre os governos de Donald Trump e Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, em agosto. 'Basta': Trump reage a tarifas de retaliação do Canadá e aumenta tensão na guerra comercial Tarifas do Canadá aos EUA: veja a alíquota por produto O que muda a partir desta terça As novas tarifas canadenses foram desenhadas para atingir mercadorias americanas dos mesmos setores afetados pelas barreiras impostas recentemente pelos EUA. A ideia é fazer uma retaliação proporcional. Ou seja, quando Washington aplica uma determinada tarifa a um produto canadense, Ottawa cobra uma taxa equivalente sobre mercadorias americanas correspondentes. As medidas não atingem mercadorias americanas que já estavam em trânsito para o Canadá quando as tarifas entraram em vigor. Além disso, a cobrança vale apenas para produtos considerados de origem americana. O Canadá também mantém as tarifas de retaliação que já estavam em vigor sobre automóveis americanos. Como a disputa comercial começou O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, na Casa Branca em Washington, D.C., EUA, 7 de outubro de 2025. REUTERS/Evelyn Hockstein/Foto de arquivo A disputa começou no início de 2025, quando Trump, em seu segundo mandato, anunciou tarifas sobre produtos canadenses. Entre as justificativas apresentadas pelo governo americano estavam o combate ao tráfico de fentanil e a redução do déficit comercial dos EUA. A entrada em vigor chegou a ser adiada por 30 dias após negociações entre os dois governos. Em março, porém, Washington colocou em vigor uma tarifa de 25% sobre diversos produtos canadenses e uma taxa de 10% sobre parte das importações de energia. Ottawa respondeu com sua primeira grande lista de retaliação, que incluía alimentos, bebidas, eletrodomésticos, roupas e outros bens de consumo. Pouco depois, o conflito ganhou um novo foco. Os EUA passaram a cobrar 25% sobre aço e alumínio importados, e o Canadá respondeu com novas tarifas sobre produtos americanos, entre eles aço, alumínio, computadores, servidores, monitores e equipamentos esportivos. O setor automotivo entrou na disputa na sequência. Também em março de 2025, Trump anunciou uma tarifa de 25% sobre automóveis importados. As regras estabeleciam um tratamento diferente para veículos que cumprissem as exigências do acordo comercial entre Estados Unidos, Canadá e México, conhecido pela sigla USMCA. Em abril, o Canadá respondeu com tarifas sobre veículos americanos que não se enquadravam nas regras do acordo e sobre determinados componentes produzidos fora da América do Norte. Mesmo com a escalada, os governos continuaram tentando chegar a um acordo. Em maio, Carney se reuniu com Trump na Casa Branca. No mês seguinte, os dois países estabeleceram um prazo de 30 dias para tentar avançar nas negociações. A tentativa não prosperou. Em junho, as conversas foram interrompidas após uma disputa envolvendo o imposto canadense sobre serviços digitais. O Canadá posteriormente retirou a medida na tentativa de reabrir as negociações. Ainda em 2025, Washington elevou essas tarifas para 50%. Ottawa, por sua vez, retirou em setembro a maior parte das tarifas de retaliação que havia imposto sobre produtos americanos. As cobranças sobre aço, alumínio e automóveis foram mantidas. A redução das barreiras não encerrou a disputa. Ao longo de 2026, novas medidas voltaram a aumentar a pressão sobre o comércio entre os dois países. O que aconteceu em 2026 Em julho deste ano, os EUA anunciaram uma tarifa de 10% sobre produtos canadenses relacionada a uma investigação sobre trabalho forçado. Mercadorias que cumprem as regras do USMCA ficaram isentas. No mesmo mês, ocorreu a primeira revisão obrigatória do acordo comercial entre EUA, Canadá e México. Washington decidiu não estender o tratado em sua forma atual, acionando o mecanismo de revisões anuais previsto no próprio acordo. O USMCA, porém, continua em vigor. Também em julho, o governo americano recorreu à chamada Seção 338 da legislação comercial dos EUA para anunciar tarifas adicionais de até 50% sobre cerca de 27,6 bilhões de dólares canadenses em produtos do Canadá. Entre os itens atingidos estavam vinho, móveis, laticínios, cimento, roupas e equipamentos esportivos. As novas barreiras levaram os governos a intensificar as negociações. O objetivo de Ottawa era evitar outra rodada de tarifas e preservar o acesso de empresas canadenses ao mercado americano. As conversas fracassaram em agosto. No dia 22, os EUA colocaram em vigor as tarifas de 50% sobre os produtos canadenses. O governo de Carney anunciou que responderia com medidas equivalentes a partir deste 8 de setembro. Dois dias depois, Trump anunciou ainda uma tarifa de 50% sobre carros, caminhões e peças automotivas canadenses a partir de janeiro de 2027. Por que a disputa é tão importante Canadá e Estados Unidos têm uma das relações comerciais mais integradas do mundo. Empresas dos dois países dependem umas das outras para obter matérias-primas, peças e componentes. Isso é especialmente evidente na indústria automotiva. Um componente pode ser fabricado nos Estados Unidos, enviado ao Canadá para a montagem de um veículo e depois atravessar novamente a fronteira como parte de um produto acabado. Por isso, uma tarifa pode afetar muito mais do que o exportador estrangeiro. O importador paga o imposto diretamente à alfândega, mas o custo pode ser dividido entre empresas ao longo da cadeia e, dependendo do produto e das condições do mercado, chegar ao consumidor. A ameaça de novas tarifas sobre veículos é particularmente sensível por causa dessa integração. Montadoras instaladas no Canadá dependem de fornecedores de diferentes partes da América do Norte. Toyota e Honda, por exemplo, respondem juntas por mais de três quartos dos veículos produzidos no país. Uma tarifa de 50% sobre carros e peças canadenses pode, portanto, atingir não apenas empresas canadenses, mas também companhias estrangeiras que utilizam o Canadá como base de produção. Bombardier vira novo ponto de tensão A disputa também começou a alcançar decisões sobre onde as empresas devem produzir seus produtos. Na segunda-feira (7), um dia antes da entrada em vigor das tarifas canadenses, Trump afirmou que a fabricante canadense de jatos executivos Bombardier deveria fabricar seus aviões nos Estados Unidos para continuar vendendo no mercado americano. Caso contrário, segundo o presidente, a empresa poderia ser impedida de vender seus produtos no país. A Bombardier tem cerca de 3,5 mil funcionários nos Estados Unidos, centros de serviços e uma cadeia de fornecedores americanos. A empresa também gasta mais de US$ 2,5 bilhões por ano com fornecedores do país, e muitos de seus jatos utilizam motores fabricados nos Estados Unidos. A ameaça mostra como o conflito deixou de ser apenas uma discussão sobre tarifas e passou a envolver também investimentos, localização de fábricas e cadeias de fornecedores. O próprio Canadá já anunciou medidas para incentivar a produção doméstica. O governo destinou 4,7 bilhões de dólares canadenses para produzir e manter 313 vagões da VIA Rail no país. O projeto deve sustentar quase 700 empregos. Os equipamentos, que antes eram produzidos nos EUA, passarão a ser fabricados no Canadá. Efeitos já aparecem na economia canadense A dimensão do conflito também pode ser observada nos dados mais recentes do comércio canadense. Em julho, o superávit comercial de bens do país caiu para 769 milhões de dólares canadenses, ante 4,2 bilhões de dólares canadenses em junho. No mesmo mês, as exportações canadenses para os Estados Unidos recuaram 6,6%, enquanto as importações de produtos americanos cresceram 1,8%. Em agosto, o Canadá perdeu cerca de 42 mil empregos, enquanto a taxa de desemprego ficou em 6,4%. Os números não podem ser atribuídos exclusivamente às tarifas, mas mostram o ambiente de maior incerteza enfrentado pela economia canadense.

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Mega-Sena pode pagar R$ 70 milhões nesta terça-feira; g1 transmite ao vivo
Economia

Mega-Sena pode pagar R$ 70 milhões nesta terça-feira; g1 transmite ao vivo

📅 08/09/2026, 03:00

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.055 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 70 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (8), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso do último domingo (6), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Ainda restam cinco feriados nacionais em 2026; confira as datas
Economia

Ainda restam cinco feriados nacionais em 2026; confira as datas

📅 08/09/2026, 03:00

Feriadão à vista: falta uma semana para o próximo feriado prolongado Depois do feriado da Independência do Brasil, celebrado em 7 de setembro, na última segunda-feira, o próximo feriado nacional será em 12 de outubro, quando são comemorados o Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e o Dia das Crianças. Até o fim de 2026, o calendário ainda reserva cinco feriados nacionais. Desses, quatro podem ser emendados com o fim de semana, criando oportunidades para períodos prolongados de descanso (veja o calendário abaixo). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O feriado voltará a cair em uma segunda-feira, garantindo um fim de semana prolongado de três dias para quem não trabalha aos sábados e domingos. Mesmo nos feriados nacionais, porém, nem todos os trabalhadores têm folga. A legislação permite o funcionamento de serviços essenciais e de outras atividades autorizadas a operar nessas datas. ⚠️ Nesses casos, quem trabalhar no feriado pode ter direito a remuneração em dobro ou folga compensatória, conforme as regras aplicáveis. Praia Fortaleza Ceará folga feriado sol Divulgação Quais são os próximos feriados de 2026? Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. Este é um dos calendários mais favoráveis dos últimos anos para quem deseja planejar folgas prolongadas ao longo do ano. Depois do 12 de outubro, a próxima data será 2 de novembro, quando é celebrado o Dia de Finados. A data também cairá em uma segunda-feira e poderá render um descanso prolongado para quem não trabalha aos fins de semana. Outra possibilidade de feriadão será em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, que cairá em uma sexta-feira, formando três dias seguidos de descanso para quem não trabalha aos fins de semana. Desde 2023, a data é feriado nacional. A mudança foi aprovada pelo Congresso e sancionada em dezembro daquele ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Veja abaixo os próximos feriados nacionais e os dias da semana em que caem: 12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira) 2 de novembro, Finados (segunda-feira) 15 de novembro, Proclamação da República (domingo) 20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira) 25 de dezembro, Natal (sexta-feira) Confira também os próximos pontos facultativos, que podem render folgas em alguns casos: 28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira) 24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira) 31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira) O g1 preparou um calendário com todos os pontos facultativos e feriados nacionais de 2026. Confira: Calendário 2026 g1 LEIA TAMBÉM As melhores datas para tirar férias em 2026: veja como emendar feriados e ganhar até seis dias de descanso Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada; veja como aproveitar Feriados de 2026: quase todos caem em dias úteis e viram folga prolongada

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Em uma semana, André Mendonça dispara e conquista 1,3 milhão de seguidores
Economia

Em uma semana, André Mendonça dispara e conquista 1,3 milhão de seguidores

📅 07/09/2026, 21:39

Em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF), o perfil do ministro André Mendonça no Instagram registrou uma disparada no número de seguidores. 📈 Entre 30 de agosto e 6 de setembro, a conta ganhou 1,3 milhão de novos seguidores, ultrapassando a marca de 3,3 milhões. O crescimento foi registrado por um levantamento da plataforma Social Blade, que rastreia estatísticas e dados analíticos de mídias sociais. Durante dois os períodos analisados, últimos três e de sete dias, Mendonça foi quem mais ganhou seguidores entre todos os perfis monitorados no mundo. Agora no g1 O ministro ficou à frente do jogador argentino Lionel Messi, que ocupou a segunda colocação no ranking, com 883.698 novos seguidores. Ao todo, o jogador argentino tem 517 milhões de seguidores no Instagram. O feito de Mendonça coincidiu com o anúncio da aposentadoria de Messi da seleção argentina. No dia 31 de agosto, o ídolo comunicou, em seu perfil, a decisão de encerrar sua trajetória pela camisa albiceleste. Completaram o top 5 do período: o jogador Gabriel Jesus, anunciado como reforço do Barcelona FC também na última semana; o youtuber turco Rúhi Çenet; e a influenciadora Eliziane Ferreira Cruz, conhecida como “Bebinha Arueira”. André Mendonça concluiu voto sobre responsabilidade das redes sociais nesta quarta (5) Gustavo Moreno/STF

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Trump ameaça impedir Bombardier de vender aviões nos EUA se empresa canadense não passar a produzir no país
Economia

Trump ameaça impedir Bombardier de vender aviões nos EUA se empresa canadense não passar a produzir no país

📅 07/09/2026, 19:58

Canadá anuncia tarifas sobre 700 produtos americanos em retaliação ao tarifaço de Trump O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta segunda-feira (7) impedir a Bombardier, fabricante de aviões com sede no Canadá, de vender aeronaves no mercado americano caso a empresa não passe a produzir no país. A declaração é mais um episódio da guerra comercial entre Washington e Ottawa e da estratégia de Trump de pressionar empresas a fabricar nos Estados Unidos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 “Não haverá mais vendas da Bombardier nos Estados Unidos! Os produtos deles não são bons o suficiente!”, escreveu Trump em uma publicação na rede Truth Social. Segundo o presidente, se a empresa quiser acessar o mercado americano, terá de produzir seus aviões nos EUA. ➡️ A Casa Branca não informou como a ameaça seria colocada em prática nem quais medidas seriam adotadas. A Bombardier também não havia comentado a declaração. O que Trump está exigindo A exigência faz parte de uma política mais ampla do governo americano de usar tarifas e outras barreiras comerciais para incentivar empresas estrangeiras a transferirem parte de sua produção para os Estados Unidos. No caso da Bombardier, a medida pode ter impacto relevante porque cerca de metade dos 5.100 aviões operados por clientes da empresa está nos Estados Unidos. A companhia já possui operações no país. A Bombardier mantém uma fábrica no Kansas, onde prepara aviões para missões especiais de defesa. A unidade, porém, não concentra a fabricação dos principais jatos executivos da empresa. Pressão já havia começado A ameaça desta segunda-feira não é a primeira ofensiva de Trump contra a fabricante canadense. Em janeiro, o presidente ameaçou aplicar uma tarifa de 50% sobre aeronaves produzidas no Canadá e afirmou que os Estados Unidos poderiam retirar a certificação de jatos da linha Global Express da Bombardier. Na ocasião, Trump condicionou as medidas à certificação, pelo Canadá, de aeronaves produzidas pela americana Gulfstream, concorrente da Bombardier. As ameaças não foram implementadas, e o Canadá posteriormente certificou alguns modelos da Gulfstream. O episódio ocorreu em meio ao aumento das tensões comerciais entre Estados Unidos e Canadá, com Trump usando tarifas como instrumento para pressionar parceiros e empresas estrangeiras. Por que a Bombardier é afetada A Bombardier é uma das principais fabricantes de jatos executivos do mundo e tem uma presença significativa no mercado americano. Por isso, perder o acesso aos Estados Unidos representaria um problema importante para a empresa. Ao mesmo tempo, a companhia mantém uma cadeia de produção integrada entre Canadá e Estados Unidos. Além da fábrica no Kansas, possui centros de serviços e outras operações em território americano. Logotipo da fabricante de aviões canadense Bombardier, em imagem de arquivo Reuters/Denis Balibouse Em 1º de setembro, a Bombardier anunciou que compraria de sua fornecedora Mitsubishi Heavy Industries uma fábrica no Canadá que produz asas para os jatos Global 5500 e Global 6500. Em julho, a empresa informou que sua receita trimestral havia crescido 6% em relação ao mesmo período do ano anterior, para US$ 2,15 bilhões, impulsionada principalmente pela demanda por serviços de manutenção e pós-venda.

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Petróleo sobe a US$ 97 e bate maior valor em seis semanas após escalada da guerra entre EUA e Irã
Economia

Petróleo sobe a US$ 97 e bate maior valor em seis semanas após escalada da guerra entre EUA e Irã

📅 07/09/2026, 19:25

Volta dos ataques no Irã pressiona Trump Os preços do petróleo subiram nesta segunda-feira (7) e atingiram o maior nível em seis semanas, após o Irã ameaçar atacar instalações de energia no Oriente Médio em resposta a novos ataques dos Estados Unidos. A escalada aumentou o temor de que o conflito provoque novas interrupções no fornecimento da commodity. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O petróleo Brent, referência internacional, avançou US$ 1,03, ou 1,1%, e fechou a US$ 97,31 por barril. Durante o dia, chegou a US$ 98,06, maior cotação desde 24 de julho. 🔎 Por que o petróleo importa? O petróleo é matéria-prima para combustíveis e diversos produtos, por isso sua cotação afeta a economia. Quando fica mais caro, pode elevar custos de transporte e produção e pressionar a inflação. No Brasil, a alta também aumenta a receita de empresas produtoras e do governo. Evolução do preço do petróleo nos últimos dias Investing.com Nos Estados Unidos, o contrato do petróleo WTI, referência no mercado americano, subia 1,3%, para US$ 92,65 por barril, às 14h45 (horário de Brasília). VÍDEOS mostram ataques dos EUA a petroleiros iranianos após Teerã lançar mísseis contra navios norte-americanos O WTI chegou a US$ 93,29 durante a sessão, também o maior valor desde 24 de julho. O contrato não teve liquidação nesta segunda-feira por causa do feriado do Dia do Trabalho nos EUA. Escalada do conflito A alta ocorre após uma nova troca de ataques entre Estados Unidos e Irã. No fim de semana, os dois países atingiram petroleiros e navios de guerra, segundo a empresa de inteligência marítima Marisks. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou nesta segunda que o país responderá caso seus ativos sejam atacados. A declaração veio depois de o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, dizer que a frota petrolífera iraniana estava “indefesa”. Segundo a Marisks, o uso de navios comerciais como instrumento de pressão econômica aumenta o risco para o transporte marítimo de petróleo. A empresa afirmou que a fronteira entre o confronto militar e o comércio marítimo ficou mais difícil de distinguir. A guerra entre os EUA e o Irã começou em 28 de fevereiro, quando os dois países e Israel iniciaram uma série de ataques. A nova escalada já teve impacto sobre o abastecimento global da commodity. Na semana passada, o Brent acumulou alta de quase 8%, enquanto o WTI subiu cerca de 10%. Estoques em baixa O mercado também acompanha os níveis de estoques de combustíveis nos Estados Unidos, maior produtor e consumidor de petróleo do mundo. Os estoques de gasolina e de combustíveis destilados estão abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano passado e também das médias sazonais dos últimos cinco anos, segundo analistas da PVM Energy. Para a consultoria, o cenário atual é mais preocupante do que o observado algumas semanas atrás. Petróleo pode passar de US$ 100 O aumento da tensão elevou as projeções para os preços da commodity. O Goldman Sachs avalia que o petróleo pode chegar a US$ 120 por barril caso os ataques contra navios comerciais se intensifiquem. O risco está relacionado principalmente à possibilidade de novos problemas no transporte de petróleo e derivados pelo Oriente Médio, uma das principais regiões produtoras de energia do mundo. Os Emirados Árabes Unidos já trabalham na criação de rotas alternativas para suas exportações de energia e outras operações comerciais. Segundo Anwar Gargash, assessor presidencial dos Emirados, a intenção é evitar que o país fique vulnerável aos efeitos da guerra entre EUA e Irã. Opep+ mantém produção Apesar da alta dos preços, a Opep+ manteve no domingo sua política de produção de petróleo para outubro. O grupo, que reúne grandes produtores da commodity, informou em comunicado que não haverá mudança na estratégia de produção definida anteriormente. *Contém informações da Agência Reuters

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Cúpula na França reúne autoridades, entidades e empresas para debater o futuro da produção audiovisual
Economia

Cúpula na França reúne autoridades, entidades e empresas para debater o futuro da produção audiovisual

📅 07/09/2026, 17:57

Evento Lumiere Summir debate o futuro da imagem VALERY HACHE O presidente francês, Emmanuel Macron, e o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, copresidiram nesta segunda-feira (7) a Cúpula Lumière, em Saint-Paul-de-Vence, na França. O evento reuniu representantes de países, das principais empresas de cinema, televisão e games, criadores, festivais e instituições culturais de mais de 55 países. O encontro debateu como a indústria do audiovisual deve enfrentar a inteligência artificial, a concorrência das redes sociais pela atenção do público e a falta de financiamento para novas produções. Participaram representantes dos principais estúdios de Hollywood, incluindo Disney, NBCUniversal e Netflix, além da agência de talentos CAA e de nomes da indústria de tecnologia. O ator George Clooney também esteve presente no evento. A Globo foi representada pelo CEO, Paulo Marinho, que integrou o painel "Emissoras e streamings: velhos rivais, novas estratégias", um dos eixos temáticos da cúpula. A mesa reuniu ainda Isabelle Degeorges, da francesa Gaumont Télévision, e Andrew Bennett, da norte-americana Prime Video. A discussão partiu da constatação de que emissoras de TV aberta e plataformas de streaming passaram a última década disputando a mesma audiência, mas hoje caminham para uma relação de dependência mútua. Com a queda da audiência da TV linear em diversos mercados, os dois modelos têm se aproximado no desenvolvimento, financiamento e distribuição de séries, combinando ecossistemas criativos locais com alcance global. É o caso da Globo, que tem sua própria plataforma de streaming, o Globoplay. O nome do encontro é uma homenagem aos irmãos Auguste e Louis Lumière, pioneiros do cinema francês. A data marcou 130 anos da primeira exibição pública do Cinematógrafo pelos dois — e 200 anos desde a primeira fotografia já registrada. George Clooney participa da Cúpula Lumière, em Saint-Paul-de-Vence, na França Valéry Vache/Pool via Reuters Declaração conjunta sobre o futuro do audiovisual A cúpula reuniu pela primeira vez, neste nível, Estados, grandes empresas do setor audiovisual, criadores e organizações culturais para debater uma única questão: como o valor da imagem em movimento pode ser criado, compartilhado e sustentado na próxima década. A discussão levou em conta as diferenças entre mercados já consolidados e mercados em rápido crescimento, onde surgem alguns dos públicos e ecossistemas criativos mais dinâmicos do momento — puxados, em boa parte, pela ascensão global das séries e de novos formatos de contar histórias. O encontro terminou com a assinatura de uma declaração conjunta, batizada de "Declaração de Lumière", que reúne 15 princípios. Entre os pontos centrais está a defesa de que a criação humana deve permanecer na base das obras audiovisuais, mesmo com o avanço da inteligência artificial. Segundo o documento, a tecnologia só deve ser incorporada ao setor se funcionar como impulso à criação, e não em seu lugar. George Clooney (à esq.), Lee Jae Myung, presidente da Coreia do Sul (quarto da esq. para a dir.) e Emmanuel Macron, presidente da França (quinto da esq. para a dir.) participam da Cúpula Lumière VALERY HACHE/Pool/AFP A declaração também tratou da ameaça representada por agentes autônomos de inteligência artificial na forma como o público passa a descobrir e acessar obras, defendeu a preservação de acervos audiovisuais físicos — que, segundo o texto, se degradam de forma irreversível com o tempo — e propôs, em parceria com a Unesco, uma iniciativa para tratar a educação para a imagem como uma alfabetização do século 21, a começar pelos primeiros anos escolares. Outros pontos incluíram o combate à pirataria, a defesa da diversidade de obras e formatos, o reforço da coprodução internacional e a valorização da experiência do cinema como espaço coletivo. Os signatários se comprometeram a permanecer engajados com essas questões e a revisar, em conjunto, os avanços obtidos.

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'Ciência Aberta': centro que abriga o Sirius recebe público para apresentar curiosidades e atrações da ciência
Saúde & Ciência

'Ciência Aberta': centro que abriga o Sirius recebe público para apresentar curiosidades e atrações da ciência

📅 09/08/2024, 09:49

Sirius, laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, instalado no CNPEM, em Campinas (SP) Nelson Kon O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), que abriga o superlaboratório Sirius, em Campinas (SP), promove neste sábado (10), a partir das 9h, a 6ª edição do "Ciência Aberta", evento gratuito direcionado às crianças e adultos que oferece contato direto entre público e cientistas. Para entrada é solicitada a contribuição voluntária de 1 kg de alimento não perecível. O último horário permito para ingresso de visitantes é 15h. Em 2023, o Ciência Aberta recebeu 16 mil pessoas. Estão programadas 86 atrações interativas, que incluem experiências práticas nos laboratórios, demonstrações tecnológicas, além de palestras e oficinas. O CNPEM também oferece praça de alimentação e estacionamento gratuito. CLIQUE AQUI E VEJA TODAS AS ATIVIDADES DO CIÊNCIA ABERTA 2024 Além de atividades no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), que abriga o Sirius, acelerador de partículas brasileiro (entenda mais sobre ele abaixo), o evento apresenta atrações nas áreas de biociências, nanotecnologia e biorrenováveis. “O Ciência Aberta é mais do que uma apresentação das atividades do CNPEM ao público. O evento é uma oportunidade de reconhecermos o potencial do Brasil em fazer ciência e em promover desenvolvimento e inovação mundialmente competitivos. Mais de mil colaboradores do Centro estarão dedicados ao Ciência Aberta, mostrando como temos capacidade de criar soluções criativas e disruptivas para os desafios da atualidade", destaca Antonio José Roque da Silva, diretor-geral do CNPEM. Nesta sexta (9), escolas e universidades que fizeram inscrição prévia poderão vivenciar as atrações de forma exclusiva. O CNPEM recebeu 15 mil inscrições. LEIA TAMBÉM: Brasil é 1º país das Américas com status de 'Estado Membro' do CERN, que abriga maior colisor de partículas do mundo; entenda Saiba por que laboratório de R$ 1 bilhão previsto no novo PAC será único no mundo Centro que abriga Sirius e Einstein se unem para avanços nos estudos de novos vírus e doenças genéticas "Ciência Aberta" abre as portas do CNPEM ao público Arquivo CNPEM O que é o Sirius? Principal projeto científico brasileiro, o Sirius é um laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, que atua como uma espécie de "raio X superpotente" que analisa diversos tipos de materiais em escalas de átomos e moléculas. São apenas três no mundo com essa tecnologia. 🔔 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Para observar as estruturas, os cientistas aceleram os elétrons quase na velocidade da luz, fazendo com que percorram o túnel de 500 metros de comprimento 600 mil vezes por segundo. Depois, os elétrons são desviados para uma das estações de pesquisa, ou linhas de luz, para os experimentos. Esse desvio é realizado com a ajuda de ímãs superpotentes, e eles são responsáveis por gerar a luz síncrotron. Apesar de extremamente brilhante, ela é invisível a olho nu. Segundo os cientistas, o feixe é 30 vezes mais fino que o diâmetro de um fio de cabelo. Ciência Aberta - CNPEM Dias: Sábado, 10 de agosto Local: Rua Giuseppe Máximo Scolfaro, 10.000, Polo II de Alta Tecnologia de Campinas, Campinas Horário: a partir das 9h, e com último horário de admissão às 15h. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas.

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Mayaro e o que mais? Unicamp aponta possível transmissão urbana do vírus em Roraima e vê indícios de novas ameaças
Saúde & Ciência

Mayaro e o que mais? Unicamp aponta possível transmissão urbana do vírus em Roraima e vê indícios de novas ameaças

📅 12/05/2024, 06:46

Imagem de imunofluorescência do vírus mayaro em amostra de paciente de Roraima (RR) analisada por pesquisadores da Unicamp Reprodução/Unicamp Um estudo desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp confirmou a circulação do vírus mayaro entre humanos no estado de Roraima (RR). Mais do que isso, apontou uma possível transmissão urbana da doença, que provoca sintomas semelhantes aos da chikungunya, sendo identificada em moradores que não relataram qualquer atividade em áreas de mata. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Das 822 amostras de pacientes em estado febril coletadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Roraima (Lacen), entre 2018 e 2021, foram identificadas a presença do mayaro em 3,4% delas, mas em 60% dos casos, as pessoas testaram negativo para os oito vírus analisados, o que pode ser indício de circulação de novos patógenos. "Havia o indicativo de que aquelas pessoas estavam doentes. Alguma coisa elas tiveram, a gente que não conseguiu achar", explica José Luiz Proença Módena, coordenador do Laboratório de Estudos de Vírus Emergentes (LEVE) da Unicamp. Impacto ambiental Vista aérea de Boa Vista, em Roraima, no dia 27 de janeiro de 2024. Rede Amazônica Tanto a descoberta da circulação do mayaro entre humanos em Roraima, fruto do mestrado da bióloga Julia Forato, divulgado pela revista Emerging Infectious Diseases, publicação do Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (ou CDC, na sigla em inglês), quanto a hipótese de novas ameaças virais jogam luz sobre o mesmo problema: o desequilíbrio ambiental. "Tudo está relacionado com o impacto ambiental. Onde tem vírus? Onde tem vida. Então falamos de uma diversidade enorme, que ainda não conhecemos. A partir do momento que o homem impacta e entra em contato com essas áreas, derruba, queima, tem um gargalo de seleção em que um desses vírus passa a infectar quem está entrando naquele ambiente", explica Módena, que complementa: "A gente está se pondo lá. Alguns serão extintos, mas os vírus têm uma capacidade enorme de adaptação, alta taxa de mutação, e ocorre uma seleção de um que seja capaz de infectar e transmitir entre pessoas". Em Roraima, a combinação entre áreas que sofrem com desmatamento, queimadas e exploração ilegal, como os garimpos, aliado a fluxos migratórios intensos nos últimos anos, potencializa a disseminação de vírus ou surgimento de novas ameaças. De acordo com os pesquisadores, os dados obtidos no estudo mostram, ainda que poucos casos foram confirmados, que há um indício importante do ciclo urbano do mayaro, mas esse processo ainda precisa ser estabelecido. Febre do Mayaro é transmitida pelo mosquito do gênero Haemagogus, mas já houve comprovação em laboratório da possiblidade de infecção do Aedes aegypti pelo MAYV Pixabay/Divulgação O mayaro tem como vetor o Haemagogus janthinomys, mosquito silvestre que é conhecido por disseminar a febre amarela. Em laboratório, já houve a comprovação de que é possível que outro mosquito, bem conhecido nos meios urbanos, transmitir o vírus. Por isso mesmo, há o temor de que seja possível estabelecer uma cadeia de transmissão pelo Aedes aegypti, em evidência pelos casos de dengue, mas que também já foi um vetor da febre amarela, por exemplo. "Essa é a principal preocupação, se o Aedes, que é mosquito urbano, é capaz de disseminar. A partir do momento que sabermos que isso acontece, não se sabe o impacto diante de uma população que nunca teve contato com esse vírus", destaca Júlia Forato. O que se sabe sobre a doença Mayaro: veja o que se sabe sobre o vírus que circula no Brasil O mayaro é uma espécie de 'primo' da chikungunya e provoca as mesmas reações nos pacientes, como as febres e intensas dores musculares e articulares que podem se prolongar por meses. Há registros de complicações sérias, como hemorragia, problemas neurológicos e até a morte. Ainda não há imunização ou tratamento específico para a doença. "Aquela doença que classicamente é leve, febril, em que uma parte das pessoas vai ter artrite, isso ocorre no contexto de poucos infectados. Com muitos infectados, começam a aparecer as complicações, os quadro neurológicos. Os problemas graves aparecerem", alerta Módena. O vírus mayaro foi isolado pela primeira vez na década de 1950 a partir de amostras de sangue de pacientes infectados em Trinidad e Tobago, na América Central. Mayaro, dengue, zika e chikungunya: veja semelhanças e diferenças entre os vírus transmitidos por mosquitos Casos no Brasil foram registrados já em 1955, em um surto em Belém (PA), e posteriormente em outras partes da Amazônia e do Centro-Oeste. Houve registro de casos no Rio de Janeiro, em 2019, e um estudo da USP apontou a circulação do mayaro no interior de São Paulo. No caso do mayaro, mamíferos - incluindo os humanos - e até aves já foram descritos como hospedeiros para o vírus, ou seja, são "reservatórios" cujo material infectado é transmitido pelos mosquitos - os insetos do gênero Haemagogus são o principal vetor. Importância da ciência Imagem da estrutura do vírus Mayaro. Na imagem, a partícula viral está em parte aberta para possibilitar a visualização de todas suas proteínas. Cada uma das proteínas que forma a partícula viral está representada por uma cor (verde, cinza e vermelho). Os açúcares que são ligados as proteínas estão em cor laranja. CNPEM/MCTI Os pesquisadores da Unicamp reforçam que o trabalho, desenvolvido com apoio de outras instituições do Brasil e do exterior, reforça a necessidade de investimento na ciência para monitoramento e conhecimento sobre os vírus emergentes. O coordenador do LEVE ressalta que o Brasil, em virtude da sua enorme biodiversidade, é considerado pelos grandes órgãos internacionais, incluindo a Organização Mundial de Saúde (OMS), um dos hotspots, ou zona quente, para o surgimento de novos vírus. "Por exemplo, nas amostras desse estudo, muitas foram negativas. Eram pacientes com sintomas, mas que não houve confirmação de nenhum dos oito vírus que a gente testou. A gente não sabe o que está circulando ali. Não sabemos se pode ter um vírus com potencial para provocar alguma coisa maior", alerta Módena. LEIA MAIS Cientistas de Campinas revelam detalhes inéditos do vírus mayaro, 'primo' da chikungunya que circula no Brasil desde 2019 Com Covid ainda no horizonte, cientistas tentam antever vírus causador da próxima pandemia VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas

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'Ciência Aberta': centro que abriga o Sirius terá dia exclusivo para receber escolas e grupos de alunos; saiba como se inscrever
Saúde & Ciência

'Ciência Aberta': centro que abriga o Sirius terá dia exclusivo para receber escolas e grupos de alunos; saiba como se inscrever

📅 09/05/2024, 20:47

Sirius, laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, reforça a ciência no enfrentamento do novo coronavírus Nelson Kon Um dos maiores centros de produção científica do Brasil, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), que abriga o superlaboratório Sirius, em Campinas (SP), promove em agosto a 6ª edição do "Ciência Aberta", evento gratuito que oferece contato direto entre público e cientistas. 🔔 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp A novidade deste ano é que o evento que apresenta curiosidades e atrações da ciência será realizado em dois dias, sendo que um deles, a sexta-feira, 9 de agosto, será excluviso para receber excursões de instituições de ensino e grupos de alunos de todo o Brasil. As escolas e grupos interessados devem preencher o formulário na página do evento. No sábado, dia 10 de agosto, o evento seguirá o mesmo molde das outras edições, sendo aberto ao público geral, sem necessidade de cadastramento prévio. Em 2023, o CNPEM recebeu 16 mil vistantes, que percorreram 85 atrações. Além de atividades no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), que abriga o Sirius, acelerador de partículas brasileiro, o evento apresenta atrações nas áreas de biociências, nanotecnologia e biorrenováveis. “Tem sido muito gratificante acompanhar o crescente interesse de crianças, jovens e adultos por ciência e constatar o encantamento que toda a estrutura e o trabalho desenvolvido no CNPEM provoca nas pessoas”, comentou, em nota, Antonio José Roque da Silva, diretor-geral do CNPEM. LEIA TAMBÉM: Brasil é 1º país das Américas com status de 'Estado Membro' do CERN, que abriga maior colisor de partículas do mundo; entenda Centro que abriga Sirius e Einstein se unem para avanços nos estudos de novos vírus e doenças genéticas "Ciência Aberta" abre as portas do CNPEM ao público Arquivo CNPEM O que é o Sirius? Principal projeto científico brasileiro, o Sirius é um laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, que atua como uma espécie de "raio X superpotente" que analisa diversos tipos de materiais em escalas de átomos e moléculas. Para observar as estruturas, os cientistas aceleram os elétrons quase na velocidade da luz, fazendo com que percorram o túnel de 500 metros de comprimento 600 mil vezes por segundo. Depois, os elétrons são desviados para uma das estações de pesquisa, ou linhas de luz, para os experimentos. Esse desvio é realizado com a ajuda de ímãs superpotentes, e eles são responsáveis por gerar a luz síncrotron. Apesar de extremamente brilhante, ela é invisível a olho nu. Segundo os cientistas, o feixe é 30 vezes mais fino que o diâmetro de um fio de cabelo. Ciência Aberta - CNPEM Dias: 9 e 10 de agosto Local: Rua Giuseppe Máximo Scolfaro, 10.000, Polo II de Alta Tecnologia de Campinas, Campinas Horário: no sábado, 10 de agosto, a partir das 9h, e com último horário de admissão às 15h. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas.

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MC Marcinho usa terapia conhecida como ECMO, espécie de pulmão artificial; entenda como funciona
Saúde & Ciência

MC Marcinho usa terapia conhecida como ECMO, espécie de pulmão artificial; entenda como funciona

📅 12/07/2023, 10:09

ECMO: entenda como funciona a terapia usada em MC Marcinho Um dos maiores nomes da história do funk carioca, Marcio André Nepomuceno Garcia, o MC Marcinho, está desde segunda-feira (10) na UTI do Hospital Copa D'Or após uma parada cardiorrespiratória. De acordo com o boletim médico divulgado nesta terça (11), foi necessário o uso de uma terapia conhecida como ECMO – Oxigenação por Membrana Extracorpórea, na tradução. Ou seja, a oxigenação do paciente será feita por uma membrana fora do corpo. A ECMO foi muito utilizada por pacientes da Covid, como o ator Paulo Gustavo, morto em 2021. Apesar de o artista não ter resistido à longa internação, a terapia salvou dezenas de outros pacientes (veja relatos). Como funciona a Ecmo A ECMO retira e filtra o sangue Reprodução/TV Globo Em alguns pacientes, o pulmão se torna incapaz de absorver o oxigênio. Por isso, é preciso “substituir” o órgão. É nessa hora que a ECMO entra. O equipamento age como um pulmão artificial e oxigena o sangue fora do corpo. Segundo médicos, a ECMO possibilita que pulmão debilitado repouse enquanto o aparelho devolve o sangue oxigenado artificialmente para o corpo. A terapia funciona como uma ponte para a recuperação. Quando o paciente está na máquina, ele precisa estar sedado. "O pulmão passa a ser a membrana. Controlamos o gás carbônico e o oxigênio por essa membrana. Deixamos o pulmão parado para desinflamar", explicou o fisioterapeuta cardiorrespiratório e de Terapia Intensiva Fábio Rodrigues. Veja depoimentos de recuperados da Covid que fizeram mesma terapia que Paulo Gustavo: ECMO Diferente do ventilador mecânico Apesar de semelhantes, a ventilação mecânica não é igual a ECMO. O ventilador dá oxigênio, promove as trocas gasosas e dá pressão para o pulmão ficar aberto. Ele não substitui o pulmão. Ele vai favorecer a fisioterapia e a recuperação do pulmão. No entanto, o suporte tem um limite e, quando o ventilador não consegue fazer o pulmão lesado funcionar bem, e não há mais troca de oxigênio, a ECMO é indicada. Tipos de terapia A terapia já existe há muitos anos e pode ser de dois tipos: Veno-venosa: utilizada em pacientes com insuficiência respiratória. O sangue é retirado de uma veia central, passa pela membrana extracorpórea onde é realizada a troca gasosa e retorna por uma veia central. Essa é a terapia usada nos casos de Covid-19 e também no ator Paulo Gustavo. Veno-arterial: utilizada em casos de insuficiência cardíaca. Fornece tanto suporte respiratório como circulatório. O sangue retorna para o sistema arterial e fornece suporte hemodinâmico, além do suporte ventilatório. Para todas as idades e sem prazo O equipamento pode ser usado em pessoas de todas as idades, desde recém-nascidos até idosos, e está disponível tanto na rede privada quanto pública, em hospitais de referência. Os especialistas explicam que não existe prazo para o paciente ficar na ECMO. A retirada é feita se houver excesso de coágulo no circuito, sangramento excessivo ou se o pulmão melhorar. Veja quando o uso é contraindicado: Falência múltipla de órgãos Doenças pulmonares ou cardiovasculares irreversíveis Pacientes que passaram muito tempo em ventilação e já têm danos pulmonares Coagulopatia grave e/ou hemorragia Outras anomalias congênitas

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Cuidar bem dos dentes é bom para o cérebro
Saúde & Ciência

Cuidar bem dos dentes é bom para o cérebro

📅 11/07/2023, 09:01

Não é a primeira vez que trato do tema, mas sempre é bom voltar ao assunto até que não somente as pessoas, mas também os gestores públicos se deem conta da sua relevância. Estudo publicado semana passada na revista científica “Neurology” afirma que a periodontite (doença das gengivas) e a perda de dentes estão associadas ao encolhimento do hipocampo, região do cérebro que desempenha papel crucial na memória e cujas células são as primeiras a serem danificadas pelo Alzheimer. Os cientistas enfatizam que não é possível garantir que o achado representa uma prova cabal de que tal quadro leva à demência, mas sugerem uma relação entre as condições. Comprometimento da saúde oral está relacionado à diminuição do volume do hipocampo Joseph Shohmelian para Pixabay “Na velhice, a periodontite provoca a retração da gengiva e a perda dos dentes, por isso é tão importante avaliar a potencial relação entre esse problema e o desenvolvimento de demência. Nosso estudo aponta que tal condição pode afetar a parte do cérebro que controla a memória e o raciocínio”, disse Satoshi Yamaguchi, professor da Universidade Tohoku (Japão) e coautor do trabalho. Uma boca doente é uma espécie de berçário de agentes inflamatórios que podem se espalhar pela corrente sanguínea e chegar ao cérebro, contribuindo para a sucessão de eventos que levam à demência. Israel, por exemplo, tem um projeto ambicioso para oferecer atendimento odontológico para todos os idosos acima de 65 anos, recuperando a saúde oral dos cidadãos, o que inclui limpeza, tratamento de canal e realização de implantes. No começo do levantamento, os participantes tinham, em média, 67 anos e não apresentavam distúrbios de memória. Todos foram submetidos a exames odontológicos e ressonância magnética do cérebro, para medir o volume do hipocampo. A nova rodada de check-up ocorreu quatro anos depois e os pesquisadores notaram que a presença de periodontite, de moderada a severa, e a perda de dentes estavam associadas a alterações no hipocampo. Em outro estudo, sobre os malefícios do sedentarismo, pesquisadores da Universidade de Cambridge mapearam como pessoas acima dos 60 que diminuem a atividade física pioram sua qualidade de vida. Exercícios de moderados a intensos, que elevam a frequência cardíaca, reduzem o risco de diversas enfermidades, como doença coronariana, acidente vascular cerebral, diabetes e câncer. Embora o ideal preconizado seja de 150 minutos por semana, idosos se beneficiam se interromperem os longos períodos em que permanecem sentados – pelo menos ficando de pé. Foram monitorados cerca de 1.400 participantes que usavam acelerômetros, dispositivos que medem o nível de atividade física. Paralelamente, o grupo respondeu a questões sobre seu bem-estar que incluíam perguntas sobre a capacidade de cuidar de si mesmo, desconforto com dores e ansiedade. Cada indivíduo recebia uma nota de zero a um: quanto mais próximo de zero, pior a qualidade de vida. Índices baixos estavam relacionados ao aumento de risco de hospitalização e morte precoce. Os idosos foram acompanhados por seis anos e, na média, tanto homens quanto mulheres passaram a se exercitar 24 minutos menos por dia: o sedentarismo aumentou 33 minutos diários para os homens e 38 minutos para as mulheres. Uma hora de atividade física por dia significava a elevação de 0.02 na pontuação de qualidade de vida. Já cada minuto a menos de exercício fazia o placar cair 0.03 – resumindo, quem reduzisse em 15 minutos o tempo dedicado a algum tipo de “malhação” ficaria com a “nota” de 0.45.

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Cuidado para não sabotar o seu futuro eu
Saúde & Ciência

Cuidado para não sabotar o seu futuro eu

📅 09/07/2023, 09:01

Hal Hershfield é professor de marketing, decisão comportamental e psicologia da Universidade da Califórnia, Los Angeles. Mês passado, lançou “Your future self: how to make tomorrow better today” (“Seu futuro eu: como tornar o amanhã melhor hoje”), onde aborda a dificuldade de planejamento a longo prazo e como trabalhar para reverter essa “inaptidão” que embute sérias consequências. O livro é resultado de uma década de pesquisas e explora a importância de nos conectarmos com nosso eu, como explicou em palestra on-line que pode ser acessada aqui: Hal Hershfield, professor de marketing, decisão comportamental e psicologia da Universidade da Califórnia e autor de “Your future self: how to make tomorrow better today” Reprodução “Gosto de usar uma imagem do dia a dia para mostrar como nossa mente funciona. Imagine a situação: um colega de trabalho, de quem você não é próximo, pede ajuda para fazer a mudança no próximo sábado. É claro que você tem uma lista de cem coisas mais importantes para resolver e vai arranjar uma boa desculpa para se livrar do chato. O incrível é que agimos da mesma forma com nosso futuro. A tendência é nos imaginarmos como uma outra pessoa, com a qual não temos qualquer proximidade e que, portanto, não é prioridade. Quando alimentamos essa conexão, fica mais fácil tomar decisões melhores”. Hershfield afirma que devemos imaginar diferentes “futuros eus”: daqui a cinco, dez ou 30 anos. “O exercício nos incentiva a pesar a consequências de nossos atos e vale até para controlar os níveis de colesterol e a circunferência da cintura. Os danos não acontecerão com um estranho!”, enfatiza, acrescentando que, para ele, ter filhos pequenos se transformou numa ferramenta poderosa para pensar no longo prazo: “Estamos prontos para nos sacrificar por várias pessoas: nossos pais, filhos, amigos. Por que é tão difícil nos sacrificarmos por nós mesmos? E o mais interessante é que agir assim acaba impactando negativamente as pessoas que prezamos tanto, porque poderemos não estar em condições de ajudá-las”. O professor sugere uma “visualização do eu” para criar a conexão e facilitar o controle de impulsos negativos. Comece escolhendo um determinado campo – pode ser saúde, relacionamentos ou aposentadoria – e pense na versão de si que gostaria de ter daqui a um determinado tempo. Faça um esforço para criar um quadro bem detalhado, para recorrer a essa idealização quando estiver prestes a fraquejar. O arsenal de Hershfield inclui o que chama de “incentivos”, como uma bem bolada “punição” que vai depender do auxílio de um amigo: “Imagine que você belisca alimentos pouco saudáveis toda noite e estabelece que só fará isso uma vez por semana. Chame alguém de confiança, para quem você não mente, para ser seu ‘auditor’. Se reconhecer que não cumpriu a meta, ele vai usar seu cartão de crédito (na versão brasileira, um Pix) para fazer uma doação para uma causa com a qual você, definitivamente, não concorda. Parece estranho, mas é bem eficiente quando adotamos essa intervenção punitiva”. O autor sugere que cada um escreva uma carta para si mesmo no futuro, fazendo depois o caminho oposto: uma mensagem do seu eu maduro para o eu presente ainda não convencido sobre o caminho a trilhar. Tudo vale a pena para criar bons hábitos que se perpetuem.

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Por que nossos órgãos envelhecem de forma diferente
Saúde & Ciência

Por que nossos órgãos envelhecem de forma diferente

📅 06/07/2023, 09:01

Quando pensamos em nossa idade, o que vem à mente é o número que nos acompanha o ano inteiro, até o aniversário seguinte. No entanto, em nosso organismo, há nuances: os órgãos apresentam diferentes graus de envelhecimento. De acordo com os especialistas, os ovários, por exemplo, já se encontram numa fase “geriátrica” quando a mulher está na casa dos 30! É possível comparar com um carro: a pintura pode durar décadas e o motor continuar funcionando (se a manutenção for de qualidade), mas algumas peças precisam ser trocadas... Mulheres correndo: padrão de envelhecimento dos órgãos varia Milachalpadmashanti para Pixaba Muitos cientistas vêm se dedicando a estudar as características do relógio biológico e um dos primeiros a brilhar nesse campo foi Steve Horvath, da Universidade da Califórnia Los Angeles (UCLA). Em 2013, ele apresentou seu “relógio Horvath”, capaz de medir alterações do DNA que vão ocorrendo ao longo do tempo. Os biomarcadores indicam se a idade biológica está indo mais rápido que a cronológica e hoje está claro que, em nível celular, o envelhecimento é desigual no corpo humano. O neurocientista Andrew Zalesky, professor da Universidade de Melbourne e criador do DunedinPace, um outro “relógio epigenético”, mostrou em estudo publicado na “Nature Medicine” que o envelhecimento de um sistema do corpo humano pode afetar profundamente os demais sistemas e órgãos. A degradação do sistema pulmonar tem efeito no coração que, por sua vez, provoca o declínio de outros sistemas – cada ano de envelhecimento biológico do coração representa uma “taxa extra” de mais 27 dias na idade do cérebro. O objetivo é, no futuro, transformar em alvos os órgãos que estão se desgastando mais rapidamente para tentar deter os danos sofridos e seus efeitos sobre o resto do organismo. Por enquanto, a ciência avança com uma grande parceira dos pesquisadores: a drosófila, ou mosca-da-fruta. Cerca de 75% dos genes associados a doenças que acometem os seres humanos têm um correspondente no inseto. Um time composto por profissionais de diversas instituições criou um atlas no qual mapeou o processo de envelhecimento de 163 tipos de células da mosca-da-fruta, cada uma com seu próprio padrão: enquanto as do cérebro envelhecem lentamente, as dos músculos e fígado se deterioram mais velozmente. As conclusões foram publicadas na revista “Science”.

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Obesidade, ansiedade e inflamações: entenda como suplemento de óleo de coco pode se tornar 'vilão' na dieta
Saúde & Ciência

Obesidade, ansiedade e inflamações: entenda como suplemento de óleo de coco pode se tornar 'vilão' na dieta

📅 05/07/2023, 10:33

Suplementação com óleo de coco pode causar danos à saúde, diz pesquisa da Unicamp Pixabay/Divulgação Ganho de peso, comportamento ansioso e aumento de marcadores inflamatórios são algumas das consequências do uso prolongado do óleo de coco como suplemento alimentar. É o que aponta um estudo realizado pelo Laboratório de Distúrbios do Metabolismo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Segundo o professor e doutor em biologia funcional e molecular Márcio Alberto Torsoni, os pesquisadores ofereceram a um grupo de camundongos saudáveis, durante oito semanas, uma dose diária de óleo de coco equivalente ao consumo de uma colher de sopa. "A primeira coisa é que o animal ganhou mais peso. Ele aumentou a quantidade de tecido adiposo e um efeito importante relacionado a esse ganho de peso é que o animal ativou processos inflamatórios. Esses processos levam ele, por exemplo, a não perceber alguns sinais hormonais", explica Torsoni. Os impactos negativos foram percebidos na leptina e insulina, dois hormônios centrais para o metabolismo e que são responsáveis por sinalizar ao sistema nervoso, por exemplo, a sensação de saciedade e o controle dos níveis de açúcar no sangue. "Quando a gente perde essa capacidade [de sinalização], você vai diminuindo o sinal de saciedade, então você vai tendo mais fome, vai aumentando a deposição de gordura e ganhando peso. [...] Além disso, a gente também viu alguma alteração de comportamento do animal, de ansiedade e aprendizado", afirma. Processos silenciosos O pesquisador ressalta que, diferentemente de outros óleos utilizados no dia a dia, o óleo de coco é rico em ácido graxo saturado, popularmente conhecido como gordura saturada. Esse tipo de gordura é comum em produtos animais, como banha de porco, e tem grande poder inflamatório. "Consumindo de maneira crônica, isso causa problemas. E foi o que a gente viu: a ativação de processos inflamatórios no animal. A maior parte da gordura que eu tenho nesse óleo [de coco] é o que nós chamamos de gordura saturada", detalha Torsoni. O cérebro dos camundongos também foi afetado pela suplementação. De acordo com os pesquisadores, os efeitos foram percebidos no hipocampo, a região do órgão que está ligada à ansiedade e a distúrbios de comportamento. "Esses processos inflamatórios, que são silenciosos, chegam no sistema nervoso central. São moléculas produzidas pelo corpo e que são importantes, mas quando são produzidas em maior quantidade, começam a causar danos em estruturas, como os neurônios do hipocampo", diz. Imagem microscópica do tecido adiposo branco dos camundongos controle (CV) e os suplementados com óleo de coco em duas doses diferentes (CO100 e CO300). Em azul a marcação identificando núcleo celular (TROPO), em verde a marcação da perilipina marcando a célula adiposa e em vermelho a marcação (F4/80) que indica o aumento da presença de macrófagos no tecido adiposo. Marcio Alberto Torsoni Dose segura Torsoni frisa que o consumo seguro do óleo de coco é possível desde que seja feito em pequenas quantidades, conforme prevê o Guia Alimentar para a População Brasileira, desenvolvido pelo Ministério da Saúde. O importante, diz o pesquisador, é manter uma dieta balanceada e sem exageros. "Uma coisa que eu chamo atenção é que tem muita coisa na moda na internet. O que levou a gente foi exatamente isso. Há uns anos aumentou muito o número de pessoas que passou a fazer uso do óleo de coco e não tinha fundamentação científica nenhuma", destaca. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas

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Crianças e adolescentes que sobrevivem ao câncer têm risco aumentado para distúrbios psicológicos
Saúde & Ciência

Crianças e adolescentes que sobrevivem ao câncer têm risco aumentado para distúrbios psicológicos

📅 04/07/2023, 09:01

Anualmente, cerca de 300 mil crianças e adolescentes, entre zero e 19 anos, são diagnosticados com câncer, sendo que os tipos mais comuns são leucemias, linfomas e tumores do sistema nervoso central. Nos países ricos, graças aos avanços no tratamento, mais de 80% dos jovens pacientes sobrevivem cinco ou mais anos, um aumento considerável em comparação com a década de 1970, quando essa taxa era de apenas 58%. Entretanto, no Brasil, embora o percentual varie regionalmente, a média de cura está em 65%. Crianças que sobrevivem ao câncer têm um risco aumentado para desenvolver problemas psicológicos Vitor Garcia para Pixabay Com prognósticos melhores para a doença, as complicações enfrentadas pelos sobreviventes vêm ganhando maior destaque. O diagnóstico e o tratamento são traumatizantes em todas as faixas etárias, mas estudos têm mostrado como o impacto é especialmente duro para os jovens. Eles sugerem que crianças e adolescentes que superam o câncer têm mais chances de problemas, não somente aqueles relacionados à enfermidade, mas também distúrbios psicológicos, como explica a psicóloga Jeanelle Folbrecht, diretora de um programa para adolescentes no centro médico City of Hope, em Los Angeles: “Esses jovens pacientes lidam com um enorme volume de tristeza. Não se trata apenas do peso de ter a vida abreviada, porque muitos sobrevivem, mas de uma sensação de luto sobre como suas vidas seriam sem o câncer. É um luto relativo a limitações físicas, à impossibilidade de se engajar em determinadas atividades ou esportes, e até de seguir uma carreira”. De acordo com uma meta-análise baseada em 52 estudos clínicos que somavam 20 mil participantes, os sobreviventes apresentam mais possibilidades de transtornos depois da remissão, se comparados com seus irmãos e o grupo de controle. As crianças e os jovens tinham um risco 57% maior para desenvolver depressão; 29% para ansiedade; e 56% para um quadro psicótico. O trabalho foi publicado na revista científica “JAMA Pediatrics”. Ansiedade e depressão eram particularmente recorrentes em coortes acima de 25 e 30 anos, respectivamente. No Brasil, o câncer infantil é a primeira causa de morte por doença em crianças e a segunda causa de óbito em geral – os acidentes estão na frente. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que, no triênio 2023/2025, ocorrerão 7.930 casos na faixa entre zero e 19 anos.

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Como cor de traje de banho pode salvar vidas
Saúde & Ciência

Como cor de traje de banho pode salvar vidas

📅 02/07/2023, 11:05

As cores das roupas de banho mudam surpreendentemente debaixo d’água e podem fazer diferença em situações de emergência Alamy via BBC Em uma bela noite no início do verão, em vez me sentar no pátio e apreciar o céu, estou no meu computador, olhando imagens e mais imagens de trajes de banho para minha filha pequena. Parece haver uma infinidade de opções. Branco com babados e estampa de conchas azuis e um chapéu de abas largas combinando. Azul-celeste com mangas curtas, enfeitado com uma sereia bordada. Sem alças, com um arco-íris em tons pastéis e um lacinho em cada ombro. Os trajes de banho são encantadores. Eles parecem confortáveis. Muitos deles são até feitos de tecidos com fator de proteção solar (FPS) de mais de 50. Só há um problema: se, Deus nos livre, minha filha tiver alguma dificuldade imprevista na água, todas essas cores e estampas irão fazer com que seja extremamente difícil encontrá-la. Pode parecer paranoia de mãe, mas as estatísticas confirmam esta preocupação. Nos Estados Unidos, por exemplo, o afogamento é a principal causa de morte entre crianças com um a quatro anos de idade. E, para crianças de cinco a 14 anos, é a segunda maior causa de morte acidental, depois dos acidentes de trânsito. Os acidentes não fatais envolvendo afogamento são ainda mais comuns. Para cada criança que morre afogada, outras sete recebem atendimento de emergência. E, mesmo quando o afogamento não é fatal, ele pode causar uma série de problemas de saúde, incluindo lesões cerebrais. É claro que a questão não afeta apenas as crianças. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os anos, cerca de 236 mil pessoas morrem afogadas por acidente, o que representa cerca de 8% de todas as mortes relacionadas a lesões pessoais em todo o mundo. Tanto a OMS quanto os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) relatam que existem fatores que reduzem a possibilidade de afogamento. Eles incluem ter aulas de natação; instalar grades apropriadas em volta das piscinas domésticas (onde acontece a maior parte dos afogamentos de crianças pequenas); e manter supervisão constante das crianças quando estão perto da água. Tragicamente, dois terços das mortes de bebês por afogamento ocorrem na banheira, segundo o CDC. Mas, quando uma criança ou adulto se perde perto da água, cada segundo é importante. E especialistas indicam que existe outro fator que devemos acrescentar às medidas acima: vestir cores e tecidos que nos tornem mais visíveis na água. LEIA TAMBÉM: Não é mimimi: desânimo no treino pode ter elo com ciclo menstrual; veja atividade ideal para cada fase Perturbações na superfície da água, mesmo que pequenas, podem fazer os nadadores desaparecerem da visão – e certos padrões de estampa nas roupas de banho podem aumentar o problema Alamy via BBC Os alimentos que a OMS considera cancerígenos; veja lista Natalie Livingston já trabalhou como salva-vidas, instrutora de salva-vidas, gerente de parque aquático e inspetora de piscinas e spas. Ela é uma das fundadoras da companhia norte-americana Alive Solutions, que fornece educação, treinamento e recursos para a segurança das pessoas dentro d’água. Durante o seu trabalho em segurança na água, ela sempre aprendeu que certas cores são mais visíveis do que outras. Mas, alguns anos atrás, ela decidiu testá-las corretamente. "Em 2019, fiquei muito com meus filhos em volta da água e observei todas aquelas crianças em trajes de banho encantadores, mas que não tinham grandes cores – as crianças entrariam na água e simplesmente desapareceriam”, afirma ela. “Por isso, decidi testar as cores de verdade e ver quais seriam as mais visíveis nos diferentes ambientes." Eles colocaram diversas cores de tecido, do vermelho intenso até o verde fluorescente, sob a água a cerca de 90 cm de profundidade, em diferentes condições – contra um fundo de piscina com coloração escura, com coloração clara e em um lago, com água calma e agitada. Quando a água era agitada – como em uma piscina repleta de pessoas, por exemplo, ou nas ondas do oceano – era extremamente difícil distinguir muitas daquelas cores. É verdade que a câmera percebe as cores de forma diferente dos nossos olhos, mas Livingston explica que os resultados dos testes confirmam o que ela e seus colegas perceberam no seu trabalho como salva-vidas e instrutores de natação. As cores que tiveram os piores resultados foram os tons de azul, cinza e branco. E as cores escuras também se saíram mal. Nem todos os tons pastéis foram testados, mas eles provavelmente também oferecem pouca visibilidade – em parte, porque a água absorve e espalha a luz de forma diferente do ar, fazendo com que muitas cores percam a saturação para os nossos olhos. A água absorve facilmente os comprimentos de onda de luz maiores, que desaparecem rapidamente à medida que aumenta a profundidade. Isso faz com que as cores do lado vermelho do espectro fiquem difíceis de distinguir muito rapidamente, mesmo quando submersas em pouca profundidade. E elas não existem no fundo do oceano. Um experimento visual conduzido pelo canal educativo norte-americano PBS Learning demonstra como isso pode acontecer rapidamente no mar. A pouco menos de cinco metros de profundidade embaixo d’água, um objeto que, na superfície, era vermelho brilhante, assume um tom azul mesmo quando observado de perto. E, da superfície, tudo fica ainda mais difícil. "Em uma piscina branca, as cores mais escuras parecem sombras e, no lago marrom lamacento, as cores mais claras parecem reflexos das nuvens", explica ela. Qualquer agitação na superfície da água também altera a percepção. "[Olhar através da] água não é como olhar através do ar ou de uma janela – pode haver grandes distorções apenas com o menor movimento na superfície", afirma Livingston. Isso significa que os tons claros, escuros e neutros não são as cores ideais para alguém que precise ser facilmente identificado na água. Mesmo alguns tons brilhantes primários não funcionam muito bem. Na água agitada, o vermelho parece escuro e é facilmente confundido com uma sombra, da mesma forma que o azul brilhante. Todas estas cores parecem estar entre as mais populares para roupas de banho infantis, segundo o meu estudo (totalmente não científico) das marcas disponíveis online. E percebo ainda que as cores mais visíveis – rosa neon e laranja neon, seguidos pelo verde neon e amarelo – podem ser bastante difíceis de encontrar. Em maio de 2023, a Alive publicou outro estudo, para descobrir se tecidos lisos ou estampados faziam diferença – o que é fundamental, já que muitos trajes de banho têm padrões e estampas engraçadas. Eles concluíram que a melhor visibilidade vem de cores lisas, sem estampa, seguidas por padrões impressos muito pequenos. Mas as estampas maiores afetam a visibilidade, mesmo se a cor base for brilhante. Com padrões de listras brancas, o laranja fluorescente – a cor lisa mais visível – pareceu mais um reflexo na água durante o teste. E, com listras escuras, ele simplesmente desapareceu. 'Se beber, não nade': a perigosa ligação entre álcool e mortes por afogamento Esta descoberta pode não ser surpreendente se observarmos o mundo natural. Muitos peixes usam listras e padrões para camuflar-se debaixo d'água. Os padrões servem para disfarçar seus contornos e dificultar sua visualização. Considerando os resultados dos dois testes, Livingston recomendaria cores neon, sejam elas lisas, em cores opostas ou com pequenas estampas. Aparentemente, existem mais opções para esses trajes hoje em dia em comparação com alguns anos atrás, segundo Livingston, talvez por maior conhecimento dos fabricantes – ou porque as tendências da moda dos anos 1980 em relação às cores neon estão voltando. Mas ainda é difícil encontrar esse tipo de traje de banho para crianças ou adultos. "Os fabricantes de trajes de banho estão demorando para adotar estas informações. Muitas pessoas contam que é muito difícil encontrar roupas de banho neon", ela conta. Sou uma dessas pessoas. Depois de mais de uma hora de pesquisa na internet, encontrei apenas dois trajes de banho neon lisos: um maiô laranja neon e um biquíni esportivo amarelo fluorescente. Comprei também duas camisetas de proteção FPS 50+ em cores neon, mas precisei comprar de mangas curtas – as únicas cores disponíveis com mangas compridas eram... diferentes tons de azul. Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Future.

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Onze perfis dos consumidores maduros
Saúde & Ciência

Onze perfis dos consumidores maduros

📅 02/07/2023, 09:01

Na coluna de quinta-feira, abordei os 12 mitos que afastam o mercado dos consumidores maduros. A lista de estereótipos foi criada por Jeff Weiss, fundador da Age of Majority, cujo foco é estimular o varejo a corresponder às expectativas do público sênior. Hoje dou continuidade à análise que ele faz do tema, mostrando como o poder de consumo dos adultos jovens é superestimado. Weiss também apresenta 11 perfis dos 50 mais que, na sua avaliação, representam uma mina de ouro para as empresas que se dispuserem a cativá-los: Poder de consumo das pessoas com menos de 35 anos é superestimado: os mais velhos é que têm maior capacidade de compra Rudy Anderson para Pixabay “O poder de consumo das pessoas com menos de 35 anos é superestimado por 82% do mercado. Pior: 26% do varejo nem sequer considera o público acima dos 35, ou seja, ignora um grupo com a carteira recheada com 2.9 trilhões de dólares (14.5 trilhões de reais)”. O mais impressionante é como o “achismo” do mercado está distante da realidade. De acordo com levantamento da Nielsen, consultoria de análise de dados, os profissionais de marketing gastam apenas um dólar de cada dez para campanhas voltadas para o público acima dos 55 anos. “A distância entre o que se estima em termos de consumo por faixa etária e o que efetivamente ocorre é enorme. A capacidade de consumo do grupo abaixo dos 35 anos não passa de 18% do mercado, mas, se você se basear nas campanhas de marketing, esse contingente está avaliado em 38%. Já a capacidade de consumo da faixa entre 35 e 54 anos está em 42% e, os acima de 55, respondem por 40% dos gastos. O mercado deveria saber onde o dinheiro está!”, diz Weiss. Ele afirma que está em curso uma supervalorização da geração Z (os nascidos entre 1997 e 2010), perpetuando a distorção. Avalia que o problema é agravado por equipes de marketing muito jovens e com pouco repertório, que têm dificuldades de enxergar o público sênior: “Some-se a isso o etarismo. As empresas falam em diversidade e inclusão, mas os idosos não estão contemplados em sua visão”. Para entender a complexidade do envelhecimento, Weiss montou 11 perfis de consumidores maduros, que chama de “personas”, criados a partir de eixos como a filosofia de vida das pessoas, suas condições de saúde e atitude em relação à velhice. Há pontos de conexão entre eles, portanto é possível que você se identifique com mais de um: Focados na aptidão física (fitness focused): querem aproveitar todos os benefícios da malhação e dos esportes, para terem saúde e se sentirem bem. Rejeitam limites impostos pela idade. Em processo de adaptação (adapters): embora se deem conta de que será preciso fazer ajustes no estilo de vida para garantir uma longevidade ativa, estão no caminho entre a conscientização e a ação. Desafiando o tempo (age challengers): grupo que investe muito na aptidão física, mas vai além. Seu mote é não diminuir o ritmo em todas as atividades e viver novas experiências. Os exploradores (life explorers): não deixam que o envelhecimento os impeça de viver novas experiências. São os potenciais “early adopters”, consumidores que logo incorporam novos produtos e serviços. Os perfeccionistas (peak performers): estão sempre tentando fazer o melhor, não importa em que área. Procuram ferramentas para manter sua excelência. Os pouco ambiciosos (contented coasters): têm consciência da importância de se cuidar, mas seu foco está mais no presente do que no futuro. Não gostam de ser pressionados em questões envolvendo saúde. Batalhando pela saúde (health battlers): convivem com doenças crônicas que podem até trazer algum tipo de incapacidade e gostariam de marcas que os ajudassem a garantir seu bem-estar. Apreciadores da vida (life embracers): com uma visão positiva das coisas, querem viver os pequenos bons momentos: um jantar com amigos, um bom vinho, um programa cultural. Os aprendizes (lifelong learners): querem continuar aprendendo e buscando soluções para suas vidas e a dos que os rodeiam. Perseguem produtividade, independência e autonomia. Os fazedores (producers): sua principal motivação é se manter ativos, envolvidos em projetos. Para quem está de fora, parece que nunca conseguem relaxar. Boa parte dos empreendedores mais velhos está nessa categoria. Guardiões de relacionamentos (relationship keepers): seu perfil é de cuidador, sua vida gira em torno da família e dos amigos. Serviços associados ao bem-estar das pessoas os interessam, porque estão sempre pensando em como ajudar os outros.

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Simuladores de Marte podem acelerar o turismo espacial; entenda como é viver neles
Saúde & Ciência

Simuladores de Marte podem acelerar o turismo espacial; entenda como é viver neles

📅 01/07/2023, 09:00

Sian Proctor, da missão da SpaceX à orbita terrestre Inspiration4/John Kraus A Nasa e o bilionário Elon Musk, dono da fabricante de foguetes SpaceX, são alguns dos que têm um plano antigo de mandar seres humanos para Marte. Mas antes que isso aconteça, são necessários vários testes para simular como será a experiência de uma pessoa em outro planeta. Esses experimentos, que também podem contribuir com planos de levar turistas para a Lua, são feitos por astronautas análogos. É o caso de Sian Proctor, que esteve em três simuladores de Marte e um, da Lua. "Tornar-se uma astronauta análoga, que é alguém que ajuda a promover o voo espacial humano vivendo em simulações de Lua e de Marte aqui na Terra mudou minha vida", disse Sian ao g1 na quinta-feira (29), durante o evento de tecnologia Universo TOTVS. Sian foi professora de geologia e ciências por 22 anos e, em 2009, ficou perto de se tornar astronauta da Nasa. Em 2021, ela se tornou a quarta mulher negra a ir para o espaço ao participar da missão da SpaceX. O voo foi o primeiro que chegou à órbita terrestre apenas com tripulação civil. VÍDEOS: relembre a missão da SpaceX à órbita da Terra A primeira simulação de Sian foi a HI-SEAS, que analisou como seria o uso de energia, água e comida em Marte e qual seria a melhor alimentação para astronautas. No teste, feito em 2013, um grupo de seis pessoas ficou confinado por quatro meses em uma instalação no Havaí, nos Estados Unidos. Os participantes tinham que usar trajes espaciais quando saíam para fazer análises do solo no entorno do acampamento, que fica próximo do vulcão Mauna Loa – a composição do solo de Marte é parecida com a do solo do Havaí. HI-SEAS, instalação no Havaí usada para simular missões para Marte Michaela Musilova/HI-SEAS/Divulgação Como foi o 1º voo comercial da Virgin Galactic ao espaço Golpe com nome da Shein atrai vítimas por YouTube, Google e apps Eles tiveram ainda a missão de pilotar à distância um rover (robô espacial) que estava no Canadá. Com um espaço individual limitado e pouca privacidade, os astronautas análogos também tiveram que administrar conflitos pessoais enquanto estavam na cúpula. Sian explicou que as simulações são projetadas para evitar desperdícios. Por exemplo, alimentos são desidratados para ficarem mais leves. Isso diminui a carga de espaçonaves, o que torna os voos mais baratos, mas também serve de aprendizado para quem fica na Terra. "Tudo isso é criado para nos tornar mais eficientes. Solucionar a questão para o espaço é solucionar também para a Terra. Estamos indo lá para sermos melhores aqui". Cientista Yajaira Sierra-Sastre durante atividade ao redor da HI-SEAS, em 2013 Sian Proctor/HI-SEAS/Divulgação "O trajeto para a Lua e Marte é por meio desses locais análogos, porque é onde aprendemos a viver, trabalhar e nos divertir em um ambiente confinado e isolado", explicou Sian. "Para mim, isso é animador por causa da pesquisa que resulta disso". Para ela, experimentos como esses podem permitir que seres humanos façam viagens para destinos mais distantes no espaço. "Começa nos espaços análogos aqui na Terra para colônias reais na Lua e, então, para assentamentos em Marte", afirmou. Segundo Sian, o processo também depende do avanço dos veículos espaciais mais potentes, como a Starship, da SpaceX, e a New Glenn, da Blue Origin. "Precisamos das empresas e do governo a bordo do avanço dos voos espaciais com humanos porque isso mudará a humanidade para sempre". Nova simulação de Marte No último domingo (25), um novo grupo entrou em uma simulação de Marte. Quatro cientistas ficarão isolados durante um ano em uma casa de 157 m² no Johnson Space Center, em Houston, nos Estados Unidos. O espaço foi batizado de Mars Duna Alpha e foi feito em uma impressora 3D com uma mistura de concreto que imita a lava de um vulcão. O experimento vai monitorar a saúde dos voluntários para entender como seres humanos sobreviveriam em Marte. Pessoas vão viver por mais de um ano simulando condições de Marte

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Doze mitos sobre os consumidores maduros
Saúde & Ciência

Doze mitos sobre os consumidores maduros

📅 29/06/2023, 09:01

Jeff Weiss trabalhou durante três décadas na área de marketing, período durante o qual assistiu à expansão do fenômeno da longevidade e ao progressivo empoderamento dos 50 mais – e, claro, também envelheceu. Só uma coisa pouco mudou: a miopia do mercado e das campanhas publicitárias, que insistem em ignorar esse contingente. Foi o que o motivou a criar a Age of Majority e cunhar a expressão “active aging consumers” (o equivalente a consumidores maduros ativos). Agora dedica-se a aproximar o varejo desse público com dinheiro no bolso, mas quase sempre deixado para trás em lançamentos e campanhas de marketing. Vamos aos 12 mitos que, na sua opinião, são calcados em estereótipos, não passam de manifestações de preconceito contra a velhice e emperram o crescimento de marcas e serviços: Jeff Weiss: mercado não vê o potencial dos consumidores maduros ativos Divulgação “Com o pé na cova”: trata-se da leitura de que envelhecer é deprimente e não há motivo para se viver. A realidade: as pessoas são mais felizes na faixa entre 60 e 80 anos porque têm mais tempo e dinheiro, além de vontade de explorar o que ainda não conhecem, ou seja, o senso de aventura está de volta! “O que é bluetooth?”: papo furadíssimo esse de que os maduros não se entendem com a tecnologia. Os acima dos 55 são dos mais engajados em adotar ferramentas digitais. “Não se ensina truque novo a cachorro velho”: o ditado inglês do século XVI caducou, porque se aplicaria a indivíduos presos a crenças e que se recusam a experimentar algo novo. No entanto, metade desse grupo se interessa em degustar produtos e serviços. “Não esqueça do meu desconto de idoso”: os consumidores acima dos 50 detêm 70% da riqueza e respondem por 40% dos gastos globais. Desconto é bom, mas eles são bem mais valiosos do que o mercado percebe. “Cai e não consegue se levantar”: a atividade física vem se expandindo entre os idosos e mesmo os que têm algum tipo de restrição de mobilidade não querem abrir mão da sua rotina. “Você está ótimo/a para a sua idade”: os mais velhos tendem a se sentir mais confortáveis com sua aparência do que os que estão na faixa entre os 18 e 34 anos. O mercado tem que entender que lida com gente com muito mais autoconhecimento e autoconfiança. Fora do circuito: a ideia de que idosos vivem em instituições ou não têm vida própria não encontra respaldo na realidade. A maioria vive com independência e busca marcas, produtos e serviços que atendam às suas necessidades de bem-estar. “Quando eu era da sua idade”: ledo engano imaginar que os maduros estão desconectados e só querem saber do tempo que passou. Seus planos: aproveitar o bônus da longevidade para realizar seus sonhos. Manter distância: outra premissa falsa é a tese de que mirar nos consumidores mais velhos afastaria os jovens das marcas. Weiss afirma que campanhas bem construídas aproximam gerações. “Já teve dias melhores”: não há relação entre idade e desempenho, apesar de tal estereótipo ainda contaminar o ambiente corporativo. Testado e aprovado: a falácia de que gente mais velha se guia apenas pelas mídias tradicionais na hora de decidir uma compra. Pesquisas mostram que são indivíduos que incorporaram o mundo digital para consumir. “Ah, se eu pudesse ser jovem de novo”: maduros ativos aceitam com prazer as pessoas que se tornaram e não gostariam de voltar a ser o que eram quando jovens. Na coluna de domingo, os perfis dos consumidores maduros.

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Bactérias alteradas na flora intestinal podem indicar Doença de Alzheimer
Saúde & Ciência

Bactérias alteradas na flora intestinal podem indicar Doença de Alzheimer

📅 27/06/2023, 09:01

Pessoas nos estágios iniciais da Doença de Alzheimer – quando o cérebro já sofreu alterações, mas os sintomas ainda não se manifestaram – apresentam um conjunto de bactérias nos intestinos que difere das normalmente presentes em indivíduos saudáveis. Essa é conclusão do estudo de pesquisadores da faculdade de medicina da Washington University em St. Louis, publicado no meio do mês na revista “Science Translational Medicine”. O trabalho sugere que a análise da microbiota (ou microbioma) pode ser uma ferramenta importante para adotar medidas preventivas que detenham o avanço da enfermidade. Gautam Dantas, professor de medicina genômica: associação entre intestinos e cérebro Washington University “Não sabemos se os intestinos influenciam o cérebro ou vice-versa, mas a associação entre eles tem valor em ambos os casos”, afirmou Gautam Dantas, professor de medicina genômica e um dos autores da pesquisa. “Pode ser que as mudanças na microbiota sejam um espelho das alterações no cérebro. A outra alternativa é que o microbioma contribua para o Alzheimer. Neste caso, intervir em sua constituição com probióticos ou transplantes fecais seria capaz de mudar o curso da enfermidade.” Os cientistas já sabiam que a microbiota em pacientes com Alzheimer apresentava modificações se comparada com a de pessoas saudáveis da mesma idade. No entanto, o período pré-sintomático ainda não havia sido analisado. Trata-se de uma fase que pode durar duas décadas e, apesar do progressivo acúmulo de placas de proteína beta-amiloide, não há sinais de declínio cognitivo. Os 164 participantes do estudo forneceram amostras de sangue, fezes e líquido cefalorraquidiano, que banha o sistema nervoso central. Também mantiveram um diário de sua alimentação e se submeteram a ressonância magnética e Pet-Ct neurológico, que combina duas técnicas para a captação de imagens de alta resolução. Os exames revelaram que 49, embora sem sintomas, se encontravam no estágio inicial da doença. Era flagrante a diferença na composição da microbiota dos dois grupos. Mais um estudo, divulgado recentemente na revista “Neurology”, mostra que pacientes com doença inflamatória intestinal – como Doença de Crohn, colite ulcerativa e outros tipos de colites – têm um risco aumentado em 13% de sofrer um acidente vascular cerebral, num prazo de 25 anos depois do diagnóstico. O levantamento contou com 85 mil participantes com doença inflamatória intestinal confirmada através de biópsia. Para cada um deles, havia cinco pessoas saudáveis, do mesmo sexo e ano de nascimento. No total, o universo pesquisado era composto por quase 407 mil indivíduos. No acompanhamento realizado durante 12 anos, a taxa de pacientes com a enfermidade que tiveram derrame ficou em 32,6 em cada 10 mil; entre os sem, foi de 27,7 em 10 mil.

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John B. Goodenough, pessoa mais velha a ganhar um Prêmio Nobel, morre aos 100 anos
Saúde & Ciência

John B. Goodenough, pessoa mais velha a ganhar um Prêmio Nobel, morre aos 100 anos

📅 26/06/2023, 16:15

O cientista John Goodenough, um dos vencedores do Nobel de Química de 2019. Peter Nicholls/Reuters Pessoa mais velha a ganhar um Prêmio Nobel, John Goodenough, pioneiro no desenvolvimento de baterias de íon-lítio que hoje alimentam milhões de veículos elétricos em todo o mundo, morreu no domingo (25), apenas um mês antes de seu 101º aniversário. 👉 Goodenough tinha 97 anos quando recebeu o Prêmio Nobel de Química de 2019 - junto com o britânico Stanley Whittingham e o japonês Akira Yoshino, por suas respectivas pesquisas sobre baterias de íon-lítio - tornando-o o ganhador mais velho de um Prêmio Nobel. 📱 A bateria de íons de lítio criada por Goodenough se tornou popular a partir da década de 1990 e revolucionou a telefonia móvel. "Esta bateria recarregável lançou as bases da eletrônica sem fio, como telefones celulares e laptops", disse a Real Academia Sueca de Ciências ao entregar o prêmio. E acrescentou: “Também torna possível um mundo livre de combustíveis fósseis, já que é usado para tudo, desde alimentar carros elétricos até armazenar energia de fontes renováveis”. No vídeo abaixo, veja a entrega do Nobel ao trio que desenvolveu baterias de íons de lítio. Nobel de Química vai para trio que desenvolveu baterias de íons de lítio Nos últimos anos, Goodenough e sua equipe também exploraram novas direções para o armazenamento de energia, incluindo uma bateria de “vidro” com eletrólito de estado sólido e eletrodos metálicos de lítio ou sódio. Ele nasceu em 25 de julho de 1922, em Jena, na Alemanha. O americano foi “um líder na vanguarda da pesquisa científica ao longo das muitas décadas de sua carreira”, disse Jay Hartzell, presidente da Universidade do Texas em Austin, onde Goodenough foi membro do corpo docente por 37 anos. Até então, o mais velho laureado era Arthur Ashkin, de 96 anos, que ganhou o Nobel em 2018 por sua pesquisa em pinças ópticas e a aplicação delas em sistemas biológicos. Veja também: Celular em conta: g1 testa 5 modelos com 5G e bastante bateria Conheça sete medidas simples para economizar a bateria do seu celular

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Kate Lyra vai muito além de um bordão
Saúde & Ciência

Kate Lyra vai muito além de um bordão

📅 25/06/2023, 09:01

Atriz, escritora, roteirista, diretora de cinema, pesquisadora, produtora musical, cantora, letrista de canções gravadas, entre outros, por Sérgio Mendes. Kate Lyra é tudo isso, embora, para milhões de brasileiros, seu nome vá estar sempre associado ao bordão que a consagrou em programas humorísticos na década de 1970. O público amava a personagem que, ingenuamente, acreditava que “brasileiro é tão bonzinho” quando, na verdade, era alvo de investidas masculinas das mais calhordas. Na verdade, o bordão já existia. Fora utilizado, com sucesso, pela atriz romena Jacqueline Myrna, com sotaque francês. Hoje em dia, o quadro provavelmente seria cancelado nas redes sociais devido ao viés machista, mas Kate nunca se deixou aprisionar pelo rótulo de “pin-up”, abrindo inúmeras frentes de trabalho e militância. Kate Lyra: escritora, roteirista, diretora de cinema, pesquisadora, produtora musical Mariza Tavares “Devo ser a única pessoa no mundo que conseguiu um papel porque falava abominavelmente o português”, diverte-se. Como modelo, começou a trabalhar aos 17 anos, e também cantava e dançava. Seu agente a levou para um teste no México, onde o músico Carlos Lyra, 16 anos mais velho, se dedicava à montagem do musical “Pobre menina rica” para a TV daquele país. Foi paixão à primeira vista. Casaram-se em 1969 e, em 1971, vieram para o Brasil, onde nasceu a filha do casal, a cantora e compositora Kay Lyra. Para descomplicar a vida, Katherine Lee Riddell Caughey adotou o sobrenome do marido. Ficaram juntos até 2004. No dia 3 de julho, Kate completará 74 anos em plena atividade. Desde 2007, seu parceiro profissional e de vida é Steve Solot, uma referência no setor audiovisual norte-americano e brasileiro. Depois de mais de uma década como executivo da Motion Pictures Association na América Latina, que representava os grandes estúdios, ele ocupou cargos na Netflix e na Rio Film Commission. Coincidentemente, ambos nasceram no estado do Arizona, e foi lá que oficializaram o casamento, em 2017. “Estamos sempre desenvolvendo novos projetos. É muito bom quando se tem um parceiro com a mesma energia e curiosidade sobre o que acontece no mundo”. Os dois acabaram de lançar um curso de inglês técnico para profissionais da área de audiovisual em três níveis: básico, intermediário e avançado. O objetivo é qualificar a mão de obra que atua nos bastidores, de maquiadores e continuístas a eletricistas e técnicos de som. “Com o streaming, há muitas possibilidades de coprodução, mas as equipes precisam dominar o inglês para ter oportunidades na carreira”, explica. Uma versão em espanhol está a caminho. No segundo semestre, realizarão a 14ª. edição do Latin American Global Film & TV Program, em Los Angeles, que atrai não apenas participantes brasileiros, mas também de outros países. O programa inclui palestras dadas por especialistas e acesso ao American Film Market, um dos maiores eventos do mercado de produtores independentes. Inclui ainda uma sessão de “pitch” e Kate se encarrega de preparar o que não se sentem à vontade para apresentar suas propostas em inglês. Como pesquisadora do Centro de Estudos Sociais Aplicados da Universidade Candido Mendes, que tinha um núcleo de estudos musicais, ficou fascinada com o universo do rap e do funk. Escreveu dois artigos acadêmicos publicados aqui e nos EUA, além de viver uma experiência inesquecível ao sair de um baile na favela com outros pesquisadores: “Estava dirigindo e fomos parados. Um dos policiais inclusive apontou para o relógio e disse: ‘isso é hora de estar saindo da favela? Vão me dizer que têm parentes que moram lá?’. Comecei a explicar que estávamos ali para fazer uma pesquisa e notei que cochichavam entre si: ‘é aquela do brasileiro tão bonzinho’. E nos deixaram ir, graças ao bordão”. A receita de Kate para envelhecer bem? Além de estar sempre envolvida em novos projetos, faz ginástica todo dia e check-ups regularmente. Sobre dietas, é categórica: “nessa idade, já sabemos o que devemos ou não comer”. Usa uma citação do escritor Robert Louis Stevenson como um de seus mantras: “O mundo é tão cheio de coisas maravilhosas que todos deveríamos ser felizes como reis” (“The world is so full of such wonderful things, I think we all should be happy as kings”). “A frase continua me alimentando. Também me move uma fala de Vinicius de Moraes, durante uma entrevista, quando lhe perguntaram se tinha medo da morte: ‘não, eu tenho é saudades da vida’. Hoje posso dizer, com grande compreensão, que tenho muitas saudades da vida, que dança a nosso redor, e que cada momento é precioso”.

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Será que é saudável a tecnologia fazer a mediação da saúde?
Saúde & Ciência

Será que é saudável a tecnologia fazer a mediação da saúde?

📅 22/06/2023, 09:00

Nolen Gertz, professor assistente de filosofia aplicada na Universidade de Twente, na Holanda, dedica-se a um assunto que, diante da expansão da inteligência artificial, vem ganhando cada vez mais relevância: a ética na tecnologia. Autor de “Nihilism and technology” (“Niilismo e tecnologia”), ele revisita o trabalho do filósofo Friedrich Nietzsche, um dos expoentes dessa corrente e conhecido por uma frase tão polêmica quanto incompreendida: “Deus está morto”. E afirma que corremos o risco de entronizar a tecnologia no lugar da religião: Nolen Gertz, professor assistente de filosofia aplicada na Universidade de Twente Divulgação “Nenhuma tecnologia é neutra. Ela muda a forma como nos relacionamos com o mundo. Influencia nossa percepção, nossa experiência, e muda a ética”. No século XIX, Nietzsche questionava a crença arraigada na religião. Caberia ao ser humano rejeitar os valores e princípios que funcionavam como amarras. Gertz faz um paralelo e afirma que a sociedade contemporânea está fazendo uma escolha arriscada: “Nietzsche dizia que Deus está morto. Agora, a tecnologia é Deus. A ideia de que a inteligência artificial nos fará viver mais está atrelada a uma projeção de gastos, somente em 2023, de 20 bilhões de dólares em dispositivos como os wearables, que coletam informações sobre a saúde e atividades físicas da pessoa. É como se o corpo fosse uma máquina cujas peças pudessem ser trocadas, como se devesse ser curado tecnologicamente”. Ele citou pesquisa da empresa de consultoria PwC na qual 70% dos entrevistados querem wearables que os ajudem a viver mais; 60% esperam que a tecnologia os auxilie a manter um peso saudável; e 60% gostam da ideia de headphones que monitorem o estado de espírito do usuário e escolham a música a partir dessa análise. Gertz é especialmente crítico em relação ao movimento conhecido como transhumanismo, que propõe a utilização das tecnologias emergentes para atingir o máximo da potencialidade da evolução humana: medicamentos antienvelhecimento, implante de sensores, intervenções em nível celular, manipulação genética e por aí vai: “Para o transhumanismo, a natureza é falha, por isso há câncer, envelhecimento, câncer, demência, sofrimento, e a tecnologia é a ferramenta no esforço contínuo contra as falhas. Mas ver a tecnologia como solução para os problemas da vida nos leva a ver a vida como um problema”.

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Lucia Hippolito sabia que não veria 2024
Saúde & Ciência

Lucia Hippolito sabia que não veria 2024

📅 21/06/2023, 13:05

No fim de maio, recebi uma mensagem de Lucia Hippolito, me lembrando que não nos víamos há alguns meses – estava certa, nosso último encontro tinha sido em dezembro de 2022. Volta e meia enviava uma gravação bem-humorada, dizendo: “sou como um monumento público, estou aberta à visitação!”. Lucia Hippolito: serenidade diante do diagnóstico de metástase Mariza Tavares Sua vida mudara radicalmente em 2012, quando, no auge da trajetória profissional, ancorava o programa “CBN Rio”, na Rádio CBN. De férias em Paris, perdeu completamente os movimentos na véspera do retorno ao Brasil. Tratava-se de uma forma gravíssima da Síndrome de Guillain-Barré, doença autoimune que afeta os grupos musculares. Foram três meses de internação, sendo 48 dias intubada, até poder pegar um voo de volta, já presa a uma cadeira de rodas. Combinei de ir à sua casa na segunda-feira seguinte e, a caminho do apartamento em Ipanema, na Zona Sul do Rio, me dei conta de que seu aniversário se aproximava. Ano passado, no dia 29 de junho, convidara 15 amigas para comemorar os 72 anos. Apesar de todas as limitações que a tetraplegia lhe impunha, nos recebeu na sala, sentada numa poltrona, impecavelmente arrumada (como sempre) e maquiada. No entanto, esse encontro era diferente daquele que me levou a escrever, a seu pedido, uma coluna sobre como estava em dezembro de 2021. Usava o colar que eu lhe dera de presente de aniversário, mas más notícias me esperavam na visita do dia 5 de junho. Em setembro de 2022, Lucia havia sido diagnosticada com câncer no colo do útero e se submetera a uma histerectomia total, com a retirada também dos ovários. O tumor tinha 4cm e a recuperação havia sido satisfatória, mas, no meio de maio, sentiu fortes dores na coluna e no abdômen. Uma ressonância magnética da coluna e uma tomografia computadorizada do pulmão e abdômen não deixaram dúvidas: “O câncer se espalhou. Tenho metástase na coluna, no abdômen e no pulmão. No pior cenário, tenho mais três meses; no melhor, seis. Os médicos estudam a possibilidade de eu fazer imunoterapia, mas já disse que, se tiver que sair desta cama, não farei qualquer tratamento. O que não quero, em hipótese alguma, é sentir dor”. Mesmo sob o impacto da situação, tomou todas as providências, como redigir o documento com suas diretivas antecipadas de vontade, que dispõe sobre os procedimentos a que uma pessoa deseja ou não ser submetida quando estiver com uma doença sem possibilidades terapêuticas e impossibilitada de manifestar sua vontade. No testamento, pediu que as cinzas sejam espalhadas na Place des Vosges, um dos cartões-postais de Paris, a cidade que ama e que visitava duas vezes por ano. O desejo será cumprido por Regina, sua irmã. “Tive uma vida plena, cheia de conquistas. Fui muito amada por Edgar (Flexa Ribeiro), com quem estou casada há 51 anos. Digo que não me arrependo de nada, mas me arrependo, sim, de não ter visitado o Egito e a Rússia, porque adoraria ter conhecido o Museu Hermitage, em São Petersburgo”. Perguntei onde encontrava força e me disse que, depois de tantos anos enfrentando as sequelas da doença, os longos períodos de depressão tinham sido substituídos por serenidade. Consumidora voraz de séries, me deu inúmeras indicações do que ver. Conversamos sobre política, que continua acompanhando, e brindamos com um espumante espanhol. À vida. Pediu-me para escrever sobre seu estado, mas que aguardasse até falar com as pessoas mais próximas sobre a gravidade da situação. Não deu tempo. Internada no último sábado, hoje Lucia nos deixa. Órfãos da sua inteligência.

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'Feliz por conversar', os bancos com design especial para combater a solidão
Saúde & Ciência

'Feliz por conversar', os bancos com design especial para combater a solidão

📅 20/06/2023, 09:00

Tentamos ignorar as pessoas que dividem o espaço urbano conosco. No ponto de ônibus, no metrô ou numa praça, fingimos que os outros não existem, cada um mergulhado no universo do seu celular. Em maio, Vivek Murthy, que ocupa o cargo de “surgeon general” nos EUA – responsável pelo serviço de saúde pública do país – divulgou documento alertando sobre a extensão da crise de solidão vivida pelos norte-americanos. Banco ‘feliz por conversar’: ideia foi criação de Allison Owen-Jones, do País de Gales Divulgação Mesmo antes da pandemia, metade dos adultos relatava sofrer pelo menos algum grau de isolamento. Felizmente, um movimento iniciado no Reino Unido vai na direção oposta: são os bancos batizados como “Feliz por conversar”: com cores fortes, eles têm um design especial para incentivar o contato interpessoal. Allison Owen-Jones teve a ideia ao observar um idoso ficar 40 minutos sentado sozinho num parque de Cardiff, no País de Gales, onde mora. “Não sabia como me aproximar sem parecer estranho, mas imaginei como seria bom fazer com que os outros soubessem que estamos disponíveis para bater papo”, ela conta. Foi assim que surgiu o banco da conversa, com a frase: “Happy to chat bank. Sit here if you don´t mind someone stopping to say hello” (“Banco ‘feliz por conversar’. Sente-se aqui se não se importa de alguém parar para dizer alô”). Em maio de 2019, começou a colar pequenos cartazes com esses dizeres e a iniciativa não só foi encampada por organizações não governamentais como se espalhou: Canadá, Estados Unidos, Austrália e Suíça foram algumas das nações a abraçar a causa. Na Polônia, o “gadulawka”, como é chamado, traz o convite em polonês, hebraico e inglês. No Zimbabwe, são os “bancos da amizade” e podem servir, inclusive, para sessões terapêuticas. No Zimbabwe, os “bancos da amizade” podem servir, inclusive, para sessões terapêuticas Divulgação Agentes de saúde recebem um treinamento básico em terapia cognitivo-comportamental com foco em solução de problemas. Em termos práticos, os participantes aprendem a identificar a causa de sua ansiedade ou depressão e a buscar soluções. O objetivo é livrar as pessoas da “kufungisisa” (“pensar demais”). Modelo semelhante foi implantado no Malawi, Quênia e em Zanzibar. Pode ser que, dos encontros, não surjam relacionamentos profundos, mas a sensação de invisibilidade tende a diminuir. Torço para que a proposta chegue aqui.

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“O declínio cognitivo não deveria ser encarado como algo inevitável. Essa é uma trágica derrota da medicina”, diz especialista
Saúde & Ciência

“O declínio cognitivo não deveria ser encarado como algo inevitável. Essa é uma trágica derrota da medicina”, diz especialista

📅 18/06/2023, 09:00

“Infelizmente, ainda não fazemos um check-up do cérebro, embora já tenhamos tecnologia para isso. Seria a melhor forma de mapear o risco do declínio cognitivo e intervir precocemente. Do contrário, a longevidade pode ser uma maldição, e não um bônus”. As palavras, duras, são do médico David Dodick, professor emérito da Mayo Clinic e adjunto da Thomas Jefferson University, entre outras instituições. Assisti à palestra on-line que deu na quinta-feira, na qual apontava a questão como prioridade para a saúde pública global: David Dodick, professor emérito da Mayo Clinic: check-up do cérebro deveria ser rotina Reprodução “O declínio cognitivo não é o caminho natural, nem deveria ser encarado como algo inevitável. Essa é uma trágica derrota da medicina”. As estatísticas são alarmantes: as doenças do cérebro afetam uma em cada três pessoas e são a principal causa de incapacidade, além de apresentarem o maior crescimento entre as doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão ou câncer. “80% dos casos de derrame e 40% dos de demência podem ser evitados. Os países de baixa e média renda respondem por 80% do peso das doenças relacionadas ao cérebro. Quero ser otimista e imaginar que os governos investirão em programas para mudar este cenário”, frisou. Dodick listou os 12 fatores de risco que respondem por 40% dos casos de demência: hipertensão, diabetes, obesidade, perda de audição, poluição atmosférica, consumo excessivo de álcool, traumas na cabeça, isolamento social, depressão, fumo, falta de atividade física e baixa escolaridade. Fazendo uma comparação com os EUA, estamos, como eles, em maus lençóis: lá, são 37 milhões diabéticos, quase 50% dos adultos têm hipertensão e apenas um em cada quatro norte-americanos se exercita. Dois terços têm sobrepeso e, desses, 42% são obesos, mas menos de 2% estão em tratamento. No Brasil, há 17 milhões de portadores de diabetes – somos o quinto país com maior incidência, atrás de China, Índia, EUA e Paquistão. São 30 milhões com hipertensão e 22.4% da população apresentam um quadro de obesidade. No quesito atividade física, também vamos mal das pernas: menos da metade se exercita. “O Alzheimer atinge um em cada dez idosos acima dos 65. É importante lembrar que se passam 20 anos até os sintomas surgirem, portanto trata-se de uma janela de oportunidade para a detecção precoce. Assim é possível tentar retardar o aparecimento da doença, atenuar sua manifestação e ganhar tempo até outras terapias estarem disponíveis”, explicou. Há indicadores clínicos que precedem o estabelecimento de uma enfermidade, conhecidos como sintomas prodrômicos. No Parkinson, por exemplo, constipação, perda parcial do olfato (hiposmia) e o movimento involuntário dos olhos (nistagmo) são sinais de alerta que antecedem os tremores. Por isso, o “check-up” do cérebro se torna tão relevante, incluindo exames de sangue, imagens neurovasculares, avaliação de visão, audição, discurso, fala, equilíbrio e sono. Aliás, sobre o sono, o professor é incisivo: “Eu costumava me gabar de que precisava de apenas cinco horas de sono para me refazer, mas os dados são incontestáveis e perturbadores. Na verdade, o que parece ser uma vantagem (dormir pouco) vai diminuindo a capacidade produtiva. E a insônia é um fator de risco tratável”. O médico ainda citou medicamentos como a metformina e os inibidores SGLT2 que, embora sejam utilizados para o controle do diabetes, são neuroprotetores, reduzindo o risco de Alzheimer. O treinamento cognitivo é outra ferramenta valiosa para preservar as funções cerebrais, como o Teste de Stroop: aquele no qual temos que ler não a palavra escrita, e sim a cor na qual está impressa. Por fim, propõe um esforço coordenado das diversas entidades médicas: “temos que acabar com a medicina de silos, é preciso que as sociedades de diabetes, cardiologia e neurologia trabalhem juntas”.

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Público visita centro que abriga o Sirius para atividades interativas no universo da ciência
Saúde & Ciência

Público visita centro que abriga o Sirius para atividades interativas no universo da ciência

📅 17/06/2023, 19:16

Público visitou o CNPEM neste sábado Gabriela Ferraz/EPTV Um dos maiores centros de produção científica do Brasil, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), abriu as portas neste sábado (17) para apresentar o Sirius, um dos aceleradores de partículas mais avançados do mundo, e outros superlaboratórios com trabalhos nas áreas de biociências, nanotecnologia e biorrenováveis. O programado, chamado de "Ciência Aberta", proporcionou a crianças e adultos um contato direto com os cientistas. As 85 atividades interativas incluíram práticas nos laboratórios, demonstrações tecnológicas, palestras e oficinas. O evento começou às 8h e segue até 17h. CLIQUE AQUI E VEJA TODAS AS ATIVIDADES DO CIÊNCIA ABERTA 2023 O evento aconteceu em um dia marcado por tristeza no CNPEM. O pesquisador João Leandro Brito Neto, de 39 anos, morreu baleado na noite de sexta-feira (16) enquanto conduzia o motocicleta da montadora BMW. A instituição emitiu uma nota lamentando a perde do colaborador. "É com grande pesar que anunciamos a inesperada perda de João Leandro Brito Neto, um colaborador extremamente querido no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Esse falecimento é sentido não apenas por sua equipe de trabalho, nas linhas de luz do Sirius, mas por toda a nossa organização", comunicou a instituição. João Leandro era especialista no grupo Controle e Integração da Divisão de Engenharia de Linhas de Luz. O centro de pesquisa também destacou que João foi um voluntário entusiasmado em todas as edições do Ciência Aberta, evento programado justamente para este sábado. "Enfrentar essa perda, especialmente em um dia como hoje, que o CNPEM se preparou para receber a visita de toda a sociedade, é um desafio imenso para todos nós [...] É importante que, como comunidade, nos apoiemos mutuamente, compartilhando nossas memórias carinhosas e dedicando todo o trabalho de hoje ao João Leandro", finaliza. O que é o Sirius? Principal projeto científico brasileiro, o Sirius é um laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, que atua como uma espécie de "raio X superpotente" que analisa diversos tipos de materiais em escalas de átomos e moléculas. Para observar as estruturas, os cientistas aceleram os elétrons quase na velocidade da luz, fazendo com que percorram o túnel de 500 metros de comprimento 600 mil vezes por segundo. Depois, os elétrons são desviados para uma das estações de pesquisa, ou linhas de luz, para os experimentos. Esse desvio é realizado com a ajuda de ímãs superpotentes, e eles são responsáveis por gerar a luz síncrotron. Apesar de extremamente brilhante, ela é invisível a olho nu. Segundo os cientistas, o feixe é 30 vezes mais fino que o diâmetro de um fio de cabelo. CNPEM abriu as portas ao público neste sábado Gabriela Ferraz/EPTV VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas.

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Falta de cuidado é violência que compromete a velhice negra
Saúde & Ciência

Falta de cuidado é violência que compromete a velhice negra

📅 15/06/2023, 09:01

As desigualdades sociais se encarregam de forjar velhices bem diferentes e a data de hoje – Dia Mundial de Conscientização sobre a Violência contra a Pessoa Idosa – é uma boa oportunidade para falar da violência contra a população negra que, desde cedo, coleciona investidas contra seu bem-estar. Estudo apresentado em 2021 por Roudom Ferreira Moura, doutor em epidemiologia pela USP, mostrava que os idosos negros na cidade de São Paulo tinham piores condições de renda, escolaridade, hipertensão e acesso a serviços privados que os brancos. Também avaliavam sua saúde negativamente: 47,2% dos pretos e 45,5% dos pardos descreveram seu quadro como regular, ruim ou muito ruim, enquanto, entre os brancos, foram 33%. População negra: falta de cuidado compromete a velhice e aumenta risco de morte prematura Ace Spencer para Pixabay Reportagem impecável dos jornalistas da Associated Press, que coletaram dados ao longo de 2022, constatou que os afrodescendentes norte-americanos têm piores índices em todos os quesitos relacionados à saúde: de mortalidade materna e infantil a dificuldades para conseguir tratamento para distúrbios mentais. Alguns dos dados: 14,8% dos bebês negros nasceram prematuramente em 2021, um percentual acima de qualquer outra etnia. 18% dos jovens negros relatam serem expostos a um trauma racial com frequência, sendo que 50% enfrentam sintomas de depressão de moderados a severos. Uma vida sob os efeitos negativos do racismo torna a Doença de Alzheimer prevalente no grupo. 14% dos negros americanos acima dos 65 anos têm Alzheimer, em comparação com 10% dos brancos. A expectativa é de que o número de casos quadruplique até 2060. 75% dos afrodescendentes norte-americanos têm chances de desenvolver um quadro de hipertensão aos 55 anos. O racismo estrutural afeta o paciente negro. James Sims era um cirurgião norte-americano do século XIX que chegou a ser conhecido como o pai da moderna ginecologia. Numa época em que era tabu examinar os órgãos femininos, desenvolveu uma técnica para corrigir a fístula vesicovaginal (uma comunicação anormal entre a bexiga e a vagina) realizando cirurgias sem anestesia em mulheres escravizadas. Só depois passou a operar mulheres brancas, essas devidamente sedadas. A crença de Sims de que negros conseguiam suportar melhor a dor persiste até hoje entre alguns profissionais de saúde. Estudo da Tulane University sustenta que os negros que vivem nos EUA têm um risco de morte prematura 59% maior que os brancos. A desigualdade pode ser explicada pelas disparidades em oito áreas críticas: renda, emprego, segurança alimentar, escolaridade, acesso à saúde, qualidade do seguro saúde, casa própria e estado civil. São conhecidas como determinantes sociais de saúde (SDOH na sigla em inglês). Os pesquisadores utilizaram as informações de um levantamento nacional para determinar a prevalência e o risco de doenças no país. Quando aplicavam filtros nos quais os determinantes desfavoráveis deixavam de existir, a disparidade era reduzida a zero. Ter apenas um determinante social desfavorável dobra as chances de uma pessoa ter morte prematura. Com seis ou mais, o risco é multiplicado por oito. “Não há diferença entre a morte prematura de brancos e negros depois de excluirmos os determinantes. Simplesmente desapareceu”, afirmou Josh Bundy, epidemiologista e principal autor do trabalho, acrescentando: “isso sugere que sejam os alvos primários para eliminar as disparidades na saúde”.

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Militantes antienvelhecimento querem criar seu próprio Estado
Saúde & Ciência

Militantes antienvelhecimento querem criar seu próprio Estado

📅 13/06/2023, 09:01

Mês passado, reportagem de Jessica Hamzelou, publicada na revista “MIT Technology Review”, descreveu evento num resort luxuoso em Tivat, cidadezinha de Montenegro banhada pelo Mar Adriático. Ali se realizava um encontro de militantes do antienvelhecimento, cujo principal interesse é aumentar a expectativa de vida. Trata-se de um grupo que discorda totalmente da decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) de não classificar a velhice como doença. Militantes antienvelhecimento defendem a ideia de que caberia aos cidadãos decidir o quanto se arriscariam como cobaias de tratamentos Gerd Altman para Pixabay É uma turma com planos ambiciosos, o que inclui a criação de um Estado independente onde obstáculos regulatórios para pesquisas e medicamentos sejam removidos. E que defende a ideia de que caberia aos cidadãos decidir o quanto se arriscariam como cobaias de tratamentos antienvelhecimento e biohacking – que é alterar a biologia do próprio organismo para torná-lo mais produtivo. Cerca de 780 participantes se empenhavam em estudar a viabilidade de criar esse Shangri-la. Boa parte já estava havia dois meses em Montenegro, numa comunidade batizada de Zuzalu – o nome não tem qualquer significado, é produto da ferramenta de inteligência artificial ChatGPT. Além de palestras, as atividades iam de mergulhos nas águas geladas do Adriático a cafés da manhã comunitários, passando por sessões de meditação. O objetivo é desenvolver uma rede que não se limite a fóruns de ciência e se transforme num Estado independente, como defendeu Max Unfried, aluno de doutorado da Universidade de Singapura que espera descobrir a cura da velhice: “Queremos ganhar reconhecimento diplomático”. De acordo com Nathan Cheng, responsável pela comunidade on-line Longevity Biotech Fellowship, “a morte é moralmente ruim, é preciso fazer algo a respeito”. Em termos práticos, a organização teria como base uma cidade que acolhesse empresas de biotecnologia com incentivos fiscais e afrouxasse as regras dos ensaios clínicos, embora ninguém saiba explicar como o FDA, o equivalente à Anvisa, seria convencido de abrir mão das exigências para lançar uma droga nova no mercado. Os “zuzalenses” tiveram algumas conversas com políticos de Montenegro para instalar sua comunidade, mas as preferências recaem sobre Rhode Island, perto de Boston e uma referência em biotecnologia. O problema é que não há um só rincão nos EUA que esteja livre das leis federais, por isso uma ala dos participantes é favorável a buscar um país da América Latina. Aliás, o Rio Grande do Sul tem um pequeno município batizado de Xangri-lá, com pouco mais de 15 mil habitantes. Fica a sugestão...

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Como deixar de beber aos 60: oito erros e oito dicas para ter sucesso
Saúde & Ciência

Como deixar de beber aos 60: oito erros e oito dicas para ter sucesso

📅 11/06/2023, 09:00

Parar de beber aos 60: estratégia é focar no progresso Free-Photo para Pixabay Em maio de 2015, aos 63 anos, Janet Gourant parou de beber, depois de décadas de consumo pesado. “Eu era uma alcóolatra funcional, que trabalhava e cuidava da família, e não reconhecia que tinha um vício”, conta. No entanto, em três episódios se deu conta de que não tinha o controle da situação. No primeiro, por volta dos 25 anos, perdeu os sentidos no banheiro e, ao acordar no hospital, não recordava o que havia ocorrido. Aos 50, ao enfrentar um câncer de mama, descobriu que o álcool tinha aumentado substancialmente o risco da doença. Finalmente, já na casa dos 60, viveu sua experiência mais chocante: Janet Gourant, criadora do Tribe Sober, ensina a parar de beber depois dos 60 Divulgação “Foi numa viagem de fim de semana com amigos que também bebiam muito, do tipo começar com champanhe no café da manhã e só encerrar a jornada etílica à noite. No domingo, sugeri de irmos a um vilarejo que, na verdade, tínhamos visitado no sábado. Ou seja, apesar de estar falando e andando, eu experimentara um blecaute, havia perdido oito horas do dia anterior". Morando na África do Sul, não se identificou com nenhuma rede de apoio no país, mas encontrou ajuda num grupo na Inglaterra e acabou criando seu próprio método: o Tribe Sober, que pode ser conferido neste link. Aos 70, afirma que estar sóbrio “é um superpoder” e que parar de beber é para os rebeldes que não querem ser ovelhas do rebanho (“don´t be a sheep, be a rebel”, é seu lema). Aqui estão os oito erros que afirma ter cometido e que devem ser evitados: Esperar chegar ao fundo do poço. Janet diz: “eu sabia que tinha um problema, mas vivia em negação, porque conseguia desempenhar as tarefas do dia a dia. Para mim, alcoólatra era a pessoa que havia perdido tudo e morava na rua – o que não era o meu caso. Mas estava errada”. Acreditar na moderação. “Perdi uma década na armadilha da moderação, achando que poderia estabelecer um limite de drinques por semana. Tentei, falhei e constatei como tinha me tornado uma dependente”, ensina. Medo do fracasso. “Eu não dava o primeiro passo porque acreditava que ia falhar, que seria impossível largar a bebida. Será que seria tão mais difícil parar do que tentar controlar as doses que tomava?”, provoca. Preocupar-se com os outros. “A pressão do grupo pode desestabilizar. Meu temperamento é introvertido e gosto de agradar às pessoas, por isso não conseguia me imaginar fora do ‘rebanho’”. Ser influenciado pelo marketing. “Quando era uma adolescente, achava que tomar uns drinques era o máximo. Depois o vinho ganhou o status de bebida para se curtir com colegas de trabalho, amigos e a família. Ao me aposentar, passei a ter mais tempo para beber!”. Esperar que a felicidade caia sobre sua cabeça. “Contei com o álcool para me sentir bem durante tanto tempo que o organismo se ressentiu quando parei. Nos meus primeiros meses de sobriedade, fiquei na expectativa de me sentir feliz só porque estava sóbria, mas na realidade não havia mudado nada na minha vida”. Ficar deprimido com a ideia de uma vida abstêmia. “Minha saúde exigia uma decisão, mas eu relutava diante do cenário sem álcool. Não conseguia imaginar como socializaria ou me divertiria sem a bebida”. Tentar parar sem ajuda. “Tinha vergonha e queria resolver o problema sozinha, sem pedir ajuda ou me juntar a uma comunidade”. Oito conselhos para seguir em frente e não desistir: Comece agora! A dependência do álcool é como um elevador que só desce. Quanto mais o tempo passa, pior. Esqueça a moderação. Se você tivesse controle, já teria parado. A estratégia é focar no progresso. Para muita gente, há diversos “primeiros dias”, o importante é continuar tentando: uma semana, duas semanas, 30 dias, seis meses, um ano sem beber. Tenha seus motivos na ponta da língua. Quanto perguntarem, responda sem titubear: “estou sem beber porque não durmo bem/estou com minhas taxas alteradas/está afetando meu treino”. Tenha em mente que, além de não ter que dar satisfações, não é sua responsabilidade fazer os outros se sentirem confortáveis. Mude a forma como encara a bebida. Suas crenças sobre o álcool têm que ser “zeradas”. Você realmente precisa de um drinque para se divertir, relaxar, ou achar consolo no fim de um dia difícil? Que outras atividades poderiam substituir essa necessidade? Reconfigure sua vida. Quando se deixa de beber, não dá para manter tudo como era antes. Você precisa mudar rotinas, ter novos interesses, participar de grupos que não sejam dependentes de álcool. Anime-se com a oportunidade de mudar! Sua aparência vai ganhar viço, você vai se sentir e dormir melhor, com muito mais energia. Ache sua tribo. Conectar-se com outras pessoas nessa jornada fará você ter consciência de que não está sozinho. Cerca de 20% dos bebedores sociais se tornam dependentes ao longo dos anos. Não se trata apenas de alívio, é bem mais que isso: prepare-se para descobrir seu superpoder!

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Centro que abriga o Sirius abre as portas ao público para apresentar curiosidades e atrações da ciência; veja como participar
Saúde & Ciência

Centro que abriga o Sirius abre as portas ao público para apresentar curiosidades e atrações da ciência; veja como participar

📅 11/06/2023, 08:45

Acelerador de partículas Sirius, instalado em Campinas (SP). CNPEM/Sirius/Divulgação Um dos maiores centros de produção científica do Brasil, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), abre as portas à população no próximo sábado (17), a partir das 9h, para apresentar o Sirius, um dos aceleradores de partículas mais avançados do mundo, e outros superlaboratórios com trabalhos nas áreas de biociências, nanotecnologia e biorrenováveis. O "Ciência Aberta" é direcionado às crianças e adultos e promove um contato direto entre público e cientistas. O evento que deixou de ser realizado nos últimos anos em virtude da pandemia dispensa inscrição, e para entrada é solicitada a contribuição voluntária de 1 kg de alimento não perecível. Estão programadas 85 atividades interativas, que incluem experiências práticas nos laboratórios, demonstrações tecnológicas, além de palestras e oficinas. O CNPEM também oferece praça de alimentação e estacionamento gratuito. CLIQUE AQUI E VEJA TODAS AS ATIVIDADES DO CIÊNCIA ABERTA 2023 Sirius, laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, reforça a ciência no enfrentamento do novo coronavírus Nelson Kon O que é o Sirius? Principal projeto científico brasileiro, o Sirius é um laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, que atua como uma espécie de "raio X superpotente" que analisa diversos tipos de materiais em escalas de átomos e moléculas. Para observar as estruturas, os cientistas aceleram os elétrons quase na velocidade da luz, fazendo com que percorram o túnel de 500 metros de comprimento 600 mil vezes por segundo. Depois, os elétrons são desviados para uma das estações de pesquisa, ou linhas de luz, para os experimentos. Esse desvio é realizado com a ajuda de ímãs superpotentes, e eles são responsáveis por gerar a luz síncrotron. Apesar de extremamente brilhante, ela é invisível a olho nu. Segundo os cientistas, o feixe é 30 vezes mais fino que o diâmetro de um fio de cabelo. "Ciência Aberta" abre as portas do CNPEM ao público Arquivo CNPEM Ciência Aberta - CNPEM Dia: sábado, 17 de junho Horário: Portões abertos das 9h às 15h; encerramento às 17h Entrada: gratuito com a doação de 1 kg de alimento não perecível Local: Rua Giuseppe Máximo Scolfaro, 10.000, Polo II de Alta Tecnologia de Campinas, Campinas Estacionamento: vagas gratuitas limitadas em área vizinha ao CNPEM VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas.

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Idosos são sub-representados em estudos com wearables
Saúde & Ciência

Idosos são sub-representados em estudos com wearables

📅 08/06/2023, 09:01

Sou uma defensora da tecnologia a serviço do cidadão (nunca o contrário) e, com frequência, escrevo sobre como ela pode ser útil para dar qualidade de vida aos idosos. No entanto, o pervasivo preconceito contra os mais velhos também se infiltra nas pesquisas nessa área. Relógio inteligente com dados sobre a saúde do usuário Peter Charlton para Wikimedia Commons Trabalho recém-publicado no “The Lancet Digital Health” mostra que tem havido um esforço para incluir minorias, indivíduos de baixa renda e comunidades rurais nos testes com wearables, os dispositivos e sensores que coletam informações sobre a nossa saúde. Entretanto, pessoas com declínio cognitivo e demência têm sido deixado deixadas de lado nos estudos – justamente aqueles que mais beneficiariam! Wearables e aplicativos de smartphones podem ser grandes aliados para os profissionais de saúde terem acesso a informações valiosas sobre todo o espectro que envolve as demências. A inteligência artificial é capaz de transformar dispositivos em ferramentas que monitorem mudanças de comportamento; previnam quedas; determinem trajetórias cognitivas e funcionais; e diminuam a carga dos cuidadores. Há um mito de que idosos são incapazes de participar de estudos com wearables devido à sua baixa competência digital, mas há ampla evidência de que tal situação mudou muito depois da pandemia, com uma adesão maciça dos mais velhos à tecnologia. Os números saltam aos olhos: o número de pessoas vivendo com algum tipo de demência deve ultrapassar 150 milhões em 2050. Mesmo diante do potencial de uso, idosos estão sub-representados em trabalhos como o Apple Heart Study. A idade média dos participantes é de 41 anos e apenas 6% têm mais de 65. A alegação inicial era de que a sensibilidade do dispositivo para detectar fibrilação atrial caía significativamente acima dos 75. A sub-representação dessa faixa etária se soma ao volume menos consistente de dados nos casos de demência, já que o paciente provavelmente tem menor aceitação da tecnologia. Dispositivo acoplado a câmera com diversos tipos de sensores Katarzyna Sila-Nowicka para Wikimedia Commons Uma revisão sistemática (que reúne pesquisas relevantes sobre uma determinada questão), realizada em 2022, constatou que havia poucos trabalhos sobre o uso de wearables e sensores, ou qualquer outro tipo de tecnologia alimentada por inteligência artificial, em idosos que recebiam cuidados de longo prazo. Há desafios para quem apresenta perda de memória, como se lembrar de carregar a bateria ou apertar um botão num horário específico. O que fica claro é que será preciso construir soluções customizadas para estimular a adesão à tecnologia e garantir a continuidade da sua utilização.

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'É fundamental que o paciente conheça sua doença', ensina apresentador com esclerose múltipla
Saúde & Ciência

'É fundamental que o paciente conheça sua doença', ensina apresentador com esclerose múltipla

📅 06/06/2023, 09:00

A data foi instituída nos Estados Unidos, mas merecia ter um espaço em nosso calendário: 11 de maio é Dia da Consciência sobre a Saúde Mental dos Idosos. Foi quando assisti a um simpósio on-line cujo principal palestrante era o apresentador Montel Williams, titular de um popular talk show durante quase duas décadas. Em 1999, aos 43 anos, foi diagnosticado com esclerose múltipla, doença que veio acompanhada de uma depressão severa e dores lancinantes. Sua jornada para vencer as limitações o transformou e hoje ele se dedica a compartilhar o que aprendeu: Montel Williams: apresentador compartilha o que aprendeu ao lidar com a esclerose múltipla Divulgação “É preciso que acreditemos em nossa força interna, em nosso próprio poder, porque boa parte do tratamento depende de nós. É fundamental que o paciente conheça sua doença, busque o máximo de informação, porque médicos não são deuses, nem sabem tudo. Se nos guiarmos apenas pelo diagnóstico, estaremos restritos à expectativa deles. Na época, ouvi coisas como: ‘em cinco anos, você estará numa cadeira de rodas’; ou que podia esperar mais dez anos de vida. Como alguém pode dizer tal coisa sem me conhecer?”. O objetivo de Williams foi se tornar “íntimo” de sua enfermidade. “Ainda não havia internet e mergulhei nos livros para aprender o máximo que pude. Não me dei por vencido”, lembrou. O primeiro passo foi mudar seu estilo de vida, privilegiando a atividade física e uma alimentação de qualidade: “Exercício é bom, não importa a idade, e o que ingerimos tem impacto direto no nível de inflamação do organismo. Eu tenho esclerose múltipla, mas ela não me tem. As pessoas devem acreditar no seu poder interior”. Em 2013, o apresentador criou um programa de saúde e fitness. Tornou-se um defensor do uso da maconha para fins medicinais, já que a droga foi valiosa para o controle da dor. “Quero estar ocupando vivendo, e não morrendo, por isso estou atento a todos os novos protocolos e tratamentos que surgem. Vale para a esclerose múltipla, mas também para câncer, lúpus ou fibromialgia”, afirmou, acrescentando que é preciso demonstrar nossa gratidão por todos que nos dão apoio: “Escreva uma carta ou um bilhete para quem esteve ao seu lado, dizendo que espera que essa pessoa saiba o quanto é importante para você”. A esclerose múltipla é uma doença neurológica autoimune crônica, provocada por mecanismos inflamatórios e degenerativos que comprometem a bainha de mielina que reveste os neurônios das substâncias branca e cinzenta do sistema nervoso central. No Brasil, estima-se que existam 40 mil casos da doença, que atinge predominantemente mulheres e indivíduos na faixa entre os 20 e 40 anos. O quadro inflamatório afeta as funções coordenadas pelo cérebro, cerebelo, tronco encefálico e medula espinhal, produzindo sintomas como fraqueza, perda da força muscular, falta de coordenação, dor ou queimação na face, alterações na visão, alterações de humor, depressão e ansiedade.

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Como proteger os joelhos e quando a cirurgia é necessária
Saúde & Ciência

Como proteger os joelhos e quando a cirurgia é necessária

📅 04/06/2023, 09:00

Há alguns meses, escrevi sobre cinco partes do corpo que não podemos ignorar depois dos 50. Nossos sobrecarregados joelhos estão nessa lista e são o assunto desta coluna. Estima-se que, na próxima década, haverá um aumento de 673% nas próteses de joelhos em todo o mundo. Para falar dos problemas mais frequentes, dos exercícios mais indicados e de quando é necessário se submeter a uma cirurgia, conversei com o médico Marco Demange, que fez mestrado e doutorado na Faculdade de Medicina da USP, onde é professor do Departamento de Ortopedia e Traumatologia, e pós-doutorado no Hospital for Special Surgery, associado à Universidade de Cornell. O médico Marco Demange, professor do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP Divulgação Quais os problemas de joelhos mais frequentes com o envelhecimento? Uma das questões mais frequentes são as lesões dos meniscos e da cartilagem. A artrose surge como consequência desses desgastes. Há uma “receita” para protegê-los? Há alguns cuidados importantes, como evitar o excesso de carga frequente. Nesta situação, encontram-se o excesso de peso ou de impacto nos esportes. O trauma eventual intenso, ou seja, torcer ou bater com força os joelhos, também deve ser evitado. Em algumas atividades físicas, como tênis de praia, futebol e vôlei, entre outras, isso pode acontecer. Outra medida é manter uma boa força muscular, com destaque para a musculatura da coxa e para a musculatura sustentadora do tronco, composta por quadril, abdômen e lombar. Para quem já passou dos 50 ou 60, que exercícios são eficazes para preservar a estrutura do joelho? E quais seriam os menos indicados? Os mais indicados são os exercícios resistidos, ou seja, a musculação, e os com baixo impacto. Quando a pessoa optar por exercícios aeróbicos, deve dar preferência para os de menor impacto, como natação, caminhada leve, remo ou os elípticos (como esteira e bicicleta ergométricas, ou simulador de subida de escada). Evitar os exercícios com impacto frequente intenso, como pular e saltar, assim como os com trauma eventual importante: esportes de quadra nos quais há contato físico, como o futebol. É sempre possível optar por tratamentos não cirúrgicos ou há casos em que eles não trazem alívio? Nos casos mais avançados de artrose, em que há instabilidade, quando o joelho falha ao andar, ocorre dor contínua, limitação da mobilidade ou desvios significativos do formato (ele entorta de forma relevante), os tratamentos sem cirurgia geralmente não têm efeito suficiente para devolver uma boa qualidade de vida ao paciente. Qual é a cirurgia mais comum a partir dos 50 anos? Apesar de a cirurgia mais comum ser a artroscopia do joelho, principalmente para as lesões meniscais, atualmente se entende que, para os casos de artrose mais severa, ela tem uma efetividade baixa. Neste caso, a cirurgia mais indicada, e com melhor resultado, é a de prótese do joelho. No mundo todo, incluindo o Brasil, a cirurgia de prótese de joelho vem se tornando cada vez mais frequente. Em termos percentuais, o maior número de procedimentos ocorreu na faixa de pacientes entre 50 e 65 anos. O que são as próteses de joelho customizáveis e por que são superiores? São próteses fabricadas especificamente para cada pessoa e, por esse motivo, são mais caras. O formato da prótese é igual ao ideal para o paciente, não demandando ajustes nos ossos ou ligamentos para adequar a sua colocação. O resultado é uma sensação de “joelho normal”. Assim, considera-se que pacientes têm um potencial de fazer uma gama maior de exercícios e atividades esportivas recreacionais. Qual é a importância do exercício após a cirurgia? Em todas as cirurgias de prótese de joelho, o paciente deve fazer exercícios físicos para recuperar a perda muscular que ocorreu nos anos em que houve uma menor utilização da musculatura, decorrente da dor e da artrose. Qual é o potencial do tratamento com células-tronco? Especificamente para a artrose, o tratamento com ortobiológicos, como produtos que contenham alguma porcentagem de células-tronco mesenquimais, pode modular a dor e, eventualmente, permitir uma redução na velocidade de evolução da artrose. Como todos os tratamentos mais recentes em medicina, temos estudado o potencial de sua utilização e, nos próximos anos, saberemos mais sobre as melhores indicações.

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Um em cada três adultos com diabetes pode ter doença cardiovascular assintomática
Saúde & Ciência

Um em cada três adultos com diabetes pode ter doença cardiovascular assintomática

📅 01/06/2023, 10:48

Níveis elevados de duas proteínas que indicam doença cardiovascular foram detectados em pacientes assintomáticos, mas que eram portadores de diabetes tipo 2. A pesquisa foi publicada ontem no “Journal of the American Heart Association” e reforça a importância do monitoramento cardíaco de diabéticos. Diabetes: concentrações levemente elevadas de duas proteínas na corrente sanguínea são um sinal de mudanças na estrutura e no funcionamento do coração Wikimedia Testes para medir a troponina cardíaca de alta sensibilidade e um peptídeo natriurético de nome comprido (N-terminal pro-B-type natriuretic peptide) já são utilizados na detecção de insuficiência cardíaca. No entanto, concentrações levemente elevadas dessas proteínas na corrente sanguínea podem ser um sinal de mudanças na estrutura e no funcionamento do coração. “O que constatamos é que pessoas com diabetes tipo 2 sem história de doença cardiovascular ou infarto têm maior risco de complicações cardíacas. Normalmente nosso principal alvo é combater o colesterol, mas talvez o diabetes tenha um efeito no coração, não relacionado aos níveis de colesterol, que cause danos aos pequenos vasos. Nossa pesquisa sugere a necessidade de outras terapias para diminuir esse risco”, afirmou Elizabeth Salvin, professora de epidemiologia da Universidade Johns Hopkins e coautora do trabalho. Os pesquisadores analisaram as informações de amostras de sangue de mais de 10 mil adultos, coletadas entre 1999 e 2004, com o objetivo de determinar se doenças cardiovasculares em pacientes assintomáticos poderiam ser diagnosticas através do nível de proteínas cardíacas que servem como biomarcadores. Entre os participantes havia indivíduos com e sem diabetes tipo 2, mas nenhum tinha histórico de enfermidade cardiovascular quando o estudo foi iniciado. Quais foram as conclusões: Entre os adultos com diabetes tipo 2, 33.4% tinham sinais de doença coronariana; no grupo sem, eram 16.1%. Para os pacientes diabéticos, os níveis elevados de troponina e N-terminal pro-B-type estavam associados a um risco aumentado de morte em geral e por problemas cardíacos. A prevalência de troponina elevada era significativamente maior em pessoas portadoras da doença há mais tempo e que não controlavam as taxas de glicose. Outra pesquisa, também divulgada mês passado, mostra que a atividade física realizada no período da tarde traz mais benefícios para o controle dos níveis de glicose de pacientes com diabetes. O estudo se estendeu por quatro anos e envolveu 2.400 participantes, que usavam um dispositivo para medir a atividade física. No fim do primeiro ano, foi constatado que aqueles engajados em exercícios de moderados a vigorosos na parte da tarde tinham a maior redução dos níveis de glicose. Esse grupo manteve tal condição no quarto ano do trabalho e foi o com mais chances de suspender a medicação.

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Entenda a diferença entre cura do câncer e remissão da doença
Saúde & Ciência

Entenda a diferença entre cura do câncer e remissão da doença

📅 31/05/2023, 09:00

Exames mostram antes e depois de câncer de paciente; à direita, imagem mostra remissão da doença Arquivo pessoal Quando falamos sobre resultados de tratamentos em pacientes com câncer, dois termos costumam ser usados: "remissão" e "cura". O g1 ouviu especialistas para explicar a diferença entre esses conceitos. Segundo Rodrigo Calado, professor titular de hematologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, a cura é quando o câncer é totalmente erradicado, mas só se consegue saber isso depois de ao menos cinco anos sem sinal da doença. Antes disso, o termo correto é "remissão". Paulo Peregrino, que lutava contra a doença havia 13 anos e foi submetido a uma terapia considerada revolucionária no combate à doença, por exemplo, teve a remissão completa em um mês (entenda abaixo o CAR-T Cell). "Remissão é quando o câncer não é mais detectado por nenhum exame. Pode ser que tenha sido curado, porém, pode ser que tenha reduzido muito e os métodos disponíveis não conseguem detectá-lo, mas não tenha desaparecido completamente. Apenas não conseguimos detectar o câncer. Por isso que o paciente precisa continuar acompanhando, fazendo exames para verificar se há algum sinal, por menor que seja, do tumor." Globo.com: leia as principais notícias do dia Vanderson Rocha, professor de hematologia, hemoterapia e terapia celular da Faculdade de Medicina da USP e coordenador nacional de terapia celular da rede D’Or, diz que o paciente em remissão deve, inicialmente, passar por exames a cada três meses, quatro meses, seis meses e, depois, uma vez ao ano. "Logo depois, tem que ter cuidado com infecção. Depende muito do tipo de tratamento, mas, geralmente, três meses depois de remissão é vida normal. Um transplante de medula óssea, dependendo o tipo de transplante, é cerca de seis meses. É vida normal, fazer tudo o que quer, com moderação", pontua. CAR-T Cell Médico Vanderson Rocha (à esq.) e médico Rodrigo Calado (à dir.) Arquivo pessoal Até agora, 14 pacientes foram tratados com o CAR-T Cell no estudo que usa verbas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A recuperação foi no Sistema Único de Saúde (SUS). A terapia combate a doença com as próprias células de defesa do paciente modificadas em laboratório. A versão brasileira da técnica é aplicada no Brasil pela USP, em parceria com o Instituto Butantan e o Hemocentro de Ribeirão Preto, de forma compassiva, quando o estudo aceita o paciente em estágio avançado da doença, e os médicos conseguem com a Anvisa a autorização para a aplicação do método. Nenhum dos pacientes brasileiros é considerado curado, mas em remissão. O primeiro foi em 2019, há menos de 5 anos. Ele, no entanto, morreu semanas depois em um acidente doméstico em casa. "Nos pacientes usamos alguns exames para rastrear o câncer, como o PET-CT (tomografia com contraste) ou exames de sangue para detectar o DNA do câncer", conta Rodrigo Calado, professor titular de hematologia da USP. "Dos casos americanos, que começaram há 10 anos, muitos estão curados, mais de 50%. E são pacientes que não responderam a vários tratamentos anteriores, que a doença voltou várias vezes. Então, é muito significativo, mesmo que 50%", completa. Todos os pacientes tratados no estudo tiveram remissão de ao menos 60% dos tumores. A recuperação foi no Sistema Único de Saúde (SUS). O método CAR-T Cell tem como alvo três tipos de cânceres: leucemia linfoblástica B, linfoma não Hodgkin de células B e mieloma múltiplo, que atinge a medula óssea. O tratamento contra o mieloma múltiplo ainda não está disponível no país.  A técnica é utilizada em poucos países. No Brasil, no segundo semestre, 75 pacientes devem ser tratados com o CAR-T Cell com verba pública após autorização da Anvisa para o estudo clínico (leia mais abaixo). Atualmente, o tratamento só existe na rede privada brasileira, ao custo de ao menos R$ 2 milhões por pessoa. Paulo Peregrino Médico Vanderson Rocha (à esq.) e Paulo Peregrino (à dir.) Arquivo pessoal O publicitário de 61 anos é o caso mais recente de remissão completa em curto período de tempo do grupo de estudos com os 14 pacientes do Centro de Terapia Celular. Paulo teve alta no domingo (28) depois de ficar sob cuidados médicos no Hospital das Clínicas da cidade de São Paulo. “A vitória não é só minha. É da fé, da ciência e da energia positiva das pessoas. Cada uma delas ajudou a colocar um paralelepípedo nesse caminho. A imagem prova com muita clareza para qualquer pessoa a gravidade do meu linfoma, e eu não tinha ideia de que era assim”, contou o paciente. Vanderson Rocha está à frente do caso de Paulo, e ficou surpreso com a resposta do tratamento. “Foi uma resposta muito rápida e com tanto tumor. Fico até emocionado [ao ver as duas ressonâncias de Paulo]. Quando a gente viu, todo mundo vibrou. Coloquei no grupo de professores titulares da USP e todo mundo ficou impressionado de ver a resposta que ele teve”, comemorou o especialista. Antes e depois As duas imagens do Pet Scan (tomografia feita com um contraste especial) (veja no alto) representam “dois Paulos”: a da esquerda, o paciente que tinha como caminho único os cuidados paliativos, quando a alternativa é dar conforto, mas já sem expectativa de cura, e a da direita, um paciente com um organismo já sem tumores após o tratamento com CAR-T Cell. Car-T Cell: entenda terapia celular contra câncer aplicada de forma experimental Quando o médico teve contato com Paulo, o publicitário já havia passado por procedimentos cirúrgicos, dezenas de exames e quimioterapia. Saiba o que é a terapia celular contra o câncer aplicada em estudo na rede pública 13 anos 'tocando em frente' Uma linha do tempo ajuda a nortear as idas e vindas dos tumores de Paulo. A trajetória será contada em uma autobiografia ainda em produção intitulada "A Vida pelo Copo D'água", em que ele cita seu remédio: "fé e ciência para viver a metade cheia da vida". Pesquisas na internet levaram a família ao tratamento CAR-T Cell e ao médico Vanderson Rocha. “Comecei a acompanhá-lo quando já tinha feito uma grande parte do tratamento. A doença voltou, então, a última opção dele realmente era o CAR-T Cell. Tive que pedir autorização da Anvisa pra gente poder fazer esse tipo de tratamento. Muitos pacientes não têm essa oportunidade”, explicou o especialista. timeline-cancer Paciente com câncer há 13 anos tem remissão completa em SP em um mês após terapia celular em estudo na rede pública 'Objeto de estudo" O educador físico Bruno Marques Giovanni é outro dos pacientes do grupo de estudos de que Paulo participa. Há um ano e meio, o educador físico retomou a rotina, depois de sair do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Foram três anos de luta contra uma leucemia agressiva, que teimava em voltar. Só depois de cinco anos do desaparecimento dos tumores eles e os demais pacientes oncológicos podem ser considerados curados. Até lá, o Bruno volta ao hospital a cada três meses para fazer exames. “Por ser um tratamento inovador, um negócio que está ainda em estudo, em evolução, vou lá com o maior prazer para passar por esses exames, para eles conseguirem enxergar tudo o que está acontecendo. Porque eu sei que eu sou um objeto de estudo, entre aspas, mas uma pessoa que está superbem. Só agradeço a toda a equipe sempre.” Paciente Bruno Marques Giovanni mora em Piracicaba Reprodução/TV Globo CAR-T Cell no SUS Em 2021, o grupo fez uma parceria com o Instituto Butantan e foram instaladas duas fábricas no estado, uma na Cidade Universitária, em São Paulo, e outra no campus universitário de Ribeirão Preto com a capacidade de produção inicial de 300 tratamentos por ano. “Para disponibilizar para a população brasileira, é necessário obter financiamento para realizar o tratamento para 75 pacientes com linfoma e leucemia e gerar os dados clínicos que permitam o registro do produto na Anvisa”, explicou Dimas. “Este estudo clínico custará R$ 60 milhões, mas economizará R$ 140 milhões em relação aos preços praticados pelas empresas privadas. Recentemente, apresentamos o projeto ao Ministério da Saúde e a expectativa é de apoio e financiamento para avançar essa importante tecnologia no país, que poderá iniciar uma nova indústria de biotecnologia”, completou. A previsão é a de que o estudo comece em agosto deste ano. “Já tem uma fila de pacientes, porque os médicos que já sabem que nós estamos nesse processo mandam constantemente nomes de pessoas, e esses nomes estão sendo colocados numa fila por requisitos.” O que diz a Anvisa A Agência afirmou ao g1 que tem dado prioridade às análises do estudo. “A Anvisa recebeu proposta de ensaio clínico conduzida pelo CEPID-FAPESP-USP e este pedido está em análise pela Anvisa. O pedido faz parte de um projeto-piloto em que a Anvisa, selecionou o Centro de Terapia Celular (CEPID-FAPESP-USP) de Ribeirão Preto para colaboração no desenvolvimento de produtos de terapia avançada no Brasil. Assim, a Agência tem feito interlocução com a equipe de desenvolvimento do CEPID-FAPESP-USP para aprimorar o desenho do estudo. O CEPID-FAPESP-USP também estabeleceu um cronograma com a Anvisa para enviar informações sobre a possível fabricação do produto e os controles aplicáveis nos próximos meses. A Anvisa, por sua vez, tem dado prioridade a estas análises, proporcionando retorno rápido ao desenvolvedor, com o objetivo de priorizar a execução desse estudo no Brasil." Como funciona a técnica scrolly célula T

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O que as empresas ganham com funcionários acima dos 50 e como combater o preconceito
Saúde & Ciência

O que as empresas ganham com funcionários acima dos 50 e como combater o preconceito

📅 30/05/2023, 09:01

Na coluna de domingo, apresentei uma relação de mitos e verdades sobre a mão de obra sênior, um levantamento feito pela The Encore Network, que atua em 12 países. A organização acaba de lançar um guia para as empresas que querem valorizar o trabalhador maduro e aqui listo cinco motivos pelos quais os 50 mais são um ótimo negócio para os empregadores: Habilidades consolidadas: graças à sua experiência, boa parte dos trabalhadores mais velhos está pronta para assumir tarefas com um mínimo de treinamento Joseph Mucira para Pixabay Habilidades consolidadas: graças à sua experiência, boa parte dos trabalhadores mais velhos está pronta para assumir tarefas com um mínimo de treinamento. A maioria possui atributos altamente valorizados pelo mercado: pensamento crítico, capacidade de autogestão e para resolver problemas, resiliência, liderança e traquejo social. Memória institucional e capacidade de mentoria: a retenção de profissionais experientes preserva a cultura organizacional e uma valiosa rede de conexões e contatos para alimentar e expandir os negócios. Funcionários maduros também podem ser aproveitados como mentores e se beneficiar da mentoria reversa, aprendendo com os mais jovens. Mão de obra estável: esses são empregados que tendem a se engajar e a se comprometer mais. Pesquisa indica que incrementar em 10% o contingente sênior reduz a rotatividade em 4%. Desempenho e produtividade: 87% dos empregadores afirmam que os trabalhadores maduros apresentam um desempenho tão bom ou melhor que o dos jovens. A convivência intergeracional tem se mostrado efetiva para a produtividade das empresas. Conexão com o mercado: a mão de obra sênior pode ajudar os negócios a responder às demandas do mercado da longevidade. Estimativas apontam que aproveitar esse contingente tem o potencial de aumentar a renda per capita dos países em 19% nas próximas três décadas. A contribuição econômica da população 50 mais vai triplicar até 2050. Para completar, seguem providências básicas para combater o preconceito no recrutamento e na retenção de talentos: Mapeamento para identificar áreas e procedimentos que podem embutir preconceito contra os mais velhos. Idade deve constar do plano de diversidade e inclusão da empresa. Expressões como “nativo digital” (que se refere aos nascidos depois de 1980), “formado recentemente”, “em início de carreira”, “cheio de energia” são discriminatórias e não devem constar do processo de recrutamento. Apoio aos empregados ao longo de todos os estágios de sua vida profissional, o que inclui treinamento, que não deve ficar restrito aos jovens. Isso é particularmente relevante no que se refere à tecnologia. Conscientização dos funcionários sobre o preconceito contra os mais velhos.

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'Vitória da fé, da ciência e da energia positiva das pessoas', diz paciente após remissão completa de câncer
Saúde & Ciência

'Vitória da fé, da ciência e da energia positiva das pessoas', diz paciente após remissão completa de câncer

📅 30/05/2023, 08:03

Médico Vanderson Rocha (à esq.) e Paulo Peregrino (à dir.) Arquivo pessoal Paulo Peregrino lutava contra o câncer havia 13 anos e estava prestes a receber cuidados paliativos quando, em abril, foi submetido a um tratamento considerado revolucionário no combate à doença e, em apenas um mês, teve remissão completa do seu linfoma. Até agora, 14 pacientes foram tratados com o CAR-T Cell, a terapia que combate a doença com as próprias células de defesa do paciente modificadas em laboratório. O estudo usa verbas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Todos os pacientes tratados tiveram remissão de ao menos 60% dos tumores. A recuperação foi no Sistema Único de Saúde (SUS). Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram O método tem como alvo três tipos de cânceres: leucemia linfoblástica B, linfoma não Hodgkin de células B e mieloma múltiplo, que atinge a medula óssea. O tratamento contra mieloma múltiplo ainda não está disponível no país.  Exames mostram antes e depois de câncer de paciente; à direita, imagem mostra remissão da doença Arquivo pessoal O publicitário de 61 anos é o caso mais recente de remissão completa em curto período de tempo do grupo de estudos com os 14 pacientes do Centro de Terapia Celular. O protocolo foi adotado pela Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Instituto Butantan e o Hemocentro de Ribeirão Preto. Paulo teve alta no domingo (28) depois de ficar sob cuidados médicos no Hospital das Clínicas da cidade de São Paulo. “A vitória não é só minha. É da fé, da ciência e da energia positiva das pessoas. Cada uma delas ajudou a colocar um paralelepípedo nesse caminho. A imagem prova com muita clareza para qualquer pessoa a gravidade do meu linfoma, e eu não tinha ideia de que era assim”, contou o paciente. Na segunda (29), afirmou, em seu perfil no Instagram, que, com a repercussão da história dele na mídia, "tenho certeza que pelo menos terei, modestamente, passado esperança a quem tanto precisa". "Só quero que as informações e o conhecimento adquirido com meu caso possam servir a outros pacientes no futuro." Vanderson Rocha, professor de hematologia, hemoterapia e terapia celular da Faculdade de Medicina da USP e coordenador nacional de terapia celular da rede D’Or, está à frente do caso de Paulo. “Foi uma resposta muito rápida e com tanto tumor. Fico até emocionado [ao ver as duas ressonâncias de Paulo]. Fiquei muito surpreso de ver a resposta, porque a gente tem que esperar pelo menos um mês depois da infusão da célula. Quando a gente viu, todo mundo vibrou. Coloquei no grupo de professores titulares da USP e todo mundo ficou impressionado de ver a resposta que ele teve”, comemorou o especialista. Entre os outros 13 pacientes tratados como Paulo, 69% tiveram remissão completa em 30 dias. O primeiro paciente tratado com a técnica na rede pública do Brasil teve resultados parecidos com os de Paulo, mas morreu por um acidente doméstico em casa. Antes e depois As duas imagens do Pet Scan (tomografia feita com um contraste especial ) (veja acima) representam “dois Paulos”: a da esquerda, o paciente que tinha como caminho único os cuidados paliativos, quando a alternativa é dar conforto, mas já sem expectativa de cura, e a da direita, um paciente com um organismo já sem tumores após o tratamento com CAR-T Cell. Car-T Cell: entenda terapia celular contra câncer aplicada de forma experimental Atualmente, o procedimento no Centro de Terapia Celular é feito de forma compassiva, quando o estudo aceita o paciente em estágio avançado da doença, e os médicos conseguem com a Anvisa a autorização para a aplicação do método. Quando o médico teve contato com Paulo, o publicitário já havia passado por procedimentos cirúrgicos, dezenas de exames e quimioterapia. Saiba o que é a terapia celular contra o câncer aplicada em estudo na rede pública Custo de R$ 2 milhões por paciente A técnica é utilizada em poucos países. No Brasil, no segundo semestre, 75 pacientes devem ser tratados com o CAR-T Cell com verba pública após autorização da Anvisa para o estudo clínico. Atualmente, o tratamento só existe na rede privada brasileira, ao custo de ao menos R$ 2 milhões por pessoa. "Devido ao alto custo, este tratamento não é acessível em grande parte dos países do mundo. O Brasil, por outro lado, encontra-se em uma posição privilegiada e tem a rara oportunidade de introduzir este tratamento no SUS em curto período de tempo", diz Dimas Covas, coordenador do Centro de Terapia Celular CEPID-USP e do Núcleo de Terapia Celular do Hemocentro de Ribeirão Preto, que desenvolveu a versão brasileira dessa tecnologia. Médico e paciente em tratamento em São Paulo Arquivo pessoal 13 anos 'tocando em frente' timeline-cancer Uma linha do tempo ajuda a nortear as idas e vindas dos tumores de Paulo. A trajetória será contada em uma autobiografia ainda em produção intitulada "A Vida pelo Copo D'água", em que ele cita seu remédio: "fé e ciência para viver a metade cheia da vida". O publicitário mora com a mulher e o filho, de 29 anos, em Niterói, no Rio de Janeiro. A família é de Recife, mas se mudou para o Sudeste na década de 70. Ele é o caçula entre 10 irmãos. Foi o primeiro a enfrentar a doença. Paciente com câncer há 13 anos tem remissão completa em SP em um mês após terapia celular em estudo na rede pública Em 2018, quando começou a tratar o primeiro linfoma, os dias se dividiam entre o trabalho, a quimioterapia e as partidas de vôlei de praia. Chegou a jogar um campeonato nas areias cariocas. “O médico me disse que eu era o primeiro paciente que fazia um esporte de alto rendimento fazendo quimioterapia. Falei: 'O esporte é de alto rendimento, mas meu vôlei, não'”, brincou. Paciente chegou a participar de campeonato de vôlei de praia Arquivo pessoal Livro no leito e cegueira temporária Em 2020, a pandemia de Covid isolou Paulo num quarto de hospital. Ele tinha passado por um transplante de medula óssea. Sem acompanhantes, sozinho, no entanto, não ficou. Pediu à enfermeira os contatos dos pacientes de quartos vizinhos e criou um grupo por WhatsApp, o “TMO Juntos” (trocadilho de "transplante de medula óssea" com TMJ de "tamos juntos”). O grupo era formado por ele, um idoso com a esposa e uma adolescente de 17 anos, que dividiram histórias, se motivaram e trocaram músicas durante o isolamento. Grupo de WhatsApp de pacientes Arquivo Dentro dos 30 dias, Paulo fez o pré-lançamento de "Brizola e eu", um livro “banhado” a álcool e autógrafos. O esquema era: a esposa entregava os exemplares à enfermeira, o álcool higienizava os livros, ele assinava, e os exemplares eram levados para amigos e parentes. O livro conta a biografia de Jecy Sarmento, um dos principais assessores e amigos do ex-governador Leonel Brizola. O fim daquele ciclo na internação foi marcado por um bolo levado como surpresa pelas enfermeiras. A contaminação por Covid veio em 2022, durante uma internação devido a uma queda nas plaquetas — quanto menor a contagem delas, maior o risco de sangramento intenso. A tosse forte causou uma hemorragia interna nos dois olhos e uma cegueira temporária de três meses. “Foi a pior sensação da minha vida. Fui em três médicos e só o terceiro disse: ‘Vamos operar e retirar essa hemorragia do seu olho.” Mudança de tratamento Internação para transplante de medula em 2020 Arquivo pessoal Pesquisas na internet levaram a família ao tratamento CAR-T Cell e ao médico Vanderson Rocha. “Comecei a acompanhá-lo quando já tinha feito uma grande parte do tratamento. A doença voltou, então, a última opção dele realmente era o CAR-T Cell. Tive que pedir autorização da Anvisa pra gente poder fazer esse tipo de tratamento. Muitos pacientes não têm essa oportunidade”, explicou o especialista. Paulo lembra que teve febre no primeiro dia em que as células modificadas foram aplicadas no corpo, e chegou a ir para a UTI para ser monitorado. "Senti um pouco de dormência nas mãos, mas tive acompanhamento antes, durante e depois por toda a equipe multidisciplinar do HC, em São Paulo." Apesar da remissão da doença em um mês, entre março e abril deste ano, Paulo deixou para novembro a “festa da cura”. Por enquanto, ele ficará na capital paulista para acompanhamento. "A gente só tem duas formas de agradecer à vida: ser resiliente, isso que me impulsionou a chegar até aqui, e fazer o bem para as pessoas", diz ele. Paulo com a esposa, Ana Maria, e o único filho, Gabriel Arquivo pessoal 'Objeto de estudo" O educador físico Bruno Marques Giovanni é outro dos pacientes do grupo de estudos de que Paulo participa. Há um ano e meio, o educador físico retomou a rotina, depois de sair do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Foram três anos de luta contra uma leucemia agressiva, que teimava em voltar. Só depois de cinco anos do desaparecimento dos tumores eles e os demais pacientes oncológicos podem ser considerados curados. Até lá, o Bruno volta ao hospital a cada três meses para fazer exames. “Por ser um tratamento inovador, um negócio que está ainda em estudo, em evolução, vou lá com o maior prazer para passar por esses exames, para eles conseguirem enxergar tudo o que está acontecendo. Porque eu sei que eu sou um objeto de estudo, entre aspas, mas uma pessoa que está superbem. Só agradeço a toda a equipe sempre.” CAR-T Cell no SUS A produção dessas células é complexa e tem custo elevado, em torno de R$ 2 milhões por paciente, sem contar gastos como internação, segundo Dimas Covas. O grupo de pesquisa do Centro de Terapia Celular de Ribeirão Preto desenvolveu a versão nacional dessa tecnologia, e, em 2019, foi feito o primeiro tratamento bem-sucedido. Só o Brasil utiliza a técnica em toda a América Latina. Em 2021, o grupo fez uma parceria com o Instituto Butantan e foram instaladas duas fábricas no estado, uma na Cidade Universitária, em São Paulo, e outra no campus universitário de Ribeirão Preto com a capacidade de produção inicial de 300 tratamentos por ano. “Para disponibilizar para a população brasileira, é necessário obter financiamento para realizar o tratamento para 75 pacientes com linfoma e leucemia e gerar os dados clínicos que permitam o registro do produto na Anvisa”, explicou Dimas. “Este estudo clínico custará R$ 60 milhões, mas economizará R$ 140 milhões em relação aos preços praticados pelas empresas privadas. Recentemente, apresentamos o projeto ao Ministério da Saúde e a expectativa é de apoio e financiamento para avançar essa importante tecnologia no país, que poderá iniciar uma nova indústria de biotecnologia”, completou. A previsão é a de que o estudo comece em agosto deste ano. “Já tem uma fila de pacientes, porque os médicos que já sabem que nós estamos nesse processo mandam constantemente nomes de pessoas, e esses nomes estão sendo colocados numa fila por requisitos.” O que diz a Anvisa A Agência afirmou ao g1 que tem dado prioridade às análises do estudo. “A Anvisa recebeu proposta de ensaio clínico conduzida pelo CEPID-FAPESP-USP e este pedido está em análise pela Anvisa. O pedido faz parte de um projeto-piloto em que a Anvisa, selecionou o Centro de Terapia Celular (CEPID-FAPESP-USP) de Ribeirão Preto para colaboração no desenvolvimento de produtos de terapia avançada no Brasil. Assim, a Agência tem feito interlocução com a equipe de desenvolvimento do CEPID-FAPESP-USP para aprimorar o desenho do estudo. O CEPID-FAPESP-USP também estabeleceu um cronograma com a Anvisa para enviar informações sobre a possível fabricação do produto e os controles aplicáveis nos próximos meses. A Anvisa, por sua vez, tem dado prioridade a estas análises, proporcionando retorno rápido ao desenvolvedor, com o objetivo de priorizar a execução desse estudo no Brasil." Como funciona a técnica A produção da terapia tem início com a coleta dos linfócitos de defesa do tipo T do paciente, que são como "soldados" do sistema imunológico, e que são levados para o laboratório e modificados geneticamente. Essas células são modificadas geneticamente para reconhecer o câncer, são multiplicadas em milhões e devolvidas ao paciente, onde circulam, encontram e matam o tumor sem afetar as células normais. As próprias células do paciente são "treinadas" para combater o câncer. scrolly célula T

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Paciente com câncer há 13 anos tem remissão completa em SP em um mês após terapia celular em estudo na rede pública
Saúde & Ciência

Paciente com câncer há 13 anos tem remissão completa em SP em um mês após terapia celular em estudo na rede pública

📅 29/05/2023, 13:00

Exames mostram antes e depois de câncer de paciente; à direita, imagem mostra remissão da doença Arquivo pessoal Um protocolo adotado pela Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Instituto Butantan e o Hemocentro de Ribeirão Preto, está trazendo para a rede pública de saúde uma técnica considerada revolucionária no combate ao câncer, utilizada em poucos países. Até agora, 14 pacientes foram tratados com o CAR-T Cell com verbas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Todos os pacientes tratados tiveram remissão de ao menos 60% dos tumores. A recuperação foi no Sistema Único de Saúde (SUS). Car-T Cell: entenda terapia celular contra câncer aplicada de forma experimental Um deles é Paulo Peregrino, de 61 anos, que lutava contra o câncer havia 13 anos e estava prestes a receber cuidados paliativos quando foi submetido ao tratamento em abril e, em apenas um mês, teve remissão completa do seu linfoma. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram No segundo semestre, 75 pacientes devem ser tratados com o CAR-T Cell com verba pública após autorização da Anvisa para o estudo clínico. Atualmente, o tratamento só existe na rede privada brasileira, ao custo de ao menos R$ 2 milhões por pessoa. O método tem como alvo três tipos de cânceres: leucemia linfoblástica B, linfoma não Hodgkin de células B e mieloma múltiplo, que atinge a medula óssea. O tratamento contra mieloma múltiplo ainda não está disponível no país.  "Devido ao alto custo, este tratamento não é acessível em grande parte dos países do mundo. O Brasil, por outro lado, encontra-se em uma posição privilegiada e tem a rara oportunidade de introduzir este tratamento no SUS em curto período de tempo", diz Dimas Covas, coordenador do Centro de Terapia Celular CEPID-USP e do Núcleo de Terapia Celular do Hemocentro de Ribeirão Preto, que desenvolveu a versão brasileira dessa tecnologia. Saiba o que é a terapia celular contra o câncer aplicada em estudo na rede pública Remissão completa em curto período Paulo é o caso mais recente de remissão completa em curto período de tempo do grupo de estudos com os 14 pacientes do Centro de Terapia Celular. Ele teve alta no domingo (28) depois de ficar sob cuidados médicos no Hospital das Clínicas da cidade de São Paulo. Vanderson Rocha, professor de hematologia, hemoterapia e terapia celular da Faculdade de Medicina da USP e coordenador nacional de terapia celular da rede D’Or, está à frente do caso de Paulo. “Foi uma resposta muito rápida e com tanto tumor. Fico até emocionado [ao ver as duas ressonâncias de Paulo]. Fiquei muito surpreso de ver a resposta, porque a gente tem que esperar pelo menos um mês depois da infusão da célula. Quando a gente viu, todo mundo vibrou. Coloquei no grupo de professores titulares da USP e todo mundo impressionado de ver a resposta que ele teve”, comemorou o especialista. Entre os outros 13 pacientes tratados como Paulo, 69% tiveram remissão completa em 30 dias. O primeiro paciente tratado com a técnica na rede pública do Brasil teve resultados parecidos com os de Paulo, mas morreu por um acidente doméstico em casa. Paciente com câncer há 13 anos tem remissão completa em SP em um mês após terapia celular em estudo na rede pública Antes e depois As duas imagens do Pet Scan (tomografia feita com um contraste especial ) (veja acima) representam “dois Paulos”: a da esquerda, o paciente que tinha como caminho único os cuidados paliativos, quando a alternativa é dar conforto, mas já sem expectativa de cura, e a da direita, um paciente com um organismo já sem tumores após o tratamento com CAR-T Cell. Atualmente, o procedimento no Centro de Terapia Celular é feito de forma compassiva, quando o estudo aceita o paciente em estágio avançado da doença, e os médicos conseguem com a Anvisa a autorização para a aplicação do método. Médico Vanderson Rocha (à esq.) e Paulo Peregrino (à dir.) Arquivo pessoal Quando o médico teve contato com Paulo, o publicitário já havia passado por procedimentos cirúrgicos, dezenas de exames e quimioterapia. “A vitória não é só minha. É da fé, da ciência e da energia positiva das pessoas. Cada uma delas ajudou a colocar um paralelepípedo nesse caminho. A imagem prova com muita clareza para qualquer pessoa a gravidade do meu linfoma, e eu não tinha ideia de que era assim”, contou o paciente. Médico e paciente em tratamento em São Paulo Arquivo pessoal 13 anos 'tocando em frente' Uma linha do tempo ajuda a nortear as idas e vindas dos tumores de Paulo. A trajetória será contada em uma autobiografia ainda em produção intitulada "A Vida pelo Copo D'água", em que ele cita seu remédio: "fé e ciência para viver a metade cheia da vida". timeline-cancer O publicitário mora com a mulher e o filho, de 29 anos, em Niterói, no Rio de Janeiro. A família é de Recife, mas se mudou para o Sudeste na década de 70. Ele é o caçula entre 10 irmãos. Foi o primeiro a enfrentar a doença. Em 2018, quando começou a tratar o primeiro linfoma, os dias se dividiam entre o trabalho, a quimioterapia e as partidas de vôlei de praia. Chegou a jogar um campeonato nas areias cariocas. “O médico me disse que eu era o primeiro paciente que fazia um esporte de alto rendimento fazendo quimioterapia. Falei: 'O esporte é de alto rendimento, mas meu vôlei, não'”, brincou. Paciente chegou a participar de campeonato de vôlei de praia Arquivo pessoal Livro no leito e cegueira temporária Em 2020, a pandemia de Covid isolou Paulo num quarto de hospital. Ele tinha passado por um transplante de medula óssea. Sem acompanhantes, sozinho, no entanto, não ficou. Pediu à enfermeira os contatos dos pacientes de quartos vizinhos e criou um grupo por WhatsApp, o “TMO Juntos” (trocadilho de "transplante de medula óssea" com TMJ de "tamos juntos”). O grupo era formado por ele, um idoso com a esposa e uma adolescente de 17 anos, que dividiram histórias, se motivaram e trocaram músicas durante o isolamento. Grupo de WhatsApp de pacientes Arquivo Dentro dos 30 dias, Paulo fez o pré-lançamento de "Brizola e eu", um livro “banhado” a álcool e autógrafos. O esquema era: a esposa entregava os exemplares à enfermeira, o álcool higienizava os livros, ele assinava, e os exemplares eram levados para amigos e parentes. O livro conta a biografia de Jecy Sarmento, um dos principais assessores e amigos do ex-governador Leonel Brizola. O fim daquele ciclo na internação foi marcado por um bolo levado como surpresa pelas enfermeiras. A contaminação por Covid veio em 2022, durante uma internação devido a uma queda nas plaquetas — quanto menor a contagem delas, maior o risco de sangramento intenso. A tosse forte causou uma hemorragia interna nos dois olhos e uma cegueira temporária de três meses. “Foi a pior sensação da minha vida. Fui em três médicos e só o terceiro disse: ‘Vamos operar e retirar essa hemorragia do seu olho.” Mudança de tratamento Internação para transplante de medula em 2020 Arquivo pessoal Pesquisas na internet levaram a família ao tratamento CAR-T Cell e ao médico Vanderson Rocha. “Comecei a acompanhá-lo quando já tinha feito uma grande parte do tratamento. A doença voltou, então, a última opção dele realmente era o CAR-T Cell. Tive que pedir autorização da Anvisa pra gente poder fazer esse tipo de tratamento. Muitos pacientes não têm essa oportunidade”, explicou o especialista. Paulo lembra que teve febre no primeiro dia em que as células modificadas foram aplicadas no corpo, e chegou a ir para a UTI para ser monitorado. "Senti um pouco de dormência nas mãos, mas tive acompanhamento antes, durante e depois por toda a equipe multidisciplinar do HC, em São Paulo." Apesar da remissão da doença em um mês, entre março e abril deste ano, Paulo deixou para novembro a “festa da cura”. Por enquanto, ele ficará na capital paulista para acompanhamento. "A gente só tem duas formas de agradecer à vida: ser resiliente, isso que me impulsionou a chegar até aqui, e fazer o bem para as pessoas", diz ele. Paulo com a esposa, Ana Maria, e o único filho, Gabriel Arquivo pessoal CAR-T Cell no SUS A produção dessas células é complexa e tem custo elevado, em torno de R$ 2 milhões por paciente, sem contar gastos como internação, segundo Dimas Covas. O grupo de pesquisa do Centro de Terapia Celular de Ribeirão Preto desenvolveu a versão nacional dessa tecnologia, e, em 2019, foi feito o primeiro tratamento bem-sucedido. Só o Brasil utiliza a técnica em toda a América Latina. Em 2021, o grupo fez uma parceria com o Instituto Butantan e foram instaladas duas fábricas no estado, uma na Cidade Universitária, em São Paulo, e outra no campus universitário de Ribeirão Preto com a capacidade de produção inicial de 300 tratamentos por ano. “Para disponibilizar para a população brasileira, é necessário obter financiamento para realizar o tratamento para 75 pacientes com linfoma e leucemia e gerar os dados clínicos que permitam o registro do produto na Anvisa”, explicou Dimas. “Este estudo clínico custará R$ 60 milhões, mas economizará R$ 140 milhões em relação aos preços praticados pelas empresas privadas. Recentemente, apresentamos o projeto ao Ministério da Saúde e a expectativa é de apoio e financiamento para avançar essa importante tecnologia no país, que poderá iniciar uma nova indústria de biotecnologia”, completou. A previsão é a de que o estudo comece em agosto deste ano. “Já tem uma fila de pacientes, porque os médicos que já sabem que nós estamos nesse processo mandam constantemente nomes de pessoas, e esses nomes estão sendo colocados numa fila por requisitos.” O que diz a Anvisa A Agência afirmou ao g1 que tem dado prioridade às análises do estudo. “A Anvisa recebeu proposta de ensaio clínico conduzida pelo CEPID-FAPESP-USP e este pedido está em análise pela Anvisa. O pedido faz parte de um projeto-piloto em que a Anvisa, selecionou o Centro de Terapia Celular (CEPID-FAPESP-USP) de Ribeirão Preto para colaboração no desenvolvimento de produtos de terapia avançada no Brasil. Assim, a Agência tem feito interlocução com a equipe de desenvolvimento do CEPID-FAPESP-USP para aprimorar o desenho do estudo. O CEPID-FAPESP-USP também estabeleceu um cronograma com a Anvisa para enviar informações sobre a possível fabricação do produto e os controles aplicáveis nos próximos meses. A Anvisa, por sua vez, tem dado prioridade a estas análises, proporcionando retorno rápido ao desenvolvedor, com o objetivo de priorizar a execução desse estudo no Brasil." Como funciona a técnica A produção da terapia tem início com a coleta dos linfócitos de defesa do tipo T do paciente, que são como "soldados" do sistema imunológico, e que são levados para o laboratório e modificados geneticamente. Essas células são modificadas geneticamente para reconhecer o câncer, são multiplicadas em milhões e devolvidas ao paciente, onde circulam, encontram e matam o tumor sem afetar as células normais. As próprias células do paciente são "treinadas" para combater o câncer. scrolly célula T

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Mitos e verdades sobre a mão de obra sênior
Saúde & Ciência

Mitos e verdades sobre a mão de obra sênior

📅 28/05/2023, 09:01

The Encore Network é uma comunidade baseada nos Estados Unidos, e presente em outros 11 países, cujo objetivo é valorizar o profissional sênior. Em seminário on-line realizado no dia 17, a entidade lançou um guia para as empresas amigas da mão de obra madura. Trata-se do contingente que mais cresce no mundo e no Brasil não é diferente: em 15 anos, o número de trabalhadores acima dos 50 anos dobrou. Em 2006, eram 4.4 milhões e, em 2021, esse número tinha pulado para 9.3 milhões. De acordo com o levantamento feito pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o estoque de emprego geral cresceu 38,6%, indicando que a expansão da presença dos mais velhos no mercado foi quase três vezes maior em comparação ao emprego geral. Trabalhadores mais velhos têm desempenho pior que os demais: mito apontado pela The Encore Network Joseph Mucira para Pixabay Quem hoje tem 50 anos pode descortinar mais duas ou três décadas produtivas. O bônus da longevidade criou oportunidades e também necessidades, uma vez que poucos conseguem acumular uma reserva para fazer frente às despesas na velhice. Ao mesmo tempo, a taxa de natalidade vem caindo, o que descortina um cenário de escassez de mão de obra. Com base em informações coletadas em organismos internacionais, The Encore Network preparou uma relação de mitos e verdades sobre esse trabalhador sênior, que tem tanto a oferecer e é vítima de preconceito por causa da idade. MITO: Trabalhadores mais velhos têm desempenho pior que os jovens. VERDADE: Levantamentos realizados em diversos países mostram exatamente o oposto: os mais velhos apresentam performance melhor que os jovens porque têm mais experiência e cometem menos erros. Também tendem a ser mais conscienciosos, possuem habilidades sociais mais desenvolvidas e maior controle emocional. MITO: A mão de obra sênior não é capaz de aprender ou se manter atualizada. VERDADE: Curiosidade, interesse e capacidade de aprendizado não sofrem mudança significativa ao longo da vida, o que se aplica à habilidade de lidar com a tecnologia, que vem sendo incorporada pelos mais velhos nos últimos anos com crescente desenvoltura. MITO: Os mais velhos são menos engajados e é maior a chance de abandonarem o emprego. VERDADE: É o contrário: eles faltam menos, são mais leais e menos propensos a trocar de emprego. MITO: A mão de obra madura é mais cara. VERDADE: Atributos como maior produtividade e um leque de conexões, somado a um conhecimento institucional mais amplo, são contribuições de enorme valor para qualquer empresa, que compensam o custo de alguns benefícios. Na terça-feira tem mais: o que os empregadores ganham com funcionários acima do 50 e como combater o preconceito

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Bem-estar mental dos idosos é melhor do que há 30 anos
Saúde & Ciência

Bem-estar mental dos idosos é melhor do que há 30 anos

📅 25/05/2023, 09:01

O Centro de Pesquisa em Gerontologia e a Faculdade de Esportes e Ciências da Saúde da Universidade de Jyväskylä, na Finlândia, acabaram de divulgar estudo comparando sintomas depressivos e o nível de satisfação com a vida de dois grupos: idosos que estão entre os 75 e 80 anos e pessoas que estavam nessa mesma faixa etária na década de 1990. Pessoas na faixa entre os 75 e 80 anos apresentam menos sinais de depressão que gerações anteriores Mariza Tavares O resultado é favorável aos velhos do século XXI: eles apresentam menos sinais de depressão que gerações anteriores, uma diferença que, em parte, é explicada por terem melhor saúde e nível educacional. Os pesquisadores já haviam se debruçado anteriormente sobre outros indicadores, constatando que os velhos de hoje exibem condições físicas e cognitivas superiores como, por exemplo, força muscular, velocidade de caminhada, rapidez de reação, fluência verbal e raciocínio – é como se tivessem ficado mais jovens! O estudo foi ampliado com a inclusão de aspectos relacionados ao bem-estar mental. O interessante é que, embora os sintomas de depressão atualmente sejam menos expressivos, no quesito “satisfação com a vida”, idosos do século XX e XXI se igualam. “Os homens nascidos em 1910 viveram numa época dura, o que pode explicar a satisfação com suas vidas em 1990. Os indivíduos se adaptam às condições que enfrentam, o que vale para os idosos de 1990 e os de hoje”, explicou a pesquisadora Tiia Kekäläinen. É verdade que, em 2023, a Finlândia foi eleita o país mais feliz do mundo pelo sexto ano consecutivo, de acordo com um ranking da Organização das Nações Unidas (ONU). Entretanto, nas últimas décadas, inclusive em países menos desenvolvidos, foi significativa a evolução em áreas como higiene, nutrição, assistência à saúde, acesso à educação e direitos trabalhistas. O trabalho compreendeu duas coortes – em estatística, isso significa um conjunto de pessoas que têm em comum um evento que se deu no mesmo período de tempo. Nesse caso, a primeira coorte reuniu 617 indivíduos nascidos entre 1910 e 1914 que participaram de um grande estudo entre 1989 e 1990. A segunda coorte tinha 794 nascidos entre 1938-39 e 1942-43, e o levantamento se deu entre 2017 e 2018.

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Instituto Butantan começa a desenvolver vacina contra gripe aviária
Saúde & Ciência

Instituto Butantan começa a desenvolver vacina contra gripe aviária

📅 23/05/2023, 16:49

Edifício Vital Brazil, no Parque da Ciência do Instituto Butantan Reprodução/TV Globo O Instituto Butantan começou a desenvolver uma vacina contra a gripe aviária. O processo ocorre desde janeiro deste ano. Segundo o instituto, os testes estão sendo realizados com cepas vacinais que foram cedidas pela OMS e o primeiro lote já está pronto para o início dos testes pré-clínicos, ou seja, testes em laboratório. No Brasil, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, no dia 15 de maio foram registrados os primeiros casos confirmados da doença em aves marinhas e silvestres. Gripe aviária: veja perguntas e respostas sobre a doença que chegou ao Brasil Ainda de acordo com o Butantan, a vacina começou a ser desenvolvida por conta da preocupação de que ela possa se tornar uma nova pandemia. O Butantan atua para preparar o país no enfrentamento de potenciais pandemias, como ocorreu no desenvolvimento e disponibilização de vacinas para Covid-19 nos últimos anos. Gripe aviária no Brasil Uma semana depois dos primeiros casos confirmados em aves, nenhuma pessoa havia sido contaminada pela gripe aviária. Por serem migratórias e não fazerem parte do sistema industrial brasileiro, os frangos e os ovos que são disponíveis para os consumidores nos supermercados não foram impactados. Desta forma, a produção segue normalmente. A gripe aviária não é transmitida pelo consumo de aves ou ovos. De qualquer forma, medidas de biossegurança em aviários foram reforçadas. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o risco de contaminação entre humanos é baixo, mas as ações de prevenção são importantes porque com a circulação contínua da doença, há potencial de o vírus sofrer mutações, tornando-o mais contagioso. As infecções podem acontecer por meio do contato com aves contaminadas, vivas ou mortas. Por isso, não é recomendado tocar e nem recolher aves doentes.

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O que as gigantes de tecnologia podem fazer com seus dados de saúde
Saúde & Ciência

O que as gigantes de tecnologia podem fazer com seus dados de saúde

📅 23/05/2023, 09:01

O impacto que a inteligência artificial causará em toda a sociedade é tão acachapante que o próprio Sam Altman, CEO da OpenAI e criador da plataforma ChatGPT, capaz de elaborar qualquer tipo de conteúdo, pediu uma regulação internacional para seu uso. Entre as muitas questões éticas relativas às novas tecnologias, a privacidade dos dados dos pacientes é uma das mais urgentes, até porque seus efeitos práticos já estão em curso. Amazon Clinic: para usar seus serviços, o paciente assina uma autorização que permite que a empresa utilize seus dados Christian Northe para Pixabay A Amazon criou uma clínica de baixo custo, a Amazon Clinic, que realiza consultas on-line – pagando US$ 30, você entra em contato com um médico que lhe dará uma receita sem precisar sair de casa. No entanto, para usar o serviço, o paciente assina uma autorização que permite que a empresa utilize seus dados como quiser. A autorização padrão vigente nos EUA se chama HIPAA (Health Insurance Portability and Accountability Act) e garante que os médicos protejam as informações de saúde do paciente e só as compartilhem em circunstâncias bem específicas. Entretanto, a Amazon não quer saber de restrições: ao dar seu “ok”, a pessoa concorda que a empresa faça o que quiser com os dados, ou seja, eles deixam de estar protegidos. Como as leis continuarão protegendo os cidadãos se as grandes empresas de tecnologia se esforçam para buscar brechas no sentido contrário? Ninguém é forçado a aderir ao serviço, mas seu preço e o apelo de marketing são eficientes armas para conquistar o público. Além de dados pessoais, a Amazon Clinic pede para o usuário enviar fotos que detalhem sua condição. E o que pode acontecer com esse dossiê que a gigante de tecnologia vai dispor? Algumas opções: vender as informações para terceiros (a autorização foi dada!); direcionar anúncios com base em seu perfil médico; e até gerar, via inteligência artificial, modelos que prevejam o risco de os pacientes desenvolverem determinados tipos doença, que podem ser comercializados. O analista Geoffrey Fowler escreveu longo artigo sobre o tema no jornal “The Washington Post” – curiosamente, que tem como proprietário Jeff Bezos, dono da Amazon. A respeito de seus questionamentos, a assessoria de imprensa da empresa afirmou que seu negócio não é vender dados e que não usa informações dos clientes para nenhum propósito sem a sua concordância. É pouco. E se surgir uma versão tupiniquim?

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Quem eu seria sem esse pensamento: autoconsciência para acabar com o sofrimento
Saúde & Ciência

Quem eu seria sem esse pensamento: autoconsciência para acabar com o sofrimento

📅 21/05/2023, 09:00

Na edição 2023 do Wisdom 2.0, realizada no fim de abril, tive o prazer de conhecer a figura ao mesmo tempo frágil e poderosa de Byron Katie. Aos 80 anos, ela continua na ativa para ensinar seu método, conhecido como “O trabalho” (“The work”), cujo objetivo é grandioso: acabar com o sofrimento através da meditação e autoconsciência. Byron Katie, autora do método, conhecido como “O trabalho”, cujo objetivo é acabar com o sofrimento através da meditação e autoconsciência Reprodução “Dê espaço para seus pensamentos, medite sobre suas crenças, sobre o que provoca seu sofrimento. Observe o que o ego oferece, deixe passado e presente flutuarem, irem e virem, como um pêndulo. E questione: será realmente verdadeiro o que me perturba ou foi algo que ‘colou’ na minha mente?”, indagou para a plateia. Uma pergunta serve de guia para seu método, que já foi objeto de estudos científicos que comprovaram o aumento do bem-estar das pessoas que o adotaram: “quem eu seria sem esse pensamento?”. Assim funciona o processo de desconstrução do sofrimento, que vem atraindo adeptos há décadas. Katie conseguiu vencer uma depressão severa, que a impedia de sair do quarto. Numa manhã de 1986, teve o que descreve como um entendimento que mudou sua vida: “acordei num estado de alegria que perdura até hoje”. Autora de inúmeros best-sellers, apresentou “O trabalho” em seu livro “Ame a realidade”. No evento, conduziu uma rápida sessão com Soren Gordhamer, criador do Wisdom.2, que contou que era ridicularizado quando criança porque a família não ia à igreja. Os outros meninos diziam que ele iria para o inferno e, além de vergonha, passou anos achando que não tinha valor. “Visite a causa do sofrimento até ele não ser mais capaz de provocar dor. Pense em quem se transformou, em tudo que construiu, como aqueles garotos não têm qualquer poder sobre você”, ensinou. Quem quiser, pode baixar aqui o PDF com as perguntas do método, que servem como ponto de partida para enxergar os problemas. O roteiro inclui ainda “inversões” que questionam as crenças arraigadas. Para ajudar a entender o processo, imaginemos a situação “Fulano não me compreende”. As perguntas: Isso é verdade? Você pode saber com absoluta certeza que isso é verdade? O que acontece, como você reage, quando acredita nesse pensamento? Quem você seria sem esse pensamento? O passo seguinte é fazer a inversão do conceito que pretende questionar e encontrar três exemplos para cada uma dessas inversões. Elas serão a oportunidade de vivenciar o oposto da declaração original. Para a situação “Fulano não deveria gritar comigo”, algumas inversões possíveis seriam: “Fulano deveria gritar comigo”; “Eu não deveria gritar com Fulano”; “Eu não deveria gritar comigo”. Muitas reflexões surgem daí: na minha cabeça, não paro de repetir os gritos dele? Quem está fazendo mais mal a mim mesma: Fulano, que gritou, ou eu, repetindo isso na minha mente à exaustão? Afinal, por que nos apegamos a algo que pode não ser verdade ou não significa mais nada para nós?

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Filme mostra um Japão distópico que encoraja a eutanásia dos idosos
Saúde & Ciência

Filme mostra um Japão distópico que encoraja a eutanásia dos idosos

📅 18/05/2023, 09:01

Um programa governamental encoraja os cidadãos a partir dos 75 anos a se submeter à eutanásia. É dessa forma que a diretora Chie Hayakawa apresenta um Japão distópico no filme “Plan 75” (“Plano 75”). “Não se trata de algo tão impossível”, afirmou em entrevista ao jornal “The Guardian”. A obra, que já foi apresentada em mostras de cinema e recebeu um prêmio no Festival de Cannes em 2022, entrou em cartaz no Reino Unido, mas não tem data de estreia no Brasil. Cena do filme “Plano 75”, da diretora Chie Hayakawa: idosos encorajados a se submeter a eutanásia Divulgação O Japão tem perto de 30% da população composta por idosos e é o país que envelhece mais rapidamente no mundo. A expectativa de vida dos 126 milhões de japoneses é de 85 anos, sendo que, para as mulheres, chega a 87.7 anos (a do homens está em 81). E também vem encolhendo: a taxa de natalidade é de 1.3 filho por casal, abaixo dos 2.1 necessários para manter a população estável. Na ficção, tal cenário leva a uma crise social e econômica que o governo pretende resolver através do extermínio consentido dos velhos. Apesar de incensado como uma nação que respeita os idosos, a realidade não tem sido tão acolhedora. Recentemente, o primeiro-ministro, Fumio Kishida, afirmou que o envelhecimento da população representa um risco para a sociedade. No filme, os “candidatos” se preocupam em ser um fardo e recebem um bônus para pequenas auto-indulgências no fim da vida, antes de serem submetidos à eutanásia. A diretora optou por um estilo de documentário: a trama começa com a notícia de um atirador que abriu fogo contra idosos numa instituição de longa de permanência. Na sua opinião, o Japão vem se tornando um país cada vez mais intolerante com seus cidadãos mais frágeis: os velhos, os deficientes, as pessoas em situação de vulnerabilidade social. Ela diz que a “banalidade do mal”, expressão cunhada pela filósofa Hannah Arendt para descrever a política de extermínio nazista, foi uma de suas inspirações: “a burocracia se encarrega de desumanizar tudo”. Cartaz do filme Reprodução

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Depois de receber críticas no passado, reposição hormonal volta a ganhar defensores
Saúde & Ciência

Depois de receber críticas no passado, reposição hormonal volta a ganhar defensores

📅 16/05/2023, 09:00

Os primeiros sintomas relacionados à diminuição da produção do estrogênio, o principal hormônio feminino, podem surgir dez anos antes da menopausa. Pior: problemas como ondas de calor, suores noturnos e distúrbios de sono, entre outros, com frequência se estendem por mais de uma década após o fim dos ciclos menstruais – com impacto bastante negativo na qualidade de vida de qualquer mulher. Uma nova revisão de estudos, publicada ontem na revista “Canadian Medical Association Journal”, avança no resgate da terapia de reposição hormonal, recomendando o tratamento para quem não apresenta fatores de risco, como explica a médica Iliana Lega, professora da Universidade de Toronto e coautora do trabalho: Mulheres e menopausa: reposição hormonal volta a ganhar defensores Fotorech para Pixabay “Perimenopausa e pós-menopausa podem levar a um quadro de sofrimento físico e mental. Apesar da existência de diversas formas de intervenção, o medo relacionado ao risco da terapia de reposição hormonal, aliado à falta de conhecimento sobre as alternativas existentes, impediu que muitas pacientes recebessem qualquer tipo de tratamento”. O Women's Health Initiative, estudo que lançou uma sombra de dúvidas sobre a reposição hormonal, completou 21 anos sendo questionado porque seu encaminhamento continha falhas. No entanto, o estrago foi grande: a informação fez com que um grande número de médicos deixasse de prescrever o tratamento para suas pacientes. Em coluna publicada em abril, o blog já havia apresentado trabalho realizado por pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts, mostrando o mesmo tipo de relação entre a idade da menopausa, a utilização de terapia hormonal e a Doença de Alzheimer: altos níveis da proteína tau, presentes no processo da enfermidade, só haviam sido observados em mulheres que começaram a fazer reposição hormonal tardiamente. Hoje, há evidências de uma possível redução de risco de doença coronariana através da reposição, no caso de pacientes abaixo dos 60 ou que iniciam o tratamento precocemente. De acordo com o levantamento, os principais benefícios da reposição são: Redução das ondas de calor em até 90% em pacientes com sintomas de moderados a severos. Melhora do perfil lipídico e possível diminuição do risco de diabetes tipo 2. Menor risco de fraturas ósseas. Sobre os contras: Embora estudos anteriores tivessem indicado aumento do risco de câncer de mama, ele é baixo para quem está na faixa entre 50 e 59 anos e para quem inicia a reposição nos primeiros dez anos a partir da menopausa. Outras pesquisas mostram um aumento de chances de acidente vascular cerebral (derrame) em mulheres acima dos 60 anos que iniciaram a reposição dez anos depois da menopausa. Quem apresenta algum fator de risco (histórico de câncer de mama e subtipos de câncer endometrial, doença coronariana ou mutação pró-trombótica) ou não quer fazer o tratamento pode utilizar terapias não hormonais para aliviar os sintomas.

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No Dia das Mães, alguns conselhos para essas eternas equilibristas
Saúde & Ciência

No Dia das Mães, alguns conselhos para essas eternas equilibristas

📅 14/05/2023, 09:01

Em 2007, a psicóloga e empresária Cecília Russo Troiano realizou uma pesquisa, sobre a difícil arte de conciliar maternidade e vida profissional, que virou livro. Doze anos depois, voltou ao tema e coletou respostas de 1.300 mães que trabalham fora, desta vez incluindo os pais. O resultado é o recém-lançado “Vida de equilibrista na contemporaneidade: reflexões e provocações sobre a convivência entre família e trabalho”, no qual destrincha esses desafios: Cecília Troiano, autora de “Vida de equilibrista na contemporaneidade: reflexões e provocações sobre a convivência entre família e trabalho” Divulgação: Vivian Koblinski “Para alcançar postos altos na cultura corporativa, não dá para esperar o filho na porta de casa quando chega o ônibus da escola. Você pode ser vice-presidente ou mãe do ano, mas não ambos! Então, resgato um dos meus mantras: não é possível tirar dez em tudo... é preciso se contentar com menos”. Ao reunir depoimentos de pessoas de diferentes regiões do país, notou as semelhanças dos sentimentos em relação ao tema: “olhando as respostas, consigo visualizar um tripé de sustentação da identidade da equilibrista. Ela é muito feliz com a maternidade, sente-se sobrecarregada e trabalha para ter independência financeira. Você se identifica?”, pergunta (sabendo muito bem a resposta). Ao longo dos últimos 16 anos, afirma que os temas que abordou na primeira obra, como a culpa das mulheres, a sobrecarga de trabalho e a capacidade para se adaptar às situações, jamais se esgotam. Por isso, decidiu manter a estrutura do livro anterior, atualizando os dados a partir de estudos mais recentes. Na sua opinião, apesar da maior participação masculina na criação dos filhos, o território doméstico ainda é, fundamentalmente, uma responsabilidade das mães: “Não apenas a culpa e as cobranças da mulher equilibrista continuaram ao longo dos últimos 15 anos, mas o fenômeno das redes sociais amplificou algumas sensações. Elas viraram um espaço de modelos idealizados de maternidade, de retratos coloridos e sorridentes da família perfeita. Sem falar em dicas e comentários nocivos que classificam as atitudes em certo ou errado... eles criam tensão, fazem o sentimento de culpa aumentar, geram ansiedade e até depressão”. Segundo a autora, o segredo é saber transitar entre dois papeis aparentemente antagônicos: o da “mãe maravilha” e da “mãe desesperada”. “Ambas existem e são verdadeiras. Somos um pouco de cada uma delas, todos os dias. Vivemos essas polaridades de modo intenso, cotidiano e visceral. Aí está a beleza da maternidade: é ser um pouco perfeitinha e um pouco atrapalhada”, ensina. Mãe de um casal de filhos já adultos, enfatiza a importância de buscar o equilíbrio entre tantas demandas: “precisamos cuidar de nós mesmas para sermos boas cuidadoras”. Para o Dia das Mães, compartilho as dicas de Cecília para suas leitoras: Culpe-se menos. Não se ache uma supermulher. Ser mulher já é super. Planeje-se mais. Respire mais. Saiba delegar. Divida mais. Exercite-se mais. Menos celular. Mais cara a cara. Mais ar livre. Divirta-se mais. Agradeça mais. Cobre menos. Cuide-se mais. Curta mais os momentos. Corra menos. Respeite-se mais. Namore mais. Escolha mais. Viva mais. Capa do livro: conselhos para as mulheres equilibrarem maternidade e vida profissional Reprodução

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Mulheres maduras têm que buscar educação financeira
Saúde & Ciência

Mulheres maduras têm que buscar educação financeira

📅 11/05/2023, 09:01

Educação financeira para mulheres: desinformação e desigualdade de gênero jogam uma sombra sobre o futuro feminino Joel Fotos para Pixabay Na terça-feira, o assunto do blog foi o impacto da menopausa na vida financeira das mulheres. A coluna de hoje é um desdobramento natural do tema: como a falta de informação sobre como cuidar do dinheiro compromete o futuro feminino, tema de seminário on-line a que assisti no fim do mês passado. O cenário é desafiador quando fazemos uma lista das adversidades que temos pela frente. As três principais: Desigualdade salarial: as pensões de aposentadoria das mulheres são de 30% a 40% menores que as dos homens. Interrupções na carreira, para cuidar dos filhos ou de alguém da família, chegam a ultrapassar dois anos e impedem ou dificultam a ascensão profissional. Aos 65 anos, globalmente, as mulheres vivem 2,5 anos a mais que os homens, têm maiores gastos com saúde e menor probabilidade de terem um cônjuge. Joanne Yoong, pesquisadora da University of South California, afirmou que, normalmente, as mulheres jovens são o foco dos programas de educação financeira, quando, na verdade, as mais velhas também deveriam ser prioridade. Ela citou uma experiência realizada em três países asiáticos (Singapura, Malásia e Indonésia), em 2008, na qual mulheres de baixa renda, entre 40 e 59 anos, se reuniam em 12 sessões semanais com aulas sobre orçamento, poupança, endividamento, investimentos e negociação. A partir daí, cada uma elaborava seu plano individual. Dez anos depois, as participantes se sentiam menos estressadas em relação ao futuro. Cindy Cox-Roman, presidente da HelpAge, instituição internacional que ajuda idosos a reivindicar seus direitos, apresentou The Understanding America Study, um levantamento com 10 mil entrevistas: “Além de pouca confiança na administração dos seus recursos, as mulheres têm vergonha de falar do assunto. Elas podem até controlar o orçamento, mas não são preparadas para investir com segurança. Menos de 30% se sentem tranquilas sobre o futuro, sendo que, entre as afrodescendentes, o percentual é mais baixo: 19%”. Um teste de educação financeira – o S&P Global FinLit Survey, que é regularmente aplicado em mais de 140 países – mostra que apenas 35% dos homens e 30% das mulheres dominam noções básicas para lidar com seu dinheiro. São quatro perguntas, que reproduzo aqui (as respostas estão no fim do texto): Supondo que você tem alguma reserva financeira, o que é mais seguro fazer? A) Aplicar em um investimento; B) Aplicar em diversos investimentos; C) Não sabe. Imagine que, nos próximos dez anos, os preços dos artigos que você compra dobrem. Se sua renda também dobrar, você: A) Comprará menos do que hoje em dia; B) Comprará mais do que hoje; C) Comprará a mesma quantidade; D) Não sabe. Se você fizer um empréstimo de 100 reais, qual o menor valor para pagar a dívida? A) R$ 105; B) R$ 100 mais 3%; C) Não sabe. Se sua poupança estiver no banco por dois anos e a instituição remunerar essa quantia em 15% ao ano, o banco vai depositar mais dinheiro em sua conta no segundo ano do que no primeiro ou será o mesmo valor? A) Mais; B) O mesmo valor; C) Não sabe. Esta é uma variante da pergunta 4: suponha que você tenha R$ 100 investidos e que o banco remunere tal valor em 10% ao ano. Se não fizer nenhuma retirada, quanto terá depois de cinco anos? A) Mais que R$ 150; B) R$ 150; C) Menos que R$ 150; D) Não sabe. RESPOSTAS: 1B; 2C; 3B; 4A; 5A

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O impacto da menopausa na vida financeira das mulheres
Saúde & Ciência

O impacto da menopausa na vida financeira das mulheres

📅 09/05/2023, 09:01

O climatério, fase que vai da transição do período reprodutivo até o não reprodutivo, vem acompanhado de uma série de sintomas que, como escrevi em meu último livro, “Menopausa: o momento de fazer as escolhas certas para o resto da sua vida”, podem ter um impacto severo na qualidade de vida das mulheres – e isso não se resume a questões físicas. Menopausa: pesquisa estima que os problemas resultantes dos sintomas adversos representam um custo de US$ 1.8 bilhão por ano para a força de trabalho feminina Mariza Tavares Pesquisa publicada no fim de abril pela Mayo Clinic estima que os problemas representam um custo de US$ 1,8 bilhão (mais de R$ 9 bi) por ano para a mão de obra feminina, somente nos Estados Unidos. Trata-se do maior estudo já feito nos EUA, reunindo cerca de 4.400 mulheres, entre 45 e 60 anos, que recebiam atendimento primário em quatro unidades da Mayo Clinic, entre março e junho de 2021. Desse contingente, 13.4% relataram pelo menos um contratempo relacionado aos sintomas da perimenopausa ou pós-menopausa capaz de afetar seu trabalho, o que incluía faltar uma média de três dias nos últimos 12 meses. Ondas de calor, suores noturnos, dor de cabeça, oscilações de humor, insônia, ansiedade, irritabilidade. A lista de sintomas é longa e provoca o que a pesquisa chama de “resultados adversos no ambiente profissional”. Uma pequena parcela apresentou um quadro tão debilitante que deixou o emprego ou foi demitida. Em entrevista ao jornal “The New York Times”, a médica Ekta Kapoor, coautora do estudo, afirmou que o tema menopausa continua sendo um tabu, principalmente no mundo corporativo: “ouvi de mulheres que elas não queriam ser vistas como funcionárias que estavam sempre se queixando. Também acontecia de, quando alguma delas abordava o assunto, recebia uma péssima acolhida, o equivalente ao interlocutor revirar os olhos”. Na opinião da médica, o valor de US$ 1.8 bilhão é subestimado, porque as participantes eram, em sua maioria, brancas, instruídas e com acesso a plano de saúde.

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Homens e mulheres têm planos diferentes para a aposentadoria
Saúde & Ciência

Homens e mulheres têm planos diferentes para a aposentadoria

📅 07/05/2023, 09:00

O que você está sonhando fazer durante a aposentadoria? Há boas chances de não ser a mesma coisa que seu cônjuge. As diferenças entre os casais são mais comuns do que se supõe, é o que mostra estudo do AgeLab, o Laboratório do Envelhecimento do poderoso Massachusetts Institute of Technology (MIT). Homens e mulheres têm concepções distintas sobre a vida depois de encerrar a carreira profissional. Aposentadoria: estudo do Laboratório do Envelhecimento do MIT mostra que os homens querem relaxar, enquanto as mulheres pensam no crescimento pessoal Mariza Tavares Para os homens, a aposentadoria é vista como uma espécie de prêmio depois das décadas de sacrifícios e dedicação: uma fase para relaxar, descansar e se dedicar a hobbies. Já as mulheres encaram essa etapa como um novo estágio de realizações, no qual terão mais liberdade para buscar o crescimento pessoal. Em parte, tais diferenças parecem refletir o fato de que as mulheres entram nessa fase com melhor saúde e mais anos de vida pela frente, já que sua expectativa de vida é maior. No entanto, de acordo com os pesquisadores do MIT, a explicação não é tão simples. Trata-se, também, de uma consequência dos obstáculos enfrentados por elas: as carreiras femininas são frequentemente interrompidas, por causa da criação dos filhos ou quando se tornam cuidadoras de familiares. Esse entra-e-sai do mercado de trabalho muitas vezes impede a realização profissional e o período pós-aposentadoria é visto como uma chance de retomar projetos e buscar realizações, uma vez que a responsabilidade de cuidar de terceiros deixa de existir. Considerando que manter o cérebro afiado é uma ferramenta eficiente contra o declínio cognitivo, são elas que estão fazendo a opção certa. Nos Estados Unidos, as mulheres acima dos 50 anos representam a espinha dorsal do voluntariado e vêm aumentando substancialmente sua participação como empreendedoras. A pesquisadora Chaiwoo Lee e Joseph F. Coughlin, fundador e diretor do AgeLab, são os autores do estudo, intitulado “Describing life after career: demographic diferences in the language and imagery of retirement”. Um grupo de 990 adultos participou do levantamento, que utilizou representações verbais e visuais do que as pessoas projetavam para a pós-aposentadora. De um modo geral, a percepção em relação a essa fase era otimista, mas em menor medida quando se tratava de não casados e do grupo com rendimentos modestos, que utilizaram um número reduzido de expressões positivas para seu futuro. Atualmente, há mais norte-americanos aposentados do que em qualquer outro período da História do país. Estima-se que o número de indivíduos acima dos 65 anos chegue a 73 milhões em 2030, o equivalente a 20.3% da população. Apesar de ser uma potência, a capacidade de poupança é baixa: 57% relatam ter uma reserva, e a média é de US$ 5 mil (R$ 25 mil) guardados.

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Pesquisa da PUC-Campinas comprova eficácia de laser para recuperação do paladar de pacientes com sequelas da Covid
Saúde & Ciência

Pesquisa da PUC-Campinas comprova eficácia de laser para recuperação do paladar de pacientes com sequelas da Covid

📅 05/05/2023, 22:55

Pesquisa comprova eficácia de laser para recuperação do paladar de paciente com Covid-19 Uma pesquisa realizada pela PUC-Campinas comprovou a eficácia no uso de laser de baixa potência para recuperar o paladar de pacientes com sequelas da Covid-19. O estudo foi feito por meio do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde a partir de testes em grupo com 70 voluntários. A pesquisadora Letícia Fernandes Sobreira Parreira explicou que as avaliações foram realizadas na Clínica de Odontologia da universidade. O objetivo da pesquisa foi verificar os resultados do tratamento que tradicionalmente já era usado em pacientes com câncer com sintomas parecidos. Como foi o estudo e resultados Os pacientes foram selecionados após a confirmação de que perderam paladar e olfato, e na sequência foram divididos em dois grupos. O primeiro recebeu fotobiomodulação (aplicação de luz) de forma simulada associada à terapia olfativa, enquanto o segundo recebeu aplicação real de laser. Neste caso, a aplicação ocorreu em 18 pontos da borda lateral da língua e glândulas salivares. O estudo demonstrou melhora mais rápida e eficiente no grupo que recebeu o tratamento verdadeiro. "O paciente não sente dor, não sente calor, não sente queimação, não sente absolutamente nada", ressaltou Letícia A luz pode ser vermelha ou infravermelha. Ela aumenta a imunidade do paciente, tem efeito antioxidante, e consegue controlar inflamações. "Foi pensado um protocolo praticamente para tratar os pacientes pós-Covid-19", explicou o pesquisador e professor Carlos Eduardo Fontana. Segundo a pesquisa, houve melhora no distúrbio do paladar nos dois grupos. Contudo, a reversão completa só foi verificada em 13,8% dos pacientes submetidos ao procedimento simulado, enquanto o tratamento real alcançou índice de 32,3%, portanto, ultrapassou o dobro. A avaliação da disfunção do paladar, semanal, submeteu os voluntários ao teste de sabores com ácido cítrico (azedo), sacarose (doce), cloreto de sódio (salgado) e extrato seco de boldo (amargo). O resultado do estudo deve ser apresentado à Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica em setembro. Os procedimentos foram feitos uma vez por semana, acompanhados por testes de sabores e questionário qualitativo, até remissão dos sintomas ou por até dois meses, em ambos os grupos. Pesquisa mostra eficácia de laser para recuperar paladar de pacientes que tiveram Covid-19 Reprodução/EPTV Treinamento olfativo e avaliação Ao longo da pesquisa, os pacientes também foram orientados para um treinamento olfativo com objetivo de melhorar o distúrbio de paladar. Neste caso, foram usados rosa, limão, eucalipto e cravo. Cada paciente sentiu o odor de cada substância por 20 segundos, duas vezes ao dia, por dois meses. Mulheres predominam Do total de participantes na pesquisa, 54 foram mulheres, o que reforçou pesquisas onde houve indicação de que mulheres têm maior capacidade de percepção do sabor, portanto, percebem mais facilmente se o paladar está normal ou não, informou o estudo. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas.

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Número de violações de direitos contra pessoas idosas quase dobrou no 1º. trimestre
Saúde & Ciência

Número de violações de direitos contra pessoas idosas quase dobrou no 1º. trimestre

📅 04/05/2023, 09:01

Informação dada com exclusividade ao blog mostra que, nos três primeiros meses de 2023, o número de violações de direitos humanos contra idosos ultrapassou 202 mil registros no país. O número é 97% maior se comparado com o mesmo período de 2022 e, para Alexandre Silva, secretário nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, o aumento tem uma explicação: a retomada do Disque 100. Alexandre Silva, secretário nacional dos direitos da pessoa idosa Divulgação: Clarice Castro (Ascom-MDHC) “Estamos recuperando a confiança do cidadão, mas queremos ampliar nosso alcance, de forma que o grau de escolaridade não seja um fator de impedimento para o idoso fazer uma denúncia. Pensamos em utilizar agentes de saúde, que têm conhecimento do território onde atuam, e criar também pontos de contato nos espaços que essas pessoas frequentam, criando uma rede de proteção amigável. Nem sempre elas têm acesso a um aparelho para ligar”, afirmou. Criado em 1997, durante o governo Jair Bolsonaro o Disque 100 foi utilizado politicamente para intimidar defensores da vacinação contra a Covid. A então ministra Damares Alves editou nota técnica transformando a exigência de comprovante de vacina para acesso a locais públicos ou privados em violação de direitos humanos. Outra mudança foi a inclusão da expressão “ideologia de gênero” na mesma categoria, numa tentativa de estimular denúncias contra profissionais de educação que abordassem a questão nas escolas. Na época, Ricardo Lewandowski, ministro do Supremo Tribunal Federal, determinou que o governo parasse de usar o canal fora de suas finalidades. Numa única ligação para o Disque 100, o sistema pode contabilizar mais de uma violação. Exemplificando, se uma mulher telefona dizendo que o marido bate nela, agride o próprio pai e ainda se apropria do dinheiro da sua aposentadoria, na verdade há três violações, duas delas envolvendo um idoso. Com garantia de sigilo total, há diversos tipos de encaminhamento para os casos: conselhos tutelares, Ministério Público, delegacias da Polícia Civil, Polícia Federal. No entanto, se houver risco imediato, a pessoa deve entrar em contato imediatamente com a polícia. Entre janeiro e março, as mais de 202 mil violações de direitos foram registradas a partir de 34,2 mil denúncias, 75% a mais em relação aos três primeiros meses de 2022, período em que a ouvidoria recebeu 19,5 mil denúncias. O maior número se refere a violações à integridade do idoso, divididas em quatro categorias: física (que vai de exposição de risco à saúde a lesão corporal e tortura), psíquica (insubsistência afetiva, ameaça e bullying, entre outras), negligência e patrimonial. O Disque 100 funciona diariamente, 24 horas por dia. A vítima passa pelo atendimento eletrônico e, depois de selecionar a opção desejada, é encaminhada a um atendente, que registra a denúncia e fornece o número do protocolo. O painel de dados apresenta todas as informações coletadas pelo serviço. O secretário Alexandre Silva pretende anunciar uma série de medidas em 15 de junho, Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. Ele considera uma prioridade que os mais velhos conheçam os benefícios a que têm direito e enfatiza que a reativação do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa possibilitará que o órgão invista na pauta da diversidade. “Falta ainda a ratificação da Convenção Interamericana sobre a Proteção dos Direitos Humanos dos Idosos, que vai ajudar na criação de políticas públicas nessa área”, acrescentou.

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Wi-fi para monitorar a saúde
Saúde & Ciência

Wi-fi para monitorar a saúde

📅 02/05/2023, 09:00

Usar as redes wi-fi – que estão disponíveis em quase todos os ambientes médicos e residenciais – para monitorar, em tempo real, sinais vitais como batimentos cardíacos, frequência respiratória ou quedas de pacientes, ainda soa como ficção científica para boa parte das pessoas. No entanto, a utilização da inteligência artificial com este objetivo vem avançando no mundo todo, inclusive no Brasil. No alto, Célio Albuquerque e Débora Muchaluat Saade, professores do Departamento de Ciência da Computação da UFF, com seus alunos Divulgação Como a tecnologia está amplamente difundida, sua aplicação na área da saúde é considerada de baixo custo. Além disso, não há necessidade de nenhum tipo de intervenção que afete o indivíduo, como o uso de algum tipo de dispositivo. Entretanto, a rede wi-fi não trabalha sozinha: ela coleta os dados, mas quem processa a informação é a tecnologia CSI (Channel State Information). A tecnologia mapeia as características da pessoa que está sendo monitorada, criando um padrão individualizado cujos dados ficam armazenados em nuvem. Dessa forma, torna-se mais fácil acompanhar o paciente e identificar qualquer alteração, o que pode ser feito pelo profissional de saúde por meio de um celular ou notebook. No Brasil, um grupo de pesquisadores tem se dedicado a esse campo de estudos e cerca de 130 voluntários já cederam seus dados em atividades como caminhar, sentar-se, deitar, entre outras 17 posições. São necessários outros 170 participantes para o prosseguimento da pesquisa, realizada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro. “Com o uso da inteligência artificial, poderemos ajudar, por exemplo, quem sofre de apneia do sono. A pessoa poderá ser diagnosticada sem aqueles fios desagradáveis acoplados ao corpo. A rede wi-fi será capaz de captar as informações, processá-las e enviá-las sem a necessidade de outros equipamentos”, explica Débora Muchaluat Saade, professora do Departamento de Ciência da Computação da UFF e uma das coordenadoras do projeto. Além do monitoramento de apneia e respiração, o grupo da UFF está especialmente interessado no controle de batimentos cardíacos, fazendo comparações de eficiência entre a tecnologia wi-fi e os relógios do tipo smartwatch. Os estudos são parte da rede de pesquisa em saúde e-Health Rio, projeto apoiado, desde 2019, pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Sua dor merece atenção!
Saúde & Ciência

Sua dor merece atenção!

📅 30/04/2023, 09:01

Um em cada cinco norte-americanos, ou seja, mais de 50 milhões de pessoas, convive com algum tipo de dor crônica, de acordo com o último relatório do Center for Diseases Control (CDC), que nem sequer contabilizou os moradores de instituições de longa permanência. Por aqui, de acordo com a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor, são cerca de 60 milhões às voltas com o problema, o equivalente a 37% da população. De acordo com a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor, são cerca de 60 milhões às voltas com o problema no país Gerd Altmann para Pixabay Isso significa sentir dor por pelo menos três meses seguidos. Parte desse contingente enfrenta a chamada dor de alto impacto, que restringe e até inviabiliza atividades diárias. Segundo especialistas, tal condição pode levar a um quadro de depressão, uso abusivo de substâncias e até risco de suicídio. Para piorar: no envelhecimento, é considerado “normal” que o idoso sinta dor, comprometendo sua qualidade de vida. Quando se fala de câncer, o panorama é ainda mais dramático. De 60% a 80% dos pacientes com a doença sentem dor e 90% das dores oncológicas – apontadas como uma emergência médica mundial desde 1996 – são tratáveis, mas, na prática, não é o que ocorre. O que impede que a questão tenha a atenção que merece? Aprendi muito na palestra da médica Eloá Soffritti, integrante da clínica de dor do Hospital Copa D´Or, no VIII Congresso Internacional de Oncologia D’Or. Ela detalhou a teoria da dor total, concebida pela médica e enfermeira britânica Cicely Saunders, que não se limita ao desconforto físico. Temos o aspecto psicológico; impactos sociais, como a perda de trabalho, preocupações financeiras e com o futuro da família; e até uma questão espiritual, que pode se traduzir em perda da fé e na busca pelo significado da vida. Para a especialista, o tratamento tem que levar em conta todas essas dimensões: “Elas são indissociáveis e precisam ser endereçadas em conjunto. Infelizmente, o controle da dor ainda é inadequado e tem diferentes causas: falta de habilidade dos profissionais de saúde, acesso limitado ao tratamento interdisciplinar e opiofobia”. Opiofobia? Sim, os profissionais de saúde temem que o paciente se torne dependente dos medicamentos para controle da dor, mas a utilização de uma abordagem multidisciplinar com terapias não medicamentosas está restrita a alguns centros de excelência. A polêmica se agravou com a crise dos opioides nos EUA, mas não se deve perder de vista que a dor não tratada piora a doença, como defende brilhantemente a enfermeira Katharine Kolcaba, criadora da Teoria do Conforto, na década de 1990. Segundo ela, o bem-estar do paciente vem em primeiro lugar de uma forma transversal, isto é, com a contribuição de todos os profissionais de saúde que lidam com o doente. A lista é longa: médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais… O resultado é a melhora da imunidade, mais chances de reabilitação e de adesão ao plano de cuidados. A International Association for the Study of Pain (IASP) elegeu 2023 o ano global para o cuidado integrativo da dor, com ênfase no autocuidado e nas terapias não medicamentosas. Portanto, não se contente com menos.

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Dez sugestões para lidar com a frustração e o estresse de pacientes com demência
Saúde & Ciência

Dez sugestões para lidar com a frustração e o estresse de pacientes com demência

📅 27/04/2023, 09:01

Na coluna de terça, falei sobre o relacionamento com portadores de demência baseado na criatividade. Hoje, o assunto é o tratamento convencional para pacientes de Alzheimer e outras demências, fundamentalmente calcado em medicamentos. No entanto, há diversas formas de abordagem da doença, já bastante documentadas, que não envolvem remédios, que beneficiariam todos, inclusive familiares e cuidadores. Pesquisadores da Brown University utilizaram uma simulação para avaliar quatro dessas intervenções não farmacêuticas e descobriram que, comparadas com o protocolo tradicional, elas reduziam os custos em até US$ 13 mil (R$ 65 mil), diminuíam o número de admissões em instituições de longa permanência e aumentavam a qualidade de vida das pessoas. Demência: há diversas formas de abordagem da doença, já bastante documentadas, que não envolvem remédios Janakaskg para Pixabay As intervenções não medicamentosas analisadas trabalham para maximizar a independência da pessoa em sua própria casa e oferecer aconselhamento e apoio aos cuidadores. Para quem se interessar em se aprofundar, são elas: Maximizing Independence at Home, New York University Caregiver, Alzheimer’s and Dementia Care e Adult Day Service Plus. O estudo foi publicado no começo do mês na revista “Alzheimer´s & Dementia: The Journal of Alzheimer´s Association”. Idosos portadores de demência apresentam comportamentos agressivos com alguma frequência. Para quem convive com o doente, parece uma reação intempestiva, mas esse pode ser resultado de uma sucessão de frustrações, diante da dificuldade de realizar as atividades do dia a dia. O que fazemos de forma automática não é tão simples num quadro de declínio cognitivo. Mesmo tarefas simples, como escovar os dentes, englobam inúmeras etapas e há o risco de se tornarem complexas. Afinal, é preciso entrar no banheiro, achar a escova e a pasta, pôr a quantidade certa de dentifrício, escovar os dentes, cuspir, bochechar, cuspir novamente. A equipe do DailyCaring preparou uma lista com dez dicas para tornar a rotina o menos estressante possível. Aceitar as limitações, evitando a expectativa de que o idoso realize atividades nas quais vêm demonstrando dificuldades crescentes para dar conta. O importante é fazer ajustes de acordo com os novos limites que vão surgindo. Simplificar o escopo de decisões, para que não se tornem uma fonte de estresse. Na hora de escolher uma roupa, basta apresentar uma peça azul e outra verde, em vez de abrir o armário e oferecer um leque de escolhas. O mesmo vale para o cardápio: a pergunta “o que você quer comer?” é ampla demais e pode ser substituída por apenas duas opções. Diminuir o ritmo para se adequar ao do indivíduo com demência, que precisa de mais tempo para processar as informações, responder ou fazer algo. Manter o ambiente tranquilo, porque um lugar barulhento ou agitado torna difícil a concentração – serve para todos nós, mas especialmente para quem é portador da doença. Criar uma rotina bastante previsível. Vale também para os objetos, que não devem ser deslocados para outros lugares: é reconfortante saber onde estão as coisas e o que está acontecendo. Falar de forma pausada, com frases curtas e diretas, para facilitar o entendimento. No caso de instruções, uma etapa de cada vez. Evitar um excesso de atividades e o cansaço, que provoca ainda mais pressão em alguém já fragilizado. Reduzir ao máximo dor e desconforto, presentes em muitas condições crônicas de saúde. Pacientes com demência vão perdendo a capacidade de reconhecer o que está acontecendo com seus próprios corpos e têm problemas para comunicar o que estão sentindo. Fazer com que tenham sucesso no dia a dia. Não se trata de deixar de fazer as coisas, o que só tornaria a situação ainda mais angustiante, e sim de adaptar as tarefas à capacidade de cada um. Alguns exemplos: trocar roupas com zíper e botões por peças com velcro, providência que vale para os sapatos, ou providenciar talheres adaptados. Nunca faltar com o respeito, porque é o que gostaríamos que acontecesse conosco, independentemente de nossa idade e habilidades.

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Um exercício de criatividade para lidar com a demência
Saúde & Ciência

Um exercício de criatividade para lidar com a demência

📅 25/04/2023, 09:01

– Lembra daquelas férias quando a família toda alugou uma casa na praia? – Você sabe quem eu sou? Essas são tentativas bem comuns para estabelecer algum tipo de diálogo com uma pessoa com demência. E com uma boa chance de o resultado trazer, no mínimo, decepção. Quem faz as perguntas busca criar uma ponte com o ente querido mas, diante da falta de comunicação, sente que ele se encontra cada vez mais distante. Para o idoso ou idosa, a incapacidade de utilizar seu repertório de lembranças é fonte de angústia. Mas, e se o roteiro da conversa fosse totalmente diferente? Anne Basting, fundadora da Time Slips: nova abordagem para familiares e profissionais que lidam com portadores de demência Divulgação Esse é o projeto de vida de Anne Basting, professora de inglês da Universidade de Wisconsin Milwaukee e autora de quatro livros, entre eles “Creative care: a revolutionary approach to dementia and elder care” (“Cuidado criativo: uma abordagem revolucionária para a demência e o cuidado com idosos”). É também fundadora da Time Slips, organização que treina um outro tipo de abordagem para familiares e profissionais que lidam com portadores de demência. Recentemente, num podcast gravado para o jornal “The New York Times”, declarou: “Temos que criar um mundo capaz de acomodar, acolher e até celebrar as pessoas que enfrentam a demência”. E como funciona essa abordagem de aproximação? Através de uma conversa livre que não dependa da memória em declínio. Basting já pesquisava sobre grupos de teatro compostos por idosos, mas quis ampliar seu campo de estudos: como seria exercitar a criatividade em instituições de longa permanência, numa situação de comprometimento cognitivo? Tornou-se voluntária e lembra que foi uma experiência traumatizante: “As TVs ficavam a todo volume, os pacientes estavam contidos quimicamente, ou seja, sedados. Um lugar onde ninguém gostaria de estar, nem os que lá viviam ou trabalhavam”. Passou a se reunir com um grupo de idosos em encontros semanais, sem sucesso. Até que, um dia, mostrou uma imagem recortada de uma revista e propôs um jogo aos participantes: que nome dariam para o homem que aparecia na foto? Que lugar era esse onde ele estava? De repente, alguém começou a cantar uma música e foi seguido pelos demais. “Foram 40 minutos de cantoria e risadas, de pura felicidade”, lembra a autora. A proposta foi repetida à exaustão em diversos contextos, sempre com bons resultados, e a levou a desenvolver um método: “Eu pensava: posso treinar cuidadores familiares e profissionais para fazer isso? É ao que venho me dedicando há 20 anos: estabelecer uma conexão com alguém que se considerava perdido. Basta se permitir entrar na realidade onde a pessoa está agora. É difícil, é triste, é emocionante”. Os dois lados saem ganhando quando se estabelece um elo de comunicação: para o paciente, o humor e a qualidade de vida melhoram; para quem cuida, há maior satisfação e engajamento com o trabalho – para a família, é possível ter uma visão diferente da doença. Atualmente Basting vive o papel de cuidadora da mãe, que há cinco anos apresentou os primeiros sinais de declínio cognitivo, e põe em prática a técnica que desenvolveu: “Não existe cuidado de qualidade quando isolamos a pessoa com demência”.

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Os cinco Cs para resolver conflitos envolvendo amor e dinheiro
Saúde & Ciência

Os cinco Cs para resolver conflitos envolvendo amor e dinheiro

📅 23/04/2023, 09:01

Até se aposentar, em 2016, a economista Myra Strober dava um curso extremamente popular na Universidade Stanford (EUA). Especialista em questões de gênero no emprego e no ambiente doméstico, as concorridas aulas da professora ensinavam a resolver conflitos cujo pano de fundo eram as dificuldades nos relacionamentos associadas ao dinheiro. Do alto da sua experiência, ela assistiu a um bocado de decisões equivocadas: Abby Davisson (à esquerda) e Myra Strober, autoras de “Money and love: an inteligente roadmap for life´s biggest decisions” Divulgação “As pessoas compartilham experiências, mas não falam sobre a forma como lidam com suas finanças, embora o orçamento de cada uma delas diga muito sobre seus valores. Se você trabalha duro e gosta de gastar nas férias, é bom procurar alguém que pense de modo semelhante, ou o embate será inevitável. Se o relacionamento está se tornando sério, o melhor é não fugir dos temas espinhosos”. Entre os milhares de estudantes que se beneficiaram com as lições aprendidas, estava Abby Davisson: em 2008, ela e o então namorado, Ross, estavam juntos há menos de um ano, mas já pensavam em como encaminhariam suas carreiras e construiriam uma vida em comum, como conta a ex-aluna: “As aulas iam muito além de planilhas de Excel e taxas de retorno de um investimento. Podiam ser aplicadas a inúmeras decisões que envolvem um relacionamento: se depois da faculdade moraríamos na mesma cidade, se deveríamos nos casar, como dividiríamos as despesas e planejaríamos nossas finanças”. Abby e Ross não só tiveram essas conversas – desconfortáveis para a maioria – como se casaram e têm dois filhos. Em diversas ocasiões, foram convidados para contar sua história no curso de Myra, dando início à amizade entre as duas. Em 2018, a professora, já aposentada, reconheceu para a ex-aluna que o projeto de escrever um livro baseado nas aulas estava emperrado. Foi assim que surgiu a parceria da dupla, que se materializou em janeiro: “Money and love: an inteligente roadmap for life´s biggest decisions” (“Dinheiro e amor: um roteiro inteligente para as principais decisões da vida”), obra tocada a quatro mãos cujo objetivo é evitar arrependimentos, como explicou Myra numa palestra on-line: “O ser humano não gosta da incerteza e, num momento de estresse, tende a fazer escolhas apressadas, porque acha que o que importa é tomar uma decisão. No entanto, quanto mais você antecipa cenários, menos se arrepende. O caminho é desacelerar e pensar com tranquilidade”. A estrutura do livro se baseia em 5Cs (em inglês), cada um correspondente a uma etapa a ser cumprida. Segundo as autoras, o roteiro pode ser aplicado em diversas situações: como achar a pessoa certa, se o casal vai querer filhos ou não, como as carreiras vão se desenvolver para ambos, quando se mudar de uma cidade, como lidar com um divórcio e até cuidar de pais idosos. Vamos ao passo a passo: Clarify (esclarecer): refletir sem pressa para determinar o que é mais relevante para você. Communicate (comunicar): não somos ilhas, precisamos compartilhar nossos planos e ouvir as pessoas envolvidas para buscar a solução. Choices (escolhas): não devemos achar que é tudo ou nada, que só temos duas opções. Na verdade, quase sempre há um leque bem mais amplo que merece ser estudado. Check-in (verificação): é valioso ouvir quem tenha passado por situação semelhante para que possamos aprender com suas experiências. Consequences (consequências): antecipar não apenas os desdobramentos imediatos, mas também os de médio e longo prazo. Myra afirma que os ricos podem ter mais opções, mas, em geral, as tomadas de decisão ocorrem para todos: “da escolha de um parceiro ou parceira ao projeto de ter filhos”. Abby, por sua vez, sugere fazer “pilotos” antes de um “veredito”: por exemplo, passar um mês numa cidade onde se pensa em morar. “É a maneira de se aproximar da experiência de forma realista e coletar o máximo de informações”, disse. Capa do livro: um roteiro para tomar decisões sobre dinheiro e relacionamentos Reprodução

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Por que a saúde da mulher no período reprodutivo é tão importante
Saúde & Ciência

Por que a saúde da mulher no período reprodutivo é tão importante

📅 20/04/2023, 09:01

A médica epidemiologista Zhang Cuilin é uma referência mundial em saúde da mulher. Professora do departamento de ginecologia e obstetrícia da National University of Singapore e fundadora do Global Centre for Asian Women's Health, a especialista alerta que o período reprodutivo feminino – que vai da primeira menstruação à menopausa – oferece indicadores de fatores de risco que podem comprometer o bem-estar na maturidade e velhice: Complicações na gravidez, como hipertensão ou diabetes gestacional, estão relacionadas com o surgimento de doenças crônicas Lisa Runnels para Pixabay “A saúde da mulher em seu período reprodutivo não é importante apenas naquele momento que ela está vivendo. Os eventos relacionados com o aparelho reprodutor feminino sinalizam que mulheres apresentam fatores de risco. Identificar precocemente os problemas pode fazer toda a diferença no futuro.” Disponibilizando um volume impressionante de estudos durante palestra on-line a que assisti no começo do mês, a doutora Cuilin afirmou que é preciso aumentar o nível de informação do público feminino desde a puberdade: “Ciclos menstruais irregulares aumentam o risco para doença cardiovascular, diabetes tipo 2, câncer de mama e morte prematura. O ciclo menstrual funciona como uma espécie de representante do estado geral da saúde.” Complicações na gravidez, como hipertensão ou diabetes gestacional, também estão associadas ao surgimento de doenças crônicas. Na verdade, o diabetes gestacional multiplica por dez o risco de desenvolver diabetes tipo 2, mas é possível intervir, como explica: “A gravidez é um grande teste que revela o potencial para o desenvolvimento de doenças crônicas mais tarde, mas mudanças no estilo de vida são intervenções eficazes. Controlar cinco fatores de risco diminui em 90% as chances de enfermidade. São eles: atividade física, alimentação saudável, peso controlado, não fumar e ingerir álcool muito moderadamente.” No quesito alimentação, enfatizou que trocar a dieta ocidental por uma baseada em plantas (rica em legumes, verduras, frutas, grãos e com pouca carne vermelha) pode aumentar a expectativa de vida em dez anos, se o ajuste for feito cedo, entre os 20 e 40 anos. Esse bônus cai para 8 anos se as mudanças forem feitas aos 60. “A saúde da mulher é peça chave para as famílias, comunidades e a sociedade como um todo. Tem que ser prioridade. Também devemos treinar os profissionais da área e popularizar a ciência para torná-la acessível às pessoas”, complementou.

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Oncologista e cardiologista têm que trabalhar juntos
Saúde & Ciência

Oncologista e cardiologista têm que trabalhar juntos

📅 18/04/2023, 09:01

Na semana passada, acompanhei algumas sessões do VIII Congresso Internacional de Oncologia D´Or, realizado no Rio de Janeiro. Umas das mais interessantes foi a sobre emergências cardiológicas em pacientes submetidos à quimioterapia. E por que as terapias oncológicas têm efeitos cardiotóxicos perigosos que podem, inclusive, pôr em risco a vida da pessoa? Paciente com câncer: parceria entre oncologista e cardiologista é fundamental Roland Mey para Pixabay Os quimioterápicos, assim como os medicamentos conhecidos como terapia-alvo, que agem nas células tumorais, podem causar danos ao músculo cardíaco e levar à insuficiência cardíaca. É o que se chama cardiotoxicidade ou toxicidade cardíaca. Ao longo das sessões, doses cumulativas das drogas utilizadas podem levar à insuficiência cardíaca. É o caso da doxorrubicina (cujo nome comercial é adriamicina), bastante usada como quimioterápico. É possível ocorrer uma manifestação subclínica, ou seja, quando não há sintomas e somente exames de acompanhamento detectam a complicação. Um exame bastante eficaz para avaliar os efeitos adversos da quimioterapia é o Ecodopplercardiograma com Strain, que permite avaliar o grau de comprometimento do coração, assim como a dosagem de enzimas cardíacas. Tratamentos com imunoterapia também não são isentos de risco e é preciso ficar atento a manifestações de cansaço e dor muscular, principalmente nos 100 primeiros dias. “É fundamental a parceria do oncologista com o cardiologista, que deve começar no momento do diagnóstico”, afirmou o médico Henry Najman. Juntos, cardiologista e oncologista são capazes de avaliar a necessidade de iniciar uma terapia preventiva com medicamentos cardioprotetores, como beta-bloqueadores. O objetivo é tentar evitar uma situação de emergência – e, quando ela acontece, o paciente oncológico deve ser prioridade na unidade de pronto-socorro. As manifestações clínicas da cardiotoxicidade incluem dispneia (falta de ar), arritmias, isquemia miocárdica, disfunção ventricular esquerda assintomática, hipertensão arterial sistêmica, doença pericárdica e eventos tromboembólicos. Outra emergência oncológica é a síndrome da lise tumoral (SLT), caracterizada por anormalidades eletrolíticas e metabólicas que pode ocorrer após o início do tratamento, sendo mais frequente nos portadores de leucemia. Os níveis de potássio ficam excessivamente altos (hipercalemia), assim como os de fósforo (hiperfosfatemia), num quadro que provoca arritmia cardíaca, disfunção renal e convulsões. Há ainda emergências endocrinológicas, que afetam tireoide, paratireoide, pâncreas e hipófise, com frequência decorrentes da imunoterapia, disse a endocrinologista Ana O. Hoff, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, ligado à USP. Atenção para qualquer sinal de alerta!

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Um cérebro à prova de envelhecimento
Saúde & Ciência

Um cérebro à prova de envelhecimento

📅 16/04/2023, 09:01

O Centro de Longevidade de Stanford criou um clube do livro para divulgar obras dedicadas ao tema. Foi assim que conheci o cientista e pesquisador Marc Milstein, que, no fim do ano passado, lançou “The age-proof brain” (“O cérebro à prova de envelhecimento”, em tradução livre). Otimista, diz que aprendemos muito nos últimos 20 anos: pelo menos, o suficiente para saber que o declínio cognitivo está fortemente associado ao estilo de vida. Portanto, as escolhas que fazemos têm a maior relevância para nosso futuro. Milstein fez a sua: passou a se empenhar para garantir noites reparadoras. Marc Milstein, autor de“The age-proof brain”: sono e engajamento social são fundamentais Divulgação “Algo muito interessante acontece quando dormimos: o cérebro se retrai, é como se encolhesse. O processo elimina resíduos tóxicos, que são carregados pelo sistema glinfático”, explica. Simplificando (muito), é como se alguém apertasse uma esponja e a sujeira descesse ralo abaixo, mas precisamos não apenas de um número suficiente de horas de descanso, mas também de um ambiente de escuridão, acrescenta: “Qualquer fonte de luz, por menor que seja, interfere na capacidade de o cérebro atingir os estágios mais profundos do sono”. O pesquisador defende que as crianças não deveriam acordar cedo para ir para a escola e enfatiza que o sono de qualidade não é alcançado com remédios: “esse tipo de medicamento impede o processo de limpeza e, a longo prazo, causa danos”. Sono, comida, exercício. Ele frisa que, antes de apelar para o balcão de uma farmácia, façamos investimentos nessas três frentes, que vão beneficiar todo o organismo. No prato, grãos, legumes, verduras, peixes ricos em ômega 3 e o mínimo possível de ultraprocessados – é a chamada “mind diet”, que protege a mente. Sobre os suplementos, lembra que não há evidências que comprovem seus benefícios: “melhor fazer exame de sangue regularmente. No caso de alguma deficiência, aí a suplementação pode ajudar”. E faz restrições em relação ao álcool, já que a própria Organização Mundial da Saúde alerta que não há uma quantidade segura no que tange à ingestão de bebidas, mesmo que a dieta mediterrânea inclua uma dose diária de vinho. A receita de Milstein inclui ainda a importância do engajamento social: quem se sente isolado e desconectado do mundo está mais propenso a perdas cognitivas. Na sua opinião, a boa notícia é que a maioria das coisas que ajudam o cérebro é divertida. “Pense em aprender uma língua, a dançar, a praticar um esporte. Pense também no valor das conexões sociais: conversar e trocar ideias significa aprender com os outros”, afirma. Para ilustrar sua tese, cita um estudo realizado com freiras na faixa dos 80 aos 90 anos. As imagens de ressonância magnética de seus cérebros mostravam placas com acúmulo de proteínas que indicariam um declínio neurológico. No entanto, as religiosas se mantinham ativas e sem sintomas: “O cérebro sempre busca uma maneira de otimizar seu funcionamento. Nem tudo se resume a uma imagem produzida por um exame e o engajamento social dessas freiras pode ser uma resposta”. Milstein criou um acrônimo usando as letras da palavra BRAIN (cérebro) para servir como um guia para as pessoas: Balance (equilíbrio): trabalhe seu equilíbrio e fique alerta a sinais de que ele está falhando. Recall (lembrar): teste sua memória para mantê-la afiada. Um truque para fixar uma informação é se concentrar durante dez segundos no que quer reter. Assessment (avaliação): analise com atenção seu próprio estado e o que não está funcionando, para tomar as devidas providências. Um exemplo: quem sofre de apneia noturna, uma condição que pode ser revertida, enfrenta declínio cognitivo dez anos antes do resto da população. Intensity of walking (intensidade da caminhada): ande num ritmo vigoroso pelo menos entre seis e dez minutos por dia. Number (número): que idade você se dá? Pesquisa mostrou que pessoas que se sentiam mais novas do que a idade cronológica que tinham exibiam um cérebro mais jovem nas imagens de ressonância magnética. Capa do livro: como ajudar o cérebro a envelhecer de forma saudável Reprodução

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Fóssil interestelar: entenda por que o Meteorito Santa Filomena é tão importante para a ciência
Saúde & Ciência

Fóssil interestelar: entenda por que o Meteorito Santa Filomena é tão importante para a ciência

📅 15/04/2023, 08:00

Meteorito Santa Filomena fará parte de exposição no Museu Nacional Cristina Boeckel/g1 Rio Primeiro meteorito recuperado no Brasil desde o incêndio do Museu Nacional, o Santa Filomena foi apresentado esta semana e passou a integrar o acervo da instituição, no Rio de Janeiro. Parece uma pedra comum, mas os 2,8 quilos têm mais história do que qualquer outra coisa na Terra. Até fósseis de dinossauro 🦕 são “bebês” 👶 perto dessa rocha, na escala astronômica. Isso porque o Santa Filomena tem 4,56 bilhões de anos! ⌛ O Santa Filomena é formado por poeira que, aglomerada, sofreu derretimento devido às altas temperaturas próximas à estrela que se formava. Entretanto, alguns grãos se mantiveram intactos e foram incorporados em meteoritos. Esses grãos trazem informações sobre as estrelas que morreram antes do nosso Sol 🌞. Então, tocar no Santa Filomena é tocar no passado! Role a página e desbrave esse fóssil interestelar: De onde veio? 📍 Por falar em vizinhos, o meteorito que caiu em Pernambuco veio de bem longe: numa região entre os planetas Marte e Júpiter, chamado de Cinturão de Asteroides. Mas calhou de o caminho do Santa Filomena cruzar com o da Terra, e na tarde de 19 de agosto de 2020, houve o impacto 💥. Essa pedrinha anciã estava no telhado de uma casa. Quem achou foi uma senhora, moradora da cidade. As pesquisadoras Elizabeth Zucolotto e Amanda Tosi foram as primeiras a chegar na cidade e adquirir o pedaço para o acervo do Museu Nacional. Escrito nas estrelas O Santa Filomena conta histórias por dentro e por fora. A análise mineralógica da pedra não só comprova a idade. O laboratório descobriu no meteorito um componente que nem existe na Terra! É a troilita, literalmente um material extraterrestre. 👽 Do lado de fora, uma aula de astronomia: o Santa Filomena tem todos os traços de um corpo que caiu do céu — a 54.000 km/h! 🚀 Uma crosta escurecida, causada pela “queimadura” no atrito com a atmosfera. Regmaglitos, marcas que parecem feitas com dedos, mas que são microerosões. Linhas de fluxo, também cicatrizes da entrada na Terra, mas nas laterais da rocha — como se a incandescência fluísse por canaizinhos. E uma “fratura exposta”, que prova que o interior é claro como o de uma pedra terrestre, possivelmente resultado do choque no telhado — mas não forte o suficiente para rompê-lo. Luta contra as intempéries Não à toa uma pedra é confundida com um meteorito: “São os menteoritos”, brinca Maria Elizabeth Zucolotto, do time Meteorísticas, que localizou, estudou e agora apresentou o Santa Filomena. Elizabeth explica que “99% dos supostos meteoritos não são”. Aí a gente criou o termo menteorito. No inglês existem os meteowrongs, ante os meteorites, ou ‘meteorights’. Exatamente porque é tão difícil achar um objeto que não seja um menteorito, Amanda Tosi explica que todo o tempo é pouco. “Um dos fatores mais importantes quando um meteorito cai é a gente ir em busca logo em seguida”, disse. “Esse fragmento está ‘fresco’, não vai sofrer com as intempéries, como chuva, a erosão. Tanto que o meteorito rochoso, quando ele cai e ninguém recupera, fica meses ou anos e acaba parecendo muito uma rocha terrestre”, explicou. Um meteorito fará parte da nova coleção do Museu Nacional

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'Síndrome do desgaste' afasta mão de obra sênior precocemente do mercado
Saúde & Ciência

'Síndrome do desgaste' afasta mão de obra sênior precocemente do mercado

📅 13/04/2023, 09:01

Na Europa Ocidental, a valorização da mão de obra sênior é uma política de Estado. Um cenário bem diferente do que ocorre no Brasil, onde o mercado ainda fecha as portas para os trabalhadores acima dos 50. No entanto, mesmo sem sofrer com um etarismo pesado como aqui, idosos europeus têm abandonado seus empregos por se sentirem ultrapassados. O nome disso? “Síndrome do desgaste”, dizem pesquisadores do Copenhagen Centre for Health Research in the Humanities, ligado à Universidade de Copenhagen. O mundo corporativo já lida com duas síndromes bastante conhecidas. A do impostor, citada pela primeira vez em 1978 e associada a um sentimento de mulheres bem-sucedidas que se viam como uma fraude, aponta para uma discrepância entre o reconhecimento externo e o julgamento interno. A do burnout, ou esgotamento, é provocada pelo excesso de trabalho e cobrança e leva a um estado de exaustão extrema. Mão de obra sênior: estereótipos afastam trabalhadores do mercado prematuramente Pasja1000 para Pixabay Por sua vez, na “Síndrome do desgaste” (em inglês, “worn-out”), profissionais maduros, ainda que tenham consciência do seu valor, começam a se preocupar em como são vistos por seus pares, muitas vezes achando que talvez não tenham mais as habilidades necessárias para continuar executando suas funções. As mensagens que a sociedade como um todo envia são tão poderosas que acabam sendo introjetadas. Comentários do tipo: “afinal, quando você vai se aposentar?” sempre soam discriminatórias – e são! Funcionam como uma crítica velada de que as pessoas são menos produtivas, engajadas ou passaram da idade para ocupar sua posição. Os pesquisadores listaram as três situações mais frequentes da “Síndrome do desgaste”: O temor de não se sentir tão capaz quanto antes para atender às expectativas que envolvem a atividade. Nesse caso, há semelhanças com a síndrome do impostor, no que diz respeito ao sentimento de inadequação. A preocupação de que colegas e chefes possam estar avaliando negativamente seu desempenho, mesmo quando o indivíduo acredita que domina em sua competência. Os pesquisadores atribuem o quadro ao conceito de metaestereótipos de idade, isto é, a pessoa se angustia com o que acha que os outros estão pensando. O receio de não perceber o momento de parar é como um fantasma ameaçador: o medo é de um declínio futuro e, principalmente, da falta de consciência da situação. O estudo foi realizado entre 2019 e 2021, com trabalhadores da indústria e do mercado financeiro – esses últimos eram os mais afetados. Nas entrevistas realizadas, ficou patente a angústia de estarem sendo julgados como ultrapassados por seus pares, em reflexões como: será que não está na hora de sair de cena? Vou conseguir acompanhar as mudanças e atender às expectativas? Meus companheiros e chefes me alertarão se tiver chegado a ocasião? Estou me expondo ao continuar? Não há respostas fáceis, mas ajudaria muito se as empresas se empenhassem em incluir os funcionários idosos nos programas de treinamento e reciclagem, mostrando que apostam neles.

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O potencial dos canabinoides nos tratamentos de dor
Saúde & Ciência

O potencial dos canabinoides nos tratamentos de dor

📅 11/04/2023, 09:01

No começo do mês, assisti a uma aula da médica carioca Mariana Mafra Junqueira, especialista em dor, na 4ª. Jornada de Canabinoides, promovida pela Associação Paulista de Medicina. Referência em sua área de atuação, é uma estudiosa dos canabinoides – as substâncias derivadas da Cannabis sativa, a maconha – no manejo da dor crônica e oncológica. Qualquer um que tenha convivido com alguém com câncer sabe que, principalmente em estágios mais avançados, o desconforto é enorme, e vem crescendo o consenso entre os profissionais de saúde sobre sua utilização como droga adjuvante (auxiliar), como ela explica: Tratamentos para o manejo da dor: derivados da maconha podem ser uma opção para reduzir o uso de opioides Epyc Wynn por Pixabay “Introduzir os canabinoides pode ser uma opção para reduzir o uso de opioides, devido ao risco de dependência. Há pacientes que encaram a prescrição com desconfiança, fazendo perguntas como: ‘você vai me receitar maconha?’. E há outros que chegam ao consultório trazendo essa demanda”. A médica diz que, de 2020 para cá, aumentou o número de trabalhos publicados sobre o assunto, mas as evidências ainda não são fortes e os estudos, mal desenhados, o que dificulta a tomada de decisão. No entanto, afirma que os canabinoides atuam positivamente no manejo da ansiedade e na qualidade do sono, dois aspectos relevantes num quadro de dor crônica: “A questão da dor envolve inúmeros aspectos relacionados à qualidade de vida. Diminuir a ansiedade e melhorar o sono já trazem benefícios. A capacidade funcional do paciente deve ser preservada. Não adianta ministrar uma alta dose que comprometa essa capacidade, que o deixe sedado”. E por que os derivados da maconha são tão promissores? Nosso cérebro tem receptores (CB1 e CB2) que são estimulados por canabinoides produzidos pelo organismo, chamados de endocanabinoides e responsáveis por uma extensa lista de funções, incluindo ansiedade e humor. A maconha, por sua vez, tem inúmeros compostos químicos, entre eles o CBD (canabidiol), o THC (tetraidrocanabinol) e o canabigerol. Tais compostos são fitocanabinoides, isto é, também são canabinoides e, por este motivo, conseguem estimular os receptores humanos com eficiência. O CBD é capaz de atuar na dor, como antiinflamatório, ansiolítico, antipsicótico e na modulação imune. O THC age para melhorar apetite, náusea, dor, espasticidade, ansiedade e estresse pós-traumático. No evento, os especialistas enfatizaram o “efeito entourage”: a sinergia entre os canabinoides potencializa seus efeitos. Isso ocorre em produtos conhecidos como “full spectrum”, um extrato com todos os componentes da planta. Os produtos “broad spectrum” não contêm THC, ou a substância aparece em níveis desprezíveis; além disso, está disponível o canabidiol isolado. Quando entrevistei a psiquiatra Ana Gabriela Hounie, uma das autoras do “Tratado de Cannabis medicinal: fundamentos para a prática clínica”, ela foi enfática: “A medicina canabinoide tem um amplo espectro de utilização em patologias neurodegenerativas, como demências, Parkinson ou esclerose múltipla. Ainda há poucos estudos publicados e nenhum interesse por parte da indústria farmacêutica, porque seu objetivo é sintetizar novas drogas e ganhar milhões com patentes, mas as famílias testemunham as mudanças dos pacientes. É uma revolução”.

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Bom relacionamento com os pais está associado a melhores indicadores de saúde na vida adulta
Saúde & Ciência

Bom relacionamento com os pais está associado a melhores indicadores de saúde na vida adulta

📅 09/04/2023, 09:01

A longevidade é a construção de uma vida inteira, que começa no útero: sabemos como são importantes a saúde da gestante e um bom acompanhamento pré-natal para o bem-estar de um bebê. Cada etapa da trajetória é como um tijolinho da nossa casa. Portanto, não é surpresa que pesquisa divulgada no fim de março mostre que laços fortes entre pais e filhos adolescentes estejam associados a melhores indicadores de saúde em jovens adultos. Mãe e filha adolescente: bom relacionamento influi nos indicadores de saúde anos mais tarde Tawny Nina Botha para Pixabay O levantamento foi realizado pelo Children´s Hospital of Philadelphia, nos EUA, a partir dos dados de mais de 10 mil adolescentes, entre 12 e 17 anos, que participaram de um estudo por mais de uma década. Ao aceitarem cooperar com o trabalho, os jovens responderam sobre questões como a qualidade de comunicação com os pais, carinho e acolhimento em casa, tempo passado em família e expectativas acadêmicas. Quando chegaram à faixa entre 24 e 32 anos, foram convidados a relatar sobre seu nível de estresse, depressão e otimismo, além do uso de substâncias tóxicas e outros indicadores de saúde. Comparando o antes (adolescência) e o depois (fase adulta) do grupo, aqueles que havia relatado maior satisfação no relacionamento com os pais eram os que apresentavam um quadro mais positivo de saúde. Um outro estudo, apresentado no Congresso Europeu de Psiquiatria, mostrou que, quanto mais traumática é a infância, maior a chance de essa criança se tornar um adulto com problemas para lidar com a raiva. O transtorno explosivo intermitente (TEI) é uma condição psicológica que se caracteriza por explosões de raiva e comportamentos agressivos, durante os quais o indivíduo não controla seus impulsos violentos, podendo partir para a agressão física ou para a destruição de objetos . Pesquisadores holandeses entrevistaram pessoas entre 18 e 65 anos sobre sua infância e experiências traumáticas, que iam da perda dos pais a abusos físicos, emocionais ou sexuais. Os relatos correspondiam a diagnósticos de ansiedade, depressão, agressividade. A psicóloga e professora da Leiden University Nienke De Bles, líder do time, afirmou: “Descobrimos que pessoas ansiosas ou deprimidas, com um histórico de negligência emocional e abuso físico ou psicológico, tinham uma chance aumentada entre 1.3 a 2 vezes de apresentar problemas de raiva ou de comportamento antissocial. Isso pode tornar dificultar bastante as interações interpessoais. São indivíduos que também costumam interromper o tratamento psiquiátrico, o que reduz suas possibilidades de bem-estar”.

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Investimento do turismo em inclusão seria benéfico para todos
Saúde & Ciência

Investimento do turismo em inclusão seria benéfico para todos

📅 06/04/2023, 09:01

“Será que eu consigo fazer essa viagem? As acomodações serão acessíveis? Minhas restrições alimentares serão respeitadas?”. Questões desse tipo podem afligir cerca de 20% dos habitantes do planeta que, segundo a Organização Mundial da Saúde, têm algum tipo de doença crônica: diabetes, problemas cardíacos, câncer ou distúrbios mentais. Além disso, o envelhecimento da população mundial traz desafios, como limitações físicas ou situações de declínio cognitivo, e diagnósticos de ansiedade e depressão têm sido cada vez mais frequentes. No final das contas, as dificuldades inviabilizam a oportunidade de conhecer novos lugares, povos e costumes. Turistas em viagem: envelhecimento da população mundial traz desafios para o setor, como limitações físicas ou situações de declínio cognitivo Mircea Iancu por Pixabay Se o setor de turismo se dispusesse a abraçar a causa desse enorme contingente, o resultado seria benéfico para todos. Para o segmento, um aumento significativo de receita e consumidores fiéis; para as pessoas, melhora do sentimento de pertencimento e autoestima. Foi com base nessa premissa que pesquisadores de diferentes áreas da Edith Cowan University (Austrália) – direito, negócios e medicina de precisão – criaram o conceito da “terapia de viagem” (“travel therapy”), no qual o turismo passa a ser encarado como um meio de melhorar o bem-estar e a saúde mental. Para o professor Jun Wen, a indústria turística deveria se engajar em garantir o suporte necessário para que pessoas física ou mentalmente vulneráveis se sentissem acolhidas: “Boa parte até consegue viajar, mas há momentos nos quais as vulnerabilidades ficam expostas e demandam cuidados extras. Trata-se de um mercado importante e ignorado”. De acordo com o estudo, publicado no “International Journal of Contemporary Hospitality Management”, diversas iniciativas ajudariam a tornar o setor mais inclusivo, passando por acomodações, alimentação, transporte, entretenimento, sempre considerando a possibilidade de esses viajantes dependerem de um cuidador. Wen afirma que educação e conscientização são fundamentais: “é preciso treinar a mão de obra e criar manuais padronizados que atendam às necessidades de pessoas com algum tipo de limitação. Há também espaço para a criação de produtos turísticos para segmentos específicos, como indivíduos portadores de distúrbios como ansiedade e até demência”.

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Menopausa precoce e demora em iniciar reposição hormonal podem aumentar risco de Alzheimer
Saúde & Ciência

Menopausa precoce e demora em iniciar reposição hormonal podem aumentar risco de Alzheimer

📅 04/04/2023, 09:01

Embora já tenha escrito sobre isso diversas vezes, sempre me assusto com a informação: dois terços dos pacientes de Doença de Alzheimer são mulheres! A entrada no climatério, a fase que abrange a transição do período reprodutivo para o não reprodutivo, pode ser uma das chaves para mudar esse quadro. Afinal, é quando a produção do estrogênio cai, impactando o organismo como um todo. Mulher de meia-idade: demora em iniciar reposição hormonal pode aumentar risco de Alzheimer Zachosine para Pixabay Além de aumentar o risco cardiovascular e de desenvolvimento de osteoporose, a longa lista dos sintomas que antecedem a menopausa inclui ondas de calor, fadiga, confusão mental, mudança de humor, insônia, ansiedade – o cérebro não fica de fora neste cenário de hipoestrogenismo, o termo técnico para a diminuição da quantidade do hormônio. Um novo estudo, realizado por pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts, lança luz sobre a relação entre a idade da menopausa, a utilização de terapia hormonal da menopausa (popularmente conhecida como reposição hormonal) e o Alzheimer. Primeiro, é bom lembrar que a menopausa é uma espécie de marco: o diagnóstico se dá quando a mulher passa 12 meses sem menstruar. A partir daí, estamos na pós-menopausa. Os resultados, publicados ontem na revista científica “JAMA Neurology”, indicam que a menopausa precoce, que ocorre antes dos 40 anos, ou devido a uma cirurgia antes dos 45, é um fator de risco para demência. E mais: esse risco não foi detectado naquelas que se submeteram à reposição assim que pararam de menstruar. “A terapia hormonal é o meio mais confiável para amenizar os sintomas da menopausa mas, nas últimas décadas, não se sabia exatamente que efeito causava no cérebro. Descobrimos que altos níveis da proteína tau, envolvida no processo do Alzheimer, só foram observados em mulheres que começaram a fazer reposição hormonal tardiamente, ou seja, cinco anos depois da menopausa. A ideia de que o acúmulo dessa proteína pode estar associado a uma terapia hormonal tardia e ao desenvolvimento do Alzheimer é um grande achado”, afirmou a pesquisadora Rachel Buckley, do departamento de neurologia da instituição. Há duas décadas, o estudo conhecido como Women´s Health Initiative apontou que a reposição hormonal estava ligada a uma incidência duas vezes maior de demência entre mulheres acima dos 65 anos. Desde então, tal informação fez com que muitos médicos deixassem de prescrever o tratamento para suas pacientes. No entanto, o que chama a atenção no trabalho recém-divulgado é o risco da reposição feita com atraso, bem depois da menopausa. Buckley e seus colegas usaram imagens de tomografias por emissão de pósitrons (PET em inglês) para avaliar como a presença das proteínas beta-amiloide e tau, relacionadas com o Alzheimer, estava associada à idade e à terapia hormonal, como explicou a médica JoAnn Manson, coautora do artigo: “Quando se trata de terapia hormonal, o timing é tudo. A reposição, se iniciada de forma precoce, não apenas protege contra a doença cardiovascular e preserva as funções cognitivas. Ela também não provoca o acúmulo de proteína tau”.

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Cinco coisas que você precisa saber sobre a disfunção erétil
Saúde & Ciência

Cinco coisas que você precisa saber sobre a disfunção erétil

📅 02/04/2023, 09:01

Recentemente descobri o podcast Butts & Guts, apresentado pelo cirurgião Scott Steel, da Cleveland Clinic, nos Estados Unidos, que aborda temas ligados à região pélvica. Ali estão todos os órgãos das funções sexuais e reprodutivas, assim como os sistemas urinário e intestinal, ou seja, o leque de temas é quase inesgotável. Selecionei trechos do papo do doutor Steele com o urologista Peter Bajic sobre disfunção erétil, que abordou como mudanças no estilo de vida podem até melhorar essa condição que assusta tanto os homens. O médico Scott Steele, que apresenta o podcast “Butts & Guts” Divulgação 1. O que é a disfunção erétil: o doutor Bajic diz que se trata da incapacidade de conseguir uma ereção ou sustentá-la durante o ato sexual – que, na verdade, são duas coisas diferentes. O médico afirma que há nuances entre uma situação e outra, porque a atividade sexual pode ter penetração ou não. “Se o homem se incomoda com uma rigidez insuficiente do seu pênis, é porque tem um quadro de disfunção erétil, que afeta cerca de 50% dos homens a partir dos 50 anos”. 2. Fatores de risco: hipertensão, índices altos de colesterol, diabetes, tabagismo, todos são agentes responsáveis por endurecer e estreitar as artérias e reduzir o fluxo sanguíneo para o pênis, dificultando que ele enrijeça. “Dieta alimentar equilibrada e atividade física previnem e influenciam esses fatores de risco. Há diferentes graus de disfunção erétil, mas há evidências científicas de que, para homens que apresentaram um quadro precoce do distúrbio, treinos cardiovasculares de 45 minutos, três vezes por semana, podem, em alguma medida, reverter o quadro de restrição no fluxo sanguíneo e melhorar as ereções”. 3. Ciclismo provoca disfunção erétil? Para o doutor Bajic, é mais mito do que verdade. Mas ele faz uma ressalva: para alguns homens, o esporte pode levar a algum tipo de comprometimento dos músculos do assoalho pélvico que contribuiria para tal condição. “Há mecanismos que ainda não compreendemos totalmente sobre a relação entre pedalar por longas jornadas e seu impacto nas ereções. No entanto, para a maioria, é uma questão de fluxo sanguíneo, que não é influenciado por onde você fica sentado”. 4. Disfunção erétil e infarto: há um volume consistente de dados sugerindo que ela antecede um infarto em cerca de cinco anos. “Na maioria dos casos, a disfunção erétil está relacionada a um problema no fluxo sanguíneo que, por sua vez, está associado à doença cardiovascular”. Para entender melhor: para ficar duro, o pênis depende, essencialmente, de duas artérias cujo diâmetro é de menos de um milímetro, e são justamente os vasos mais estreitos os primeiros a serem afetados pela doença cardiovascular. Quando as coronárias, que são vasos de maior calibre, são atingidas, provavelmente a disfunção erétil já se manifestou anos antes. 5. Testosterona: um equívoco comum dos homens é de que baixos níveis de testosterona são a principal provoca a disfunção erétil. O declínio na produção do hormônio pode contribuir, mas não é a causa mais frequente. O urologista alerta sobre anúncios enganosos e aconselha uma conversa franca com um médico, seja clínico geral ou urologista, para uma avaliação completa.

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Instituto dá aulas de balé para 50 mais de baixa renda
Saúde & Ciência

Instituto dá aulas de balé para 50 mais de baixa renda

📅 30/03/2023, 09:02

A personal trainer Amanda Costa, que integrou a seleção brasileira de handebol nos anos de 1990, gosta de se apresentar como especialista em mudança de comportamento através da atividade física. Funciona muito bem para seus alunos, e milhares de seguidores nas redes sociais, mas especialmente para os idosos que participam do programa Envelhecer Sustentável, uma das frentes do Instituto Sempre Movimento, organização que criou em 2020, pouco antes da pandemia. “Foi na raça, volúpia minha”, brinca ao explicar que não esperou ter patrocínio para iniciar o projeto, e usa a própria trajetória como exemplo da força transformadora do esporte: Amanda Costa, criadora do Instituto Sempre Movimento Divulgação “Eu vim de uma comunidade carente, vivia num ambiente de grande vulnerabilidade social. Morava em Bangu, na Zona Oeste do Rio, ao lado do presídio. O esporte me salvou, agora quero devolver isso para a sociedade.” Diante do cenário de isolamento obrigatório, os voluntários – que chama de “responsáveis”, tal o nível de comprometimento do time – distribuíram máscaras, álcool gel e fizeram a desinfecção de instituições de longa permanência, beneficiando 13 mil idosos. Foi ali que a ideia de criar um programa remoto de atividade física para os residentes desabrochou, e hoje em dia está aberto para pessoas de baixa renda acima dos 50 anos. A inscrição é feita pelo WhatsApp (11 94313-6516) e, de saída, serve para aumentar os conhecimentos digitais dos participantes, quando os instrutores ensinam aos alunos como assistir às aulas on-line. Atualmente há 65 inscritos, de diferentes regiões do país, como explica Amanda: “Temos treino funcional e nos preocupamos em prevenir as quedas, mas também há alongamento, ioga, meditação e balé. Os professores são nomes de referências em suas áreas, não queremos dar migalhas. E os encontros ainda ajudam na socialização”. Aula remota inclui ioga e balé para os 50 mais Divulgação As aulas de balé são as mais recentes na grade e têm feito aflorar emoções. Conquistaram até os homens, embora alguns desliguem a câmera para não serem “flagrados” reproduzindo os movimentos da professora Andréa Duarte, que conta: “Para quem dizia que seria difícil, sempre respondi que dá para fazer aula de balé na cadeira! Uma das alunas me disse que via a patroa levar as filhas para o balé, mas nunca imaginou que poderia fazer o mesmo. Muitas das mulheres já aparecem de batom, mais enfeitadas e cheias de vida. A magia aconteceu”. Amanda criou uma parceria com o Laboratório de Fisiologia do Exercício e Envelhecimento e o Hospital Universitário da USP, para ter indicadores sobre a evolução dos participantes, e sonha em abrir um espaço para atendimento presencial numa unidade básica de saúde: “tenho inclusive um lugar em mira, a unidade Paulo VI, no Butantã, em São Paulo, que atende a 4.800 idosos. Exercitar-se é cura e ressignifica a velhice”.

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Estudo da Unicamp cria sensor de baixo custo capaz de auxiliar no diagnóstico precoce de Parkinson
Saúde & Ciência

Estudo da Unicamp cria sensor de baixo custo capaz de auxiliar no diagnóstico precoce de Parkinson

📅 28/03/2023, 10:18

A Doença de Parkinson afeta a capacidade do cérebro de controlar os movimentos, levando a tremores, rigidez muscular, lentidão de movimentos e alterações de marcha e equilíbrio StockSnap para Pixabay Um estudo da Unicamp desenvolveu um sensor com potencial para mensurar a taxa da proteína ligada à doença de Parkinson no sangue. Criado a partir de uma impressora 3D, a ferramenta foi projetada para ter preço acessível, auxiliar no diagnóstico precoce e antecipar tratamentos, afirmam os pesquisadores. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram "Esse trabalho vem de uma longa data. A ideia era tentar fazer um sensor que fosse barato, fácil de produzir e que desse pra fazer, por exemplo, em escala", afirma o professor do Departamento de Química Inorgânica da Unicamp Juliano Bonacin, que foi o supervisor da pesquisa. Segundo o pesquisador, a expectativa é que o sensor eletroquímico seja simples tanto quanto um medidor de glicose (conhecido como glicosímetro) - que auxilia diabéticos no controle da doença. A pesquisa foi publicada na edição de 27 de janeiro da revista científica Sensors and Actuators B: Chemical. Os testes desenvolvidos nesta etapa utilizaram plasma sanguíneo in vitro. Bonacin afirma que o próximo passo é iniciar testes em pessoas. Para isso, os pesquisadores do Instituto de Química da Unicamp buscam parcerias com universidades com cursos de medicina. A doença de Parkinson afeta a capacidade do cérebro de controlar os movimentos, o que gera tremores, rigidez muscular, lentidão de movimentos e alterações de marcha e equilíbrio. Como funciona o sensor O equipamento pode medir a concentração da proteína PARK7/DJ-1 no sangue. A quantidade média dessa proteína em pacientes diagnosticados com Parkinson fica entre 9 microgramas por litro (μg/L) e 30 μg/L. O sensor eletroquímico da Unicamp foi capaz de detectar a proteína em três níveis de concentração a partir do plasma sanguíneo: 30 μg/L, 40 μg/L e 100 μg/L. A ferramenta foi construída basicamente com um filamento de ácido polilático e com grafeno como material condutor. Três eletrodos foram impressos em plástico com tecnologia 3D. É a partir disso que a taxa da proteína é mensurada. O pesquisador reforça que a taxa de proteína é uma característica que deve ser associada a outras para que o diagnóstico, sempre de responsabilidade de médicos, seja fechado. "Esse é um primeiro passo, mas a ideia de tentar desenvolver uma plataforma que pudesse analisar mais biomarcadores ao mesmo tempo", previu o pesquisador. Facilidade de produção Bonacin explica que o grupo de pesquisadores utilizou impressora 3D porque é uma tecnologia difundida. "Se eu consigo fazer isso no meu laboratório, poderia facilmente replicar para outros laboratórios pelo país afora. Então essa seria a nossa ideia, fazer uma desenvolver uma tecnologia que fosse muito fácil de produzir em escala". "A ideia era tentar desenvolver uma plataforma que pudesse gerar exames na hora e que a gente pudesse achar alguns marcadores pra determinadas doenças. A gente pudesse, em um exame de rotina, pegar uma potencialidade de doença ou uma doença no estágio inicial", completou. A pesquisa, que teve apoio da Fapesp em parte do processo, tem como autora a pós-doutoranda pelo Instituto de Química da Unicamp Cristiane Kalinke. Doença de Parkinson tem cura? A doença de Parkinson atinge 1 a 2% da população mundial acima dos 65 anos e aumenta com a idade, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, estima-se que 200 mil pessoas tenham Parkinson. O Parkinson é uma doença neurológica, que afeta os movimentos da pessoa. Ocorre por causa da degeneração das células que produzem a dopamina, que conduz as correntes nervosas (neurotransmissores) ao corpo. A falta ou diminuição da dopamina afeta os movimentos, provocando sintomas como tremores, rigidez muscular, desequilíbrio. A doença não tem cura, mas os tratamentos disponíveis garantem o mínimo de qualidade de vida para os pacientes. Entre as terapias disponíveis estão: remédios, cirurgia e atendimento multidisciplinar, que podem fornecer alívio e melhorar a qualidade de vida do paciente. VÍDEOS: saiba tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas

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Estudo com um milhão de mulheres aponta a tomossíntese como o exame mais eficiente para detectar o câncer de mama
Saúde & Ciência

Estudo com um milhão de mulheres aponta a tomossíntese como o exame mais eficiente para detectar o câncer de mama

📅 28/03/2023, 09:01

Estudo feito com mais de um milhão de mulheres mostrou que, embora a maioria se submeta a mamografias para rastrear o câncer de mama, um outro exame é mais eficiente para atingir esse objetivo. Trata-se da tomossíntese, ou mamografia 3D, que também é um método de imagem, mas com tecnologia avançada, na qual é possível “fatiar” a mama, permitindo uma avaliação eficaz – a visualização é tridimensional, fornecendo imagens de 1 mm de espessura reconstruídas num processo semelhante ao da tomografia computadorizada. No Brasil, o câncer de mama é o de maior incidência entre as mulheres. O Instituto Nacional de Câncer estima uma média de 70 mil novos casos por ano. Tomossíntese: exame mais eficiente para detectar o câncer de mama Elías Alarcón para Pixabay Embora a mamografia seja o procedimento padrão, a tecnologia da tomossíntese consegue capturar múltiplas imagens de diferentes ângulos, sendo especialmente indicada para quem tem mamas muito densas e heterogêneas. Foram compiladas informações de cinco grandes sistemas de saúde dos Estados Unidos, que somavam um total de mais de um milhão de pacientes, entre 40 e 79 anos, que se submeteram a mamografias ou tomossínteses entre janeiro de 2014 e dezembro de 2020. “O estudo foi muito amplo, porque a maioria fez pelo menos dois exames nesse período, ou seja, é um total de mais de 2 milhões de imagens”, explicou a médica Emily Conant, professora da University of Pennsylvania e coautora da pesquisa. A tomossíntese conseguiu detectar o câncer numa proporção maior: 5,3 casos em mil, enquanto a mamografia ficou em 4,5 em mil. O número de falsos positivos também foi menor, assim como a necessidade de exames complementares. O trabalho foi divulgado no meio do mês na revista “Radiology”, uma publicação da Sociedade Radiológica da América do Norte. O ginecologista e mastologista Augusto Rocha, que foi professor da faculdade de medicina da UFRJ por 30 anos, indica a tomossíntese para suas pacientes, embora reconheça que, no cenário em que vivemos, a mamografia 2D “continua sendo a opção possível e eficiente”. Ele afirma que, nos EUA, 80% dos centros de diagnóstico já utilizam esse exame: O ginecologista e mastologista Augusto Rocha: “além de aumentarmos o número de casos diagnosticados entre 20% e 25%, reduzimos os complementos de imagem” Acervo pessoal “Além de aumentarmos o número de casos diagnosticados entre 20% e 25%, reduzimos os complementos de imagem. Com isso, a carga de radiação levemente maior da tomossíntese termina sendo menor do que quando é preciso fazer exames complementares para avaliar melhor as imagens da mamografia digital em 2D. A não aprovação pelos planos de saúde e implementação no serviço público têm a ver com o custo do equipamento, que fica de 30% a 40% acima do tradicional, mas também com a necessidade de treinamento de mão de obra. Os próprios mastologistas devem se aprimorar para interpretar as imagens.” Em 2022, outro estudo, publicado na conceituada “Lancet Oncology”, já apontava as vantagens da tomossíntese. Pesquisa conduzida pela Universidade de Munster, na Alemanha, rastreou 99 mil mulheres entre 50 e 69 anos, de julho de 2018 a dezembro de 2020. As pacientes foram designadas aleatoriamente para realizar um dos dois exames e a tomossíntese detectou 48% mais tumores invasivos do que a mamografia. No entanto, por aqui, o método só está disponível em alguns centros de diagnóstico e hospitais particulares, além de hospitais públicos especializados, como o Inca e o Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da USP. O procedimento, que custa entre R$ 600 e R$ 800, não é coberto pela maioria dos planos de saúde.

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Um restaurante onde as avós são as estrelas
Saúde & Ciência

Um restaurante onde as avós são as estrelas

📅 26/03/2023, 09:00

Maria Gialanella, de 88 anos, há uma década na cozinha da Enoteca Maria Divulgação: Cortesia da Enoteca Maria Recentemente, a chef Roberta Sudbrack postou em rede social que procura mão de obra sênior para seu novo empreendimento gastronômico: o Da Roberta, bar de comida em rua em Botafogo, na Zona Sul carioca. Para vagas na cozinha e no salão, um convite: “se você já passou dos 40, 50, 60, 70, 80, é você que estamos procurando!”. No livro “Um tal cheiro de ambrosia”, que lançou ano passado, fez uma homenagem póstuma à avó, Iracema, que é sua maior inspiração. Roberta não está sozinha em incensar a figura da avó. Na Enoteca Maria, um pequeno restaurante para 30 pessoas em State Island (Nova York) e que funciona apenas de sexta a domingo, 27 “nonnas” são a atração do lugar. A cantina tem um cardápio italiano, mas avós de diferentes países se revezam e preparam pratos de suas terras natais. Da Algéria à Grécia, da Argentina à Síria, passando pelo Brasil, as receitas dessas mulheres encantam os fregueses. O conceito é simples: feita com amor, a comida da vovó é sempre mais gostosa. A maioria das “chefs” visitantes cozinha uma vez por mês, outras são assíduas. Maria Gialanella, de 88 anos, por exemplo, coleciona elogios há uma década. Quem acessa o site do restaurante pode conferir o calendário e saber quem vai comandar as panelas. No dia 31, por exemplo, “nonna” Fatma, da Turquia, será a estrela da noite; no dia 1º. de abril, “nonna” Carmen, da Argentina; no dia 8, “nonna” Rosa, do Peru. Também é possível ter aulas para aprender seus segredos culinários e, para quem não tem como visitar o local, há um livro virtual para compartilhar fotos e receitas. A "nonna" brasileira Lucia de Fátima: rabada e camarão na moranga estão entre os pratos mais pedidos Acervo pessoal A mineira Lucia de Fátima Amaral Álvares Dutra, de 58 anos, está nos EUA há mais de 20 anos, para onde se mudou com o marido e os três filhos – a família cresceu e hoje ela tem cinco netos. Dois anos antes da pandemia, fez um teste e virou uma “nonna”, experiência que adora: “Faço dois pratos na minha noite e os mais apreciados são rabada, camarão na moranga e frango com quiabo e polenta. O ambiente é muito bom e os clientes elogiam bastante. No Natal, fazemos uma grande confraternização e cada ‘nonna’ leva um prato típico do seu país”. Jody Scaravella abriu o restaurante em 2007 querendo homenagear a mãe, Maria, cujo nome batizou o lugar, a avó e a irmã, todas falecidas. No começo, apenas avós italianas complementavam o menu da casa mas, a partir de 2015, a iniciativa foi ampliada e passou a se chamar “Nonnas of the world” (“Avós do mundo”). Por e-mail, conversou com o blog: “Muitas senhoras ficaram viúvas e seus filhos se mudaram para outros lugares. Serem reconhecidas por seu trabalho no restaurante lhes dá um propósito. Para mim, não se trata de um negócio, e sim de aumentar a consciência sobre a diversidade cultural”. Roberta Sudbrack: convite para a mão de obra sênior Divulgação Roberta Sudbrack diz que admira o projeto das “nonnas” e pretende jantar lá assim que puder. A chef lida com equipes intergeracionais há algum tempo e lembra que, até os 95 anos, a avó tinha uma energia admirável. No restaurante Sud, o Pássaro Verde, o time reúne gente dos 20 aos 70 anos, como explica: "Adoro trabalhar com pessoas jovens, assim como com as mais velhas. Cada uma tem um jeito diferente de somar e contribuir”. Sempre tive um grande carinho pelos idosos. Com a partida da vó Iracema, me senti meio órfã e aproveito todas as oportunidades que tenho para estar perto dessas pessoas, para ouvir e aprender. É claro que temos que ter o cuidado de entender os limites de cada um, e saber cuidar uns dos outros, mas isso torna tudo mais humano e afetivo, o que é fundamental!”.

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Doença grave e morte afetam saúde física e mental dos cônjuges
Saúde & Ciência

Doença grave e morte afetam saúde física e mental dos cônjuges

📅 23/03/2023, 09:00

Reuni duas pesquiss que jogam luz sobre o impacto que uma doença grave ou o falecimento de uma pessoa tem sobre o cônjuge, não só interferindo em seu equilíbrio mental, como também representando um risco de morte prematura. Estudo realizado com mais de 900 mil dinamarqueses acima dos 65 anos, entre 2011 e 2016, mostrou que 8,4% (cerca de 77 mil deles) enfrentaram a dor de perder marido ou mulher. Foi observado o aumento do risco de morte no primeiro ano de viuvez e os homens entre 65 e 69 anos eram os mais afetados. Em comparação com os valores de referência, o índice de mortalidade crescia 70% entre os homens dessa faixa etária cujas esposas morriam, mantendo-se elevado pelos seis anos seguintes. Entre as mulheres, o aumento da mortalidade ficava em 27%, equiparando-se à média um ano depois. O trabalho foi publicado ontem na revista científica PLoS One. Doença e morte afetam saúde física e mental do cônjuge Gerd Altmann para Pixabay A morte do cônjuge é considerada por especialistas como um dos eventos de maior estresse que se pode experimentar, sendo capaz de comprometer o equilíbrio físico e mental. De um modo geral, as mulheres são mais conectadas socialmente do que os homens e tecem redes de proteção e apoio, o que pode explicar sua resiliência diante da dor. Doenças graves também representam um pesado ônus para a saúde mental dos parceiros, provocando distúrbios psiquiátricos relevantes. Esse foi resultado de pesquisa realizada na Dinamarca e Suécia e publicada no começo do ano na revista científica JAMA Network Open. Foram avaliados cônjuges de 546 mil pacientes com câncer e outros 2.7 milhões que conviviam com pessoas saudáveis. Nesse universo de mais de 3 milhões de indivíduos, 6.9% de maridos e esposas de alguém acometido pela doença desenvolveram distúrbios psiquiátricos, enquanto o percentual ficou em 5.6% no segundo grupo. O câncer envolve diversas etapas, todas carregadas de angústia: o momento do diagnóstico, o tratamento e seus efeitos adversos, despesas inesperadas e, eventualmente, a progressão da doença e um desfecho desfavorável. Há estudos que sugerem que os cônjuges podem apresentar mais sintomas de ansiedade e depressão que o próprio paciente, até porque, na maioria das vezes, se transformam nos principais cuidadores de seus entes queridos. E são de importância ímpar: há trabalhos que mostram que quem é casado tem uma taxa de sobrevivência maior do que os que vivem sós. Os resultados apontam para a necessidade de acolhimento e grupos de suporte nessa fase durante a qual nos encontramos tão vulneráveis.

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'A saúde social deve ter o mesmo status da saúde física', diz médica
Saúde & Ciência

'A saúde social deve ter o mesmo status da saúde física', diz médica

📅 21/03/2023, 09:00

Homem e mulher em frente a moradia depois de enchente: determinantes sociais afetam a saúde Rafael Urdaneta Rojas para Pixabay O nome é comprido: determinantes sociais de saúde (SDOH em inglês) e vem ganhando cada vez mais espaço nas discussões de políticas públicas para a população. Trata-se do conjunto de fatores relevantes para o bem-estar de um indivíduo, englobando segurança financeira; acesso a educação e saúde; a moradia e seu entorno; o contexto social. Exemplos não faltam: como receitar um medicamento que necessite de refrigeração se a pessoa não tem geladeira ou vive num local com frequentes interrupções de energia? Como recomendar que o paciente caminhe e faça exercícios se ele mora numa área violenta? Esse foi o tema de um seminário on-line que acompanhei no dia 9 de março, cuja estrela foi Nichola Davis, professora da faculdade de medicina da New York University. Ela coordena o sistema público hospitalar da região – o maior do país – e diz que vivemos um momento crucial no exercício da medicina: “A saúde social deve ter o mesmo status da saúde física. Exames e diagnósticos respondem por 20% do tratamento, o restante está atrelado a determinantes sociais”. Nichola Davis: professora da faculdade de medicina da New York University Divulgação Nichola defende que a atuação do médico seja ampliada, de forma que ele também investigue o perfil social de seus pacientes, mas afirma que o sistema de saúde não pode se limitar a identificar as necessidades: “precisamos dar suporte para que as pessoas encontrem caminhos para diminuir sua insegurança alimentar, ou tenham acesso a apoio legal para conseguir benefícios”. A assistente social Erin McAleer, diretora do Projeto Bread, se dedica a combater a fome que, segundo ela, atinge 21% das famílias no rico estado de Massachusetts, onde atua: “Um problema sistêmico demanda uma solução sistêmica. Por exemplo, despensas ou bancos de alimentos em hospitais públicos”. Erin lembrou a trajetória da mãe, que deu fim a um casamento abusivo e criou três filhos sozinha: “depois de pagar o aluguel e as contas, às vezes faltava dinheiro para o supermercado. Eu gostaria que, há 35 anos, o serviço de saúde nos perguntasse sobre os desafios que enfrentávamos para nos alimentar”. Caroline Fichtenberg, da University of California, San Francisco: “é preciso investir em pessoas” Reprodução Caroline Fichtenberg é professora da University of California, em San Francisco, e diretora de uma rede que pesquisa e avalia intervenções sociais (Social Interventions Research and Evaluation Network). Sua proposta é atuar em quatro frentes, sendo que o mais urgente é investir em mão de obra qualificada: “Os trabalhadores do sistema de saúde deveriam ajudar os pacientes a realizar as conexões para suprir suas necessidades. Os problemas vão da falta de documentos à dificuldade de lidar com a tecnologia. Sabemos que lidar com indivíduos que enfrentam grandes dificuldades é fator de estresse e burnout para a equipe. Poder ajudar mais efetivamente melhorará o ambiente de trabalho”. Um outro passo importante seria integrar os dados da saúde, para que profissionais de diferentes setores possam compartilhar informações. Isso possibilitaria a criação de soluções personalizadas para cada caso. A terceira frente seria aumentar a integração com a comunidade: “temos que criar pontes que facilitem o endereçamento de questões como a falta de moradias ou bancos de alimentos”. Por último, ela apela para que ninguém tente “reinventar a roda”: “já dispomos de informações e expertises de sobra, agora é hora de criar alianças”. Seth Berkowitz, professor associado da faculdade de medicina da University of North Carolina, enfatizou que, embora o sistema de saúde tenha avançado bastante no campo da prevenção, se limita a responder às condições existentes: “ainda estamos mitigando problemas, sem reformular nada. E precisamos ser humildes e ouvir as pessoas para entender qual é a melhor forma de ajudá-las”.

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O que você precisa saber sobre a púrpura senil (e dez dicas de cuidados com a pele madura)
Saúde & Ciência

O que você precisa saber sobre a púrpura senil (e dez dicas de cuidados com a pele madura)

📅 19/03/2023, 09:00

O nome assusta, mas não se trata de nada grave. A púrpura senil se caracteriza pelo aparecimento de manchas arroxeadas, principalmente nas mãos e nos antebraços, resultantes de pequenas hemorragias. Elas ocorrem por uma combinação de fatores associados ao envelhecimento: a atrofia do tecido cutâneo e a fragilidade vasos sanguíneos, como explica o doutor Luiz Gameiro, assistente do departamento de dermatologia geriátrica da Sociedade Brasileira de Dermatologia e médico colaborador da Unicamp: O dermatologista Luiz Gameiro: ressecamento da pele é uma das queixas mais comuns entre idosos Divulgação “O colágeno é uma proteína fundamental para a resistência da pele, que sofre duplamente com o envelhecimento: ao mesmo tempo em que vai se degradando, devido à exposição ao sol ao longo dos anos e a fatores como o tabagismo, há uma diminuição da sua produção. Além disso, medicamentos como a cortisona, utilizada por pacientes com reumatismo ou asma, afinam a pele. Sem a sustentação de antes, os vasos sofrem rompimentos”. O quadro resulta de uma insuficiência cutânea crônica que, apesar da aparência nem sempre agradável, não é preocupante. Esse “extravasamento” de sangue pode ficar contido na derme, e apenas colorir a pele num tom entre o vermelho e o roxo, ou aflorar. Deve-se procurar atendimento médico se o sangramento não parar, diz o dermatologista: “No entanto, não é o caso de se dar ponto no local do rompimento e, de maneira alguma, cobrir com esparadrapo, porque a pele já está muito frágil. O correto é usar compressas frias, ou gaze umedecida com soro fisiológico, colocando uma atadura para curativo por cima”. O hematoma também é considerado uma púrpura, mas normalmente acontece quando uma pancada rompe um vaso de calibre grande – por isso está associado a um trauma acompanhado de inchaço. Cuidar da pele para mantê-la saudável é trabalho para a vida toda: inclui boa alimentação, beber bastante água, sono de qualidade, hidratação e proteção contra o sol. Pedi ao doutor Gameiro, que tem um canal de vídeos sobre temas ligados à dermatologia, conselhos para cuidar da pele madura. Aqui vão dez dicas: O ressecamento da pele, que provoca prurido (coceira), é uma das queixas mais comuns entre idosos. Deve-se evitar o banho quente, ou então diminuir sua duração para algo entre 3 e 5 minutos. Dar preferência a sabonetes suaves, à base de glicerina, e não utilizar buchas ou esponjas, que são abrasivas. Secar o corpo sem esfregá-lo vigorosamente com a toalha, para não irritar a pele. Os cremes de hidratação mais indicados são os para pele sensível ou seca. Optar por produtos sem fragrância, porque disparam processos alérgicos. No caso de algum tipo de alergia nas axilas, a recomendação vale também para desodorantes. Caprichar na higiene dos pés, com atenção especial para a região entre o último e o penúltimo dedo, onde o surgimento de frieiras é frequente: elas podem ser a porta de entrada para infecções. O autoexame é importante para detectar o câncer de pele em áreas muito expostas ao sol: uma ferida que não cicatriza, uma espinha que não sara ou uma casquinha persistente por mais de dois meses são sinais de alerta, principalmente se houver dor e sangramento. Idosos sentem menos sede, crie um sistema para não esquecer de se hidratar. Homens calvos devem usar boné ou chapéu sempre que saírem. O organismo precisa do sol forte do meio do dia para sintetizar vitamina D, mas expor-se pode ser um fator de risco. A saída é conversar com o médico sobre a necessidade de suplementação. A Sociedade Brasileira de Dermatologia disponibiliza uma cartilha sobre os cuidados com a pele da pessoa idosa que pode ser acessada neste link.

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Cinco partes do corpo que não podemos ignorar depois dos 50
Saúde & Ciência

Cinco partes do corpo que não podemos ignorar depois dos 50

📅 16/03/2023, 09:00

Quem passou dos 40 ou está na casa dos 50 sabe que, a partir da meia-idade, o ideal é fazer um check-up anual que inclua uma bateria de exames. No entanto, a maioria se preocupa, basicamente, com o coração e os níveis de colesterol e glicose no sangue. Já é um ótimo começo, mas algumas partes do nosso corpo costumam não merecer a atenção que merecem. Aqui eu listo cinco delas, que se tornam mais vulneráveis com o envelhecimento: Pés: depois dos 50 anos, após décadas de negligência, é comum que as pessoas sintam dores e tenham problemas Eutonia para Pixabay Os olhos: Mesmo quem tem uma visão perfeita deve fazer um check-up oftalmológico anual. Há doenças cuja incidência aumenta com a idade, como glaucoma (principal fator de cegueira irreversível no mundo), catarata, degeneração macular, retinopatia diabética e descolamento da retina. Pacientes diabéticos integram um grupo de risco não só para a retinopatia: a hiperglicemia é comprovadamente um fator desencadeante da catarata. Dentes e gengivas: Já publiquei diversas colunas sobre a importância da saúde oral para o organismo. Adultos que sofrem de periodontite, infecção severa que ataca as gengivas – e depois os ossos que sustentam os dentes – têm risco aumentado para hipertensão. Uma boca doente é uma espécie de “berçário” de agentes inflamatórios que podem se espalhar pela corrente sanguínea. A produção da saliva, que tem papel relevante na limpeza da cavidade oral, diminui depois dos 50, situação que se agrava com os efeitos colaterais de medicamentos como antidepressivos, diuréticos e anti-hipertensivos. Nesse caso, caprichar na hidratação e higiene, não fumar, evitar bebidas alcoólicas e alimentos condimentados. Os pés: Normalmente, a gente só lembra deles quando começam a doer. Depois dos 50, isso é cada vez frequente, após décadas de negligência. Use um creme hidratante e aproveite para massagear a região. As unhas ficam mais frágeis e têm que ser aparadas com atenção, em linha reta e sem aprofundar nos cantos, para não encravarem. Mulheres, descartem os instrumentos de tortura de bico fino e salto alto que estão no armário. Sapatos confortáveis e estáveis devem ter a base larga, para acomodar o pé, e os dedos não podem ficar apertados. Experimente modelos até dois números acima do seu e surpreenda-se com a sensação de conforto. Quadris e joelhos: Para o médico Neil Cobelli, do Montefiore Medical Center, em Nova York, essas são partes do corpo bastante vulneráveis: “Quadris e joelhos são submetidos a um estresse bem maior que os ombros, por exemplo, e a dor tem um impacto severo na qualidade de vida”. Pessoas que praticam esportes têm mais chances de sofrer lesões nos joelhos que podem exigir cirurgia. Obesidade é outro fator de risco, pelo peso extra que representa. Ouvidos: No Brasil, estima-se que mais de 10 milhões enfrentem um quadro de perda auditiva, 57% acima dos 60 anos, mas o processo pode se iniciar na faixa dos 40 – você não precisa aumentar o volume da TV, mas passa a ter dificuldade de entender o que os outros dizem num ambiente barulhento. De acordo com a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, as pessoas levam em média sete anos para buscar a ajuda de um especialista. O preocupante é que a surdez é a principal causa modificável de declínio cognitivo na velhice. Em entrevista que me concedeu ano passado, a médica Milene Bissoli afirmou: “Nosso cérebro é feito de conexões e, num quadro de surdez, algumas áreas começam a se conectar menos. Com o tempo, a pessoa passa a ter dificuldades de compreensão e fala”.

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Como o varejo pode ajudar na construção de uma longevidade ativa
Saúde & Ciência

Como o varejo pode ajudar na construção de uma longevidade ativa

📅 14/03/2023, 09:00

No fim de fevereiro, assisti a um seminário on-line, do Centro Internacional de Longevidade do Reino Unido, com uma proposta que merece ser compartilhada para servir de inspiração: como o varejo pode ajudar na construção do envelhecimento saudável das pessoas. Para os idosos, comprar pode ser sinônimo de uma experiência bastante negativa, se houver barreiras de acessibilidade ou um ambiente etarista, que os discrimine. Andrew Goodacre, CEO da British Independent Retailers Association, entidade que representa o setor, reconheceu que há obstáculos a serem superados: Experiência dos consumidores com o varejo: processo de compra inclui diferentes fases e todas são relevantes para a reputação da marca Steve Buissinne para Pixabay “Há uma falta de entendimento sobre todas as possibilidades que o consumidor mais velho representa. Para começar, são maduros e estão interessados em boas opções e alternativas, o que deveria motivar o varejo. As prefeituras precisam investir em infraestrutura e acessibilidade, enquanto as empresas têm que mirar em seus recursos humanos. Além de recrutar os melhores para lidar com esse público, devemos empregar também a mão de obra madura, que conhece bem essa comunidade e pode ser fator de atração de outros consumidores”. O consultor Stephen Spencer ratificou a importância da acessibilidade, para ele uma condição básica. Lembrou que Oxford tem um plano, a ser implementado em 20 anos, de se tornar uma “cidade de 15 minutos”. Trocando em miúdos, todos os tipos de serviços estariam a 15 minutos de caminhada ou bicicleta, estimulando os habitantes a andar, se exercitando enquanto realizam as tarefas do dia a dia. Em relação ao varejo, disse que o processo de compra, tanto presencial quanto on-line, inclui diferentes fases e que todas são relevantes para a reputação da marca: “a experiência do consumidor passa pela proposta da empresa, seu ambiente e o time que o atende”. Na Finlândia, o LoCard, cartão de fidelidade das três maiores redes de alimentação – que respondem por 95% das compras – tem se transformado em fonte de informações que alimentam pesquisas acadêmicas capazes de auxiliar na elaboração de políticas públicas, como explicou Hannu Saarijärvi, professor da Tampere University: “Pedimos permissão às pessoas para analisar seu histórico de compras e coletamos dados de 47 mil lares, entre 2016 e 2018. Agora estamos preparando uma nova rodada de pesquisa que irá até 2024. O que elas comem tem implicação direta em seu bem-estar e saúde e são informações que podem ser cruzadas com outras, como fatores sociodemográficos. Já detectamos, por exemplo, a diminuição do consumo de carne vermelha, com o aumento da escolha de produtos vegetarianos”.

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Contato com a natureza ajuda a melhorar o bem-estar dos idosos
Saúde & Ciência

Contato com a natureza ajuda a melhorar o bem-estar dos idosos

📅 09/03/2023, 09:00

Sabemos dos benefícios de estar em contato com a natureza: além de respirar um ar menos poluído, trata-se de um poderoso antídoto contra o estresse. Pesquisadores de três universidades (Penn State, nos EUA, e National Open University e Lunghwa University of Science and Technology, ambas de Taiwan) se propuseram a averiguar o que poderia ser feito para maximizar os ganhos físicos e psicológicos que esse ambiente proporciona para pessoas acima dos 65 anos. O time se debruçou sobre crenças e ações de idosos que costumavam, com regularidade, estar perto da natureza. A principal descoberta do estudo foi que aqueles que aliavam tal hábito com atividades que também envolviam suas relações sociais eram os que usufruíam de maior bem-estar. Estar em contato com a natureza: incremento no sentimento de propósito para a vida Mariza Tavares No Japão, o termo shinrin-yoku, o equivalente a banho de floresta, significa engajar todos os sentidos nessa experiência: sentir o cheiro, tocar as árvores, ouvir os sons de animais e riachos. Não é preciso ser adepto de longas caminhadas, ou subir encostas íngremes, apenas estar ali, 100% presente e integrado. Quem não tem uma floresta para chamar de sua pode vivenciar o encontro com a natureza em parques ou lugares arborizados – sem contar a opção magnífica dos que vivem em cidades com praias ou nas regiões serranas. Os pesquisadores entrevistaram os frequentadores de uma área de preservação ambiental em Taiwan que costumavam ir ao local pelo menos uma vez por semana. Curiosamente, aqueles com maior ligação com o lugar – e que tinham o hábito de falar sobre suas experiências com amigos ou conhecidos que os acompanhavam nos passeios – eram os que relatavam um sentimento mais forte de que suas vidas tinham propósito e significado. Para John Dattilo, professor da Penn State e um dos autores do trabalho, políticas públicas deveriam garantir o acesso de idosos a tais vivências: “muitos são impedidos de frequentar parques ou jardins botânicos porque moram longe, não dispõem de meios ou têm problemas de locomoção. Cabe ao Estado providenciar transporte e oportunidades para que os mais velhos possam interagir com outras pessoas, incrementando seus laços sociais”. Ele acrescentou que o levantamento também foi realizado em ambientes de dança e karaokê, atividades bastante comuns para essa faixa etária na Ásia, mas nada se comparou aos benefícios de estar próximo da natureza. Para reforçar a importância das relações interpessoais, pesquisa envolvendo 28 mil chineses e divulgada dia 6 no “Journal of Epidemiology & Community Health”, trata do papel crucial da socialização para a longevidade. Os participantes integram um estudo de longo prazo, que começou em 1998 e passou a avaliar a qualidade do engajamento social das pessoas a partir de 2002. Os idosos, na faixa dos 80 anos, informavam com que frequência estavam em programas em grupo, numa gradação que ia de diariamente a nunca. O monitoramento era feito por cinco anos ou até a morte do indivíduo. As taxas de mortalidade eram de 18.4 em cada 100 para os que nunca socializavam; 8.8 entre os que o faziam apenas esporadicamente; 8.3 para quem relatava alguma atividade pelo menos uma vez por mês; 7.5 para semanais; e 7.3 mortes em cada 100 para os mais sociáveis.

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Carta de uma mulher de 40 anos para seu médico
Saúde & Ciência

Carta de uma mulher de 40 anos para seu médico

📅 07/03/2023, 09:00

Carta para o ginecologista: uma amiga ouviu do médico que, dali em diante, “era a descida da ladeira” StockSnap para Pixabay Há um ano, no Dia Internacional da Mulher, eu lançava o livro “Menopausa: o momento de fazer as escolhas certas para o resto da sua vida”. Nesta coluna, faço uma homenagem a todas e volto ao tema através de uma carta fictícia, de uma paciente para o ginecologista, que põe em discussão uma etapa crucial na trajetória feminina: a menopausa. Querido doutor E.: Há quanto tempo nos conhecemos? Com certeza, perto de 20 anos. Você acompanhou meus namoros e a angústia sobre como praticar sexo com segurança. Esteve do meu lado durante a gestação da minha filha e trouxe ao mundo o maior presente que a vida me deu. Agora estamos a caminho de entrar numa nova etapa e precisamos ter uma conversa séria sobre o que nos espera: a menopausa. Prefiro me antecipar antes que surjam questões que provoquem algum tipo de estresse entre nós. Uma querida amiga, dez anos mais velha que eu, ouviu do médico que, dali em diante, não tinha jeito: “era a descida da ladeira”. Minha mãe, que nunca havia tocado no assunto, foi enfática depois das muitas perguntas que lhe fiz: “nunca me senti tão mal em minha vida. Tinha fogachos de dia e à noite, dormia pouco e me sentia deprimida, sem ânimo para nada”. Para seu ginecologista, este era o “esperado” na sua “condição”. Bem, meu caro doutor E., quero me preparar para que isso não aconteça comigo. Acabei de me casar de novo, consegui uma promoção no trabalho, estou a mil e meus planos são de continuar assim. Comecei a pesquisar e descobri que, quando a produção do estrogênio, o principal hormônio feminino, entra em declínio, o corpo da mulher fica numa espécie de estado de privação com sérias consequências. A lista me deixou zonza: alterações no humor e libido, risco aumentado de infarto, osteoporose e síndrome metabólica, que engloba hipertensão arterial, excesso de gordura em torno da cintura e níveis elevados de colesterol e de açúcar no sangue. O tsunami vai cobrir praticamente todo o meu ser, com a honrosa exceção do clitóris – esse, felizmente, seguirá prestando seus inestimáveis serviços. Então, vamos falar de terapia hormonal da menopausa que, simplificando, conhecemos como reposição hormonal. A não ser em casos específicos, quando é contraindicada, seus benefícios superam os riscos. Infelizmente, até hoje há médicos que citam um estudo realizado há duas décadas que alertava sobre o risco aumentado para câncer, sem refletir sobre as críticas feitas ao trabalho posteriormente: entre elas, a de que foram administradas doses muito altas de hormônio e um número significativo de participantes tinha mais de 60 anos e já estava na pós-menopausa. Hoje a reposição pode ser iniciada na "janela de tempo" antes do fim da menstruação, com grande eficácia no controle dos sintomas tão desagradáveis dessa fase. O médico de uma prima jogou o problema no colo dela: “você decide o que quer fazer”. Como S. cursou engenharia, e não medicina, e ouviu mais considerações sobre riscos do que sobre benefícios, foi protelando a decisão e, aos 55, dez anos depois de entrar na menopausa, tinha deixado passar a tal “janela”. A ciência está do nosso lado e os tratamentos são personalizados. Entendo se disser que o mundo dos hormônios não é a sua praia, porque, convenhamos, ginecologia e obstetrícia abrangem um amplo universo de conhecimentos. Com certeza poderá me indicar, por exemplo, uma endocrinologista – cuja praia é exatamente a complexidade dos hormônios. Não pense que vou abandoná-lo. É claro que continuarei sendo assídua frequentadora do seu consultório, mantendo em dia meus exames preventivos. Mas sinto que preciso ampliar a rede de pessoas de confiança para me acompanhar daqui para a frente. Com respeito e admiração, S.

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“Não valorizamos os cuidadores porque não valorizamos as pessoas que são cuidadas por eles”
Saúde & Ciência

“Não valorizamos os cuidadores porque não valorizamos as pessoas que são cuidadas por eles”

📅 05/03/2023, 09:00

Laura Mauldin é professora de sociologia da Universidade de Connecticut e pesquisa como ciência, tecnologia e medicina moldam a sociedade, mas com um enfoque que me interessou muito: o dia a dia dos indivíduos com algum tipo de deficiência e, por extensão, os cuidados que recebem e seus cuidadores. Um enorme grupo que, na sua opinião, é vítima de preconceito e falta de empatia. Antes da pandemia, ela planejou fazer um amplo levantamento das casas de portadores de alguma limitação, incluindo doenças crônicas, para documentar como o espaço era adaptado de acordo com suas necessidades. A quarentena mudou seus planos e a fez substituir as visitas por chamadas de vídeo, pedindo que as pessoas mandassem fotos acompanhadas de uma descrição. Etiquetas nas portas dos armários para identificar seu conteúdo Disability at Home “Eu me deparei com soluções criativas e inovadoras para adequar as casas. Tudo fora do radar, escondido na intimidade doméstica, e logo pensei que era importante compartilhar meu achado com mais gente”, explicou. Foi assim que criou o site Disability at Home, dividido em seções que correspondem aos cômodos de uma moradia, apresentando as adaptações – o banheiro é o lugar onde há o maior número de arranjos. São coisas simples, como adesivos nas portas dos armários da cozinha indicando o que há no seu interior, para quem é portador de demência; ou um pequeno carrinho acoplado à cadeira de rodas para que seu ocupante possa levar coisas de um canto para o outro. Carrinho acoplado a cadeira de rodas para transportar coisas pela casa Disability at Home A estimativa é de que 24% dos indivíduos entre 45 e 64 anos, nos EUA, sejam cuidadores informais ou não remunerados, muitos sem recursos e em busca de soluções para as dificuldades que enfrentam. Além disso, menos de 5% das habitações são acessíveis para quem tem dificuldades moderadas de locomoção. Mauldin sabe do que fala: aos 27 anos, se tornou cuidadora da namorada, que teve leucemia e, até a morte, sofreu com severas complicações da doença do enxerto contra o hospedeiro, depois de realizar um transplante de medula. Em 2025, vai lançar “Care Nation” (“Nação do cuidado”), sobre a falta de suporte para portadores de deficiências e seus cuidadores. Numa entrevista dada ao Stat, site norte-americano voltado à cobertura de saúde, falou sobre seu objetivo com a obra: “Não valorizamos os cuidadores porque não valorizamos as pessoas que são cuidadas por eles. Nesse livro, quero mostrar como a crise na área do cuidado na verdade aponta para a falta de empatia e até ódio pelos doentes e portadores de deficiência. As duas coisas estão ligadas”. Laura Mauldin, professora da Universidade de Connecticut YouTube

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Nova York vai testar um projeto piloto em escolas contra o etarismo
Saúde & Ciência

Nova York vai testar um projeto piloto em escolas contra o etarismo

📅 02/03/2023, 09:00

Entre uma aula de álgebra e outra de literatura, alunos do Ensino Médio de 13 escolas do Brooklyn, em Nova York, terão aulas sobre etarismo ou ageísmo, isto é, o preconceito contra os mais velhos. Trata-se de um projeto piloto desenvolvido em parceria por dois departamentos (o equivalente a nossas secretarias): de Educação e do Envelhecimento. Lorraine Cortés-Vázquez, responsável pelo Departamento de Envelhecimento de Nova York Divulgação Lorraine Cortés-Vázquez, responsável pelas ações voltadas para os cerca de 1.64 milhão de idosos de Nova York, espera que a iniciativa se espalhe por toda a cidade e ajude a aumentar a consciência sobre o preconceito. Na sua opinião, os adolescentes estão numa posição excepcional para entender a extensão dos efeitos adversos do etarismo: “Muitos jovens já experimentaram algum tipo de preconceito e, se você sabe o que é ser ferido, marginalizado e não ter privilégios, vai refletir sobre o que significa causar esse tipo de dor”. O programa exibirá vídeos para derrubar estereótipos negativos sobre a velhice e prevê entrevistas com idosos. Cortés-Vázquez quer ir além, promovendo o que chama de “uma conversa” entre jovens e velhos. No último verão, uma ação com adolescentes – que se inscreveram na prefeitura para uma espécie de intensivão sobre etarismo – convenceu os funcionários da secretaria a investir nos estudantes. “Perguntamos a eles se o curso havia mudado seu modo de ver as coisas e o retorno foi surpreendente, com depoimentos emocionados”, disse Cortés-Vázquez. Michael Prayor, superintendente das escolas de Ensino Médio no Brooklyn, afirmou que o piloto representa uma “questão pessoal” para ele: “penso no meu pai, que tem 93 anos. Quero que ele viva numa sociedade na qual seja respeitado, amado e cuidado. A melhor maneira de começar a mudança é através dos jovens”.

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Ainda não sabemos que fatores mais afetam o declínio cognitivo quando envelhecemos
Saúde & Ciência

Ainda não sabemos que fatores mais afetam o declínio cognitivo quando envelhecemos

📅 28/02/2023, 09:00

Pesquisadores da Ohio State University publicaram estudo, no começo do mês, no qual utilizaram modelos estatísticos para tentar relacionar fatores de risco para o declínio cognitivo em idosos norte-americanos. O objetivo era buscar um modelo que ajudasse a superar as lacunas que impedem ações preventivas mais eficazes. Nos EUA, milhões enfrentam algum tipo de declínio cognitivo na velhice, mas apenas 41% podem ser diagnosticados como demência, como as doenças de Alzheimer ou por corpos de Lewy. Pesquisas anteriores haviam identificado diversos motivos que contribuem para esse quadro, mas seu impacto permanecia pouco claro. Idosos em mesa de bar: pesquisas tentam mapear fatores de risco que mais afetam o declínio cognitivo Thomas G para Pixabay Hui Zheng e seus colegas analisaram dados de 7.068 indivíduos nascidos entre 1931 e 1941 que já participavam de um grande estudo longitudinal (Health and Retirement Study). Sua capacidade mental foi regularmente avaliada entre 1996 e 2016 e, além disso, também eram coletadas informações que abrangiam de condições de saúde e socioeconômicas ao hábito de se exercitar. Ao todo, os chamados fatores de risco respondiam por 38% da variação de pontuação que os participantes recebiam sobre suas funções cognitivas quando tinham 54 anos. Os quesitos que mais faziam diferença eram nível de escolaridade, etnia, renda, ocupação e depressão, sendo que o cenário no começo de vida tinha maior peso que doenças e comportamentos na fase adulta – como sedentarismo e tabagismo. Entretanto, os mesmos fatores só correspondiam a 5.6% na variação da pontuação na faixa entre 54 e 85 anos. O levantamento foi divulgado na revista científica “PLOS One” e, embora não traga respostas definitivas, aponta na direção da importância da situação socioeconômica para a manutenção da capacidade intelectual. E não está sozinho: outro trabalho mostrou que uma condição econômica desfavorável está ligada a uma chance maior do surgimento de um quadro de distúrbio mental na maturidade. De acordo com esta pesquisa, publicada no “Journal of Epidemiology and Community Health”, 58% das pessoas com baixo nível de escolaridade e instabilidade econômica na faixa dos 30 desenvolviam algum tipo de distúrbio aos 52 anos. No entanto, a atividade física, em qualquer idade, está associada ao melhor funcionamento do cérebro na velhice. Um estudo, divulgado na semana passada pelo “Journal of Neurology, Neurosurgery and Psychiatry”, afirma que, embora qualquer tipo de exercício seja benéfico, uma rotina de treinos ajuda a preservar a acuidade mental. Os pesquisadores usaram as informações de 1.417 britânicos nascidos em 1946 que eram monitorados. Relacionaram os testes cognitivos realizados quando eles tinham 69 anos com os relatos sobre atividade física aos 36, 43, 53, 60 a 64 e 69 anos. A pontuação variava de zero (sedentário em todas as idades) a cinco (ativo ao longo desse tempo) e os adeptos dos exercícios se saíram melhor na avaliação.

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A melhor hora para criar músculos é agora!
Saúde & Ciência

A melhor hora para criar músculos é agora!

📅 26/02/2023, 09:01

Quando a gente faz uma busca por imagens de pessoas mais velhas se exercitando, aparecem muitas fotos de aulas de ioga, caminhadas e até de corrida, mas poucas de adultos maduros malhando com pesos – no caso das mulheres, essas são retratadas quase sempre com pesinhos de um quilo e olhe lá... A constatação aborreceu a britânica Anna Jenkins, de 50 anos, e a motivou a criar uma academia somente para mulheres, com nome de movimento: We Are Fit Attitude (algo como “Nossa atitude é estarmos em forma”). Ela dá aulas on-line e presenciais para alunas que vão dos 30 aos 70 anos e, numa das sessões de malhação, a turma decidiu fazer fotos do grupo e enviá-las para os bancos de imagem, com o objetivo de dar uma “oxigenada” no imaginário coletivo sobre a maturidade e a velhice. Alunas confraternizam durante treino Jason Alfred-Palmer Numa entrevista para o jornal “The Guardian”, Jenkins contou que observava como, nas academias, muitas mulheres maduras se limitavam a utilizar a esteira, sem se aventurar na área dos pesos: “este pode ser um ambiente bem desencorajador se você não está satisfeita com seu corpo, é como se não tivesse o direito de fazer parte dele. No entanto, especialmente a partir dos anos próximos à menopausa, precisamos exatamente de treinos de força”. A turma We Are Fit Attitude: adeptas do treino de força Jason Alfred-Palmer Começamos a perder massa muscular por volta dos 30 anos e o treino de força é fundamental para dar sustentação ao corpo à medida que ele envelhece. Isso ficou mais do que provado em pesquisa realizada na Tufts University, nos EUA, com idosos de uma instituição de longa permanência submetidos a um regime de exercícios com pesos. As idades variavam entre 87 e 96 anos e, em oito semanas, houve ganho de massa muscular, melhora de coordenação e equilíbrio. Como afirma o médico Deepak Chopra em seu livro “Corpo sem idade, mente sem fronteiras”, “tais resultados sempre foram possíveis, o que aconteceu foi que uma crença foi alterada e o processo de envelhecimento também se alterou”. A Tufs implementou seu estudo, chamado “Lifestyle Interventions and Independence for Elders” (“Intervenções no estilo de vida para a independência dos mais velhos”), num centro comunitário. Durou seis meses e envolveu 40 adultos entre 65 e 89 anos que tinham algum problema de locomoção. Quem participou de pelo menos 25% das atividades semanais teve ganhos consideráveis em mobilidade e funções mentais. Houve ainda uma redução de 60% nas quedas, um dos principais motivos de preocupação para os idosos. Para encerrar, trabalho recente de pesquisadores da Universidade Estadual de São Paulo mostra que uma rotina de musculação é indicada para pessoas com hipertensão arterial. O estudo, publicado na revista científica “Scientific Reports”, aponta que, para a redução da pressão, o mais eficaz é utilizar carga de moderada a vigorosa, em duas ou três sessões semanais, com duração mínima de oito semanas. A britânica Anna Jenkins, de 50 anos: academia somente para mulheres Divulgação

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Maior incidência de demência em mulheres pode estar relacionada à desigualdade
Saúde & Ciência

Maior incidência de demência em mulheres pode estar relacionada à desigualdade

📅 23/02/2023, 09:00

Um estudo envolvendo quase 30 mil indivíduos de 18 países, nos seis continentes, sugere que a desigualdade social e econômica pode explicar a maior incidência de demências em mulheres – no caso do Alzheimer, elas respondem por dois terços dos pacientes. Como os fatores de risco não diferem no que diz respeito ao gênero, o fato de a expectativa de vida feminina ser superior à masculina vinha sendo apontado como uma das principais causas para o surgimento da doença, tese que Jessica Gong, pesquisadora do The George Institute for Global Health e principal autora do trabalho, questiona: Mulheres representam dois terços dos pacientes com Alzheimer: pesquisadores estão interessados na questão da educação, considerada um fator de proteção contra o declínio cognitivo GoranH para Pixabay “A longevidade feminina não pode ser responsabilizada por essa diferença. A maior parte das pesquisas é realizada em países de alta renda e há poucos dados dos países de média ou baixa renda, onde o número de casos vem se tornando cada vez mais expressivo. É justamente onde a desigualdade é um fator de risco mais acentuado”. O número de pessoas vivendo com algum tipo de demência deve ultrapassar 150 milhões em 2050, com um crescimento significativo nos países menos abastados, sem meios de intervir nos indicadores sociais e econômicos associados à doença. Em 2020, artigo publicado pelo “Lancet Commission Report” estimou que 12 fatores de risco modificáveis – todos atrelados a políticas públicas de qualidade – são responsáveis por quase metade dos casos de demência. Segue a lista: baixo nível educacional, hipertensão, obesidade, diabetes, depressão, problemas de audição, consumo excessivo de álcool, fumo, sedentarismo, relações sociais limitadas, poluição atmosférica e traumas no cérebro. Os pesquisadores estão particularmente interessados na questão da educação, considerada um fator de proteção contra o declínio cognitivo. Em países de renda média ou baixa, as mulheres ainda enfrentam desafios não só para estudar como para conseguir oportunidades profissionais. A epidemiologista Sanne Peters, que integrou o time responsável pelo levantamento, acrescentou a violência doméstica como outro problema cujos efeitos vão se refletir na saúde cognitiva na velhice. O Women´s Brain Project (Projeto Cérebro da Mulher), misto de movimento e instituição criado em 2016, quer aprofundar a discussão sobre as diferenças de gênero e sua relação com problemas neurológicos e psiquiátricos. É o que defende sua criadora, a médica Antonella Santuccione Chadha: “temos que investigar para distinguir o que é biológico e o que é social, e se temos uma combinação dos dois fatores”. Historicamente, o nível educacional das mulheres é menor e, em várias partes do mundo, há barreiras para impedir seu acesso à instrução. Além da questão hormonal, cuja produção declina a partir da meia-idade, há aspectos socioculturais que representam um risco extra – um deles seria o estresse de ser cuidadora, função quase sempre feminina.

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Sono irregular aumenta o risco de aterosclerose e doença cardiovascular
Saúde & Ciência

Sono irregular aumenta o risco de aterosclerose e doença cardiovascular

📅 21/02/2023, 09:00

E lá vamos nós tratar, mais uma vez, da importância do sono para o equilíbrio do organismo. Acaba de sair do forno estudo da Universidade Vanderbilt, nos EUA, mostrando que o risco de aterosclerose aumenta quando não adotamos um padrão de descanso satisfatório. Estudo da Universidade Vanderbilt mostra que o risco de aterosclerose aumenta quando não adotamos um padrão de descanso satisfatório American Heart Association A qualidade do sono é medida não somente pelo número de horas e quantidade de interrupções, como também leva em conta a variação do horário em que se vai para a cama: regularidade é a chave, ou seja, o ideal é dormir sempre no mesmo horário e não muito tarde. Uma boa meta seria “desligar” às onze da noite para se levantar às sete com disposição. O estudo acompanhou 2.032 participantes norte-americanos, com idade média de 69 anos, de regiões e etnias diferentes. Entre 2010 e 2013, todos usaram um dispositivo no pulso que detectava se estavam acordados ou dormindo. Também faziam um diário do sono durante sete dias consecutivos e se submetiam a polissonografias, exame que mapeia distúrbios como a apneia noturna. Os indivíduos com padrão de sono irregular eram os que apresentavam, com maior frequência, um quadro de depósito de cálcio nas artérias coronárias e de placas obstrutivas nas carótidas. Os cientistas constataram uma condição de aterosclerose sistêmica. Além de estreitarem as artérias, reduzindo o fluxo sanguíneo e o transporte de oxigênio e nutrientes para o organismo, as placas podem se romper e criar coágulos que vão bloquear os vasos, provocando um infarto ou acidente vascular. Para a epidemiologista Kelsie Full, professora da faculdade de medicina da universidade e principal autora do trabalho, a qualidade do sono tem que ganhar prioridade em consultórios e ambulatórios. “Quase todas as funções cardiovasculares, incluindo batimentos cardíacos, pressão arterial, tônus vascular e as funções das células endoteliais (que permitem a conexão entre componentes da circulação e sistemas do organismo), são reguladas pelos genes do relógio biológico. Disrupções do ritmo circadiano podem resultar num quadro de inflamação crônica”, relatou a equipe, que contava ainda com pesquisadores de Harvard, Mount Sinai, Johns Hopkins e Universidade da Califórnia, campus San Diego. Um sono fragmentado e de curta duração – o ideal seria entre sete e nove horas – está diretamente relacionado com o surgimento de doença cardiovascular, hipertensão, obesidade e diabetes tipo 2. A American Heart Association incluiu o sono entre as oito recomendações para garantir a saúde do coração. As outras sete são: alimentação saudável, atividade física, não fumar, controlar peso, colesterol, pressão arterial e nível de glicose.

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“A medicina da longevidade deveria ser a missão de todos os hospitais”, diz médica
Saúde & Ciência

“A medicina da longevidade deveria ser a missão de todos os hospitais”, diz médica

📅 19/02/2023, 09:00

O que uma pediatra e neonatologista tem a ver com as questões do envelhecimento? Talvez essa seja a pergunta mais frequentemente endereçada à médica Tzipi Strauss, professora da Universidade de Tel Aviv e que está à frente da criação do centro de longevidade do Sheba Medical Center, o maior hospital de Israel – que há quatro anos figura entre os dez melhores do mundo. No dia 9 de fevereiro, numa palestra virtual promovida pela National University of Singapore, ela detalhou sua nova empreitada: Tzipi Strauss, professora da Universidade de Tel Aviv: “não vai bastar a medicina ser preventiva, ela terá que ser proativa” Divulgação “Considerando que começamos a envelhecer assim que nascemos, o tema interessa a todos. A menopausa representa um período de aceleração do envelhecimento e eu mergulhei no assunto ao passar a ter problemas para dormir, depois dos 45 anos. A medicina da longevidade deveria ser missão de todos os hospitais, mas os próprios médicos desconhecem os fundamentos que sustentam uma velhice que não seja apenas longa, mas também saudável”. Atualmente, seu trabalho se divide em duas frentes: incluir a disciplina no currículo da Universidade de Tel Aviv e inaugurar no Sheba, até setembro, o Healthy Longevity Center (centro de longevidade saudável) para o grande público acima dos 40. “Queremos mudar o conceito e transformar o hospital numa ‘cidade da saúde’. Com o tempo, tenho certeza de que convenceremos não somente os CEOs sobre a relação entre custo e benefício desta mudança, mas também seguradoras e profissionais da saúde. Tratar as consequências da fragilidade e demências sai muito mais caro”, enfatizou. “Não vai bastar a medicina ser preventiva, ela terá que ser proativa, se antecipando aos problemas e criando condições para que cuidemos do corpo, da mente e das emoções. Mas as pessoas terão que se engajar: não é só fazer check-up ou colonoscopia, é preciso se exercitar, ter uma dieta alimentar saudável e sono de qualidade”. O centro vai focar em quatro áreas que, na avaliação da médica, estão diretamente relacionadas com a longevidade: aspectos cognitivos, sono, fragilidade e menopausa. “Uma abordagem que englobe esses quatro aspectos pode influenciar a forma como envelhecemos”, afirmou. O check-up deve durar entre quatro e cinco horas e a pessoa irá para casa com um monitor do sono. Terá ainda um questionário para completar e o retorno se dará em cerca de três semanas. Com base nas informações coletadas, uma equipe multidisciplinar elaborará um “plano de voo” para ser implementado. A medicina tradicional vê o envelhecimento como uma condição fisiológica na qual ocorrem manifestações de patologias relacionadas à idade. Já a medicina da longevidade entende que é possível realizar intervenções que previnam os fatores de risco associados à velhice. A OMS (Organização Mundial da Saúde) propôs que a década de 2020-2030 tenha como foco o envelhecimento saudável. A própria entidade prega que o objetivo não é a completa ausência de doença, e sim a preservação da capacidade funcional que garanta a independência do indivíduo. É bacana ver alguém de 80 anos correndo uma maratona, mas isso é exceção. A regra deveria ser a oportunidade de todos os idosos serem ativos e se sentirem prestigiados, e não cidadãos de segunda classe.

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Desafio do design estimula inovação em produtos e serviços para o envelhecimento saudável
Saúde & Ciência

Desafio do design estimula inovação em produtos e serviços para o envelhecimento saudável

📅 16/02/2023, 09:01

O “Design Challenge”, criado pelo Centro de Longevidade de Stanford, chega à sua décima edição fiel ao objetivo de estimular a inovação na área do envelhecimento ativo. Desta vez, o foco era criar produtos e serviços capazes de contribuir para que sejam saudáveis os anos que ganhamos em termos de expectativa de vida. O mais interessante é que o escopo do desafio era bem amplo: como a longevidade é uma construção que se inicia dentro do útero – e precisa de “tijolinhos” ao longo de toda a nossa existência – os projetos não precisavam estar atrelados a questões restritas à velhice. Ao todo foram enviados 241 projetos, de 38 países. Os oito finalistas foram selecionados por 35 jurados de diferentes áreas: indústria, academia e organizações sem fins lucrativos. Cada um recebeu mil dólares e todos irão para a grande final, que se realizará na universidade em abril e terá um prêmio de dez mil dólares. “Não queremos que as pessoas apenas vivam um número maior de anos, mas com a saúde debilitada. Queremos que todos possam construir uma existência saudável a partir da infância e mantenham essa condição”, afirmou Marie Conley-Smith, coordenadora do concurso. 2Care: ferramenta para monitorar a saúde periodontal é uma das oito finalistas do “Design Challenge”, concurso criado pelo Centro de Longevidade de Stanford / Divulgação Divulgação Faço uma breve descrição de cada proposta, porque todas servem de inspiração para os que militam nessa área: 2Care é uma ferramenta para monitorar a saúde periodontal criada por estudantes de Tunghai University, Ming Chi University of Technology e National Taipei of Education, todas de Taiwan. Trata-se de um pequeno aparelho cujo feixe de luz azul detecta se os dentes estão limpos e há placa bacteriana. Ele reproduz imagens que podem ser arquivadas no celular e enviadas, além de estar associado a um aplicativo que marca consultas com um dentista. Pesquisas mostram que uma boca doente é uma espécie de “berçário” de agentes inflamatórios que se espalham pela corrente sanguínea. Fitness & Fun Facility (Beijing Institute of Technology, China): linha de equipamentos para espaços públicos concebida para ser utilizada por avós e netos, aprofundando laços entre as gerações. PaperRoad (Carnegie Mellon University, EUA): plataforma de inteligência artificial voltada para adolescentes com questões de saúde mental. Shakti (University of California, campus Davis, EUA): aplicativo que detecta problemas de anemia e monitora a suplementação de ácido fólico e ferro por mulheres grávidas. A anemia gestacional aumenta o risco de aborto espontâneo, restrição do crescimento fetal e prematuridade. Sonura (University of Pennsylvania, EUA): sistema sonoro para UTIs neonatais que reproduz o ambiente do útero e envia mensagens de áudio dos pais para os bebês internados, diminuindo o estresse ao qual os pequeninos estão submetidos. Tree of Life (NMIMS School of Design, Índia): jogo de tabuleiro que ajuda as pessoas a entender as alterações cognitivas que acompanham a idade e o que pode ser feito para preservar a saúde mental e psíquica. Unpause Life (NMIMS School of Design): kit com informações e testagem hormonal para o período da menopausa. Variable Reactive Board (New York University and Pratt Institute, EUA): aparelho para treinar o equilíbrio, habilidade fundamental para os mais velhos, uma vez que o risco de quedas aumenta com a idade.

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Terremotos na Turquia e na Síria: Por que há pessoas que morrem logo depois de resgatadas?

📅 14/02/2023, 19:57

Terremoto na Turquia e na Síria: resgates emocionantes Em seguida ao grave terremoto na Síria e na Turquia, Zeynep ficou mais de 100 horas presa sob os destroços de uma casa desmoronada, antes que forças de resgate pudessem libertá-la. "Ela está bem, considerando as circunstâncias", informava um comunicado de imprensa da organização de ajuda humanitária ISAR Germany (International Search And Rescue), que participou da operação. Pouco mais tarde, porém, Zeynep morreu. "No caminho para o hospital, ela ainda riu", conta o socorrista Bastian Herbst, da ISAR. Segundo ele, pode haver "120 mil razões" para o óbito, como lesões internas só diagnosticadas posteriormente. Um dos motivos para a morte de Zeynep, porém, pode ter sido a chamada morte pós-resgate. Sangue frio letal Uma das causas possíveis desse fenômeno é a hipotermia. Sob as temperaturas glaciais na área do desastre, os vasos sanguíneos se estreitam: desse modo o organismo assegura que o mínimo possível do precioso calor interno se perca no ambiente através da pele ou das extremidades. Nessas partes do corpo, a temperatura do sangue baixa, enquanto no núcleo físico o sangue quente garante o funcionamento dos órgãos vitais. Mas o salvamento de Zeynep foi complicado. "Tivemos que movê-la muito para poder libertá-la", recorda Herbst. Nesse processo, pode ocorrer de os vasos se dilatarem, e o sangue frio fluir para os órgãos internos, provocando distúrbios do ritmo cardíaco e consequente morte. Danos renais e fibrilação O socorrista alemão conta que as pernas de Zeynep estavam soterradas sob pedras e escombros. Ela ainda conseguia mover os pés, mas é possível que os tecidos dos membros estivessem lesionados. Lesões musculares liberam a proteína mioglobina, responsável pelo transporte de oxigênio dentro das células do tecido. Quando o acidentado fica livre, o sangue volta a circular subitamente, inundando o organismo com mioglobina, o que pode causar falência dos rins e consequente elevação dos níveis de potássio. O excesso desse mineral, por sua vez, provoca fibrilação ventricular, com risco de morte especialmente alto para portadores de enfermidades cardíacas. Alívio de tensão pode precipitar fim Outra causa é o proverbial "morrer na praia": "Conhecemos isso dos naufragados: no momento em que veem a equipe de resgate, não podem mais, e se afogam", explica Herbst. Os hormônios do estresse cuidam para que as funções corporais se mantenham. Quando essa tensão cede, a consequência pode ser uma queda radical da pressão sanguínea. Tampouco se descartam motivos psicológicos para uma morte pós-resgate: Zeynep perdeu o marido e os filhos no abalo sísmico. "Talvez ela tenha se dado conta do fato, e isso a privou da vontade de viver", especula Bastian Herbst. "É algo que não sabemos."

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Suplementação de vitamina D pode diminuir o risco de diabetes
Saúde & Ciência

Suplementação de vitamina D pode diminuir o risco de diabetes

📅 14/02/2023, 09:00

Uma revisão de ensaios clínicos revelou que o risco de desenvolver diabetes diminuía 15% em adultos com pré-diabetes – aqueles com valores de glicemia em jejum entre 100 e 125mg/dL, ou de hemoglobina glicada entre 5.7% e 6.4% – que faziam uso de uma dosagem maior de vitamina D. Além de a chance de progressão para a doença aumentar significativamente para quem está nesse patamar, quem tem pré-diabetes está mais sujeito a sofrer um infarto ou derrame do que as pessoas com níveis normais de glicose. Suplementação de vitamina D pode diminuir o risco de diabetes em 15% Martin Büdenbender para Pixabay A Sociedade Brasileira de Diabetes estima que o Brasil tenha cerca de 13 milhões de diabéticos, sendo que metade desconhece ter a enfermidade, e calcula-se que pelo menos 40 milhões sejam pré-diabéticos. Pesquisadores do Tufts Medical Center avaliaram a relação entre um reforço de vitamina D e o desenvolvimento do diabetes. Depois de três anos de acompanhamento de pacientes, o surgimento da doença ocorreu em 22.7% dos adultos que faziam uso do suplemento, e em 25% dos que recebiam placebo: uma diminuição de 15% nas chances de adoecer. Estimando que há 374 milhões de pessoas com pré-diabetes no mundo, eles avaliam que pelo menos 10 milhões poderiam se beneficiar com a adoção da suplementação. O estudo foi publicado no “Annals of Internal Medicine”. Na verdade, a vitamina D é um hormônio produzido pelo corpo humano. Quando foi batizada como vitamina, acreditava-se que só era obtida pela alimentação, e por isso ganhou a letra D, depois das vitaminas A, B e C. Só na década de 1970 os cientistas descobriram que podia ser sintetizada pelo organismo. As evidências sugerem que, além de ser uma substância relevante como reguladora do metabolismo do cálcio e da saúde óssea, a vitamina D modula, direta ou indiretamente, cerca de 3% do genoma humano, participando do controle de funções essenciais à manutenção do equilíbrio sistêmico, tais como crescimento, diferenciação e morte celular, regulação dos sistemas imunológico, cardiovascular e musculoesquelético, e no metabolismo da insulina. Entretanto, cientistas da University College Dublin alertaram que a vitamina D, em doses muito altas, também pode causar efeitos adversos severos, e que os médicos devem ficar atentos a limites seguros para sua prescrição. Dois outros tipos de manejo da condição apresentam resultados mais parrudos: em primeiro lugar, de longe, mudanças no estilo de vida (58% na diminuição do risco) e o medicamento metformina (31%).

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Mercado tech para os 50 mais: cenário de expansão em 2023
Saúde & Ciência

Mercado tech para os 50 mais: cenário de expansão em 2023

📅 12/02/2023, 09:00

De celulares a TVs de última geração, passando por relógios inteligentes e assistentes virtuais para a casa, os 50 mais não são apenas adeptos da tecnologia como estariam dispostos a gastar com produtos e serviços que atendessem às suas necessidades. Esse é o resultado de um levantamento sobre as tendências do mercado tech sênior realizada pela AARP, que representa dezenas de milhões de aposentados norte-americanos. Divulgada em janeiro, a pesquisa ouviu quase 3 mil pessoas entre setembro e outubro de 2022. Segmento sênior: adoção maciça de tecnologia e disposição para gastar mais em produtos e serviços José Godoy Oito em cada dez entrevistados declararam que a tecnologia se tornou parte indispensável de suas vidas. No entanto, 68% afirmaram que o desenvolvimento dos produtos não leva em conta o grupo do qual fazem parte: as críticas se concentram na complexidade e falta de instruções claras para usar os aparelhos. Embora a maioria esteja no Facebook e no YouTube, houve um crescimento da presença dos mais velhos no Instagram (de 24% em 2021 para 28% em 2022) e no TikTok (de 10% para 15% no mesmo período). O streaming também ganhou destaque no lazer, passando de 29% para 35%. No Brasil, de acordo com dados da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas, 97% acessam a internet, principalmente para se informar, manter contato com a família ou buscar informações sobre serviços e produtos. Os aplicativos mais usados no celular são as redes sociais (72%); de transporte urbano (47%); e bancários (45%). O WhatsApp vem na frente (92%), seguido pelo Facebook (85%) e Youtube (77%). Os idosos conectados ainda utilizam a internet para realizar compras, especialmente eletroeletrônicos (58%); remédios (49%); e eletrodomésticos (47%). A expansão do mercado não se restringe à comunicação e ao entretenimento: cuidadores familiares têm demonstrado interesse crescente por aplicativos que os auxiliem na tarefa de zelar por entes queridos. Na faixa entre 50 e 60, muitos têm pais e mães em condições de fragilidade que demandam cuidados, e toda ajuda é bem-vinda para diminuir custos e manter a qualidade de vida dos idosos. A inteligência artificial vai tomar conta dos lares: sensores para detectar quedas e equipamentos acionados por controle de voz têm enorme potencial, mas a tecnologia tem que ser menos complexa e mais intuitiva. Para quem cuida e quem é cuidado. A Universidade de Michigan fez um estudo, no fim de 2022, no qual destacava que 54% dos adultos entre 50 e 80 anos davam algum tipo de assistência a um idoso – e o principal cuidador familiar continua sendo uma mulher de meia-idade, que soma tal responsabilidade a inúmeros outros compromissos. O grupo acima dos 80 anos é o mais exposto a fraudes: em 2021, dos US$ 151 milhões (perto de R$ 800 milhões) de perdas relatadas, US$ 47 milhões (quase R$ 250 milhões) tinham sido surrupiados de pessoas nessa faixa etária.

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Milionário exibe ao público seu experimento para rejuvenescer
Saúde & Ciência

Milionário exibe ao público seu experimento para rejuvenescer

📅 09/02/2023, 09:00

Bryan Johnson tem 45 anos e é um empreendedor milionário que atua na área de tecnologia. Firme na convicção de que o dinheiro compra tudo, cercou-se de uma equipe de 30 profissionais, liderada pelo médico Oliver Zolman, que gastou, em um ano, cerca de US$ 2 milhões (o equivalente a R$ 11 milhões) para fazê-lo “desenvelhecer” – o objetivo é voltar a ter 18 anos! Bryan Johnson: milionário gastou 2 milhões de dólares em um ano para rejuvenescer Divulgação Johnson criou uma espécie de reality show do seu projeto, iniciado em outubro de 2021 e batizado de Blueprint, que pode ser acompanhado pelos internautas. De acordo com a miríade de testes a que se submete, já diminuiu sua idade biológica em pelo menos cinco anos. Os resultados apontam que tem o coração de um homem de 37; a pele de alguém com 28; capacidade respiratória e aptidão física de um garotão de 18. Às cinco da manhã, toma duas dúzias de suplementos e remédios, de licopeno a metformina. E também açafrão e gengibre para deter inflamações; zinco para complementar a dieta vegana de 1.977 calorias; uma microdose de lítio para o cérebro. Seu índice de gordura corporal está entre 5% e 6% e a atividade física é composta de uma hora por dia com 25 tipos de exercícios diferentes e, três vezes por semana, treino de alta intensidade. A malhação é acompanhada por suco verde turbinado com creatina, flavoides de coco e colágeno. Há medições diárias de peso, índice de massa corporal, nível de glicose no sangue e batimentos cardíacos, além de oxigenação enquanto dorme. Mensalmente, realiza dezenas de exames e procedimentos, como ultrassonografias e ressonâncias magnéticas. Tratamentos estéticos para a pele e tingimento dos cabelos fazem parte do pacote. Atividade física compreende uma hora diária com 25 exercícios diferentes e treinos de alto impacto três vezes por semana Divulgação “O que estou fazendo pode soar como algo extremo, mas quero provar que a decadência física não é inevitável”, afirmou à Bloomberg. Quando estava na casa dos 30 e criou uma bem-sucedida companhia de pagamentos chamada Braintree Payment Solutions, Johnson se viu acima do peso e profundamente estressado. Depois de vendê-la em 2013, por 800 milhões de dólares, iniciou a jornada à qual se dedica de corpo e alma. O foco dos negócios também mudou: fundou duas empresas na área de biotecnologia, OS Fund e Kernel. Seus próximos passos incluem experimentos de terapia gênica – em si mesmo, claro.

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Seis receitas para reinventar a aposentadoria
Saúde & Ciência

Seis receitas para reinventar a aposentadoria

📅 07/02/2023, 09:00

Gabriel Martinez ainda não completou 44 anos, mas já foi fisgado pelo envelhecimento. Em 2015, lançou o documentário “Envelhescência”, reunindo seis histórias inspiradoras de idosos que não consideravam a idade impedimento para realizar seus sonhos. Nesta quinta-feira, apresenta ao público “Além do aposento”, filme que dá continuidade à temática do anterior: “dessa vez, quis focar na vida depois da aposentadoria, quando muitos se perguntam o que farão dali para a frente”, diz. Guido: tradutor que, após sofrer um sequestro relâmpago, decidiu abandonar São Paulo e mudou-se para Ilhabela, onde trabalha com turismo Divulgação “Gosto das histórias inspiradoras, onde há uma boa dose de otimismo. A velhice é a última fase de nossas vidas, mas isso não quer dizer que não possa ter significado. É preciso que todos trabalhemos contra o estigma que ainda existe”. O documentário traz depoimentos de seis pessoas, intercalados pelas falas do médico e gerontólogo Alexandre Kalache, que participou da primeira obra. Há relatos fortes como a de Anildo que, diante do tempo livre depois de se aposentar, acabou se tornando alcoólatra. No entanto, graças à insistência de um amigo, começou a correr. A corrida também entrou na vida de Tomiko depois de ser diagnosticada com osteoporose. Atualmente, não só a doença regrediu como enfrenta ultramaratonas e chegou a correr 217 quilômetros. Já Guido, sul-africano naturalizado brasileiro, era tradutor e, após sofrer um sequestro relâmpago com o filho, decidiu abandonar São Paulo e mudou-se para Ilhabela, onde trabalha com turismo. O título do documentário é uma provocação: aposentadoria e aposento têm a mesma origem – vêm do latim pausare, ou seja, dar uma pausa, parar – e os personagens querem justamente o contrário. O cineasta se prepara para, em abril, fazer uma viagem para as chamadas “blue zones”, regiões onde a população tem uma alta expectativa de vida: Sardenha (Itália), Okinawa (Japão), Nicoya (Costa Rica), Ikaria (Grécia) e Loma Linda (EUA). Vem documentário novo por aí... Serviço: Estreia: dia 9, às 20h30min, no Cine Marquise (Av. Paulista 2073, Cerqueira César, São Paulo). Os ingressos são grátis, mas devem ser retirados uma hora antes e o acesso está sujeito à lotação do local. O documentário será depois disponibilizado no link.

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Aprenda a gostar do seu corpo maduro
Saúde & Ciência

Aprenda a gostar do seu corpo maduro

📅 05/02/2023, 09:00

Nas duas últimas colunas, falei da importância de uma alimentação equilibrada para evitar doenças crônicas e do risco aumentado para demência num quadro de sobrepeso, ou obesidade, a partir da meia-idade. Quero enfatizar que meu objetivo é a adoção de um estilo de vida saudável, e não buscar padrões estéticos associados à juventude. Por mais que pareça óbvio, aceitar o envelhecimento do próprio corpo ainda soa como uma “missão impossível”, principalmente para as mulheres. As mulheres mais atraentes são aquelas que se sentem confortáveis consigo mesmas Kim Brown para Pixabay Até quem é adepta do exercício se depara, no espelho, com a passagem do tempo: manchas na pele, seios que há muito deixaram de ser empinados, flacidez nas coxas, pneuzinho na barriga. A maioria começa a se cobrir, sem conseguir conviver com o desconforto em relação ao corpo, inclusive durante o sexo. Uma amiga me disse que se recusa a ficar por cima do companheiro, com vergonha de peitos e abdômen com menos tônus. Temos que parar de ouvir essa voz interna, amarga e crítica. A bilionária indústria de cosméticos e profissionais que transitam no território do culto à aparência sugerem que seremos menos amadas se não tivermos o visual de décadas atrás – e a tática funciona. Mas quem são as mulheres maduras atraentes? Não são aquelas mais magras, ou que se submeteram a procedimentos estéticos, e sim as que se sentem confortáveis consigo mesmas. As que riem e respiram à vontade, sem tentar encolher a barriga o tempo todo. Autoestima e confiança funcionam como um ímã. Nocauteie a vozinha talibã que manda que você se cubra. Fique nua em frente ao espelho e admire o corpo que foi seu companheiro em tantos momentos de prazer. Ele está pronto para continuar essa jornada! Em vez de enumerar as falhas, lembre-se que nenhum ser humano é perfeito. Cada um tem sua geografia, marcas e cicatrizes. O chamado “body positive”, termo cunhado na década de 1990 e que poderia ser traduzido como corpo positivo, é um movimento que luta contra a limitação dos padrões de beleza e pela aceitação do próprio visual. Embora esteja mais identificado com a bandeira contra a gordofobia, o preconceito contra o envelhecimento integra essa frente ampla. Lembre-se que o mundo das celebridades e das redes sociais se sustenta à base de intervenções, filtros e manipulações para transformar o real em ideal – e que por trás disso há um mercado extremamente lucrativo. O que o "body positive" ensina: Pare de se comparar com as outras pessoas. Realize atividades que a façam se sentir bem. Inspire-se em corpos semelhantes ao seu. Aprecie tudo o que seu corpo pode fazer e os prazeres que lhe proporciona. No lugar da autodepreciação, contextualize sua trajetória. Em vez de ficar empacada em algo como “detesto minhas estrias”, relembre por que elas fazem parte da sua história. Se são resultado de gestações, o que está por trás das cicatrizes é pura felicidade.

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Butantan entrega 1,8 milhão de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde para vacinação de crianças no país
Saúde & Ciência

Butantan entrega 1,8 milhão de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde para vacinação de crianças no país

📅 03/02/2023, 13:37

Caminhão chegando ao Instituto Butantan para retirar lotes de vacinas que serão entregues ao Ministério da Saúde Divulgação/Instituto Butantan O Instituto Butantan realizou na manhã desta sexta-feira (3) a entrega de 1.895.600 doses de CoronaVac ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, para a vacinação de crianças de 3 e 4 anos contra a Covid-19 no país. As doses foram produzidas com o IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) importado da farmacêutica chinesa Sinovac no final de agosto do último ano. Funcionário em meio a lotes de CoronaVac que serão entregues ao Ministério da Saúde Divulgação/Instituto Butantan Ao todo, o Butantan já forneceu 4,5 milhões de doses para a vacinação pediátrica no Brasil desde que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial do imunizante CoronaVac no público de 3 anos a 4 anos e 11 meses, em julho de 2022. As entregas ocorreram em quatro etapas: em setembro e novembro do último ano, no início de janeiro de 2023 e nesta sexta-feira. De acordo com o Instituto, para imunizar contra Covid-19 todas as crianças do país na faixa etária liberada, com as duas doses previstas no esquema vacinal de CoronaVac, serão necessárias aproximadamente 12 milhões de doses do imunizante.

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Por que o sobrepeso na meia-idade afeta seu futuro
Saúde & Ciência

Por que o sobrepeso na meia-idade afeta seu futuro

📅 02/02/2023, 09:00

Na coluna passada, citei duas pesquisas sobre a relação entre um padrão alimentar saudável e a diminuição do risco de morte prematura. Hoje, avanço na questão abordando um outro aspecto: trabalho divulgado na revista científica “BMJ Open” aponta que, após os 45 anos, o aumento de peso é um indicador de futuros problemas de saúde. De acordo com cientistas noruegueses, pessoas com sobrepeso (ou obesidade) na meia-idade têm chance maior de se tornaram idosos frágeis 21 anos depois. Sobrepeso e obesidade aumentam o risco de a pessoa se tornar um idoso frágil duas décadas depois Tumisu para Pixabay O conceito de fragilidade, criado pela médica norte-americana Linda Fried, lista um conjunto de características que sugerem um potencial declínio progressivo. Entre os marcadores que mostram a redução na capacidade de desempenho estão perda de peso não intencional; diminuição da força de preensão palmar; desaceleração da velocidade de marcha em segundos; queixas de exaustão; baixo nível de atividade física. Indivíduos com três ou mais critérios presentes são considerados frágeis; aqueles com um ou dois critérios são classificados como pré-frágeis e os que não apresentam nenhuma das alterações são robustos. Apesar de o emagrecimento involuntário indicar um estado de pré-fragilidade, novas pesquisas passaram a considerar a relevância do excesso de peso como fator que interfere no equilíbrio do organismo, principalmente pelo risco aumentado de quedas, hospitalizações e complicações decorrentes de uma internação. O estudo acompanhou 4.500 pessoas, acima dos 45 anos, entre 1994 e 2016. Anualmente, eram registrados seu peso, altura e circunferência da cintura, para estimar a gordura abdominal. A análise mostrou que quem apresentava um quadro de obesidade tinha 2.5 vezes mais chances de estar frágil ou pré-frágil duas décadas depois. No caso de sobrepeso, o risco era duas vezes maior. Outro trabalho, realizado por cientistas da McGill University (Canadá) e publicado dia 31 de janeiro no “Journal of Alzheimer´s Disease”, mapeou aspectos de neurodegeneração associados à obesidade que mimetizam a Doença de Alzheimer. Estudos anteriores já relacionavam a obesidade a alterações compatíveis com o Alzheimer, como danos cerebrovasculares e acumulação de proteína beta-amiloide. Desta vez, utilizando amostras de 1.300 indivíduos, os pesquisadores compararam padrões de atrofia da matéria cinzenta do cérebro em pacientes obesos e portadores de Alzheimer, descobrindo que o afilamento cortical do cérebro era similar nas duas condições. “Nosso estudo reforça outros achados da literatura médica que apontam a obesidade como fator significativo para o surgimento da Doença de Alzheimer, sendo o afilamento cortical um desses riscos. É da maior importância combater o sobrepeso e a obesidade de pacientes na meia-idade, para diminuir as chances de demência”, afirmou Filip Morys, PhD da universidade.

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Pesquisa da Unicamp encontra resíduos de agrotóxicos em papinhas industrializadas para bebês
Saúde & Ciência

Pesquisa da Unicamp encontra resíduos de agrotóxicos em papinhas industrializadas para bebês

📅 31/01/2023, 17:38

Pesquisa da Unicamp encontra resíduos de pesticidas em papinhas de bebê Uma pesquisa da Unicamp encontrou 21 resíduos de agrotóxicos em 50 amostras de papinhas industrializadas para alimentação de bebês. O estudo apontou que a quantidade localizada é baixa e inferior aos patamares permitidos na Europa. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram Realizado em Campinas e na Espanha, o estudo da engenheira de alimentos Rafaela Prata foi publicado na revista Food Control no final do ano passado. Ao todo, ela encontrou resíduos das substâncias tóxicas em 67% das 50 amostras analisadas. "O que a gente encontrou é que em 67% das amostras analisadas, a gente detectou a presença de pesticidas. Apesar de ser um número bastante alto, assusta um pouco, mas foram encontradas em baixíssimas concentrações". Rafaela Prata, pesquisadora da Unicamp, analisa amostra de papinha de bebê Wesley Justino/EPTV Como o Brasil não regulamenta especificamente a quantidade tolerável de fungicidas, herbicidas e pesticidas em papinhas, a pesquisadora utilizou a legislação europeia, existente desde 2006. "Na Europa, a legislação que a gente se baseou existe desde 2006, então a gente [Brasil] estaria um pouquinho atrasado". Regulamentação no Brasil Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, a legislação sobre os limites máximos de resíduos (LMR) utiliza como base as determinações da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). "Nas fiscalizações efetuadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária no âmbito do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal (PNCRC/Vegetal) é verificado se os produtos atendem ou não a esses limites". A pasta defende que, pelos resultados, em média 90% dos produtos comercializados atendem aos limites. Especialista em direito médico, Gabriela Rodrigues afirma que a legislação vigente é rígida, mas precisa ser atualizada. "Existe uma legislação rígida sobre a quantidade de agrotóxicos encontrados em qualquer alimento, e existe uma portaria do Ministério da Saúde falando sobre papinha de neném. Só que ela não regulamenta a quantidade de agrotóxico, ela diz que tem que ter a quantidade prevista na legislação para cada alimento". "As normas existentes são seguras, mas o país ainda tem que se desenvolver. Mas, atualmente, as crianças, como toda a população, estão respaldadas para o consumo de qualquer alimento", completa a especialista. Papinha de bebê analisada por pesquisadora da Unicamp Wesley Justino/EPTV VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas

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Comer é o melhor remédio, mas isso não inclui fast food
Saúde & Ciência

Comer é o melhor remédio, mas isso não inclui fast food

📅 31/01/2023, 09:00

No começo do mês, pesquisadores da faculdade de medicina de Harvard divulgaram estudo que reforça a relação entre um padrão alimentar saudável e a diminuição do risco de morte prematura. Os cientistas constataram que as pessoas que seguiam uma dieta balanceada apresentavam menores chances de morrer de câncer e doenças respiratórias ou cardiovasculares em comparação com as que comiam mal. O trabalho foi publicado no “JAMA Internal Medicine”. Consumo de fast food: associado ao risco de doença hepática gordurosa não alcoólica, que pode evoluir para cirrose ou câncer de fígado Daniel Reche para Pixabay Foram utilizados dados, coletados durante 36 anos, de 75 mil mulheres e 44 mil homens. No início do levantamento, nenhum dos participantes havia sido diagnosticado com as doenças citadas e todos preenchiam um questionário sobre seus hábitos alimentares a cada quatro anos. Os resultados foram compatíveis com as recomendações das Diretrizes Dietéticas para Americanos, que aprovam diferentes dietas (como a mediterrânea ou à base de plantas) – dando prioridade às refeições que incluam grãos, legumes, verduras e frutas. A necessidade de optar por comidas saudáveis é endossada por outra pesquisa, recém-publicada na revista científica “Clinical Gastroenterology and Hepatology”, que mostrou que o consumo de fast food – também responsável pelo crescimento do número de casos de diabetes e obesidade – está associado a um quadro de doença hepática gordurosa não alcoólica, que pode evoluir para cirrose ou câncer de fígado. Os pesquisadores avaliaram 4 mil adultos: aqueles cujo consumo de fast food excedia 20% das calorias ingeridas diariamente tinham níveis elevados de gordura em seus fígados. No entanto, não é apenas o fígado que sofre as consequências do fast food, com altos teores de açúcar e sal, onde sobram calorias e faltam nutrientes. Uma lata de refrigerante do tipo cola contém o equivalente a dez colheres de chá de açúcar, sem qualquer valor nutricional. Na digestão, a quebra dos carboidratos libera glicose e o resultado é o aumento da taxa de açúcar no sangue. O pâncreas então produz insulina, que transporta a glicose para as células. Entretanto, se os níveis se mantiverem sempre altos, o equilíbrio pode ser romper, levando ao diabetes tipo 2. O excesso de sal é um vilão para a pressão sanguínea. Outro componente comum é a gordura trans, que aumenta o LDL (o mau colesterol) e o risco de diabetes e doença cardiovascular. Para o sistema respiratório, a equação é simples: calorias em abundância causam ganho de peso e os quilos extras sobrecarregam coração e pulmões, tornando penosas atividades simples como andar, subir escadas ou fazer exercícios.

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The Last of Us: é possível que uma pandemia de fungos crie zumbis na vida real?
Saúde & Ciência

The Last of Us: é possível que uma pandemia de fungos crie zumbis na vida real?

📅 29/01/2023, 11:07

A serie The Last of Us imagina como seria uma contaminação por fungos Cordyceps em humanos DIVULGAÇÃO/HBO/WARNER MEDIA/LIANE HENTSCHER A nova série The Last of US, da HBO, apresenta um cenário pós-apocalíptico em que há milhares de pessoas transformadas em zumbis após uma infecção por um fungo se tornar uma pandemia. A série foi a segunda maior estreia deste ano da plataforma HBO MAX e o terceiro episódio fica disponível neste domingo (28). O cenário pode ser fantasioso, mas o tipo de fungo representado na série existe de verdade. São fungos dos gêneros Cordyceps e Ophiocordyceps e na vida real eles realmente transformam suas vítimas em zumbis. Os esporos deste tipo de fungo entram no corpo da vítima, onde o fungo cresce e começa a sequestrar a mente de seu hospedeiro até que ele perca o controle e seja compelido a subir para um terreno mais alto. O fungo parasita devora sua vítima por dentro, extraindo até o último nutriente, enquanto se prepara para seu grande ato final. Então - em uma cena mais perturbadora do que o filme de terror mais assustador - um tentáculo de morte irrompe da cabeça. Este corpo do fungo espalha esporos em tudo ao seu redor - condenando outras vítimas ao mesmo destino se estiverem próximas para serem infectadas. Para nossa sorte, os fungos deste gênero são capazes de contaminar apenas formigas - e somente algumas espécies. Outros fungos similares contaminam outras espécies de inseto, de maneira parecida. Este documentário da BBC (em inglês) mostra uma formiga contaminada pelo fungo. Estalador da série de 'The Last of Us' Reprodução/YouTube/HBO Max Brasil O funcionamento desses fungos parasitas inspirou o jogo de videogame The Last of US, no qual a série da HBO foi baseada. Assista ao trailer da série 'The Last of Us' Na trama dessas obras de ficção, fungos Cordyceps passam a se tornar capazes de infectar humanos e causam uma pandemia capaz de levar ao colapso da sociedade. Mas no mundo real, uma pandemia de Cordyceps - ou causada por outro fungo - é algo que realmente poderia acontecer? "Acho que subestimamos as infecções fúngicas por nossa conta e risco", diz o médico Neil Stone, principal especialista em fungos do Hospital de Doenças Tropicais de Londres. "Já fizemos isso por muito tempo e estamos completamente despreparados para lidar com uma pandemia fúngica." Lista de fungos perigosos para humanos No final de outubro do ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou sua primeira lista de fungos com maior risco para a saúde pública. Os fungos da lista são realmente ameaçadores, mas - pra nosso alívio - não existe na lista nenhum capaz de transformar humanos em zumbis. Por que não? A microbióloga Charissa de Bekker, da Universidade de Utrecht, no Reino Unido, estuda como os fungos Cordyceps zumbificam as formigas e diz que não vê como isso poderia acontecer com pessoas. "A nossa temperatura corporal é simplesmente muito alta para a maioria dos fungos, incluindo o Cordyceps", explica. "O sistema nervoso deles é mais simples do que o nosso, então é muito mais fácil sequestrar o cérebro de um inseto do que o complexo cérebro humano." Uma lagarta consumida por um fungo parasita - as protuberâncias liberam esporos Getty Images via BBC Além disso, explica ela, os sistemas imunológicos deles são muito diferentes dos nossos, o que também dificultaria esse "sequestro". A maior parte das espécies parasitas de Cordyceps evoluiu ao longo de milhares de anos para se especializar em infectar apenas uma espécie de inseto. A maioria não pula de um inseto para o outro. "Para esse fungo ser capaz de ir de um inseto para nós e conseguir nos infectar da mesma forma, é uma distância muito grande", diz Bekker. Ameaças mortais No entanto, a ameaça de uma pandemia fúngica é muito real, embora tenha sido subestimada por um longo tempo. "As pessoas pensam em fungos como algo trivial, superficial ou sem importância", diz o médico Neil Stone. Apenas algumas das milhões de espécies de fungos causam doenças em seres humanos. No entanto, algumas dessas podem ser muito piores do que uma unha infectada ou uma frieira. Pedro Pascal e Bella Ramsey em 'The Last of Us' Divulgação Os fungos matam cerca de 1,7 milhão de pessoas por ano - cerca de três vezes mais que a malária. A OMS identificou 19 fungos diferentes que considera preocupantes. Os mais graves são a Candida auris, o Cryptococcus neoformans e o Mucormycetes - que come nossa carne tão rapidamente que leva a graves lesões faciais. A ameaça global da cândida auris A Candida auris é uma levedura - e libera o mesmo cheiro de fermentação de uma cervejaria ou de uma massa de pão. Mas, diferentemente das leveduras benéficas que usamos para a comida, a Candida auris é um parasita terrível. Ela contamina o sangue, o sistema nervoso e os órgãos internos. A OMS estima que metade das pessoas infectadas por Candida auris morrem. Neil Stone afirma que a Candida auris deve ser nossa principal preocupação JAMES GALLAGHER via BBC O primeiro caso documentado foi no ouvido de um paciente do Hospital Geriátrico Metropolitano de Tóquio em 2009, e desde então o fungo tem se espalhado pelo mundo. A Candida auris é muito difícil de ser combatida - algumas cepas são resistentes a todos os medicamentos antifúngicos que temos. Por isso muitas vezes ela é chamada de "superfungo". A transmissão ocorre principalmente através de superfícies contaminadas em hospitais - é um fungo realmente difícil de limpar completamente. Muitas vezes, a solução é fechar alas inteiras de hospitais, algo que já aconteceu no Reino Unidos. Neil Stone diz que a Candida auris é o tipo de fungo mais preocupante e que não podemos ignorá-lo, pois uma pandemia causada por ele poderia levar ao colapso dos sistemas de saúde. Fungo mortal Outro fungo mortal - o Cryptococcus neoformans - é capaz de entrar no sistema nervoso das pessoas e causar uma meningite devastadora. Os britânicos Sid e Ellie tiveram contato com a doença nos primeiros dias de sua lua de mel na Costa Rica. Elle começou a passar mal e seus sintomas iniciais - dores de cabeça e náuseas - foram atribuídos ao excesso de sol. Mas depois ela começou a ter espasmos e convulsões fortíssimas. "Nunca vi algo pior, me senti tão impotente", diz Sid à BBC. Exames feitos mostraram inflamação em seu cérebro e identificaram o Cryptococcus como a causa. Felizmente, Ellie respondeu ao tratamento e saiu do coma após 12 dias em respirador. "Só me lembro de gritar", diz ela, que tinha delírios quando estava infectada. Agora ela está se recuperando bem. Ellie diz que "nunca" pensou que um fungo pudesse fazer isso com uma pessoa. "Você não acha que vai quase morrer na sua lua de mel." Fungo negro Outra ameaça à saúde pública é o Mucormycetes, também conhecido como fungo negro. Ele causa uma doença gravíssima chamada mucormicose, que normalmente atinge pessoas com o sistema imunológico comprometido. Ele se reproduz tão rapidamente que, se estiver sendo cultivado em laboratório, é capaz de fazer a tampa da placa petri pular. "Quando deixa um pedaço de fruta estragar e no dia seguinte ela virou uma papa, é porque havia um fungo mucormycetes dentro dela", diz a médica Rebecca Gorton, cientista do HSL, o laboratório de serviços de saúde em Londres. Ela diz que a infecção é rara em humanos, mas pode ser realmente grave quando acontece. O fungo ataca o rosto, os olhos e o cérebro e pode ser fatal ou deixar as pessoas gravemente desfiguradas. Uma infecção se espalha tão rapidamente no corpo quanto nas frutas ou no laboratório, afirma Gorton. Durante a pandemia de covid, houve uma explosão de casos de fungo negro na Índia. Mais de 4.000 pessoas morreram. Acredita-se que o enfraquecimento do sistema imunológico das pessoas e os altos níveis de diabetes no país ajudaram na proliferação do fungo. Cerca de 30 casos de contaminação por mucormicose foram registrados no Brasil em 2021, durante a pandemia de covid. Devemos levar os fungos mais a sério? Os fungos geram infecções muito diferentes das provocadas por bactérias ou vírus. Quando um fungo nos deixa doentes, ele quase sempre é captado do ambiente, em vez de se espalhar por meio de tosses e espirros. Estamos todos expostos a fungos o tempo todo, mas eles geralmente precisam de um sistema imunológico enfraquecido para conseguirem se desenvolver. Stone diz que uma pandemia fúngica provavelmente seria muito diferente da pandemia de covid - tanto na forma como se espalha quanto no tipo de pessoa que infecta. Ele acha que a ameaça existe por causa "do volume de fungos que existem no meio ambiente" e por causa de "mudanças climáticas, viagens internacionais, número crescente de casos e do profundo descaso que temos em termos de tratamentos". Esta reportagem foi originalmente publicada em - https://www.bbc.com/portuguese/geral-64442967

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Parabéns pelos 100 anos!
Saúde & Ciência

Parabéns pelos 100 anos!

📅 29/01/2023, 09:00

No Reino Unido, o cargo de monarca agora é de Charles III, mas um compromisso assumido pela rainha Elizabeth II, em sete décadas de reinado, se mantém inalterado: quem chega aos 100 recebe uma mensagem de congratulação pela data. Há inclusive um “Escritório de Aniversários”, que funciona no Palácio de Buckingham, dedicado ao assunto. As regras são claras: tem direito à cartinha quem completa 100 e 105 anos. Depois dos 105, a pessoa alcança um status especial e é agraciada com o mimo até o fim da vida. Chegar aos 100: marca de longevidade deveria render homenagens Rostislav Uzunov para Pixabay Quem é pensionista e mora no Reino Unido não precisa sequer fazer o pedido para ser lembrado, porque o sistema se encarrega de tudo. No entanto, mesmo quem não se enquadra nesse perfil pode requisitar a mensagem do rei (e da rainha consorte) escrevendo para o escritório, o que inclui habitantes de Austrália, Canadá e Nova Zelândia. Casais que festejam 60, 65 e 70 anos de casamento também são presenteados – depois do 70º. aniversário de bodas, anualmente. De acordo com a Organização das Nações Unidas, há 400 mil centenários no mundo. Os Estados Unidos reúnem o maior número deles: quase 100 mil, embora o Japão seja o país com o maior percentual da população na faixa etária acima dos 100. No Brasil, a estimativa é de cerca de 25 mil. Se a pessoa chega aos 110 anos, torna-se um supercentenário. No estado norte-americano de Oklahoma, um grupo de voluntários se desloca para as cidades dos aniversariantes para garantir que ninguém chegue aos 100 sem a devida comemoração. Criada em 1991, a Centenarians of Oklahoma prestou homenagens a mais de 2.700 idosos. A presidente da entidade é Gloria Helmuth, que ainda está longe da marca mas, aos 82 anos, já participou de centenas de tributos. O presente consiste em biografia, certificado e pin. Quando um centenário morre, os voluntários encaminham seus dados biográficos para a biblioteca da universidade estadual. A organização vem colecionando conselhos que eles dão sobre longevidade. Há desde frases como “trabalhe duro e economize” a tiradas filosóficas, como “não se preocupe com o que você não pode mudar”. Eu proponho que façamos o mesmo com os bravos guerreiros e guerreiras que alcancem esse marco!

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As estratégias que prometem ajudar a ter 'força de vontade infinita'
Saúde & Ciência

As estratégias que prometem ajudar a ter 'força de vontade infinita'

📅 25/01/2023, 13:23

Muitas pessoas acreditam que a força de vontade é fixa e finita. Mas podemos fazê-la crescer com a ajuda de diversas estratégias poderosas Getty Images Todos nós enfrentamos dias difíceis que parecem surgir para testar o nosso autocontrole. Digamos que você seja um barista, por exemplo, e alguns de seus clientes são particularmente grosseiros e exigentes, mas você consegue manter a elegância ao atendê-los. Ou você pode estar terminando um projeto importante e precisa ficar concentrado em silêncio, sem desviar sua atenção e sem distrações. Se você estiver de dieta, talvez você tenha passado as últimas horas resistindo ao pote de biscoitos. Em cada um desses casos, você fez uso da sua força de vontade - a capacidade de evitar tentações de curto prazo e ignorar pensamentos, impulsos ou sentimentos indesejados, como definem os psicólogos. Aparentemente, algumas pessoas têm reservas de força de vontade muito maiores do que outras. Elas têm mais facilidade de controlar suas emoções, evitar a procrastinação e permanecer fiéis aos seus objetivos, sempre parecendo controlar com mão de ferro o seu comportamento. De fato, talvez você conheça alguns sortudos que, depois de um dia de trabalho duro, ainda encontram motivação para fazer algo produtivo, como exercícios físicos. Nossas reservas de autocontrole e concentração mental são aparentemente moldadas pela mentalidade. E estudos recentes sugerem estratégias poderosas para que qualquer pessoa consiga aumentar sua força de vontade, com imensos benefícios para a produtividade, saúde e felicidade. Leia também Estudo aponta que núcleo da Terra 'freou' e pode afetar duração dos dias, nível do mar e temperatura global; entenda Oscar 2023 anuncia indicados: 'Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo' lidera com 11 indicações Esvaziar o ego Até pouco tempo atrás, a teoria psicológica predominante afirmava que a força de vontade seria como uma espécie de bateria. Você pode começar o dia com carga total, mas, sempre que precisa controlar seus pensamentos, comportamentos ou sentimentos, você gasta um pouco da energia daquela bateria. Sem a possibilidade de descansar e recarregar, esses recursos ficam perigosamente baixos, dificultando muito manter sua paciência, concentração e resistência às tentações. Testes de laboratório aparentemente forneceram provas deste processo. Depois de pedir aos participantes que resistissem à tentação de comer biscoitos mantidos sobre uma mesa, por exemplo, eles exibiam menos persistência para resolver um problema matemático, pois suas reservas de força de vontade haviam se esgotado. Partindo do termo freudiano que designa a parte da mente que é responsável por controlar nossos impulsos, este processo é conhecido como "esgotamento do ego". As pessoas com forte autocontrole podem ter maiores reservas iniciais de força de vontade, mas até elas acabam se esgotando quando colocadas sob pressão. Mas, em 2010, a psicóloga Veronika Job publicou um estudo questionando as bases desta teoria. Ela apresentou evidências fascinantes de que o esgotamento do ego depende das crenças subjacentes das pessoas. Job é professora de psicologia da motivação da Universidade de Viena, na Áustria. Ela começou o estudo elaborando um questionário para que os participantes avaliassem uma série de afirmações, seguindo uma escala de 1 (concordo totalmente) a 6 (discordo totalmente). As questões incluíram: • Quando as situações que desafiam você com tentações se acumulam, fica cada vez mais difícil resistir a essas tentações. • A atividade mental intensa esgota os seus recursos e você precisa reabastecer-se em seguida. • Quando você acaba de resistir a uma forte tentação, você se sente fortalecido e pode suportar novas tentações. • Sua resistência mental alimenta a si própria. Mesmo depois de um esforço mental extenuante, você consegue continuar fazendo mais. Se você se identifica mais com as duas primeiras afirmações, considera-se que você tem uma visão "limitada" da força de vontade. Mas, se você concorda mais com as duas últimas afirmações, sua visão da força de vontade é considerada "ilimitada". Em seguida, Job forneceu aos participantes do estudo alguns testes padrão de laboratório para examinar sua concentração mental, considerando que a concentração depende das nossas reservas de força de vontade. Job concluiu que o desempenho das pessoas com mentalidade limitada costuma ser exatamente igual ao que seria previsto pela teoria do esgotamento do ego. Depois de realizarem uma tarefa que exigia intensa concentração (como a correção trabalhosa de um texto maçante), elas acharam muito mais difícil prestar atenção em uma atividade subsequente do que se tivessem descansado antes. Já as pessoas com visão ilimitada não demonstravam sinais de esgotamento do ego. Elas não exibiam declínio da sua concentração mental depois de realizarem uma atividade mentalmente exaustiva. Aparentemente, a mentalidade dos participantes do estudo sobre a força de vontade era uma profecia autorrealizável. Se eles acreditassem que sua força de vontade se esgotava facilmente, sua capacidade de resistir a tentações e distrações se dissolvia com rapidez. Mas, se eles acreditassem que "a resistência mental se autoalimenta", era exatamente o que acontecia. Job rapidamente reproduziu estes resultados em outros contextos. Trabalhando em conjunto com Krishna Savani, da Universidade Tecnológica Nanyang, em Singapura, ela demonstrou que as crenças sobre a força de vontade aparentemente variam de um país para outro. Eles concluíram que a mentalidade ilimitada é mais comum entre estudantes indianos do que nos Estados Unidos, o que foi refletido em exames da resistência mental. Nos últimos anos, alguns cientistas questionaram a confiabilidade dos testes de laboratório de esgotamento do ego. Mas Job também demonstrou que a mentalidade das pessoas sobre a força de vontade apresenta relação com muitos cenários da vida real. Ela pediu a estudantes universitários que preenchessem questionários sobre suas atividades, duas vezes por dia, ao longo de dois períodos semanais não consecutivos. E, como se poderia esperar, alguns dias eram muito mais difíceis do que outros, gerando sentimentos de exaustão. A maioria dos participantes recuperava-se até certo ponto durante a noite, mas os que tinham mentalidade ilimitada realmente verificavam aumento da sua produtividade no dia seguinte, como se tivessem sido energizados pelo aumento da pressão. Novamente, parece que sua crença de que "a resistência mental alimenta a si própria" havia se tornado sua realidade. Outros estudos demonstraram que a mentalidade sobre a força de vontade pode prever os níveis de procrastinação dos estudantes antes dos exames e suas notas finais. Os participantes com visão ilimitada desperdiçavam menos tempo. E, ao enfrentar a alta pressão das suas aulas, os estudantes com visão ilimitada também apresentaram melhor capacidade de manter o autocontrole em outras áreas da vida. Eles demonstravam menos propensão a comer bobagens ou gastar por impulso, por exemplo. Já os que acreditavam que sua força de vontade se esgotava facilmente com seu trabalho eram mais propensos a cometer esses vícios, talvez porque sentissem que suas reservas de autocontrole já haviam sido esgotadas pelo trabalho acadêmico. A influência da mentalidade sobre a força de vontade também pode estender-se a muitos domínios, como os exercícios físicos. Navin Kaushal, professor de ciências da saúde da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, e seus colegas demonstraram que a mentalidade pode influenciar os hábitos de exercícios das pessoas. Aquelas que têm crenças ilimitadas sobre a força de vontade, por exemplo, têm mais facilidade de reunir a motivação para exercitar-se. E um estudo da professora de psicologia Zoë Francis, da Universidade de Fraser Valley, no Canadá, chegou a resultados surpreendentemente similares. Depois de acompanhar mais de 300 participantes ao longo de três semanas, ela concluiu que pessoas com mentalidade ilimitada apresentam maior disposição para exercitar-se e menos propensão a comer bobagens do que as pessoas com mentalidade limitada. É algo revelador que essas diferenças sejam particularmente pronunciadas à noite, quando as exigências das tarefas diárias começaram a cobrar a conta daqueles que acreditam que seu autocontrole pode esgotar-se facilmente. Como aumentar a força de vontade Se você já tiver mentalidade ilimitada sobre a força de vontade, estas conclusões podem deixar você satisfeito. Mas o que podemos fazer se vivemos acreditando que nossas reservas de autocontrole se esgotam facilmente? Os estudos de Job indicam que simplesmente aprender sobre estes estudos científicos de ponta, lendo textos curtos e acessíveis, pode ajudar a mudar a crença das pessoas, pelo menos no curto prazo. Aparentemente, conhecimento é poder. Se isso for verdade, a simples leitura desta reportagem pode já ter começado a fortalecer sua resistência mental. Você pode acelerar este processo contando a outras pessoas o que você aprendeu. Pesquisas indicam que compartilhar informações ajuda a consolidar a nossa própria mudança de mentalidade. Este fenômeno é conhecido como o efeito "falar é acreditar" e também ajuda a disseminar o comportamento positivo entre as pessoas. As lições sobre a natureza ilimitada da força de vontade podem ser aprendidas desde a infância. Pesquisadores da Universidade Stanford e da Universidade da Pensilvânia, ambas nos Estados Unidos, elaboraram recentemente um livro infantil para ensinar às crianças em idade pré-escolar a ideia de que exercitar a força de vontade pode ser energizante, e não exaustivo, e que o autocontrole pode aumentar quanto mais o praticarmos. As crianças que ouviram a história demonstraram maior autocontrole em um teste de "gratificação postergada" que foi aplicado em seguida, em comparação com seus colegas que haviam ouvido uma história diferente. O teste ofereceu a elas a possibilidade de dispensar um pequeno presente no momento para receber um brinde maior posteriormente. Uma estratégia útil para mudar sua mentalidade pode ser relembrar uma ocasião em que você trabalhou em uma tarefa mentalmente desgastante pelo puro prazer da atividade. Pode ter sido uma tarefa no trabalho, por exemplo, que outras pessoas aparentemente achavam difícil, mas que você achou gratificante. Ou, talvez, um hobby, como aprender uma nova música no piano, que exige intensa concentração, mas parece simples para você. Um estudo recente concluiu que praticar este tipo de recordação altera naturalmente as crenças das pessoas em direção à mentalidade ilimitada, já que elas conseguem ver provas da sua própria resistência mental. Para obter mais evidências, você pode começar com pequenos testes de autocontrole que tragam uma mudança desejada na sua vida - como evitar comer bobagens por duas semanas, afastar-se das redes sociais durante o trabalho ou demonstrar mais paciência com um ente querido irritante, por exemplo. Depois de provar a si próprio que a sua força de vontade pode aumentar, pode ficar mais fácil resistir a outros tipos de tentação ou distrações. Você não pode esperar que aconteça um milagre imediatamente. Mas, com perseverança, você deve observar sua mudança de mentalidade e, com ela, o aumento da capacidade de controlar seus pensamentos, sensações e comportamento. Assim, suas ações irão impulsionar você rumo aos seus objetivos. * David Robson é escritor de ciências e autor do livro O efeito da expectativa: como o seu pensamento pode transformar sua vida (em tradução livre do inglês), publicado no Reino Unido pela editora Canongate e, nos EUA, pela Henry Holt. Sua conta no Twitter é @d_a_robson. Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Worklife.

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Foco no paciente reduz o risco de readmissão hospitalar
Saúde & Ciência

Foco no paciente reduz o risco de readmissão hospitalar

📅 17/01/2023, 09:00

No fim de dezembro, “The New England Journal of Medicine” publicou um amplo material sobre as medidas a serem tomadas para diminuir as chances de um paciente voltar a ser internado depois de receber alta, a chamada readmissão hospitalar. A “receita” não é difícil de adivinhar: é preciso levar em conta todas as características da pessoa, incluindo uma avaliação da sua vulnerabilidade social, em vez de utilizar uma mesma métrica para todos. Foco no paciente reduz o risco de readmissão hospitalar depois da alta Fernando Zhiminaicela para Pixabay A Corewell Health, rede que reúne 22 hospitais nos Estados Unidos, mapeou que pacientes apresentavam mais probabilidades de enfrentar dificuldades de recuperação; em seguida, criou um plano customizado, de acordo com as necessidades de cada um. Para o grupo considerado vulnerável, foi montado um suporte de transição com a duração de um mês depois da alta. Além da abordagem interdisciplinar, com profissionais de diversas áreas, o trabalho não se limitava aos desafios clínicos: as intervenções abrangiam questões como os determinantes sociais de saúde (por exemplo, as condições da moradia). O resultado da experiência, que se estendeu por 20 meses, não poderia ser diferente: recuperação mais rápida das pessoas e custos menores para o sistema que conseguiu evitar a reinternação. O que me leva a citar um outro estudo sobre o papel dos hospitais para reduzir a desigualdade na saúde, caso passem a avaliar os pacientes levando em conta suas necessidades sociais, como insegurança alimentar, precariedade de moradia, falta de acesso a transporte, incapacidade de pagar contas básicas e exposição à violência. Para mudar a situação, os Estados Unidos vão adotar três medidas para produzir uma visão mais abrangente do paciente. A primeira entra em vigor este ano e estabelece o compromisso dos hospitais em cinco frentes: eleger a igualdade na saúde como prioridade estratégica; levantar as informações sociodemográficas dos pacientes; analisar o material; adotar medidas focadas em sanar disparidades na saúde; e, para fechar, exigir o comprometimento das lideranças nesse esforço. A segunda e terceira etapas serão consequências: a obrigatoriedade de os hospitais relatarem a porcentagem de adultos que foram beneficiados por essa abordagem e quantos se enquadravam num perfil vulnerável. Com certeza será preciso padronizar as ferramentas de medição, qualificar a mão de obra das instituições para que o projeto dê certo e azeitar o compartilhamento dos dados para ajustes nas políticas públicas. Torço para que funcione, embora os investimentos necessários possam se tornar um grande desafio. O blog entra num breve recesso e a coluna voltará a ser publicada no dia 29.

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Terapia celular e genética, um mercado estimado em R$ 300 bi
Saúde & Ciência

Terapia celular e genética, um mercado estimado em R$ 300 bi

📅 15/01/2023, 09:00

A física reinou absoluta no século XX, em aviões e computadores, mas agora a revolução científica acontece numa nova fronteira: a da biologia. A terapia celular e genética é a menina dos olhos da indústria farmacêutica, um segmento que valia US$ 7 bilhões em 2021 e que deve alcançar US$ 58 bi em 2026 (mais de R$ 300 bilhões). Nesse ecossistema – com o qual a maioria de nós tem intimidade zero – é possível, através da terapia gênica, introduzir, substituir ou remover genes de células, ajudando no tratamento de doenças até então incuráveis. Ou optar por terapias de RNA, que não causam mudanças permanentes no DNA: como acontece na vacina contra a Covid desenvolvida pela Pfizer, o RNA mensageiro transporta uma cópia de instruções genéticas com “orientações” que são utilizadas na produção de proteínas que vão atuar no combate à enfermidade. Pesquisadora em laboratório: mercado da terapia celular e genética é estimado em 300 bilhões de reais Michal Jarmoluk para Pixabay Um ótimo exemplo do que, há apenas uma década, seria visto como ficção científica é o de uma vacina que, simultaneamente, destrói tumores no cérebro e treina o sistema imunológico para impedir a recorrência da enfermidade. O trabalho, divulgado no começo do mês na revista “Science Translational Medicine”, é desenvolvido no Brigham and Women´s Hospital, da Harvard University. Os testes ainda estão sendo realizados em cobaias, com resultados promissores, avalia Khalid Shah, vice-diretor de pesquisas no Departamento de Neurocirurgia: “Estamos usando engenharia genética para reprogramar células cancerosas de forma que se tornem a própria vacina que vai combater o câncer e estimular o sistema imunológico para destruir tumores primários e prevenir a doença”. As empresas de biofármacos apostam num leque de aplicações terapêuticas e a área da oncologia é a que recebe o maior volume de investimentos, seguida pelas pesquisas envolvendo problemas no sistema nervoso central e a oftalmologia. A Anvisa já aprovou produtos de terapia gênica: o Zolgensma, usado para tratar crianças com atrofia muscular espinhal (ao custo de R$ 6.5 milhões, é conhecido como o remédio mais caro do mundo); o Luxturna, indicado para distrofias hereditárias da retina; e o Kymriah, para o câncer hematológico. Quando o mercado ganhar escala, são esperadas drogas para um número ampliado de distúrbios, inclusive aqueles que afetam uma parcela significativa da população, como altos índices de colesterol. No entanto, essa nova fronteira da ciência embute uma questão ética: esse território será exclusivo para milionários? A revista científica “The Lancet” lançou mês passado uma série de estudos alertando que racismo, xenofobia e discriminação são ameaças à saúde pública e devem ser objeto de mobilização mundial. De acordo com os cientistas, das doenças cardiovasculares à Covid-19, questões raciais e étnicas estão listadas como fatores de risco. Pior: a desigualdade tem criado distorções como se o produto de séculos de iniquidade fosse um aspecto genético e imutável. A série desafia isso, mostrando como privações socioeconômicas – e não características fisiológicas – são a causa de morbidades. Basta pensar numa penca de atributos que impactam a existência do ser humano: más condições de moradia, violência, poluição atmosférica, alimentação de má qualidade, falta de acesso a saúde, educação, espaços verdes, lazer...

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Por que é tão boa a sensação de comer chocolate, segundo cientistas
Saúde & Ciência

Por que é tão boa a sensação de comer chocolate, segundo cientistas

📅 14/01/2023, 16:41

Imagem de uma pessoa comendo uma barra de chocolate Getty Images/Via BBC A razão pela qual é tão boa a sensação de comer chocolate foi identificada por pesquisadores da Universidade de Leeds, no Reino Unido. Os cientistas analisaram o processo que ocorre quando comemos chocolate, com foco mais na textura do que no sabor. Fórmula do Sabor mostra o feitiço do chocolate e o poder da pimenta Eles afirmam que o local onde a gordura se localiza dentro do chocolate ajuda a torná-lo suave e agradável ao paladar. O líder do estudo, Siavash Soltanahmadi, espera que as descobertas levem ao desenvolvimento de uma "próxima geração" de chocolate mais saudável. Quando o chocolate é colocado na boca, a superfície dele libera uma película gordurosa que dá essa sensação característica. Mas os pesquisadores afirmam que a gordura mais profunda dentro do chocolate desempenha um papel mais limitado e, portanto, a quantidade ali pode ser reduzida sem que a sensação proporcionada pelo chocolate seja afetada. A professora Anwesha Sarkar, da Escola de Ciência Alimentar e Nutrição de Leeds, disse que é "a localização da gordura na composição do chocolate que importa em cada estágio da lubrificação, e isso raramente foi pesquisado". E Soltanahmadi disse: "Nossa pesquisa abre a possibilidade de que os fabricantes possam projetar de forma inteligente o chocolate amargo para reduzir o total de gordura". A equipe usou uma "superfície 3D semelhante a uma língua" artificial projetada na Universidade de Leeds para realizar o estudo e os pesquisadores esperam que o mesmo equipamento possa ser usado para investigar outros alimentos que mudam de textura, como sorvete, margarina e queijo. - Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-64277147

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Sobre álcool, Alzheimer e diabetes
Saúde & Ciência

Sobre álcool, Alzheimer e diabetes

📅 12/01/2023, 09:00

Reuni três pesquisas sobre assuntos relevantes (e recorrentes) para a coluna, divulgadas ao longo do mês de dezembro, com informações que merecem ser compartilhadas. Começo pela que aponta a relação entre ferimentos causados pelo consumo excessivo de álcool e o aumento do risco de morte no ano seguinte. Publicado no “Journal of Studies on Alcohol and Drugs”, o trabalho mostra que indivíduos que buscam o setor de emergência de um hospital devido a um quadro de abuso de bebida – o leque vai de uma intoxicação a acidentes de carro, passando por quedas e brigas – têm cinco vezes mais chances de morrer num prazo de 12 meses do que o restante da população. Álcool: quem vai parar na emergência de um hospital devido a um quadro de abuso de bebida tem mais chances de morrer em 12 meses Michal Jarmoluk para Pixabay O levantamento se baseou em registros de dez milhões de atendimentos nas emergências do estado norte-americano da Califórnia. “De cada cem pacientes feridos que estavam intoxicados ou tinham problemas de uso abusivo de álcool, cinco morreram no ano seguinte. No resto da população, a proporção era de um para cem”, detalhou Sidra Goldman-Mellor, professor da University of California, Merced. Nos EUA, de 2019 para 2020, houve um aumento de 25,5% no número de pessoas com algum grau de dependência, e o número de mortes vem crescendo 2.2% por ano. Apesar de ser uma condição médica, as estatísticas revelam que menos de 10% recebem tratamento. Uma descoberta conjunta de cientistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e do Scripps Research avança para desvendar o motivo pelo qual as mulheres são mais sujeitas a desenvolver a Doença de Alzheimer: trata-se de uma proteína chamada componente C3 do sistema complemento, que atua nas respostas imunológicas do organismo. O problema é que, no cérebro de mulheres que morreram devido à enfermidade, foi encontrada uma forma modificada e prejudicial dessa proteína em níveis seis vezes acima do que estava presente nos cérebros de homens. O time também constatou que o estrogênio, hormônio cuja produção declina a partir da perimenopausa, protege o organismo da forma quimicamente alterada da C3, resultante de um processo denominado S-nitrosilação. Há décadas os cientistas sabem que os cérebros de indivíduos com Alzheimer apresentam um nível mais alto de proteínas complemento e outros marcadores de inflamação. Recentemente, estudos mostraram que tais proteínas são capazes de acionar as microglias, células do sistema nervoso central com função de proteção similar à dos glóbulos brancos, para destruir as sinapses – as conexões através das quais os neurônios enviam mensagens – provocando o declínio cognitivo. Agora se dá a constatação de que a S-nitrosilação da C3 aumenta quando o estrogênio cai. Dois terços dos pacientes portadores de Alzheimer são do sexo feminino e a chave pode estar nas mudanças que ocorrem na menopausa, o que só reforça a necessidade de a terapia de reposição hormonal ser discutida com menos preconceito por parte dos médicos. A boa notícia é o resultado de nova pesquisa sobre como o jejum intermitente pode reverter um quadro de diabetes tipo 2, de acordo com estudo publicado no “Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”. Durante três meses, um grupo de 36 participantes foi submetido a uma dieta de jejum intermitente: a pessoa só se alimenta numa determinada janela de tempo durante o dia, o que ajuda o corpo a queimar gordura. O resultado foi que 55% suspenderam a medicação e se mantiveram em remissão por pelo menos um ano. O trabalho desafia o conceito de que a remissão só ocorre naqueles que estão doentes há pouco tempo: 65% dos que se livraram dos remédios eram diabéticos há mais de seis anos.

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Universidades para idosos: a nova missão chinesa
Saúde & Ciência

Universidades para idosos: a nova missão chinesa

📅 10/01/2023, 09:00

Sei que escrevi à beça sobre o Japão em dezembro, mas o que fazer se o Oriente tomou a dianteira em termos de boas ideias? Em pronunciamento no fim de 2022, o ministro da educação chinês anunciou o ambicioso plano de criar a Universidade Nacional para os Idosos. Na China há, atualmente, cerca de 267 milhões de cidadãos acima dos 60 anos, número que deve chegar a 400 milhões em 2035, o equivalente a 30% da população. Chinês idoso: até 2025, que cada município deverá oferecer pelo menos uma universidade voltada para esse público Doms para Pixabay Para um grande desafio, uma solução da mesma envergadura: até 2025, todo condado (que corresponde a nosso município) terá que oferecer pelo menos uma instituição nesses moldes para o público sênior. A importância do aprendizado contínuo foi tema de inúmeras colunas. Além de manter o cérebro afiado, possibilita que o idoso adquira novas habilidades que podem ser úteis para quem quer ou precisa se manter ativo profissionalmente. Também azeita as conexões sociais, um poderoso antídoto contra o isolamento e a solidão. A Universidade Nacional para os Idosos vai se fundir com a já existente Universidade Aberta da China, um sistema educacional que cobre as áreas urbana e rural e conta com mais de 3.700 centros. No currículo da nova iniciativa constarão, entre outros cursos, os de línguas estrangeiras, educação digital e computação, música, fotografia, dança, pintura e culinária. Para os especialistas, está claro que, com o envelhecimento da população, a atenção dispensada aos idosos não deve se restringir ao pagamento de aposentadorias e atendimento médico. A prioridade em navegar com desenvoltura no ambiente da internet ainda visa a proteger os mais velhos de fraudes. De acordo com o Comitê Nacional de Envelhecimento, a China dispõe de 76 mil universidades da terceira idade, com 14 milhões de alunos. O que para nós parece um número robusto, para eles se traduz em apenas 5% recebendo educação continuada. Como diriam Os Titãs: “a gente não quer só comida/a gente quer comida, diversão e arte/a gente não quer só comida/a gente quer saída para qualquer parte/você tem sede de quê?/você tem fome de quê?”. Todos temos que militar pela causa.

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'Sou psicopata': mulheres contam como é viver com o distúrbio
Saúde & Ciência

'Sou psicopata': mulheres contam como é viver com o distúrbio

📅 08/01/2023, 12:26

A psicopatia é geralmente é associada aos homens, particularmente aos criminosos, e é muito pouco estudada nas mulheres SOMSARA RIELLY A psicopatia é uma condição que condena e fascina muitas pessoas, mas o estigma profundamente arraigado em volta dela indica que o distúrbio ainda é mal compreendido — especialmente quando afeta as mulheres. Victoria sabia que seu namorado tinha uma esposa, mas, depois de alguns anos, ela começou a suspeitar que ele tivesse outras amantes. Ela não tinha provas, mas a linguagem corporal do namorado o denunciava, segundo ela. Suas histórias não faziam sentido. Seu rosto parecia diferente quando ele mentia. "Acontece que tenho excelente memória quando se trata de conversas", ela conta. "Ele não sabia mentir bem. Não sei como a esposa dele nunca o desmascarou." Diversas formas de punição surgiam na mente de Victoria, até que ela se decidiu por uma delas. Levaria algum tempo e ela precisaria agir como se não soubesse de nada. Foi assim que, por vários meses, Victoria continuou a vê-lo, mas enviava fotos do seu namorado nu para a esposa dele. É possível mudar a mente de um psicopata? Perturbado, ele procurou Victoria, se perguntando quem poderia estar enviando essas fotos. Sua esposa estava arrasada. Ele confessou a Victoria que, de fato, estava dormindo com outras mulheres. E não suspeitou que era Victoria quem estava enviando as fotos. Quando Victoria se cansou de tudo e quis terminar o relacionamento, ela enviou à esposa do namorado uma coleção final de fotografias. Na última imagem, a própria Victoria aparecia junto ao homem. Com essa revelação explosiva, Victoria saiu da vida deles para sempre. Quando Victoria contava esta história para as pessoas, sua petulância as espantava. "Elas me perguntavam 'por que você fez isso com a esposa dele? O que a esposa dele fez para merecer isso? O que ela fez para magoar você?'", ela conta. "E eu pensava, 'bem, a vida é injusta'." Ela faz uma pausa. "Acho que este é um bom exemplo de uma característica psicopata extrema que eu costumava ter. Indiferença." Mulheres com psicopatia costumam exibir menor tendência à violência que os homens e mais manipulação interpessoal SOMSARA RIELLY A definição da psicopatia A psicopatia não é um diagnóstico oficial de saúde mental e não está presente na mais recente edição do Manual Estatístico e de Diagnóstico de Distúrbios Mentais. Ela está agrupada sob a classificação mais ampla de distúrbio da personalidade antissocial, embora a psicopatia seja amplamente usada em ambientes clínicos em todo o mundo. Ela é entendida como sendo um distúrbio neuropsiquiátrico, em que uma pessoa exibe níveis anormalmente baixos de empatia ou remorso, muitas vezes resultando em comportamento antissocial e, às vezes, criminoso. O termo foi usado por médicos europeus e americanos no início dos anos 1900 e tornou-se comum em 1941, após a publicação do livro The Mask of Sanity ("A máscara da sanidade", em tradução livre), do psiquiatra norte-americano Hervey M. Cleckley. "Os principais acadêmicos do mundo vêm debatendo a definição da psicopatia", segundo a psicóloga e neurocientista Abigail Marsh, da Universidade de Georgetown em Washington D.C., nos Estados Unidos. "Você terá explicações muito diferentes da psicopatia, se falar com um psicólogo forense ou criminologista." Marsh afirma que os psicólogos criminalistas tendem a classificar as pessoas como psicopatas somente se exibirem comportamento extremo e violento. Mas, para ela, a condição se apresenta na forma de espectro com outros comportamentos menos dramáticos, que podem variar de uma pessoa para outra. Os psicólogos e psiquiatras, de forma geral, concordam que uma ou duas a cada 100 pessoas, na população em geral, atendem ao critério de psicopatia. Mas Marsh afirma que até 30% das pessoas exibem algum grau de características psicopatas na população em geral. Para as pessoas com psicopatia, isso pode significar que elas têm dificuldades para manter amizades próximas e se colocam em situações de risco, mas a condição também é prejudicial para as pessoas à sua volta. Por que o mercado costuma empregar psicopatas em postos de chefia - e por que isso pode ser um erro "Muitas vezes, ter por perto uma pessoa insensível ou manipuladora é devastador e cansativo para as pessoas que vivem com alguém com psicopatia extrema", afirma Marsh. Ela afirma que a maioria dos estudos referentes às pessoas com psicopatia tem sido conduzida com criminosos. Alguns desses estudos indicam que os psicopatas — ou as pessoas que exibem características psicopatas— representam um número desproporcional de pessoas na prisão, embora existam controvérsias sobre sua real incidência. De forma geral, as pesquisas indicam que a incidência de psicopatia é maior entre os criminosos homens (representando talvez 15 a 25% dos prisioneiros) do que entre as mulheres (10 a 12%). Mas este ainda é um campo pouco estudado na população em geral e ainda menos pesquisas são realizadas com mulheres. As mulheres com psicopatia Embora diversos estudos indiquem que a incidência da psicopatia é maior entre os homens do que entre as mulheres, Marsh argumenta que isso pode se dever, em primeiro lugar, à forma em que os exames foram idealizados. "As escalas iniciais de psicopatia foram principalmente desenvolvidas e testadas na população prisional de homens na Columbia Britânica [no Canadá] por Bob Hare", afirma ela. O psicólogo canadense Robert Hare desenvolveu a Lista de Controle da Psicopatia (agora chamada PCL-R) nos anos 1970 e uma versão revisada é frequentemente considerada o padrão-ouro global para o teste de características psicopatas. Ela é agora a ferramenta de diagnóstico validada e mais frequentemente empregada para determinar a psicopatia. A PCL-R mede a escala de desconexão emocional que alguém pode ter, tal como sua disposição de manipular alguém até um resultado desejado, independentemente das consequências, bem como seu comportamento antissocial, como escolhas agressivas ou impulsivas que podem ser violentas ou envolver o abandono abrupto das responsabilidades. 'Fui acusada de tentar matar minha mãe até ser diagnosticada com síndrome pré-menstrual grave' 'Nossas mentes estão programadas para ter prazer com o sofrimento dos outros': psicóloga explica a lógica dos assassinos e criminosos "Adaptações dessa escala são utilizadas hoje em dia em amostras não institucionalizadas, incluindo mulheres e crianças em diversos países, mas permanece aberta a questão de se você usaria essas mesmas questões para começar se fosse lidar com mulheres não criminosas", afirma Marsh. Uma análise dos pesquisadores em 2005 também comparou características centrais de mulheres e homens com psicopatia. Eles indicaram que as mulheres, muitas vezes, exibiam características como impulsividade debilitadora (como falta de planejamento), falsidade nos relacionamentos interpessoais e agressões verbais. Por outro lado, os pesquisadores concordaram que a psicopatia nos homens tende a se manifestar com violência e agressões físicas. Mas, na época, elas indicaram que não haviam sido realizadas pesquisas suficientes sobre o motivo para isso. E, 17 anos depois, não houve grandes mudanças. A estudante de PhD de psicologia da Universidade de Madri, na Espanha, Ana Sanz García e seus colegas realizaram uma análise mais recente, em 2021, de estudos de pesquisa publicados, que avaliaram mais de 11 mil adultos para determinar psicopatia. Ela concorda que são necessários mais estudos concentrados nas mulheres e em pessoas não criminosas com psicopatia. Sanz García afirmou à BBC que os estudos até hoje demonstram que as mulheres com psicopatia exibem menos propensão à violência e ao crime do que os homens, mas existem mais exemplos de manipulação interpessoal. "Seria interessante estudar os fatores que explicam por que, entre as mulheres com alto grau de psicopatia, existe menor probabilidade de cometer atos criminosos e antissociais do que entre os homens", afirma ela. "Se esses fatores forem descobertos, será possível criar um programa para evitar que homens e mulheres com alto grau de psicopatia cometam esses atos antissociais e criminosos." Acredita-se que a genética e o ambiente de criação de uma pessoa influenciem a psicopatia. SOMSARA RIELLY Também neste caso, não há pesquisas suficientes para determinar os motivos, mas um estudo recente na França indica uma possível resposta: a frieza e a falta de emoção parecem desempenhar um papel mais central na psicopatia feminina do que entre os homens. E as mulheres também exibem menos comportamentos violentos e antagonistas que na psicopatia masculina. Manipulação como entretenimento Victoria afirma que o seu comportamento manipulador começou a surgir como forma de entretenimento próprio. Ela nasceu na Malásia, em uma família de classe média. O alcoolismo do seu pai e a falta de responsabilidade pessoal pelas consequências da bebida tornaram seu lar infeliz. Ela teve sucesso nos estudos, mas se sentia frequentemente aborrecida. Para se divertir, ela gostava de passar adiante informações confidenciais que recebia das pessoas, segredos que ela havia jurado guardar. Quem odiava quem. Quem gostava de quem. As tensões entre os alunos no ensino médio, muitas vezes, eram causadas por ela. Victoria sabia manipular os outros para que assumissem a responsabilidade pelos erros que ela cometeu e sabia o que dizer para se livrar de problemas. Ela chegou a convencer uma professora de que tinha atirado um giz nela apenas por pressão dos colegas. "Era o que ela queria ouvir", ela conta. "Ela queria acreditar que aquela menina inteligente não era ruim, apenas facilmente influenciável." Mais recentemente, Victoria estava obtendo ajuda para controlar seus impulsos. Mas ela também encontrou apoio, embora possa parecer estranho, de pessoas como ela. Pergunto a ela sobre diversos vídeos recentes conhecidos como "o desafio do psicopata", que viralizaram no TikTok, somando mais de 20 milhões de visualizações. Eles discutem como os espectadores podem "identificar um psicopata". A hashtag "psicopata" é uma das mais populares naquela rede social, com mais de dois bilhões de visualizações. Ela é usada para marcar diversos assuntos, incluindo imagens de pessoas com psicopatia em julgamentos, e também é usada como insulto para maus comportamentos. O que fica claro é que pessoas acham o tema da psicopatia e seus portadores, ao mesmo tempo, fascinantes e repulsivos. Victoria não acha esses vídeos ofensivos. "Parte de ser psicopata é não se importar com o que as pessoas pensam, de forma que isso não me aborrece", afirma ela. "Mas mostra a pouca compreensão das pessoas sobre o espectro completo da condição." A exceção, para ela, são os vídeos que discutem se as pessoas com psicopatia são mais propensas a maltratar os animais. "Muitos de nós preferimos animais aos seres humanos", afirma ela, secamente. Sociopata ou psicopata? O que Victoria indica como "nós" é uma comunidade online de mulheres como ela. Ela está concentrada principalmente no blog da escritora M. E. Thomas, talvez uma das mais conhecidas mulheres com psicopatia. A avaliação de psicopatia de Thomas, realizada pelo psicólogo forense John Edens, da Universidade A&M do Texas, nos Estados Unidos, foi de 99%. O blog de Thomas, intitulado Sociopath World, detalha como é a vida com psicopatia. Ela afirma que usava a palavra sociopata em vez de psicopata porque achava que era um termo que seria compreendido por mais pessoas. Sociopatia não é um termo clínico amplamente aceito, e psicólogos como Abigail Marsh afirmam que, às vezes, ele é usado por indivíduos que podem sentir o estigma relacionado à palavra "psicopata". Um agente literário descobriu o blog de Thomas e ofereceu um contrato para um livro. Confessions of a Sociopath: A Life Spent Hiding in Plain Sight ("Confissões de uma sociopata: uma vida passada escondendo-se à vista de todos", em tradução livre) foi publicado em 2012 e traduzido para mais de 10 idiomas. Um filme baseado no livro, estrelado pela atriz norte-americana Lisa Edelstein, está atualmente em produção. "Vejo-me como uma fórmula, não como uma pessoa", afirma Thomas. "É como ser uma planilha do Excel, onde examino o que faço e digo calculando o possível resultado." Um exemplo pode ser dizer a alguém que ela o ama quando quer algo dele, afirma Thomas. Ela conta que já fez isso algumas vezes e gerou o rompimento de vários relacionamentos. Um estudo de 2012 da Universidade de Zurique, na Suíça, também descobriu que a risada é frequentemente usada pelas pessoas psicopatas como instrumento intencionalmente manipulador. Ela as ajuda, por exemplo, a controlar a conversa. Ou, às vezes, a rir da pessoa com quem estão falando - e não com ela. Thomas afirma que seu agente a instrui a não usar a palavra "manipuladora" quando falar sobre si mesma, mas sim dizer que sabia como influenciar as pessoas desde a infância. Mas "manipuladora" é a palavra que ela usa. Ela afirma que essa qualidade a ajudou a tornar-se uma boa advogada, que ainda é a sua profissão. Quando ela fala, as pessoas não conseguem identificar seu sotaque. Elas acham que Thomas pode ser de Israel ou da Europa oriental, embora ela tenha vivido toda a sua vida na Califórnia. "Você tem sotaque quando se socializa para ter identidade. Eu nunca tive identidade", ela conta. "Tenho um sentido muito fraco de mim mesma." Possíveis benefícios? No seu blog, M.E. Thomas compartilha seus pensamentos diários e entrevista outras pessoas que vivem com características psicopatas. Ela conta que muitos dos seus leitores encontram refúgio nas suas postagens e vídeos, pois é um lugar onde elas reconhecem seus próprios padrões e compartilham experiências sem que sejam julgadas por isso. Observar a psicopatia como um espectro pode significar que as características que a definem são muito mais comuns entre a população em geral do que o indicado pela maioria dos estudos SOMSARA RIELLY Uma de suas leitoras é Alice, uma mulher alemã de 27 anos de idade. Ela afirma que é frustrante ler artigos ou assistir a ilustrações de pessoas com psicopatia como indivíduos maldosos que precisam ser evitados. "Nós existimos em uma escala, como todos os demais", afirma ela. Como Thomas, Alice é agradável à primeira vista, talvez porque ela sorri muito. Ela admite desde o início que está imitando o que ela sabe ser socialmente adequado. Alice vem fazendo isso por toda a vida. Quando sua avó morreu, ela observou o luto da sua irmã e copiou seu comportamento. Ela afirma que também finge ser sarcástica, pois isso permite que ela diga impunemente o que tem na mente, sem causar alarme. Alice aprendeu isso já aos 12 anos de idade, quando estava de férias em um navio e se perguntou em voz alta como seria observar as pessoas afundarem em caso de acidente. A reação dos seus pais e amigos a ensinou que era importante enquadrar esse tipo de pensamento como humor ácido e não como um pensamento obscuro. Embora Thomas descreva sua característica psicopata dominante como manipulação e Victoria afirme que sua marca é a indiferença, Alice aponta sua falta de empatia como sua característica mais evidente. "Não tenho nenhuma empatia emocional, mas tenho muita empatia cognitiva", afirma ela, com sorriso inabalável. "Se alguém se machucar, por exemplo, ferir o joelho ou quebrar um braço, posso não sentir nada por eles emocionalmente, mas sei que preciso conseguir ajuda e assim o faço." E isso, segundo ela, faz com que ela seja uma boa pessoa para ter por perto em situações de emergência. "As pessoas me contam seus problemas e não fico ofuscada pelas emoções, de forma que aquilo não me afeta e posso ouvi-las e oferecer conselhos racionais", ela conta. "Outras pessoas podem querer se distanciar porque aquilo aciona suas próprias emoções, mas isso não acontece comigo." Alice não é a única que acredita que suas características podem ser benéficas para a sociedade. Os traços "positivos" da psicopatia são explorados pelo psicólogo Kevin Dutton, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, no seu livro A Sabedoria dos Psicopatas: O que Santos, Espiões e Serial Killers Podem nos Ensinar sobre o Sucesso (Ed. Record, 2018). Em 2011, Dutton conduziu uma pesquisa no Reino Unido intitulada "A Grande Pesquisa sobre os Psicopatas Britânicos". As profissões onde as pessoas mais exibiam características psicopatas foram os altos executivos, jornalistas, policiais, militares, cirurgiões e advogados. Dutton argumenta que certas características de personalidade do espectro psicopata - incluindo a frieza sob pressão e reações menos empáticas às interações interpessoais - podem ajudar as pessoas a realizar seu trabalho sem que sejam, como diria Alice, "ofuscadas". É preciso apoio e desmistificação "Todos conhecemos alguém com características psicopatas", afirma Marsh, que é uma das fundadoras da organização Psycopathy Is. Ela oferece uma das poucas plataformas online que fornecem apoio para psicopatas e pessoas próximas. Marsh afirma que seu objetivo é desmistificar a psicopatia e fornecer ferramentas de seleção para que as próprias pessoas possam se avaliar, com instrumentos confiáveis, e conseguir boas informações sobre o que fazer em seguida. "A psicopatia não é uma categoria, é um espectro", afirma ela. "Ela é distribuída entre a população em graus variáveis. Algumas pessoas causam destruição contínua e outras precisam apenas administrar os seus sintomas." "Quando não discutimos isso abertamente, as pessoas se lembram de Ted Bundy e Hannibal Lecter [assassinos em série - o primeiro, real, e o segundo, da ficção]", afirma ele. "E então vemos tendências do TikTok preenchendo a lacuna de informações de especialistas." Muitos especialistas, incluindo Marsh, acreditam que está na hora de desfazer os mitos e o estigma que envolvem a psicopatia. As causas subjacentes da psicopatia ainda são mal compreendidas, embora cada vez mais pesquisas de imagens neurológicas venham ajudando a indicar algumas das possíveis anormalidades do cérebro que podem explicar os sintomas. Pesquisas indicam, por exemplo, que homens com psicopatia possuem reação reduzida em regiões do cérebro relacionadas ao processamento do medo e que existem indicações de que efeitos similares podem ser encontrados nas mulheres. Alguns pesquisadores também indicaram diferenças no circuito neural das amígdalas cerebelosas, uma estrutura importante do cérebro responsável pelo processamento das emoções. Mas, como a maior parte das pesquisas sobre psicopatia, essas conclusões estão longe de ser consistentes e ainda precisam ser mais estudadas. A genética e o ambiente das pessoas também são peças importantes do quebra-cabeça. Mas Marsh acredita que conseguir essas respostas exigirá que a sociedade como um todo desenvolva uma relação mais madura com a psicopatia. "Eu realmente admiro o que a comunidade de pesquisa sobre o autismo fez nos anos 1990", afirma ela. "Eles decidiram se libertar do estigma, dizendo às pessoas a verdade sobre a condição. Que é um distúrbio de espectro." "Nós, como pesquisadores de psicopatia, precisamos definir uma abordagem para realmente nos atirarmos ao desenvolvimento de melhores intervenções que possam ajudar as pessoas com psicopatia a viver vidas produtivas e prósperas", defende Marsh. Mas ela acrescenta que, até que isso aconteça, estamos fracassando com as pessoas com psicopatia. "Isso significa que as pessoas - pessoas com o distúrbio, seus amigos e sua família - não estão conseguindo o apoio de que precisam", afirma ela. "E isso prejudica a todos." Victoria, Alice e M. E. Thomas usam a meditação, terapia psicológica e apoio de colegas da sua comunidade online para ajudar a controlar o seu distúrbio. "Não estar nas sombras ajuda", afirma Thomas. "Mas ainda existe um estigma para a palavra 'psicopata'. Ainda há muito trabalho a fazer e é preciso ter muitas conversas mais abertas. A realidade é que nós existimos." Características da psicopatia Segundo o site PsychopathyIs.org (que teve como uma de suas criadoras a psicóloga e neurocientista Abigail Marsh, da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos), estas são algumas das principais características que se manifestam em casos extremos de psicopatia: Abordagem egoísta e indiferente aos relacionamentos interpessoais. Falta de empatia sobre o sofrimento ou angústias dos demais. Falta de demonstração de remorso depois de machucar os outros ou desobedecer regras. Pouco sentido de identidade consigo próprio. Manipulação das pessoas para conseguir as coisas. Dedicação a atividades perigosas ou arriscadas. Charme superficial. * Megha Mohan é jornalista especializada em gênero e identidade da BBC. Essa reportagem foi originalmente publicada em http://news.bbc.co.uk/1/hi/63732969.stm

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Inteligência artificial para detectar demências em seus estágios iniciais
Saúde & Ciência

Inteligência artificial para detectar demências em seus estágios iniciais

📅 08/01/2023, 09:00

Na última coluna de 2022, falei do ChatGPT, criado pela OpenAI, capaz de responder a todo tipo de pergunta e manter um diálogo como se fosse uma pessoa. Os pesquisadores agora querem testar se os algoritmos que estão por trás da mais nova sensação do mundo digital são capazes de ajudar os médicos a detectar a Doença de Alzheimer em suas fases iniciais. Estudo da Drexel University (EUA), publicado no fim do ano, demonstrou que o GPT-3 pode identificar pistas que indicam o começo de uma demência com 80% de acurácia, a partir do discurso espontâneo de quem interage com o equipamento de inteligência artificial. Idosa em janela: inteligência artificial é capaz de ajudar os médicos a detectar a Doença de Alzheimer iphotoklick para Pixabay Não é tarefa simples fechar um diagnóstico de Alzheimer: além do histórico da pessoa, são necessários exames físicos e neurológicos. Embora não haja cura para a doença, mapeá-la em seus primeiros estágios dá ao paciente mais opções de apoio e tratamentos paliativos. Como o declínio da linguagem é um sintoma que se manifesta na maioria dos portadores de demência, os cientistas têm buscado programas de inteligência artificial que captem problemas como o excesso de hesitações, esquecimento sobre o significado de palavras, ou erros de gramática e pronúncia. O GPT-3 é a terceira geração do GPT (Generative Pre-trained Transformer) e usa algoritmos de aprendizagem profunda, do inglês “deep learning”. Eles processam, em tempo real, uma enorme quantidade de informações da internet, com ênfase em como as palavras são usadas e a linguagem é construída. O resultado é que a interação da máquina com o ser humano se assemelha muito a uma conversa natural. Para comprovar sua teoria, os pesquisadores usaram transcrições de falas de portadores de Alzheimer compiladas pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH). O conteúdo serviu para treinar o algoritmo a distinguir o discurso de um indivíduo normal daqueles com a enfermidade. Numa segunda etapa, o desempenho do GPT-3 foi comparado com o de um teste utilizado para identificar demência, o mini-exame do estado mental (MMSE). O GPT-3 se mostrou 20% mais eficiente que o MMSE. “A análise que o GPT-3 faz da linguagem o torna um candidato promissor para reconhecer alterações sutis no discurso que podem indicar o princípio de um quadro de demência”, afirmou Felix Agbavor, principal autor da pesquisa. “Queremos alimentar o GPT-3 com uma quantidade maciça de conversas, inclusive de pacientes já diagnosticados com Alzheimer, para aprimorar sua capacidade de identificar padrões, o que nos auxiliaria em novos diagnósticos”, completou. O trabalho foi publicado no “PLOS Digital Health”.

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